Nelson Sargento: “Morro, o teu samba foi minado, ficou tão sofisticado, já não é tradicional”

 que lhe rendeu  apelido - Música - Extra Online

Nelson Sargento vestiu a farda, ao completar 90 anos

Paulo Peres
Poemas & Canções

O artista plástico, escritor, cantor e compositor carioca Nelson Mattos foi sargento do Exército, daí o apelido que virou nome artístico. Na letra de “Encanto da Paisagem”, ele mostra  sua visão poética e social sobre a realidade existente nos morros. Este samba intitula o LP “Encanto da Paisagem” gravado pelo próprio Nelson Sargento, em 1986,  pela Kuarup.

ENCANTO DA PAISAGEM
Nelson Sargento

Morro, és o encanto da paisagem
Suntuoso personagem de rudimentar beleza
Morro, progresso lento e primário
És imponente no cenário
Inspiração da natureza
Na topografia da cidade

Com toda simplicidade,
És chamado de elevação
Vielas, becos e buracos
Choupanas, tendinhas, barracos
Sem discriminação

Morro, pés descalços na ladeira
Lata d´água na cabeça
Vida rude alvissareira
Crianças sem futuro e sem escola
Se não der sorte na bola
Vai sofrer a vida inteira

Morro, o teu samba foi minado
Ficou tão sofisticado, já não é tradicional
Morro, és lindo quando o sol desponta
E as mazelas vão por conta do desajuste social 

One thought on “Nelson Sargento: “Morro, o teu samba foi minado, ficou tão sofisticado, já não é tradicional”

  1. O RATO DE SKINNER É MAIS RACIONAL:

    “O experimento de Burruhs Frederic Skinner (1904-1990) consistia em colocar um rato em uma caixa fechada, com uma alavanca e sem alimento. Depois de fazer uma série de movimentos aleatórios, o animal percebia que, ao apertar a alavanca, caía uma porção de comida na caixa……”
    -Alem do pão que falta na mesa, há todo um cenário desfavorável que levaria o favelado a refletir sobre a sua condição deprimente. Assim, frear a irresponsabilidade de pulular, afamilhar-se igual a ratos. Por outro lado, acionar a alavanca, imitando o rato de SKINNER, equivaleria a descobrir que, essa compra de votos disfarçadas de esmolas governamentais, elas saem do lombo dos coitados trabalhadores. Estes que não têm culpa por alguém se encher de filhos, ou muito menos pelo governo arrancar o seu suor e repassar aos inúteis e imprestáveis.

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