Nada de plebiscito, Dona Dilma

Carlos Chagas

Escorregou  a ministra Dilma Rousseff ao  enfatizar que a sucessão presidencial será travada entre as concepções de governo do Lula e de Fernando Henrique.  Primeiro,  porque se ela pode estar sendo tutelada pelo presidente da República, nem por isso José Serra deve receber o rótulo de  marionete do sociólogo. Muito pelo contrário.

Depois, e principalmente, porque a equação plebiscitária saiu pelo ralo com a entrada de Marina  Silva e Ciro Gomes na disputa. Continuando as coisas como vão, a batalha inicial  será  travada entre  três postulantes ao segundo turno das eleições, Dilma, Ciro e Marina, de um lado, e Serra já com lugar garantido para a decisão final, de outro.

Tentar vestir o paletó do Lula é natural, para a chefe da Casa Civil, mas precisará reparti-lo com os outros dois concorrentes, ao tempo em que o boné de Fernando Henrique não cabe na cabeça de José Serra. Jamais o candidato  do PSDB se apresentará na campanha como um fiel seguidor do ex-presidente. Já eram conhecidas suas divergências no tempo em que foi ministro do Planejamento e da Saúde, adversário do  neoliberalismo e da maior parte das privatizações praticadas no período. Confrontar a política de FHC com a do Lula, só se ambos fossem candidatos.  É verdade que Serra anda atrás da marca que o caracterize, algo mais ou menos como “a pausa que refresca” ou sucedâneo. Jamais, porém, subirá nos palanques prometendo a volta ao passado.  Seria suicídio e desperdício do  potencial por ele apresentado nas pesquisas eleitorais, gerado mais pelo conhecimento despertado na população pelo seu nome,  do que propriamente por uma característica específica.  Há tempo para sair do casulo, mas deve cuidar-se em não se apresentar como defensor da moral pública,  caçador de marajás ou reformador social. Um bom marqueteiro não terá dificuldades em chegar à fórmula ideal.

Em suma, plebiscito não haverá, no primeiro turno das eleições do próximo ano. No segundo, talvez, mas apenas do lado de Dilma, se ela conseguir chegar ao segundo turno.

O outro Congresso  Nacional

Desperta cada vez mais perplexidade  a ausência do Congresso Nacional, mas não se trata da performance de deputados e senadores. Trata-se de outro Congresso, aquele que o PMDB realizaria em novembro se não tivesse sido mandado para o espaço. A perplexidade, assim, repousa nas bases do partido, garfadas pelas cúpulas decididas a apoiar a candidatura de Dilma Rousseff sem qualquer consulta, debate ou discussão a respeito da candidatura própria ou da elaboração   de um programa mínimo  para o próximo governo.

O irônico nessa história é que apenas vozes bissextas levantam-se para protestar.O senador Pedro Simon é um deles, cobrando com freqüência a realização daquilo que os caciques prometeram mas logo abandonaram.

Aconteceria o quê, caso as bases peemedebistas pudessem reunir-se num  Congresso Nacional? Provavelmente se ouviria um grito de revolta pelo desprezo a elas dedicado pela direção do partido. Com certeza, manifestações favoráveis ao lançamento de um candidato saído dos quadros do partido, Roberto Requião, Sergio Cabral ou qualquer outro. Atuariam também, é claro, os partidários de Dilma Rousseff, e até os  ligados a José Serra. A decisão final, pelo menos, seria democrática, jamais imposta de cima para baixo,  como a que   anunciarão  em poucos dias.

A farra nas Nações Unidas

Pouca gente se deu conta, entre escândalos bem maiores, da repetição, este ano, da permanente revoada de grupos de deputados e senadores para Nova York. É sempre a a mesma coisa. Com passagem, estadia e régias ajudas de custo para eles e as respectivas, entre outubro e novembro suas excelências passam uma semana na capital do  mundo. O pretexto é de funcionarem como  observadores dos trabalhos da Assembléia Geral das Nações Unidas.

A  maioria nem passa perto do simbólico prédio posto às margens do rio Hudson, quanto mais do plenário das sessões.   E os raros que chegam imbuídos da excepcional missão logo se frustram, porque  ninguém dá bola para suas presenças. Caem no ridículo aqueles empenhados em apresentar projetos e sugestões.  Na verdade, só dão trabalho aos jovens diplomatas escalados para recebê-los no aeroporto, levá-los aos hotéis e ficar à disposição para recomendar lojas de departamentos ou reservar mesas nos restaurantes da moda. De volta, só uns poucos costumam ocupar as tribunas da Câmara e do Senado para prestar contas das viagens. Os outros, como relatório, apenas poderiam referir as peças assistidas nas proximidades da Times Square.

É preciso regulamentar

Quando presidente da República, Fernando Collor extinguiu o Serviço Nacional de Informações, mandando ao Congresso projeto regulamentando o Serviço Nacional de Inteligência, depois denominado Agencia Brasileira de Inteligência, no governo Fernando Henrique. O problema é nem um nem outra foram até hoje regulamentados, quer dizer, sua estrutura  carece de atribuições específicas.  Como os tempos são  outros, desde que o general Golbery do Couto e Silva referiu “ao monstro que eu criei”, a Abin mais parece um filho enjeitado do governo Lula. Duvida-se, até, que o presidente receba e leia, todos os dias,  boletim reservado que a instituição deveria preparar, informando-o sobre fatos nacionais e estrangeiros.

Na semana que passou, na sessão que trocou a interinidade do atual diretor da Abin pela efetivação, Fernando Collor aproveitou para lembrar alguns horrores que conseguiu interromper, como a bisbilhotice do SNI na vida privada dos adversários do regime militar e o escancarado poder que detinham seus mentores. Cobrou a elaboração de um código de conduta ética para os agentes da Abin  e defendeu a necessidade do controle externo de suas atividades, depois do que o sistema de informações poderá funcionar a contento.

Campanha de Dilma ganha ritmo acelerado

Pedro do Coutto

Basta a leitura atenta do noticiário político para se verificar que a campanha da ministra Dilma Roussef à presidência da República ganhou ritmo acelerado e seu esquema básico já se encontra estruturado em bases sólidas. O presidente Lula, sem dúvida, escolheu o momento que julgou adequado para impulsionar sua candidata no cenário e nas pesquisas que certamente vão refletir os efeitos. Os êxitos do presidente da República se acumularam e ele sentiu nitidamente  o retraimento das oposições. A escolha do Rio como sede  Olímpica em 2016, sem dúvida adicionou muito para o governo. Os adversários permanecem em silêncio à procura de um argumento destinado à ocupação de um espaço de ação. Está faltando esse espaço. Pelo que se pode identificar, os pesos da imagem de Lula e do governo estão dando suporte ao novo ritmo que está regendo a campanha com grande antecipação legal. Mas uma coisa é alei eleitoral, outra é a situação de fato. Como definir uma margem da outra? É praticamente impossível. E se os adversários da chefe da Casa Civil tentassem TAM caminho só teriam a perder. A opinião pública reage mal às proibições. E procurar proibir será inevitavelmente um sinal de enfraquecimento. A prova de que a oposição não conseguiria sustentar o debate e o combate. Lula teceu com muita eficiência uma rede política  de apoio e circunstâncias.Nessa rede tolhe a atuação dos adversários.A estratégia está funcionando.Nada indica, hoje, que deixe de funcionar, o que não significa dizer que o desfecho final esteja definido um ano antes das urnas. O raciocínio vale apenas como uma constatação do momento e do que está se passando no universo político. O presidente da República encontrou o caminho para sua candidata. O PSDB, o DEM, o PPS, ainda buscam um novo rumo.

Há inclusive o aspecto das alianças regionais. O governo, claro, leva grande vantagem na sua montagem, sobretudo porque coloca a questão do alto de sua popularidade e aprovação pública. E é difícil enfrentar as manifestações da opinião pública, sobretudo quando elas convergem para um raro patamar de aprovação. Dupla aprovação. Sobretudo quando se trata da imagem pessoal do presidente. O principal adversário, governador José Serra, encontra-se muito retraído, pode ser que por uma estratégia voltada a jogar com o tempo. Mas não parece a mais adequada, pois à medida que as semanas se desenrolam, o executivo ocupa espaços em sequência. Na realidade, o embate já começou, o tempo está passando na janela. A oposição transforma-se nu personagem à busca de uma mensagem. De qualquer forma, temos que aguardar as próximas pesquisas do Datafolha, Ibope, Sensus ou Vox Populi. E não apenas os levantamentos, mas suas interpretações. Seja como for, Lula já avançou e Dilma Roussef está avançando. Haverá um limite de ascensão para ela? É verdade que, no final das contas, tudo vai depender do tempo na televisão. Mas isso não quer dizer que os candidatos devam esperar até lá. Sobretudo porque Lula não esperou e resolveu fazer a própria hora de seu projeto político.

As oposições, portanto, que escolham um novo rumo e façam também o seu momento. A campanha foi desencadeada. Com intensidade, determinação, perseverança. E até com uma duplicidade singular, que abrange ao mesmo tempo a ministra Dilma Roussef e o deputado Ciro Gomes. Aliados, no fundo, assegurando o segundo turno. No segundo turno, Lula pretende jogar tudo num plebiscito.

Campanha de Dilma ganha ritmo acelerado

Pedro do Coutto

Basta a leitura atenta do noticiário político para se verificar que a campanha da ministra Dilma Roussef à presidência da República ganhou ritmo acelerado e seu esquema básico já se encontra estruturado em bases sólidas. O presidente Lula, sem dúvida, escolheu o momento que julgou adequado para impulsionar sua candidata no cenário e nas pesquisas que certamente vão refletir os efeitos. Os êxitos do presidente da República se acumularam e ele sentiu nitidamente o retraimento das oposições. A escolha do Rio como sede Olímpica em 2016, sem dúvida adicionou muito para o governo. Os adversários permanecem em silêncio à procura de um argumento destinado à ocupação de um espaço de ação. Está faltando esse espaço. Pelo que se pode identificar, os pesos da imagem de Lula e do governo estão dando suporte ao novo ritmo que está regendo a campanha com grande antecipação legal. Mas uma coisa é alei eleitoral, outra é a situação de fato. Como definir uma margem da outra? É praticamente impossível. E se os adversários da chefe da Casa Civil tentassem TAM caminho só teriam a perder. A opinião pública reage mal às proibições. E procurar proibir será inevitavelmente um sinal de enfraquecimento. A prova de que a oposição não conseguiria sustentar o debate e o combate. Lula teceu com muita eficiência uma rede política de apoio e circunstâncias.Nessa rede tolhe a atuação dos adversários.A estratégia está funcionando.Nada indica, hoje, que deixe de funcionar, o que não significa dizer que o desfecho final esteja definido um ano antes das urnas. O raciocínio vale apenas como uma constatação do momento e do que está se passando no universo político. O presidente da República encontrou o caminho para sua candidata. O PSDB, o DEM, o PPS, ainda buscam um novo rumo.

Há inclusive o aspecto das alianças regionais. O governo, claro, leva grande vantagem na sua montagem, sobretudo porque coloca a questão do alto de sua popularidade e aprovação pública. E é difícil enfrentar as manifestações da opinião pública, sobretudo quando elas convergem para um raro patamar de aprovação. Dupla aprovação. Sobretudo quando se trata da imagem pessoal do presidente. O principal adversário, governador José Serra, encontra-se muito retraído, pode ser que por uma estratégia voltada a jogar com o tempo. Mas não parece a mais adequada, pois à medida que as semanas se desenrolam, o executivo ocupa espaços em sequência. Na realidade, o embate já começou, o tempo está passando na janela. A oposição transforma-se nu personagem à busca de uma mensagem. De qualquer forma, temos que aguardar as próximas pesquisas do Datafolha, Ibope, Sensus ou Vox Populi. E não apenas os levantamentos, mas suas interpretações. Seja como for, Lula já avançou e Dilma Roussef está avançando. Haverá um limite de ascensão para ela? É verdade que, no final das contas, tudo vai depender do tempo na televisão. Mas isso não quer dizer que os candidatos devam esperar até lá. Sobretudo porque Lula não esperou e resolveu fazer a própria hora de seu projeto político.

As oposições, portanto, que escolham um novo rumo e façam também o seu momento. A campanha foi desencadeada. Com intensidade, determinação, perseverança. E até com uma duplicidade singular, que abrange ao mesmo tempo a ministra Dilma Roussef e o deputado Ciro Gomes. Aliados, no fundo, assegurando o segundo turno. No segundo turno, Lula pretende jogar tudo num plebiscito.

As Bolsas sobem no mundo na mistificação do otimismo

Não é apenas na Bovespa que a alta se prolonga. Existe dinheiro sobrando, aqueles mesmos TRILHÕES que foram jogados no “mercado”, suposta ou pretensamente para a recuperação da economia.

A jogatina provoca lucros notáveis, mas não para a coletividade. Alertei para isso desde o primeiro momento, não estou satisfeito nem revoltado, apenas cumpri minha obrigação.

A melhor prova do que venho dizendo, e outros em vários países que resolveram investigar em profundidade, concluíram: todo o OTIMISMO é falso e interessado, nada a ver com a coletividade. Basta olhar o seguinte: o DESEMPREGO não melhorou de jeito algum. No Brasil o governo restringiu impostos para carros e produtos da “linha branca”, eles venderam mais, só que os empregos continuam desaparecidos.

Isso é a realidade. A irrealidade: os Índices no Brasil estão chegando aos limites de antes da crise provocada, quem recuperou o que perdeu?

A irrealidade: as ações abriram em baixa, informei ao meio-dia: venderam, caiu 0,47%, vão comprar a seguir. Conhecendo o “mercado” como conheço, não deu outra. Compraram a partir das 11 horas, esses 0,45% de baixa se transformaram em 0,76% de alta, o fechamento. Volume pequeno, nada parecido com o “mercado” quando existiam investidores. Índice final, 66.703 pontos.

O dólar ficou em 1,70 exatamente o fechamento de ontem.

Ciro: notícia, surpresa, sensação

Apesar de já ter sido presidenciável em 2002 e aparecido na frente nas pesquisas, agora é que eu o briguento e tumultuado Ciro Gomes, virou notícia e da forma mais estranha possível.

Nasceu no Ceará, com domicílio
em São Paulo querendo Brasília

Fez uma caminhada longa, embora São Paulo não fique tão longe de São Paulo. Mudou o domicílio, muitos acreditavam que fosse para disputar o governo do estado. Disse logo aqui: “É para presidente”. Não acreditaram, veio a confirmação.

Ciro com Dilma
e Lula, falatório

Ontem na televisão e em jornalões, o presidente da República, o ex-governador do Ceará e a suposta candidata de Lula, apareceram em campanha. Lula e Ciro abraçam o mesmo menino. Foi o assunto do dia, em Brasília, SP, Rio e Ceará. Todos perguntavam: Lula fará a opção por Ciro? Abandonando Dona Dilma e Meirelles? (Exclusiva)

Dilma, Meirelles, Serra e Ciro

Neusa Ramalho
Jornalista, fiquei surpreendida que o senhor sugerisse o nome do presidente do Banco Central para candidato a vice ou até presidente, sucedendo Lula. Logo o senhor que tanto combateu esse aventureiro?

Comentário de Helio Fernandes
Desculpe, Neusa, não sugeri nome algum. Apenas informei o que se conversa nos subterrâneos desse governo controverso. Como eu disse, Meirelles é a nova paixão de Lula, uma espécie de Dilma, ressuscitada antes de ser embalsamada. Dilma e Meirelles jamais serão presidentes. E minha opinião sobre Meirelles só não continua a mesma, porque se agravou muito mais. Mais? Seria possível?

Nilsa Barcellos
O senhor não aceita Dilma ou Meirelles, combate Serra e Ciro, quem o senhor apoiaria ou aprovaria?

Comentário de Helio Fernandes
Ninguém. Minha esperança e expectativa seria uma RNOVOLUÇÃO, que tanto prego. Serra e Ciro já foram candidatos, perderam. Dilma e Meirelles apareceram inesperadamente no vácuo de todas as inutilidades. Mas não têm títulos, competência, credenciais. Essa é a grande tragédia política brasileira.

Autênticas, textuais e entre aspas

Quando foi inaugurado o belíssimo Centro Cultural da Justiça Eleitoral, alguém disse ao Ministro Marco Aurélio Melo: “O senhor seria uma grande solução e sugestão para a sucessão de 2014”.

Na presença deste repórter, Marco Aurélio nem se deixou embalar pela vaidade ou ambição, respondeu: “Minha vocação é de JUIZ e de cumprir o melhor possível minha convicção e obrigação”.

O coronel Chávez assistia, em Caracas, pela televisão, o jogo com a seleção do Brasil. Esperava gol da seleção da Venezuela para telefonar para Lula. Como ficou no 0 a 0, achou que não valia a ligação. Mas ficou satisfeito, a Venezuela já perdeu 18 vezes.

Lula, sem constrangimento: “Zelaya tem que reassumir”. É suspeita essa disposição, pois sabidamente ele quer a mesma coisa. E vergonha dos brasileiros, toda vez que aparecem fotos de Zelaya, na embaixada do Brasil, dormindo com o chapéu cobrindo os olhos e mais de 60 “auxiliares” vigiando sua irresponsabilidade.

Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, sócio de Ricardo Teixeira, presidente corrupto da CBF, numa conversa gravada e portanto autêntica: “Coloco no senado quem eu quiser, já tenho feito isso várias vezes”. O que é pior? Filho de Sarney, biológico, ou sócio de Ricardo Teixeira, condição adquirida?

Fernanda Montenegro chegou aos 80 anos no auge, homenageadíssima, FHC vai chegar à mesma idade, sem homenagem e sem sair do ostracismo. Dos lados dele, chegam as seguintes notícias falcatruadas: “Fernando Henrique vai apoiar José Serra, Dara a vitória a ele, e será Ministro da Fazenda”.

Muita gente pergunta: “Ministro da Fazenda aos 80 anos?”. Ué, o marechal Petain foi HERÓI da França em 1917, e condenado a MORTE como traidor em 1947. Qual a surpresa? Só por que Petain tinha 90 anos? FHC chega lá.

Portadores de precatórios estão apreensivos com lentidão do Tribunal de Justiça de São Paulo

Carlos Newton

Inexplicavelmente, a Presidência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos últimos meses, não vem  deferindo  seqüestro de rendas de parcelas de precatórios devidos pelo Estado de São Paulo e pelos municípios paulistas, com a celeridade que os credores merecem e esperam.

Como sabido, essas dívidas judiciais, decorrentes de desapropriações feitas pelo Poder Público, depois de reconhecidas pelo Poder Judiciário, transformam-se em precatórios, cujo pagamento não tem data para ser implementado. Tudo funciona na base do “devo, sim, mas pago quando quiser e puder”.

Com a promulgação da emenda 30/2000, os créditos não alimentares foram parcelados em 10 anos, cabendo ao Presidente do Tribunal decidir sobre o seqüestro das parcelas não pagas. Em São Paulo, há alguns meses, centenas de pedidos de seqüestro estão tramitando com lentidão incomum. Por exemplo, autos desses processos têm permanecido cerca de 100 dias conclusos ao presidente Roberto Vallim Belocchi, aguardando despachos como “remeta-se ao DEPRE (Departamento de Precatórios) para esclarecimentos”, ou “vistas ao MP (Ministério Público)” ou “manifestem-se as partes”. São simples atos administrativos e que acabam, com sua excessiva morosidade, levando ao desespero milhares de famílias, que depois de recorrerem à Justiça e ganharem as indenizações, ficam à mercê de decisões burocráticas, que, retardadas, só beneficiam os agentes políticos, que preferem usar os recursos públicos em contratações de comissionados ou obras duvidosas.

Para agravar a situação dos titulares de precatórios,  no Congresso Nacional, caminha a toque de caixa a Emenda 12/2006, do conhecido senador Renan Calheiros e líder do governo Lula no Senado,  que vai legalizar o “calote” público contra todos os credores da Fazenda Pública. Ao invés de receberem em parcelas anuais, os créditos não terão mais datas para serem saldados, vez que os Estados poderão destinar apenas 2% de sua receita e os municípios  1% de sua arrecadação para “honrarem”  essas dívidas, que se arrastam há 20 ou 30 anos. NUNCA SERÃO SATISFEITAS.

Se o presidente  do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o maior do Brasil e onde tramitam mais de 23 milhões de processos ,  desembargador Roberto Vallim Bellocchi, acelerasse seus despachos, convocando mais juízes assessores para ajudá-lo,  certamente, centenas de credores do Estado e dos Municípios paulistas, poderiam receber parte das suas indenizações, antes que, covardemente, seja incluída na Constituição essa infame Emenda 12/2006, que tornará sem valor as decisões judiciais transitadas em julgado em que o Poder Público figura como réu-devedor.

Essa emenda é tão ilegal, arbitrária e inconstitucional que simplesmente ignora a obrigação de pagar integralmente o crédito dos titulares de precatório. É uma afronta ao          Poder Judiciário, ao direito líquido e certo e à irreversibilidade do trânsito da coisa julgada. Faz pouco das cláusulas pétreas da Lei Maior.

O parágrafo 6º.  do artigo 100 da Constituição dispõe que “o Presidente do Tribunal competente que, por ato comissivo ou omissivo, retardar ou tentar frustrar a liquidação regular de precatório incorrerá em crime de responsabilidade”. É uma solução ineficaz: o que interessa ao credor é receber o que lhe cabe por direito e  não questionar o comportamento das autoridades judiciárias, também vítimas da inadimplência estatal e de recursos orçamentários minguados.  Aliás, muito pior do que retardar o pagamento do precatório é crime de lesa pátria, sim,  incluir na Constituição a “institucionalização do calote permanente”.

Essa aberração jurídica (Emenda 12/2006) apequena o nosso país, transformando-o em republiqueta  de quinta categoria.

Indecisão na Bovespa

Ontem fechou em mais de 66 mil pontos, hoje abriu em 56 mil e 700, queda de 0,45%. Venderam para comprar mais barato, logo, logo botaram para cima. Com duas horas de pregão, já voltara aos 66 mil da véspera, tecnicamente estável. Volume de cautela e com a falta de investidores.

Corretores me diziam: “Tendência incerta, mas o mais certo é alta, embora pequena”.

O Banco Central comprou dólar, foi para 1,71, com alta de 1,14%. O BC se retraiu, a moeda voltou para os mesmos 1,70 da véspera, rigorosamente estável.

Futuro de Cesar Maia

No mais completo ostracismo, fez um exame para 2010 e os cargos que poderia disputar: 1 – Governador, já perdeu uma vez, não ganha de ninguém. 2 – Senador, apesar das duas vagas, tira quinto. 3 – Deputado federal, não tem votos para ele e o filho. 4 – Sobra deputado estadual, mas sabe que não ganha de Picciani para presidir a Alerj.

Lupi, 1 milhão de empregos

Outro que não tem futuro. Com Brizola vivo e apoiando seu nome, foi derrotado duas vezes para senador. Agora inventa que “o Brasil cria 1 milhão de empregos em 2009”. Como a cada ano 2 milhões completam 18 anos, vai ficar faltando 1 milhão sempre. E não dará trabalho aos milhões de desempregados.

Nobel, Lei Antifumo, Olimpíadas e as eleições em Brasília

Vicente Limongi
Hélio, Apenas para tranquilizar o Silvio da Rocha Correa, todos entenderão teu texto, FHC, Nobel em canalhice. Acima dos concursos. Perfeito.

* * *

Hélio, Duas observações para nosso atilado Chagas: concordo que o horário de verão seja uma estupidez, burrice e falta do que fazer e, ao contrário do que Chagas escreveu, acontece, Tasso Jereissati não é do DEM, mas do PSDB. No fundo, é a mesma coisa.

* * *

Hélio, o senador Marcelo Crivela discursou no plenário da câmara alta elogiando o presidente do COB, Carlos Nuzman. Tudo bem, é um direito dele, não tenho nada com isso. Nuzman tem grande fatia pelo êxito olímpico carioca e brasileiro, mas, a meu ver, não se pode, não se deve, ninguém, se meter a tratar do tema olimpíadas 2016, sem citar, lembrar, destacar, sublinhar, reiterar e elogiar, o trabalho de João Havelange. Membro decano do COI, o mais velho deles, Havelange tem 93 vigorosos anos e o único, repito, o único brasileiro com direito a voto na poderosa entidade. Seguramente Havelange conseguiu perto de 25 votos para o Rio de Janeiro. Mais: Havelange deu a senha que o Brasil venceria, quando discursou e convidou “todos meus colegas do COI a estarem no Rio em 2016 comemorando meus 100 anos de vida”. Foi a consagração brasileira.

* * *

Hélio, Excelente a análise do Werneck. Não complica e conhece seus personagens. Contudo, vai demorar a aparecer, na vitrine e no cardápio, nomes que substituam Arruda e Roriz. Um nome poderá surgir, para 2014, o do jovem, talentoso e competente Rogério Rosso. Vai trilhando devagar, degrau de cada vez, seu caminho político venturoso. Por ora, deverá eleger-se deputado federal.

Comentário de Helio Fernandes
Quem duvida e não entende que FHC merecia o Nobel antes do Obama? Só que não o da Paz e sim o da Traição Nacional, o Nobel da DOAÇÃO? Essa “batalha” para entregarem a Vale a Eike Batista, vem em linha reta do DOADOR FHC.

O artigo do Chagas provocou a maior movimentação. Fumantes e não-fumantes exerceram o direito de defender suas idéias e suas vontades de “tragar” o cigarro. Eu, por exemplo, só chamo de “indústria fumageira”, essa morte sem atrativos. Mas respeito os que se envenenam.

Defender o Nuzman só mesmo o bispo Crivela. Na verdade, já disse aqui quando foi escolhida a sede da Olimpíada de 2016: só Havelange e o espanhol Samaranche têm votos no COI. Samaranche usou seu prestígio em 1994, foi ele que levou a Olimpíada para Barcelona. Agora fizeram homenagem a ele, dando 32 votos a Madri, sabiam que não dava para ganhar. Havelange ganhou, ajudado pelo Rio-Maravilha do Henfil.

Quanto ao José Carlos Werneck, vê na frente e já constatou que Brasília, exatamente como o Brasil, precisa mudar de personagens. Renunciar para não ser cassado, E VOLTAR, não é o sucesso e a grandeza que Brasília merece.

Restituição do Imposto de Renda

O governo não imaginava o desgaste que sofreria com a prorrogação, (unilateral) da devolução do que o contribuinte pagou a mais. O presidente da República foi o primeiro (ou o único?) a receber. A lei determina que idosos com mais de 60 anos têm prioridade.

Favorecimento

Está bem, Lula tem mais de 60 anos, tinha direito. E os milhões de outros, com mais de 60 anos e que não receberam por decisão de quem? Quem manda internamente nesse governo?

150 bilhões de juros

Externamente é o Lula, ninguém duvida, aqui dentro é tumulto e confusão. O governo diz que “economiza” todo ano 90 BILHÕES para “amortizar” os juros de 150 bilhões que paga a banqueiros e até empresários (banqueiro não é empresário) geralmente globalizados. Por que não aproveita uma parte dessa “economia” para DEVOLVER ao CIDADÃO QUE PAGOU DEMAIS?

Meirelles, que comprou 200 Bilhões de dólares que só valem 100, quer ser vice

O governo Lula sofreu enorme transformação a partir da primeira posse em 2003. Os personagens que chegavam ao Planalto-Alvorada com o futuro aberto à frente deles, tinham nome mas ainda procuravam um sobrenome. Alguns já foram citados para cargos que ocupariam, na busca da consagração.

Vários conseguiram, se tornaram tão poderosos que começaram a incomodar o “companheiro” maior. Entre esses, Dirceu e Palocci, que subiram tão rápido, que começaram a cair não tão rápido, mas estrepitosamente, sem direito a volta.

Dirceu chegou a uma tal importância, que o mínimo que se dizia era isto: “Ele só chama Lula de você, o presidente trata o Chefe da Casa Civil de senhor”. Era uma forma ruidosa mas rigorosamente verdadeira de situar e explicar indiretamente o relacionamento entre eles.

Dirceu não foi derrubado pela Loterj-Waldomiro, e sim por causa da arrogância. Ele ficou tão imponente diante do espelho, que plantou na alma, na mente e no coração, que isso passou a ser o fato mais conhecido de Brasília.

De tal maneira, que quando foi depor no Congresso, alguém disse que ele era arrogante, Dirceu provocou gargalhadas das 300 pessoas presentes, ao perguntar: “Arrogante, eu?”. Lula aproveitou para se livrar dele, sem direito a volta.

Palocci, altamente desconhecido ou até conhecido demais por causa das irregularidades praticadas na comarca, fez esquecer de tal maneira o passado, que Lula teve que dizer publicamente várias e muitas vezes: “Fico esperando o Palocci me dar o sinal verde para baixar os juros”.

Insistindo na prática tenebrosa do que se chamava delicadamente de irregularidades, Lula não esperou mais o sinal verde do seu Ministro da Fazenda. E aproveitando as denúncias de um humilde caseiro, que Palocci não conseguiu silenciar, Lula deu o cartão vermelho para ele. Só que já não o incomodando mais, Lula passou a “dialogar” outra vez com Palocci, mas para um cargo mais abaixo, que mesmo assim não conseguiu. O Supremo não permitiu, por causa dos votos de 4 ministros e o relatório do Procurador Geral da República.

Uma vez que nem chegou a ser testado, Lula tinha certeza que, se fosse nomeado para o cargo que deveria, não poderia ser demitido, se chamava, (não se chama mais) Aloizio Mercadante.

Se conseguir ganhar de Quércia e Alckmin, (não consegue), quem sabe dirá como o último diretor do DIP de Vargas (Departamento de Imprensa e Propaganda, quer dizer, quem controlava os jornalões servos, submissos e subservientes): “O futuro a Deus pertence”. Não deixaram Mercadante ter presente, quanto mais futuro.

Finalmente, o último dos moicanos, que assumiu o Banco Central totalmente desmoralizado, desprestigiado, desgastado por causa de tudo que se sabia dele, foi Henrique Meirelles. Só sabiam quem era, pelo passado nada duvidoso mas rigorosamente comprovado.

Ligadíssimo ao FMI, tendo servido sempre a grupos multinacionais, raramente vindo ao país, só poderia ser presidente desse cargo no Brasil. Foi acusado de 6 CRIMES financeiros, todos que inviabilizam seu comando nesse Banco Central.

Mas empossado, (tendo desistido dos 183 mil votos que comprou em Goiás) só fez esconder o passado, colocou-o num esconderijo que não podia ser devassado nem pelo próprio presidente Lula. Se tornou o homem mais poderoso das finanças e da economia do Brasil, que fazia (e continua fazendo o que quer) com essa loucura de comprar 200 BILHÕES de DÓLARES.

Pagava 3 reais e 40 centavos por cada dólar, os vendedores cada vez apareciam mais. Hoje, se quiser vender esses dólares só recebe 1 real e 70 centavos. Isso hoje, pois continuará a cair. A exportação rende cada vez menos reais, a importação faz exatamente o caminho contrário.

***

PS – Meirelles foi o único na reviravolta positiva, é o ídolo de Lula. O presidente insiste em CONVIDAR Meirelles para não se desincompatibilizar, o que é no mínimo SUSPEITO.

PS 2 – Lula INCENTIVA tanto o presidente do Banco Central, que Meirelles foi crescendo na ambição. Queria ser senador (governador não dava), surpreendentemente evoluiu para vice-presidente. E não esconde: acredita que pode vir a ser candidato direto à sucessão do próprio Lula. (Existe muito para ser contado nesse setor, irei contando).

Skaf, tentativa para dividir conservadores?

Pedro do Coutto

A pré candidatura do empresário Paulo Skaf, presidente da FIESP, ao governo de São Paulo pelo PSB, pode configurar uma tentativa de dividir as correntes conservadoras paulistas que se encontram mais próximas de José Serra que de Dilma Roussef. A hipótese do êxito na investida se for esse mesmo o objetivo, constitui uma dúvida, claro, mesmo porque o prazo de configuração das candidaturas ainda está distante. Mas como manobra o lance não deve ser desprezado. Afinal está distante. Mas como manobra o lance deve ser desprezado. Afinal estamos falando de política e exemplos de divisionismos não faltam. Pelo contrário. Afinal de contas, se for mesmo projeto de Skaf disputar a sucessão paulista o caminho pela legenda do Partido Socialista Brasileiro é um dos menos viáveis. Reduzido tempo na televisão, estrutura partidária frágil, e, ainda por cima, contradição entre o reformismo contido na legenda com a disposição irredutível das classes que formam o conservadorismo. Natural esta posição, sem dúvida. O presidente da federação das Indústrias de São Paulo, entidade patronal mais forte do país, estaria mais confortável em outra legenda. Mas esta outra legenda não se encontra disponível. Além do mais, Skaf já concretizou sua filiação dentro do prazo legal. Não possui mais linha de recuo. Tampouco irá recuar. Deixa sem dúvida pelo menos uma sombra em torno da iniciativa. Tanto assim que, de acordo com a reportagem de Julia Dualibi, O Estado de São Paulo de 14 de outubro, ao mesmo tempo em que admite colocar seu nome no mapa das alternativas, ele assegura seu apoio à candidatura presidencial de Ciro Gomes. Sob este aspecto está coerente com a legenda que adotou e com o posicionamento do ex governador do Ceará, que, mesmo transferindo seu domicilio eleitoral para São Paulo, sustenta que não recuará de seu propósito de buscar a sucessão presidencial, citando sua presença nos pleitos de 98 e 2002.

O que acentua a perspectiva da pré candidatura Skaf ser uma manobra situa-se em primeiro lugar na reduzida possibilidade de vitória nas urnas, sendo que, pela legislação eleitoral, terá que se afastar da presidência da FIESP. É possível, contudo, que o lançamento seja, não propriamente para o Executivo,mas para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.Neste caso, claro, sua eleição é certa.E enquanto prevalecer a dúvida entre uma intenção e outra, seu nome ocupa bem as páginas do noticiário político.Seja como for, a promoção pessoal não exclui um possível propósito divisionista. Uma forma de somar para a ministra Dilma. Falei há pouco em exemplos de divisionismos.Nas eleições de 1950, aconteceu o mais histórico de todos. O antigo PSD lançou a candidatura do deputado mineiro Cristiano Machado para evitar a união das correntes mais conservadoras da época, as bases rurais quando o eleitorado rural era muito grande, com as forças da classe média urbana que seguiam a liderança da UDN e apoiavam o brigadeiro Eduardo Gomes em sua segunda tentativa presidencial. Com isso, deixaram um campo livre para Getúlio Vargas, que inclusive recebeu maciçamente votos do próprio PSD. Tanto assim que Juscelino Kubitschek elegeu-se governador de Minas Gerais e Amaral Peixoto do antigo Estado do Rio de Janeiro. A chamada cristianização ficou conhecida como uma traição do Partido Social Democrático a seu candidato. Mas na realidade foi mais do que isso. Foi um divisionismo que deu certo. Em 62, houve outro, em São Paulo. Concorriam ao governo Jânio Quadros, Ademar de Barros, José Bonifácio Nogueira. Este com o apoio do governador Carvalho Pinto.Resultado da divisão: vitória de Ademar.Não se pode ter certeza se Skaf tem apenas o propósito de dividir o conservadorismo.mas como hipótese vale raciocinar sobre ela.Política inclui lances assim.

Lula enfrenta teimosia e obstinação

Carlos Chagas

Desde ontem e até amanhã o presidente Lula promove uma alegoria destinada a produzir efeitos  na próxima sucessão. Está levando Dilma Rousseff e Ciro Gomes no Aerolula,  para o périplo de três dias ao redor do rio São Francisco.

A diplomacia do PT apressou-se em afirmar  a ausência de qualquer ilação político-eleitoral na viagem. O convite a Ciro Gomes  seria devido   ao fato dele haver iniciado as obras de transposição do rio, como ministro da Integração Nacional por quase quatro anos. Não vamos responder com o “me  engana que eu  gosto”, mas é quase isso.

Porque o objetivo do Lula, por enquanto, é seduzir Ciro Gomes para que aceite candidatar-se ao governo de São Paulo. A primeira etapa até que foi vencida, com a transferência do título de eleitor do ex-governador, do Ceará para São Paulo. Mas a segunda, quer dizer, a candidatura ao palácio dos Bandeirantes, parece sonho de noite de verão. O presidente desconhece  as principais características de Ciro, que são a obstinação e a teimosia. Dificilmente ele deixará de pleitear o palácio do Planalto apenas para agradar o atual inquilino, ainda mais quando vem superando Dilma nas pesquisas eleitorais.

Tudo indica que já conversaram e mais conversarão Lula e Ciro, Ciro e Dilma e Dilma e Lula, isoladamente e em conjunto,   na aeronave e nas barracas do Exército onde estão  pernoitando, à luz dos vagalumes e ao som dos grilos.  Pelo jeito, nem o PT nem o presidente hostilizarão o ex-ministro, se ele for mesmo candidato, ainda que deixando claro que Dilma é “a cara”.  Até porque, se o segundo turno travar-se entre José Serra e Ciro Gomes, imaginem quem o primeiro-companheiro apoiará…

Trocar seis por meia duzia

Adianta alguma coisa o presidente Lula querer Eike Batista no lugar de  Roger Agnelli,  na presidência da Vale? Nada, em termos de recuperação desse vultoso patrimônio público que a sanha de Fernando Henrique Cardoso entregou à banca privada. Nem existem condições para a reestatização da empresa e nem o  presidente  ousaria tanto.

Mesmo sabendo que a Vale foi privatizada a preço  de banana podre,  com recursos do BNDES e dos fundos de pensão, nada aconteceria.  De tal maneira a operação foi amarrada pelos privatistas que qualquer juiz de  primeira instância se obrigaria a   mantê-la,  caso  o governo tentasse reverter o anterior crime de lesa-pátria.

O Lula pode estar irritado com mais esse exemplo flagrante de malandragem neoliberal ou até com a falta de sensibilidade de Agnelli, que ao primeiro sinal de crise econômica demitiu 4 mil trabalhadores. Também não gostou de a Vale estar encomendando  navios na Coréia em vez de nossos estaleiros. Muito menos engoliu a imensa campanha publicitária com que a empresa irrigou os  meios de comunicação.

Só que trocar de presidentes equivalerá a trocar seis por meia dúzia…

Saiu tosquiado

Nenhuma imagem se aplicaria melhor do que aquela lembrada  por nossas avós, sobre o cidadão que foi buscar lã e saiu tosquiado. Assim ficou o ministro Guilherme Cassel, da Reforma Agrária, na Comissão de Agricultura do Senado. Como sócio-atleta do MST, o ilustre integrante do governo Lula jurou que nem um real do governo foi canalizado para a entidade, nos últimos sete anos.  Outra vez ouviu-se no Congresso o refrão do “me engana que eu gosto”, já que por carecer de personalidade jurídica, o MST não poderia tornar-se beneficiário direto  das benesses dos cofres públicos.  O que Cassel não  contou foi que os 175 milhões repassados desde o início do atual governo  chegaram ao MST através de dezenas de ONGs fajutas, irrigadas com dinheiro do tesouro nacional.

Foi tão gritante o choque de quantos ouviram o desmentido do ministro  que o próprio presidente da Comissão de Agricultura, senador Walter Pereira,  mesmo sendo do PMDB, não agüentou aquela  imitação do Pinóquio encenada diante dele. Reagiu em nome do bom-senso.

A sinfonia tem que seguir a  partitura

Irritou-se  Aécio Neves com a manobra de alguns grão-tucanos empenhados em mandar para o espaço a realização de prévias no PSDB para a indicação do candidato presidencial. Está tudo acertado para, até fevereiro, ser realizada a consulta às bases do partido. Mesmo sabendo dispor de poucas chances de bater José Serra,  o governador mineiro  não abre mão dos compromissos celebrados há meses. O golpe de alguns colegas açodados poderá prejudicar o verdadeiro objetivo do maior partido de oposição nacional, que parece a apresentação da chapa Serra-Aécio, de potencial invulgar. A sinfonia tem que seguir a partitura…

O último filme do Tarantino, deveria ser exibido em Nuremberg

É lógico que não vou ao cinema “orientado” pelo bonequinho de O Globo. E na verdade, só depois de assistir o filme, já em casa, fui ver o que diziam. RF bate palmas de pé, logicamente entusiasmado. AM dorme. Se tivesse visto a crítica antes, dormiria mais cedo, como AM, pois além de monótono, cansativo.

Fracasso de público
também de bilheteria

O cinema totalmente vazio, consagração para AM, as poucas pessoas que encontrei, dormiam. Tarantino desperdiçou a notoriedade como cineasta e não conquistou a de historiador.

Por que duas horas
e 33 minutos?

Além de desvalorizar a reputação, se transformou num “cineasta que não faz cinema”. Parece estranho? E é, só que não recomendo tirarem as dúvidas indo ao cinema, isso seria injusto e injustificável.

E como explicar os 153 minutos gastos naquele acúmulo de mistificação, de violência sem sentido, de nada que de longe se pareça com cinema? Satisfação: Tarantino dividiu o filme em 5 partes diferentes, quem quiser pode ir ao cinema também por etapas.

Porque Nuremberg

O cineasta (?) desde o meio, (ou da terceira parte) deixa claro, que o filme terminará com um grande incêndio num cinema de Paris. É que nesse incêndio, morrerão Hitler, Goebbels, Goering, Borman, todos os chefes da SS, da Gestapo, não escapa ninguém.

Mas como o que acontece na realidade, no julgamento de Nuremberg, é exatamente o contrário, pergunta-se: por que “violentar” a História? Seria algum tipo de “mensagem”?

A Bovespa chegará aos 74 mil pontos, na velocidade da análise

Ontem, terça-feira, depois de três dias sem jogatina, chegava a 64 mil e 800 pontos, como gostam de dizer os amestrados, “novo recorde do Índice”.

Hoje já abriu em alta bastante razoável, passou muito dos 65 mil pontos, como registrei na primeira postagem. Às 16;20 já ultrapassava os 66 mil pontos. E no fechamento, apesar de terem vendido, não caía dos 66 mil pontos.

Antes dos leilões, a Bovespa fechou em 66 mil, 346 pontos, alta de 2,63%. O dólar chegou a 1,70, baixa de 1 por cento. Analistas-especialistas falavam, há meses em “dólar no final de 2009, bem perto de 2 reais”. Já falam em “reavaliar” as metas. Ha! Ha! Ha!

O dólar assusta, chega ao ponto mais baixo

Hoje, às 13 horas, o dólar chegava a 1,70, jamais caíra tanto. Digo caíra, pois antes estivera mais BAIXO, por imposição ou burrice. Quando estabeleceram o REAL, ficou fixado: com 84 centavos desse real, se comprava um DÓLAR. Inacreditável.

O filho de Lucas Lopes, o único gênio daquele grupo, salvou tudo, mas foi injustiçadíssimo. Tirado do grupo, condenado a prisão injustíssima, vive na maior miséria, pois é rigorosamente HONESTO.

Explodiu tudo, afastaram Gustavo Franco (que sabia mais do que os outros, quase todos aventureiros) foi a 4 reais por dólar, FHC não foi responsabilizado, nem por isso, nem pelos juros pagos a “empresários”, a mais de 44 por cento, ou pelas DOAÇÕES, incluindo a Vale, agora em discussão. Ninguém sabe como parar o dólar ou fazê-lo subir.

A Bovespa continua subindo, às 13:15 chegava a 65.666 alta de 1,58%. Volume baixíssimo, como tem acontecido.

Gabeira no caminho correto

Antes mesmo dele se decidir, escrevi: Gabeira deverá disputar o Senado. Ganharia e teria importância enorme em Brasília. Para governador poderia perder (ou perderia mesmo) ficaria sem mandato e sem a participação que teria (melhor: terá) na recuperação do Senado.

Quando lançaram seu nome, oficialmente, para disputar com Sergio Cabral (este usando todas as vantagens do cargo), voltei a lamentar a decisão. Continuo com a mesma convicção, e fico satisfeito com o que Alfredo Sirkis vem dizendo, no mesmo sentido.

Espero que Gabeira já espalhe: “Podem me chamar de senador”.

Analisando a luta política e eleitoral do Rio e Estado do Rio, afirmei: “Aqui existem duas incógnitas, só eu conheço”. Nenhuma delas tem o nome de Gabeira.

O povo desinformado

No dia em que os Bilhões de explorados do mundo, souberem o que é PIB, renda per capita, inflação, juros sobre juros, que pagam quase 40 por cento de impostos diretos e indiretos, mais imposto de renda do que os milionários, e que não têm direito algum, haverá uma REVOLUÇÃO POR DIA.