Lewandowski cobra esclarecimentos de Pazuello e dá 48 horas para Saúde informar datas de vacinação

Falta de prazo provocou desconforto entre integrantes da Corte

Rafael Moraes Moura
Estadão

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), cobrou do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, esclarecimentos sobre o cronograma do plano de imunização contra o novo coronavírus. Por determinação de Lewandowski, o governo federal deverá informar o STF, em um prazo de 48 horas, a previsão de de início e término das distintas fases da vacinação.

“Intime-se o Senhor Ministro de Estado da Saúde para que esclareça, em 48 (quarenta e oito) horas, qual a previsão de início e término do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid – 19, inclusive de suas distintas fases”, determinou Lewandowski, em despacho endereçado a Pazuello e ao advogado-geral da União, José Levi.

DESCONFORTO – Segundo o Estadão apurou, a falta de um prazo de início para vacinação provocou desconforto entre integrantes da Corte, que consideram a informação “fundamental” para o plano ficar completo. O Ministério da Saúde ainda não se manifestou sobre a decisão de Lewandowski.

Na última sexta-feira, dia 12, o governo entregou ao Supremo o Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19 sem prever o início da data da aplicação das doses. O documento foi enviado ao gabinete de Lewandowski, nas vésperas do julgamento marcado para discutir a obrigatoriedade da vacina e a apresentação, por parte do Palácio do Planalto, de um plano contra a doença. O ministro é o relator de quatro ações sobre o tema.

A divulgação do plano ocorre em meio à disputa entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), sobre o protagonismo na vacinação contra o novo coronavírus. O plano de 94 páginas foi divulgado, por determinação de Lewandowski, após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), dizer ao Estadão que o maior erro político cometido pelo governo até agora foi não se preparar para comprar a vacina contra o novo coronavírus.  “Isso pode impactar o projeto de reeleição”, afirmou ele, numa referência aos planos do presidente Jair Bolsonaro para 2022.

DOSES “GARANTIDAS” –  No documento, o ministério apresenta como “garantidas” 300 milhões de doses de vacinas contra covid-10, das quais mais de 180 milhões viriam do acordo com Oxford/AstraZeneca, 42 milhões seriam fornecidas pelo Covax Facility e outras 70 milhões viriam da Pfizer.

No trecho em que lista as vacinas “já garantidas”, o governo federal não cita a Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e o Instituto Butantã, ligado ao governo paulista. Mas afirma que “disponibilizará crédito extraordinário para aquisição de toda e qualquer vacina que adquira registro de forma emergencial ou regular que apresente eficácia e segurança para a população brasileira”.

A gestão Bolsonaro prepara uma medida provisória para liberar R$ 20 bilhões para comprar e centralizar a distribuição de imunizantes no País. Segundo o Ministério da Saúde, o plano será apresentado e detalhado à população nesta quinta-feira e poderá “sofrer modificações durante o seu processo de implementação”.

CRONOGRAMA – O plano apresentado não traz um cronograma com datas, mas contempla na primeira fase de vacinação os idosos de 75 anos e mais, profissionais de saúde, idosos de 60 ou mais institucionalizados e a população indígena. Já as demais fases incluem as pessoas de 69 a 74 anos, indivíduos com comorbidades, professores, trabalhadores das forças de segurança e salvamento, e os funcionários do sistema prisional.

“Todos os demais poderão ser imunizados após imunização dos grupos especificados como prioritários, que merecem maior atenção diante da maior vulnerabilidade à doença e suas consequências, inclusive de morte”, enfatizou a pasta neste domingo.

PRAZO – Neste domingo, o Ministério da Saúde alegou que não apresentou uma data exata para a vacinação porque não há ainda no mercado nacional “uma vacina eficaz e segura”, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Apresentar uma data, especificar um imunobiológico e apresentar informações sem a devida identificação de uma vacina aprovada pela Anvisa, não condiz com as práticas de segurança e eficiência do Programa Nacional de Imunizações da pasta, que não trabalha com fulcro em especulações desprovidas de confirmações técnicas e científicas”, informou o ministério.

12 thoughts on “Lewandowski cobra esclarecimentos de Pazuello e dá 48 horas para Saúde informar datas de vacinação

  1. Como é de costume, se todos estão tirando sua casquinha, por que razão Lewando não iria tirar a sua ?

    Evidentemente, o sinistro do mtf, isto é, o ministro do stf já tem conhecimento de que já há vacinas produzidas e aprovadas pelo MS, como também guardadas em local apropriado e prontas para uso. Assim, nada mais justo que o MS informe “a previsão de início e término das distintas fases da vacinação”.

    Entretanto:

    “Já combinaram com os russos (fornecedores) ?”, indagaria Mané Garrincha.

    La Fontaine veria de outra maneira:

    A MENINA DO LEITE Laurinha, no seu vestido novo de pintas vermelhas, chinelos de bezerro, treque, treque, treque, lá ia para o mercado com uma lata de leite à cabeça – o primeiro leite da sua vaquinha mocha. Ia contente, rindo-se e falando sozinha. – Vendo o leite – dizia, e compro uma dúzia de ovos. Choco os ovos e antes de um mês já tenho uma dúzia de pintinhos. Morrem…dois, que sejam, e crescem dez – cinco frangas e cinco frangos. Vendo os frangos e crio as frangas, que crescem e viram ótimas botadeiras de duzentos ovos por ano cada uma. Cinco: mil ovos! Choco tudo e lá me vêm quinhentos galos e mais outro tanto de galinhas. Vendo os galos. A dois cruzeiros cada um – duas vezes cinco, dez… – mil cruzeiros… Posso então comprar doze porcas de cria e mais uma cabrita. As porcas dão-me, cada uma, seis leitões. Seis vezes doze … Estava a menina neste ponto quando tropeçou, perdeu o equilíbrio e, com a lata e tudo, caiu um grande tombo no chão. Pobre Laurinha! Ergueu-se chorosa, com um ardor de esfoladura no joelho; e enquanto espanejava as roupas sujas de pó viu sumir-se, embebido pela terra seca, o primeiro leite da sua vaquinha mocha e com ele os doze ovos, as cinco botadeiras, os quinhentos galos, as doze porcas de cria e a cabritinha – todos os belos sonhos da sua ardente imaginação…

    Observadores escolhidos a dedo expõem suas opiniões e apontam as medidas que tomariam – talvez !!! – se tivessem a caneta em poder. Um deles oferece uma medida “medronha”, que seria comprar a vacina de vários laboratórios produtores. Mas se esquece de que, em um estado democrático de “direito” (?), o indivíduo a ser vacinado pode muito bem querer escolher o fabricante da vacina que lhe será aplicada. Como ficará isso ? Em determinada região a vacina é a chinesa e em outra é a fabricada pela Pfizer. Poder-se-á escolher ? Se a grande maioria da população optar por um determinado fabricante, aquele observador admitirá que erraria em sua decisão ao perceber que milhões de vacinas terão sido compradas em vão, causando prejuízo aos cofres públicos ? Outra indagação: a segunda dose tem que ser do mesmo fabricante da primeira dose ou, se a tecnologia usada for coincidente, os fabricantes poderão ser diferentes ?

    Tenho amigos que nasceram ao final da década de 50 e que tiveram problemas físicos permanentes por causa de um determinado fármaco. Seremos imunizados ou seremos cobaias ?

    Deveria haver mais reflexões e menos estrelismos.

  2. Em tempo:

    Butantã adia divulgação de eficácia da Coronavac para submeter à Anvisa dados finais de análise

    “O Estadão apurou que a decisão foi tomada após os pesquisadores perceberem que o total de infectados no grupo de participantes havia crescido e ultrapassado a marca de 151 contaminações, número mínimo estabelecido no protocolo do estudo para a análise final de eficácia. Anteriormente, a análise seria feita com dados de pouco mais de 70 contaminados”.

    Fonte: https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/butant%C3%A3-adia-divulga%C3%A7%C3%A3o-de-efic%C3%A1cia-da-coronavac-para-submeter-%C3%A0-anvisa-dados-finais-de-an%C3%A1lise/ar-BB1bUQDb?ocid=msedgntp

  3. Acabei de assistir uma entrevista com a presidente da FioCruz. Foi espetacular, parecia até um filme de ficção científica – mirabolante. Nosso futuro, segundo a doutora, está garantido com a vacina da Oxford. Notem bem: FUTURO. O presente, infelizmente, está incerto: só falam do porvir por semestre, quando teremos MILHÕES de doses, e etc e tal.
    Dona doutora, a vida não é quimera, o presente é agora, e a chance de sobreviver se deteriora com os dias de espera. Pela amor da santa michelle, tenha piedade de nós.

  4. Até este fedorento, “Levando” não sei o quê, tomara que seja lá, surfando na onda da Pandemia/Vacina.
    Babaca !
    País “avacaiado”!
    Credo !

  5. Mudando para economia

    PIB nominal das 10 maiores economias do mundo:
    (Unidade: dollar):

    01.United States (GDP: 20.49 trillion)
    02.China (GDP: 13.4 trillion)
    03.Japan: (GDP: 4.97 trillion)
    04.Germany: (GDP: 4.00 trillion)
    05 United Kingdom: (GDP: 2.83 trillion)
    06.France: (GDP: 2.78 trillion)
    07. India: (GDP: 2.72 trillion)
    08. Italy: (GDP: 2.07 trillion)
    09. Brazil: (GDP: 1.87 trillion)
    10. Canada: (GDP: 1.71 trillion)

    Fonte: https://worldpopulationreview.com/countries/countries-by-gdp

    Já o site https://www.imf.org/external/datamapper/NGDP_RPCH@WEO/OEMDC/ADVEC/WEOWORLD exibe, em pontos percentuais, o comportamento
    do PIB da última aferição para 2020. Observe-se que, em todas as Américas, a Guyana é a nação que melhorou o PIB (26.2) e é a única. Basta se posicionar o cursor do mouse sonre o país para se obter os dados. Dos dez primeiros, a China foi a única que cresceu (1.9).

  6. Esse cretino, canalha, EMPREGADO DO Lula e do PT só rsrs cobrando o que quer que seja a mando de quem o colocou lá na suprema corte. Porque “Jair” é oposição ao PT (menos na intenção de enterrar a lava jato). No Brasil é que esse mer… não está pensando. Garanto!

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