Michel Temer e Lula já se lançaram para 2018: falta Aécio

Alckmin luta para ser candidato no lugar de Aécio

Pedro do Coutto

Ao longo de agosto, mês de noites iluminadas pela bela lua azul, primeiro Michel Temer, depois Lula, este no final da semana passada, afirmaram ser candidatos as eleições de 2018, antecipando assim a abertura da sucessão presidencial. Procurando, cada qual a sua maneira, descomprimir a crise que envolve o governo Dilma Rousseff e, portanto, em consequência, o próprio país. Falta Aécio Neves abrir o processo de escolha no PSDB, legenda em que tem como rival o governador Geraldo Alckmin. A presença deste praticamente afasta a opção por José Serra. Relativamente a Marina Silva, é um enigma, porque depende basicamente da capacidade que tiver ou não de criar o Rede Sustentanilidade, projeto de partido ainda no papel.

Michel Temer lançou-se na primeira quinzena quando anuiu a perspectiva de o PMDB apresentar candidato próprio, acrescentando que se dispunha a disputar a indicação. Assinalou também que, se eleito, manteria Joaquim Levy a frente do Ministério da Fazenda. Mais claro impossível. Essas declarações, inclusive, foram feitas antes de uma segunda entrevista na qual disse que o país precisava de alguém capaz de unificá-lo politicamente. Sua candidatura, assim, está colocada. Isso com base nos dados de hoje. Não se pode fazer previsões políticas nem a curto quanto mais a médio prazo.

VAZIO POLÍTICO         

Os rumos do PMDB são incertos, porém temer joga com o vazio que está envolvendo a legenda, marcada pela falta de alternativas de peso. O contrário ocorre com o PT. O esvaziamento enorme, com reflexos no eleitorado, porém a única figura capaz de concorrer – nos termos de hoje, repito – é o ex-presidente Lula da Silva.

Apesar de tudo, é o único sobrevivente da tempestade que submerge o prestígio da sigla, que já representou uma força, mas hoje vê-se debilitada principalmente em consequência da alucinada corrupção na Petrobrás, reunindo ladrões e bandidos de todos os tipos. Veja-se o volume de contas no exterior.

SE NÃO NAUFRAGAR

A reportagem da Época, desta semana, abalou Lula? Claro que sim. Mas se não afundar, será o último naufrago do partido dos trabalhadores.

Na oposição, creio ser o senador Aécio neves o candidato de maior potencial. Supera Geraldo Alckmin. O governador de São Paulo já perdeu disparado para Lula e Serra foi abatido amplamente por Dilma. Aécio perdeu para Rousseff pela margem de 3,5% dos votos. Dos três oposicionistas foi o que alcançou o melhor desempenho nas urnas. No momento, representa mais os oposicionistas, como os fatos estão demonstrando. Até porque Alckmin encontra-se imobilizado pelos interesses da máquina administrativa paulista junto ao Palácio do Planalto. Tem chance, parece ser a sua vez (Aécio).

DESTINO DO PODER

A voz das ruas decidirá, como sempre, o destino do poder. O quadro não poderia ser melhor do que é para a oposição. A rejeição a Dilma Rousseff, 71 a 8% no Datafolha, pode se transformar em fator decisivo.

Quem Marina apoiará? Boa pergunta, sobretudo em termos de segundo turno, pois na minha impressão ela não reúne em torno de si as condições para chegar em primeiro ou segundo lugar. Não possui estrutura partidária e isso é fundamental em se tratando de eleições presidenciais. Dessa forma, não poderá firmar alianças estaduais de porte que possam conduzi-la ao êxito. Mas, também na oposição a Dilma, poderá decidir o rumo de um segundo turno. O panorama é esse. A crise se agrava. O desgaste de Dilma Rousseff aumenta. Dificilmente poderá reverte-lo em três anos.

As alternativas, neste momento, são essas. Mas podem mudar amanhã. Como a história, na bela definição de Hélio Silva, a política não espera o amanhecer.

 

16 thoughts on “Michel Temer e Lula já se lançaram para 2018: falta Aécio

  1. Michel Temer não tem chance a não ser que fique no lugar da Dilma por um tempo e faça um bom trabalho. Ele ainda é desconhecido da maioria da população

  2. ATÉ 2018 AS ÁGUAS VÃO ROLAR — “Há uma inteligência no Brasil que percebeu com certa clareza onde estavam aqueles valores que importam para o país: a defesa da soberania nacional; a superação das desigualdades sociais; e o desenvolvimento do país”. Ao fundamentar assim o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff o ex-ministro Ciro Gomes​ (PDT) acusou a escalada golpista tanto paraguaia quanto bolivariana que ronda Brasília, acentuando preocupação diante dos descaminhos do governo que ao praticar agenda contraditória à que os eleitores votaram está desconstituindo a legitimidade do mandato da presidente.

    A via alternativa desejada por Leonel Brizola está sendo organizada para as eleições presidenciais de 2018, o PDT já aprovou resolução por candidatura própria e construção de via alternativa para o país. Além de Ciro há outros nomes que podem ser avaliados como eventuais presidenciáveis, Cristovam Buarque e Cid Gomes por exemplo, sem que tais cogitações sirvam como atropelo ao calendário eleitoral ainda distante. Acima disso, respaldam a legitimidade da tese partidária aclamada pelos convencionais e a determinação tanto de seus dirigentes quanto dos militantes para que isto se concretize efetivamente, para ampliação do processo.

    Vídeo entrevista com Ciro Gomes: http://www.youtube.com/watch?v=8kDP-nboIo4 (aproximados 14 minutos)

    • Prezado Stédile,

      Sinto-me convocado, nenhuma dúvida, se o candidato for o Ciro Gomes.
      Mas, pelo amor de Deus: esqueçam o pt, Dilma e essa tal escalada golpista! O pt quebrou o país! Paremos aqui. Chega de Blá, blá, blá. Falta pouco para o anúncio oficial: ” acabou o Bolsa Família, acabou o dinheiro”. Essa é a verdade!
      Se querem conhecer o sol do Planalto, em 2018, esqueçam os corruptos e ingratos do PT.
      Tomem um banho de purificação, façam a necessária ponte entre Ciro e Cristovam, convoquem a Cidinha Campos, convidem o Roberto Requião e o Joaquim Barbosa para entrarem no PDT e, simplesmente, virem a página.

      Abs,

      Carlos Cazé.

      • Prezado Cazé, pedir que esqueça Dilma em pessoa ou PT como instituição nem precisa, pertenço ao PDT há 35 anos e se estou me posicionando sobre o governo é sobretudo como cidadão observando as leis vigentes e os fatos como se apresentam, não como manchetes induzem.

        Quanto à sigla brizolista, tudo se resolve no âmbito de suas instâncias e órgãos de deliberação dos quais participo e assimilo os rumos adotados. Por mim, o PDT nem devia ter entrado no governo porque inclusive votei contra, mas também não costumo pessoalizar as questões políticas.

        Faça o que quiser com as tuas páginas, respeito, mas as da legenda cuida o colegiado.

        • Tudo bem, cuida o colegiado; e depois “vai chorar na cama, que é lugar quente”, diziam os antigos. Cuidem da legenda de costas para críticas sérias, de quem quer o ver o Partido e o candidato eleitos, cuidem! E deixemos o caminho livre para a volta_ certíssima_ da direita reacionária…
          Manchete induzem? Onde está o dinheiro do país? Onde está o dinheiro da Petrobrás? Que partido fomentou toda a escandalosa corrupção? Etc, etc, etc?
          Como mudar “tudo isso” tendo, ao lado, esse mesmo “tudo isso”?
          Assim como eu, provavelmente, muitos se animarão com a candidatura Ciro Gomes. Tomara que o ” colegiado”,realmente, cuide muito bem das páginas 2018.
          Abs,

          Carlos Cazé.

          • SE ANTES NÃO FUI CLARO – Cuidado com discussões do tipo “Fulano 2018”, isto é crime eleitoral e expressa antecipação do processo democrático em favorecimento ao personalismo, que fragiliza os partidos trocando o debate de questões partidárias e públicas pelo eleitoralismo.. A propósito, aparece uma vantagem do sistema bicameral, o Senado está recusando entrega da política pela Câmara a empresários.. Os senadores podem mais, salvem a República rechaçando ameaças institucionais enquanto há tempo..

  3. Este caso agora, em que os brasileiros ficam reféns de Dilma Roussef por ainda mais três anos e meio, embora ela tenha mostrado sua incapacidade de presidir a República, é o exemplo mais cabal de que o Presidencialismo é um regime perverso e inadequado para o Brasil. À exceção dos Estados Unidos, os países mais avançados do mundo adotaram o Parlamentarismo como regime de governo. Se estivéssemos no Parlamentarismo, o governo Dilma já teria caído logo em janeiro, quando se comprovou que ela fez estelionato eleitoral. O parlamento cai por quebra de confiança no Primeiro Ministro. Cai o gabinete e se dá ao eleitor a oportunidade de escolher novos membros para o Parlamento, cujo líder da Maioria torna-se o Primeiro Ministro, com funções executivas.

    Se o Congresso Nacional fosse sério, já teria colocado para votação e emenda constitucional instituindo o Parlamentarismo no Brasil, que já existe e está trancada nas gavetas do Congresso. O Presidencialismo torna o Presidente da República uma espécie de Imperador por 4 anos, com direito a re-eleição, e mesmo que cometa os maiores deslizes a legislação torna quase impossível que ele seja derrubado, como estamos vendo agora.

    Claro. Antes de tornar constitucional o Parlamentarismo, seria mister promover um referendo para que os eleitores decidissem sobre esta forma de governo. A população hoje está mais esclarecida e, ao que parece, dar um poder quase imperial para Michel Temer, Aécio Neves, Ciro Gomes, Cristóvam Buarque, Luiz Ignácio Lula da Silva, Marina Silva, Geraldo Alckmin por quatro anos renováveis, estes todos que não provocam uma simpatia popular que no passado tiveram Juscelino Kubitscheck, ou o próprio Getúlio Vargas (ambos demonstraram capacidade de governar mesmo com o presidencialismo), será dar um novo tiro no escuro, votar em nova roleta russa que, no caso de Dilma nos atingiu a cabeça. Todos os citados são políticos sem projeto, não inspiram confiança. No Parlamentarismo há um reforço dos partidos políticos porque cada qual têm de apresentar para a Nação um projeto de governo, porque os eleitores sabem que ao votar num candidato a parlamentar, estará votando também no partido que, maioritário nas urnas, constituirá o Primeiro Ministro – Chefe do Executivo do País.

  4. Acho positiva e válida a opinião do Sr. Ricardo Sales declarar seu voto. Isto é a democracia. O meu voto, todos já conhecem, porque já o declarei várias vezes nesta Tribuna – acompanho o PPS. Afirmo que o PPS é o único partido de oposição que sabe o que quer. Os outros vacilam e não apresentam um programa e são incapazes de apresentar um líder. Também o deputado (Ex-PP e agora sem Partido) Jair Bolsonaro já veio a público dizer o que quer, o que permitiu ao Sr. Roberto Sales fazer a sua escolha. As propostas para o Brasil do deputado Jair Bolsonaro são:

    A patrulha estridente do politicamente correto é opressiva, autoritária, antidemocrática.
    Em nome da liberdade, da igualdade e da tolerância, recorta a liberdade, afirma a desigualdade e incita a intolerância.

    Bolsonaro é contra cotas raciais, o projeto de lei da homofobia, a união civil de homossexuais e a adoção de crianças por casais gays.

    Ora, sou a favor de tudo isso – e para defender meu direito de ser a favor é que defendo o direito dele de ser contra.

    Porque se o direito de ser contra for negado a Bolsonaro hoje, o direito de ser a favor pode ser negado a mim amanhã de acordo com a ideologia dos que estiverem no poder.

  5. Trago aqui mais uma contribuição, porque parece, pelos comentários, que muitos serão os que sufragarão o deputado federal Jair Bolsonaro nas urnas, face a comunhão de idéias que leio aqui constantemente. Eis, portanto, o que o deputado Bolsonaro explica porque quer ser Presidente da República. O texto é dele:

    Por Jair Bolsonaro, deputado federal (PP-RJ), capitão R/1 do Exército

    Em 2005, embora sem pretensões de ser eleito, me lancei candidato à Presidência da Câmara dos Deputados com a intenção de evitar a eleição do candidato do Governo, o então deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP).

    A imprensa não quis me atribuir os louros da vitória, mas me considerei o grande vencedor.
    Nos 10 minutos em que tive direito a usar da palavra mostrei a real face do candidato do governo petista, escalado no passado para impedir o esclarecimento do sequestro, tortura e execução do prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel.

    Após minha intervenção, foi evidente a mudança de votos de muitos deputados, evitando um mal maior. Severino Cavalcanti foi eleito no 2º turno.

    Hoje, a minha visão sobre política é bem definida. Se este governo conseguir mais um mandato, o que de “melhor” nos poderá acontecer será, ainda em 2015, nos transformarmos numa Venezuela e de pior, numa Cuba.

    Entretanto, entendo que os desvios bilionários dos “companheiros”, dos malfeitos na Petrobras e na Eletrobras, além de verdadeiro assalto aos Fundos de Pensões, só não são piores do que o roubo da nossa liberdade que se avizinha.

    Minha preocupação é fundamentada em fatos históricos, pois não há notícia de qualquer país sob regime socialista/comunista que seu povo tenha razoável nível de desenvolvimento em educação, saúde e renda, ou gozem de qualquer autonomia.

    Os livros escolares impostos pelo MEC, com frases e gravuras que pregam ser o capitalismo o inferno e o socialismo o paraíso, estão “envenenando” 30 milhões de crianças do ensino fundamental.

    Abominam a propriedade privada, o lucro, o livre comércio e a meritocracia.
    Meu nome, sem qualquer dúvida, encarna o sentimento daqueles que não suportam mais:

    * o PT e demais partidos de esquerda;
    * a desvalorização das Forças Armadas;
    * o “politicamente correto”;
    * a altíssima carga tributária;
    * a política externa aliada com ditaduras;
    * o ativismo gay nas escolas;
    * o desarmamento dos cidadãos de bem;
    Invasão de terras por militantes do MST
    Invasão de terras por militantes do MST: “Meu nome, sem qualquer dúvida, encarna o sentimento daqueles que não suportam mais” essas coisas,
    * a falta de política de planejamento familiar;
    * as invasões do MST;
    * a “indústria” de demarcações de terras indígenas;
    * a não redução da maioridade penal;
    * o não reconhecimento da vital importância dos ruralistas e do agronegócio no desenvolvimento do País;
    * a política de destruição de valores morais e familiares nas escolas;
    * a ausência da pena de morte, prisão perpétua e trabalhos forçados para presos (ainda que consideradas cláusulas pétreas na Constituição);
    * a manutenção do exame de ordem da OAB, nas condições atuais;
    * as cotas raciais, que estimulam o ódio entre brasileiros e que, em muitos casos, são injustas entre os próprios cotistas;
    * a Comissão Nacional da (in)Verdade, que glorifica terroristas, sequestradores e marginais que tentaram implantar, pelas armas, a ditadura do proletariado em nosso país;
    * o Marco Civil da Internet, cuja regulamentação por decreto, inicia a censura virtual;
    * o “Foro de São Paulo” onde ditadores e simpatizantes se acoitam por uma hegemonia marxista na América Latina;
    * a liberação de recursos pelo BNDES para construir Porto em Cuba e metrô na Venezuela, assim como perdões de dívidas de ditadores africanos;
    * as escolas com professores desprovidos de meios para exercerem sua autoridade;
    * a ajuda financeira de mais de R$ 1 bilhão por ano à ditadura cubana via contratação de mão de obra escrava pelo programa “mais médicos”;
    Dilma Rousseff com o ditador cubano Raúl Castro
    Dilma em mais um encontro cordial com o ditador Raúl Castro. O deputado Bolsonaro quer acabar com a “ajuda financeira de mais de R$ 1 bilhão por ano à ditadura cubana”
    * os programas “Bolsa Família” como curral eleitoral e “Brasil Carinhoso” que estimula a paternidade irresponsável;
    * o Ministério da Defesa chefiado por incompetente civil como se não houvesse um oficial-general de quatro estrelas qualificado e confiável para o cargo;
    * o Código Penal que não garante punições justas para os criminosos;
    * a invasão e ocupação de terras e prédios públicos e privados por movimentos ditos sociais, sem legislação eficaz que puna tais práticas;
    * a obstrução de vias públicas e queima de ônibus por qualquer motivação;
    * a priorização na política de direitos humanos para criminosos em detrimento das vítimas, dos policiais e dos cidadãos de bem;
    * as indicações políticas para cargos da administração pública.
    Creio que minha candidatura ao cargo de presidente da República seria o “fiel da balança” para a garantia de um 2º turno, comigo ou entre outros candidatos.

    Não há preço que pague um debate meu com Dilma Rousseff, a pseudo torturada, cujo primeiro marido sequestrou um avião e rumou para Cuba com uma centena de reféns e o segundo (marido), que com ela passou a lua de mel assaltando caminhões na Baixada Fluminense.

    Afinal, seu passado não pode continuar sendo ocultado da população brasileira, bem como seu desserviço para a democracia
    .
    Se um dia jurei dar minha vida pela Pátria, se preciso fosse, a perda do meu mandato de deputado federal é muito pouco para evitar a “cubanização” do Brasil, fato mais que provável, caso o PT vença mais uma eleição.

    Em 23 de abril passado protocolei Ofício junto ao Partido Progressista, colocando-me à disposição para concorrer ao cargo de presidente da República e para que meu nome fosse enviado para os institutos de pesquisa eleitorais, sendo o único candidato que, verdadeiramente, assume de peito aberto uma oposição às políticas do PT.

  6. Jornal DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO , publicação de 13.8.2014

    Por Paulo Nogueira

    O CHEFE DA DIREITA PARA DUMMIES

    A direita brasileira está sem farol há muitos anos. Mais precisamente, desde a morte de Roberto Campos, em 2001.

    Não que o Brasil tenha em algum momento produzido expoentes mundiais do pensamento conservador, gente do nível de Hayek e Mises, ou mesmo de Milton Friedman.

    Mas, ainda que longe de Nobeis ou coisa do gênero, o Brasil teve no século passado representantes ilustres da direita: Eugenio Gudin, Octávio Bulhões, Roberto Campos e Mario Henrique Simonsen.

    Não por coincidência, todos eles ocuparam posições de destaque no comando econômico dos governos militares depois do golpe de 1964. Fizeram o que se esperava que fizessem: contribuíram poderosamente para tornar o Brasil um campeão mundial da desigualdade social. Administraram economias de ricos, por ricos e para ricos.

    Terminada a ditadura, os economistas da direita perderam o poder. Mas continuaram a divulgar suas ideias na mídia, sempre generosa em conceder espaço a eles.

    Com a morte do último dos conservadores notáveis, Roberto Campos, o pauperismo tomou de assalto o pensamento de direita. Não houve reposição no mesmo nível de antes.

    Foi neste vazio que cresceu Olavo de Carvalho. Ele não tem o gabarito intelectual Gudin ou Simonsen, mas, talvez por isso mesmo, é mais fácil de ler. Quem não é afeito a leituras tem a alternativa de ouvi-lo em vídeos postados no YouTube.

    Em consequência de tudo isso, ele acabou tendo apelo sobre pessoas de capacidade limitada de absorção de ideias mais complexas.

    A direita se vulgarizou com ele. Com Olavo de Carvalho tomou vulto no Brasil o que podemos definir como direita para dummies.

    Olavo de Carvalho é, hoje, uma espécie de chefe de seita para a direita brasileira, incluídos aí analfabetos políticos que costumam ziguezaguear ao sabor dos ventos e dos modismos.

    Uma peça importante no marketing de Olavo de Carvalho é a autocaracterização como “filósofo”, título que a rigor qualquer pessoa pode reivindicar desde que faça pose de pensador com alguma regularidade.

    “Filósofo” lhe confere um ar doutoral que tem mesmeriza seus discípulos usuais. Morar nos Estados Unidos, ainda que numa cidade remota, é outro fator que ajuda na imagem dele perante sua manada.

    (Ele se apresenta como correspondente nos Estados Unidos do DCI, jornal de Guilherme Afif, integrante do ministério de Dilma. É mais uma mostra da confusão ideológica do governo e dos rumos estranhos da chamada governabilidade.)

    O poder de Olavo de Carvalho na nova direita brasileira se manifesta nos vários seguidores — ou ex-seguidores porque o chefe é encrenqueiro e dado a rupturas – presentes na mídia.

    Três deles estão na Veja: Rodrigo Constantino, Lobão e Felipe Moura Brasil. Este último compilou frases do guru e as transformou num livro lançado recentemente.

    O número expressivo de aprendizes de Olavo de Carvalho na Veja faz supor que sua pregação esteja chegando à nova geração da família Civita, os irmãos Gianca e Titi. Editorialmente, a impressão que se tem é que saiu Roberto Civita e entrou Olavo de Carvalho na Veja.

    Outro seguidor conspícuo dele na mídia é a comentarista de TV Rachel Scherazade, do SBT. Há poucos dias, em sua página no Facebook, Olavo de Carvalho conclamou sua tropa a “gostar” de um vídeo no YouTube no qual Rachel dava uma cacetada nos rolezinhos.

    Zeloso, ele contabilizou depois o número de aprovações registradas no vídeo de Rachel, e comemorou com os fieis.

    Há na pregação de OC um fundamentalismo que remete aos pastores evangélicos. Também isso atrai um tipo de seguidor que quer certezas definitivas sem mergulhar nas asperezas das dúvidas existenciais.

    Num artigo, Euclides da Cunha definiu assim o marechal Floriano Peixoto: cresceu não porque fosse grande, mas porque acontecera uma depressão a seu redor. O mesmo vale para Olavo de Carvalho. No deserto que caracteriza o pensamento de direita no Brasil destes dias, ele acabou por se tornar a principal referência no conservadorismo.

    Keynes escreveu que todo economista é filho de algum economista morto. No Brasil de hoje, todo reacionário é filho de um reacionário vivo: Olavo de Carvalho.

    • Um certo Paulo Nogueira pede a minha cabeça à Editora Abril. Ou: O bravo quer sair da obscuridade às minhas custas. Pois não!

      Caras e caros, espero que vocês se divirtam lendo este texto. E me diverti bastante ao escrevê-lo. Estou gostando da minha “Comissão da Verdade”…
      *
      Paulo Nogueira tem um blog — e lá vou eu tirá-lo da indigência fornecendo-lhe alguns leitores — chamado “Diário do Centro do Mundo”, nada menos. Claramente não leu Horácio, o meu predileto, tantas vezes exaltado aqui. Nogueira lê mesmo é sua turma de confidentes, Luis Nassif, Paulo Henrique Amorim e Leonardo Attuch, da sua mesma estirpe de bravos. “Caelum, non animum mutant qui trans mare currunt”. Ou: “Mudam de céu, mas não de espírito, os que cruzam o mar”. Ou por outra: a paisagem não muda o caráter do homem. O de Nogueira segue sendo o mesmo.

      Ele tem a ambição de fazer um “Diário do Centro do Mundo” porque está morando em Londres. Quanta originalidade! Bem antes, Paulo Francis, de quem ele tem a pretensão de ser um crítico, escrevia, de Nova York, a coluna “Diário da Corte”. Francis, obviamente, fazia uma ironia. Nogueira pretende se levar a sério. Londres era o centro do mundo até o século 19, mas ele nem tem noção do que estou falando.

      E quem, santo Deus!, é Paulo Nogueira? Em seu blog, lê-se o resumo de sua biografia profissional: “É jornalista e está vivendo em Londres. Foi editor assistente da Veja, editor da Veja São Paulo, diretor de redação da Exame, diretor superintendente de uma unidade de negócios da Editora Abril e diretor editorial da Editora Globo.” A exemplo de Lula, mas muito mais malsucedido do que o ApeDELTA, ele não se conforma em ser “ex”. E tenta voltar ao debate pela porta dos fundos.

      Quis ser diretor de redação da VEJA. Não conseguiu em razão de seus atributos. É mais uma dessas almas penadas que andam por aí a acreditar que a direção da revista é tão importante que deveria ser decidida por eleição direta entre os… inimigos do jornalismo! Frustrada a sua ambição, migrou para a Editora Globo na esperança de que lá, finalmente, pudesse exercer plenamente um talento reconhecido sobretudo por si mesmo.

      Enquanto exerceu o cargo naquela empresa, para incômodo dos que o cercavam e dos que o chefiavam, era crítico impiedoso da Editora Abril. Não existe sentimento mais mesquinho, ordinário, servil e escravo do que ficar descendo a língua em ex-patrão. Coisa de almas menores, que transformam ressentimento em categoria de pensamento. Passou a ser também a fonte original de algumas das delinquências que os blogs sujos, o JEG, passaram a disparar contra a Abril e a VEJA. Alimentava a vã esperança de desestabilizar a direção da revista para se apresentar como o Savonarola da nova ordem.

      Foi chutado da Globo, embora, nesses casos, os patrões, sempre elegantes, deixem de barato que foi o fim de uma relação amigável. Parece que agora faz alguns “frilas” para revistas da Abril. Não estou bem certo. Não fossem alguns leitores me enviarem dois links de posts seus (e com que atraso!), nem teria tomado conhecimento de sua soberba mediocridade. Num deles — em que puxa o saco de Roberto Civita —, ataca Roberto Marinho. Sob o pretexto de contestar a afirmação delinquente de uma outra minoridade, Mino Carta, segundo a qual Civita seria o “Murdoch brasileiro”, elogia a Abril, que era atacada por ele quando estava na Globo, e diz que Marinho, sim, era o Murdoch nacional. Nogueira é assim: vai escolhendo o Roberto da hora segundo quem lhe paga o salário. Vai mudando de Roberto segundo a conveniência; vai elogiando o Roberto segundo o interesse do momento.

      Nos dois posts que me enviaram, esse senhor se refere a mim, pedindo, de maneira oblíqua e covarde, a minha cabeça. Num deles, afirma que meu blog é “movido a ódio, não a ideias”. No outro, repetindo palavras de Leonardo Attuch — a quem devota grande admiração e enche de elogios em seu blog —, escreve: “Há uma métrica boa para aferir o progresso do Brasil no campo do debate educado. Quando expressões gastas e chulas como ‘pig’, ‘besta’ e ‘petralhas’ sumirem, é porque avançamos.”

      Nogueira gostaria que eu sumisse, não a palavra. “Petralha”, de resto, vai ficar porque já foi parar num dicionário. Ele tenta me colocar como o outro extremo de um Paulo Henrique Amorim, por exemplo, apresentando-se, não por acaso, como o centro, o bom senso, o equilíbrio. Truque barato!

      Naquele texto em que volta a cantar as glórias de Civita (depois de tê-lo satanizado quando na Editora Globo), critica a VEJA. Escreve sobre a relação da revista com Lula: “(…) Na minha interpretação pessoal, a Veja imaginou estar diante de um novo Collor — uma percepção que se acentuaria com o caso do Mensalão. (…) A revista demorou a perceber que Lula não é Collor. (…)”. Que mimo, não é? Nogueira, todo faceiro, está a dizer: “Olhe, Abril, fosse eu na direção da VEJA, tal erro jamais teria sido cometido, tá? Não se esqueça, estou por aí. Liga pra mim, não liga pra ele”. Nogueira não está no “centro do mundo”; está dando pinta na avenida…

      Não por acaso — não mesmo! — sua crítica repete um mantra do petismo. Falo eu, não a VEJA; escrevo eu, não a VEJA; afirmo eu, não a VEJA: em vários aspectos, com efeito, Lula não era Collor, mas muito pior. À parte um primeiro arreganho autoritário, quando mandou invadir a sede da Folha pretextando razões fiscais, o presidente impichado nunca tentou criar mecanismos de intimidação da imprensa. Vendo repudiada de forma clara e inequívoca aquela iniciativa, não voltou ao assunto. E olhem que, desde o primeiro dia (por bons motivos, diga-se), a imprensa foi muito mais crítica com ele do que com o petista.

      Collor era um destrambelhado, sim, mas não tentou mudar a, vamos dizer, codificação genética da democracia, recorrendo a instâncias do próprio estado de direito para solapá-lo. Collor não tinha a mais remota ideia do que fazer no poder, mas não recorreu ao dinheiro público para financiar pistoleiros na imprensa. Collor liderou, como ficou evidente, um cleptogoverno (e, por isso, mereceu o destino que teve), mas não tentou transformar o assalto aos cofres públicos numa forma de resistência política. Seu papel tem sido, nessa área, mais deprimente hoje em dia, transformado de caçador de marajás em caçador de jornalistas.

      De fato, Lula não era Collor e, recorrendo à minha memória de leitor, noto que a revista sempre apoiou, ancorada nos fatos, as medidas responsáveis de um Antônio Palocci, por exemplo. E considerou que ele havia chegado ao fim da linha quando, como homem de estado — não como aquele que havia sido gestor da economia —, enrolou-se com a quebra ilegal do sigilo de um caseiro. A crítica de Nogueira às escolhas feitas por VEJA seria apenas injusta se fosse intelectualmente honesta, mas é só mais uma manifestação da guerra suja empreendida por petralhas, JEG, BESTA, com cujas páginas ele colabora com textos e como “informante”.

      “Pô, Reinaldo, por que tirar mais um banana da irrelevância?” Porque me deu vontade. À sua maneira, Luis Nassif, Paulo Henrique Amorim e Leonardo Attuch são mais honestos do que Paulo Nogueira porque, ao menos, não têm o mau gosto adicional de recorrer à lisonja barata e ao puxa-saquismo para ver se realizam o seu intento. São o que são e não tentam disfarçar. Ninguém tem o direito de confundi-los. Já Nogueira tenta disfarçar suas escolhas parafraseando textos de quem pensou melhor do que ele e primeiro.

      Devo ser o brasileiro que mais escreve — avaliem vocês. E certamente estou entre os que mais argumentam, o que é questão de fato. Se gostam ou não do que escrevo, aí são outros quinhentos. Tomo o cuidado, quando é o caso, de recorrer a textos legais que embasam o meu ponto de vista, seja para endossá-los, seja para dizer que já não servem. Quando contesto alguém, digo qual é a tese do outro que me incomoda, qual é a afirmação de que discordo. Nogueira e sua turma fazem o contrário. A eles basta a acusação genérica. Meu blog já rendeu dois livros, muito bem-sucedidos. Renderá um terceiro. O que Nogueira tem a oferecer além do seu trabalho de colaboração às claras — e escondida — com a esgotosfera?

      Comigo, não! Quer marcar um debate público, mas sem claque, vamos lá. Eu topo. Aceito confrontar o que ambos entendemos por jornalismo e quais são as referências intelectuais que guiam cada um. Aceito confrontar os meus textos com os de Nogueira para saber quem, afinal de contas, argumenta com objetividade e quem se dedica a impressionismos. Aceito, inclusive, a comparação de origens e destinos. O que fazia esse mico tardiamente amestrado nas artes do “progressismo” durante a ditadura? Ser de esquerda quando ela persegue em vez de ser perseguida é coisa de covarde. O confronto dará audiência porque os meus “tijolaços” são lidos diariamente por milhares de pessoas. Nogueira é mais uma irrelevância perdida no que acredita ser o “centro do mundo”.

      Para encerrar
      A Abril é a quinta empresa jornalística com a qual trabalho — antes de atuar nessa área, fui professor de duas escolas. São sete, vá lá, “patrões”. De quatro, ao menos, sou amigo pessoal — amizade boa mesmo, fraterna, de peito aberto. Com outros três, mantenho relações cordialíssimas. Nunca ninguém me pegou ou vai me pegar descendo o sarrafo em empresas nas quais trabalhei. Poucas posturas são tão repulsivas quanto essa. Outro ridículo que não passo — e eles todos sabem disso — é tentar lhes ensinar o seu ofício, a se comportar como… patrões! Jamais dou dicas a alguém mais rico do que eu sobre como ganhar dinheiro, por exemplo… Tampouco tento dizer ao dono de uma escola como se faz uma escola, ao dono de um jornal como se faz um jornal ou ao dono de uma editora como se faz uma editora. Isso é coisa de quem, trazendo a servidão na alma, acha que deveria ser o que nunca será: senhor! Nem mesmo senhor de si mesmo!

      Finalmente, noto que Nogueira repete, quando se refere a mim, o clichê habitual das esquerdas e dos “progressistas”, a saber: “Ah, conservador bom era Nelson Rodrigues; conservador bom era José Guilherme Merquior; conservador bom era…”. Já entendemos: conservadores bons são os conservadores mortos. É o que essa gente do JEG deseja para aqueles que são considerados seus opositores. É vigarice intelectual considerar que “petralhas” é um termo grosseiro, que rebaixa o debate. “Padre de passeata”, de Nelson, é grosseiro? E olhem que, naquele caso, havia um regime discricionário em curso. Eu confronto ideias numa democracia. E confrontei a ditadura, fisicamente mesmo, quando foi necessário. Onde estava Nogueira? Antes como agora, escondido em alguma trincheira, esperando o clarim da vitória para saber a que lado aderir.

      Texto publicado originalmente às 5h49

      Por Reinaldo Azevedo

  7. Por que não falar a verdade?

    ESCRITO POR MATEUS COLOMBO MENDES | 14 JULHO 2015
    ARTIGOS – CULTURA

    Só quem torce o nariz à simplicidade e à honestidade da verdade de homens comuns e de Bolsonaros são esses intelectualóides e os jornalistas de esquerda, além dos estrategistas cagões de centro e de direita.

    Mentira, engodo, desinformação, confusão etc. conformam as estratégias da esquerda há século e meio. Mundo afora, a reação de parte dos não-esquerdistas, logo depois do atordoamento por lidar com o descaramento do adversário, é tentar imitá-lo, colocando a estratégia política acima da verdade indiscutível.

    Olhemos para o Brasil. O PT mente há 30 anos. No meio desse caminho, seus adversários desistiram de defender a realidade. Passaram a fazer de conta que não eram a favor de ações corretas (e.g., austeridade e eficiência nas contas públicas e flexibilização de leis trabalhistas) e começaram a levantar as mesmas bandeiras do adversário mais eloqüente. Quantas vezes vimos o PSDB pintando de azul bandeiras petistas? [Sim, assumo aqui que haja a possibilidade de o PSDB não ser mera linha auxiliar a serviço do PT.] Quantos políticos que sabíamos ser contrários ao desarmamento e outros esquerdismos não “esquerdaram” no Plenário ou aos microfones midiáticos?
    Resultado: esquerda esmagadora e culturalmente hegemônica no Ocidente e politicamente poderosa em lugares como o Brasil.
    Por que, então, ante tantos fiascos e fracassos, não tentamos simplesmente falar a verdade?

    Ao surgimento de uma nova direita no Brasil, com o renascer do liberalismo econômico e do verdadeiro conservadorismo moral, há muita coisa boa, excelentes notícias. Mas uma analisada mais atenta é capaz de revelar quem esteja incorrendo novamente no erro do caminho mais fácil (e ineficaz e burro) de querer apropriar-se de bandeiras esquerdistas, em vez de substituí-las. Isso ocorre, sobretudo, entre os liberais.
    A idéia é subverter a subversão da esquerda, usando as cartilhas de estratégia revolucionária (Maquiavel, Antonio Gramsci, Saul Alinsky) contra os próprios revolucionários. Ora, por que precisamos disso se contamos com a realidade dos fatos? Por que, em vez de imitar o PT, estimulando o ressentimento racial ao criar o Tucanafro, o PSDB não se esforçou em esclarecer o povo sobre os males das ditas discriminações positivas (ou ações afirmativas)? E o que dizer da seção “gay” do EPL (Estudantes Pela Liberdade), grupo que defende as liberdades individuais mas dá espaço à bandeira de grupos de pressão?
    Esse tipo de estratégia, à qual não-esquerdistas aderem por pragmatismo ou mesmo de forma induzida e realmente engajada (e esquizofrênica, neste caso) é torpe e afronta diretamente o liberalismo e o conservadorismo, porque é orientada ideologicamente, por idéias abstratas, não pela busca da verdade, da realidade dos fatos. O máximo que deveríamos fazer com as armas de guerra política da esquerda, em geral, seria estudá-las a fundo para entendê-las e combatê-las. Assimilar as bandeiras e as formas do discurso da esquerda, a fim de subverter a subversão, é começar a guerra já vergonhosamente derrotado.
    Ademais, além de possuir a moralidade do esquerdismo (ou seja, nenhuma moralidade), esses gramscismos e alinskyanismos de sinal trocado são absolutamente ineficazes, porque causam
    desconforto e constrangimento entre quem está do lado dos estrategistas, por causa da artificialidade e da mendacidade do negócio,
    confusão no observador neutro ou indeciso
    e risos no adversário, que colherá os frutos desses marqueteiros.
    Estratégias políticas são, sim, importantíssimas, mas não são fundamentais — pois o fundamento está na verdade. Basta ver o sucesso que tipos de certa forma toscos como Jair Bolsonaro faz entre o povo. Por quê? Porque simplesmente “dão a real”. Escorregam aqui e ali, como qualquer pessoa, mas, em geral, falam aquilo que toca a população, aquilo que o homem comum pensa. [E isso, falar o que o povo pensa, é muito diferente e muito mais honesto do que falar como o povo, como faz Lula, com sua humildade fingida.] E se há algo que a realidade nos mostra é que a sabedoria do homem comum, que vive a vida real, é muito mais valiosa que as masturbações intelectuais de ideólogos de gabinete. Aliás, só quem torce o nariz à simplicidade e à honestidade da verdade de homens comuns e de Bolsonaros são esses intelectualóides e os jornalistas de esquerda, além dos estrategistas cagões de centro e de direita. Estes, a propósito, são os mesmos para os quais dirijo a questão central deste texto: POR QUE NÃO FALAR A VERDADE?

    A forma e a retórica são valiosíssimas, sim — desde que orientadas pela verdade. Se estiverem esvaziadas de conteúdo fático, preenchidas somente com o gás etéreo da estratégia pela estratégia, serão prestadoras de serviço à maldade e ineficazes em seus intentos. Não sou eu, mas a História é quem afirma isso tudo.

    http://colombomendes.blogspot.com.br

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