CPI planeja quebrar sigilo de Fábio Wajngarten e de assessores do ‘gabinete do ódio’

CPI da covid-19 e o 'mimimi'

Charge do João Bosco (O Liberal)

Marcela Mattos, Paloma Rodrigues e Sara Resende
G1 e TV Globo

Nesta terça-feira, véspera do depoimento de Fabio Wajngarten à CPI da Covid, senadores independentes e de oposição alardeavam a possibilidade da apresentação nesta semana de requerimentos para pedir a quebra de sigilo bancário do ex-secretário de Comunicação do governo e de integrantes do chamado “gabinete do ódio”, que operaria a partir do Palácio do Planalto.

Segundo informou o blog de Ana Flor, o assunto foi debatido numa reunião do comando da CPI na noite da última quinta-feira (6).

APREENSÃO NO PLANALTO – Exonerado em março, pouco menos de dois anos depois de ter sido nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro, Wajngarten falará à CPI nesta quarta-feira (12). O depoimento é cercado de expectativa e motivo de apreensão para os governistas, conforme informou o Blog.

Wajngarten foi convocado após ter dito, em entrevista à revista “Veja”, que “incompetência” do Ministério da Saúde atrasou a aquisição de vacinas pelo governo, em especial as da farmacêutica Pfizer.

Três senadores disseram ao G1 nesta terça-feira (11) que o objetivo é alcançar Wajngarten e assessores da área de comunicação, mas também chegar ao “gabinete do ódio”, grupo conhecido por difamar adversários do governo e difundir conteúdo falso em redes sociais.

ORIGEM DAS FAKE NEWS – A proposta é que a CPI vote requerimentos com essa finalidade ainda nesta semana. Com a quebra de sigilo, os parlamentares querem saber se houve financiamento para a propagação de fake news sobre a Covid-19, como a divulgação de tratamentos cuja ineficácia é cientificamente comprovada.

No depoimento desta quarta, senadores também pretendem questionar o ex-secretário sobre contratos de campanhas de comunicação e publicidade envolvendo a pandemia do novo coronavírus.

A apuração sobre a comunicação oficial do governo foi incluída no plano de trabalho da comissão apresentado pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL).

GRAU DE COLABORAÇÃO – De acordo com um dos articuladores da iniciativa, os requerimentos que pedirão a quebra de sigilo estão na fase final de elaboração. Outro senador afirma que, antes da apresentação dos requerimentos, a intenção é esperar para ver o “grau de colaboração” de Wajngarten durante a reunião da CPI.

A ideia é principalmente verificar quais foram os beneficiados da verba de publicidade destinadas às campanhas da Covid-19.

“Queremos que o depoente colabore ao máximo. A gente precisa saber quais eram as empresas com que ele tinha contrato. Depois, a gente quebra o sigilo do Fábio e dessas empresas”, afirmou outro membro da CPI.

One thought on “CPI planeja quebrar sigilo de Fábio Wajngarten e de assessores do ‘gabinete do ódio’

  1. A pergunta que faltou ao ex secretário da SECOM:

    “- Quais são ou foram os clientes de sua empresa desde janeiro de 2018?”

    Uma pergunta que ajudaria a afastar muitas questões da CPI.

    Ou não. Diria o Caetano Veloso.

    PS: É óbvio que não seriam órgãos e/ou empresas da União Federal.
    Mas será que seriam clientes que tem apenas clientes privados, sem nenhum vinculo de concessão e/ou econômico com o Governo Federal?

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