General Pazuello usa um argumento absurdo em sua resposta ao Exército

Pazuello joga fora toda a sua reputação construída no Exército

Pedro do Coutto

Reportagem de Bela Megale e Daniel Giulino, O Globo desta sexta-feira, focaliza a manifestação do general Eduardo Pazuello em sua defesa encaminhada ao Exército no procedimento aberto para apurar a sua presença na manifestação no Rio de Janeiro, no último domingo, ao lado de Jair Bolsonaro, afirmando que o evento não teve caráter político ou partidário porque, acentuou, o presidente da República não se encontra filiado a partido algum.

A justificativa é totalmente absurda e não atende à análise do Comando do Exército ao tentar separar o caráter político do caráter partidário. Na minha opinião, o caráter político não depende de filiação partidária, portanto não cabe essa explicação. Os atos políticos independem de sentido eleitoral. Porém, no caso, o sentido de campanha política está exposto e a justificativa de Pazuello não resiste a menor análise.

APOIO DE BOLSONARO – De outro lado, em transmissão pelas redes sociais da última quinta-feira, Bolsonaro corroborou com o argumento de Pazuello. A situação assim se complica ainda mais, na medida em que o general Paulo Sérgio Nogueira será obrigado a se pronunciar não apenas quanto à presença de Pazuello no palanque ao lado de Bolsonaro, mas também estará atingido por uma afirmação sem pé nem cabeça.

O general Paulo Sérgio Nogueira está diante de uma situação sensível: rejeitar a explicação de Pazuello ou aceitá-la, comprometendo a si mesmo e ao regulamento disciplinar do Exército. O problema assim continua se desenvolvendo agora com repercussão nos meios militares. Afinal de contas, o próprio Pazuello já havia informado que se equivocou. Mas agora desiste da sua posição anterior e envereda pelo caminho da fantasia.

AUXÍLIO EMERGENCIAL –  No café da manhã de quinta-feira com um grupo de empresários em Brasília, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o auxílio de emergência é uma arma que o governo dispõe. Citou “arma que nós temos e que pode ser renovada se a pandemia se mantiver no ritmo atual”.

O ministro se refere possivelmente a um instrumento de ação política e ao mesmo tempo um ato administrativo também com o mesmo efeito. Caso contrário, Paulo Guedes não teria se referido ao auxílio emergencial como uma arma de ação em favor do governo. Ele pode até estar certo, mas deixa assinalado tacitamente a sua vontade de partir para uma ação governamental que lhe permita algum êxito em matéria de popularidade. Paulo Guedes agora deseja utilizar o abono como peça de ação até partidária.

POPULARIDADE EM QUEDA – A interrupção do abono afetou também a popularidade de Bolsonaro. A questão econômica, mas que também tem um reflexo político muito grande, está no fato dos preços continuarem subindo, caso agora da energia elétrica enquanto os salários estão estagnados.

É um desafio social que os assalariados têm que enfrentar em condição de amplo prejuízo porque as empresas do governo reajustam os preços, no caso da Eletrobras, e os trabalhadores e trabalhadoras, além dos servidores públicos, ficam presos a uma impossibilidade que está se fazendo sentir. Assim é impossível resolver qualquer problema, seja ele econômico, social ou político.

ISENÇÃO NA AMAZÔNIA – Na Folha de São Paulo, Bernardo Caram e Thiago Resende, destacam a declaração do ministro Paulo Guedes de que está sugerindo ao presidente da República uma isenção fiscal para que empresas se instalem na Amazônia, criando assim um pólo de empreendimentos sustentáveis.

O ministro apresentou a ideia de conceder isenção de Imposto de Renda por 20 anos a empresas que se instalarem no local. Para ele, o Brasil precisa ampliar a atuação no mercado de carbono. As afirmações de Paulo Guedes foram feitas para responder às críticas que apontam para falta de manutenção no meio ambiente. O ministro acrescentou que uma árvore vale mais viva do que morta.

DESMATAMENTOA reportagem acrescenta, com base em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que no mês de abril deste ano registrou-se o maior período de desmatamento na região.

A proposta do ministro da economia parece inspirada na Zona Franca de Manaus, mas com uma diferença. A Zona Franca de Manaus referia-se à comercialização de produtos industrializados, agora Paulo Guedes propõe a instalação de empresas na região. Sem frisar qual o objetivo, no fundo, o caminho da industrialização da floresta significa abrir uma estrada ainda maior para o desmatamento.

6 thoughts on “General Pazuello usa um argumento absurdo em sua resposta ao Exército

  1. HISTÓRIA INACREDITÁVEL

    O Governo atual encontrou um País com uma dívida pública de 4.1 trilhões, que, só de juros, consumia 50.7% do orçamento anual;
    Encontrou, logo de cara, um tema emergencial e polêmico, que foi a REFORMA DA PREVIDÊNCIA.
    Os riscos de faltar dinheiro para pagar aposentados e pensionistas eram enormes;
    O Presidente diminuiu o número de ministérios de 39 para 22, e isso gerou problemas com os presidentes da Câmara e do Senado, que desejavam MINISTÉRIOS, para distribuir cargos para suas bancadas, como sempre era feito;
    Em represália, o Presidente teve 70% de suas MEDIDAS PROVISÓRIAS propositadamente EXPIRADAS.
    Câmara e Senado não colocavam em plenário, para votação, a maior parte do plano de governo do Presidente;
    O Orçamento para 2019, aprovado em dezembro de 2018, que foi elaborado pela equipe do ex-Presidente TEMER, previa um DEFICIT de 138 Bilhões de Reais.
    Qualquer leigo vai, logo de cara, entender que deixaram o governo sem recursos para investimentos públicos.
    O orçamento foi apertadíssimo, e o GOVERNO teve que CONTINGENCIAR (cortar temporariamente) gastos em algumas áreas, a exemplo da EDUCAÇÃO, onde meses depois, após uma melhora nas contas públicas, todo o orçamento foi repassado;
    O Governo encontrou problemas seríssimos na AMAZÔNIA.
    Países que usavam ONGS como escudo, foram impedidos de explorar nossas riquezas. Em represália, atacaram o governo, que mal acabara de entrar, colocando-o como culpado pelo desmatamento da região;
    Seguimentos de esquerda, insatisfeitos com a derrota, não pararam de executar planos para atrapalhar o Governo.
    O Vazamento de óleo de um Navio fantasma, no litoral do NORDESTE, foi algo muito estranho. A Imprensa, quase toda aparelhada, dava toda ênfase contra o Governo Bolsonaro;
    Com todas as dificuldades encontradas, fechamos 2019 com um defict nas contas públicas de 60 bilhões de reais. Ou seja, metade do Deficit permitido pela lei de diretrizes orçamentárias;
    A inflação terminou o ano dentro da meta e só não foi abaixo, por conta do aumento no preço da carne, acontecido em outubro de 2019, em virtude do governo chinês ter feito a maior compra de carnes para um período;
    Ainda assim:
    – Todas as ESTATAIS deram lucros e muitas delas bateram recorde de lucros;
    – O BNDES teve o maior lucro de sua história;
    – A Petrobrás voltou a ter lucros, e as companhias elétricas finalmente se recuperaram;
    – CORREIOS, empresa estatal que atua sem concorrência dava prejuízos bilionários todos os anos nos governos anteriores e passou a apresentar altos lucros;
    – Nossa SELIC, que em dezembro de 2018 era de 6,5%, e que hoje está em 2%, fechou 2019 em 4.5%, que já era um dos menores da história;
    – Nosso Risco País fechou 2019 abaixo dos 100 mil pontos. Uma pontuação como essa é a certeza de que no momento é seguro investir no País;
    – Nossa Bolsa bateu recordes em cima de recordes;
    – O Dólar aumentou? Sim, aumentou muito!!! O Ministro Guedes fez com que o especulador saísse do País quando ele diminuiu em muito nossa taxa SELIC, pois eles pegavam dinheiro emprestado em outros mercados, a juros baixos, e emprestavam em nosso mercado a juros altos. Essas operações são chamadas CARRY TRADE;
    – Mesmo com o rompimento da barragem de Brumadinho, que gerou forte queda no setor extrativo mineiro e capixaba;
    – Mesmo com o desaquecimento da economia global, onde o PIB Chinês, que é o nosso principal comprador, cresceu bem menos;
    – Mesmo com a crise na Argentina que é o nosso terceiro maior comprador;
    – Mesmo com a briga comercial Entre EUA e CHINA, o nosso PIB cresceu 1.1%, com os investimentos privados superando o investimento público em crescimento, e mostrando sustentabilidade, já que tivemos um crescimento, sem nos endividar;
    – Mesmo com a escassez de recursos na área de transportes, foram asfaltadas estradas que estavam paradas há 43 anos. Como no caso da BR 163, que escoa a produção de grãos entre os estados de Mato Grosso e Pará;
    – Mesmo na pandemia, o Ministro Tarcísio dos Transportes, não parou de inaugurar obras. Foram 38 até junho de 2020.
    – Mesmo assim, obras como a transposição do Rio São Francisco, que começaram a ser executadas em 2007 e deveriam ser concluídas em 2012, e ainda seus orçamentos, com o valor incialmente orçado ter triplicado, foram concluídas no segundo ano do Governo Bolsonaro.
    – O governo gerou 700 mil vagas com carteira assinada em 2019;
    – Na área de segurança, houve queda de 23% nos homicídios;
    – Em janeiro de 2020, tivemos o maior superávit primário nas contas públicas da história.
    – Em julho, mesmo na pandemia, tivemos o maior superávit da balança comercial da história;
    – Enquanto o PIB das 10 maiores potências do planeta mostram previsão de queda entre 6.5% e 15%, o BOFA (Bank of America) prevê que o PIB do Brasil vai cair só 4.8%.
    Só para termos uma ideia do que é gestão, o banco central, mesmo com a FRAUDEMIA, registrou lucros de 400 bilhões de reais no primeiro semestre.
    O Ministério da Economia quer reduzir nossa dívida pública em 10%, usando esse dinheiro.
    Isso reduzirá os valores dos juros a serem pagos, obrigatoriamente, pelo governo, e com isso sobrará mais dinheiro para investimentos públicos.
    Os 05 pacotes emergenciais de R$ 600.00 custaram ao governo 60 bilhões por mês, e os 3 de R$ 300.00 vão custar mais 30 bilhões por mês.
    São ao todo 390 bilhões dados para o povo brasileiro não morrer de fome.
    De onde veio esse dinheiro? Pergunta ao GUEDES como ele fez para lucrar 500 bilhões com a alta do dólar, entre dezembro de 2019 e maio de 2020.
    O Governo atual, mesmo com os desvios feitos pelos governadores;
    Mesmo com as ações inconstitucionais do STF, e mesmo com a ECONOMIA TRAVADA, na maioria dos estados, foi definido como o maior investidor nesta pandemia, ficando atrás apenas dos EUA.

    Nós brasileiros precisamos usar mais a razão no dia a dia, e esquecermos as ideologias. Temos que considerar e aplaudir os acertos. E criticar os erros, sem no entanto, ideologizar os acontecimentos.

    • Diferentemente do Reino Unido onde pode haver candidaturas sem filiação partidária, no Brasil, não! Penalizar Pazuelo por participação em atividade politico-partidária (que é o que interessa, pois afastar o ser humano da política em sentido amplo é impossível, já dizia Aristóteles!) equivaleria a considerar a Presidência da República ou o cidadão Bolsonaro, um partido político. Isso violaria a CF88 e afrontaria os partidos. Pazuelo merece uma orientação para que de agora para frente seja cauteloso, inclusive porque de uma hora para outra o Bolsonaro poderá se filiar a algum partido.

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