A Bovespa, Filial repetindo diariamente os Índices da Matriz

Só não abandono estas observações sobre o “mercado” para não deixar o assunto inteiramente dominado pelas mentiras e “menas” verdades dos jornalões, rádios e televisões.

No momento, 13 horas (3 horas de jogatina) já passou por três fases. Alta na primeira hora, baixa na segunda, e agora na terceira, novamente alta. Até o fechamento, 4 horas imprevisíveis.

Alta de 0,36% em 61.480 pontos. Volume de 1 BILHÃO e 800 MILHÕES, o que chegará aos limites de 4 BILHÕES habituais.

O dólar em menos 0,80%, pela primeira vez este ano chegou a 1,77.

O Ministro Helio Costa e a predileção pelo número 500

Quer ser governador de Minas, já foi derrotado. Agora tem que explicar ao povo de Minas e do Brasil. 1- Por que está com um processo do qual a maior interessada é a Organização Globo, sua empregadora? Não despacha nem sai de cima. Já se passaram 500 dias.

E a indenização a um amigo?

Nesse caso o prejuízo foi de 500 milhões para o cidadão. Um camarada do Ministro, dono de uma firma com capital de 1 mil reais, pretendia receber 1 BILHÃO do ministério. Ninguém sabia a razão, não havia determinação judicial, mas amigo é amigo, Helio Costa negociou com ele, pagou 500 MILHÕES. E não se fala mais nisso. (Exclusiva)

Dois dias para a Olimpíada

Sexta-feira, depois de amanhã, o mundo saberá o local da Olimpíada de 2016. O Rio perdeu em 2004 e 2012, por excesso de incompetência, vejam quem patrocinava o Rio. Era impossível ganhar.

Delírio de vaidades

O que aconteceu nas duas oportunidades, se repete na terceira. Temos mais chances, não só pelas condições do Rio, mas pelo fato da América do Sul e Central jamais terem sediado uma Olimpíada.

Vencer ou vencer

A frase é do presidente Horta, quando comandava o Fluminense e revitalizou o clube. (Antes dele ser Flunimed e já rebaixado). Só que o Rio, o Brasil e as Américas estão revoltadas com a exibição de tanta gente, que só pensa em aparecer, não liga para a coletividade.

PAC: irregularidades regulares

Com preços majorados, sem limitações, sem que os responsáveis (?) saibam nem de longe quanto custa (ou vai custar) cada obra, o TCU, órgão máximo de fiscalização, fulminou e mandou paralisar 41 obras. O que o tribunal podia fazer?

A “candidata” presidencial não gostou, protestou

Dona Dilma, imediatamente veio a público e afirmou: “Se as obras pararem, o preço vai aumentar”. Inacreditável que a Chefe da Casa Civil faça declaração como essa. E ainda mais, acreditando que é mesmo candidata à sucessão (?) de Lula.

O que fazer?

Lógico, Dona Dilma, chamada “mãe do PAC”, (o ditador Getulio Vargas era o pai dos pobres, apesar de governar, perdão, “ditatorializar” para os ricos) podia ter providenciado, para que os preços não tivessem majoração absurda.

Revelações. 1- O golpe contra JK em 11 de novembro de 1955. 2- A tentativa de cassação de Lacerda. 3- Seu asilo na embaixada de Cuba. 4- A viagem no Tamandaré. 5- Idéia de um governo paralelo em São Paulo. 6- Mudança da capital. 7- Lacerda governador com 29% dos votos

É bom conversar com você sobre história e fatos, Antonio Santos Aquino. Teu conhecimento é enorme, nossas visões bastante semelhantes, embora tenhamos vivido distante, não no tempo mas nas fontes e raízes.

Em 11 de novembro de 1955, existiram dois golpes (como sempre) e não apenas um. O golpe para dar posse a Juscelino, que vencera a eleição,e outro para não dar posse a ele, alegando que não obtivera maioria absoluta, que a Constituição não exigia.

O marechal Lott dormia profundamente, não sabia de nada. Por volta de meia noite, acordou para ir ao banheiro, viu luz acesa na casa do marechal Denys, achou estranho foi ver o que era.

(Antes da mudança da capital, o Ministro da Guerra e o Comandante do 1º Exército, tinham casa oficial uma ao lado da outra. Ficavam entre o tradicionalíssimo Colégio Militar e o local onde foi construído o Maracanã. Este, nos terrenos do Derby Clube, que em 1932, presidido pelo ex-prefeito Paulo de Frontin, fez fusão com o Jóquei Clube. Surgiu então o Hipódromo da Gávea, protesto gerais, ninguém sabia onde ficava a Gávea).

Tentavam garantir a posse de Juscelino. Quem coordenava tudo eram os coronéis irmãos gêmeos, José Alberto  Bitencourth e Alexinio Bitencourth. Competentíssimos, mas como coronéis não podiam ser citados acima de generais. (Você, Aquino conhece muito bem essa nossa formação militar, coronel é coronel, general é general, estamos conversados).

Naquele momento minha posição como observador, era privilegiada.  Em setembro de 1954, já candidato a presidente (apesar do medo do seu próprio partido, o PSD) embora ainda governador de Minas, me convidou para dirigir a comunicação de sua candidatura. Me disse logo: “Helio, tenho que te dizer, não há dinheiro para coisa alguma”.

Aceitei logo, acho que pelo fato dele dizer que não havia dinheiro, e a grande vantagem, passar 1 ano conhecendo o Brasil diariamente. Muito amigo de Carlos Lacerda, considerei que devia comunicar o fato a ele. Não só pela amizade mas também porque ele já apoiava o general Juarez Távora, (Chefe da Casa Militar de Café Filho) que seria o candidato oficial.

Lacerda se levantou e me disse, até com veemência: “Você não pode aceitar, Helio, isso é inacreditável”. Respondi: “Já aceitei, Carlos, e considero que esta é a última oportunidade de evitarmos uma nova ditadura. Já tivemos uma de 15 anos, não podemos nos arriscar”.

Não nos falamos mais durante toda a campanha eleitoral. Portanto as informações sobre Lacerda não vinham dele. Nesse final de 54 e durante todo o ano de 1955, não tivemos o menor contato.

Tudo se resolveu no mesmo dia, 11 de novembro de 1955. Começou tarde, acabou às 6 horas da manhã do dia seguinte. Não havia ninguém para ordenar o ASILO de Carlos Lacerda e ele também não tinha o mínimo de condições para se EXILAR, se considerava vitorioso.

Não existia Poder algum, nem antes do 11 de novembro nem até 31 de janeiro de 1956, posse de Juscelino. Café Filho, que era vice, foi para o hospital. Segundo a ordem estabelecida pela Constituição assumiu o presidente da Câmara, Carlos Luz, que só ficou 1 dia, embarcou no Tamandaré. (O presidente então passou a ser Flores da Cunha, vice presidente da Câmara, não tiveram tempo, nem vontade de acordar o presidente do Supremo)

Agora o Tamandaré. Lacerda não se refugiou nele, fazia parte do golpe. Além de Lacerda, embarcaram: o presidente (nominal) Carlos Luz, Ministro da Marinha, Amorim do vale, Ministro da Aeronáutica, Eduardo Gomes, o Comandante da Esquadra, Pena Botto, militares e civis de projeção. Foram para São Paulo, Carlos Luz, os Ministros da Marinha e da Aeronáutica e mais Carlos Lacerda, imediatamente recebidos pelo governador Jânio Quadros.

Foi Lacerda que falou, já estava estabelecido o que iria dizer. Na verdade não disse, apenas pediu: “Governador, queremos seu apoio para formar um governo paralelo, é a forma de evitar uma guerra civil”. Nada deixa Jânio perplexo, aquilo era inacreditável, mas não demonstrou.

Espertíssimo, sentiu logo que não estavam brincando, era um presidente em exercício, ministros da Marinha e da Aeronáutica, iria “sobrar” para ele. Jânio sabia que seria presidente da República em 1960, conversou com eles “docemente”, convenceu-os, foi um alívio. (Para ele).

Carlos Lacerda ficou com medo mesmo foi depois da posse de Juscelino, aí havia Poder. Vieram os episódios militares de Aragarças e Jacareacanga, Lacerda, em 1956, resolveu ir para a embaixada de Cuba. (Era o segundo “governo” Batista, o primeiro como sargento, o de agora como marechalíssimo).

Como Lacerda era deputado e não estava presente, convenceram Juscelino que devia cassar o jornalista, ele teria que ir para o exterior. Prepararam tudo, mas como o voto era secreto, não conseguiram os dois terços exigidos pela Constituição de 1946.

Lacerda estava na embaixada de Cuba, uma casa normal, pequena, na Avenida Copacabana quase esquina de Miguel Lemos. Lacerda provocaria um drama familiar. O embaixador era extraordinário admirador de Lacerda. Sua mulher odiava Lacerda, nem descia para as refeições. Como se tornara público que o presidente Juscelino decidira abandonar Lacerda, apenas lhe tirara a televisão, e como o constrangimento não podia ser maior, Lacerda resolveu deixar a embaixada de Cuba e voltou para a Câmara.

Em 1958 foi reeleito, mas em 1960 Juscelino dava ao adversário e inimigo, um grande presente: com a mudança da capital, houve eleição para governador, Lacerda foi eleito com 29 por cento dos votos. Sem a maioria absoluta que ele exigira de Juscelino. Essa eleição mudou o destino e até a interpretação que muitos faziam de Lacerda.

* * *

PS- É preciso sempre esclarecer a história. Lacerda lutou contra a posse de Vargas por ter obtido apenas 43 por cento dos votos, a Constituição não exigia maioria absoluta. O mesmo sobre JK que teve só 36 por cento, Lacerda bem abaixo.

PS2- Juscelino e Lacerda passaram a vida se hostilizando. Juscelino mudou para a capital, Lacerda que era glorificado como orador e panfletário (que não é negativo) lembrado até hoje como o maior governador do Estado. Igual a Pedro Ernesto, o primeiro prefeito eleito do Rio

Um mordomo em Brasília

Carlos Chagas

A História Real,  raras vezes   escrita,  pertence aos homens simples. Àqueles  que  participaram anonimamente dos grandes episódios da aventura humana, sejam  crises, convulsões,  sacrifícios, conquistas  e  vitórias. Epopéias, também. São, os homens simples, aqueles  que melhor testemunham e  definem o que aconteceu, porque os fatos  históricos  por eles  assistidos  representam   uma pequena  parte do todo  onde transcorre  sua existência.  Fatos  de grande expressão política, social, econômica e administrativa  mesclam-se ao dia-a-dia da rotina do cidadão comum.  Por isso,  são  lembrados como realmente aconteceram, numa  dimensão despojada  das fantasias com que as grandes figuras costumam condecorar-se, sempre que se dedicam a biografias ou a relatar o que raramente viram.

Sua Excelência, O Anônimo, torna-se  o cronista  principal da História, seja  por   julgar-se secundário,  seja por  transmitir sem interesses pessoais ou ideológicos o que realmente se passou diante de seus olhos.

José Dutra Ferreira  é um desses fenômenos raros de quem se dispôs, estimulado pela jornalista Rosalba Ribeiro da Matta Machado, a desfiar sua vida de mordomo de palácios e de residências oficiais, convivendo com ícones e com nulidades durante largo período da República brasileira. Dá importância  a golpes e a  conspirações que assistiu desenvolverem-se  tanto quanto  ao nascimento de filhos e  a mudança de residências na recém-criada nova capital do país.

Apresentações e prefácios costumam ser obstáculos com  que o leitor se depara antes de chegar à sua própria análise das narrativas. Deveriam  ser banidos da prática editorial, se os editores tivessem um pouco  mais de bom-senso.

De qualquer forma, à maneira de um canapé mal-requentado servido  antes de lauta refeição, recomendo atenção a fundamentais e significativas revelações de José Dutra Ferreira neste “Um Mordomo em Brasília”.

Poderão  mudar a interpretação da História, como por exemplo o anúncio que Jânio Quadros fez à sua mãe, no palácio da Alvorada,  em plena mesa de almoço, que iria renunciar  à presidência da República. Porque a comunicação  aconteceu no dia 13 de agosto de 1961, quando até agora se tem como certa a  versão de que o singular presidente decidiu-se deixar o  poder apenas a 24 daquele mês, um dia  antes do tresloucado gesto que intentava a decretação de uma ditadura.

Mil  depoimentos dão conta até hoje de que Carlos Lacerda foi convidado por Jânio Quadros para hospedar-se no palácio da Alvorada e, depois de instalar-se, teve sua mala deixada na guarita e um recado para que fosse hospedar-se num hotel. Dutra contesta, relatando que ao  saber que Lacerda estava no portão, o presidente teve um acesso de raiva, gritando “Não! Não e não!”

Para a frente e  para trás, as revelações surgem polêmicas.  Alguém  soube, até agora,  que em 1955 o  então chefe da campanha de Juscelino Kubitschek à presidência da República, Tancredo Neves, teve seu quarto de hotel em São Paulo violado por parafernálias eletrônicas destinadas a gravar suas conversas  particulares e telefônicas? E quem mandou gravar, senão o governador paulista, Jânio Quadros?

Como tinha sido  Dutra a  perceber e a informar  a espionagem, Tancredo travestiu-se de “007” e marcou um encontro com ele na porta dos fundos do hotel Othon, de onde foram para um restaurante, de táxi, com ordens do político mineiro para que nada conversassem enquanto não chegassem ao destino. Lá, Dutra recomendou a Tancredo para que,  quando voltasse,   olhar debaixo da mesinha do telefone, onde se encontravam fios desnecessários.  Comprovado o grampo, o futuro presidente da República só conversava sobre futebol, quando em seus aposentos, nos dias em que permaneceu em São Paulo.

Fica esclarecido  que a Granja do Ipê, residência de ministros, teve seu nome tirado não da tradicional e florida rainha de nossa flora, mas das iniciais “I.P.” que definiam a residência de Israel Pinheiro. Até hoje não se encontra um ipê na granja.

É inédita a explicação de Juscelino sobre porque chorou durante a missa de inauguração da nova capital: “Somente naquele momento tomei plena  consciência de que inaugurávamos Brasília…”

Na sua última refeição no palácio da Alvorada, JK exortou seus convidados a não pouparem a comida, dizendo: “Avança,  macacada, porque o Jânio vem aí…”

Outro testemunho de quem estava lá e não pode ser desmentido por milhares de  versões é de que jamais serviu uísque ao então presidente Jânio Quadros,  que não  tomava aguardente e limitava-se a uma pequena garrafa de cerveja, nas refeições.  Dona Eloá, a primeira-dama,  proibiu que se servissem dois tipos de carne no almoço e  no  jantar, por razões de economia. E doze dias antes da renúncia do marido, mandou fechar os escritórios da Legião Brasileira de Assistência, que dirigia, trancando tudo.

Quantos saberão  que logo após Jânio Quadros deixar o Alvorada, com a renúncia, um grupo de coronéis e majores do Exército ocupou a residência oficial, cortando os cabos telefônicos e mantendo os funcionários presos e incomunicáveis por três dias, dizendo um dos oficiais que não era para preocuparem-se, porque em cinco ou dez dias Jânio voltaria…

A permanência de João Goulart no poder  destacou-se pelos sucessivos pedidos de  água fervente, de dia e de noite, para o chimarrão com seus hospedes e visitantes.

Ainda sobre o novo presidente, a revelação de que seus funcionários ficavam na maior parte dos dias sem saber onde ele iria dormir, se no Alvorada, na Granja do Torto ou em lugar incerto e  não sabido, “porque ficamos sabendo que um grupo de militares o vigiava dia e noite e tínhamos a impressão de que ele mudava de lugar para sentir-se mais à vontade”…

Fantástica é a história de que um oficial do  exército invadiu o Alvorada, imobilizou a guarda e os funcionários e, percebendo que Jango não se encontrava lá, mandou vir um carro oficial para leva-lo à Granja do Torto, gritando que precisava ir lá para matar o presidente João Goulart! Dutra conseguiu telefonar para Evandro Lins e Silva, chefe da Casa Civil, que mandou a polícia prender  o suposto  assassino quando chegava à residência presidencial alternativa.

No período inicial do golpe militar, o mordomo foi servir ao chefe da Casa Civil, Luiz Viana Filho, na Granja do Ipê, mas antes de deixar o Alvorada conta que homens de preto viviam interferindo nos serviços mais rotineiros junto ao presidente Castello Branco.

E mais uma infinidade de revelações que não vamos poupar o leitor de colhe-las em primeira mão. Em suma, episódios desconhecidos da História Real que agora se inserem na História Formal.

Tempo na TV, complicador para Ciro e Marina

Pedro do Coutto

Na edição de 28 de setembro de O Estado de São Paulo, a repórter Cristiane Samarco revela que Ciro Gomes pretende convidar o ministro Carlos Lupi para ser candidato a vice presidente em sua chapa, visando com isso ampliar o tempo a que tem direito o PSB nos horários de propaganda gratuita da Justiça Eleitoral. Carlos Lupi, claro, titular do trabalho, portanto integrante do governo, só poderá decidir tal rumo depois de consultar o presidente Lula. Afinal de contas, pertence ao PDT e o Partido Democrático Trabalhista faz parte da base aliada. Entretanto, a matéria conduz o debate a um aspecto essencial, sobretudo nos dias de hoje em que a comunicação de massa adquire caráter essencial nas campanhas políticas. Trata-se do tempo que cabe a cada partido ou coligação nos horários de propaganda política. Gratuita, aliás, a única admitida pela Lei Eleitoral. É importante observar-se o que diz a lei 9504 de setembro de 97. Os horários de propaganda, de acordo com o parágrafo 2º do artigo 47, são estabelecidos com base em três pontos.

Primeiro: um terço da quase meia hora diária dividido em partes iguais pelos partidos que apresentarem candidatos à presidência.

Segundo: dois terços distribuídos de acordo com a proporcionalidade das bancadas na Câmara Federal.

Terceiro: divisão em partes iguais do tempo que caberia aos partidos que resolverem não apresentar candidatos.

Para se ter uma idéia, são 25 minutos diários à tarde e à noite. Vantagem enorme para o PT, PMDB e PSDB, vindo o DEM logo atrás.Espaço muito pequeno para o Partido Socialista Brasileiro. Teria um minuto e dez segundos, quatro por cento do total. Muito pouco. Daí a necessidade de Ciro formar alianças para romper o teto extremamente baixo. Mas com que partidos? Com os que estão com José Serra e com Dilma Roussef não será possível. Tampouco com o PPS de Roberto Freire, ao qual se filiou o ex presidente Itamar Franco. Torna-se difícil o caminho de Ciro.

Sua luta em tentar ultrapassar a chefe da Casa Civil e rumar para um segundo turno fica extremamente dificultada. Não é possível, pois toda a campanha depende do desempenho do candidato. Mas isso em condições de equilíbrio e divisão aproximada de espaços. Não é o caso. O problema de Ciro estende-se à senadora Marina Silva, pelo PV. Fração igualmente muito reduzida. O problema de tempo não é apenas dos candidatos à presidência. Atinge os candidatos aos governos estaduais exatamente na mesma proporção. Se Fernando Gabeira, do Partido Verde, correligionário de Marina, obtivesse o apoio do PSDB, seria uma coisa. Mas com a candidatura da senadora pelo Acre não poderá apoiar José Serra, pois a lei impede este tipo de composição. Gabeira passará a ter espaço extremamente reduzido no Rio de Janeiro. Espaço bom terá o governador Sergio Cabral, que é do PMDB, ainda que o PT não o apóie nas urnas. Enfim, o destino das candidaturas depende muito da presença que puderem obter em suas campanhas. Mesmo que as mensagens sejam produzidas com elevada competência, o tempo de exposição influi sensivelmente.

É impossível que espaços amplos sejam mal utilizados. Esta é outra questão. Não se pode analisar hoje o que somente será produzido amanhã. Por isso, tem que se falar em tese, analisar sob o ângulo da teoria, não da prática. Milagres acontecem, pois o talento humano possui importância decisiva. Mas tem limites, uma vez que, no caso, não se trata de arte, da criação, mas sim dos períodos de exposição. Os tempos longos, às vezes, saturam. Este é outro caso. Mas para se avaliar bem a questão pergunte-se aos próprios candidatos se4 desejam possuir espaços amplos ou curtos na televisão.Ninguém vai preferir o mínimo.

Em 4 horas a Bovespa recuperou o prejuízo

Às 13 horas registrei aqui, duas coisas. 1- A queda de 0,83%. 2- A observação de profissionais corretos: “Até o fechamento vai recuperar”. E na verdade quando acabou estava em menos 0,1% que é tecnicamente estável. De 60 mil, 867 pontos para 61.235. Mas com um volume que não chegou a 4 BILHÕES, uma tristeza.

O dólar subiu 0,19% em 1,79.

Autênticas, textuais e entre aspas

De Celso Amorim, chanceler medíocre, (a reputação dele no Itamarati) tentando se defender: “Retirar os diplomatas brasileiros de Honduras, seria COVARDIA”. Nenhuma dúvida.

Mas permitir que Zelaya se HOSPEDASSE na embaixada sem ser CONVIDADO, BURRICE e das grandes. Não para ele.

Quanto a José Serra, para tentar faturar eleitoralmente: “O asilo a Zelaya pelo governo brasileiro foi uma tremenda trapalhada”. O governador de São Paulo só disse isso 15 dias depois, copiando a todos, insensatamente. Criatividade é isso.

Da Sujíssima Veja: “Berlusconi dá anistia financeira que pode beneficiar mafiosos, narcotraficantes e terroristas”. Ué, esqueceram de incluir entre os beneficiários, o próprio Berlusconi, o maior corrupto da Itália e do mundo?

Os jornalões estão se dividindo, desorientados. Estado de S Paulo: “EUA condenam Zelaya e criticam os que o ajudaram”. Nenhuma novidade.

O Globo totalmente em cima do muro: “Honduras cede e promete suspender estado de sítio”. Se o grande jornalista Irineu Marinho fosse vivo, diria: “Puxa, depois de 84 anos, o que fizeram do jornal que eu fundei?”

Folha, manipulada pela manipulável ANJ: “Golpista fecha rádio e TV em Honduras”. Nada sobre a liberdade dos cidadãos e o fechamento de supermercados.

Mão Santa expulso do PMDB

O senador mais popular, ficou sem legenda para tentar a reeleição. Na união PT-PMDB, o PT exigiu: “Para haver acordo é preciso negar legenda ao senador”.

Revelei isso há 2 meses, agora sua saída confirmou a notícia. (Exclusiva)

Roseana-Edison Lobão

Quem é que não sabia que os dois disputariam o governo do Maranhão? Além de serem do mesmo estado, têm a mesma linhagem de corrupção.

Ela é irmã de Fernando, (filhos de Sarney) acusadíssimo. Edison é pai de Edinho 30, é o máximo, não podia ser Edinho 40, ninguém pagaria. (Exclusiva)

Chicago 2016 ou 1929?

Quando falam na Olimpíada e quase impõem que não seja no Rio e sim em Chicago,por causa de Obama, lembramos logo das datas.

Que nome você lembraria?

Em 2016 Obama estará deixando o governo, não se sabe em que estágio de popularidade. Assumiu no auge na RENOVOLUÇÃO, não caminhou tanto, até retrocedeu. Com ele fora do governo, falando em Chicago, muitos se lembram de Lincoln eleito em 1860 e assassinado em 1865. Mas ninguém esquece mesmo é de Al Capone, que morreu na prisão. (Exclusiva)

Três horas de pregão, em baixa e sem movimento

Às 11 horas o Índice estava em alta de 0,25% em 61.479 pontos. Às 12, voltava, ficava rigorosamente estável. Às 13, quando coloco estas primeiras observações, já cai 0,83% em 60 mil 787 pontos. Mas me dizem, “é apenas um momento, vai se recuperar”. Pode ser e pode não ser, tudo é especulação, jogatina e falsificação, nada a ver com a recuperação da economia do mundo.

Em 3 horas volume de 1 BILHÃO e quase 300 MILHÕES, não é nem razoável. O dólar em 1,79 mais 0,25% o normal.

As três opções de Meirelles em 2010

Terá que deixar o Banco Central em 31 de Março do ano que vem. Como não quer ficar fora do jogo, nem presidir um banco ou uma siderúrgica, terá que escolher.

Governador, senador, vice presidente,
Ministro da Fazenda a partir de 2011

Para governador não tem legenda. Como se filiou ao PMDB, o candidato do partido é outro. Sobra o senado, são duas vagas, mesmo assim terá que se valer, na campanha, da VERBA OCULTA, o que não é problema.

Duas chances com Dona Dilma,
que não tem nenhuma chance

Pode ser vice de Dona Dilma, não aceitará, desperdício. Ela não é candidata, se por milagre tiver legenda, não terá votos. Se tivesse, Meirelles poderia ser Ministro da Fazenda, hierarquicamente acima do presidente do Banco Central. (Exclusiva)

Faltam 3 dias para a escolha da Olimpíada de 2016 no Rio. Lula, Obama, o Rei de Espanha, juntos?

Sexta-feira, bem cedo o Rio já estará como sede da Olimpíada de 2016. Nada mais justo, embora com essa posição, tenha que ficar ao lado de Ricardo Teixeira, Sérgio Cabral e outros insensíveis do esporte, aventureiros de todas as aventuras.

E depois da Olimpíada?

Ratifico todas as restrições ao DEPOIS da Olimpíada. Em relação ao Panamericano, disseram: “As instalações e construções ficarão para a comunidade”. Não ficou, ninguém cobrou.

Nem Lula sabia do abandono

Como o presidente gosta de esportes, o Canal esportivo ESPN, teve a boa idéia de entrevistá-lo. O presidente, ufanista e empolgado, exaltou “todo o equipamento que serve à coletividade, que se beneficiou”.

A perplexidade (inútil) de Lula

O presidente não acreditou no abandono, mas a equipe da ESPN, foi mostrando a ele construção por construção, tudo longe da coletividade. O presidente ficou sem saber o que dizer. Deve ter se informado, mas não tomou a menor providência. Como Zelaya, deve esperar um r-e-f-e-r-e-n-d-o.

Estão sendo “injustos” com Zelaya, ele não quer reeleição ininterrupta, pretendia apenas voltar ao Poder em 2014. Ué, a Constituição PROÍBE REEELEIÇÃO, mas permite nova eleição. Então qual a razão do R-E-F-E-R-E-N-D-O?

Essa questão de Honduras provavelmente não acabará em nenhum tribunal. Muito menos na OEA, ONU ou o famoso Tribunal de Haya. É tanta irresponsabilidade, tanta leviandade, tanta falta de credibilidade que não há tribunal que possa julgar qualquer coisa ou até mesmo saber o que há para julgar.

Minha satisfação é enorme, pela qualidade dos comentários recebidos. E não pelos elogios e sim pela participação. Na verdade, das centenas de comunicações que temos recebido, se formos colocar lado a lado, metade (talvez exata) é CONTRA Zelaya, metade a FAVOR de Zelaya.

E minha satisfação é total precisamente pela participação, não pela concordância ou discordância, e sim pela manifestação, pela reflexão, pela vontade de encontrar a solução. Os que ficam em silêncio, que logicamente têm opinião mas se escondem, não se manifestam, amanhã não poderão se queixar.

Paulo Solon, do alto da sua cultura, vivência, títulos e currículo, afirmou magnificamente: “Esse assunto de Honduras já está ficando cansativo”. É verdade, outros já têm dito o mesmo aqui, mudando as palavras, mas atingindo o mesmo tom de perplexidade.

Defensores de Zelaya têm dito, (não apenas aqui), nos mais diversos órgãos impressos ou não, mas como “descobriram” o fato à última hora não evitam a contradição e o conflito com eles mesmos.

Agora, a defesa das intenções de Zelaya se baseia no seguinte: “O presidente Zelaya não queria reeeleição, ele sabia que era proibida pela Constituição”.

E continuam numa “defesa” incompreensível: “Junto com a eleição do seu sucessor, Zelaya queria que o povo decidisse, através de REFERENDO, se poderia haver reeleição”. Confuso, razoável, inócuo, inútil e sem que ninguém entenda ou entendesse.

Pelo exposto, Zelaya daria posse ao presidente eleito, e se candidataria a um novo mandato no fim desse presidente eleito no mês que vem. Então para que o REFERENDO? Com o povo votando contra ou a favor dessa proposta, Zelaya poderia ser candidato novamente dentro de 4 ou 5 anos, pois o que a Constituição PROÍBE é a REEELEIÇÃO  ININTERRUPTA ,(royalties para Chávez que comanda o espetáculo, como Lula como simples coadjuvante) e não nova eleição com outro presidente no meio.

Então Zelaya está sendo injustiçado, ele não quer nenhuma REEELEIÇÃO, e sim outro mandato, depois daquele que será eleito em novembro?

Portanto os “defensores” de Zelaya precisam explicar o seguinte: para que eleição no mesmo dia de um novo presidente, e o REFERENDO que daria a Zelaya o direito que ele tem que voltar ao Poder, depois do mandato do próximo? Zelaya criou todo esse tumulto para CONQUISTAR O DIREITO QUE JÁ TEM? Inacreditável.

* * *

PS- Nos EUA os mandatos eram ININTERRUPTOS. Washington, Jefferson, Madison, Monroe e outros não quiseram o terceiro. Quando Roosevelt foi eleito 4 vezes, mudaram a Constituição, deixaram apenas 2 mandatos e mais nada. Eisenhower, Reagan Clinton, Bush, ficaram 8 anos, e têm que assistir os acontecimentos.

PS2- Nunca um embaixador dos EUA (na OEA) foi tão preciso, tão conciso, elucidativo e definitivo: “A volta de Zelaya a Honduras foi total I-R-R-E-S-P-O-N-S-A-B-I-L-I-D-A-D-E”. Estava falando de Chávez, Lula, Amorim e Marco Aurélio Garcia?

Pergunta inútil enquanto espero informação útil

Cirurgião acabou uma operação. Já na UTI, diz para o cliente: “Você está bem, por ora”. O operado deve vibrar de alegria ou consultar o relógio?

O comunicado médico sobre Dona Dilma,
não foi redigido por médicos

Levaram quase 4 horas para “aprontar” a oficialização a respeito da doença da Chefe da Casa Civil.

Apenas  uma linha

Lutaram com as palavras, para produzir a frase de 6 palavras: “Não tem qualquer evidência de linfoma”. O que gastaram de tempo e papel, realmente assombroso.

Desembargador do Rio transforma falsificação em ato de boa fé

À medida que se aproxima o julgamento, no Superior Tribunal de Justiça, do Recurso Especial no. 1046497-RJ,  dos antigos acionistas da ex-Rádio Televisão Paulista S/A, hoje, TV Globo de São Paulo, contra decisão do Tribunal de Justiça do Rio que julgou prescrita Ação Declaratória de Inexistência de Ato Jurídico, em face do Espólio de Roberto Marinho, herdeiros e Organizações Globo, acho oportuno republicar o artigo que escrevi há pouco mais de 2 anos sobre o controvertido acórdão. Atualíssimo…

“Há anos que percorre os caminhos demorados da Justiça, o processo dos antigos proprietários da Televisão Paulista S/A (hoje TV-Globo de São Paulo, responsável por mais de 50 por cento do faturamento da rede). Era (e é) ação declaratória movida contra a TV-Globo e o espólio de Roberto Marinho.

Inesperada e estarrecedoramente a Justiça do Estado do Rio julgou prescrita essa ação declaratória. O relator, da 14ª. Câmara Cível, desembargador Fernando Nascimento, cometeu equívoco primário no seu relatório. Textual: “Observe-se que os atos de aquisição da sociedade foram praticados nos idos de 1964 e 1975, sendo certo que o PRAZO PRESCRICIONAL para propor a demanda é de 20 anos. Se a ação INDENIZATÓRIA foi distribuída somente em 2001, PRESCRITO está o direito de ação do demandante”.

O teor do relatório é inacreditável. O relator, simplesmente confundiu AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE ATO JURÍDICO, proposta pelos herdeiros dos antigos donos da TV-Paulista, com AÇÃO ANULATÓRIA PARA INVALIDAR ATO JURÍDICO. Como um desembargador comete esse equívoco? E mais: misturou chiclete com banana e chamou o processo de “AÇÃO INDENIZATÓRIA”.

O mais grave é que os outros membros dessa 14ª. Câmara Cível, inadvertidamente, seguiram o relator. Assim foi redigido um acórdão, nulo de pleno direito, que pode até ser avaliado pelo Conselho de Justiça. Como qualquer advogado sabe, (até principiante), não existe PRESCRIÇÃO em “AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE ATO JURÍDICO”. A PRESCRIÇÃO só ocorreria (como ocorre de fato) em “AÇÃO ANULATÓRIA PARA INVALIDAR ATO JURÍDICO”.

O importante processo tem quase 4 mil folhas, e em nenhuma delas se fala em “AÇÃO ANULATÓRIA PARA INVALIDAR ATO JURÍDICO”. Nessas 4 mil folhas, provadas e comprovadas, inúmeras e até grotescas FALSIFICAÇÕES DE DOCUMENTOS, favorecendo o senhor Roberto Marinho. Com essa fraude COMPROVADA, Roberto Marinho se apossou de todo o patrimônio da antiga TV-Paulista, pagando 35 dólares. Isso mesmo, não é equívoco ou erro como o do desembargador Fernando Nascimento. 35 dólares por um patrimônio colossal.

Podem se passar mil anos, mas ninguém conseguirá transformar AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE ATO JURÍDICO, em qualquer outra coisa. Ou determinar sua PRESCRIÇÃO. Não existe tribunal superior no mundo, que possa aceitar, referendar ou coonestar esse tipo de PRESCRIÇÃO.

Num esforço colossal para justificar o voto inacreditável, o relator acabou por praticar a tentativa de se esconder num artigo do Código Civil, que justifica “ATOS DE BOA FÉ”. Alegou que o senhor Roberto Marinho havia COMPRADO A EMISSORA, SEM SABER QUE O VENDEDOR NÃO ERA PROPRIETÁRIO DAS AÇÕES”. Ha! Ha! Ha!

No entendimento do desembargador Fernando Nascimento, Roberto Marinho, ingenuamente(?), teria sido vítima de um golpista. Quem conheceu o senhor Roberto Marinho, e acompanhou sua trajetória empresarial, sabe que existe uma seta apontando exatamente para o lado oposto.

Perguntinha ingênua, inócua, mas utilíssima: como falar em compra de boa fé, em se tratando de Roberto Marinho? E as provas de falsificação de documentos? Faltou o relator dizer: “O senhor Roberto Marinho FALSIFICOU, SIM, MAS DE BOA FÉ”.

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PS- No recurso especial, que tem como relator o ministro João Otávio de Noronha, da 4ª. Turma, do Superior Tribunal de Justiça, os herdeiros dos antigos acionistas da TV-Paulista pedem que seja corrigido o “equívoco” e que seja julgado o pedido que está nos autos. Não o pedido que interessaria ao espólio de Roberto Marinho.

PS2- Creio que a verdade sobre a transferência do controle acionário da TV –Paulista (hoje, TV-Globo) para a família Marinho só aparecerá com a conclusão do filme-documentário do jornalista Carlos Newton, que tem  o sugestivo título, “O homem que enganou Roberto Marinho”.

A culpa do Cristo Redentor

Carlos Chagas

Com o  Lula  novamente no ar,  voando  para Copenhague, voltam-se as atenções para sexta-feira, quando na capital dinamarquesa o Comité Olímpico  Internacional decidirá onde se realização as Olimpíadas de 2016.  Não chega a caracterizar um inusitado a presença do presidente brasileiro na platéia onde estarão, além dos torcedores pelo Rio de Janeiro, os partidários de Chicago, Tóquio e Madri. Se o Obama não vai, nem o imperador do Japão ou sequer o rei da Espanha, problema deles. O nosso chefe encabeça forte delegação integrada pelo governador e o prefeito do Rio, o  Pelé, diversos artistas e atores, além de vencedores de medalhas de ouro nas últimas Olimpíadas.

A pergunta que se faz é delicada: e se o Rio perder? Terá valido à pena a presença do Lula? Ou a frustração será debitada ao Cristo Redentor, diante do qual reuniram-se no último domingo até o cardeal arcebispo do Rio, entre o governador e o prefeito, todos contritos rezando o Padre Nosso?

Discutir se a antiga capital estará preparada para abrigar a nata do atletismo mundial, mais milhares de jornalistas, turistas e curiosos é outro problema. Segurança pública, transportes coletivos, acomodações, facilidades de comunicação e outras necessidades precisarão  ser equacionadas nos próximos anos, caso a decisão de Copenhague nos favoreça. Singular,  mesmo,  é verificar  a movimentação nacional estabelecida em torno da competição esportiva, ainda que posicionada entre as maiores do planeta. Não se vê empenho igual de nossos governantes diante das questões  a merecer antecipadamente  cuidados maiores.  O combate à violência e à escalada do crime organizado, por exemplo, ironicamente atingindo o Rio com impacto invulgar. A carência nos meios de transporte,  onde os metrôs em nossas capitais perdem em número e em extensão para cidades que nem pensam sediar Olimpíadas. A reduzida oferta da rede hoteleira nacional e carioca, para não lembrar o alto preço e a deficiência   de nossos meios eletrônicos de comunicação.

Não seria preferível que antes de pleitearmos sediar a grande competição futura, tratássemos de oferecer as condições necessárias à sua realização? Porque só o banho de mar à disposição dos atletas vitoriosos, como se vangloria o presidente Lula, não basta. Pobre Cristo Redentor, caso o Brasil não conquiste a primazia olímpica. Vão jogar a culpa Nele…

Vão insistir em Requião?

A ministra Dilma Rousseff estará hoje em Curitiba para vistoriar obras do PAC e comparecer a outros eventos. Deve jantar com o governador Roberto Requião, buscando aparar arestas capazes de afastá-lo da sucessão presidencial, caso o palácio do Planalto insista em apoiar para o governo do Paraná um candidato por ele reprovado. No caso, o senador Osmar Dias. Há, no governo, quem imagine poder caçar e conquistar o governador com uma compensação: ele é do PMDB, partido ao qual será oferecida a vice-presidência na chapa do PT.

Deixaria Requião envolver-se pela perspectiva de ocupar o palácio do Jaburu no próximo mandato? Primeiro, seria bom que Dilma Rousseff crescesse nas pesquisas e demonstrasse condições de ir para o segundo turno das eleições do ano que vem. O governador dispõe de todas as chances de eleger-se para o Senado, que acentua  seu objetivo. Além do mais, não é  propriamente persona grata entre os dirigentes de seu partido, os mesmos que por duas vezes o garfaram quando apresentou-se para disputar a indicação para presidente da República. Três semanas atrás, jantando com o  Lula e com Dilma no palácio da Alvorada, Requião só não   deixou inconcluso o   cardápio, elogiando  o coelho “à caçadora” mandado preparar pelo anfitrião. Hoje, o  mesmo bicho será servido no palácio Iguaçu, mas pela caça…

Lambança igual nunca se viu

O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti,  deu prazo de dez dias para o Brasil decidir a situação jurídica do presidente deposto daquele país, Manoel Zelaya, hóspede em nossa embaixada em Tegucigalpa.  O presidente Lula declarou não aceitar ultimatos e nem reconhecer o governo golpista em exercício naquele país. O presidente Hugo Chavez, da Venezuela, responsável pelo ingresso de Zelaya em nossa embaixada, respalda retoricamente o Brasil, mas não põe sua embaixada à disposição do refugiado. Enquanto isso o presidente Barack Obama, dos Estados Unidos, cruza os braços e manda dizer que o presidente Lula precisa adotar um tom mais firme na condenação do programa nuclear do Irã.

O resultado é uma lambança dos diabos, daquelas que seriam cômicas se não fossem trágicas. Porque Honduras, para quem não sabe, importa menos no cenário mundial do que a reserva Raposa-Serra do Sol, com todo o respeito aos nossos índios…

Quarenta anos atrás

O Brasil vivia uma de suas piores crises institucionais, precisamente há  quarenta anos. O então presidente Costa e Silva havia sido acometido por um derrame cerebral, dias antes de reabrir o Congresso posto em recesso e considerar revogado o Ato Institucional número 5. O vice-presidente Pedro Aleixo, em vez de substituí-lo, foi preso pelos três ministros militares, que usurparam o poder. A reação dos oficiais-generais foi intensa, não  por se incomodarem com o golpe, mas porque imaginavam, quase todos, ocupar sozinhos as funções  de Costa e Silva. As discussões pareciam intermináveis quando, nesse meio tempo, a esquerda radical seqüestra o embaixador dos Estados Unidos no Brasil. Washington, sem know-how para seqüestros, obriga a Junta Militar a cumprir  todas as exigências dos sequestradores, entre elas a de mandar para o México vinte presos políticos e de obrigar Cid Moreira, no Jornal Nacional, a ler  um manifesto subversivo. No final, é escolhido o general Garrastazu Médici para presidir o país, considerando-se extintos os  mandatos dos presidente e vice-presidente. O AI-5 não foi revogado, mas reafirmado e utilizado ao infinito.

Quando a gente lembra esses episódios, quatro décadas depois, dá vontade de agradecer a Deus, porque nunca mais se repetiram…

Evasão de divisas, uma montanha de dólares

Pedro do Coutto

Reportagem de Fábio Zanini, Folha de São Paulo de 24  de setembro, revela que a Comissão de Finanças da Câmara aprovou o projeto do deputado José Mentor (PT-SP) que se destina a permitir o retorno ao Brasil de capitais ilegalmente enviados para o exterior. Nesse objetivo, concede anistia aos crimes de evasão de divisas e sonegação fiscal. O crime de narcotráfico não. Mas como distinguir uns dos outros? Indaga o ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel.

A pergunta é bastante sensível, mas a questão não é só esta. Em primeiro lugar o tema pode abranger três crimes ou mais, ao mesmo tempo. E também quem se exporia à Fazenda Nacional tornando-se senão réu, pelo menos confesso de uma ilegalidade? Inclusive, há sem dúvida, casos de crimes continuados. A evasão e a sonegação começaram num ponto, porém permanecem em outras etapas. O projeto é duplamente difícil. Dá margem a interpretações diversas. Fàbio Zanini estima que as remessas ilícitas de capitais brasileiros para fora do país possam atingir até 150 bilhões de dólares. Uma montanha de dinheiro. Corresponde praticamente a 20% do orçamento federal para este ano, de 1 trilhão e 523 bilhões de reais.

Além do mais, não se pode ver o total evadido somente pelo lado do montante. Quanto renderam, lá fora, as aplicações ao longo do tempo? Quanto o Imposto de Renda deixou de arrecadar? Perderam a saúde, a educação, a segurança, os transportes. Vale acentuar que boa parte de todo o dinheiro enviado fora da lei é produto da corrupção, tanto ativa quanto passiva. A corrupção é sempre um crime com  milhares, às vezes milhões de vítimas.Mas a força do dinheiro é um fato. Os diamantes são eternos.

Isso de um lado. De outro, a repórter Renata Veríssimo publicou matéria em O Estado de São Paulo também de 24/09 sobre o déficite operacional do INSS. Teria atingido 29,9 bilhões de reais de Janeiro a Agosto deste ano. Em primeiro lugar, quando a Previdência Social faz esta conta embute as aposentadorias e pensões dos servidores civis e militares federais no plano da Seguridade junto com os trabalhadores particulares. E não leva em conta a contribuição de 11%, sem limite, recolhida mensalmente pelos funcionários públicos.

Mas não é só isso. A lei fixando as diretrizes orçamentárias da União para 2010, sancionada pelo presidente Lula e publicada no D.O. de 13 de Agosto de 2009, revela na página 1333 que o INSS é credor de dívidas de empresas que, em Dezembro de 2008, atingiram 166,2 bilhões de reais. Esta dívida, apesar dos parcelamentos concedidos em até vinte anos, vem crescendo, segundo o Tribunal de Contas, 9% a/a, muito mais do que a inflação e do que a cobrança concretizada. Esta cobrança, no exercício passado, ficou apenas em 3,1 bilhões. Assim, o estoque do endividamento avança. O INSS não consegue cobrar o que lhe devem e tampouco pagar o que deve a centenas de milhares de segurados que contra ele venceram ações na Justiça Federal.

Temos, portanto, situações ilegais, no fundo convergentes. Evasão de divisas para fora. Sonegação para dentro. Pouca cobrança nos dois casos. A população brasileira, mais uma vez, como sempre, paga a conta. Recolhe os impostos e não obtem em troca os serviços com que deveria contar. Uma tragédia.

Autênticas, textuais e entre aspas

O mestre em educação, João Batista: “Julgo governadores e prefeitos pelo que pagam aos professores. Com raras exceções são salários AVILTANTES”. Aviltantes, mestre? É preciso uma outra palavra mais arrasadora.

Pelé, modestíssimo e humilde sobre a Olimpíada de 2016: “Chicago tem o presidente Obama, o Rio tem Lula e eu”. Pelé citou Lula, disse a amigos, que “falar no presidente dos EUA sem falar no brasileiro não seria uma boa”.

De qualquer maneira, mesmo que o regulamento não permita “propaganda oficial”, o que dizer a isto? Espanha e Japão mandem o Primeiro Ministro, além do Rei “por que não te calas”. E Brasil e EUA mandam nada mais do que os presidentes da República. Quem vai protestar?