
Levantamento testa cenários de primeiro e segundo turno
Deu no G1
A Quaest divulga, a partir de quarta-feira (15), os resultados de uma nova rodada de pesquisas sobre a corrida presidencial de 2026, com cenários de primeiro e segundo turno. Esta será a primeira divulgação do instituto após a repercussão do vídeo em que Michelle Bolsonaro critica Flávio Bolsonaro (PL) e da operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT), ex-líder do governo no Senado.
O questionário também mede a percepção dos eleitores sobre medidas econômicas do governo Lula e temas como o fim da escala de trabalho 6×1, as investigações envolvendo o Banco Master, a relação entre Brasil e Estados Unidos, as tarifas anunciadas por Donald Trump e os desdobramentos do embate público entre Michelle e Flávio Bolsonaro.
COMPLIANCE ZERO – O senador Jaques Wagner foi um dos alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero. A PF aponta que Wagner atuou em defesa de interesses do Banco Master no Congresso e, em troca, recebeu vantagens indevidas — como um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, e repasses a empresas ligadas a familiares do parlamentar.
Sobre a operação, o questionário da Quaest pergunta sobre os impactos da investigação sobre o governo e a campanha do presidente Lula. Veja as perguntas sobre o caso:
Você já tinha ouvido falar dessas investigações envolvendo Jaques Wagner e o Banco Master ou ficou sabendo agora?
Algumas pessoas acreditam que Jaques Wagner agiu de forma errada neste caso. Outras pessoas acreditam que não houve nada de errado na relação dele com o Banco Master. com qual das duas opiniões você concorda mais?
Na sua opinião, essa investigação envolvendo Jaques Wagner e o Banco Master impacta muito negativamente, impacta negativamente, mas só um pouco, ou não impacta negativamente a campanha de Lula à presidência?
Você vê esse caso mais como uma questão pessoal a ser respondida pelo senador Jaques Wagner ou mais como uma questão institucional do governo Lula?
IMPACTO – O questionário dedica seções específicas para avaliar o impacto das recentes tensões públicas no núcleo da família Bolsonaro, explorando tanto as críticas de Michelle a Flávio quanto as declarações polêmicas do aliado Paulo Figueiredo, que criticou a ex-primeira-dama e fez comentários depreciativos sobre o eleitorado feminino. Veja as perguntas:
Você já sabia desses vídeos divulgados por Michelle Bolsonaro ou ficou sabendo agora?
Na sua opinião, Michelle Bolsonaro acertou ou errou em tornar público esse desentendimento com Flávio Bolsonaro em vídeos nas redes sociais?
Flávio Bolsonaro gravou um vídeo pedindo desculpas e dizendo que não teve intenção de ofender Michelle Bolsonaro. Você já sabia desse vídeo de Flávio Bolsonaro ou ficou sabendo agora?
Pelo que você sabe sobre esse desentendimento, com quem você tende a concordar mais?
Algumas pessoas dizem que esse desentendimento entre Michelle e seu enteado Flávio é uma briga normal que acontece em qualquer família. Outras dizem que é uma briga política de disputa de poder e sobre quem será o herdeiro político de Jair Bolsonaro. E você, com qual das duas opiniões concorda mais?
Qual você acha que foi a motivação principal para Michelle Bolsonaro publicar esses vídeos?
Algumas pessoas acham que a participação direta de Michelle na campanha de Flávio é fundamental para aumentar as chances de vitória dele. Outras pessoas acham que a participação dela não aumenta as chances de vitória de Flávio. Com qual das duas opiniões você concorda mais?
A revelação sobre o desentendimento entre Flávio e Michelle muda a possibilidade de você votar em Flávio Bolsonaro para presidente?
De modo geral, você diria que Flávio Bolsonaro e seus aliados tratam as mulheres com o mesmo respeito que tratam os homens, ou tratam as mulheres com menos respeito?
O assessor e aliado da família Bolsonaro nos Estados Unidos, Paulo Figueiredo, criticou Michelle Bolsonaro e afirmou que as mulheres “votam estatisticamente muito mal, principalmente as mulheres solteiras”. Você já sabia dessas declarações de Paulo Figueiredo ou ficou sabendo agora?
Flávio Bolsonaro disse que discorda das declarações de Paulo Figueiredo sobre as mulheres, que considera essa fala “completamente equivocada”, e afirmou que ele não faz parte da sua campanha, embora ajude a família Bolsonaro quando eles estão nos Estados Unidos. Pelo que você sabe ou ouviu falar, você acredita mais que Flávio Bolsonaro realmente discorda dessas declarações ou mais que ele pensa parecido com Paulo Figueiredo sobre o voto das mulheres?
CENÁRIO PRESIDENCIAL – A pesquisa simula o primeiro turno com uma lista de 12 pré-candidatos: Augusto Cury (Avante); Cabo Daciolo (Mobiliza); Edmilson Costa (PCB); Flávio Bolsonaro (PL); Heró Bezerra (PRTB); Hertz Dias (PSTU);
Joaquim Barbosa (DC); Lula (PT); Renan Santos (Missão); Romeu Zema (Novo); Ronaldo Caiado (PSD) e Samara Martins (UP)
O instituto também testa cenários de segundo turno, colocando Lula em confrontos diretos contra Flávio Bolsonaro, Zema, Caiado e Renan Santos. Encomendada pela Genial Investimentos, a pesquisa entrevistará 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.
Chame o outro do você é.
No fascismo, o corporativismo era um modelo de organização econômica e social em que trabalhadores e empresários eram reunidos em corporações (sindicatos e associações) controladas pelo Estado.
Resumo em tópicos:
• O Estado controlava sindicatos de trabalhadores e associações patronais.
• Greves e lockouts eram proibidos.
• Conflitos entre capital e trabalho deveriam ser resolvidos pelo Estado.
• Os sindicatos deixavam de ser independentes e passavam a seguir as diretrizes do governo.
• O objetivo declarado era promover a colaboração entre as classes e evitar a luta de classes defendida pelo marxismo.
• Na prática, o sistema fortalecia o controle estatal sobre a economia e limitava a autonomia dos trabalhadores.
Em síntese, o corporativismo fascista substituía sindicatos livres por entidades subordinadas ao Estado, buscando conciliar patrões e empregados sob a autoridade do governo.
ChatGpt
Alguém ouviu falar em greve depois que “o pai dos pobres” chegou ao Planalto?
Quem tem ouvido, ouça.
Nas pesquisas deveria constar: Michele deveria ser vice de Flávio?
Temos o fascismo com outra cara.
Embora o jacu de gaiola credite outro ser “o nazifascisomo” com outra carne.
Mas isto é normal prum office-boy da burguesia cleptopatrimonialista.
É um verme muito inútil!
O que esta vagabundagem lulobolsonarista quer:
É impressionante como irmãos gêmeos brigam entre si.
https://www.youtube.com/watch?v=jDN1tt_0wcY
Deve ser pela apropriação do motim.
Este vagabundo Lula está a serviço do setor mais escroto da burguesia corrupta.
Este é o verdadeiro objetivo do Aparato Petista.
https://www.youtube.com/shorts/Ie4YppHybww
Um país que quer reeleger um verme desta, não tem futuro.
Presente, há vinte anos de hegemonia desta vagabundagem, não tem.
Agora querem acabar com o dirigismo das pesquisas?
Ledo engano.
O nariz da militância de esquerda sempre vai cheirar algo de podre na casa dos desafetos ideológicos.
O paradoxo dos ladrões.
Barrabás foi livrado pelos fariseus e Jesus perdoou o ladrão crucificado a seu lado.
Constatação.
O farisaísmo sempre vai perdoar seus próprios ladrões.
Pode ser presidente quem vive correndo para o colo do pai?
Flávio Bolsonaro acha que sim. Uma vaga no Senado e o papel de cuidadora do marido estão reservados à Michelle
Na maioria das vezes, o primeiro movimento de um político suspeito ou acusado de crime é jurar ser inocente; o segundo é submergir durante o tempo necessário para que o caso esfrie ou caia no esquecimento. Se, dada a importância do cargo que ocupa, ele não pode sair temporariamente de cena, nega-se a abordar o assunto, entrega-o aos seus advogados e segue em frente com a maior desfaçatez.
É o que todos fazem. Foi o que fez, por exemplo, Flávio Bolsonaro ao descobrir-se que ele pedira e recebeu R$ 16 milhões de Daniel Vorcaro, ex-dono do extinto Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, de exaltação ao seu pai. Por sinal, Flávio prometeu que daria novas explicações dentro de 30 dias, mas o prazo esgotou-se e ele não as deu até hoje. Talvez jamais as dê.
A diferença de Flávio para os outros está em que ele, uma vez acuado, invariavelmente corre para o colo do pai atrás de socorro. Tem sido assim ao longo de sua vida. Foi assim em 25 de dezembro de 2025, quando Flávio, à porta de um hospital de Brasília, leu uma carta do chefe do clã indicando-o como pré-candidato à Presidência da República.
De novo foi assim no último sábado (11). Na primeira carta, Jair Bolsonaro, internado com crise intermitente de soluços, escreveu — ou escreveram e ele apenas assinou: “Entrego o que há de mais importante na vida de um pai: o próprio filho para a missão de resgatar o nosso Brasil. Trata-se de uma decisão consciente, legítima e amparada no desejo de preservar a representação daqueles que confiaram em mim”.
Na carta mais recente, ele diz que “o momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças, e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento”. Por fim, informa que Flávio é o seu porta-voz, em quem confia para “resgatar o Brasil e nos conduzir” à paz.
Em dezembro de 2025, Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, ainda esperava a bênção de Jair Bolsonaro para disputar a sucessão de Lula, e ela não veio. Supostamente autorizada pelo marido, Michelle, a ex-primeira-dama, postou um vídeo nas redes sociais em 24 de junho passado no qual acusa Flávio de tratá-la com rispidez, humilhá-la e de não lhe dar ouvidos, afastando-se dele.
Condenado por tentativa de golpe de Estado e em prisão domiciliar, o ex-presidente enfermo deixou claro que lado apoia: o do filho, para restabelecer o comando da família sobre o Brasil. Se Michelle quiser, ele a apoiará como candidata ao Senado pelo Distrito Federal. No mais, que continue cuidando dele e de Laurinha, filha de ambos, pois é assim que deve comportar-se toda boa mulher.
Michelle não depende mais do apoio dos Bolsonaro, pai e filhos, para conquistar uma vaga no Senado. Será a mais votada, segundo todas as pesquisas conhecidas até aqui.
Apesar do apelo do patriarca, a direita de todos os matizes, à exceção da extrema-direita, não se juntará a Flávio no primeiro turno. Ele tornou-se um azarão.
Fonte: Metrópoles, Política, Opinião, 13/07/2026 04:30 Por Ricardo Noblat