
Charge do Cláudio (Folha)
Ana Gabriela Oliveira Lima
Folha
O jornal britânico The Guardian afirmou em editorial da última terça-feira (14) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, transforma atos de soberania brasileira em “prática comercial desleal”.
A publicação cita o sistema de pagamento via Pix e a responsabilização de plataformas digitais por conteúdos antidemocráticos e discriminatórios como ações de soberania do governo Lula (PT), mas diz que as medidas são vistas pelo presidente dos Estados Unidos como atos contrários a seus interesses e, por isso, são classificadas como desleais.
CONLUIO – O jornal também afirma que a família Bolsonaro atua no cenário como aliada de Trump, quadro que o editorial chama de preocupante.
“O Brasil construiu um sistema público de pagamentos e reivindicou jurisdição sobre plataformas tecnológicas americanas. Trump reinterpretou essa soberania brasileira como discriminação comercial injusta. É tão previsível quanto preocupante que o bolsonarismo esteja disposto a compactuar com isso”, afirmou a publicação no editorial.
O texto faz menção à decisão de junho de 2025 do STF (Supremo Tribunal Federal) de responsabilizar plataformas digitais por publicações de usuários relacionadas a discursos de ódio e conteúdo antidemocrático.
MENTIRAS ONLINE – A decisão da corte é mencionada como resposta “às mentiras online que ajudaram a alimentar a tentativa fracassada de golpe de extrema direita de Jair Bolsonaro em 2023”. O ex-presidente está em prisão domiciliar
A publicação aponta que a medida da corte, com impacto em empresas como o X (ex-Twitter), do empresário Elon Musk, esteve atrelada ao tarifaço dos Estados Unidos sobre importações brasileiras, “reclamando que os juízes haviam obrigado empresas de tecnologia americanas a remover material ‘político’”.
Nesta quarta-feira (15), o país anunciou uma nova leva de tarifas a produtos brasileiros, alegando práticas comerciais injustas que passam por motivos de atrito antigos, como as tarifas brasileiras sobre a importação de etanol, até queixas com o Pix.
IDA DE FLÁVIO AOS EUA – A nova medida se deu depois que o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi aos Estados Unidos, há cerca de uma semana, defender, nas palavras do jornal, que práticas consideradas desleais do Brasil eram “culpa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.
O editorial do The Guardian menciona que Flávio pediu a suspensão das tarifas até as eleições, sob o argumento de que assumiria o poder em breve. “Com a decisão da Casa Branca [de aplicar tarifas] prevista para quarta-feira, foi um ato de audácia extraordinário [de Flávio]. Ele não estava apenas fazendo lobby contra as tarifas. Estava se apresentando para ser o presidente brasileiro preferido de Trump. [Flávio] Bolsonaro é menos carismático que seu pai, mas compartilha o mesmo anti-esquerdismo simplista, as políticas punitivas de lei e ordem e as guerras culturais da extrema direita”, afirmou a publicação.
NA FRENTE DAS PESQUISAS – Lula é citado no texto como um dos políticos “mais bem-sucedidos deste século” e candidato à frente nas pesquisas eleitorais. O jornal também lembrou a trajetória dele como líder sindical e suas ações de redistribuição de renda, apontando que elas reduziram a pobreza extrema no Brasil.
A proposta do petista de responsabilização das plataformas é citada pelo jornal como tentativa de “combater a desinformação antidemocrática”, na contramão do que quer Trump, que, segundo a publicação, “rejeita a proposta de Lula pela soberania brasileira” e “acredita que os EUA deveriam ter jurisdição sobre a esfera informacional do país”.
O jornal também destacou a oposição do governo americano de que o Brasil tenha autonomia sobre seu sistema financeiro e infraestrutura de pagamentos, em referência ao Pix. “Outra questão de soberania diz respeito a quem controla o sistema financeiro brasileiro e se uma infraestrutura de pagamentos pública bem-sucedida, fora do controle americano, pode existir na América Latina”, aponta o jornal The Guardian.
“FÁCIL DE USAR” – O Pix é citado pela publicação como “fácil de usar”, “popular” e garantidor de uma infraestrutura digital que reduz a dependência de redes controladas por estrangeiros, ameaçando os lucros dos cartões Visa e Mastercard.
O jornal termina sinalizando que pagamentos também são dados e podem se tornar “ferramentas de vigilância e pressão”, e que infraestruturas de pagamento nacionais podem se tornar infraestruturas de desenvolvimento soberano de IA. “A verdadeira ofensa não é o protecionismo, mas a autonomia”, disse a publicação sobre as ações do governo petista.
Lula é o único a ganhar com o tarifaço dos EUA, mais um erro de Flávio
Flávio (…) perde com o novo tarifaço baseado em dados falsos e imposto pelo governo Trump com a equivocada intenção de favorecer a direita brasileira.
No fim, quem ganha? O presidente Lula, como o próprio Flávio previu, mas tarde demais.
Houve pronta reação (…) do Planalto, com manifestação dura do chanceler Mauro Vieira e uma entrevista com os principais expoentes do governo Lula, com três focos: “soberania nacional”, “mentiras dos EUA” e apoio aos setores atingidos.
E Flávio acrescentou mais um erro à sua coleção, ao reproduzir nota de Rubio a favor do tarifaço e contra Lula. Ou seja, apoiou o agressor, com quem se identifica ideologicamente, em vez de defender o agredido: o Brasil.
Para o governo Lula, a decisão dos EUA foi política, já estava tomada independentemente das negociações e é cheia de erros sobre Pix, economia, desmatamento, comércio. Por quê?
Para tentar favorecer Flávio na disputa eleitoral.
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O ataque dos EUA, porém, só atrapalha Flávio, que tentou consertar pedindo o adiamento do tarifaço para depois das eleições, mas ele já estava decidido na cabeça de Trump.
E, depois de tudo, Flávio ainda não se deu conta do quanto o irmão Eduardo e Paulo Figueiredo afugentam seus eleitores.
Ruim para Flávio, bom para Lula, que conseguiu índice maior de aprovação do que desaprovação pela primeira vez desde 2024 e recuperou pontos em segmentos refratários a ele na Quaest, enquanto Flávio paga caro pelos próprios erros.
O primeiro deles, aliás, foi justamente o primeiro tarifaço. Um erro que se repete, na pior hora da sua candidatura.
Fonte: O Estado de S. Paulo, Política, Opinião, 16/07/2026 | 20h04 Por Eliane Cantanhêde
Flávio: em decadência
A pesquisa Genial/Quaest divulgada ontem abre necessariamente um momento de reflexão no bolsonarismo e no próprio PL sobre a viabilidade da candidatura de Flávio à Presidência.
A pesquisa, amplamente favorável a Lula, tem sinais claros de queda acentuada nas preferências por Flávio, mesmo entre os evangélicos.
O que facilita a permanência da candidatura do filho do ex-mito é que nenhum candidato da direita se beneficiou da queda (…). Lula abriu vantagem fora da margem de erro (…).
O eleitor de direita que não é bolsonarista raiz não tem para onde correr, e poderia voltar no segundo turno.
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Ontem foi divulgada uma foto Flávio ao lado do Sicário, apontado pela Polícia Federal como responsável por planejar ataques contra adversários de Vorcaro.
O gestual dos dois demonstra intimidade, sendo que Sicário, que morreu na cadeia, faz o gesto da “arminha” com as mãos, num apoio declarado ao bolsonarismo.
Tarcísio, a esta altura deve estar apreciando de longe a derrocada da família Bolsonaro, pois, pelo andar da campanha, ele deve se reeleger, até mesmo no primeiro turno, e Flávio deve perder.
Com isso, cairá no colo dele a liderança da direita para a eleição de 2030, ficando os Bolsonaros confinados a um núcleo extremista que não terá peso na decisão final.
Flávio permanece como alternativa cada vez menos competitivo. Sua fragilidade como candidato é evidente, e é possível prever que não será páreo para Lula nos debates, como seu pai foi.
Fonte: O Globo, Opinião, 16/07/2026 04h30 Por Merval Pereira
Ha “dendos”, em: “O Terrorismo Urbano é a Etapa Final para a Implantação da Nova Ordem Mundial.”
-O Terrorismo Urbano é a Etapa Final para a Implantação da Nova Ordem Mundial.”
-“Muitos livros e filmes já foram escritos ou produzidos com o tema do terror urbano. O único propósito desses livros e filmes é “condicionar” as pessoas que esse cenário é possível, até mesmo provável. Então, quando esse cenário realmente se concretizar, prontamente acreditaremos nele, sem perceber que estamos sendo aterrorizados para aceitarmos a ditadura da Nova Ordem Mundial.”
http://www.espada.eti.br/n2466.asp
Senhor Panorama , esquecestes de mencionar que os demais pretendentes a candidatos á presidência da república ,também aprovaram as ” taxações extorsivas ” contra os produtos Brasileiros exportados para os EUA , culpando e responsabilizando o presidente Lula , por não ter ficado de quatro para o presidente Donald Trump , tal como eles se dispuseram a ficarem , inclusive o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado já entregou á preço vil , as minas de minerais nobres do estado de Goiás aos EUA , ou seja , todos são traidores da pátria e pertencem á 5ª coluna , tramando e conspirando contra o Brasil , assim como o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema .
Muitos países querem copiar o Pix. E isso é uma coisa que os EUA não querem, pois perdem a hegemonia financeira. Além disso, se algo assim se propagar e for usado para transações internacionais, afetará a força do dólar..
Senhor José Vidal , de fato , pois de nada adiantou aos EUA assassinarem o então Presidente da Líbia Muammar Al-Gaddafi por ousar propor aos países do norte da África , a criação de uma moeda própria para transacionarem entre si , que logo apareceu o fantasma do PIX-BR e o fim do petrodólar , devido aos seus ataques contra o IRÃ e perda de sua hegemonia no Oriente Médio , sendo que mesmo os EUA contando com nossos inimigos nacionais e 5ª coluna , não chegará a bons termos.