PMDB é o maior Partido do Rio Grande do Sul, mas perdeu 9% dos eleitores

Políbio Braga

As equações usadas para indicar quais os partidos que se saíram melhor nas eleições municipais do RS não merecem confiança, porque os conjuntos de vitórias para prefeitos não permitem aferir a força de cada legenda, diante da existência de coligações poderosas, como as de Porto Alegre, nas quais a força dos aliados é até maior do que a do líder – e, no entanto, a soma dos votos vai somente para ele, nesse tipo deformado de cálculo.

Foi por isto que procuramos o professor Newton Braga Rosa, professor do Instituto de Informática da Ufrgs, que o ajudou a montar o quadro dos resultados apurados para cada vereador do Estado, visando demonstrar a votação de cada partido. Este cálculo fornece a verdadeira força de cada partido, porque o eleitor vota no candidato do Partido e não da coligação.

Neste caso, sobre os 6,1 milhão de votos válidos, os dez maiores foram: PMDB, 1,1 milhão, 18%/ PP, 989,8 mil, 16%/ PT, 921,4 mil, 15%/ PDT, 850,2 mil, 155%/ PTB, 584,5 mil,10%/ PSB, 363,9 mil, 6%/ PSDB, 356,1 mil, 6%/ PPS, 173,9 mil, 3%/ PCdoB, 156,4 mil, 3%/ DEM, 161,6 mil, 3%/ PRB, 94,5 mil, 2%.

Outros 17 Partidos fizeram votos. O 11º é o novato PSD, de Kassab, que fez 64,3 mil votos, praticamente empatado com PV. O discutido PSOL fez 53 mil votos. Em último lugar, com apenas 894 votos, surgiu o PCB.

Considerando-se que o eleitorado teve um crescimento de 6% entre 2008 e 2012, e cotejando uma eleição com a outra, já devidamente ajustados os números para aferir o avanço ou a perda real, eis os resultados:

1) Os que mais cresceram: PCdoB, 43%; PSB, 30%; PRB, 27%; PT, 6%; PDT, 2%

2) Os que mais perderam: DEM, 30%; PSDB, 24%; PMDB, 9%; PP, 4%; PPS, 4%; PTB, 3%.

É claro que avanços como os do PCdoB, PSB e PRB influem pouco sobre o futuro eleitoral, porque cada um deles tem fatia muito diminuta do eleitorado, o mesmo acontecendo com perdas de nanicos como DEM ou PPS. No pelotão de frente, as perdas de eleitores do PMDB, PP e PTB são significativas, como são expressivos os avanços do eleitorado do PT e do PDT, apesar dos efeitos do Mensalão.

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