Devolução do IR não é empréstimo compulsório

Pedro do Coutto

Não se compreende, com base na lógica, a decisão do Ministério da Fazenda de reter as devoluções do Imposto de Renda pago (a mais) pelas pessoas físicas, adiando-as para o próximo ano. O Globo, reportagem de Marta Beck, focalizou bem o tema exibindo quadros estatísticos nos quais os valores retidos são assinalados. Muito pouco o volume, não de despesa, mas como desembolso com a simples devolução. O equilíbrio orçamentário não pode localizar-se nesta operação ou depender da retenção. Este pó aspecto econômico financeiro. Mas existe o aspecto legal. Na realidade, o que é devolvido é o pagamento feito a mais. A retenção na fonte não leva em conta, tampouco poderia levar as despesas dedutíveis. Por este motivo, a devolução do que foi antecipado não deve ser adiada, pois, neste caso, está se transformando em empréstimo compulsório. Mesmo que o governo aplique a correção inflacionária de acordo com o IBGE. Não é uma atitude legítima. Isso de um lado. De outro, a correção, se for igual à aplicada às contas de poupança, é inferior à taxa Selic que o executivo usa para pagar juros aos bancos na rolagem da dívida interna (8,75%a/a) e também na cobrança de débitos em atraso. Mas não é este o único aspecto da questão. Os assalariados brasileiros já pagam tributos demais. Atingem praticamente 36% do PIB. Equivalem a quatro meses de trabalho por ano. Na hora de pagar, o recolhimento começa na fonte. Na hora de compensar o recolhido em excesso, adia-se a quitação. Não faz sentido. Muito menos, sob o ângulo político, num momento pré eleitoral. Incrível.

Primeiro, a Fazenda projetou taxar as cadernetas com depósitos acima de 50 mil reais. Agora, adia a devolução do que foi pago. Outro prisma que assinala bem a injustiça está no fato de que se os pagamentos mensais do IR forem feitos com atraso, além da correção monetária, são cobrados juros.Muito bem.O mesmo procedimento é colocado em prática quanto às devoluções.Nada disso.Portanto,mais uma vez, nos defrontamos com dois pesos e duas medidas.Uma desigualdade inclusive porque o sistema colocado em prática em relação aos assalariados nãoé seguido quanto à movimentação do capital. Mais uma diferença. Existem muitas. Uma empresa que pague aluguel tem direito a descontar integralmente o IR a pagar. Os assalariados não.. As empresas deduzem o chamado lucro inflacionário, o índice do exercício em que o lucro foi gerado. Tem lógica. Está correto. Mas por que o dispositivo só se aplica às empresas, não a todos? As empresas têm direito de deduzir do imposto os tributos  que pagou no exercício anterior.Os empregados e servidores públicos não têm. Tem mais: se alguém adquire, digamos, um automóvel, paga o prelo acrescido pelo IPI e ICMS. Muito bem. Entretanto, no ano seguinte, a montadora e o revendedor deduzem os dois impostos da declaração de Renda. Mas quem pagou os impostos, embutidos no preço, foi o comprador. As empresas diminuem, é claro, as despesas com seus empregados, incluindo alimentação.As pessoas físicas não podem fazer o mesmo.As empresas deduzem o INSS e o FGTS.Os assalariados reduzem o INSS e quanto ao FGTS trata-se de encargo totalmente patronal.Este é o quadro tributário do país.Um desequilíbrio entre capital e trabalho.Agravado agora com o adiamento das devoluções pagas no prazo e na verdade antecipadas. Nãoé justo.Não faz sentido.Não tem legitimidade.

Bovespa: sexta frouxa

Às 13 horas registrávamos: a Bovespa está em 64 mil e 100 pontos, fechou com 64 mil e 71 pontos, rigorosamente igual. Alta de 0,49%. E para que possam se divertir à  vontade, o informe ou até mesmo a informação: as companhias de aviação “facilitaram” essa alta. Ha! Ha! Ha!

Às 13 horas 2 bilhões, mais 3 horas depois quase chegando a quase 3 BILHÕES, “jogo” (vá lá, volume) entre eles. Investidores? Ninguém vê.

O dólar rigorosamente estável. Fechou na cotação de ontem, agora, só terça feira. Sábado, domingo e segunda, sem lucros, sem diversão, e sem os investidores (trouxas ou Fundos, sabidíssimos) para consolidar tudo.

Autênticas, textuais e entre aspas

O coronel Chávez telefonou para o presidente Lula e disse com a maior veemência: “Já conversamos sobre o Mercosul, acertamos tudo. Brasil e Venezuela não precisam do aval desse prefeito de Caracas”.

Razão da intervenção e do protesto de Chávez: o prefeito da capital da Venezuela , veio ao Brasil e defendeu a entrada de Chávez. Mas o que irritou o coronel, foi o fato do prefeito dizer, “Chávez tem que ser vigiado de perto”.

Sarney, da tribuna do Senado: “A mídia não representa o povo, decidiram fazer campanha contra mim, de todas as maneiras, usando argumentos que já chamei de mínimos. Só para me desgastar e me jogar contra a opinião pública”. Surpreendente, estranho e esquisito.

Por que essas três palavras? Porque o próprio Sarney, em todas as oportunidades, pública e ostensivamente, sempre deixou bem claro: “Não tenho nenhum inimigo ou adversário, faço política sem hostilidade, apenas com cordialidade”. Parece que mudou muito.

Sarney exibiu mágoa, desprezo, ressentimento, nenhuma explicação para tudo o que aconteceu. Podia pelo menos ter dado uma razão para tantas nomeações. Não disse nada sobre as irregularidades do filho Fernando, acusadíssimo. Por que o silêncio?

O que esperava de um filho que se jogou tão suntuosa e luxuosamente no centro dos interesses e dos negócios de Ricardo Teixeira?

E por que mobilizou amigos intimíssimos do judiciário de São Paulo para proteger e preservar o filho querido? (Embora o próprio Sarney tenha dito, que a filha querida é dona Roseana).

Pelo visto e pelo que tem dito, aberta ou não tão ostensivamente, o presidente do Senado não pensa (?) nem admite qualquer negociação para deixar o cargo.

Completando sua posição parlamentar: não tendo eleição em 2010, seu mandato vai até 2014, (mais um libelo conta esses mandatos longuíssimos) está à vontade para ajudar quem precisar. “Eu não preciso de ajuda”, tem dito Sarney, trocando a pretensa humildade pela pretendida arrogância.

Roriz sai do PMDB, Brasília se confunde

José Roberto Arruda, tinha como garantida a reeeleição. Só se preocupava com Paulo Octávio. Tendo conversado com ele, considerou tudo resolvido, e já contava e contabilizava mais 4 anos de Poder.

Reeeleito? Mas meio assustado

A jogada (ou a imposição) de sair do PMDB, ainda não foi completamente digerida por ninguém. Primeira explicação, geral: no PMDB o ex não teria legenda. Incógnita: fora do PMDB pelo qual foi 4 vezes governador, terá chance? Nesse caso, só esperando.

Parabéns, Rio

Dezenas de seguidores aplaudem os elogios à conquista do Rio 2016, e principalmente a foto colocada no blog. Alguns dizem “o senhor mudou de posição, estava contra”.

Não poderia ser contra a Copa 2014 nem à Olimpíada de 2016. Estava (e continuo mil por cento na mesma convicção) desconfiado com os que irão manipular tanto dinheiro.

O exemplo do Pan

Esse acontecimento não dá muito entusiasmo. Nada do que prometeram, se concretizou. O povão ficou sem nada, vão citar muitas coisas, nenhuma verdadeira. As promessas para 2016 são ainda mais exuberantes e até mirabolantes. O que sobrará para o povão?

Metrô do Cantagalo, metrô de Ipanema

O primeiro levou 16 anos para funcionar. O segundo, que deve ser inaugurado no início de dezembro, vai completar 22 anos. Começou em 1987 para ser entregue em 1990.

E quanto custou a mais a quarta reforma do Maracanã?

Fechou agora para voltar em 2012. Gastaram (e ganharam) fortunas, com as outras obras. O que fizeram? Transformaram “o maior do mundo” num estádio comum. Do recorde oficial de 183 mil pessoas, passou para 60 ou 70. A que preço?

A Barra isolada e abandonada

Não tem nem metrô, agora querem realizar toda a Olimpíada lá, desprezando o resto da cidade. Ainda bem que arquitetos começam a protestar, não admitem os jogos apenas na Barra.

Por tudo isso, quem acredita?

Os custos “estimados” serão super-super-elevados, como sempre. Assim, acredito nos jogos, desacredito nesses carreiristas-aventureiros-aproveitadores.

O Palmeiras favorecido, justamente ia perdendo para o Avaí

Quando preventivamente o árbitro veio socorrê-lo. O Avaí ganhava  por 2 a 1, fez 1 gol com a bola passando da metade do lugar do goleiro. Foi anulado, o árbitro marcou impedimento. 12 jogadores na pequena área, o árbitro “conseguiu” marcar a falta. E o auxiliar, mantido em posição estratégica para ver e não viu nada?

Botafogo podia ter goleado

Quando analisei e concluí que Sport e Flunimed estavam rebaixados, registrei: Botafogo, desesperado mas não desesperador. Ontem provou isso, podia ter goleado, fez 3 gols na metade do primeiro tempo e depois mais nada.

Não está salvo. Disputará duas na série B, com Náutico e Santo André.

Aécio, Niemeyer e Alencar

Vicente Limongi
Hélio, Apenas para responder ao Afonso de Miranda: Se Aécio fosse do PMDB, seria imbatível. Na máfia do PSDB, com Serra á frente, não tem espaço nem vez. Mas Aécio é novíssimo, tem a vida pela frente. Pode escolher cargos eletivos. Muitos, ou quase todos, é ano que vem ou jamais.

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Hélio, Aplausos e respeitos de todos para patriotas como Oscar Niemayer e José Alencar. Teu texto, Hélio, para variar, primoroso e perfeito.

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Hélio, Longe de mim defender cargos para Henrique Meireles. mesmo porque ele não precisa. Diria Sérgio Porto, está sentado na carne seca. mas, HM no PMDB, ganha eleição para qualquer cargo, em Goiás. Sobretudo se cativar o craque de voto, Iris Rezende. Michel Temer que se cuide. É de São Paulo, mas Meireles, agora no PMDB, tem tudo para ser candidato também a vice-presidente.Síntese, é muito cômoda a situação política-eleitoral de Meireles.

Comentário de Helio Fernandes
Não há dúvida, Limongi, você e os seguidores que têm escrito estão certíssimos em relação a Aécio. Não fui eu que esqueci dele e sim ele que complicou a própria situação. No início, acreditando que não ganharia de Serra dentro do PSDB, deixou nítida a impressão de que entraria para o PMDB e seria o candidato natural do partido. Seria na certa, os destinos do PSDB e do PMDB se entrelaçaram para sempre, até 1986, quando os paulistas se rebelaram contra o doutor Ulisses (fortíssimo e poderoso, dominando tudo) liderados por Mario Covas. Menos durante a ditadura, quando o MDB representava a oposição possível e até a impossível.

A partir de determinado momento, talvez premido ou pressionado pelas datas, Aécio foi se afastando (e depois desistindo) do projeto de mudança de partido. Logo depois lançava a idéia renovadora da prévia interna, como existe em todos os países democráticos. Era uma bandeira, mas o governador de Minas não conseguiu segurá-la. Voltou atrás, não se sabe mais nada, dizem que aceitará ser vice de Serra. Acontece que Serra não ganha, e para começo de conversa não aceita Aécio como vice.

* * *

Todos concordam, são sempre duas referências. O arquiteto pela própria realização e conquista do espaço, nada melhor para um arquiteto do que conquistar espaço.

Quanto a Alencar, a partir de determinado momento, empresário desconhecido, apareceu como vice de Lula, se tornou conhecidíssimo.

José Alencar foi o vice mais leal e correto do mundo, jamais fez um movimento em direção ao Poder, principalmente contra quem ocupava o cargo de forma legítima. Ninguém sequer sabia que havia assumido. Depois, com a doença à qual ninguém resiste, deu ao Brasil esperança, confiança e uma assombrosa lição dessa resistência.

Essa é vista, lida e ouvida por milhões de brasileiros que não têm lembrança de um homem há mais de 10 anos lutando pela vida, entrando e saindo de hospitais, sempre com grandeza, sem um lamento sequer.

Que exemplo, que desprendimento, que vida para ser admirada e seguida. Quem luta pela própria vida com a dedicação, a obstinação e a obsessão de José Alencar, está em condições de ser o porta-voz, o arauto e o guardião da liberdade e do crescimento do Brasil.

673 acionistas minoritários da TV Globo de São Paulo “deram” a Roberto Marinho 48% de seu capital inicial. Hoje, suas 14.285 ações valeriam cerca de R$60 milhões

Examinando os autos da Ação Declaratória de Inexistência de Ato Jurídico, que os herdeiros dos antigos acionistas majoritários da ex-Rádio Televisão Paulista, hoje, TV Globo-SP, movem contra o Espólio de Roberto Marinho e outros, fica-se sabendo que, com autorização governamental, Roberto Marinho transferiu  14.285 ações  dos minoritários (48% do capital) para seu nome por apenas Cr$1,00 (hum cruzeiro) cada,  alegando desinteresse desses 673 acionistas em continuarem como sócios da emissora.

Em verdade, esses 673 acionistas (muitos mortos) foram convidados por um pequeno anúncio publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo (tiragem restrita) de setembro de 1975 a se recadastrarem como acionistas daquele canal de TV. Caso não comparecessem, teriam seus direitos transferidos para o acionista majoritário, no caso, o jornalista Roberto Marinho. E o que se deu em agosto de 1976. Ora,  se já eram acionistas em situação regular, desde 1952,  não precisavam comprovar a posse das ações e muito menos sofrer desapropriação das mesmas.

De acordo com os advogados de Roberto Marinho, 52% do capital da ex-Rádio Televisão Paulista foram adquiridos de Victor Costa Júnior (que, segundo o DENTEL, nunca foi acionista da emissora de TV), em novembro de 1964, por Cr$ 3.750.000.000,00 (três bilhões, setecentos e cinqüenta milhões de cruzeiros). Essa quantia atualizada monetariamente e com acréscimo de juros moratórios de meio por cento ao mês resultaria hoje em cerca de R$6 5 MILHÕES.

Não é difícil deduzir que os 673 acionistas minoritários (titulares de 48% do capital da emissora paulista) teriam hoje  cerca de R$ 60 milhões e que perderam essa fortuna porque, como a maioria absoluta dos brasileiros,  nunca leram o Diário Oficial do Estado de São Paulo. Como nunca negociaram suas ações e nem as doaram. por que deixaram de ser acionistas da TV Globo de São Paulo? Esse apossamento acionário foi uma iniciativa moralmente correta, legal?

Desse jeito, a custo zero, foi obtida, finalmente, a regularização do quadro acionário da TV Globo de São Paulo, por meio da Portaria 430/77. Nos processos administrativos federais, o DENTEL não viu os documentos anacrônicos e falsificados que obstariam a transferência do controle majoritário para os seus atuais titulares. E o que é pior, nesses mesmos processos não há nenhum documento que explique e justifique a aprovação da cessão da concessão.

No Banco Nacional S/A, agência Av. Paulista, em São Paulo,  foi feito em julho de 1976 um depósito de APENAS Cr$14.285,00 (quatorze mil, duzentos e oitenta e cinco cruzeiros) para crédito dos  673 ACIONISTAS” DA TV GLOBO DE SÃO PAULO S/A”. É a prova do não pagamento da aquisição de 48% do controle acionário da ex-Rádio Televisão Paulista S/A, hoje, TV Globo de São Paulo, pelo jornalista Roberto Marinho e com a total concordância do governo ditatorial de então.

Conheça alguns dos acionistas da TV Globo de São Paulo S/A, que na forma da Assembléia Geral Extraordinária, de 30 de junho de 1976, tiveram suas valorizadíssimas 14.285 ações (48% do capital social inicial) transferidas e subscritas pelo acionista Roberto Marinho por apenas Cr$1,00 (hum cruzeiro) cada. Hoje, essa ação valeria, no mínimo,  R$ 4.000,00 (quatro mil reais):

João Evangelista de Paiva Azevedo 100 ações; Antonio Augusto Monteiro de Barros 100 ações; Francisco de Paula Leite de Barros 125 ações; Angelo Bignardi 100 ações; Ricardo Bragaglia 125 ações; Durval Brajato 100 ações; Marcolino Rothilde de Carvalho 100 ações; Alfredo Checchia 100 ações; Porfírio de Oliveira Christe 100 ações; Luiz Nogueira Correa 100 ações; Oswaldo Prudente Correa 100 ações; Joaquim Vasconcelos Duarte 100 ações; Benedito Moura Dubieux 100 ações; Paulo Domingos Regalmuto Filho 100 ações; Armando Fragetti 100 ações; Lucie Camile Haag 125 ações; Abrahão Jacob Lafer 100 ações;  José Egydio Lari 100 ações; Flávio de Paula Leite 125 ações; João Lovato 100 ações; Cezário Mathias 110 ações; Américo Micheloni 100 ações; Cláudio de Souza Novaes 500 ações; Sylvio Manoel Novais 100 ações;  Luiz Lopes Ogeer 125 ações;  Hélcio Francisco Paulo 100 ações; Omar da Silva Pinto 150 ações; Attilio Ricotte 100 ações; José Carlos Moreira Sales 200 ações; Renato Snell 100 ações; Theophilo Bocker Washington 125 ações; Cincinato Cajado Braga 20 ações; Antonio Silvio Cunha Bueno 5 ações; Sebastião dos Santos Camargo 5 ações;  Paulo Taufk Camasmie 25 ações; Oscar Americano de Caldas Filho 10 ações; Constantino Ricardo Vaz Guimarães 10 ações; Bento do Amaral Gurgel 2 ações; Amélia Prado Uchoa Junqueira  50 ações; Flávio Uchoa Junqueira  50 ações;  Samuel Klabin 25 ações; José Bezerra de Mello 60; JOSÉ ERMÍRIO DE MORAES 50 AÇÕES; Guerino Nigro 75 ações;  RAFAEL NOSCHESE 2 ações; Francisco Rossi 50 ações; Giusfredo Santini 50 ações; ALFREDO SAVELLI 50 ações;  Oswaldo Scatena 25 ações;  Oswaldo Schmidt 10 ações;  Armando Wilson Schurachio 30 ações;  WALDEMAR SEYSSEL (Arrelia) 25 ações;  Christiano Altenfelder Silva  5 ações; VICENTE AMATO SOBRINHO 5 ações; Erico Abreu Sodré 10 ações;  RENÉ DE CASTRO THIOLLIER 10 ações; Paulo e Romeu Trussardi, 20 ações.

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PS- Por que os acionistas minoritários ou seus herdeiros não foram  localizados? É uma pergunta, no mínimo, inconveniente.

Lula aproveita o embalo e acelera a campanha de Dilma

Pedro do Coutto

Na próxima semana, em companhia de Lula, a ministra Dilma Roussef vistoria as obras de transposição do Rio São Francisco e visita três estados no Nordeste, revela matéria de Letícia Sander, Folha de São Paulo de 7 de outubro. O presidente da república, sem dúvida, aproveita o embalo com o êxito das Olimpíadas no Rio e acelera a campanha da chefe da Casa Civil.Ganha ritmo. As próximas pesquisas –eis aí8 uma questão interessante- deverão esclarecer se houve mudanças na segunda colocação, já que os últimos levantamentos apresentavam um equilíbrio entre ela e Ciro Gomes. Dilma Roussef deve ter avançado. Primeiro pelo novo impulso que soprou no país a favor do governo. Segundo porque, ao transferir o domicílio eleitoral para São Paulo, Ciro Gomes pelo menos deu margem à interpretação de que poderá tentar o executivo paulista num esquema de aliança com o Planalto. Ainda que não seja esta a intenção verdadeira iniciativa, vai refletir nesse sentido junto a correntes do eleitorado. E isso contribui para retirar do foco central uma candidatura sua a suceder o presidente Lula. José Serra deve continuar liderando com a margem de intenções de voto que lhe é constante, porém –penso eu- Dilma Roussef deve consolidar-se em segundo. Ciro em terceiro, Marina Silva em quarto. Não haverá assim alterações de porte, a não ser a presença de uma atmosfera mais afirmativa em torno de Dilma. Ela e Lula passaram à ofensiva, sem dúvida num momento certo, embora ainda distante das urnas. Ciro Gomes deslocou-se para a defensiva, envolvido por uma nuvem de dúvidas. Isso aconteceu muito em política.

As candidaturas fortes têm que ser afirmativas, não podem dar margem  incertezas.Não haverá muito a mudar no quadro.Por seu turno, Serra também deverá escolher uma rota mais clara ao lado de Aécio neves, mudar o tom, para tentar manter o percentual em que tem sido colocado.

Liderando, porém não incorporando novas forças além das que tradicionalmente envolvem o voo dos tucanos. Trinta e oito pontos foi o patamar que o governador de São Paulo alcançou em 2002 quando perdeu para Lula. Quatro anos depois, Geraldo Alckmim avançou um degrau. Enquanto isso, Lula obteve 62% dos votos na primeira vitória, 61 pontos na segunda quando se reelegeu. Existe assim uma faixa a ser conquistada pelos principais candidatos, não sendo provável que Marina Si8lva cresça além da faixa de dez degraus. Ela garante o segundo turno, sem dúvida, mas não para ela. Ciro Gomes, se concorrer à presidência, também assegura   o segundo turno. Mas se o seu rumo for o Palácio dos Bandeirantes, difícil é calcular hoje qual será ou poderá ser sua contribuição para a campanha de Dilma Roussef.

Claro, hoje não se pode imaginar qual será o amanhã, mas por isso mesmo avaliar tendências básicas, impressões, incertezas, perspectivas, imprecisões quanto ao percurso. Política é assim mesmo. A qualquer momento podem surgir fatos que alterem o panorama geral. Não são prováveis, mas são possíveis. A política é uma arte do possível. Flexível, tocada pela emoção que somente se faz sentir quando as campanhas esquentam e ganham intensidade. A vitória de Barack Obama nos EUA é um exemplo concreto de quanto pesa decisivamente a personalidade de um candidato, seu desempenho, sua capacidade de arrebatamento. Esquemas rígidos muitas vezes não alcançam êxito porque neles falta a presença da emoção. Afinal de contas, estamos falando de candidaturas e de seres humanos. Determinada atitude de um pode lhe acrescentar  votos e apoios. O mesmo comportamento de outro é capaz de gerar efeitos contrários. E isso mesmo. Daí a importância dos momentos e das pesquisas.

Dinheiro não é problema

Carlos Chagas

As candidaturas presidenciais tem mil e uma faces, da simpatia dos candidatos aos seus percentuais nas pesquisas, do apoio partidário ao passado de cada um. É bom não esquecer, porém, que uma das principais características do processo eleitoral  costuma revelar caretas durante as campanhas: o dinheiro.

Na realidade brasileira, dificilmente alguém ganha eleição sem muitos recursos. É preciso custear  viagens, promover reuniões “espontâneas”, fazer propaganda, distribuir mimos, mesmo os proibidos por lei, quando não molhar a mão de cabos eleitorais e até promover  mudança de tendências junto a grupos, associações e instituições.

Quando o candidato surge com um mínimo de chance, dinheiro não falta, canalizado de diversas fontes, tanto públicas quanto privadas. Honestas e nem tanto, quando se trata da contribuição de empresas e de conglomerados econômicos.

No quadro atual, sente-se que não faltará dinheiro para a campanha de Dilma Rousseff. Deslocando-se por enquanto por conta de suas funções ministeriais, a candidata dispõe de todo o aparato governamental, e depois de desincompatibilizar-se dificilmente faltará dinheiro para aluguel de jatinhos, se  não forem oferecidos gratuitamente, bem como toda sorte de facilidades para suas comitivas e para o trabalho junto aos meios de comunicação. Carência de recursos não constituirá problema para ela.

José Serra, da mesma forma. Ao  deixar o governo de São Paulo, no qual se apóia, será imediatamente cercado pelas contribuições do empresariado. Não pensará em despesas como fator capaz de prejudicá-lo.

A grande surpresa na corrida sucessória vai para Marina Silva. Logo que cogitado seu nome, uma das primeiras preocupações de seus partidários  foi quanto aos custos da campanha. Quem iria bancá-los, sendo o PV um partido pobre?

Pois com o passar das semanas essa dúvida parece haver desaparecido. As entidades ambientalistas nacionais e  estrangeiras já  se encontram a postos. Reais e dólares não faltarão para a candidata que defende o meio ambiente. ONGs aos montes já se mobilizam, antes mesmo da formação do  comitê de campanha da senadora. Do que ela necessitar, receberá. Mesmo em sua modesta vida privada, será cercada por toda sorte de recursos. Vender a proposta ambientalista, mostrar-se, percorrer o país e ganhar espaços na mídia – tudo parece garantido. E sem que nem de longe surjam suspeitas de irregularidades.

No rol dos candidatos, quem fará as vezes do primo-pobre será Ciro Gomes. Em 2002 já encontrou dificuldades, mesmo quando aparecia na frente das pesquisas. Obrigou-se a viajar com a mulher e mais um ou dois assessores, em avião emprestado, dando sempre preferência a hospedar-se em hotéis modestos e trabalhando com mínimas estruturas de comunicação, dentro do raciocínio imposto aos que o apoiavam: “não gastem mais do que podemos”.  Agora, pelo jeito, sua campanha seguirá a mesma diretriz.

Quanto a Heloísa Helena, é a exceção.   Será difícil receber colaborações financeiras, sua estratégia envolverá fazer campanha em aeroportos, quer dizer, utilizando aviões de carreira e valendo-se da hospedagem na casa de correligionários. Isso  caso não venha a   aderir desde já, até por esses motivos,  à candidatura de Marina Silva, dedicando-se à eleição para o Senado por Alagoas.  Empreitada que exigirá modestos recursos, dada a pequena extensão territorial  de seu estado natal.

Onde não há falta

Nem passa pela cabeça dos principais líderes do MST lançar um candidato próprio à sucessão do presidente Lula. João Pedro Stédile prefere permanecer à sombra, sabendo que só por milagre  sua candidatura empolgaria a maioria do eleitorado. Mas, se por hipótese inviável,  os sem-terra decidissem concorrer, recursos não faltariam. Levantamento da bancada ruralista revela que nos últimos cinco anos o MST recebeu 115 milhões de reais, através de entidades ligadas e ONGs simpáticas.

Ressurge um perigo

Volta a ganhar as  cogitações do Congresso a tese da coincidência de mandatos. A discussão é cíclica. Quando o eleitorado votava num dia só para presidente da República, governador, senador, deputado federal, deputado estadual, prefeito e vereador, não raro se ouviam reclamações. Argumentava-se que o eleitor não estava preparado para suportar tamanha carga de decisões frente às ainda experimentais e raras  maquininhas de votar. Mesmo pronunciando-se em cédulas, as eleições não atrasavam.   E facilitavam a vida de cada um,  levando o cidadão ás urnas apenas de quatro em quatro anos.

Ainda assim, surgiu a supressão das  eleições municipais do conjunto, porque “quanto mais o eleitor votasse, mais aprenderia e melhor votaria”. Esse princípio foi confirmado na Constituição de 1988 e persiste até hoje, mas, não apenas por razões doutrinárias já se pensa em voltar ao sistema anterior; por que não fazer  coincidir todos os votos num único dia?

Só que tem azeitona nessa empada.Do que muita gente cogita,  na Câmara e no Senado, é de estabelecer a coincidência de mandatos em 2012, quando terminam os períodos dos atuais prefeitos e vereadores.  Interrompê-los seria uma violência, um ato anti-democrático. Então…

Então, para se promover logo essa mudança considerada necessária, por que não prorrogar por dois anos os mandatos federais e estaduais? Docemente constrangidos, deputados e senadores aceitariam.  Apenas eles? Por que não os governadores, os deputados estaduais e…   E até ele, ainda mais quando a candidatura Dilma Rousseff não anda bem de prognósticos nem de pesquisas. Mais dois anos para todos seria bom até mesmo para os governadores de São Paulo e de Minas Gerais.

Para quem alega o impedimento constitucional de mudança nas regras do jogo no período de um ano anterior a qualquer eleição, vai um alerta: não se trata de reformar as instituições antes de eleições, mas de adiar  eleições…

É bom tomar cuidado, porque a desfaçatez humana não tem limites.

Do Senhor do Bonfim ao Círio de Nazaré

Dona Dilma parece não  perder tempo. Desde  ontem na Bahia,  vai hoje à igreja do Senhor do Bonfim, amanhã  percorre o interior do estado e domingo, em Belém, participará da procissão do Círio de Nazaré. Encontrou-se, esta semana, com líderes e bancadas do PDT e do PT, recebendo também um grupo de mulheres parlamentares. Acompanhou de longe a reunião da cúpula do PMDB que sinalizou o rápido engajamento do partido em sua candidatura e nos intervalos examinou documentos do pré-sal. Como para o Norte e o Nordeste viajou no avião do presidente Lula, aproveitou para discutir com ele a situação em alguns estados onde o PT e os aliados não se acertam. Teve tempo para mais uma entrevista, desta vez a uma revista semanal e ainda fez sua caminhada matinal, em Brasília e Salvador, como fará na capital do Pará. Breve vai receber um conselho: “devagar, senhora, que mesmo sem ser de barro, o santo não é de ferro…”

A Bovespa continua subindo, o dólar continua caindo

De meio dia, alta de 0,77% em 63 mil pontos. 5 horas depois no fechamento, mais 1,79% em 63 mil 759 pontos. Dobrou o índice, não aumentou muito o volume.

Como tenho registrado, a alta corresponde à mesma que aconteceu depois da “quebra” de 1929. Só que agora, nos mais poderosos países, fingiram que “estatizavam” o capitalismo.

Tudo farsa, investidores perdendo antes e agora. Anunciaram volume de mais de 6 bilhões, juntando os bancos, (Bradesco, Itaú e Santander) que podem subir à vontade, os acionistas não são beneficiados.

O dólar cada vez em queda maior, fechamento de hoje em 1,73 o menor valor desde que foi criado o Real e houve a EXPLOSÃO das moedas em 20 janeiro em 20 de janeiro de 1999. Chegou a 4 REAIS por DÓLAR, e os JUROS DA DÍVIDA INTERNA chegaram a mais de 44 por cento. CRIME DE LESA PÁTRIA.

Mario Sergio, treinador mais intelectualizado

É o que se expressa melhor, com jogadores e jornalistas. Começou com vitória no Internacional. Quando era comentarista, criou a expressão que todos repetem: “Estão deixando o adversário GOSTAR DO JOGO”.

Bovespa passa dos 63 mil pontos

Por volta de meio-dia, o índice chegava a esse número, cravado. Não significava nada, apenas jogatina. Com duas horas de jogatina, subia 0,89%, nenhuma surpresa. Vários informantes têm registrado aqui a tendência de alta.

Mas sempre deixo bem claro: isso não significa recuperação, ainda se passarão anos antes que isso aconteça.

Volume pequeno, dólar estável em 1,74. Faltam cinco horas, podem “avariar” o mercado.

Era contra a reeeleição, mudou inteiramente de lado

Uma semana antes da posse, José Roberto Arruda, almoçando no Rio com o repórter, garantiu: “Sou contra a reeleição, ficarei um mandato, voltarei para o Senado”.

Como faço sempre, perguntei se podia publicar. Resposta do governador eleito: “Pode. É a minha convicção”. Agora se lança ostensivamente, quer ser reeeleito.

Ponto favorável

Único ponto favorável da decisão de Arruda: derrotará facilmente o ex-Roriz. Este se elegeu senador, ficou menos de 1 ano dos 8 do mandato, foi cassado. Não devia nem ser registrado.

Autênticas, textuais e entre aspas

Do senador Osmar Dias, fortíssimo candidato a governador do Paraná: “Apoiei sempre o MST nas suas lutas e reivindicações pela reforma agrária. Mas essa destruição de fazendas que produzem e usam as terras positivamente, não tem o meu apoio”.

Há muito escrevo sobre a ausência de reforma agrária num país de 8 milhões e 500 mil quilômetros quadrados. Por causa disso, jamais combati o MST. Mas a destruição pela destruição, é mais do que reivindicação, apenas apropriação. O MST gastou em poucos dias o capital moral que acumulou durante anos. E por que os governos não realizam a reforma agrária que é apoiada até por muitos senhores de terra?

Do grande lutador e combatente invencível pelo Meio Ambiente, Silvestre Gorgulho, em manchete poética, da sua Folha do Meio Ambiente: “Ausência de Flores e Gastos”. Está tudo aí, muito simples e simplificado.

Editorial da revista Brasília em Dia: “É por isso que os ditadores de plantão conspiram tanto contra uma imprensa livre”. E sempre com apoio da ANJ, sigla que não tem nada a ver com imprensa livre e sim com jornalões cada vez mais ricos e embasbacados, que palavra, com a riqueza.

Primeira de O Globo: “Eduardo Paes RECUA na licitação do carnaval”. Estranhíssimo. O prefeito ia retirar a licitação do comando dos bicheiros e contraventores, mudou de idéia. Por quê? Não é tão difícil entender.

A Itália CASSA Berlusconi

O maior corrupto do país e do mundo, está caminhando para o ostracismo. E quase seguramente OSTRACISMO SEM LIBERDADE.

12 anos de impunidade

Processado por corrupção (E DAS GRANDES), manteve a ação sem ser julgada, exatamente por 12 anos. Prescreveu (qual a surpresa?), o juiz mandou arquivar e liberar Berlusconi. Agora, foi a Suprema Corte que declarou: “Berlusconi pode ser processado por corrupção, NÃO TEM IMUNIDADE”.

Nuzman e a prorrogação

Como pelo regulamento do COI, (Comitê Olímpico Internacional) tem que se aposentar com 70 anos, (já está com 67) trabalha desesperadamente para continuar. Ninguém irá apoiá-lo. Para quem jamais trabalhou na vida, será inédito e “incompreensível”.

Eleição em Tocantins

Com o governador e o vice, CASSADOS, assumiu o presidente da Assembléia. Muito bem. Mas agora, esse personagem quer ser eleito INDIRETAMENTE. Absurdo. Faltam 15 meses, a eleição deveria ser DIRETA.

Que democracia é essa que pretende equiparar e comparar governadores com suplentes de senadores? Sem votos, sem povo, sem urna?

Cabral tenta se apoiar no prefeito

O futuro de Eduardo Paes está definido: ficará no cargo até 2017, naturalmente se for reeleito em 2012. Por causa disso, o governador não larga o prefeito do Rio, tentando se garantir.

O Corinthians não ganha do rebaixado Flunimed

Seis rodadas sem vencer. Empatou com dificuldade enorme. E o Sport perde até para o Santos que não ganha de ninguém.

Série B

Flunimed e Sport já eliminados desde a 15ª e 18º rodada, esperam outros dois. Que devem ser Botafogo, Santo André e Náutico, ainda não aritmeticamente definidos. Coritiba e Atlético Paraná melhoraram muito.

Injustiça contra o Flamengo

Duas faltas que não existiram, tiraram mais uma vitória do time de Andrade. Um corner que não houve e uma falta também não, se transformaram em dois gols. Ainda bem que o Flamengo ainda empatou.

O sensato prefeito de Caracas, anti-Chávez

Veio ao Brasil e confundiu muita gente. Qual a razão? Defendeu que a Venezuela deve participar do Mercosul, “por causa de Chávez”. Perguntaram: mas ele não é o líder da oposição ao tumultuado ditador?

Não podem isolar Chávez”

E mostrando sua legítima condição de oposicionista, explicou: “Não podem tirar Chávez de todos os órgãos, é isso que ele quer. Entrando para o Mercosul, Chávez terá seus gestos e suas ações, vigiadas e denunciadas”. Perplexidade mas compreensão.

31 anos depois, outro decisivo Argentina-Peru

Copa do Mundo de 1978. A mais sangrenta ditadura da América do Sul. A Argentina precisava vencer de goleada para eliminar o Brasil e se classificar. Os generais providenciaram a providencial vantagem no limite necessário.

Videla, o general torturador

Depois de amanhã, sábado, ainda vivo mais não suficientemente punido, o general poderá assistir e se lembrar do que aconteceu. Novamente seu país precisa da vitória. Só que ele não manda mais nada. E Maradona, se salvará?