
Flávio chegou a Washington carregando desgaste crescente
Pedro do Coutto
A reunião entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, não foi apenas um encontro protocolar ou uma agenda internacional comum. Pelo contrário. O episódio produziu perplexidade em setores da diplomacia, da política brasileira e até mesmo entre aliados do próprio bolsonarismo, sobretudo pelo contexto em que ocorreu e pelas circunstâncias que cercaram sua realização.
Segundo reportagem de Luísa Marzullo, publicada por O Globo, o encontro durou cerca de uma hora e quarenta minutos e só foi confirmado praticamente na última hora, após intensa articulação de interlocutores ligados ao secretário de Estado Marco Rubio e ao entorno republicano próximo do trumpismo.
TEMOR – Até poucas horas antes da reunião, nem mesmo integrantes do grupo de Flávio tratavam a agenda como garantida. O temor era evidente: uma frustração pública da viagem teria enorme custo político para o senador em um momento particularmente delicado de sua trajetória. E é justamente esse contexto que torna o episódio politicamente tão significativo.
Flávio Bolsonaro chega a Washington carregando desgaste crescente após a divulgação de mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso e alvo de investigações que passaram a contaminar o ambiente político da pré-campanha presidencial do senador.
O caso atingiu não apenas o PL, mas também setores do Centrão que discutiam aproximação com a candidatura bolsonarista para 2026. União Brasil e PP, que vinham ensaiando uma convergência, começaram a recalcular riscos diante do temor de novos desdobramentos do escândalo. Nesse cenário, a imagem internacional passou a ter valor estratégico.
RECONSTRUÇÃO SIMBÓLICA – O encontro com Trump serviu como tentativa clara de reconstrução simbólica da autoridade política de Flávio Bolsonaro. A fotografia dentro da Casa Branca, o tratamento protocolar reservado ao senador e até mesmo a entrega da tradicional “challenge coin” americana foram utilizados como elementos de uma narrativa cuidadosamente construída para reforçar sua condição de liderança internacional da direita brasileira.
Mas há um aspecto que chama atenção: os temas oficialmente apresentados para justificar a reunião dificilmente explicam, por si só, uma agenda desse porte. Flávio afirmou ter tratado do combate ao Comando Vermelho e ao Primeiro Comando da Capital, defendendo que as facções sejam classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos.
Trata-se de uma pauta relevante, sem dúvida. Contudo, iniciativas desse nível normalmente transitam por canais diplomáticos formais entre governos, ministérios da Justiça, departamentos de Estado e serviços de inteligência. Não é comum que um presidente americano reserve quase duas horas para discutir esse tipo de assunto diretamente com um senador estrangeiro e um ex-deputado sem mandato. É exatamente aí que o encontro ganha dimensão política muito mais ampla do que a explicação oficial sugere.
ATIVO POLÍTICO – Donald Trump não é um ator político convencional. Sua atuação internacional frequentemente rompe protocolos diplomáticos clássicos e privilegia relações ideológicas, lideranças alinhadas e construção de redes conservadoras globais. Nesse contexto, o bolsonarismo continua sendo visto pelo trumpismo como um ativo político estratégico na América Latina.
A presença de Eduardo Bolsonaro reforça ainda mais essa leitura. Mesmo após perder o mandato parlamentar ao transferir residência para os Estados Unidos, Eduardo manteve e aprofundou sua rede de contatos dentro do universo trumpista. Sua ligação com estrategistas republicanos, influenciadores conservadores e operadores políticos próximos de Trump tornou-se uma das principais pontes internacionais do bolsonarismo.
A própria logística da viagem revela isso. Flávio, Eduardo e o influenciador Paulo Figueiredo permaneceram concentrados no hotel Willard, endereço historicamente associado ao trumpismo em Washington e frequentado por aliados republicanos. Antes da confirmação do encontro, a agenda da Casa Branca sequer mencionava oficialmente o senador brasileiro. O improviso de última hora, longe de reduzir o peso político da reunião, talvez revele justamente o contrário: a existência de uma articulação paralela, menos institucional e mais ideológica.
REFLEXOS – O problema é que essa aproximação produz inevitáveis consequências diplomáticas. O governo Lula rejeita a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas por entender que elas operam dentro da lógica do crime organizado e do narcotráfico, sem motivação política típica do terrorismo internacional. Ao levar essa pauta diretamente a Trump, Flávio Bolsonaro cria um contraponto explícito à política externa e à estratégia de segurança pública do atual governo brasileiro.
Na prática, o encontro transforma uma divergência doméstica em tema de interlocução internacional. Mais do que isso: ao receber um pré-candidato da oposição brasileira em meio a tensões políticas internas, Trump envia um gesto claro de reconhecimento político. Flávio Bolsonaro percebeu isso imediatamente. Não por acaso, tratou o encontro como demonstração de força internacional e sinalização de legitimidade para sua eventual candidatura presidencial.
Há ainda outro elemento simbólico relevante. A gravata verde e amarela usada por Flávio durante o encontro não foi casual. Assim como a tentativa de presentear Trump com uma camisa da seleção brasileira, o gesto procurava reforçar a associação visual entre bolsonarismo, nacionalismo brasileiro e trumpismo americano. Trata-se de uma construção política cuidadosamente planejada para consumo interno no Brasil.
QUESTÕES NO AR – Ainda assim, o episódio deixa perguntas difíceis. Por que Donald Trump decidiu investir capital político em um senador brasileiro fragilizado por denúncias e investigações? Qual o interesse estratégico americano em elevar a exposição internacional de Flávio Bolsonaro neste momento? E até que ponto essa aproximação interfere no delicado equilíbrio diplomático entre Brasília e Washington?
Talvez a resposta esteja menos nos temas discutidos oficialmente e mais no simbolismo político do encontro. Trump parece ter identificado no bolsonarismo uma peça importante para a reorganização internacional da direita conservadora nos próximos anos. E Flávio Bolsonaro, pressionado internamente por crises políticas, precisava desesperadamente de uma imagem capaz de recolocá-lo no centro do jogo. Nesse sentido, a reunião cumpriu sua função.
Mas o fato de ter funcionado politicamente não elimina o caráter extraordinário — e até desconcertante — do episódio. Porque encontros desse porte normalmente obedecem a racionalidades diplomáticas muito claras. Desta vez, porém, a lógica parece ter sido substituída por algo mais amplo: a construção de uma aliança política transnacional baseada em identidade ideológica, disputa narrativa e interesses eleitorais futuros. E é exatamente isso que transforma a visita de Flávio Bolsonaro à Casa Branca em um dos acontecimentos políticos mais intrigantes do cenário pré-eleitoral brasileiro até aqui.
Acho estranho essa turma quando o molusco andava com os ditadores da Venezuela para cima e para baixo, ninguém falava nada. Um ditador assassino e estuprador chegou até chamar de irmão, e foi como não tivesse acontecido nada
Lula se reuniu 4 vezes com o ‘amigo e irmão’ Kadafi
https://oglobo.globo.com/mundo/lula-se-reuniu-4-vezes-com-amigo-irmao-kadafi-2820150
PS.
Noticia que saiu na REd Goebbells….
Bullshiters! Eles, of course.
Alvíssaras! até o Pedro do Coutto despertou para a real: o bolsonarismo furou a bolha e ganhou uma dimensão além fronteira.
Graças ao trabalho sério do deputado Eduardo Bolsonaro e do jornalista Paulo Figueiredo, motivo de deboche pelos propagandistas e agitadores do PT (partido dos traficantes), o conservadorsimo tupiniquim estabeleceu vínculos internacionais.
Contra outra, que essa piada é de lascar. Ninguém vai rir dessa.
Eduardo Bolsonaro trabalhou contra o Brasil, pedindo ao Trump tarifas contra o Agro e a Indústria. Prejudicou as exportações do Brasil.
A traição nacional não é assunto para esquerda ou direita é falta de caráter pura e simplesmente.
Pedro se ateve aos fatos, no entanto sem considerar que nossa política externa tem viés esquerdista, que o diga o Anão Diplomático e o Megalonanico.
A LAVANDERIA BOLSOMASTER
A foto de Trump sentado e os três patetas em pé, demonstram uma submissão impressionante. Tudo para tirar o foco do escândalo BolsoMaster, incluído na corrupção da tomação de grana, dinheiro público que Flávio pegou de Vorcaro, um mafioso, um gangster da pior espécie.
Esse escândalo, que envolve Brasília e o Rio de Janeiro, não para de crescer. O candidato ao Senado de Flávio Bolsonaro no RJ, o ex- governador Cláudio Castro deu 3 bilhões para os Fundos do Vorcaro. E nós bobinhos, achando que era só 1 bilhão tirados do Instituto dos Aposentados do Estado, além de 400 milhões da CEDAE, estatal de Água e Esgoto.
Por falar em esgoto, políticos do Centrão e do PL estão mergulhados nessa fossa, que fede a quilômetros de distância.
Um candidato a presidência, o rachadinhas 01, dois ex- governadores, Ibanéis e Castro e o dono do PP, senador Ciro Nogueira, mas, não para por aí, deve vir muito mais , porque somente um dos oito celulares do Vorcaro foi periciado.
Nem precisa mais da Delação meia boca do Vorcaro, que comprou metade da República com degustação de vinhos, charutos e uísque ao custo de 1 milhão de dólares com dinheiro doado por Cláudio Castro, tirado do Rio Previdência. Após as reuniões, não republicanas de Castro e Vorcaro, no dia seguinte milhões de dinheiro público do Rio eram injetados na lavanderia do Banco Master.
Só estou estranhando, que nada aparece sobre o ex- governador de Brasília, Ibanéis Rocha. Dizem nas rodas políticas da ALERJ, a casa dos deputados estaduais, que o atual presidente vai entrar com reclamação no STF pedindo Isonomia de tratamento da PF, que só está pegando no pé do santo do pau oco, o Papai Noel do Vorcaro, quem, lógico que todo carioca sabe: Cláudio Castro candidato ao Senado subindo no telhado.
A ALERJ, Assembleia Legislativa, casa dos deputados estaduais, prepara uma bóia para ele, nomeando Castro para Conselheiro do TCE. Só faltava essa.
Que fazer?
Para refrescar a memória…
brasileiro esquece rápido os fatos e a realidade
“”Master declarou pagamentos a Temer, Lewandowski, Mantega e ACM Neto
Dados enviados pela Receita à CPI do Crime Organizado apontam repasses milionários também a Fabio Wajngarten e Antônio Rueda
Mantega faz lobby no BC por operação do Banco Master
https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2025/08/mantega-faz-lobby-no-bc-por-operacao-do-banco-master.ghtml
Guido Mantega anda fazendo jus ao seu polpudo contrato de consultoria com o Banco Master. No ano passado, conseguira um encontro entre Lula e Daniel Vorcaro. Sua missão agora é não menos relevante: tem feito lobby no BC (e não só no BC) para a aprovação da operação de venda do Master ao BRB e também pela não intervenção no banco de Vorcaro.
Banco Master contratou Guido Mantega a pedido de Jaques Wagner; salário era de R$ 1 milhão
O Amor é Lindo….
Uma mortadela de 1 milhão….
Gilmar Mendes pegou carona em avião de empresa de Daniel Vorcaro
FIM DA CARREIRA DE CLAUDIO CASTRO
O ex- governador Castro, acaba de comunicar ao presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, a desistência da candidatura ao Senado pelo Rio de Janeiro. As duas operações da PF sobre o repasse bilionário do Rio Previdência para o Banco Master da ordem de 3 bilhões, sempre após as festinhas e encontros secretos entre Castro e Vorcaro, minar a carteira política do ex- governador. Castro espera, que com a desistência do Senador, os holofotes do Master/ Vorcaro saiam do colo dele e passem para Flávio Bolsonaro.
Nada mais atual do que as palavras do general Heleno: ” Se gritar pega ladrão não fica um Centrão, meu irmão”. PL também né Heleno.
Flávio entrou nessa do Heleno ao pedir dinheiro ao Vorcaro e não foi pouca coisa. Até agora 153 milhões divulgados.
Até ontem, o rombo no Rio Previdência era de 1 bilhão., que o Cláudio Castro botou na lavanderia do Vorcaro. As novas revelações apontam um rombo de 3 bilhões.
Matéria do Estadão de hoje, versa sobre uma denúncia do deputado Luiz Paulo Correia da Rocha da ALERJ, do PSD encaminhada ao TCE em 2024 sobre o repasse de 900 milhões do Rio Previdência para o Master.
O mafioso Vorcaro não gostou da denúncia de Luiz Paulo e acionou o Augusto Lima da sua Turma para dar uma prensa em Gilberto Kassab do Centrão e dono do PSD para calar o deputado Luiz Paulo.
Perguntado pela imprensa, Gilberto Kassab disse que nem conhecia o Luiz Paulo, o deputado estadual e que telefonou para o deputado federal Pedro Paulo do grupo do Eduardo Paes e presidente do PSD do Rio para resolver esse assunto.
Hoje, Pedro Paulo o deputado federal desmentiu Kassab, afirmando, que se alguém pedisse a ele para abafar corrupção se juntaria ao denunciador contra os corruptos.
Kassab foi pego na mentira. É mais uma estrela da política do Centrão nas mãos sujas de Daniel Vorcaro,, se juntando ao dono do PP, Ciro Nogueira e Antônio Rueda do União Brasil, que assumiu o controle do Partido expulsando Luciano Bivar.
Parece que Vorcaro comprou todo mundo da política com seus contratos espúrios. Também, roubando dinheiro dos Institutos de Previdência e dos cofres do Banco de Brasília o BRB. O dinheiro rolava solto para Vorcaro distribuir a rodo e garantir proteção no Legislativo.
Parece que não deu certo, como ele tem reclamado na prisão.
Agora, quem recebeu o dinheiro sujo do Vorcaro, não está conseguindo dormir sem tomar Lexotan e alguns o famoso Zolpidem. Não dá para dormir com um barulho desses sonhando com a chegada da Federal às 6 horas da manhã, com o sol anunciando um novo dia.
Vamos passar a sacolinha……
“,…Na trilha do Master, maracutaia do banco de Edir Macedo tem rombo de R$ 8,5 bi…..””
“…Banco de Edir Macedo põe dinheiro em fundo com terreno vazio e em praia isolada protegida pela União…””
“”Banco ligado à Universal cedeu à empresa carteira de financiamentos que tinha até carro roubado””
canalhas não tem ética.