BNDES devolve R$ 38 bilhões, a dívida pública bruta diminui, mas logo voltará a aumentar

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Charge do Paixão (Gazeta do Povo)

Rosana Hessel
Correio Braziliense

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) recuou 0,9 ponto percentual em março, na comparação com fevereiro, para 89,1% do Produto Interno Bruto (PIB), totalizando R$ 6,721 trilhões, conforme dados do Banco Central divulgados nesta sexta-feira (30/04), graças, principalmente, ao aumento dos resgates dos títulos públicos e da inflação mais forte, que ajudou no aumento do PIB nominal.

O resultado apresentou redução de R$ 23 bilhões em relação aos R$ 6,744 trilhões contabilizados em fevereiro, quando a dívida pública bruta atingiu o recorde de 90% do PIB.

A queda de 0,9 ponto percentual na DBGG, que compreende o endividamento do governo federal, da Previdência Social e dos governos regionais, em março na comparação com o mês anterior, de acordo com o BC, decorreu, principalmente, dos resgates líquidos de dívida (redução de 1,0 ponto percentual) e do efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 0,6 ponto percentual), que, juntos, neutralizaram o impacto da incorporação de juros nominais (aumento de 0,5 ponto percentual).

OUTROS FATORES – O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, dois fatores ajudaram a explicar o aumento dos resgates líquidos. Primeiro, houve um pagamento extraordinário do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de R$ 38 bilhões, referentes à devolução antecipada dos aportes da União, que ajudaram a reduzir o tamanho da dívida bruta e da dívida líquida em março.

Além disso, a venda de reservas internacionais no mês passado também ajudou a reduzir a dívida pública bruta, porque teve um impacto no passivo de operações compromissadas de R$ 44 bilhões, segundo o técnico. O volume de operações compromissadas do BC, mais conhecidas como overnight, porque representam as negociações de títulos públicos de curtíssimo prazo, passou de R$ 1,155 trilhão (15,4% do PIB), para R$ 1,085 trilhão (14,4% do PIB), entre fevereiro e março.

“A devolução antecipada do BNDES e o efeito da venda de reservas internacionais sobre o estoque de operações compromissadas ajudaram a explicar a redução de 0,9 ponto percentual na dívida bruta. Esses dois efeitos causaram um resgate líquido da dívida no mês, que reduziu a dívida bruta”, afirmou Rocha, durante apresentação dos dados a jornalistas.

Na avaliação de Rocha, a tendência para os próximos meses, no entanto, é de aumento da dívida bruta em relação ao PIB. “A tendência, ao longo dos próximos períodos é de aumento da relação dívida/PIB, porque os resultados fiscais dos governos federal e regionais devem ficar deficitários”, alertou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Parece brincadeira, mas houve até superávit primário em abril. Mas a notícia boa é ilusória, porque a melhora foi gerada pela devolução de recursos do BNDES. Com a economia em estagflação (recessão e inflação), o BNDES não tem a quem emprestar. No mês que vem, vem tudo de volta – déficit primário e aumento da dívida, que inclusive subiu no acumulado do primeiro trimestre. Sem superávit primário, a dívida jamais diminuirá. É missão impossível, sem Tom Cruise. (C.N.)

8 thoughts on “BNDES devolve R$ 38 bilhões, a dívida pública bruta diminui, mas logo voltará a aumentar

  1. se o Lula + Dilma não tivesse “doado” à países da América Latina e África as devoluções seriam na ordem de trilhão de reais.
    Calote generalizado pelos devedores Cuba, Venezuela, Argentina, Moçambique, Gana, Nicarágua, Bolívia, etc. etc. etc.
    O povo brasileiro é quem paga as dívidas via aval do Tesouro Nacional. Contratos lesivos ao país feitos pelo nove dedos e pela anta sapiens.

    São eles, em ordem decrescente de valores: Angola (US$ 3,273 bilhões), Argentina (US$ 2,006 bilhões), Venezuela (US$ 1,507 bilhão), República Dominicana (US$ 1,215 bilhão), Equador (US$ 685 milhões) e Cuba (US$ 656 milhões).

  2. Vai haver rachadinha ou caridade? Falando em caridade, quando a OAB vai se interessar em processar o presidente por “doar” dinheiro publico para a mulher fazer caridade?

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