Pazuello mentiu! Pfizer garantiu à embaixada que ressarciria Brasil se atrasasse vacinas

CPI da Pandemia

Embaixada confirma declaração do executivo da Pfizer

Wellington Hanna, Elisa Clavery e Filipe Matoso
TV Globo e G1 — Brasília

Documentos de posse da CPI da Covid e obtidos pela TV Globo mostram que a Pfizer informou à embaixada do Brasil nos Estados Unidos que ressarciria o país se atrasasse a entrega de doses da vacina contra a Covid.

A informação consta de um ofício da própria embaixada, enviado ao Ministério das Relações Exteriores em 27 de agosto do ano passado.

DISSE PAZUELLO – Em depoimento à CPI da Covid, no mês passado, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello disse que um dos motivos para o contrato com a empresa não ter sido assinado antes foi a falta de previsão de multa à Pfizer caso a farmacêutica atrasasse a entrega.

Representantes da Pfizer se reuniram em 27 de agosto com diplomatas brasileiros. Nesse encontro, a empresa ofereceu a reserva de 30 milhões de imunizantes ao Brasil, mas expressou receio de que poderia não garantir essa quantidade no futuro, caso o governo brasileiro não sinalizasse interesse.

“Os dirigentes da Pfizer frisaram a ausência de risco, uma vez que, segundo constaria da proposta de venda, a Pfizer se comprometeria a devolver ao governo brasileiro todo e qualquer pagamento antecipado, na hipótese em que a empresa não consiga honrar a obrigação de entregar a quantidade acordada da vacina”, afirma o documento da embaixada em Washington.

INVESTIGAÇÃO DA CPI – As recusas do governo federal em responder à Pfizer são objeto de investigação da CPI da Covid. A cúpula da comissão entende que o Brasil já teria vacinado uma parcela maior da população se tivesse fechado o contrato com a empresa ainda em 2020.

Outros documentos da CPI da Covid e obtidos pela TV Globo também mostram que, em julho do ano passado, o governo brasileiro foi informado pela Aliança Mundial para Vacinas e Imunização (Gavi) que seria ressarcido caso desistisse de comprar vacinas do Covax, consórcio internacional de vacinas. Mas o Brasil se recusou a comprar mais vacinas do Covax, mesmo com reembolso se desistisse, mostra documento

REDUZIU À METADE – Na ocasião, ainda não havia vacinas contra a Covid disponíveis no mundo. Mesmo assim, segundo os documentos, o Brasil optou por encomendar a quantidade mínima prevista pelo consórcio (para 10% da população). Primeiro, o país chegou a cogitar adquirir 20%, mas, depois, reduziu à metade, isto é, para 10%.

A informação do Itamaraty, enviada à CPI, consta de uma correspondência trocada entre o ministério e a embaixada do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU).

7 thoughts on “Pazuello mentiu! Pfizer garantiu à embaixada que ressarciria Brasil se atrasasse vacinas

  1. Quem sabe o que quer
    E se orgulha do que é
    Não se curva a um burro qualquer.
    Que isso fique bem patente,
    Até se o muar for o presidente!

  2. Bolsonaro é um canalha que agradece os generosos que o tacham de louco.
    Usufruindo do conceito de doido, ele ainda reforça, autovitimando-se, para tirar vantagem de inimputável, no julgamento popular.

  3. Janssen suspende envio de 3 milhões de doses de vacina contra a covid ao Brasil previsto para terça

    Ítalo Lo Re – Há 59 m

    Previsto para esta terça-feira, 15, o envio de 3 milhões de doses da vacina contra a covid-19 da Janssen, farmacêutica da Johnson & Johnson, foi suspenso. A entrega terá de ser reagendada, mas até o momento não há uma nova data definida, diz o Ministério da Saúde.

    Em nota, o ministério confirmou que a chegada ao Brasil das doses antecipadas da vacina contra covid-19 da Janssen ao Brasil não se dará mais no dia previsto. A data havia sido anunciada no sábado, 12, pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

    “A pasta aguarda confirmação da data por parte do laboratório, mas a expectativa é de que as doses cheguem ainda esta semana ao País em três remessas”, diz o ministério.

    O prazo de validade da vacina aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é de três meses, mas a agência reguladora brasileira analisa a possibilidade de ampliar para quatro meses e meio. A decisão de estender a validade foi aprovada pela agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA, sigla em inglês) na última quinta-feira, 10.

    Segundo informou Queiroga no sábado, as doses que chegarão ao Brasil têm validade até o dia 27 de junho e seriam distribuídas para as capitais por conta da logística. Com o adiamento, no entanto, é provável que a logística tenha que ser reajustada.

    Ao contrário dos outros imunizantes contra a covid-19 utilizados até então no Brasil, a vacina da Janssen é aplicada em dose única.

  4. “Pesadello” é mais um general de m….. desse desgoverno! Mentir para ele é quase nada. Família enriqueceu ilicitamente no Amazonas. Um gordo boçal! Outro vassalo!!!

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