CPI da Covid: Moraes sai em defesa Barroso e diz que Poder Judiciário “não pode ser omisso”

Ministro criticou reações de Bolsonaro, chamando-as de ‘lamentáveis’

Deu no O Tempo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes defendeu a decisão do colega Luís Roberto Barroso que determinou a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar a atuação do governo no combate à pandemia da ACovid-19. A declaração foi dada em uma live com jornalistas, de acordo com o site “O Antagonista”.

“O Poder Judiciário é inerte, mas não pode ser omisso. Tem que decidir com base na Constituição. Nesse caso específico, o ministro Luís Roberto Barroso foi provocado via mandado de segurança por vários senadores. A função, a obrigação dele, era analisar a concessão ou não da liminar”, explicou Alexandre de Moraes, que também comentou as falas de Bolsonaro cotnra o ministro do Supremo.

OFENSAS – “Decisões judiciais nós podemos discordar, criticar acidamente, recorrer. Agora, uma decisão judicial fundamentada, pública, transparente, não cria o direito de ninguém ofender da forma que se ofendeu o ministro Luís Roberto Barroso. Lamentáveis as agressões, que acabaram se multiplicando por fanáticos milicianos digitais”, disse Alexandre de Moraes, em referência às falas do presidente de que “falta coragem moral” a Barroso, que “estaria agindo politicamente”.

O próprio Moraes já foi alvo também do presidente e de seus aliados ao tomar medidas em inquéritos que investigam a participação de grupos pró-Bolsonaro em atos antidemocráticos e no espalhamento de fake news contra ministros da Corte.

5 thoughts on “CPI da Covid: Moraes sai em defesa Barroso e diz que Poder Judiciário “não pode ser omisso”

  1. Este aí é um idiota completo, advogado do PCC. Lamentável termos um canalha desse como ministro do STF. Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Barroso, meu Deus, a que ponto chegamos.

  2. Se continuar esse linchamento moral entre Poderes, o desfecho, quaisquer analfabetos jurídicos já podem prevê-lo.
    -O próximo passo será a inexequibilidade das requisições expedidas pelas autoridades, por desobediência dos executores. Por exemplo: para que se faça valer uma ordem, é preciso que haja “jagunços chapas-brancas”, para dar-lhe cumprimento. E quando policiais ou oficiais de justiça começarem a questionar a ética das autoridades, sob as quais estão subalternos, e não quiserem mais atender ao mando delas?
    Aí todo o poder se concentrará, naquele que há décadas, ocupa-se de cumpliciar-se com as FFAA e Corporações Policiais.

  3. Há muito tempo que eu no meu modesto conhecimento digo.
    Esta guerra entre poderes, é extremamente perigosa.
    Quando a corda arrebentar, podem ter certeza, a parte negativa cairá no nosso lombo.

    Andei pesquisando alguns países, para vê como se comportam os componentes das altas cortes, não entrando no aspecto jurídicos das suas decisões, é claro.
    São extremamente discretos, ao contrário daqui, onde as “estrelas” não saem das mídias, onde cada um quer aparecer mais do que o outro.

    Lamentável…

Deixe uma resposta para Paulo III Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *