Seleção apresenta outro futebol e Tostão começa a ter esperanças

Tostão (O Tempo)

Belas vitória e atuação do Brasil. O Japão facilitou, quis marcar à frente e jogar como se fosse grande. O Brasil terá mais dificuldades contra fortes adversários e equipes médias, que marcam bem atrás para contra-atacar.

Kaká está bem

O futebol que se joga hoje nos campeonatos brasileiros, com excesso de faltas, chutões, jogadas aéreas e muito tumulto, não tem nada a ver com o futebol da seleção brasileira, com muita troca de passes, compacto, contra-ataques, marcação na frente, volantes que atacam e defendem, sem centroavante fixo e sem um meia de ligação, único responsável pela armação das jogadas. Os quatro mais adiantados são meias e atacantes. Os quatro dão passes e fazem gols.

Evidentemente, só teremos uma ótima seleção quando o time jogar bem, com regularidade e no mesmo nível das melhores seleções. Mas esse é o caminho. Infelizmente, na primeira má atuação e/ou derrota, vão pedir, por convicção e/ou para fazer média com torcedores de clubes, vários jogadores e mudanças no esquema tático. É óbvio que o Brasil tem de ter um bom e típico centroavante como opção.

Kaká confirmou, mais uma vez, pela movimentação, que só não é titular do Real Madrid porque há, em sua posição, outros excelentes jogadores dentro do elenco. Ao lado de atacantes velozes, agressivos e que fazem gols, como Cristiano Ronaldo, Iguaín e Benzema, o técnico Mourinho prefere um típico armador (Özil) a um jogador veloz e com característica de atacante, como Kaká.

Pela primeira vez, estou com esperanças de o Brasil ter um ótimo time para a disputa da Copa do Mundo de 2014.

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