‘Motociata’ de Bolsonaro ganha apoio evangélico e reúne milhares em meio à pandemia

Apoiadores de Bolsonaro antes de 'motociata' em São Paulo

Desde cedo já havia grande número de motociclistas

Renata Galf e Victoria Azevedo
Folha

Centenas de motociclistas e apoiadores a pé se aglomeraram na manhã deste sábado (12), na avenida Braz Leme, em Santana, zona norte de São Paulo, parar participar da chamada “motociata” com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Um “pedágio solidário” foi montado para receber doações de alimentos que serão distribuídos em comunidades em São Paulo. Duas fileiras com voluntários, em sua maioria de máscara, recepcionavam os motociclistas que seguiam rumo a praça Campo de Bagatelle e distribuíam bandeiras do Brasil e adesivos.

SEM MÁSCARAS
–  A maioria dos motociclistas não usava máscara de proteção contra a Covid-19 e tinha bandeiras do Brasil amarradas no corpo. O fluxo aumentou a partir das 8h30. A manifestação, intitulada “Acelera para Cristo”, está prevista para começar às 10h.

Na reunião com a PM, foram estabelecidas algumas regras: as motos deverão estar todas emplacadas e não poderão trafegar a mais de 40 km/h. Será proibido empinar o veículo, e todos deverão usar capacete e máscaras.

Em nota nesta sexta-feira, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou que haverá um efetivo de mais 6.300 policiais a postos. O policiamento será reforçado em toda a capital, na região metropolitana e na rodovia dos Bandeirantes. Também os pontos de concentração e dispersão do ato terão patrulhamento ampliado.

OPERAÇÃO DE GUERRA –
Para tanto, a polícia diz que contará com diferentes batalhões, com cerca de 2.100 viaturas, cinco aeronaves e dez drones. A operação também contará com apoio de CET, Guarda Civil Metropolitana e AutoBAn.

O evento vinha sendo pensado há cerca de um mês com proporções bem mais modestas, organizado por um grupo de comerciantes, com Vilar à frente, e de igrejas evangélicas do estado.

Mas o ato cresceu muito desde que Bolsonaro confirmou participação, o que inclusive começou a incomodar alguns representantes de associações de motociclistas, que dizem que o evento foi “sequestrado” por líderes religiosos sem relação com o universo motoqueiro.

VIROU ATO EVANGÉLICO – Em parte, a ideia é compensar o cancelamento presencial do maior evento evangélico do país, a Marcha Para Jesus, por causa da pandemia. A marcha costuma ocorrer no mês de junho. E o presidente tem no meio evangélico uma base de seguidores fiel.

Mais recentemente, Bolsonaro passou a receber também o apoio de muitos motociclistas, que se organizam no Brasil em diversos clubes de aficionados pelas duas rodas. Grande parte deles associa o presidente, que é motociclista amador, à defesa da liberdade.

Bolsonaro também promoveu a redução do valor do seguro obrigatório e acenou com a isenção de pedágio em estradas federais para os motociclistas.

16 thoughts on “‘Motociata’ de Bolsonaro ganha apoio evangélico e reúne milhares em meio à pandemia

  1. RIO

    Polícia Civil intercepta plano de milicianos para executar o deputado Marcelo Freixo
    Grupo paramilitar da Zona Oeste, citado no plano, é investigado também no caso Marielle

    Antônio Werneck
    13/12/2018 – 16:53 / Atualizado em 13/12/2018 – 20:38

    Polícia do Rio intercepta plano para assassinar o deputado Marcelo Freixo, às véspera da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) completar nove meses sem esclarecimento Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo

    Polícia do Rio intercepta plano para assassinar o deputado Marcelo Freixo, às véspera da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) completar nove meses sem esclarecimento Foto: Custódio
    Coimbra / Agência O Globo

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    RIO – Um policial militar e dois comerciantes foram citados num relatório confidencial da Polícia Civil como suspeitos de envolvimento num novo plano para executar o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). Os três homens são ligados a um grupo de milicianos da Zona Oeste, investigado pela Divisão de Homicídios (DH) pelo assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes.

    O assassinato de Freixo, segundo o documento, aconteceria durante uma agenda programada pelo parlamentar para o próximo sábado em Campo Grande. Freixo encontraria com militantes e professores da rede particular de ensino, no sindicato da categoria. Os detalhes da atividade do parlamentar foram divulgados nas redes sociais e eram públicos.

    Segundo o documento da Inteligência da polícia do Rio, ao qual O GLOBO teve acesso, os três nomes citados já eram investigados por um suposto vínculo em grupos paramilitares da Zona Oeste há pelo menos cinco anos. Também aparecem no controle de operações ilegais da máfia dos caça-níqueis e do jogo do bicho.

    Um dos citados chegou a trabalhar como assessor e cabo eleitoral de um político investigado sob a suspeita de chefiar uma milícia naquela região. Uma das linhas investigadas pela DH para chegar aos responsáveis pela morte de Marielle e Anderson, aponta o envolvimento de políticos e grupos paramilitares da região nos crimes.

    O relatório foi elaborado nesta quarta-feira e difundido para vários outros setores de Inteligência da Secretaria de Segurança do Rio. Receberam cópias policiais civis, militares e agentes da contrainteligência da Subsecretaria de Inteligência da pasta. O documento identificou os envolvidos e anexou fotografias de todos eles.
    Promotores do Ministério Público estadual, que acompanham as investigações do caso Marielle, também tiveram acesso ao relatório.

    Marcelo Freixo revelou que cancelou sua agenda marcada para sábado assim que tomou conhecimento do relatório e das ameaças. A bancada nacional do Psol disse que irá procurar Rodrigo Maia e Sérgio Moro para garantir
    segurança de Freixo em Brasília.

    — Há um grau de veracidade na ameaça. Eu tinha realmente um compromisso público no próximo sábado em Campo Grande, que obviamente vou cancelar. Mas o que chama a atenção, é que os milicianos continuam soltos, ameaçando e matando — ressalta Freixo.
    O deputado também foi cauteloso, preferindo não relacionar o caso às investigações do assassinato de Marielle.

    — Se há uma conexão desses nomes com o caso Marielle eu não posso dizer porque a investigação está sob sigilo — afirmou Freixo.
    O parlamentar do PSOL lembrou que tem guardado centenas de ameaças e planos para assassiná-lo.

    — Isso é que surpreende. Eu sou um deputado estadual eleito e estou sendo ameaçado mais uma vez. Não é uma ameaça ao Freixo, mas à democracia. Ao estado democrático. Não é uma questão pessoal, é muito mais que isso. A Zona Oeste está hoje sendo governada pelo crime — disse o parlamentar.

    Segundo mais votado nas eleições 2018
    Com 342.491 votos, Marcelo Freixo foi o segundo deputado federal mais votado no estado do Rio nas eleições deste ano. Ele está no final do seu terceiro mandato na Alerj. Desde que presidiu a CPI das Milícias em 2008, passou a contar com proteção policial depois de receber inúmeras ameaças concretas de morte. No relatório final da CPI, Freixo pediu o indiciamento de 225 políticos, policiais, agentes penitenciários, bombeiros e civis. Também foram citados no documento uma série de sugestões e medidas para o enfrentamento de grupos paramilitares.

    A descoberta do plano para assassinar o deputado estadual Marcelo Freixo acontece na véspera das mortes de Marielle e seu motorista completarem nove meses sem esclarecimento. Também nesta quinta-feira, policiais da DH estão nas ruas para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão em inquéritos que “transcorrem de forma paralela às investigações” do assassinato da vereadora. Os agentes estão em 15 endereços espalhados por vários lugares do Rio e fora do estado. Um dos alvos seria um especialista em clonagem de veículos.

    Os policiais percorrem endereços na Zona Oeste do Rio, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense; em Angra dos Reis, no Sul do RJ; em Petrópolis, na Região Serrana; e em Juiz de Fora, em Minas Gerais.

    Quando faziam diligências em Angra, os policiais foram encurralados por traficantes. Houve intenso tiroteio e os agentes tiveram que ser resgatados por equipes da 166ª DP (Angra dos Reis) e do 33º BPM (Angra). Um helicóptero deu apoio à ação.
    De acordo com a Polícia Civil, a DH vem realizando várias operações policiais para checar “inúmeras informações de Inteligência que são coletadas ou transmitidas anonimamente para a unidade”.

    Em nota, a Delegacia de Homicídios da Capital pediu que seja mantido “absoluto sigilo das apurações realizadas”, para garantir “o alcance dos autores e mandantes dos crimes investigados”.

  2. Descendentes da mais famosa mãe-de-santo brasileira, a filha de escravos, Tia Ciata, deveriam entrar na Justiça contra Jair Bolsonaro. Motivo: é que, sem autorização da família da umbandista, Bolsonaro adicionou o nome Ciata em seus desfiles politiqueiros com motocicletas = MotoCiata.

  3. É lamentável que um indivíduo que tem o privilégio de governar um pais de 213 milhões de habitantes e um GDP de US$1.4 trilhões de dolares tenha uma mente de um idiota. É o que vemos: na sexta entra em um avião comercial porque assim decidiu, chamou passageiro de jega e ainda, para dar sonoridade á sua imbecilidade, soltou um porra embebido em cuspe putrefato.
    Nós merecemos coisa melhor que um Jumento para nos governar.

  4. O problema da mídia brasileira é que falam demais do Genocida. Tem cobertura da motociata. Tem cobertura do cercadinho…

    Mas quando é manifestação contra ou anti Bozo, não se vê grande cobertura, omite-se imagens que possam demonstrar grande movimento, e especialmente porque não querem exibir as bandeiras das causas sociais contrárias ao que toda Grande Imprensa prega e se interessa que sai as reformas.

  5. Se esse vomitivo se dá o luxo de escolher a comunidade com quem quer caminhar, e a ela dedicar os melhores cargos da República. Por reciprocidade, os outros segmentos religiosos, se tiverem brio na venta, recusem-no, nas urnas.
    Ou talvez, Bolsonaro nem tenha essa preocupação de ser rechaçado pela maioria eleitoral, porque o intento dele é permanecer no poder, sem aquiescência do sufrágio popular. Basta a ele: os terrivelmente armados e os terrivelmente evanjegues.

  6. É muito voto, voto que não acaba mais! Daí o esforço gigantesco do STF (supremo tribunal de facínoras), o escritório do crime organizado, para fraudar a eleição de 2022.

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