
Aprovação do governo atingiu seu melhor patamar
Pedro do Coutto
Pesquisas eleitorais fotografam um momento, mas, quando sucessivos levantamentos apontam na mesma direção, deixam de registrar apenas um instante e passam a indicar uma tendência. É exatamente esse o aspecto mais relevante da nova pesquisa Genial/Quaest.
Mais do que mostrar Lula da Silva numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, o levantamento revela um movimento político mais profundo: o presidente cresce enquanto seu principal adversário perde terreno. A mudança parece pequena quando observada apenas pelos números, mas seu significado é bem maior.
INFLEXÃO – Depois de meses em que Lula e Flávio Bolsonaro alternaram empates técnicos ou pequenas oscilações, a série histórica da Quaest passou a indicar uma inflexão. Em junho, Lula já havia rompido o empate e aberto vantagem. Agora, o novo levantamento mostra que essa diferença aumentou, ao mesmo tempo em que a aprovação do governo atingiu seu melhor patamar desde meados de 2025 e voltou a superar a desaprovação, algo que não ocorria desde 2024.
A combinação desses indicadores merece atenção porque campanhas presidenciais costumam ser influenciadas por dois fatores simultâneos: a avaliação do governo e a percepção sobre a força dos adversários. Quando esses dois movimentos caminham na mesma direção, o cenário eleitoral tende a se consolidar com maior rapidez.
Não significa, naturalmente, que a eleição esteja decidida. Faltam meses para a votação, a campanha ainda não começou oficialmente e episódios econômicos, políticos ou judiciais podem alterar significativamente o ambiente eleitoral. Ainda assim, ignorar a mudança registrada pelas pesquisas seria deixar de perceber um fenômeno importante.
DIVERGÊNCIAS – Parte dessa transformação pode ser explicada pelo momento vivido pelo campo conservador. Desde a definição de Flávio Bolsonaro como principal representante do bolsonarismo, a direita deixou de apresentar a aparência de unidade construída ao longo dos últimos anos. As divergências tornaram-se públicas, lideranças passaram a disputar protagonismo e diferentes correntes começaram a questionar qual deveria ser o caminho para enfrentar Lula.
Esse ambiente naturalmente produz efeitos eleitorais. Nenhuma candidatura cresce apenas pela força do próprio discurso. Ela depende também da capacidade de unificar aliados, reduzir conflitos internos e transmitir segurança aos eleitores. Quando o debate passa a ocorrer dentro da própria oposição, parte da energia política deixa de ser direcionada contra o governo e passa a ser consumida pelas disputas internas.
Nesse contexto, a queda de Flávio Bolsonaro pode ser mais significativa do que a própria vantagem numérica obtida por Lula. Durante meses, o senador havia conseguido consolidar sua posição como principal nome da direita e reduzir progressivamente a distância para o presidente. Em determinados momentos da série histórica, chegou inclusive a aparecer tecnicamente empatado ou numericamente à frente dentro da margem de erro. O novo levantamento, entretanto, indica uma inversão dessa trajetória.
RECUO – Mais importante do que estar atrás é interromper uma curva ascendente. Campanhas vivem de expectativas. Quando um candidato cresce sucessivamente, transmite a sensação de que pode vencer. Quando passa a recuar em pesquisas consecutivas, o ambiente político muda. Parlamentares tornam-se mais cautelosos, partidos começam a recalcular estratégias, financiadores reavaliam apostas e aliados passam a considerar alternativas.
Esse efeito psicológico costuma ser subestimado, mas exerce enorme influência na política. Boa parte das decisões tomadas por dirigentes partidários não depende apenas dos números absolutos, mas da direção em que eles caminham.
No caso de Lula, o movimento parece seguir a lógica inversa. O presidente atravessou um longo período em que sua popularidade foi pressionada pela inflação dos alimentos, pela percepção negativa sobre a economia e pelas dificuldades de comunicação do governo. Em diversos momentos, a desaprovação superou a aprovação, alimentando dúvidas sobre sua capacidade de disputar um novo mandato em condições competitivas.
APROVAÇÃO DE LULA – A nova pesquisa sugere uma recuperação desse quadro. A aprovação voltou a superar a desaprovação e isso tende a produzir consequências eleitorais importantes. Presidentes que conseguem recuperar apoio popular normalmente também ampliam sua capacidade de mobilizar aliados, reduzir tensões na base parlamentar e transmitir estabilidade institucional.
Não é coincidência que o crescimento eleitoral de Lula ocorra paralelamente à melhora na avaliação do governo. Historicamente, no Brasil e em outras democracias presidencialistas, existe forte correlação entre aprovação administrativa e desempenho nas urnas. Quando o eleitor melhora sua percepção sobre o governo, frequentemente reduz sua disposição para apostar numa mudança de comando.
Isso não significa que o governo tenha resolvido todos os seus problemas. A economia continuará sendo um fator decisivo até outubro. Questões como inflação, renda, emprego, segurança pública e qualidade dos serviços continuarão influenciando o humor do eleitorado. Da mesma forma, a oposição ainda dispõe de tempo suficiente para reorganizar sua estratégia e reconstruir uma narrativa capaz de recuperar competitividade.
INTENÇÃO DE VOTO – Outro aspecto relevante é que pesquisas não medem apenas intenção de voto. Elas capturam expectativas sociais. Quando um candidato passa a ser percebido como favorito, parte do eleitorado moderado tende a migrar para aquele que considera mais viável, enquanto lideranças políticas procuram aproximar-se de quem enxergam com maiores chances de vitória. Esse movimento costuma ser lento no início, mas pode acelerar à medida que a campanha se aproxima.
É justamente por isso que a atual sequência de levantamentos merece atenção. O dado mais importante talvez não seja a diferença específica entre Lula e Flávio Bolsonaro em um único levantamento, mas a direção assumida pela curva nas últimas pesquisas. Enquanto Lula registra recuperação gradual de aprovação e melhora eleitoral, Flávio deixa de crescer e passa a perder espaço.
Ainda é cedo para afirmar que essa tendência será definitiva. A história eleitoral brasileira está repleta de mudanças bruscas ocorridas durante as campanhas. Debates, crises econômicas, fatos políticos inesperados ou acontecimentos internacionais podem alterar rapidamente o cenário.
IMPULSO – Mas também seria um erro minimizar o que os números revelam neste momento. A política costuma premiar quem consegue transformar estabilidade em impulso. Hoje, é exatamente isso que as pesquisas sugerem em relação ao presidente: além de recuperar aprovação, Lula voltou a converter essa melhora administrativa em vantagem eleitoral.
Para a oposição, o desafio deixou de ser apenas reduzir a distância para o presidente. Passa, antes, por reconstruir a unidade interna e convencer o eleitorado de que continua existindo um projeto capaz de disputar o poder em condições reais de vitória. Sem essa reorganização, a tendência observada pela Quaest poderá deixar de ser apenas uma fotografia do presente para tornar-se o roteiro dominante da campanha presidencial de 2026.
Pesquisas deveriam revelar que os primeiros, são os traidores e onde “as claras” e blindados se escondem!
https://youtube.com/shorts/doZi6iBQzEU?is=rwX0OLefrrB_oNw7
A SITUAÇÃO DO PAÍS é de fato complicadíssima, dividido entre o ruim e o pior, sem solução presente e sem perspectiva de futuro alvissareiro, como nunca antes visto na sua história, tipo merda na qual quanto mais mexe mais fede, como diz a sabedoria popular, gerada pela república do militarismo e do partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos velhaco$, embarcados na comodidade do sistema norte-americano de gastança, comilança e impostança que, ao fim e ao cabo, no Brasil, levado à exaustão, deu no estado de coisa$ e coiso$ que aí está, não obstante o prazo de validade vencido há muito tempo, pendente de revisão há 136 anos, impraticável em estado de guerra tribal, primitiva, permanente e insana dos me$mo$, por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$, capazes de tudo e qualquer coisa para lograrem os seus intento$ inconfessáveis, fato esse que me preocupa desde criancinha, que me levou a trabalhar bastante, estudar muito, dar a cara a tapas e ir lutar no front para entender a complexidade da engenhoca e propor uma possível solução que encontrei com a ajuda da “Lanterna de Diógenes”, que resolvi apelidar de Revolução Pacífica do Leão, até por questão de responsabilidade e responsabilização, com projeto próprio, específico, novo e alternativo de política e de nação, visando a salvação nacional, capaz de levar a Pátria Amada Brasil à redenção, com Democracia Direta, Meritocracia e Deus na causa, mega solução essa, via evolução, porém impossível de ser levada a efeitos sem a união de todos, de todas as forças políticas e de todos e todas que de fato amam o nosso Brasilzão e que ainda sonham em transformá-lo numa Grande Nação, uma Pátria Grande, abençoada, espiritualizada, capaz de se impor como a nova vanguarda democrática do necessário novo mundo civilizado. Mas, como costuma dizer o nosso decano, C.N., combativo editor-chefe da Tribuna da Internet, quem de fato tem interesse em resolver o país, a política e a vida do conjunto da população, pacificamente, na boa, na moral e no jogo limpo, de modo a torná-lo mais evoluído, mais justo e melhor para todos e todas ? https://tribunadainternet.com.br/2026/07/17/esforco-absurdo-de-lula-pela-reeleicao-nao-servira-para-absolutamente-nada/?fbclid=IwY2xjawTHEIZleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEeXGIRqJXiM68n8DqiJrvrQmXCkhWYr6JZJZBiz7sp4v1cG6iw7YFqBnOxJCg_aem_1Io3eeJXHyN–UAUL7_MOw#comments
Sr. Pedro
Três pesquisas
duas colocam empate técnico entre os dois sujões..
a outra , aliada do Palácio do Assalto coloca o Ladrão com 8 pontos de vantagem
Qual delas é a mais confiável.??
aquele abraço
Sr.Pedro
Veja que interessante
O Instituto aliado do Palácio do Assalto só vai fazer pesquisas eleitorais para o Òrgão de Propaganda do Regime Soviético…Red Goebbells
Quaest diz que só vai fazer pesquisa para o Globo
A Quaest Pesquisa e Consultoria, uma das principais empresas de inteligência de dados e pesquisas de opinião do país, anunciou que não realizará nenhum levantamento ou monitoramento para candidatos e partidos políticos nas eleições de 2026. A decisão foi comunicada pelo diretor da empresa, Felipe Nunes, após reunião com o conselho da Quaest. Em publicação nas redes sociais, Nunes explicou o foco é para pesquisas encomendadas pela Globo no período eleitoral:
“Decidimos concentrar nossos esforços na entrega das mais de 200 pesquisas já encomendadas pela Globo e suas afiliadas, além dos estudos de acompanhamento e qualitativos contratados por empresas privadas que desejam monitorar o cenário eleitoral.”
Com isso, a Quaest priorizará entregas contratuais já firmadas com o Grupo Globo e com clientes do setor privado, evitando qualquer trabalho direto para campanhas políticas.