Rede pede ao STF que obrigue Anvisa a aprovar uso emergencial da CoronaVac em 72h

Instituto Butantan pediu o registro de uso do fármaco na quinta, dia 7

Renato Souza
Correio Braziliense

Em uma ação protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF), a Rede Sustentabilidade pediu que a Corte dê prazo de 72 horas para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprove o uso emergencial da Coronavac. O imunizante está sendo desenvolvido pelo Instituto Butantan e pela chinesa Sinovac.

No pedido feito ao Supremo, a Rede direciona a solicitação ao ministro Ricardo Lewandowski, que tem decidido sobre outras demandas relacionadas à vacinação. Na  semana passada, Lewandowski proibiu o governo federal de confiscar agulhas e seringas compradas pelo governo de São Paulo. Os insumos são destinados ao uso na vacinação contra a covid-19.

PREDILEÇÃO – Na ação, a Rede afirma que, embora o Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tenham apresentado pedidos no mesmo dia para uso emergencial de diferentes vacinas, apenas o Butantan foi chamado a apresentar mais dados sobre os resultados dos testes. A sigla afirma que o governo federal “vem demonstrando aparente predileção ideológica em detrimento de decisões com embasamento científico”, o que poderia prejudicar a aprovação da vacina.

O documento também destaca uma lei que prevê que a avaliação para o uso emergencial de imunizantes deve ser de até três dias. A Anvisa estabeleceu prazo de até 10 dias para analisar os pedidos de aprovação das vacinas, mas destacou que eventuais pausas, como ocorreu no caso da Coronavac, podem atrasar o processo.

O partido também solicita que a Anvisa seja obrigada a informar os documentos que recebeu em ambos os processos e o estágio atual de análise, para garantir que não existem alterações procedimentais nas análises.

3 thoughts on “Rede pede ao STF que obrigue Anvisa a aprovar uso emergencial da CoronaVac em 72h

  1. Existem alguns “partidos”, que só vivem disso.
    Qualquer mudança de temperatura, entram no STF.
    A impressão que se tem é que seja um jeito de estar na vitrine, já que não têm nada a apresentar e acrescentar..

  2. Que coisa chata. Estamos todos a espera da vacina e caminhando dentro (em alguns lugares) dos protocolos de vigilância sanitária. O imunizante está sendo desenvolvido pelo Instituto Butantan e pela chinesa Sinovac, salienta do texto. Ou seja, não existe vacina aprovada e disponível. Esse REDE é mesmo uma piada. Como diz Carlos Newton em referência ao padre Quevedo: “isso não ecziste”. Como o partido ganha tudo que protocola no Supremo, tudo é possível. Mesmo que a decisão seja inexequível.

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