Na solidão do poeta nas horas mortas, surgem um verso, um pensamento, uma saudade

poema de alberto de oliveira horas mortasPaulo Peres
Poemas & Canções

O farmacêutico, professor e poeta Antonio Mariano Alberto de Oliveira (1857-1937), nascido em Saquarema (RJ), no soneto “Horas Mortas” revela que, apesar de está bastante cansado após um comprido dia, ainda entrega-se à poesia.

HORAS MORTAS
Alberto de Oliveira

Breve momento, após comprido dia
De incômodos, de penas, de cansaço,
Inda o corpo a sentir quebrado e lasso,
Posso a ti me entregar, doce Poesia.

Desta janela aberta, à luz tardia
Do luar em cheio a clarear o espaço,
Vejo-te vir, ouço-te o leve passo 
Na transparência azul da noite fria.

Chegas. O ósculo teu me vivifica.
Mas é tão tarde! Rápido flutuas, 
Tornando logo à etérea imensidade;

E na mesa em que escrevo, apenas fica
Sobre o papel – rastro das asas tuas, 
Um verso, um pensamento, uma saudade.

3 thoughts on “Na solidão do poeta nas horas mortas, surgem um verso, um pensamento, uma saudade

  1. Pelo menos aqui no nordeste
    Assassinos de Horas Mortas
    São os cabras que no trabalho
    Fazem um corpo mole da peste
    Enquanto o grupo se desdobra
    Eles deixam o tempo passsar

    Horas Mortas sugerem à gente
    Algo que brotou do imaginário
    Cuja existência é apenas ilusão
    Tá claro que isso não preenche
    O instinto cruel de Bolsonaro
    Que prefere eliminar uma nação

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