Na visão dos países ricos, a Amazônia é tão importante que deveria ser internacionalizada…

Charge do Custódio ( www.custodio.net)

Celso Serra

A respeito da pressão internacional para manter intocáveis as florestas da Amazônia, é preciso lembrar sempre a receita dos países desenvolvidos, que cuidam dos interesses deles e estão pouco se incomodando para os interesses das nações ainda em desenvolvimento. O lema deles é: “Fazendas produtivas em nossos países e florestas no Brasil”.  

Não se pode ignorar ou fingir que não existe esta receita dos malandros internacionais… Mas os serviços de inteligência de nossa Forças Armadas sabem muito bem o que as ONGs vêm fazendo em nosso país, principalmente na Amazônia brasileira.

RECORDAR É VIVER – O editor da TI, Carlos Newton, em 20 de agosto de 2019, escreveu, com todas as letras: “A floresta limpa a sujeira do ar? Quem suja? São as nações que já derrubaram suas florestas? Se é assim, por qual razão essas nações não pagam pela faxina?

Esta semana, o cientista político americano Ian Bremmer, presidente da consultoria de risco Eurasia e um dos analistas mais ouvidos por investidores internacionais e empresários em todo o mundo, declarou em entrevista à BBC News Brasil:

“Historicamente, a maior parte das emissões de carbono e a maior parte do desmatamento foi feita pelos países ricos. Então, se você for um país de renda média, como o Brasil, e os países ricos vêm e dizem que você tem que cuidar do clima, é compreensível que o Brasil diga: “Vocês é que são responsáveis por destruir o clima e vocês têm muito mais dinheiro, o que vão fazer para nos ajudar?”. Eu não acho que isso seja hipócrita”, afirmou Bremmer.

DO MESMO QUILATE – As afirmativas do jornalista brasileiro e do analista americano são de mesmo quilate. Demonstram claramente que os diversos governos que passaram pelo Brasil foram surdos e omissos com relação ao que interessava para o país.

E devemos lembrar que, na visão dos políticos estrangeiros, a Amazônia é tão importante que deveria ser internacionalizada. Pensem nisso.

9 thoughts on “Na visão dos países ricos, a Amazônia é tão importante que deveria ser internacionalizada…

  1. Uma boa, se garantido ao Brasil a soberania (direito as suas riquezas e defesa). Ou qualquer coisa assim. Seria melhor do que ser explorada por loucos que destroem pouco a pouco o que ainda lhe resta de bom. Aliás, poderiam estender um pouco o objeto e chegar até Brasília.

  2. Entendo, que a questão principal é Ambiental. A Amazônia é importante para nós, para nossa sobrevivência, em virtude dos rios voadores, que trazem as chuvas para as regiões brasileiras.
    Não deveríamos nos preocuparmos se a Europa destruiu duas florestas,no problema foi deles e hoje pagam o preço da devastação.
    Nós deveríamos pagar também? Só porque vivemos hoje, que se dane o amanhã. E nossos filhos e netos?
    A Amazônia é nossa, porque grandes brasileiros brigaram por ela, dentre eles, o fantástico Alexandre Gusmão, que conseguiu sair do Traçado de Tratado de Tordesilhas e ampliar bom território amazônico, no Tratado de Madri.
    Agora, vem os toscos, liberar geral, passar a boiada, devastar a floresta com cúmplices madeireiros e garimpeiros.
    Essa de soberania, é uma capa para faturar com o Mercantilismo da floresta amazônica. O que restará: desertificação e destruição do Rio Amazonas, Rio Negro, etc.. poluídos com metais pesados da atividade do garimpo.
    Pensem nisso.

  3. Quando o Brasil tiver uma população do tamanho da que tem Índia (em território menor) ou a da China (território quase do mesmo tamanho que o nosso) haverá ainda floresta amazônica?

  4. O Brasil será sempre alvo da inveja internacional. Além da floresta amazônica, somos riquíssimos na coisa mais valiosa do mundo: água !!! Pena que alguns falsos patriotas (como o boçal) queiram se aproveitar disso para ganhar dinheiro às custas dos futuro dos próprios filhos e netos…

  5. O PETRÓLEO É NOSSO! No que resultou? O PT mandou, abusou, roubou e até comprou uma refinaria no exterior que não refina nem cocô (desculpem-me a bolsonaria).
    Nacionalismo cego não é atitude racional. Por que se preocupar se pudermos proteger as nossas riquezas?
    No caso do petroleo, qualquer empresa poderia explorar e pagar pelo que extraisse. Mas tinha que ser a Petobras! Eu sei. No caso da amazônia o importante mesmo é passar a boiada! Eu sei.

  6. Queiramos ou não, a internacionalização da Amazônia acontecerá ali adiante.

    Desde o surgimento das civilizações o homem dizima florestas inteiras, tanto para a sua proteção, quanto explorar os aspectos comerciais das madeiras.

    Se levarmos em conta que a humanidade progrediu cortando árvores, até que a situação das florestas que restaram não está das piores, apesar de fragilizadas pelos desmatamentos irregulares ocasionadas por grileiros e comerciantes inescrupulosos.

    Mas, diante de uma equipe de ministros do governo federal tão medíocre que temos atualmente, onde predominam a ignorância, o desconhecimento, a falta de cultura, ausência de analistas internacionais e, principalmente, especialistas em geopolítica, a questão da Amazônia está sendo tratada apenas quanto à sua devastação, menos considerar que seu valor para o mundo não seriam somente as árvores, mas o que está embaixo delas, a água.

    A Europa detém apenas e tão somente 0,3% das florestas do mundo!
    Estados Unidos, Rússia e China, não possuem florestas de renome, poderosas, imensas, que também servissem como reservas à vida das várias espécies existentes.

    No entanto, países pobres ou emergentes – eufemismo para “Terceiro Mundo”-, detém a maior parte das florestas do planeta, localizadas exatamente no Continente Americano, precisamente no Cone Sul, pouco tempo atrás conhecido como “quintal dos Estados Unidos”.

    Um detalhe:
    Sabem quando foi que tivemos a última guerra nesta parte do continente americano, e meridional?
    Levou seis anos, de 1.864 até 1.870?
    Guerra do Paraguai, travada entre Brasil, Argentina, Uruguai como aliados, contra Solano Lopes, paraguaio.
    Jamais tivemos qualquer outro conflito internacional nesta região, em consequência nossas florestas desconhecem bombas, agentes desfolhantes, Napalm, bombas incendiárias, de fósforo, gás mostarda ou qualquer outro tipo de produto químico devastador.

    Ainda temos nesta região florestas virgens, intocadas pelo homem, que guardam relíquias e fontes de sustento à humanidade impressionantes, e sem POLUIÇÃO!

    Evidente que os olhos do mundo nos observam com cobiça, com ardentes desejos de possuírem as matas, de dar-lhes o encaminhamento que quiserem, haja vista que o bem mais precioso que temos no Cone Sul, e que abasteceria o mundo por centenas de anos é a água, repito.
    Ouro, petróleo, minérios … não valerão nada no futuro.

    Vivemos tranquilamente sem esses bens naturais, menos quanto à água, simplesmente fonte de vida.
    Sem ela, adeus espécie humana, animal, vegetal e marinha.

    Os poderosos sabem que existe ainda neste planeta um jardim, onde estão esplêndidas flora e fauna.
    Mas, têm plena consciência, dos tesouros que temos sob o nosso solo.
    O interesse deles não é pelo visível, porém pelo que não se vê.

    Pois justamente pela quantidade de aquíferos que temos embaixo do solo sul-americano, somos donos ainda das maiores bacias hídricas do mundo, rios, lagoas, um manancial de água doce incalculável pela sua preciosidade, e como fundamental à continuação deste planeta e das espécies vivas.

    Por que não somos invadidos pela China, Rússia, Estados Unidos ou pelo bloco europeu?
    Pelo simples fato que o invasor terá de enfrentar as demais nações existentes, podendo perder até mesmo o seu país e povo exterminado.

    Bolsonaro e seus ministros medíocres, especializados em roubar, explorar, manipular o cidadão, não levam para a mesa de negociações com os países do globo este tesouro incalculável, a água.
    Discutem, debatem, batem boca, tergiversam, mas não se aprofundam no que é mais importante e delicado à nossa espécie:
    ÁGUA!

    Se tivéssemos mesmo um presidente interessado no Brasil, e não tão burro quanto este atual e também mal intencionado, ele deveria convidar os dirigentes dos cem países mais importantes da Terra, e estabelecerem acordos para a humanidade viver sem maiores sobressaltos para os próximos 50, 70 anos.

    Não precisariam nos invadir ali adiante, nada disso.
    O Brasil se comprometeria a preservar os mananciais de água doce, evitaria a todo custo o desmatamento, mas com fiscalização internacional, que custa dinheiro e não temos essa grana mas, EXIGIRIA para esta tarefa, de ser o síndico da água no planeta, 5 trilhões de dólares!

    Neste acordo/compromisso ou tenha lá o nome que tiver, o Brasil se comprometeria absolutamente:
    Permitir a fiscalização da Amazônia via satélite, inspeções aéreas, e também através de comissões internacionais escolhidas para esta finalidade, in loco;
    O dinheiro solicitado não viria nenhum centavo para as mãos de nossos dirigentes, por motivos óbvios;
    500 bilhões de dólares seriam gastos na Amazônia na sua preservação por 50 anos, levada a efeito por vários países que se responsabilizariam por esta manutenção;

    500 bilhões de dólares seriam gastos em ferrovias, rodovias, escolas, hospitais, metrôs, túneis, viadutos, elevadas, pontes, aeroportos e portos. Da mesma forma, essa quantia seria fiscalizada por outra comissão internacional;

    Um trilhão de dólares destinados especificamente à saúde pública;

    Um trilhão de dólares seriam canalizados à educação Fundamental, Média e Escolas Técnicas, além de salários adequados aos professores, escolas reformadas, psicólogos, médicos, e ensino em tempo integral;

    Um trilhão de dólares à segurança pública. Construção de presídios autossustentáveis, colônias agrícolas, artesanais … Combate férreo às milícias, facções e corrupção policial, cursos de aperfeiçoamentos e aquisições de armas, munições e veículos adequados ao serviço policial;

    500 bilhões de dólares seriam investidos na despoluição de nossos rios, riachos, sangas, lagoas, e construção de esgotos, instalação de água potável, calçamentos, asfaltos nas ruas ou paralelepípedos, que escoam a água das chuvas, limpezas de parques, ruas, estátuas e monumentos, fachadas de prédios;

    500 bilhões de dólares em investimentos na área de pesquisa, descobertas, utilidades médicas da nossa flora, ciência e tecnologia.

    Se quiserem, posso ajudar o governo neste sentido, e de GRAÇA porque sou brasileiro, e não primeiro mercenário e depois brasileiro, como são os nossos mandatários atuais.

    Trata-se de um plano exequível, haja vista que essa fortuna não viria para o Brasil, mas administrada por comissões internacionais que pagariam por essas reformas, construções, edificações, limpezas, aquisições, preservação de nossos recursos hídricos e da Amazônia.

    Seria uma forma de internacionalizarmos a Amazônia, mantendo-a sob nosso domínio, e alavancando o Brasil finalmente rumo ao desenvolvimento, emprego, diminuição da pobreza e miséria, bem menos analfabetismo absoluto e funcional, além de oferecer às nossas crianças uma educação de nível, que nos elevaria em 20 anos para um país de futuro brilhante porque promissor!

    Se o mundo vê com preocupação a manutenção da Amazônia, depois que as nações destruíram as suas florestas, então que paguem, nada mais justo.

    Se a água é o bem mais precioso neste século, e para sempre, claro, e sendo o maior depósito de água a céu aberto e no subsolo brasileiro armazenados, que paguem para que a espécie humana não necessite marcar a data do seu fim, o ano do seu Apocalipse ou Armagedon.

  7. Por convite do articulista, continuarei a partir de onde ele parou:

    “…
    E devemos lembrar que, na visão dos políticos estrangeiros, a Amazônia é tão importante que deveria ser internacionalizada. Pensem nisso.”

    Pensando em “voz alta”…

    E não serão aqueles que aceitaram o papel de promotores e agentes da destruição da Engenharia Brasileira, assim como da entrega do controle da Petrobrás e do Pré Sal ao chamado Mercado Financeiro Nacional e Internacional, seja lá quem for ele, que irão dizer que não se deve abrir mão da soberania nacional sobre qualquer centímetro quadrado do território nacional.

    Muito antes pelo contrário. Não faltará formadores de opinião explicando as vantagens para tanto.

    Certamente os formadores de opinião serão os mesmos que nos ensinaram as vantagens para o Povo Brasileiro das Reformas Trabalhista, da Previdência Social e da alienação do Patrimônio Público da União, tudo sempre em favor do Mercado Financeiro Nacional e Internacional (insisto. Seja lá quem for ele).

  8. Só idiota acham que essa “internacionalização da Amazônia” é para proteção do bioma existe!!!!!

    Essa “internacionalização da Amazônia” é somente para que o Titio Sam e várias países europeus possam explorar os seus recursos até não poder mais.

    Essas nações ditas de “primeiro mundo”, lideradas pelos Estados Unidos, destruirão TUDO sem nenhum remorso, mas como aqui a nossa mídia trabalha para os interesses do Titio Sam, nos colocam como incompetentes para gerirmos algo!

    Me assusta o pessoal aqui do T.I. parecer acreditarem nessa balela de “proteção da Amazônia”!

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