
Charge do Gilmar Fraga (Zero Hora)
Pedro do Coutto
A semana que passou já havia sido suficientemente dura para a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto. Mas os sinais que emergem nos bastidores políticos indicam que a próxima pode ser ainda pior — talvez decisiva. O avanço das investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, somado às suspeitas de omissões em sua proposta de delação premiada, criou um ambiente tóxico para um projeto eleitoral que até pouco tempo parecia consolidado dentro do campo conservador.
O problema para Flávio não está apenas na existência de uma crise. Crises, afinal, fazem parte da rotina política brasileira. O que ameaça sua sobrevivência eleitoral é a sequência contínua de revelações, contradições e desgastes que se acumulam sem permitir qualquer reorganização narrativa. A sensação transmitida ao eleitorado é a de um candidato permanentemente acuado pelos fatos.
PROXIMIDADE – As reportagens divulgadas nos últimos dias mostraram que as relações entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro eram muito mais próximas do que o senador admitira anteriormente. Áudios, mensagens e documentos revelaram pedidos de recursos milionários para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, além de contatos mantidos mesmo quando as investigações sobre o Banco Master já eram públicas.
O dano político não decorre apenas do conteúdo das revelações, mas principalmente das inconsistências. Em março, Flávio negara qualquer proximidade com Vorcaro. Depois, passou a admitir encontros e negociações privadas. Em seguida, tentou enquadrar tudo como simples patrocínio cultural sem contrapartidas políticas. O problema é que a política contemporânea raramente pune apenas o ato em si; ela pune a percepção de ocultação. E, nesse aspecto, o caso tornou-se explosivo.
Agora, as suspeitas de omissões na proposta de delação de Vorcaro ampliam ainda mais a instabilidade. Quando surgem indícios de que informações relevantes podem ter sido omitidas de investigadores, o efeito imediato em Brasília é devastador: cresce a expectativa de novos vazamentos, novas peças investigativas e novos personagens envolvidos. Em outras palavras, instala-se a percepção de que a crise ainda está apenas começando.
IMPACTO – Dentro do próprio campo da direita, o impacto já é perceptível. Aliados passaram a adotar um silêncio cauteloso, enquanto adversários internos enxergam uma oportunidade rara para disputar espaço no eleitorado bolsonarista. Governadores e pré-candidatos que antes evitavam confrontar Flávio começaram a cobrar explicações públicas. O movimento ainda é discreto, mas revela algo importante: setores do conservadorismo passaram a considerar a hipótese de que a candidatura talvez não sobreviva ao acúmulo de desgaste.
Há outro elemento igualmente corrosivo: o simbolismo do caso. O bolsonarismo construiu sua identidade política apoiado no discurso de combate à corrupção, enfrentamento ao sistema e crítica às velhas práticas de poder. Quando surgem denúncias envolvendo um banqueiro investigado por fraudes financeiras, financiamento milionário e negociações obscuras, o dano simbólico ultrapassa o jurídico. A crise deixa de ser apenas eleitoral e passa a atingir diretamente a coerência do discurso político construído ao longo dos últimos anos.
REAÇÃO DO MERCADO – O mercado financeiro também reagiu ao episódio, refletindo a percepção de aumento da instabilidade política. Relatórios internacionais e veículos estrangeiros passaram a tratar o caso como um fator de risco eleitoral relevante para 2026.
O mais delicado para Flávio Bolsonaro é que sua candidatura depende fortemente da ideia de continuidade do capital político do pai. Mas Jair Bolsonaro já enfrenta um contexto extremamente adverso, marcado por condenações, investigações e isolamento crescente em setores institucionais. Nesse cenário, qualquer escândalo adicional envolvendo o núcleo familiar tende a produzir efeito multiplicador.
NOVAS REVELAÇÕES – Em política, há crises que ferem. E há crises que paralisam. A diferença costuma estar no tempo de reação disponível ao personagem atingido. Flávio Bolsonaro parece enfrentar justamente o pior cenário possível: uma sucessão rápida de acontecimentos, sem intervalo para reconstrução de imagem, enquanto novas informações continuam emergindo em ritmo constante.
Talvez ainda seja cedo para decretar o fim de sua candidatura. A política brasileira já produziu reviravoltas improváveis demais para permitir sentenças definitivas. Mas hoje, em Brasília, cresce a percepção de que a pergunta deixou de ser “se” haverá danos eleitorais profundos. A dúvida real passou a ser se haverá tempo político suficiente para sobreviver a eles.
Dependerá dos “conservantes & lubrificantes”, oras pois, à exemplo do reabilitado descondenado, diria Nhô Vitor, meu saudoso avô materno!
LULA, O REAÇA
Um país – em que mais de 40 % dos eleitores opta pelo picolé de chuchu, Flávio, das capitanias hereditárias bolsonaristas e outros 40 % pro jacu de gaiola, Lula, um homem de Neandertal, que vê no avanço das forças produtivas uma ameaça pra ter mais um mandato e continuar destruindo o futuro do pais – está absolutamente afastado de Deus.
Vejam que tragédia anunciada:
https://www.youtube.com/watch?v=lsD9WHEPrwE
Enquanto as duas potencia travam outra guerra fria pelo controle da Quarta Revolução Tecnológica, o jacu propõe é censurar, controlar e obstar a principal tecnologia desta Nova Ordem Mundial, que revoluciona o comportamento e evolução das forças produtivas, como a máquina a vapor e o computador.
Pousando como “progressista”, engalobando o mundo com sua pauta identitarismo, a tal esquerda do Século XXI é uma força reacionária em processo irreversível de decadência moral, civilizacional e temporal.
Por isso está sendo derrotada no mundo todo.
Pelo jeito só sobrará o museu vivo, Lula, o reaça.
A propósito segue as características do Aparato Petista aplicável ao bolsonarismo, com pequenas correções.
1. Idealismo Metafísico como Base Epistemológica
Caracteriza-se por um idealismo metafísico que transforma a realidade em simples reflexo das próprias ideologias, concepções de mundo e interesses imediatos do grupo.
Promove um processo de alienação que envolve a sociedade — subordinada aos aparelhos ideológicos — assim também como seus próprios membros, que passam a reproduzir percepções ilusórias, como a noção de que “os problemas sociais foram solucionados” ou de que “o líder é a expressão da verdade e da democracia”.
2. Negacionismo da Realidade e das Ciências
Aparece como desdobramento direto do idealismo metafísico, reduzindo fatos concretos a meras projeções doutrinárias.
Constrói uma realidade paralela de natureza esquizoide, desconectada das condições objetivas.
Inclui a rejeição sistemática das Ciências Econômicas, consideradas “superadas”, substituindo seu corpo teórico por orientações de caráter dogmático. (Concepção supersticiosa e de senso comum, que levou e sempre levará à quebra do Estado e da Economia, como aconteceu durante o Governo Dilma).
3. Culto da Personalidade
Atribui ao líder uma imagem metafísica e ilusória, associada à onipresença, onisciência e onipotência.
Constrói a figura do líder como entidade infalível, digna de devoção e idolatria, fortalecendo os mecanismos de dominação simbólica e disciplinar.
4. Ausência de Projeto Nacional de Longo Prazo
Evidencia a inexistência de diretrizes estruturadas para enfrentar o atraso econômico, tecnológico e social do país.
Contribui para o agravamento dos problemas estruturais, na medida em que não oferece estratégias consistentes para a superação das desigualdades e deficiências nacionais.
5. Adoção de uma Causa Única Retroutópica
Funciona como refúgio ideológico diante da incapacidade de formular soluções reais para desafios contemporâneos.
Baseia-se em um anti-imperialismo de matriz antiquada, herdeiro de disputas geopolíticas do século XX, cuja relevância atual é mínima e cujo objetivo final implicaria em graves consequências econômicas globais.
6. Preferência por Regimes e Métodos Totalitários
Estabelece afinidades com regimes totalitários, misóginos, homofóbicos, vinculados ao narcotráfico e ao fundamentalismo bárbaro e medieval.
Revela contradições internas profundas e uma orientação anticivilizacional, derivada da lógica anti-imperialista adotada.
7. Maniqueísmo Estrutural
Organiza o campo político segundo uma dicotomia rígida entre “Bem” (atribuído ao próprio grupo) e “Mal” (atribuído aos adversários).
Legitima censura, perseguição e punição política como supostas ações moralmente justificadas de “purificação”.
8. Binarismo Reducionista
Simplifica o espectro político ao reduzir o debate público a dois polos excludentes.
Facilita estratégias de dominação ideológica e eleitoral ao eliminar nuances, diversidade e complexidade das concepções de mundo contemporâneas.
9. Neoludismo face ao avanço das forças produtivas
Expressa-se na rejeição ao capitalismo sem a proposição de um modelo alternativo funcional, em razão do fracasso histórico da economia estatizada. (Vide a China que só superou a miséria e incluiu 800 milhões de pessoas no processo de produção e distribuição da riqueza, quando superou a superstição econômica ”anti-capitalista” e limpou o Estado da corrupção).
Manifesta resistência ao avanço das forças produtivas e à inovação tecnológica, entendidas como ameaças, e não como oportunidades para desenvolvimento, modernização e transferência de tecnologia.
Sr. Pedro
Em mais um palanque, o Narco-Ladrão volta a falar na promessa da picanha e inclui outras carnes na mentira……
Veja o nivel que chegou esse maldito pinguço
Lula volta a falar em “picanha” e inclui alcatra e maminha;
— Eu nasci para fazer com que os pobres tenham o direito de andar de cabeça [erguida] neste país. Porque o pobre gosta de se vestir bem, gosta de estudar, gosta de comer produtos de primeira qualidade
A gente não vai à feira depois do meio-dia para comprar tomate amassado, laranja amassada, o pessoal aperta tudo… Não! A gente quer ser o primeiro para comprar coisas de qualidade. A gente não quer bofe, a gente quer filé. A gente quer picanha, a gente quer alcatra, a gente quer maminha! A gente quer comer coisas gostosas que nós trabalhamos e temos direito —
PS.
Preço do tomate estoura nas feiras e mercados, em uma semana chegou a 100% de aumentos…
Acho que é bom avisar a guerrilheira derrotada e fracassada do Fardão da Academia….´para não falar bobagens…(a que nivel chegou a Academia)
Pedro o do Couto, não o do Flamengo era a favor da taxa das blusinhas, agora deve ser contra.
Constatação.
Quando algum escriba começa o verbo com a afirmação que não se trata de direita ou esquerda é sinal que a prosopopeia vai ser de esquerda.
Aviso.
Comecem a preparar o campo, o discurso, a narrativa e a mídia freguesa para impedir o filme do Bolsonaro se exibido antes e depois das eleições.
Estou mostrando a previsibilidade da esquerda quanto ao filme.
Já tem petralha e simpatizantes que vão declarar peremptoriamente que odeiam o Jim Caviesel desde criancinha desde a crucificação, desde o beijo de judas.
Só uma terceira via teria chance de salvar o país dos mentecaptos. Esses dois pretendentes não têm cacife nem para porteiro de prostíbulo.
Por falar nisso
Brasilia virou uma zona sem cafetão…
eh!eh!eh
Sr. Pedro
Enquanto o Narco-Ladrão brinca de Plano de Segurança no palanque, seus filhotes vão tocando o terror na população..
Veja este video….
https://www.uol.com.br/flash/?c=63973270ba7bdd3ed24bee893468931a20260518
PS.
Sr. Pedro
Só para lembrar os desavidados, o Narcola está com 5 mandatos nas costas. (20 anos ) no Palácio do Assalto…
George Harrison foi um extraordinário guitarrista e compositor. Ao se separar dos Beatles, Harrison lançou uma Trilogia ( Três LP). No primeiro , o título foi Dark Horse.
Então o termo Dark Horse, foi copiado do álbum de Harrison?
Esse filme brasileiro, sobre a saga do golpismo vai ser um fracasso de bilheteria. Só vai dar bolsonarista nas salas de cinema. Quero distância regulamentar dessa gente.
Flávio tem dito, que o dinheiro tomado de Vorcaro, em torno de 61 milhões, era privado.
Mas, omitiu que dinheiro público das emendas parlamentares fosse enviado para a produtora do filme Dark Horse.
O deputado Mario Frias, ex- ator direcionou 2 milhões
Carla Zambelli mandou em emendas, 2 milhões
Deputada Bia Kisses de Brasília outros dois milhões.
Para onde foi tanto dinheiro para um filme americano sobre o azarão Bolsonaro?
O Boca de Esgoto e Cavalo Paraguaio vai socar a picanha nos convertidos.