Os três momentos de liberdade no amor, na poesia de Antonio Cícero

Maria Padilha - Antonio Cicero compositor, poeta, ensaísta, crítico  literário, filósofo e escritor brasileiro. compôs: Fullgás, À Francesa,  Maresia e Ultimo Romântico, entre outras. Meu grande amigo e uma das  pessoas maisPaulo Peres
Poemas & Canções

O filósofo, escritor, letrista e poeta carioca Antonio Cícero Correa Lima (1945-2024), da Academia Brasileira de Letras, ao final de “Três” momentos, revela sua ânsia de liberdade no amor e no sexo.

TRÊS
Antonio Cícero

Um
Foi grande o meu amor
não sei o que deu
quem inventou fui eu
fiz de você o sol
da noite primordial
e o mundo fora nós
se resumia a tédio e pó
quando em você
tudo se complicou

Dois
Se você quer amar
não basta um só amor
não sei como explicar
um só é sempre demais
pra seres como nós
sujeitos a jogar
as fichas todas de uma vez
sem temer naufragar
não há lugar para lamúrias
essas não caem bem
não há lugar para calúnias
mas por que não
nos reinventar

Três
Eu quero tudo que há
O mundo e seu amor
Não quero ter que optar
Quero poder partir
Quero poder ficar
Poder fantasiar
Sem nexo e em qualquer lugar
Com o seu sexo
Junto ao mar

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