Em gravação, Gadelha diz que Marília Arraes sugeriu que fizesse “rachadinha” com assessores

Deputado diz que Marília sugeriu que ele fizesse caixa com assessores

Túlio Gadelha e Marília Arraes são deputados e amigos

Deu na Veja

No último sábado, o deputado Túlio Gadêlha (PDT-PE) anunciou seu apoio à candidata petista Marília Arraes na disputa pela prefeitura do Recife. Em suas respectivas redes sociais, os dois comemoraram a aliança, que rendeu críticas da direção nacional do PDT, que apoia o concorrente do PSB na capital pernambucana, João Campos.

Ao contrariar a orientação de sua própria sigla, Gadêlha levou em consideração a sua relação pessoal com Marília. Colegas na Câmara dos Deputados, eles são velhos conhecidos. E Marília lhe serviu como uma espécie de tutora de finanças quando Gadêlha ainda cogitava se lançar na disputa pela prefeitura do Recife. É o que revelam áudios obtidos com exclusividade por VEJA.

CONVERSAS REVELADORAS – Nos áudios, Gadêlha relata conversas que teve como Marília, nas quais teria recebido dela a sugestão para embolsar parte dos salários dos servidores de seu gabinete, como forma de financiar sua futura campanha eleitoral. A prática, conhecida como “rachadinha”, é a mesma que levou o Ministério Público do Rio a denunciar o senador Flávio Bolsonaro por crimes como peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Nas gravações, Gadêlha diz que, em uma das conversas, Marília lhe perguntou: “Tu tá juntando fundo de caixa para a campanha? “Eu disse: ‘Tô vendo se junto um dinheirinho, tenho que pagar algumas coisas da campanha’”, teria respondido o deputado, segundo reproduziu no áudio.

Gadêlha ressaltou que aquela conversa deveria ficar entre ele e um dos intelocutores para quem ele contou a história: “Mas fica entre a gente, né?”, diz o deputado em um trecho da gravação. 30 MIL MENSAIS – O parlamentar conta no áudio que Marília Arraes sugeriu a ele que juntasse 30 mil reais para o caixa de campanha. O deputado disse que não daria para juntar tanto dinheiro. Marília, no entanto, reafirmou que era necessário juntar os 30 mil, segundo reproduziu o deputado: “Não, 30 mil, tem que juntar da assessoria”, afirmou Marília, conforme reproduziu Túlio na gravação.

Gadêlha, na gravação, garante ter respondido para Marília que não pegaria dinheiro dos salários funcionários do gabinete: “Aí eu disse: ‘Não, não faço isso não, porque o que cada um recebe…’”. Foi quando Marília, segundo o deputado, concluiu que essa prática de pegar dinheiro de assessoria é comum entre os parlamentares: “Ah, Túlio, todo mundo faz isso, todo mundo faz”, ela teria dito, segundo reproduziu Túlio Gadêlha.

GADELHA SE CALA – Veja informou no início da tarde o conteúdo da gravação para a assessoria de imprensa e para a chefia de gabinete do deputado. Duas assessoras de Túlio Gadêlha ouviram os áudios. Gadelha disse por intermédio de sua assessoria que não vai se pronunciar sobre o fato.

No sábado, VEJA a noticiou que o Ministério Público de Pernambuco cobra da candidata Marília Arraes a devolução de 156 mil reais aos cofres públicos em ação de improbidade. A deputada é acusada de contratar quatro funcionárias que tinham emprego em outras empresas e não prestavam serviços quando era vereadora na Câmara de Recife.

As investigações que identificaram as quatro servidoras com duplo emprego começaram a partir de uma denúncia sobre a existência de esquema de “rachadinha” no gabinete da vereadora Marília. Os funcionários, segundo relato feito ao MP, eram obrigados a devolver 60% dos salários.

INVESTIGAÇÃO FALHA – Inquérito aberto pela Polícia Civil de Pernambuco não conseguiu comprovar a existência da “rachadinha” e a parte criminal foi arquivada. O MP justificou a “falta de estrutura” para não fazer uma investigação mais aprofundada e acabou denunciando Marília somente pela dupla contratação de servidores e para que a candidata devolva o dinheiro público desviado.

Marília Arraes foi vereadora em Recife de 1º de janeiro de 2009 até 31 de janeiro de 2019. No dia 1 de fevereiro de 2019, ela assumiu como deputada federal. A suspeita de cobrança de rachadinha no gabinete coincide com um aumento do patrimônio de Marília. Em 2016, ela declarou ao TSE patrimônio de 773 mil reais. Em 2018, declarou 1,298 milhão de reais. Em 2018, Marília declarou na Polícia Civil de Recife que ganhava 11 mil reais mensais líquido. VEJA pediu para ouvir a candidata, mas a assessoria da candidata informou que “esta é uma questão de Túlio e não de Marília”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como dizia o genial Tom Jobim, é a lama, é a lama… Ao que parece, Tulio Gadelha é um homem decente, enquanto a memória de Miguel Arraes vai sendo desfigurada pelos descendentes. (C.N.)

28 thoughts on “Em gravação, Gadelha diz que Marília Arraes sugeriu que fizesse “rachadinha” com assessores

  1. Enquanto houver essas verbas para parlamentares sem uma fiscalização séria, a história vai se repetindo (e já faz bastante tempo).

    Essas verbas são públicas e é a primeira coisa que as pessoas deveriam saber. Mas parece que os nobres parlamentares, com honrosas exceções, acham que isso pertence a eles, sem que seja necessário prestar contas do destino das mesmas (de verdade, não de mentira). E dê-lhe rachadinhas, dê-lhe recibos falsos.

    E o patrimônio dos parlamentares aumentando, aumentando. Como se os salários percebidos por eles dessem cria (como se diz no RS, quando a pessoa gasta muito mais do permitiria seus proventos).

    Para não cometer injustiças, cito o senador Reguffe que sempre foi parcimonioso no uso dessas verbas públicas (que sai do meu e do seu bolso). Talvez haja outros que podemos citar como exceções.

  2. Duvido que Túlio não soubesse da prática, apenas tentou não se comprometer porque estava sendo gravado. Marília, que sabe qual é a prática, manda na lata “Ah, Túlio, todo mundo faz isso, todo mundo faz …”. Não só Túlio, como também Tício, Caio e Mévio, segundo o Direito Penal.

    Carlos Newton, bom dia !!! Você tem febre no momento ou está abandonando o “lojinha” ? Como reiteradamente afirmo, todos os parlamentares fazem uso da prática, mas a TI, injustamente ou por vontade dos dizimistas, isto é, patrocinadores, só enxergava o vício em um. Continue procurando mais, CN. Quem procura, acha. Ouso afirmar que agora mesmo em todo o Brasil, algum parlamentar está cobrando a taxa de “gratidão por ter um emprego” de alguém.

    A taxa de “gratidão” independe de ideologia.

    • Rocco, digo-lhe com tranquilidade: entre os robôs que entulham esse blog desde a sua criação, você é um dos mais humanoides.

      Embora você declare ser antigo, acredito que na verdade seja de uma nova geração de replicantes. Realmente, merece um estudo mais acurado. Será que existe rachadinha robótica? Com os androides devolvendo parte do óleo comestível, digo, óleo combustível que os abastece? Pode ser, pode ser…

      Saudações robóticas.

      CN

  3. Rocco,

    Escreves o que queres na TI, menos acusar teus colegas em vão ou de maneira mentirosa!

    Tenho vários comentários – basta tu procurares – mencionando que a prática da rachadinha é mais velha do que andar para a frente!
    Da mesma forma existem outros colegas que escrevem o mesmo.

    O senador foi pego com a mão na botija porque lá sabia ele que o seu pai seria um dia presidente desta republiqueta!
    Na década de setenta e oitenta, o RS cassou deputados que se utilizavam deste expediente, pois havia provas e testemunhas.

    Mesmo havendo um mar de documentos e testemunhas, Flávio segue sem julgamento e condenação.
    Agora, o teu senso de justiça é estranho, para eu dizer o mínimo.
    Ou criticas a Justiça porque apenas está com o senador na sua alça de mira ou não aceitas que o senador esteja na berlinda para ser condenado ou discordas que somente ele esteja sendo processado porque tirava dinheiro do salário de seus assessores ou querias que todos os parlamentares fossem julgados.

    Só Flávio sendo notícia em paginas criminais és contra, ou seja, que fosse perdoado seu crime nesse particular, pela ausência dos demais, que não se têm provas e testemunhas, apesar de sabermos que todos usam a rachadinha!

    Agora, denominar as pessoas que colaboram com o blog de dizimistas, de modo que a TI fique à disposição de todos, inclusive daqueles que a desvalorizam, que a criticam e detestam o Editor, haja vista que os colaboradores depositam as quantias que quiser, o teu desrespeito não só é flagrante, como tu mesmo assim te qualificas, sem importância alguma teus textos!

    Mais a mais, cabe às autoridades investigar quem utiliza a rachadinha, menos este blog!
    Até sobre esse assunto escreves sem saber nada, a menos que saibas quem são os criminosos e não tomas atitude nenhuma, demonstrando uma cidadania questionável porque queres que os outros ajam por ti!

    Vai, escreve quem são os parlamentares que agora estão tomando parte dos salários de seus assessores!
    Afinal das contas, escreveste que, “quem procura, acha”.

    Mãos à obra, Rocco, pois sequer colaboras com a TI, e queres que ela faça o teu trabalho!!

  4. Disse o Mestre: “Tu o dizes” => “apesar de sabermos que todos usam a rachadinha!”

    É mesmo ? Então, “vai, escreve quem são os parlamentares que agora estão tomando parte dos salários de seus assessores”!

    Oh, God, he’s back with his angry states, what can I do ?

    Words in vain (Should I say words in vàm ?)

  5. Eu me encontro em meus estados de raiva, eu??!!

    Eu que estou ofendendo, desvalorizando comentários e o blog?!
    Che, mas não vais conseguir virar o jogo!

    Exijo apenas respeito, mais nada, pois jamais te ofendi como vens fazendo ultimamente com quem discordas dos teus textos.

    Acertaste quanto às palavras em vão que publicas.
    Sem sentido, desconexas, fora da realidade, meramente um palavreado criticando sem base alguma os comentaristas deste blog.

    Agora, não entendo parte do teu texto em língua estrangeira?!
    Falta de coragem em expor teus pensamentos ou pouco conhecimento do nosso idioma ou ambas as situações?

  6. Senhor, permite que eu te fale: dirigi-me ao editor – não a V.Sª – e ele respondeu, de maneira educada e ironicamente.

    Não ofendi comentarista algum, somente os ignorantes assim o acham. Como as quantias ofertadas são diferentes, bem poderiam ser proporcional ao salário – 10%, por exemplo.

    “Restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos!”, disse Sergio Porto. Por analogia: “Ou prende todo mundo ou eximam-se todos”.

    Quem é o autor de “apesar de sabermos que todos usam a rachadinha!” ?

    Não estou a te ofender ou a qualquer outro patrocinador, conforme frisei, mas tu escolheste o termo dizimista. Possivelmente há uma ironia na última frase que postei.

    Estou usando os pronomes e verbos em modo “gauchês”, para ficar mais familiar.

    Se preferires, uso italiano.

    Finalmente: quem te deu procuração para responder por tantos “ofendidos” ?

  7. “Não ofendi comentarista algum, somente os ignorantes assim o acham. ”

    A frase correta é:
    Somente ignorantes ofendem comentaristas, e pensam que não o fizeram!

    “Finalmente: quem te deu procuração para responder por tantos “ofendidos” ?”

    Devolvo-te a pergunta:
    Quem te deu procuração para ofenderes alguns comentaristas, dissimuladamente através de generalizações?

    Esqueceste de como te dirigiste aos que colaboram com o blog, reconhecendo o trabalho do Editor?
    ” … ou por vontade dos dizimistas, isto é, patrocinadores, …”

    O blog é editado somente por Newton, e mais ninguém.
    A tua intenção de acusar os colaboradores, que teriam poder de decisão sobre as postagens é uma ofensa, pois apenas o Editor tem essa propriedade.

    Ninguém tem procuração alguma para acusar e defender quem quer que seja.
    Não tenho para defender os ofendidos e tu não tens para ofender.
    E, depois, essa tua explicação que não ofendeste ninguém, das duas uma:
    ou não sabes o que escreves ou queres mesmo a cizânia, clima que interessa muito aos bolsonaristas.

    Se quiseres responder, usa o idioma Urdu, por favor.

  8. Sim, estão todos os comentaristas p* da vida, insuflando “Vai, Chicão, acaba com ele !”.

    Todo gajo que votou em Lula ou em Bolsonaro – e se arrependeu nos dois casos – chama os outros de “petralha” ou “bolsonarista”, respectivamente. Tu és somente mais um deles.

    Mas, quem é o autor de “apesar de sabermos que todos usam a rachadinha!” mesmo ?

    Sem rima, hein:منطقی طور پر لکھیں

  9. O autor sou eu mesmo, que todos sabemos o uso da rachadinha pelos parlamentares.

    Mas, declino de acusar quem quer que seja, pela falta de provas e testemunhas.
    Sabemos que o dia é dia, podemos provar?
    Não podemos ter um ambiente escuro em pleno sol?
    Sabemos que a noite é noite, podemos provar?
    Afinal de contas podemos ter luz na noite mais escura.

    De fato, votei em Bolsonaro e me arrependi, assim como vários outros comentaristas.
    E daí?
    Não só me arrependi do voto, diante da maneira como Bolsonaro conduz a nação, como jamais eu o seguiria defendendo seus erros e omissões ou acusando outros do seu insucesso!

    Somente um bolsonarista não enxerga a incompetência, a desorganização, a falta de objetivos, a ausência de um plano de governo em Bolsonaro.

    Tenho a hombridade de dizer que errei, que votei mal, e tu?
    Vais dizer que votaste certo?
    Vais querer alegar que jamais erraste um voto?
    Que Bolsonaro ainda não te decepcionou?

    Não somente sou o autor da frase, como seguiste os meus passos ou como que traduzirias a tua expressão:
    ” … Como reiteradamente afirmo, todos os parlamentares fazem uso da prática …”

    Se estamos de acordo quanto ao uso desse expediente, me explica por que enfatizas a minha autoria da frase que se assemelha à tua, e te omites daquela que postaste?!

    Não queres assumir a tua responsabilidade?

    Vou mais longe, pelo fato que jamais publicarias algo sequer parecido:
    TODO O PARLAMENTAR é ladrão, sem distinção!!!

    E sabes os porquês desta minha afirmação?
    PORQUE PROVO!!!

    Ausência no plenário ou no congresso;
    trabalham apenas oito dias por semana, às vezes menos;
    se analisarmos as despesas individuais não haverá uma que escape de irregularidades;
    os gastos com combustíveis não são honestos;
    as despesas de alimentação e hotel, da mesma forma são desonestas;
    se pedirmos as contas bancárias dos assessores veremos quem recebe integralmente seus proventos, e para quem foi enviado o desconto registrado;
    as despesas com saúde pagas sem qualquer fiscalização. da mesma forma a dentária;
    os auxílios moradias;
    as diárias em viagem;
    os salários dos aspones;
    a quantidade imensa de assessores contratados sem concurso, certamente com alguns recebendo salários como se tivessem curso superior e, mal e porcamente, o Fundamental ou Médio …

    Nunca li qualquer comentário teu neste sentido.

    Finalizo:
    O final do teu texto não foi em Urdu.

  10. Não há necessidade de se afirmar o óbvio, fica parecendo pleonasmo, como em “TODO O PARLAMENTAR é ladrão, sem distinção!!!”

    Mas gostei da generalização, não observada em

    Uma publicação datada de 12/06/2016:

    “Os petistas são ladrões, corruptos por natureza, desonestos por opção, imorais pela falta de escrúpulos, antiéticos porque somente lhes interessam as conveniências e interesses pessoais. Certamente, os petistas precisavam ser analisados com rigor, para serem apuradas as razões pelas quais o movimento de fanáticos, de traidores desta pátria, de uma esquerda deletéria, podre, dotados de uma ideologia arcaica e altamente prejudicial à humanidade, continua (o partido) tendo ainda seguidores, apoiadores e até financiadores!”

    Com a ressalva do mediador:
    “É compreensível a revolta do comentarista Francisco Bendl. Mas é preciso ressalvar que ainda temos políticos honestos e decentes. São poucos, mas existem e devem ser prestigiados e aplaudidos. No PT, por exemplo, podemos citar Nilmário Miranda, Vladimir Palmeira (hoje no PSB) e Arlindo Chinaglia. Que eu saiba, nada existe que os desabone. No PMDB, temos Omar Serraglio. No PSOL, Ivan Valente. No PPS, Cristovam Buarque e Raul Jungmann, que teve recentemente sua declaração de bens divulgada pelo Estadão, não possui sequer casa própria. Lembremos também o senador Antonio Reguffe (sem partido), que não aceitou nenhuma verba parlamentar, rejeitou o plano de saúde gratuito e a aposentadoria parlamentar. Há muitos outros exemplos de pessoas decentes na política, como Eduardo Suplicy e Olivio Dutra. Não dá para mencionar todos, são muitos, graças a Deus. Mas a imensa maioria é exatamente como Bendl descreve. (C.N.)

    Pois é, estavas na era bolsonarista e atacavas a era petista (com razão) como agora atacas a bolsonarista (também com razão, mas, até hoje, não generalizando; redimiu-se).

    Nunca acertei um voto sequer. Domingo retrasado, indaguei das mesárias: “Existe a tecla ‘Vão à merda ?’ “.

    Entra em https://translate.google.co.uk/ .
    Copia e cola o que publiquei parecendo árabe/persa.
    Clica em “Detectar idioma”, se necessário..

    Por aí há o chileno Santa Helena ?

    • Agradeço guardares meus comentários de tempos atrás.

      Sinal que sou coerente, e me rebelo contra os governos que não cumprem suas palavras e não honram suas promessas de campanha.

      Foi assim com Lula e agora com Bolsonaro.

      De modo que, da minha parte, encerro o assunto – se quiseres continuar, segue adiante -, se fosse para consultar o Google na questão de idiomas não teria graça alguma.

      Pensei que soubesses vários idiomas, que não precisasses consultar o tradutor, pois assim falo dezenas de línguas, e dou a entender que sou intelectualizado.
      Não sei até que ponto é legítimo esse conhecimento à base de copiar o que está escrito, enfim …

      Valeu a discussão.
      Dá para se dizer que foi elevada, em nível aceitável, pois não se entrou no terreno pessoal, um pecado imperdoável.
      Mas, desgastante porque não se chegou a lugar algum, apesar de eu esperar palavras mais amenas a respeito de quem é crítico de Bolsonaro.

      Considero uma idiotice suprema a defesa de políticos através de comentaristas que se digladiam desnecessariamente, se concordam que a classe não vale nada!

      Deixo a minha saudação, mas devo dar uma pausa à minha participação no dia de hoje.

  11. Bom, acho que a última vez que escrevi um comentário neste Blog foi entre abril e maio, mas acompanho diariamente, pois é o meu predileto.
    Não mais pretendia fazer comentários por aqui e um dos motivos eu já citei umas 6 vezes, de que, por não poder contribuir financeiramente, então prefiro não fazer comentários. E meus comentários sempre são longos.
    Bom, mas hoje não resisti ao presenciar aqui alguém nos tentar acreditar que o Miguel Arraes era dotado de uma AURA. O citado político seria um ser espiritualmente superior e isento de pecados?
    Lembrei-me desses escritos do grande jornalista (homem socialista e muito culto) aqui mesmo nesta Tribuna.

    Requião, precatórios, Miguel Arraes e outros

    Posted on 3 de janeiro de 2010, 14:57 by Tribuna da Internet

    Tirei dados do relatório da CPI dos Precatórios, publicado nos mais diversos lugares. O então senador Roberto Requião construiu um libelo, não livrou nem o Bradesco nem o senhor Miguel Arraes. O filho dele tentou me responder, só que se excedeu nos termos impublicáveis. Diz, “meu pai era um homem honesto”, a única coisa aproveitável.
    É possível que fosse mesmo, em matéria de dinheiros públicos ou não. Mas era vingativo, perseguidor, com uma ambição monumental. Fez a mais tremenda campanha contra o grande Francisco Julião, também comunista, mas que caráter, que dignidade, que solidariedade com o povão.
    Arraes ficou 15 anos servindo (e se servindo da ditadura da Argélia), martirizando os brasileiros que também foram para lá. Tinha todas as mordomias, carrão com motorista, palácio, era chamado de “Vice-Rei”. Os brasileiros foram expulsos, só Arraes ficou. (Expulsos por ele).
    O filho diz que o pai foi inocentado na Justiça, deve ter sido mesmo, acontece. Collor sofreu impeachment e foi absolvido várias vezes no Supremo. Outros, a mesma coisa. Ricardo Teixeira foi acusado por uma CPI, de 7 crimes, está aí, cada vez mais poderoso. Meirelles, ACUSADO e INDICIADO por 5 crimes financeiros, vai completar 8 anos presidente do Banco Central.
    Citou personagens sem a menor dignidade, como Samuel Wainer, tido como comunista, mas antes dirigiu o jornal “Meio Dia”, órgão no Brasil do governo nazista de Hitler. Por aí se vê a seriedade e a credibilidade desse senhor, que em outros termos, poderia até defender o pai.
    Me acusa de “lacerdista”, porque fui amigo de Lacerda, fui também de Brizola, dirigi a campanha de Juscelino (o anti-Lacerda), participei da metade final da campanha de Jânio. Antes da eleição, fui com Jânio a Cuba, conversar com Fidel e Che Guevara, durante 12 dias.
    O filho de Arraes: perda de tempo, de veracidade e falta de argumentos, se refugiando então na baixaria.

  12. Por sugestão do leitor Charles J. Heidorn, fui procurar no arquivo deste Blog o que saiu sobre Miguel Arraes e Francisco Julião, no dia 5 de janeiro deste ano. Decidi então fazer nova postagem deste artigo, (motivado à época por um comentário do leitor Valdir Stédile), em função das importância das informações, altamente elucidativas sobre esses dois personagens da História Contemporânea, e incluindo também outro personagem, Leonel Brizola, que era admirador de Julião e desprezava Arraes. então, vamos rever meu diálogo com o leitor Stédile:

    Valdir Stédile:
    “Hélio, a respeito das tuas notas sobre Arraes e Francisco Julião, tive a honra de conhecer o Líder das Ligas Camponesas, Dr. Francisco Julião, um dos maiores brasileiros do século passado. Participei com ele de algumas reuniões e organizei no Paraná uma palestra na Casa do Estudante Universitário. Essa palestra serviria para a apresentação de Francisco Julião. Só que o Reitor vetou a reunião, com o vil argumento de que “um comunista não podia falar para universitários”.

    Mais tarde, na casa de uma sua filha, Dona Anatilde, doutor Julião nos confidenciava suas decepções com Arraes. E contou que Arraes, junto com outros, tramou para que brizola não voltasse do exílio. Essa é a História, Helio”.

    Comentário de Helio Fernandes
    Excelente, Stédile, é depoimento de quem participou, se envolveu, não fugiu de coisa alguma.

    Fui muito amigo de Julião, nunca, nem uma vez que fosse, falei com Miguel Arraes. Podem dizer que os 15 anos em que fiquei no Brasil e Arraes e Julião foram para o exterior, criaram uma barreira de relacionamento intransponível. Mas antes disso, tivemos outros 15 anos de participação, (antes do golpe) fiquei muito amigo de Julião e jamais quis me aproximar de Arraes.

    O depois governador de Pernambuco várias vezes, não admitia concorrência com a liderança de Julião. Quando este criou as Ligas Camponesas, Arraes já governador, montou o que chamou de Sindicato Rural. Visível, ostensiva e perseguidora ação contra Julião. Este, desprendido, generoso, construtivo, não protestou, continuou na luta, só muito mais tarde revelou a trama contra a coletividade, na verdade um golpe contra os que não o apoiavam.

    O que você conta, Stédile, essa revelação de Julião, era do conhecimento de Brizola há muito tempo. O governador do Rio Grande do Sul e da Guanabara costumava fazer comparação com o comportamento da ditadura, em relação a ele, Brizola e na proteção, (como ele dizia) a Arraes.

    Brizola, textual, nas suas conversas que não paravam nunca: “A ditadura deixou Arraes escolher para onde ir, eu tive que fugir para Montevidéu, ou seria assassinado”. Totalmente verdade. E continuando: “Dias depois de chegar a Montevidéu, a ditadura pediu o meu INTERNAMENTO numa praia deserta, longe da capital”.

    E insistia, aí no que era público e notório: “Arraes teve um asilo maravilhoso, tendo a Argélia à sua disposição, amigo do ditador comunista, passava fins de semana em Paris e em outros lugares praticamente vizinhos”.

    “Sofri na carne o fato de ser oposição mesmo, fomos governadores, (Arraes também), mas sem diálogo, não podia esquecer das manobras dele contra mim”. Brizola gostava de informação, não havia nada, em matéria de política, que desconhecesse. Não espalhava nem admitia intrigas, mas tomava conhecimento do que se passava nos bastidores.

    Todos respeitavam Brizola, ninguém ou poucos se aproximavam de Arraes. Vejam o que Brizola realizou, principalmente no Rio Grande do Sul. Em Pernambuco, Arraes foi o Campeão Mundial do NADA.

    * * *

    PS – A última vez que vi Julião, na inauguração da Linha Vermelha. Fui com Brizola, ele fez questão de convidar o fundador das Ligas Camponesas, não admitia de maneira alguma, que algum protocolo, botasse o nome de Arraes. Se colocassem, ele tiraria, muito justamente.

    PS2 – Eu e Julião trocamos longo e emocionado abraço. Como demorasse a inauguração, (o atraso foi inexplicável, Brizola cobrava muito), ali no asfalto, em pé, nós três, em algumas horas, bastaria que tivéssemos a conversa gravada e poderíamos editar um livro de História. Vivida, sofrida, escolhida pela convicção de cada um.

    PS3 – Se fosse um livro individual, poderia ter o mesmo título que Pablo Neruda colocou no seu: “Confesso que vivi”.

    Este artigo recebeu város comentários
    e dois deles me chamaram a atenção

    Antonio Rubem César:
    “Jornalista Hélio Fernandes, o grande arquiteto Oscar Niemeyer, em seu Curvas da Vida, lança também a suspeita estranha a respeito de Miguel Arraes, de quem não quis fazer nenhum comentário quando esteve na Argélia”.

    Antonio Santos Aquino:
    “Hélio, todos nós conhecemos o ex-ministro Jarbas Passarinho; não temos dúvida sobre quem ele seja. Assim sendo, temos que levar em consideração o que foi dito pelo ex-ministro em entrevista à TV Senado. Finalizando a entrevista, foi-lhe perguntado porque as esquerdas não se uniram. Disse Passarinho que das esquerdas só Brizola era adversário, todos os outros tinham feito acordo com os militares (dando a entender a meu juizo, que teria havido compromisso de não se unirem). Encerrando, um jornalista perguntou: “Até o Arraes”? Resposta de Passarinho: “Sim, até o Arraes”. Não estou reproduzindo “ipsis litteris” o que foi dito, mas foi este a meu juizo, o teor da entrevista.Está registrado na TV Senado”.

    Comentário de Helio Fernandes:
    A posição de Niemeyer é compreensível, e o que Antonio Santos Aquino falou sobre a entrevista do “coronel” Passarinho sobre Arraes, é rigorosamente verdadeiro. Mas eu já contado, integralmente. Um general foi procurá-lo em Fernando de Noronha, com a proposta de acordo, de ir LIVREMENTE para o exterior. Que Arraes aceitou na hora.

    Foi direto para a Argélia, onde se tornou riquíssimo e poderoso. Era a maior influência ao lado do CORRUPTO DITADOR Boumediene, com quem repartia (?) os fabulosos lucros da EXPORTAÇÃO e IMPORTAÇÃO, não apenas de petróleo.

    Por que, para a inauguração da Linha Vermelha, Brizola convidou Julião e não chamou Arraes, governador como ele? Muito antes, escrevi bastante sobre Arraes e sempre revelando sua atuação na Argélia contra brasileiros.

    ***

    PS – Os artigos publicados na Tribuna da Imprensa, no momento estão inacessíveis. Mas continuam disponíveis na Biblioteca Nacional. Fui o primeiro e único repórter a contar a fundação das Ligas Camponesas, gloriosa e positiva iniciativa de Julião.

    PS2 – E a vingança de Arraes, criando o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, para combater e destruir o que Francisco Julião plantara.

    PS3 – Ninguém pode ter dúvida sobre o caráter e a atuação de Arraes, são fatos e mais fatos, embora algumas pessoas se iludam. O grande Abraham Lincoln já chamava a atenção sobre isso, no belo e emocionante discurso de Gettysburg, no fim da Guerra Civil.

    HF

  13. Comentários:

    Hugo Gomes de Almeida:
    “Hélio: o Hermano Alves chegou a ter algum choque pessoal com Carlos Lacerda ou a separação foi ditada tão só pelos embates políticos?
    Esclareça como se manifestou o veto sofrido na Argélia, da parte de Miguel Arraes. Pelo que tem afirmado, alguns brasileiros tornaram-se vítimas desse mesmo comportamento do ex-governador de Pernambuco. Tenha a gentileza de projetar luzes sobre esse fato, que já pertence à História”.

    Adriana Veloso Alves:
    “Prezado Sr. Helio Fernandes, agradeço pela lembrança da figura de meu pai, pessoa extremamente idealista, brilhante e que lutou bravamente pela liberdade no Brasil que ele tanto amava e não soube reconhecê-lo como uma das maiores mentes deste país.
    Gostaria apenas de retificar que meu pai não repudiava o Brasil, ele amava de paixão. E sim, ele queria viver no Brasil. Sua saída do Brasil para viver em Lisboa foi justamente por ter, pela segunda vez, as portas fechadas como profissional. Na década de 80 seus inimigos ainda lhe perseguiam de forma indireta mas bem intensa.
    Seu brilhantismo era um perigo para muitas figuras políticas e militares de nosso país.
    Quanto à pergunta do Helio Gomes de Almeida, posso esclarecer.
    Com Lacerda a desavença foi política, e quanto ao Miguel Arraes, eu mesma (aos meus 11 anos de idade) pude presenciar a atitude de coronelismo do Arraes na Argélia”.

    Hugo Gomes de Almeida:
    “Agradecido, dona Adriana Veloso Alves. Gostarei, quanto lhe seja possível, que esclareça como se traduziu a atitude de coronelismo do Arraes na Argélia”.

    Adriana Veloso Alves:
    “Prezado Sr. Hugo, é dificil esclarecer as “atitudes coronelistas”.
    Estamos falando de um homem público também falecido. Portanto, sem querer ofender a dignidade de alguém que não está aqui para se defender (Arraes), alguns relatos posso me permitir de fazer.
    Quando chegamos na Argélia, meu pai, minha mãe e meus 4 irmãos, transtornados pela fuga para o exílio, meu pai esperava ter apoio desse Sr. Arraes .
    Sem termos dinheiro, casa ou qualquer apoio para a sobrevivência da família, meu pai procurou aquele que ele tinha ajudado a se exilar na embaixada da Argélia em 64 .
    Esse Sr. Arraes simplesmente exigiu fidelidade incondicional a ele em seu reinado em Argel (capital da Argélia) e logicamente outras exigências que ficaram em segredo.
    Meu pai, em toda sua vida, NUNCA foi homem de pactuar com politicalha (como diz nosso amigo Helio Fernandes) e nem de aceitar propostas que fossem contra seu idealismo de justiça.
    E por não aceitar as exigências de Arraes, sofremos então uma perseguição e vingança barata e mesquinha deste individuo. Pior ainda, a vingança atingiu a nós, os filhos, que não podíamos nos matricular em nenhuma escola (tanto era o poder de Arraes essa época na Argélia), não podíamos fazer nada, e depois não podíamos nem sequer sair do país.
    Após 8 meses encurralados na Argélia, e depois de ter acontecido um episodio terrível, tivemos finalmente a ajuda da França para sairmos do país .
    Existem muito mais coisas a serem esclarecidas com o tempo .
    Espero que este relato seja suficiente para convencê-lo do “coronelismo ” do Sr. Arraes.
    E acredito que ele tenha feito isso com outras pessoas .
    Abraço”.

    Comentário de Helio Fernandes:
    Adriana, tendo conhecido tanto e durante tanto tempo o Hermano de Deus Nobre Alves, não podia deixar de registrar, o mais resumidamente possível, toda a admiração que tinha por ele. Sabia de ciência própria o que ele sentia pelo país. Mas teve que viver no exterior, por causa da perseguição que sofria, mesmo depois da ditadura, como você mesma confirmou.

    Aproveito esse elucidativo diálogo entre você e Hugo Gomes de Almeida para ajudar a esclarecer dois outros fatos escritos por mim, antes, e que vários leitores e seguidores pediam que explicasse melhor. E que estão citados na tua resposta.

    Não houve nenhuma grande desavença entre ele e Lacerda, não tiveram nem oportunidade. Depois de 1968 nem se encontraram, um não sabia onde estava o outro. O drama de Hermano começou no dia 13 de dezembro de 1968, quando foi publicada a mais cruel e selvagem lei, chamada de “AI-5, sigla de Ato Institucional nº 5”.

    Como já contei, foram terríveis a forma e o trajeto percorrido por Hermano até chegar à Argélia. Lacerda foi preso no mesmo dia 13, cassado no dia 30 desse mesmo dezembro de 1968. No dia 2 de janeiro de 1969, viajou para Milão, teve a gentileza de ir se despedir de Mario Lago e deste repórter, que continuavam na cadeia.

    Como Lacerda morreria inesperadamente, mocíssimo, (63 anos), ele e Hermano teriam 8 anos para essa tão falada “desavença”. Nesse maio de 1977 nem sei onde estava Hermano. O que sei: Lacerda (da mesma forma que Jango e Juscelino) desapareceu perto do fim da ditadura, numa “coincidência” que tem todas as aspas possíveis, e jamais será esclarecida.

    O certo e indiscutível: se não tivessem morrido, os três influenciariam positivamente o fim da ditadura. Ou então, invertendo a colocação, se os três não tivessem desaparecido, a ditadura não teria terminado como terminou, “amigavelmente”, com todos os civis e militares, preservados, protegidos, favorecidos.

    ***

    PS – Agora Arraes, que a filha de Hermano de Deus Nobre Alves, com 11 anos percebeu que era “coronelista”, foi muito mais. Tendo feito acordo com os generais golpistas, recebeu passaporte para viajar para onde quisesse.

    PS2 – Ao contrário de Jango, Brizola, Hermano, Márcio Moreira Alves e outros, que tiveram que sair do país depois de intensa peregrinação geográfica e policial.

    PS3 – Arraes escolheu a Argélia, dominada pela ditadura comunista do corrupto Boumedienne. Foi para lá por escolha voluntária, ditadura comunista, tudo o que mais desejava.

    PS4 – Todos os outros exilados chegaram à Argélia por ser o ponto mais fácil, saindo do Brasil. Não imaginavam que depois de 4 ou 5 meses, chegaria aquele no qual acreditavam e que se transformaria no carrasco de todos.

    PS5 – Com penetração total na ditadura comunista da Argélia, seu Poder era incontestável, chamado normalmente de “Vice-Rei”, com tudo o que um cidadão, nessa condição, receberia. E aproveitou muito bem.

    PS6 – Fez fortuna, e não digo isso agora, escrevi muito sobre Arraes, assim que acabou a ditadura (É só verificar na Tribuna da Imprensa ou na Biblioteca Nacional).

    PS7 – Arraes consolidou de tal maneira a sua força, que quando Boumedienne foi derrubado, (e depois assassinado em Paris, onde vivia luxuosamente, como o “Papa-Doc” e outros), ficou com o mesmo prestígtio com o novo ditador.

    PS8 – Boumedienne perdeu o poder porque roubou demais, e não dividia corretamente. Não ficou um só brasileiro na Argélia de Arraes. Assim caminha a humanidade.

    Fonte: http://www.tribunadainternet.com.br/saiba-como-arraes-perseguiu-hermano-alves-e-outros-brasileiros-que-se-exilaram-na-argelia-pos-64-arraes-chegou-a-proibir-que-os-filhos-de-hermano-fossem-matriculados-e-depois-ate-tentou-impedir-que/

  14. Carlos SP tem razão. No segundo governo Arraes fez o Eduardo Campos secretário da Fazenda, e ele comandou um esquema de roubalheira brabo (revelado por CPI) conhecido como escândalo dos precatórios, o mesmo que levou o ex-prefeito Pita à cadeia. Uma vergonha que manchou o nome e a carreira do Arraes.
    PS – sou jornalista e cobri a campanha de PE em 86 como correspondente do jornal Retrato do Brasil, de SP.

  15. Caros Bendl e Rocco, no Rio Grande do Norte, a prática da rachadinha, como de resto em toda parte, é por todos conhecida. Foram indiciados a ex-procuradora geral e os três últimos ex-presidentes da AL, inclusive o governador Robinson Faria, em processos em curso, mas o curioso é que o TJ decidiu que a prática seria legal, inclusive quanto a funcionário de lá que morava e trabalharia em Foz do Iguaçu. Nepotismo cruzado?

    • Doce abelhinha,

      Obrigado pelo comentário e informação.
      Uma pena que a mídia do centro do país não publique as notícias do Norte e Nordeste, de modo que ficássemos informados sobre a corrupção que impera nesta nação.

      Olha, vale tudo para os poderes constituídos enriquecerem; qualquer forma de burlar as leis é utilizada para benefício próprio ou atender interesses escusos.

      Nesse aspecto, moral e ético, o Brasil afundou solenemente.
      Dado o tamanho que temos, repetimos a tragédia do Titanic, onde seremos motivos de filmes e livros no futuro, a respeito do país que naufragou a si mesmo!

      Abração, abelhinha.
      Escreve mais, pois a mulher é demasiadamente importante quanto à sua participação em assuntos de qualquer natureza.
      Saúde e paz.

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