Segunda onda não impediu cerimônias presenciais de posse de prefeitos e vereadores

Em Goiânia, evento reuniu centenas de convidados

Pedro Capetti
O Globo

Mesmo com restrições de circulação e a indicação de especialistas de que se evitem aglomerações, por conta do aumento de casos da Covid-19, prefeitos e vereadores que tomaram posse nesta sexta-feira, dia 1º, iniciaram o mandato com uma prática do “velho normal”.

Em vez da tradicional reunião virtual, popularizada no ano que ficou para trás, diversas cidades realizaram cerimônias presenciais para transmissão de cargo, algumas delas com direito a centenas de convidados. Por todo o país, diferentes modelos de cerimônia puderam ser acompanhados pela população.

DIRETRIZ – Não há uma diretriz nacional para a organização desses eventos. Há cidades que optaram por solenidade exclusivamente presencial, outras totalmente virtuais, enquanto há aquelas que adotarão um modelo híbrido. As câmaras e prefeituras alegaram que os protocolos de distanciamento social seriam cumpridos nos eventos.

No Recife, a cerimônia foi alvo de polêmica envolvendo o Ministério Público de Contas do estado. Em dezembro, o órgão recomendou que uma licitação estimada em R$ 132 mil, para realização da festa de posse, fosse cancelada em virtude da pandemia. A licitação, no entanto, já havia sido concluída, mas os vereadores decidiram cancelar as comemorações nos moldes planejados inicialmente.

Com as mudanças, a cerimônia foi presencial, mas com público restrito para evitar aglomerações. Cada vereador eleito levou apenas um convidado ao local. O prefeito João Campos (PSB) tomou posse no evento.

CENTENAS DE CONVIDADOS – Em Goiânia (GO), o evento na Universidade Federal de Goiás (UFG) reuniu centenas  de convidados para empossar os vereadores e o vice-prefeito. Cada empossado podia convidar até 10 pessoas. Foi necessária até uma autorização da Secretaria Municipal de Saúde para que o evento acontecesse. A organização alegou que o número de presentes equivalia a 10% da lotação.

Enquanto vereadores tomaram posse em espaço com centenas de pessoas, o prefeito eleito Maguito Vilela (MDB) tomou posse à distância, por meio de uma assinatura eletrônica. Ele está internado em um hospital em São Paulo desde o dia 27 de outubro, por complicações decorrentes da Covid-19.

VIRTUAL – Em cidades como Maceió, Teresina e Vitória, as cerimônias foram virtuais, sem público. Na capital capixaba, o prefeito Lorenzo Pazolini (Republicano) e sua vice tomaram posse de forma virtual. Já os vereadores eleitos estiveram presencialmente na Câmara para assumir o mandato.

Houve ainda alternativas inusitadas para mitigar o risco de contágio em massa dos eleitos. Em Fortaleza, a cerimônia foi feita de modo presencial, mas os novos vereadores não terão contato. A ideia foi a de que eles ficassem em seus gabinetes acompanhando a transmissão ao vivo. Só foram ao plenário para votar e assinar a ata de posse, quando convocados.

EM SÃO PAULO –  No Rio, prefeito, vice e os vereadores tomaram posse, pela manhã, no plenário do Palácio Pedro Ernesto, e puderam levar um acompanhante. À tarde, foi a vez dos 23 secretários da gestão de Eduardo Paes (DEM).

Em São Paulo, por sua vez, os vereadores puderam escolher entre participar de forma presencial ou virtual. A cidade está na fase vermelha, considerada a mais rígida do plano de flexibilização do isolamento.

2 thoughts on “Segunda onda não impediu cerimônias presenciais de posse de prefeitos e vereadores

  1. Na verdade os vermes sanguessugas corrupto s estão pouco se lixando para a saúde do povo
    Não estão nem aí para seu avô, avó, mãe, pai, filhos , filhas , netos.
    O que importa é a “conta recheada de grana”
    Como disse nosso comentarista Sr. Espectro, só uma grande revolta popular para acabar com esses malditos desgraçados filhos de uma pulga.

    • Sr. Armando, o Chicão quer explodir aquela merda toda!
      Tá certíssimo!
      Mas sem o sacrifício do nosso valoroso comentarista.
      Mas, juro que já pensei nisso também.
      Está insuportável!
      Não dá mais!
      Ou vamos pra rua o vamos nós F esborrachar com força.
      O maluco tá ensaiando se tornar um ditador!
      Será que ninguém vê isso?
      JL

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