Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e o fortalecimento de uma candidatura isolada

13 thoughts on “Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e o fortalecimento de uma candidatura isolada

  1. Até onde a elite vai com os Bolsonaro?

    Condescendência com acusações e instabilidades ligadas ao clã não se explica nem por dados econômicos e fiscais do governo de Jair

    A forma como parte da elite econômica e política espera para ver se a candidatura de Flávio fica de pé diante das evidências quase diárias de uma relação constante com Vorcaro escancara um fenômeno conhecido, mas que se renova a despeito dos fatos:

    – A enorme condescendência desses estamentos com todo tipo de instabilidade que a família Bolsonaro é capaz de provocar, algo inexistente em relação a qualquer outro grupo político.

    A eleição do ex-mito, em 2018, se deu a despeito da profusão de evidências de evolução patrimonial do patriarca e dos filhos incompatível com a atividade parlamentar de todos eles, do histórico antiliberal do “capitão” recém-associado a Paulo Guedes e de outras inconsistências.

    Os quatro anos de mandato de Bolsonaro trouxeram à tona detalhes da relação do ex-deputado estadual Flávio, então já senador, com seu ex-braço direito Fabrício Queiroz, evidências de prática de rachadinha em seu gabinete, de mais movimentações financeiras apontadas pelo Coaf como suspeitas, de relacionamento com ex-policiais ligados à milícia, mais compra de patrimônio imobiliário em transações milionárias e em dinheiro vivo — e tudo foi aceito.

    A gestão da pandemia expôs um presidente avesso à ciência, disposto a dinamitar o Programa Nacional de Imunizações, incentivando que se “passasse a boiada” em desmonte ambiental aproveitando o isolamento, zombando de medidas sanitárias e de mortes, trocando ministros da Saúde como quem mudava de camisa do Brasil.

    Houve abalo a sua imagem, mas ele quase foi reeleito.

    Vieram o 8 de janeiro de 2023 e aquela destruição sem precedentes em Brasília, por uma turba mantida em acampamentos em frente a quartéis por meses, incentivada por um presidente que abdicou do exercício do cargo desde a derrota no segundo turno, depois deixou o país sem passar o cargo ao sucessor.

    Houve repúdio generalizado de imediato, mas logo depois passou-se a relativizar a gravidade do que aconteceu, como se fosse apenas coisa de donas de casa armadas de batom.

    Por fim, o processo da trama golpista expôs a realização de uma reunião ministerial gravada em vídeo em que se discutiram opções até para melar as eleições.

    Vieram à tona um plano para matar autoridade e minutas de diferentes estados de exceção. O primeiro ex-presidente do Brasil foi condenado por tramar um golpe de Estado.

    E, ainda assim, uma parcela majoritária de nossos tomadores de decisão permanece aferrada aos desígnios desse líder, agora preso, a ponto de rapidamente assimilar aquilo que não queria: um presidenciável da própria família.

    Foi escolhida a segunda opção, porque o primeiro cogitado estava nos States havia meses obtendo sanções econômicas e políticas contra o Brasil.

    Agora, diante de um áudio reconhecido pelo próprio pré-candidato como autêntico, pedindo R$ 134 milhões a um banqueiro já enrolado para um filme sobre o pai, com recursos geridos por um fundo sem nenhuma transparência, existe uma torcida silenciosa para que a tempestade passe, e a motociata siga.

    É difícil compreender, apenas à luz da ideologia, tal complacência. Não foi vista em escândalos envolvendo políticos do PT ou mesmo do PSDB. Basta ver a descida ao inferno de Aécio Neves por muito menos que esse acervo do “azarão” e sua prole.

    O resultado econômico e fiscal sob Bolsonaro e Guedes não explica tal devoção imune a fatos. O antigo teto de gastos foi seguidamente excedido, houve a pedalada com precatórios e toda sorte de medida eleitoreira, inclusive elevando despesas assistenciais — um dos pecados sempre apontado nas gestões petistas.

    As pesquisas e as novas revelações (que não param de aparecer, a despeito das velas acesas na Faria Lima) dirão se Flávio se segura.

    Mas a disposição a passar pano com desinfetante para tudo o que tenha o sobrenome Bolsonaro é um traço distópico dos nossos tempos que precisará ser explicado nos livros de História, com as consequências dela decorrentes.

    Fonte: O Globo, Política, Opinião, 20/05/2026 01h07 Por Vera Magalhães

    • “A disposição a passar pano com desinfetante para tudo o que tenha o sobrenome Bolsonaro é um traço distópico dos nossos tempos que precisará ser explicado nos livros de História, com as consequências dela decorrentes.”

      Bolsotário é, antes de tudo, masoquista.

  2. Num ato de campanha em Florianópolis, no dia 9, Flávio Rachadinha apareceu vestindo uma camiseta com a frase: “O Pix é do Bolsonaro, o Master é do Lula”.

    E agora? O que fará com a camiseta? O mesmo que fez com o boné do “Maga”, por exemplo?

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    Mas não é porque Flávio está se enrolando cada vez mais que Lula está se desenrolando.

    Concorrem para ver quem tem maior rejeição.

  3. Os oligarcas petistas pedem calma pra bases atrasadas, pregadoras de cartazes, cultuadoras de personalidades, que não têm capacidade de compreensão da realidade política.

    Não é bom pra campanha do jacu de gaiola a emergência do tema da corrupção.

    São descondenados, estão envolvidos até o pescoço no assalto dos aposentados, no caso banco master, sem contar os cadáveres insepultos do Mensalão e da Lava Jato.

    Ademais, como a jacuzada petista, a bolsonarista tá nem aí pro caráter de quem idolatram

    A última pesquisa, que, pasmem, colocou os áudios do Flávio mostra que perdeu somente 5% dos votos. é muito pouco pelo tamanho de sua prátiva neo-patrimonialista.

    O bolsonarismo, como o lulopetismo, tem suas misérias humanas do bem.

    • Ademais, como sempre, perderam o timming, como o STF perdeu o timming da tal trama golpista.

      Lançaram o bó do Flávio muito longe da eleição e teve um resultado pífio.

      Jacus de gaiola, só fizeram foi colocar o tema corrupção no processo eleitoral.

      Uma espécie de suicídio.

      Embora seria interessante o homem das cavernas ser reeleito pra ter a bomba econômica que plantou estourando no seu colo.

      https://fiesc.com.br/pt-br/imprensa/desequilibrio-fiscal-vai-cobrar-o-preco-em-2027-diz-samuel-pessoa

      Não haveria uma dilmanta pra segurar o tchan de novo.

      • Teria idade pra, depois de quebrar o país e novo, ser premiado com a Presidência do Banco do BRICS, como a pior presidente do país o fora?

        Prêmio Nobel, o pai dos pobres, digo mãe mineira da burguesia cleptopatrimonialista, não verá nem o cheiro.

      • Queimaram a bala de prata contra o Flávio totalmente fora da linha do tempo eleitoral.

        Provavelmente, só terão bombinha de festa de São João pra soltarem contra ele quando a campanha esquentar.

        Já em cima do jacu, não se sabe com certeza o que virá ainda.

        Sem contar que seu parelho repressivo e censor está em absoluta e irreversível baixa.

        E, sem contar também, que, com Trump no governo, o bloqueio das redes sociais é impossível.

        Que falta o Biden do primeiro Mundo faz pro o dos Trópicos!

  4. Sr, Pedro

    Veja os filhotes do Narcola tocando o terror na população….

    5 mandatos e não resolveu o problema da segurança…, aliás, nunca vai resolver….

    Ex-piloto do Globocop morre após ser baleado na cabeça em SP; vídeo mostra assalto

    Odailton de Oliveira Silva foi abordado por um homem em uma motocicleta e alvejado na região do Butantã

    https://www.terra.com.br/noticias/brasil/cidades/ex-piloto-do-globocop-morre-apos-ser-baleado-na-cabeca-em-sp-video-mostra-assalto,816b06331ef8785de798ce63220928b2saquqosm.html?utm_source=clipboard

      • PS.2

        O Plano de Segurança Inter-Galáctico contado pelo Mitomaníaco Presidíário ficou apenas no palanque..

        Ano de eleições, sabe como é…

        Só o poder interessa…

        Comuna não ´é gente..

  5. Em 1917, a Argentina era uma nação tão poderosa quanto os Estados Unidos da América. Por que a Argentina não cresceu?
    O solo fértil para o trigo continua fértil e o povo não mudou. O que aconteceu? Ouso responder: foram os políticos corruptos. Assim está o Brasil: pobre e cheio de autoridades medíocres e corruptas.
    Chega de Flávios Bolsonaros, de Lulas filhos do Nordeste (ou de outra coisa), chega de partidarismo.

    • Chega de Flávios Bolsonaros, de Lulas filhos do Nordeste (ou de outra coisa), chega de partidarismo.

      Tragam um Oscar para o Sr, Sablons….

      Urgente…

  6. A candidatura de Flávio Bolsonaro imposta goela abaixo pelo papai preso, o seu Jair, desagradou o Centrão. Esse grupo que fareja o Poder como sobrevivência política, apostava suas fichas no governador de São Paulo, o carioca Tarcísio de Freitas, um nome do agrado do mercado financeiro, leia-se a Avenida Faria Lima em São Paulo e com telhado de vidro mais reforçado, imune a escândalos de corrupção, rachadinhas e homenagem a milicianos.

    O Centrão temia, o que todo mundo sabia em Brasília, uma cidade de muro baixo, onde os segredos não existem., que Flávio 01 tinha esqueletos guardados no armário.

    Portanto, a perplexidade da turma do PL, ontem na saída da reunião com Flávio, todos com cara de enterro da candidatura, só tem um motivo: Insegurança sobre serem arrastados pelo escândalo Master e comprometer as candidaturas do PL a governador, deputado federal e senador. A cara fechada do senador e ex- juiz Sérgio Moro é um misto de medo e angústia com os reflexos do Caso Master, na sua candidatura ao governo do Paraná. Moro terá coragem de pedir votos aos paranaenses de braços dados com Flávio Bolsonaro?

    Semana passada, a bola da vez foi o senador Ciro Nogueira, alvo de busca e apreensão da Polícia Federal, autorizada pelo Relator Ministro André Mendonça do STF. Mesadas de 300 mil a 500 mil pagas por Vorcaro em troca de emendas de Ciro favoráveis ao Banco Master.
    Flávio Bolsonaro, apressado não defendeu o dono do PP, senador Ciro Nogueira, pelo contrário condenou as práticas ilícitas de Ciro, porque não esperava, que na semana seguinte seria a próxima vítima de Vorcaro, que gravou tudo nas conversas com o mundo político.

    Então, o que Ciro Nogueira fez: Proibiu qualquer manifestação do Partido Progressista o PP em defesa de Flávio. Vento que venta cá, venta lá.

    O inferno astral de Flávio Bolsonaro está em plena ebulição e só resta ao candidato, trabalhar na redução de danos e esperar a poeira baixar torcendo pela iminência de outro escândalo político, que possa ter o condão de abafar o que se abateu sobre ele, o candidato do Bolsonarismo.
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