Se Bolsonaro fosse mesmo evangélico e temente a Deus, não teria tanto ódio no coração

Charge do Laerte (Folha de S. Paulo)

Roberto Nascimento

A excelente matéria da jornalista Maria Cristina Fernandes no Valor Econômico, publicada também na TI, é uma aula histórica. O jantar do presidente e ministros com empresários amigos em São Paulo, cujo anfitrião explora a área de Segurança Armada, demonstra que as ações do governo são puro marketing, fakes news montadas para enganar e manter sua claque unida para 2022.

 Aliás, Bolsonaro só pensa naquilo, ficar mais quatro anos. Para quê? Para nada de bom, somente flertar com o autoritarismo à moda 1964, destruir o meio ambiente através do terrível ministro Ricardo Sales, e fazer propaganda do Kit Covid como tratamento precoce, que autoridades médicas não recomendam, por ser ineficaz contra o vírus e ainda traz efeitos colaterais para o infectado.

ARMAS E REELEIÇÃO – A população está perdendo a batalha contra o vírus e o presidente não ajuda. Sua preocupação principal é liberar geral a compra de armas. Depois vem, o flerte com os políticos centristas e os pastores evangélicos para que guiem seus eleitores e fiéis nas urnas de 2022.

Um crente a Deus, um evangélico, não tem ódio no coração e se assim o fosse, já teria comprado vacinas para seu povo, desde setembro, quando a Pizer ofereceu as doses, que o Trump também negou, mas o Biden comprou. Hoje, quase 200 milhões de americanos serão vacinados e nós estamos engatinhando, com o negacionista ainda achando que não tem jeito, todo mundo vai pegar e precisamos ter coragem.

Mas é melhor ser maricas, do que ser contaminado e morrer.

PRIVATIZAÇÃO – De outro lado, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas Infraestrutura, babou de satisfação ao bater o martelo da privatização de 22 aeroportos, a preço de banana. Colocam o preço mínimo no chão, para alardear ágios altos e dizerem que o leilão foi um sucesso. Depois, os especialistas fazem a conta e descobrem que a venda do patrimônio público foi quase de graça.

Vamos e venhamos, são mesmo patriotas esses vendilhões do templo? Só querem saber de se livrar do que foi construído com suor e lágrimas, entregando a empresários que desejam tudo já prontos para lucrar. Por que esses abutres não constroem refinarias, metrôs, ferrovias, estradas, portos e aeroportos? Não, esperam o Estado investir, construir, depois trabalham para que as instalações sejam sucateadas, para, enfim, comprar baratinho, na bacia das almas.

Isso é Brasil, nesse novo governo militar. Por isso, a nação não decola e agora está retrocedendo, com Bolsonaro, Guedes, Braga, Ramos e companhia.

31 thoughts on “Se Bolsonaro fosse mesmo evangélico e temente a Deus, não teria tanto ódio no coração

  1. Só lembrando que Bolsonaro sempre foi assim. Nunca foi religioso. Nunca foi medianamente educado. Desde que ” foi saído” do exército foi truculento como marido. Aliado da milícia. Na campanha falou que não entendia nada de economia. Ganhou muitos votos fazendo a mímica da metralhadora.
    Conclusão: Não enganou ninguém. Quem votou nele sabia o que esperar dele.
    Não entendo pq a surpresa?

  2. Engana-se quem faz essa ressalva acerca de Jair Bolsonaro. Ele é sim: a encarnação mais fiel do dogma protestante, cuja cartilha e o Antigo Testamento. O fato de o Capitão ser um imperito nas suas ações, devido ao destempero incontido, isso irrita muito o segmento, onde ele se diz homiziado. Pois a doutrina é esta: lábios de mel; coração de fel. Ser diversionista em suas exibições; cruel e sutil nas perversões!
    Por outro lado, a comunidade evangélica só o cooptou e continua tolerando-o, porque ele representa um abre-alas, para rebocá-la a patamares que ela anseia galgá-los. Pois, para um grupo que vive de farsa, nada mais inconveniente do que um membro que “vomite” e externize a assência daquele túmulo caiado. No oculto reside o poder mágico do chamariz.

  3. Me chamou a atenção, neste domingo ensolarado de outono, a leitura de dois artigos no jornal O Globo: o primeiro do jornalista Artur Xexéu (As marcas da maldade) e o segundo do cineasta Cacá Diegues (A página seguinte).
    Lembrei então, dos meus velhos tempos, muito tempo atrás, lá pelos idos da década de 70, quando pegava o ônibus 484 (Olaria &Copacabana) e saltava no final da Avenida Rio Branco e ia a pé, para assistir no Museu de Arte Moderna, na famosa e lendária Cinemateca do MAN, aos filmes do Cinema Novo, os clássicos alemães, espanhóis, franceses e italianos, tudo de graça.
    Além de Luiz Bunel, com sua saga anti-burguesa (Fantasma da Liberdade, A Bela da Tarde, Veridiana e o Discreto Charme da Burguesia, impressionou-me os filmes de Glauber Rocha. Terra em Transe, Deus e o Diabo na Terra do Sol e o Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro. Quando li o comentário de Xexéu sobre a estúpida e injustificada morte brutal do menino Henry de 5 anos, sendo o maior suspeito preso, pela polícia, o vereador Jairinho com a cumplicidade da mãe Monique. Realmente está ali, o médico e o monstro. Na Câmara, um homem calmo, discreto e educado, líder no Legislativo Municipal nos governos de Eduardo Paes e de Marcelo Crivella, porém na relação com namoradas, enteados e os próprios filhos, um torturador de crianças, um pedófobo. O caso nos remete também, a pedofobia contra a menina Isabela Nardoni, jogada da janela pelo pai, após uma surra perpetrada pela namorada. Nesses casos, creio que a pena de prisão perpétua seja a mais adequada. Na menor das hipóteses, aos assassinos e seus cúmplices, não poderia ser concedido o Livramento Condicional e qualquer outro benefício de Redução de Pena.
    No filme de Glauber, o Coronel Horácio (empresários) não gosta de jagunços mercenários, achando que causam mais problemas do que solução, temendo que atrapalhem seus planos de instalar uma indústria na caatinga, gerando empregos e renda. Teme também a luta dos camponeses pela Reforma Agrária e a perda de seus bois e terras. Coriana, discursa para seu bando de cangaceiros, que é chegada a hora de invadir o Jardim das Piranhas, queimar os vivos e destruir as cidades. Não seria preciso, mas, vou fazê-lo: Glauber foi profético. Em muitos lugares do mundo e até nos EUA, na Turquia de Erdogan e na Arábia Saudita de Salman, os fatos se assemelham a alegoria do cineasta Glauber.
    O cineasta Cacá Diegues, também como Glauber, teme a página seguinte, profetizando o futuro, que nos espera. O coronel, mandante absoluto, começa a desacreditar das urnas eletrônicas, anunciando supostas fraudes eleitorais antes mesmo da abertura das urnas de 2022. Ataca os adversários (Dória, Lula e Moro), com tantos impropérios, que é precisa tirar as crianças da sala, quando começa a vociferar, naquele tom raivoso e virulento. O decreto liberando a compra de armas generalizadas, anunciam o desastre lá na frente. Quem não sabe atirar será presa fácil na mão daqueles que miram a cabecinha, como bem lembrou o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.
    Não tem como virar a página, cineasta Cacá, ela está em pleno andamento, o curso do Rio avança com os beatos, os cangaceiros, os pedófobos, os pedófilos, os milicianos. O Dragão da Maldade cospe fogo em cima da Democracia, só não tem força para combater o vírus invisível da Pandemia.
    Senhor tende piedade de nós, porque não dá mais para acreditar em santos guerreiros, em beatos salú, em Sassá Mutema, enfim, em Salvadores da Pátria.
    Obrigado Cacá Diegues e Arthur Xexéu, pelos seus belos artigos, que abriu em nós essa janela do Brasil.

    • O menino Henry pode ter sido vítima de uma das extensões milicianas, cujo patrono e fautor é a Familícia Bolsonavírus.
      Visto que o pai do Dr. Jairinho, um coronel PM e ex-deputado, foi acusado pelos seus pares como apoiador de milícias.
      A propósito, esse tal Jairinho chama atenção pela sua vocação de torturador; o que nos faz lembrar o médico Almicar Lobo, um dos verdugos alinhados ao Cel. Brilhante Ustra. Esse Dr. Gestapo parece ter recebido lição doméstica!
      Aliás, não sei por que: médicos, policiais e pastores são, mais do que outros profissionais, protagonistas de atos crudelíssimos.
      Estou acompanhando esse caso, nos mínimos detalhes. Nunca vi crime mais fácil se desvendar como esse. Tudo ficou ainda mais claro devido às manobras dispersivas do advogado de defesa, ele foi o “entregão”

  4. Uma pessoa censurou ataques constantes a Bolsonaro.
    No dever cristão de ajudar no uso da inteligência, ponderamos que devemos falar de quem está, no poder, não, de quem esteve e notoriamente já era -a não ser os que razoavelmente valham a pena menções.
    Ficar comparando Bolsonaro com Lula é perder tempo com dois corruptos.
    E sendo constantes os ataques a Bolsonaro é porque ele não anda merecendo elogios, a não ser na concepção indiscernente.

  5. Vdd, Nascimento, primor de texto,a Cristina,foi sucinta mas,contudente e incisivo.

    Digo Eu, Sr.Bolsonaro,ainda não assumiu a farda de “General” Idi Amim Dadá,por não estar em Uganda.

    Primeiro,apesar dos afagos e mimos.
    Os atuais militares, fi caram com braço forte da constituição.

    Porém,no próximo ano, alguns desses Generais,irão para reserva, é aí que mora o perigo.

    Senhor Bolsonaro,em resumo, influênciará nas promoções de Generais,que são por “merecimento”,antiguidade, etc.. é evidente escolherá alguém,com sua sintonia.

    No STF,a indicação do Sr. Marquês,pelo
    Sr.Bolsonaro, e as próximas “indicações”, é elementar meu caro Watson.

    Mais,uns carguinhos temporários ao centrão da periculosidade, tá feito a revolução tão sonhada.

    Aí.. Aí… bom,é só vestir a farda do IDI AMIM.

    A meu ver,nas próximas eleições, nós temos que ter discernimento e escolhermos o melhor para nosso País.
    Sr. Santos Cruz,tem razão,temos ir ao encontro e dar chance a terceiro via.

    Forte Abraço….

  6. Se Bolsonaro fosse mesmo evangélico e temente a Deus, não teria tanto ódio no coração.
    ============

    Não entendi a manchete. Qual a implicação do evangelismo cristão com o temor a Deus e o amor no coração. Basta um pequeno pulinho cibernético no Google para se conhecer muito do que foi a Inquisição: a morte na fogueira aos hereges! Em Portugal foi chamda de auto-da-fé e foi detalhado em livro de Saramago.
    Hoje. não sendo possível a fogueira, os pastores tiram o que podem dos pobres e vivem como nobres, numa boa!

  7. Aí, pra que esse ódio no coração? As esquerdas querem destruir tudo e ainda querem fazê-lo sem oposição. O ódio é sim justificado diante na iniquidade.

  8. Se existe um tema complexo, complicado, de quase ser impossível se encontrar um denominador comum, trata-se de as religiões misturaram-se com política.

    Mahatma Gandhi era a favor. Mas, o célebre indiano e apóstolo da paz tinha uma forma de pensar pura, sem más intenções, sem objetivos sub-reptícios, então o seu favorecimento para essa mescla ser bem realizada, a sua mente cristalina.

    Muito diferente é a mente do político, mormente o nosso, o brasileiro:
    Corrupto no seu DNA, desonesto no pensamento, mal intencionado permanentemente, transforma a política deletéria e deplorável em religião e, a religião, como uso político para seus interesses e conveniências pessoais e partidárias.

    Essa mistura é nociva, nefasta, perniciosa, que nos tem levado a crises e caos sistemáticos e sem qualquer solução à vista.

    Reparem comigo:
    Sarney era um católico fervoroso, e acho que ainda deve sê-lo, mas não tivemos problemas com a sua fé e religiosidade porque jamais se aproveitou de suas crenças nesta área;
    Collor era indefinido. Também não tivemos nenhum percalço neste sentido;
    FHC era ateu, talvez ainda o seja, não sei. Da mesma forma, o povo e país viveram incólumes quanto à influência religiosa;
    Lula era ateu mas, o seu partido, o PT, cometeu muitas atrocidades contra a fé, contra as religiões, à base de ofensas e agressões nunca antes vistas nesta nação:
    Sexo explícito nas ruas; depredações de símbolos religiosos; cruzes sendo usadas como masturbação; imagens de santos queimadas e rasgadas; “espetáculos” teatrais que Calígula teria inveja de tanta pornografia escancarada.

    Lembro-me de uma dessas “peças de vanguarda” como gostam de classificá-las, e até com a presença de Lula e sua cara de paisagem, quando vários homens andavam de quatro e nus, um cheirando o traseiro do outro!
    Alta “cultura”, um avanço nas “artes” nacionais!!!???

    Tivemos, assim, os primeiros problemas no Brasil em termos de desrespeito à fé alheias.

    Dilma não tomou “partido” religioso algum.

    Mas, Bolsonaro sempre se disse eleito por Deus, e que o Criador o escolhera para liderar o Brasil em busca de novos rumos.
    Alimentado na sua crença pelas seitas religiosas nacionais, Universal, Edir Macedo, Internacional da Graça, RR Soares, Mundial da Fé, do apóstolo (?) Valdemiro e Assembleia de Deus, do pastor Malafaia, o presidente desobedeceu a Constituição, que reza o país ser laico!

    Como?
    Quando USOU O DINHEIRO DO CONTRIBUINTE BRASILEIRO para perdoar essas seitas de impostos atrasados com o Fisco!!!
    Católicos, espiritualistas, judeus, muçulmanos, budistas, politeístas, ateus … todos tiveram de pagar pela sonegação fiscal dessas igrejas, que mais pregam o Velho Testamento que o Novo, em clara e evidente contestação ao modo de vida de Cristo, que jamais divulgou ser a prosperidade material uma das formas de bênçãos divinas!

    Como eu disse no início, a política é a religião atual e, a religião é a política do momento.

    Definitivamente há uma mistura entre religião e política prejudicial ao povo e ao Brasil.

    Se a religião usa criminosamente o temor a Deus como alerta de castigo que, se o fiel não cumprir com o que diz o pastor, apóstolo, bispo, missionário ou tenha lá o nome que escolheu para a sua hierarquia pessoal, o seu destino é o inferno, exigir deste fiel que vote nos candidatos da “igreja” é sacrilégio, mas é exatamente o que acontece nos dias de hoje, a ponto que temos a “bancada evangélica”, algo sem precedentes na República desde a sua proclamação, confirmando o que tenho postado:
    A política é a religião atual, e a religião é a política do momento.

    • Na minha avaliação, pior do que os milhões que o PT teria desviado, foi a doutrina de esgarçamento dos valores da família, escola e sociedade.
      É possível que, em médio prazo, essa monta desfalcada seja retornada ao Erário Público. Porém, as mentes “didaticamente chipadas”, para serem multiplicadores da prostituição, vícios, desrespeito à pátria etc. Isso tem um poder de aderência, que não sai com soda caústica.
      Aliás, esse estado de anomia já vinha sendo muito bem explorado e reforçado pela rede globo. Talvez o petismo tivesse apenas a inglória de convertê-lo de novelesco em praxe.

      • Bem colocado.

        A permissividade do PT será difícil de ser contida, depois de utilizada na destruição da família, símbolos religiosos, a sua invasão no meio estudantil.

        A Globo contribuiu para que um dia esse esgarçamento (uso uma palavra tua) se tornasse realidade, a partir da sua ficção mostrada em novelas que, na verdade, jogava na cara do telespectador e amante deses folhetins eletrônicos, a realidade da vida em sociedade.

        O cinismo, a hipocrisia, a falsidade, as traições conjugais, os conflitos entre pais e filhos, a inveja, a ganância, mas, principalmente, a desarticulação familiar.

        Para um público com certo nível de educação serve como laser, distração, porém para uma população como a brasileira, indiscutivelmente os efeitos forame ainda serão devastadores nos princípios e valores pessoais e familiares.

        Jamais se viu em qualquer novela feita pela Globo – e não entro no mérito da qualidade de produção, a excelência de seus profissionais e a técnica de transmissão – uma família “normal”, onde os filhos não eram problemas, os pais se davam bem e não traíam um ao outro …

        Diante da influência da TV nos lares mais recônditos deste país, outra questão que devemos considerar é a propaganda subliminar.

        Dancin’ Days foi tão contundente, que as meninas usavam as roupas mostradas no drama como uniformes, e abriu a moda das boates no Brasil estilo Stúdio 54, nos Estados Unidos.

        Divulgação de móveis, marcas de carros, cigarros, grifes,canetas, sapatos …quem não os usasse ou não tivesse em casa não eram pessoas “modernas”.

        Da mesma forma, o papel de Regina Duarte, da viúva Porcina.
        Saramandaia foi outra novela que trouxe para o povo muita influência no fantástico-ficcional.
        Considerando que o famoso livro do colombiano Garcia Marques, Cem Anos de Solidão, fora lançado em, 1967 e a novela em 1976, podemos traçar um paralelo com ambas as histórias.

        Enfim, eu sempre fui crítico de novelas que abordavam a “realidade” nas relações interpessoais, ainda mais os maus relacionamentos, pelos exemplos negativos transmitidos.

        Vá lá, censura à parte, mas algo de bom deveria ser mostrado nessas obras de ficção, e não somente defeitos, problemas e conflitos humanos, como se fossem naturais e consequências do desajustamento familiar.

        Em resumo:
        nada havia de bom nas famílias brasileiras, somente encrenca e da grossa.

          • Prezado Írio,

            A realidade está na nossa cara, diante do nosso nariz.
            Não adianta virarmos o rosto porque ela acompanha o manear de nossa cabeça.

            O problema está em transcrever estas verdades, e de forma isenta, sem qualquer preocupação do escrevinhador para com ele mesmo.

            Penso que o nosso compromisso com a realidade não deve sofrer influência alguma, tendência política nenhuma, interpretações sobre fatos quaisquer

            Ela é pura, cristalina, transparente, mesmo que nos mostre o pavor, o terror, a dor, o sofrimento, as injustiças, a segregação, a discriminação, o quanto somos roubados, explorados e manipulados.

            Olha, vou ser sincero:
            Juro, jamais sonhei em minha vida a respeito de poder estudar, fazer um curso superior, me transformar em alguém importante, ascender hierarquicamente na profissão escolhida.

            Pelo fato de eu saber, desde pequeno, e aos dez anos, que eu teria de trabalhar, e que não haveria tempo para sonhos ou projeções da vida.

            Brasília, quando para lá me dirigi com a minha mãe e irmão em 1959(!), delineou o meu destino, que o aceitei sem maiores esforços porque eu era saudável, forte, tinha uma relativa capacidade de entendimento, e eu admitia as dificuldades que a minha família enfrentava.

            Dito isso, e não querendo me contradizer, pelo contrário, as novelas da Globo proporcionaram muitos sonhos que nunca seriam possíveis de o povo realizá-los!

            O amor encontrado;
            a profissão reconhecida;
            derrotar os problemas pelo caminho;
            vencer os obstáculos naturais;
            conquistar posição na sociedade.

            A Globo iludiu, enganou, pois nos fez sentir o conforto, o bem-estar, a paz, a segurança, a fortuna, através das novelas, obras literalmente de ficção.

            Hoje, vivemos esta ficção, porém aterradora:
            pobreza, miséria, desemprego, desprezo pelas nossas vidas, sem dinheiro, fome, desespero e mortes por atacado pela pandemia.

            Convenhamos, abordar essa realidade, essa verdade, esses fatos, definitivamente eles não podem e não devem ser maquiados, mas mostrados como definitivamente se apresentam, e não conforme gostaríamos.

            Abraço.
            Saúde e paz.

  9. Se dizer cristão, católico ou não é muito fácil. Viver a sua fé, a sua crença e muito diferente. O mito se elegeu sempre tomando o santo nome de Deus em vão, ou seja, pecando sempre. Como sempre contou com o apoio explícito de muitos donos de igreja, sempre sedentos do apoio do governo, nunca mudou a forma de agir. Este homem é tudo, menos cristão, por mais que se arvore como tal. Tolo é quem acredita neste lobo em pele de cordeiro.

  10. Írio. No única vi o presidente tirando fotos com padres ou bispos católicos. Sua gente, são os pastores evangélicos.
    Os políticos são ecumenicos, professam as religiões que dão votos. No fundo, não têm religião nenhuma. A fé que professam se chama: Poder, mandonismo, privilégios e perpetuação das mamatas do Estado.
    Perda de tempo, ombrear com cada um deles. Não estão preocupados com nós, apenas com suas famílias e depois com seus amigos.

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