Bolsonaristas lançam campanha alegando a suspeição de Renan na relatoria da CPI

Renan era um dos nomes mais temidos pelo Planalto para o posto

Deu no O Globo

O senador Renan Calheiros (MDB) se tornou alvo de bolsonaristas nas redes sociais após ser indicado para ser o relator da CPI da Pandemia. Aliados do presidente, como as deputados Alê Silva (PSL-MG), Carla Zambelli (PSL-SP), Carlos Jordy (PSL-SP) e o ex-ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio iniciaram uma campanha neste domingo para levantar a hashtag #RenanSuspeito.

Eles argumentam que o senador deveria ser considerado suspeito por ser pai do governador de Alagoas, Renan Filho (MDB). A campanha contra Calheiros está nos trending topics do Twitter desde a manhã de ontem. Nesta segunda-feira, a hashtag chegou ao segundo lugar nos assuntos mais comentados na rede social.

ERROS NA CRISE  – Sobrevivente de diversas investigações ao longo de uma das carreiras mais longevas do Congresso, Renan terá agora a função de apontar os responsáveis pelos erros do governo federal ao longo da crise sanitária. Um acordo da maioria dos membros definiu que o emedebista será o relator, enquanto Omar Aziz (PSD-AM) ficará com a presidência, o que deve ser oficializado na primeira reunião da comissão.

Renan era um dos nomes mais temidos pelo Palácio do Planalto para o posto e, em entrevista ontem ao O Globo, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro “errou” e “se omitiu” no enfrentamento à pandemia, com uma gestão “terrível” no combate à Covid-19.

SUSPEIÇÃO –  Álvaro Antônio escreveu: “o princípio da suspeição do juízo é clara: Renan Calheiros não pode ser relator da CPI da Covid-19”:  “Tendo em vista que é pai de um governador, também, objeto de investigação da CPI”, escreveu.

Carlos Jordy diz que “Renan Calheiros ser escolhido como relator revela a seriedade da CPI da covid”. “Num país sério, um réu em processo no STF, investigado em 20 inquéritos e pai do governador de Alagoas, jamais assumiria a presidência de uma comissão para investigar ilícitos”.

14 thoughts on “Bolsonaristas lançam campanha alegando a suspeição de Renan na relatoria da CPI

    • Com uma imprensa midiática séria, determinados políticos já estariam presos devido as informações ocultadas pela própria imprensa, que muitas vezes omitem informações de políticos para interesses da nossa própria mídia, o Brasil já estaria no primeiro mundo.

      Os grupos midiáticos brasileiros são os maiores responsáveis do nosso atraso e pela existência de Lulas, Bolsonaros, Renans Calheiros, Collors, Dilmas, e vários e vários outros, para encherem o nosso saco e atrasar o país.

      Para mim não é surpresa termos uma mídia brasileira anti-Brasil. A maioria dos grandes grupos midiáticos brasileiros foram criados com dim dim do Titio Sam. Os verdadeiros chefões da mídia brasileira está nos States.

      A Globo não é comandada pela família Marinho. Os verdadeiros donos da Globo são norte-americanos.

      O SBT não é comandada pela família Abravanel. Os verdadeiros donos da SBT são norte-americanos.

      A Band não é comandada pela família Saad. Os verdadeiros donos da Band são norte-americanos.

      A Record não é comandada pelo Edir Macedo e a seita Universal. Os verdadeiros donos da Record são norte-americanos.

      A Folha, Estadão, etc etc etc não tem como patrões esses que geralmente são empurrados para gente. Os verdadeiros donos desses grupos de imprensa são norte-americanos.

      Só idiotas que acreditam que a mídia brasileira trabalha para os interesses do Brasil.

  1. Vamos abortar a instauração da CPI, até que a Pandemia dê uma trégua – e podermos importar dois senadores de quaisquer nações – onde o legislativo seja bicameral também, a fim de assumirem a relatoria e a presidência da Comissão.

      • Muito bem lembrado, Ronaldo! O nosso arsenal nuclear de corrupto é armagedônico! Somos incomparáveis e imbatíveis!
        Pena que o aniversariante do dia 24, já esteja exorbitado dessa constelação.

    • Nisso o STF não vai se intrometer. A CPI vai destruir esse desgoverno. O grande problema agora é que o centrão não confia NADA no general Mourão. Melhor um ex deputado maluco que um general qualquer na opinião dessa corja a qual Bolsonaro está REFÉM. Mourão , o palpiteiro geral da república, tem dito MUITA bobagem a meu ver. Já deveria ter se calado há tempos e deveria também estar articulando (verbas públicas e cargos $$) com o chamado centrão. Renan será o relator e vai “meter o ferro” na “famiglia” Bolsonaro principalmente após os ataques sofridos por ele através do gabinete do ódio.

  2. Fala serio ….Renan …Barbalho !!

    Não …não…..Milhões de não !!

    Como colocar raposas para fiscalizar desvios de galinhas do galinheiro; ainda mais com os filhotes cuidando dos pintinhos ….

  3. UMA RAPOSA NO GALINHEIRO.
    SÓ NO BRASIL EM QUE UM CARA QUE RESPONDE A DIVERSOS PROCESSOS, QUE NÃO ANDA, É COTADO PARA PRESIDENCIA DE UM ORGÃO QUE IRÁ DEFINIR E CULPALIZAR AS RAPOSAS NOS GALINHEIROS DAS GRANAS DOS PAGADORES DE IMPOSTOS.
    SÓ PODE SER PIADA.

  4. Quadrilhão do MDB (INQ 4326)

    Nesse inquérito, Renan Calheiros foi denunciado, junto com outros senadores do MDB, pelo crime de organização criminosa. Segundo a PGR, eles teriam recebido, no total, R$ 864,5 milhões de propina de empresas contratadas pela Petrobras e pela Transpetro, em troca de apoio ao governo Lula. Em fevereiro, o plenário do STF começou a analisar a denúncia, mas Dias Toffoli pediu vista e paralisou o julgamento.

    Corrupção na Transpetro (INQ 4215)

    Nesse caso, Renan Calheiros foi denunciado por corrupção e lavagem, por suposto recebimento de propina da NM Engenharia, em troca de contratos na Transpetro. Em 2019, a Segunda Turma do STF recebeu a denúncia, com base em indícios de que o MDB de Tocantins recebeu R$ 150 mil da empresa em 2010 – o dinheiro seria destinado ao ex-senador Leomar Quintanilha, que, em 2007, livrou Renan de representações no Conselho de Ética do Senado.

    Propina da Odebrecht (INQ 4426)

    Inquérito apura pagamentos de R$ 5 milhões da Odebrecht a Renan Calheiros e Romero Jucá em 2014, para alterar uma medida provisória de 2013 e aliviar o imposto de renda de lucros obtidos por empresas brasileiras no exterior. Neste mês, Edson Fachin concedeu prazo de 60 dias para encerramento da investigação.

    Caixa 2 da Odebrecht (INQ 4464)

    Apura repasses de R$ 500 mil da Odebrecht para Renan Calheiros em 2014. Inicialmente, a investigação, aberta em 2017, apontava benefícios à empreiteira em obras do Canal do Sertão. Em janeiro deste ano, o relator, Marco Aurélio Mello, acolheu tese da defesa de que os repasses eram caixa 2 e encaminhou o caso para a primeira instância da Justiça Eleitoral em Alagoas.

    Desvios no Postalis (INQ 4492)

    Apura recebimento de propina em investimentos milionários do Postalis, o fundo de pensão dos Correios, em papéis de empresas de fachada que seriam geridas por Milton Lyra, apontado pela Polícia Federal como operador financeiro de Renan Calheiros. Em março, Luís Roberto Barroso prorrogou a investigação por mais 60 dias.

    Propina da JBS (INQ 4707)

    Nesse inquérito, Renan Calheiros é investigado pelo suposto recebimento de ao menos R$ 3,8 milhões da JBS para apoiar Dilma Rousseff em 2014, junto com outros senadores do MDB. Investigação tramita em segredo de Justiça, sob relatoria de Edson Fachin.

    Propina no Estaleiro Rio Tietê (INQ 4832)

    Investigação por corrupção e lavagem, no suposto recebimento de propina na construção de embarcações do Estaleiro Rio Tietê, encomendadas pela Transpetro. Sergio Machado disse que pediu que o empresário Wilson Quintela, da Estre Petróleo, Gás e Energia, repassasse dinheiro em espécie e fizesse doações eleitorais a Renan Calheiros.

    Propina no Estaleiro Atlântico Sul (INQ 4833)

    Investiga Renan Calheiros por corrupção e lavagem, por suposto recebimento de propina de empresas integrantes do consórcio do Estaleiro Atlântico Sul, contratado pela Transpetro para construção de navios. Sergio Machado disse que, entre 2004 e 2014, liberou um total de R$ 32 milhões para Renan Calheiros.

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