
Modelo de atuação aumenta insegurança jurídica
Jorge Fernando Rodrigues
CNN
A combinação entre a concentração de poder no STF (Supremo Tribunal Federal), a falta de transparência e a baixa previsibilidade das decisões tem contribuído para o desgaste da imagem da Corte, segundo a economista Luciana Yeung, professora e coordenadora do Núcleo de Análise Econômica do Direito do Insper.
Durante participação no programa WW Especial, da CNN Brasil, Luciana afirmou que a centralização do poder no Judiciário não ocorreu de forma acidental, mas decorre tanto do desenho institucional previsto na Constituição quanto de fragilidades de outros Poderes.
CONCENTRAÇÃO DE PODER – “Pelo desenho constitucional, a gente já tem uma concentração bastante grande do poder. Mas a questão não é só essa. A questão é a combinação dessa centralização, que foi legalmente e constitucionalmente concedida ao Judiciário e ao Supremo, somada com falta de transparência, alguns desvios duvidosos e dúvidas com relação ao devido processo legal”, afirmou.
A pesquisadora destacou ainda que a atuação individual de ministros e a participação deles em debates públicos ampliam as preocupações em torno do STF. Para ela, o problema central está na junção de fatores que comprometem a confiança nas decisões judiciais. “A combinação que é preocupante é essa: uma centralização que é devida, não é errada, mas acompanhada de falta de transparência e falta de previsibilidade”, disse.
INSEGURANÇA JURÍDICA – Segundo a professora, mudanças de entendimento em temas analisados pelo Supremo em curtos intervalos de tempo contribuem para a insegurança jurídica. “Algumas pautas que passaram pelo STF foram reformadas, reiteradas e decididas de maneira completamente contraditória em pouco tempo. Isso gera insegurança jurídica”, alertou.
Ela ressaltou que a previsibilidade das decisões é essencial não apenas para a economia, mas também para a estabilidade social e política. “O Judiciário tem um papel muito importante na questão da segurança jurídica, seja para aspectos econômicos, mas também para aspectos sociais e políticos, e isso não está sendo cumprido”, avaliou.
Luciana citou ainda uma pesquisa conduzida pelo professor Ivar Hartmann, também do Insper, baseada na análise de quase 3 milhões de decisões judiciais. De acordo com ela, o estudo identificou três fatores que merecem atenção especial no funcionamento do STF.
DECISÕES MONOCRÁTICAS – O primeiro é a predominância de decisões monocráticas. “No levantamento dele, olhando especificamente para o ano de 2023, nada menos do que 94,8% das decisões foram monocráticas”, declarou.
Os outros dois elementos apontados pela pesquisa são a ausência de sorteio na distribuição de parte dos processos e a existência de casos sob sigilo. Segundo a economista, em pelo menos metade dos processos analisados relacionados aos atos antidemocráticos, a definição dos relatores não ocorreu por sorteio.
“A combinação desses três fatores — decisões monocráticas, sigilo e o não sorteio, mas um direcionamento direto dos relatores — acabou virando norma. Essa é a conclusão do trabalho. E isso é extremamente preocupante”, concluiu.
Contrário ao avanço das forças produtivas, o PIX ideal do jacu de gaiola seria tocado por telegramas, ou por um sistema de caçambas, que entregariam o dinheiro vivo entre os que transacionam.
Realmente é “the guy”.
Como pode um jacu de gaiola, reacionário, inútil, incompetente, apoiador de tudo enquanto é lixo civilizacional, sem eira nem beira, uma rainha da inglaterra, ser idolatrado deste jeito?
A propósito conheci algumas lideranças operárias de esquerda, em Nova Lima, centro do movimento da esquerda operária.
Por exemplo, Dazinho, embora sem formação formal, foi um dos grande intelectuais que conheci.
Hoje um pilantra qualquer, com seu léxico de duas palavras, golpe e fascista, acha-se o maior revolucionário do mundo.
Revolução que nem chega perto da estomacal de um japa que coma feijoada com caipirinha pela primeira sob o sol de Salvador.
Quem quiser saber mais a respeito:
https://www.google.com/search?client=firefox-b-d&q=esuerda+oper%C3%A1ria+nova+lima
O problema é a imagem e a narrativa.
Os fatos favoráveis tem a beleza do Dorian Gray e os contra são representados como figuras lombrosianas.