Ministros do Supremo têm a desfaçatez de defender o “comportamento” de Toffoli

Charge do JCaesar: 2 de fevereiro | VEJA

Charge do JCaesar (Veja)

Mariana Muniz
O Globo

O ministro Dias Toffoli deixará a relatoria do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada após reunião convocada pelo presidente Edson Fachin, com os colegas da Corte para o apresentar o relatório da Polícia Federal (PF) sobre dados do celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira. O documento cita o nome de Toffoli.

A reunião começou às 16h30 e terminou por volta de 19h, de acordo com a assessoria do STF. Logo depois, o encontro foi retomado. Na sequência, os demais dez ministros do STF divulgaram nota em que anunciam a saída de Toffoli da relatoria.

APOIO A TOFFOLI – Os ministros apoiaram os atos de Toffoli e não aceitaram o pedido de suspeição feito pela Polícia Federal, decidindo encaminhá-lo ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

“A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS (ação de suspeição) e para remessa dos autos ao novo Relator'”, diz  a nota, afirmando que, considerando-se o que está no processo, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição.

“Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 (que trata do assunto) e de todos os processos a ela vinculados por dependência”, diz a nota.

ELOGIO À DIGNIDADE – O texto diz ainda que os ministros “expressam, neste ato, apoio pessoal” a Toffoli “respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento”. Os ministros disseram que Toffoli atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.

“Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição”, afirma.

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NOTA DO STF TENTA OCULTAR A GRAVIDADE DA CRISE

Os dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF.

Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência.

Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.

Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Toffoli está inteiramente desmoralizado. Os demais ministros, liderados por Fachin, tentam passar um paninho, alegam que Toffoli não fez nada de errado na relatoria, vejam que a desfaçatez dessa gente é uma arte, como diria Ataulfo Alves. Mas não adianta passar paninho, porque a imundície é completa, será necessário um caminhão-exaustor de esgoto para começar a fazer a limpeza, que pode levar muitos anos até ser completada. A fedentina se espalha por Brasília e já atinge todo o território nacional. (C.N.)

Ministros do STF mandam que Toffoli deixe o caso Master, ele enfim aceita

Este é Edson Fachin - 01/09/2019 - Política - Fotografia - Folha de S.Paulo

Fachin está cada vez mais preocupado com a crise do STF

Vera Magalhães
O Globo

Os ministros do Supremo Tribunal Federal participaram nesta quinta-feira, desde as 16h30, de uma reunião fechada, para discutir com o ministro Dias Toffoli o pedido de seu afastamento do da relatoria do caso Master, feito pela Polícia Federal. O encontro não teve a presença de assessores e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Os ministros Luiz Fux e André Mendonça participam remotamente. Os demais, inclusive Toffoli, compareceram à reunião convocada pelo presidente Édson Fachin.

CONSTRANGIMENTO – O clima na corte é de extremo constrangimento. Pouco antes do início da conversa, interlocutores de Toffoli diziam que ele continuava “irredutível” na disposição de permanecer não só no STF como na relatoria das investigações de fraudes do Master.

Não existe precedente na história do tribunal de afastamento de um ministro por suspeição feitA pelo colegiado ou pela presidência.

Na verdade, mesmo a discussão nesse formato já é inédita.

SÓCIO OCULTO – O caso ganhou contornos mais graves diante da revelação de que Toffoli é sócio oculto da empresa Mardidt, até então atribuída a familiares seus, que fez negócios com um fundo ligado ao Master.

Na quarta-feira, o delegado-geral da PF, Andrei Rodrigues, esteve com o presidente do STF, Luiz Fachin, acompanhado de delegados do caso, e entregou a ele um calhamaço de documentos.

Os papéis eram transcrições de conversas de Toffoli com o controlador do Master, Daniel Vorcaro, e outras evidências de ligações do ministro com a instituição.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Até o início da noite, não havia confirmação do afastamento de Toffoli da relatoria do caso Master. Os ministros pediam que ele próprio tomasse a iniciativa, mas Toffoli dizia que isso seria uma confissão de culpa, alegando que jamais tentou impedir as investigações. Blá-blá-blá, aquela xaropada, só para ganhar tempo, pois seu destino já está traçado. (C.N.)

Lula encontra Pacheco e senador avalia candidatura ao governo de Minas

Pacheco é um nome forte para compor o palanque em MG

Isabella Calzolari
Guilherme Balza
G1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta quarta-feira (11) com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), no Palácio do Planalto. Segundo interlocutores de Pacheco, os dois encaminharam a pré-candidatura do senador ao governo de Minas Gerais durante o encontro.

O presidente Lula já disse diversas vezes, publicamente, que gostaria de ver Pacheco concorrendo ao governo estadual. Desde o ano passado, o parlamentar tem sido procurado por ministros e aliados que avaliam que Pacheco é um nome forte para compor o palanque em Minas com o petista durante a campanha eleitoral.

REFLEXÕES – No fim do ano passado, o senador teve um encontro com o presidente e sinalizou a possibilidade de sair da vida pública, mas disse que ainda “faria algumas reflexões” e queria conversar com aliados antes de tomar a decisão. Segundo um auxiliar de Pacheco, durante a reunião nesta quarta-feira (11), Lula não teria deixado Pacheco citar outras opções em Minas.

Diante disso, Rodrigo Pacheco, segundo esse interlocutor, afirmou a Lula que tinha responsabilidade com o Brasil, com Minas e com a democracia. E que, no momento certo, tomaria uma decisão. Uma decisão final de Pacheco envolve uma questão partidária que precisaria ser resolvida. Rodrigo Pacheco é do PSD, partido que deve lançar para concorrer ao governo de Minas Mateus Simões, vice do governador de Minas, Romeu Zema.

GUINADA À DIREITA – Independentemente de concorrer ou não, aliados de Pacheco dizem que o senador tem a intenção de deixar o PSD e buscar outro partido de Centro. Um dos incômodos, nas palavras desses interlocutores, é com a “guinada à direita” da sigla em Minas Gerais – que no ano passado filiou Mateus Simões.

Algumas siglas possíveis são citadas por aliados de Pacheco, como o União Brasil do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (AP), aliado de primeira hora de Pacheco; o PSB; ou o MDB. Neste último, contudo, também poderia haver certa resistência caso a intenção de Pacheco seja concorrer. O ex-vereador Gabriel Azevedo é pré-candidato ao governo de Minas Gerais pelo MDB.

Com argumentos infantis, Dias Toffoli está se ”incriminando” cada vez mais

Tribuna da Internet | Toffoli, o “Amigo do Amigo”, suspende multa  bilionária que Odebrecht se ofereceu a pagar

Charge do Kacio (Arquivo Google)

Lauro Jardim
O Globo

Agora que foi revelado que recebia em sua conta-corrente dinheiro depositado pela Maridt (empresa que até ontem supunha-se que pertencia a seus dois irmãos, ao menos formalmente), Dias Toffoli resolveu vir a público assumir que isso ocorreu porque ele é também sócio da empresa.

Tirando o fato de que só abriu essa informação depois de ver sua casa desabando, Toffoli tem ainda muito o que se explicar — se é que explicações existem. E deveria fazê-lo rápido.

TRÊS EXEMPLOS. – “Os depósitos na sua conta bancária correspondem ao mesmo percentual de participação que ele detinha na Maridt?”. É um percentual, ressalte-se, até agora desconhecido: o seu nome não aparece nos dados cadastrais que constam na Junta Comercial de São Paulo, uma vez que a Maridt é uma sociedade anônima. Há suspeita entre os investigadores que o percentual depositado não tem relação com a participação que “oficialmente” o ministro diz possuir.

“Por que Toffoli, sabendo que o relatório da PF indica que ele e Daniel Vorcaro se falavam pelo telefone, não vem a público dizer com todas as letras que nunca trocou ligações com o ex-banqueiro?”. Em nota que o seu gabinete divulgou, Toffoli afirma que a PF faz “ilações” (“O gabinete do ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações”). Por que, em vez de tergiversar, Toffoli não desfaz de uma vez por todas com as interrogações que jogaram sua reputação no chão?

ENFIM – “Por que, sabendo que fez negócio diretamente com o primo de Daniel Vorcaro — com quem, aliás, trocava mensagens —Toffoli não se declarou impedido de assumir a relatoria do Caso Master no fim de novembro de 2025? Por que, afinal, aceitou a relatoria? Por que se manteve nela depois de tudo o que foi descoberto desde dezembro? Por que que não sai?

Não deveria faltar mais nada para que Toffoli se afaste do caso Master imediatamente, sob pena de desmoralização do STF.

Nikolas desafia PL em Minas e impõe ultimato contra filiação de Eduardo Cunha

Deputado busca ampliar controle sobre partido

Camila Turtelli
O Globo

A definição das candidaturas em Minas Gerais para as eleições de 2026 abriu uma frente de atrito entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e a cúpula do PL, partido de Valdemar Costa Neto, em meio a divergências sobre filiações no estado, disputa pelo controle da chapa proporcional e à tentativa do parlamentar de barrar a eventual entrada do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha na legenda.

Nos últimos dias, Nikolas passou a criticar de forma mais direta a condução da montagem eleitoral mineira, embora tenha reafirmado sua permanência no partido. Sem citar publicamente alvos específicos, afirmou temer a eleição de candidatos que não estejam alinhados aos seus valores políticos e disse atuar para evitar esse cenário, uma referência à tentativa de dirigentes do partido filiarem o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha ao PL mineiro.

REAÇÕES – Embora a entrada de Cunha não tenha se concretizado, a hipótese mobilizou reações imediatas de Nikolas. Em conversas com aliados e dirigentes, o parlamentar afirmou que não aceitaria dividir espaço político com o ex-presidente da Câmara na chapa proporcional e chegou a admitir a possibilidade de deixar o partido caso o movimento avançasse. “Eu disse mesmo: ou o Cunha ou eu. Quero pessoas boas dentro do partido”, afirmou.

A insatisfação não se restringe ao deputado. Parlamentares de Minas Gerais levaram reclamações a Valdemar, movimento que explicitou o desconforto interno com a estratégia adotada pela direção

RESISTÊNCIADeputado mais votado do país em 2022, Nikolas é considerado peça central da estratégia do PL em Minas, pelo potencial de votos. Setores do partido defendem que ele concorra ao governo de Minas, aproveitando o fato de completar 30 anos em maio — idade mínima constitucional para o cargo. O deputado, porém, resiste e tem reiterado que pretende buscar a reeleição para a Câmara.

Dirigentes partidários, por outro lado, sustentam que a ampliação do número de candidaturas com densidade eleitoral própria poderia fortalecer a nominata e aumentar o total de cadeiras conquistadas pela sigla.

O conflito interno ocorre em um ambiente estadual ainda indefinido. O governador Romeu Zema (Novo) está impedido de disputar novo mandato, e nomes como os senadores Rodrigo Pacheco (PSD), Cleitinho (Republicanos) e o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil seguem mencionados como potenciais candidatos.

ESTRATÉGIA – Parte da cúpula do PL e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliam que mantê-lo na eleição proporcional é, neste momento, a alternativa mais estratégica. Questionado se queria Nikolas como candidato, o senador respondeu “não”. “Porque Nikolas não quer ser candidato ao governo”, disse

A leitura predominante é que sua votação expressiva pode puxar outros candidatos, ampliar a bancada federal mineira e fortalecer o partido nacionalmente, objetivo considerado prioritário no planejamento bolsonarista para 2026.

Quando o carnaval chegar, até os sonhos ficarão mais fáceis de alcançar

Paulo Peres
Poemas & Canções

A professora e poeta gaúcha Mardilê Friedrich Fabre (1938-2018) fez um poema sobre a expectativa da chegada do Carnaval, quando os sonhos podem até se tornar realidade.

QUANDO O CARNAVAL CHEGAR…
Mardilê Fabre

Quando o Carnaval chegar,
Fantasiar-me-ei de rosa…
O mundo irei perfumar,
Dançarei bela e dengosa.

Fantasiar-me-ei de rosa…
Arlequim me beijará…
Dançarei bela e dengosa.
A festa nossa será.

Arlequim me beijará,
Pierrô ficará comigo,
A festa nossa será,
Desfarei amor antigo.

Pierrô ficará comigo,
Viveremos outra história,
Desfarei amor antigo,
Intriga contraditória…

Haddad e a nova arquitetura de gastos: ousadia, cautela e a política fiscal em debate

PF investiga como defesa soube de medida sigilosa contra Vorcaro

Toffoli é citado no celular de Vorcaro e a PF pede a suspeição do ministro

Fachin sinaliza que pode atuar em relação a Toffoli “quando for necessário“  #charge #cartum #caricatura #editorialcartoon #politicalcartoon

Charge do Clayton (O Povo/CE)

Manoela Alcântara
Metrópoles

O documento com o material obtido a partir da extração dos aparelhos eletrônicos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi entregue ao ministro Edson Fachin, presidente da Corte, que tem a atribuição de analisar esse tipo de ação.

Segundo apurou a coluna Manoela Alcântara, do Metrópoles, no meio das conversas encontradas no aparelho de Vorcaro há menções ao nome do ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF.

EM SIGILO – Ao receber o documento, na última segunda-feira (9/2), Fachin determinou que Toffoli se manifestasse nos autos do processo, que tramita em sigilo.

A relatoria de Toffoli no caso passou a ser questionada após divulgação de que o resort Tayayá, vinculado ao magistrado, manteve relações com fundos ligados ao Master.

O entendimento entre alguns integrantes da Corte é o de que a arguição de suspeição deveria ser de autoria da Procuradoria-Geral da República (PGR), que é a responsável por analisar os materiais apreendidos na Operação Compliance Zero.

TOFFOLI SE DEFENDE – Em nota, o gabinete de Toffoli afirmou que “o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações”.

“Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte”, declarou.

Interlocutores ouvidos pela coluna afirmaram que Toffoli está tranquilo e declarou que não há nada no processo que o relacione a Vorcaro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O final da matéria do portal Metrópoles é tipo Piada do Ano, ao dizer que Toffoli está tranquilo. Na verdade, o ministro está à beira de um ataque de nervos, porque a Polícia Federal jamais exigiria sua suspeição se não houvesse provas concretas no celular que confirmassem as ligações entre Vorcaro e Toffoli. E o resto é folclore, como dizia nosso amigo Sebastião Nery. (C.N.)

Defesa apresenta 170 páginas de exames e pede progressão humanitária para Bolsonaro

Relatório da PF expõe ligações entre Toffoli e Vorcaro, ampliando pressão no STF

“Operação Abafa” do caso Master tem vida curta e acaba depois do Carnaval

Os segredos da Suíte Master. Charge de João Spacca para a newsletter desta segunda-feira (9). #meio #charge #bancomaster #vorcaro

Charge do Spacca (Arquivo Google)

Carlos Newton

O governo Lula e importantes figuras do Supremo e do próprio Legislativo, como o senador Davi Alcolumbre (União/AP), presidente do Congresso, organizaram uma “Operação Abafa”, para impedir que a CPI do Crime Organizado venha a investigar o escândalo do Banco Master e suas ligações com os três Poderes.

Alcolumbre faz o pode, expondo-se ao máximo ao sentar em cima do pedido de formação de uma CPI específica para  o caso Master, mas não tem como evitar o andamento dos trabalhos da CPI do Crime Organizado, que já colocou na alça de mira os dois irmãos e o primo do ministro Dias Toffoli, que eram donos de um terço do resort Tayayá, na divisa do Paraná com São Paulo.

MURALHA – A dificuldade maior de Alcolumbre é que a CPI do Crime Organizada está sendo conduzida por três senadores com total independência político-partidária. A comissão é presidida por Fabiano Contarato (PT-ES), delegado de Polícia aposentado; tem como vice-presidente o general da reserva Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e o relator é Alessandro Vieira (MDB-SE), delegado de Polícia licenciado.

Depois do Carnaval, será realizada a mais importante sessão da CPI, que vai decidir a convocação dos primeiros depoentes do caso Master: os irmãos José Eugênio e José Carlos Toffoli, que foram proprietários do resort Tayayá, e Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.

Como sabe, os irmãos de Toffoli venderam suas participações no resort ao pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro fraudador Daniel Vorcaro. O piedoso missionário Zettel é alvo da Polícia Federal nas investigações sobre o Master, chegou a ser preso em dezembro e está usando tornozeleira eletrônica. Já a esposa de Moraes será ouvida sobre o contrato de R$ 129,6 milhões com o Master.

ALCOLUMBRE SE VIRA – No desespero para evitar que a CPI do Master seja formada e também para impedir o andamento da CPI do Crime Organizado, o presidente Davi Alcolumbre liberou o comparecimento dos senadores desde a volta do recesso, a pretexto de que as Comissões se reunissem no formato semipresencial. Por isso, o senador Fabiano Contarato nem tentou convocar a sessão da CPI, que somente vai apreciar os requerimentos após o Carnaval.

O relator Alessandro Vieira quer ouvir também Mario Umberto Degani, conhecido como Beto Degani, primo do ministro Dias Toffoli, que é proprietário de um outro empreendimento de luxo vizinho ao resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR).

Para evitar surpresas (que não serão evitadas), a direção do PT colocou na CPI o líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e o líder do partido no Senado, Rogério Carvalho (PT-SE). Mas o presidente da comissão, Fabiano Contarato, e o senador Randolfe Rodrigues não são petistas-raiz e se comportam como parlamentares independentes.

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P.S.
É ilusão pensar que Alcolumbre consegue manter a situação está sob controle para Toffoli e Moraes poderem brincar a Carnaval sossegados. Quando vier a quarta-feira de cinzas, os dois ministros terão de cair na real, porque o resto do ano será marcado por cacetadas diárias na cacunda deles. Portanto, comprem bastante pipocas. (C.N.)

Piada do Ano! Associações de juízes e do MP exigem liberação dos “penduricalhos”

Flávio Dino decidiu enfrentar os privilégios da Justiça

João Pedro Bitencourt
Estadão

As dez maiores entidades que representam juízes, membros do Ministério Público, tribunais de contas e defensores públicos acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) e recorreram da liminar do ministro Flávio Dino que determinou a suspensão dos “penduricalhos” pagos a agentes públicos nos três Poderes.

Na petição, as associações afirmam que diversas dessas verbas têm base em resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), sustentam que devem ser consideradas legais enquanto o Congresso não legislar sobre o tema e pedem que a decisão seja revista.

PEDIDO FORMAL – O movimento foi formalizado por meio de um pedido para participar da ação como amicus curiae (amigo da Corte).CO documento foi assinado nesta terça-feira, 10, por entidades como a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), entre outras.

Nesta quarta-feira, 11, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) também pediu a Dino que reconsidere a decisão.

Na semana passada, o ministro, que já foi presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), concedeu liminar determinando que, em até 60 dias, todos os órgãos dos três Poderes reavaliassem a justificativa dos benefícios pagos a servidores e membros de Poder. A decisão também estabeleceu que esses “penduricalhos” deveriam ser suspensos após esse prazo. A medida alcança União, Estados e municípios.

ALCANCE EXCESSIVO – Na petição, as associações sustentam que a liminar foi excessiva em alcance e fundamento e que teria ignorado a regra de transição prevista na própria emenda constitucional que trata dos limites remuneratórios.

O ponto central do argumento é que a emenda diz que, enquanto a lei nacional não for alterada, não serão computadas para o teto os benefícios previstos na legislação. Para as entidades, isso significa que essas gratificações devem ser preservadas, sem Imposto de Renda, até que o Congresso legisle.

As associações também defendem as Resoluções do CNJ e do CNMP que criaram os benefícios. Argumentam que essas normas não são “penduricalhos”, mas instrumentos de gestão para lidar com problemas estruturais do Judiciário e do Ministério Público, como déficit de pessoal, sobrecarga de processos e dificuldade de fixação de magistrados em regiões remotas.

CRISE DE PESSOAL – Para as entidades, derrubar esses incentivos antes de uma nova lei federal poderia agravar a crise de pessoal no Judiciário e no Ministério Público.

Além do mérito, as associações questionam a própria via processual utilizada por Dino. Sustentam que o pedido original afetava apenas procuradores municipais da Praia Grande, para tratar de uma controvérsia específica e que o ministro redefiniu os efeitos do processo para impor uma ordem de alcance nacional.

Segundo elas, uma medida com esse grau de generalidade seria mais adequada em uma Arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) ou em iniciativa própria da Procuradoria-Geral da República, e não em uma reclamação individual.

REVISÃO DA LIMINAR – Nos embargos de declaração, as associações pedem que Flávio Dino revise a liminar para afastar a suspensão automática de verbas, sustentam que resoluções do CNJ e do CNMP devem continuar valendo até que o Congresso legisle e solicitam esclarecimentos sobre o alcance e os efeitos da decisão para a magistratura, o Ministério Público e os tribunais de contas.

A liminar de Dino ainda será submetida a referendo do Plenário do STF. Como mostrou o Estadão, a Corte planeja confirmar a decisão de suspender penduricalhos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – É uma sinistra Piada do Ano. Os tribunais de Justiça também estão recorrendo contra Flávio Dino. É uma situação repugnante, que nos faz lembrar o que dizia Tom Jobim: “É a lama, é a lama, é a lama…”. (C.N.)

Senadores pedem que Polícia Federal libere dados sigilosos sobre o Master

Entrevista: 'Policial federal candidato terá que ser exonerado', diz  diretor-geral da corporação Andrei Rodrigues

Andrei Rodrigues prometeu liberar o que for possível

Kevin Lima
Metrópoles

Um grupo de parlamentares da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado se reuniu, nesta quarta-feira (11/2), com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para discutir a apuração de fraudes financeiras no Banco Master.

Os senadores que participaram da agenda integram um grupo de trabalho, criado pelo presidente do colegiado, senador Renan Calheiros (MDB-AL), para acompanhar as investigações do caso.

ACESSO A DADOS – No encontro, os parlamentares pediram acesso a dados de operações da PF que envolvem a instituição financeira de Daniel Vorcaro ou com ela tenham conexão.

Renan disse que o grupo fará um pedido oficial de informações sobre os casos, inclusive de dados sigilosos. Segundo ele, Rodrigues vai liberar o que for “possível”.

“Fizemos uma proveitosa reunião. Nosso objetivo como representantes é fortalecer a investigação da Polícia Federal para que, em nenhuma hipótese, haja blindagem”, afirmou o senador.

CRIMES EM SÉRIE – O Banco Master é alvo de inquéritos na Polícia Federal por crimes sucessivos contra o Sistema Financeiro Nacional. Uma das linhas de investigação trata da movimentação de cerca de R$ 12 bilhões com a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) irregulares.

Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro chegou a ser preso em uma das ações da PF. No mesmo dia da prisão, o Banco Central decidiu colocar o Master sob administração especial e decretar a liquidação extrajudicial da instituição.

A autoridade monetária argumentou que a medida foi motivada pela grave crise de liquidez e pelo comprometimento da sua situação econômico-financeira da instituição. À época, o BC também afirmou que o Master violou normas que regem a atividade das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional.

FAZENDO PRESSÃO – Participaram da agenda desta quarta-feira: Renan Calheiros, Izalci Lucas, Margareth Buzetti (PP-MT), Esperidião Amin (PP-SC), Soraya Thronicke (Podemos-MS), Leila Barros (PDT-DF), Damares Alves (Republicanos-DF) e Fernando Farias (MDB-AL).

Na última semana, membros da CAE também se reuniram com os presidentes do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo.

Além da agenda com o diretor da Polícia Federal, o grupo deve se reunir ainda nesta quarta com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.

TODOS OS ÓRGÃOS – “Decidimos visitar todos os órgãos. Exatamente para mostrar e solicitar que nos encaminhem informações do caso Master. Queremos saber se eles estão fazendo as investigações. Vamos solicitar informações”, disse o senador Izalci Lucas.

Segundo o senador, o colegiado tem “competência” para receber e analisar esses documentos. Ao longo dos trabalhos, o grupo da CAE deve convidar e convocar autoridades a depor sobre o Banco Master.

A expectativa é de que, na conclusão, o colegiado apresente um relatório com sugestões para melhorar a fiscalização de instituições financeiras. “Do ponto de vista do Senado, nosso papel é fazer o aprimoramento da legislação, da fiscalização, compreender o papel da Comissão de Valores Mobiliários”, afirmou Renan Calheiros.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
É importante que o Senado, como um todo, assuma sua responsabilidade na apuração dos crimes de responsabilidade nos três Poderes. Assim, a Comissão de Assuntos Econômicos vem fortalecer  a CPI do Crime Organizado, que está entrando de cabeça na investigação dos crimes financeiros com ligações a ministros do Supremo, o que é a grande novidade na esculhambação que o Brasil virou. (C.N.)

Kassab, dono do PSD, avança sobre espólio tucano e esvazia o PSDB em São Paulo

PF desvenda dados do celular de Vorcaro, gerando temor em todo espectro político

Bom conselho. Charge de João Spacca para a newsletter desta segunda-feira  (2). #meio #newsletter #charge #master #governo

Charge do Spacca (Arquivo Google)

Da CNN Brasil

A PF (Polícia Federal) conseguiu quebrar a criptografia e acessar os dados do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, gerando apreensão em diversos setores políticos brasileiros. O analista de Política Matheus Teixeira, da CNN, avalia que há um temor em autoridades de diferentes campos ideológicos devido à extensão das relações mantidas pelo empresário.

Segundo Teixeira, o acesso ao conteúdo do aparelho telefônico fortalece a hipótese de que o caso permaneça sob a jurisdição do STF (Supremo Tribunal Federal).

FORO PRIVILEGIADO – “A chance de continuar no Supremo e de haver conversas com autoridades de foro privilegiado também aumenta. Portanto, aquele fatiamento que a gente já vem falando há algum tempo perde força a partir do que terá no celular de Daniel Vorcaro”, explicou.

Um aspecto que chama atenção é a amplitude das conexões de Vorcaro no cenário político nacional. O analista da CNN destaca que, conforme as informações reveladas, suas relações se estendiam desde o Rio de Janeiro, com Cláudio Castro (PL), até figuras como Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), que receberam doações de campanha de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

Mas Vorcaro também mantinha ligação estreita com o PT, através de relações diretas com o senador Jaques Wagner, o ministro Rui Costa, da Casa Civil, e o ex-ministro Guido Mantega, que foi seu assessor durante quase um ano, recebendo R$ 1 milhão mensais, além de ter vínculos com o próprio presidente Lula e com políticos do Centrão.

CLIMA DE TENSÃO – “O celular de Daniel Vorcaro não causa temor só na esquerda ou só na direita ou só no centro. Pelo contrário, todo o espectro político aqui em Brasília está preocupado com o que tem aí”, diz Matheus Teixeira, acrescentando que as relações de Vorcaro não se limitavam ao meio político, estendendo-se também ao Judiciário e ao Executivo.

Segundo as informações, não foi somente a mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que fez  um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master. Ricardo Lewandowski, ex-ministro do Supremo e ex-ministro da Justiça, também mantinha um contrato com a instituição, que foi posteriormente herdado por sua família após sua posse no ministério.

Além disso, foram mencionadas questões envolvendo o ministro Dias Toffoli, como o resort de sua família e uma viagem no jatinho de um dos diretores do Master para a final da Libertadores da América. Toffoli, que conduz o caso, será investigado pela CPI do Crime Organizado, no Senado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Esta notícia é uma das mais importantes dos últimos tempos. Ao sofrer busca e apreensão, em 18 de dezembro, Vorcaro se recusou a fornecer a senha de seu celular pessoal. Agora, com o desbloqueio feito pelos peritos, o Whatsapp do banqueiro fraudador será uma festa para os agentes e delegados da Polícia Federal. Logo saberemos as relações nada republicanas que Vorcaro mantinha nos três poderes. (C.N.)  

Com mais de 50% de rejeição, Lula e Flávio Bolsonaro concentram resistência do eleitorado

Auditoria vê ‘copia e cola’ e negligência em aporte de R$ 400 milhões no Master

Como dizia Carlos Drummond, as mães precisam ser eternas

A minha vontade é forte, porém minha... Carlos Drummond de Andrade -  PensadorPaulo Peres

O Bacharel em Farmácia, funcionário público, escritor e poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), um dos mestres da literatura brasileira, no poema “Para Sempre”, afirma que as mães não deveriam morrer nunca.

PARA SEMPRE
Carlos Drummond de Andrade

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.

Por que Deus se lembra
– mistério profundo –
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Ciro Nogueira silencia críticas a Lula e firma pacto de não agressão com o Planalto

Ciro fez mais de 90 postagens contra Lula em 2025

Rafaela Gama
O Globo

Presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira (PI) fez ao longo do ano de 2025 mais de 90 publicações críticas ao Planalto, mas, desde novembro, cessou os ataques no Instagram. A mudança no comportamento on-line faz parte de uma espécie de “pacto de não agressão” firmado entre ele e o petista, conforme mostrou o colunista do O Globo Lauro Jardim. Interessado em disputar a reeleição ao Senado sem maiores resistências da ala governista em seu estado, o parlamentar também tem sido procurado pelo PT para uma reaproximação da federação União Progressista ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Levantamento do O Globo identificou que, no ano passado, o presidente do PP fez ao menos 94 publicações no Instagram com críticas diretas e indiretas a petistas. A última postagem do parlamentar com ataques ao governo Lula foi em 18 de novembro, quando escreveu que “a conta do governo estava no vermelho”.

REPARAÇÃO – Desde então, tanto ele quanto seu partido têm buscado uma reparação na relação com o Planalto, que tende a se beneficiar caso a sigla decida se manter neutra e não apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o assunto teria sido discutido durante uma reunião entre o mandatário e o senador no dia 22 de dezembro, que também teve como pano de fundo a discussão sobre a reeleição de Nogueira pelo Piauí.

Ao longo de 2025, no entanto, o senador abordou temas que mexeram com a popularidade do governo, como a crise dos descontos fraudulentos do INSS. “A esquerda está desesperada com o escândalo indefensável com o roubo dos aposentados, já escalou seu gabinete de ódio para atacar a oposição”, escreveu em uma publicação feita no X e replicada no Instagram. “PT, apoie a CPMI, sua matilha vai latir de pânico”, acrescentou.

Nogueira também subiu o tom contra propostas do governo que previam acréscimos na tributação, como o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), derrubado pelo Congresso em maio. À época, perfis de esquerda passaram a compartilhar publicações que davam ao Legislativo a alcunha de “inimigo do povo” e propagavam a campanha do governo sobre “ricos contra pobres”. A mobilização culminou na aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil no final do ano.

IMPOSTOS E GASTOS – Em resposta, Nogueira compartilhou um vídeo, também postado no perfil da federação União Progressista, em que utilizava a mesma estética de inteligência artificial usada em uma publicação petista sobre o assunto, mas mostrava sacos rotulados como “impostos” e “gastos” do Executivo esmagando os trabalhadores. “Pensando bem, o povo não aguenta mais carregar o peso de um governo com quase 40 ministérios e que aumentou as despesas não para nós, mas para eles, a companheirada”, diz a narração do vídeo.

O tema também apareceu em outras postagens no perfil do senador, como um carrossel ilustrado com as imagens de Lula e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e com uma lista de “4 coisas que o governo deveria olhar antes de aumentar o imposto para você”, entre elas “o tamanho da máquina”. O senador também foi crítico à resposta do governo ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros.

IRONIA – “Soberania só vale quando interessa ao Lula”, disse em um vídeo no qual mostrava uma foto do petista junto da ex-presidente argentina Cristina Kirchner, que cumpre em prisão domiciliar após ser condenada por corrupção. Nogueira também usou as redes sociais para ironizar programas da gestão federal como o “Fome Zero”.

Mesmo evitando críticas ao governo desde novembro, o senador mantém fixado em seu perfil um vídeo no qual voltou a acusar o governo de ter “acionado o gabinete de ódio” contra ele, após investigações da Polícia Federal (PF) sobre um esquema bilionário de fraude fiscal e de lavagem de dinheiro no setor de combustível comandado pelo PCC. Neste período, a PF também avançou sobre o caso do Banco Master, de Daniel Vorcaro, com quem Nogueira nutria relação de amizade.