Aras se recusa a investigar Bolsonaro pelo repasse de R$ 89 mil de Queiroz a Michelle

Charge O Tempo 25-08-2020

Charge do Duke (O Tempo)

Aguirre Talento
O Globo

O procurador-geral da República, Augusto Aras, rejeitou um pedido feito ao Supremo Tribunal Federal (STF) para abertura de inquérito contra o presidente Jair Bolsonaro por causa de cheques depositados pelo ex-assessor Fabrício Queiroz para a primeira-dama Michelle Bolsonaro. Um advogado entrou com pedido no STF para que fosse aberto inquérito pelo crime de peculato, desvio de recursos públicos, com base nas reportagens publicadas na época a respeito dos repasses.

A manifestação foi enviada ao ministro Marco Aurélio Mello, relator do pedido no STF. Agora, cabe ao ministro decidir se acolhe o pedido da PGR. O padrão, no caso de arquivamentos de investigação, é que o STF mantenha o posicionamento da PGR, já que é o órgão responsável por investigar autoridades com foro privilegiado.

A ALEGAÇÃO – Aras argumentou que o Ministério Público do Rio já apresentou denúncia contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) a respeito do assunto, mas não encaminhou à PGR nenhum indício de crime envolvendo Jair Bolsonaro. Por isso, diz Aras, apenas as notícias veiculadas na imprensa não constituem elemento suficiente para abertura de investigação.

“É notório que as supostas relações espúrias entre o Senador Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz, seu ex-assessor na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, foram objeto de oferecimento de denúncia, na primeira instância, em desfavor de ambos e de outras pessoas supostamente envolvidas nos crimes correlatos. Inexiste notícia, porém, de que tenham surgido, durante a investigação que precedeu a ação penal em curso, indícios do cometimento de infrações penais pelo Presidente da República”, escreveu.

Prosseguiu Aras: “Os fatos noticiados, portanto, isoladamente considerados, são inidôneos, por ora, para ensejar a defagração de investigação criminal, face à ausência de lastro probatório mínimo”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Estamos vivendo uma era de governantes que têm de se explicar o tempo todo. São raríssimos os políticos que suportam uma quebra de sigilo. Para esconder o enriquecimento ilícito, alegam ter direito à privacidade. E assim la nave va, cada vez mais fellinianamente. (C,N.)

4 thoughts on “Aras se recusa a investigar Bolsonaro pelo repasse de R$ 89 mil de Queiroz a Michelle

  1. A atual Temporada de Canalhice começou pela suprema corte quando mandou soltar todos os ladrões da lava Jato. Aí a porteira se abriu. Quando aquele sinistro da suprema corte soltou o Luladrão deu o sinal, a corrupção voltou com tudo, podem corromper e superfaturar à vontade porque voltamos ao passado. Daqui para frente vai ser assim, com um segundo mandato do mito ou com a volta do Luladrão, a corrupção está de volta.

  2. Na verdade, Ímpio, a corrupção nunca nos abandonou.

    Ela podia ser menor antes de Lula, mas já se fazia sentir com a sua força habitual para negociatas e aumentar os ganhos do antro de venais.

    O STF, ao anular os processos contra Lula, apenas seguiu o estabelecido pelo sistema, onde os amigos de poderosos, pessoas “influentes” ou que tenham nomeado ministros para o Supremo, o tratamento deve ser sempre com a impunidade como objetivo.

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