Procuradores acham inconsistente a versão de Yunes sobre propina da Odebrecht

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Yunes não está conseguindo convencer a Lava Jato

Deu do Estadão

Procuradores da Lava Jato querem saber por que Lúcio Funaro, que tem escritório em São Paulo, preferiu deixar um pacote com José Yunes, em São Paulo, para depois mandar uma pessoa buscar. A narrativa foi dada por Yunes em depoimento ao grupo de trabalho da Operação Lava Jato. Yunes é acusado em delação de um ex-executivo da Odebrecht, Claudio Melo Filho, de receber dinheiro da empreiteira negociado pelo presidente Michel Temer.

Como revelou a Coluna do Estadão em dezembro, o dinheiro foi entregue por Funaro no escritório de Yunes em São Paulo a pedido do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
É aí que a porca torce o rabo, como se dizia antigamente, porque Funaro jamais contestou o depoimento de Cláudio Melo Filho sobre o repasse do dinheiro da Odebrecht para entregar a Eliseu Padilha, que atuava como “operador” do PMDB. Agora, Funaro contesta a versão de Yunes, que só acrescentou ter recebido um envelope de “documentos”, que seria dinheiro vivo, levado por Funaro para entregar a Padilha. Reina a confusão e está difícil de apurar quem diz a verdade – se é que algum desses personagens deletérios tem interesse em dizer a verdade. (C.N.)

Folha diz que a permanência de Padilha no governo se tornou “muito difícil”

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Padilha vestiu o paletó e foi “pra Porto Alegre, tchau”

Marina Dias, Gustavo Uribe e Leandro Colon
Folha

Aliados do presidente Michel Temer avaliam que a permanência do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, no governo tornou-se “muito difícil” após ele ter sido implicado pelo advogado José Yunes no episódio de entrega de um pacote por um operador ligado ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Um dos principais auxiliares de Temer, Padilha pediu licença do cargo citando motivos de saúde, viajou na quarta-feira (22) a Porto Alegre, onde tem residência, e deve passar, neste fim de semana, por uma cirurgia para a retirada da próstata.

Segundo a Folha apurou, assessores presidenciais acreditam que ele prolongará sua licença – inicialmente programada para até 6 de março – para dar tempo a Temer.

Em depoimento à Procuradoria-Geral da República no último dia 14, e também em entrevista à Folha, José Yunes, amigo e ex-assessor de Temer, afirmou ter recebido, a pedido de Padilha em 2014, um “pacote” em seu escritório, entregue por Lúcio Bolonha Funaro, ligado a Cunha.

A versão coincide com trechos da delação de Cláudio Melo Filho, ex-diretor da Odebrecht, de que Padilha orientou entregar a Yunes parte de R$ 10 milhões negociados entre a empreiteira e Temer para a eleição de 2014.

INQUÉRITO – Após a declaração do ex-assessor de Temer, a PGR avalia ser inevitável pedir ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um inquérito para investigar a conduta do chefe da Casa Civil. O pedido, segundo a Folha apurou, deve ocorrer já no início de março.

Padilha ainda não se manifestou sobre as declarações do ex-assessor do Planalto. Auxiliares próximos a Temer afirmam que a permanência de Padilha no governo ficou complicada, mas que é preciso esperar o resultado da cirurgia.

Na semana passada, o presidente anunciou publicamente uma linha de corte para os integrantes de seu governo que, assim como ele, são citados na Lava Jato. Caso seja denunciado, o auxiliar será afastado temporariamente de seu cargo. Se virar réu, será demitido. Padilha, porém, ainda não se encaixa nessas duas condições.

JANTAR NO JABURU – Cláudio Melo Filho afirmou em delação premiada ter participado de um jantar no Palácio do Jaburu, em 2014, com o então presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, Temer e Padilha. Na ocasião, contou Melo Filho, Temer pediu apoio financeiro ao PMDB para a eleição daquele ano.

Ainda de acordo com a delação, a empreiteira fechou o pagamento de R$ 10 milhões ao partido, sendo que R$ 4 milhões ficariam sob responsabilidade de Padilha. Melo Filho diz ainda que um dos pagamentos foi feito no escritório de advocacia de José Yunes, em São Paulo. Agora, Yunes conta que, em meio à campanha eleitoral, recebeu um telefonema de Padilha. Ele queria que Yunes recebesse em seu escritório alguns “documentos”, que depois seriam retirados por um emissário.

Funaro, hoje preso, apareceu no escritório “trazendo um pacote”, afirma Yunes. O empresário diz que até hoje não sabe qual era o conteúdo desse pacote.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A grande novidade da matéria é a notícia de que a licença de Padilha pode ser estendida. Isso significa que o gato do chefe da Casa Civil subiu no telhado. Dentro em breve os jornais passarão a repetir as informações da Tribuna da Internet sobre a incompatibilidade entre Padilha e Temer. De resto, a reportagem da Folha e de todo mundo ainda se baseia em informações da Assessoria de Imprensa do Planalto, que equivocadamente continua trabalhando para Padilha, ao invés de trabalhar para Temer, que detém a caneta. (C.N.)

Helicópteros do Estado iam à casa de praia mesmo com Cabral no exterior

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Charge do Genildo, reproduzida do Humor Político

Italo Nogueira
Folha

A lista de voos de helicópteros do governo do Rio mostra que aeronaves pousaram e decolaram em Mangaratiba mesmo quando o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) estava em viagem no exterior. Foram ao menos 81 voos para o refúgio do ex-governador em datas nas quais ele estava fora do país em missão oficial ou a lazer. O levantamento é resultado de cruzamento feito pela reportagem entre a lista de voos dos helicópteros da Subsecretaria Militar, dados do Sistema de Tráfego Internacional da Polícia Federal e o relatório de viagens oficiais do Estado.

O peemedebista tem casa de veraneio no condomínio Portobello e responde a processo por suposto uso abusivo das aeronaves oficiais para uso pessoal. A Folha revelou que quase 1.500 voos foram realizados para a cidade na gestão Cabral, entre 2007 e 2014.

DESENCONTRO DE HORÁRIOS – Cabral afirmou em depoimento que em alguns casos os helicópteros eram usados sem a sua presença em razão de desencontro de horário com familiares. “Tinha vezes que ficava até muito tarde no Palácio, eventualmente meus filhos e mulher iam antes e eu ia depois”, afirmou ele, em audiência à Justiça estadual.

Cabral também disse que secretários de Estado iam para Mangaratiba, chamada por Cabral como “extensão de sua residência”, despachar temas de governo. Os dados, contudo, mostram voos frequentes para a cidade da Costa Verde mesmo quando o peemedebista não estava no país.

Em junho de 2009, por exemplo, quando Cabral estava na China ao lado do empresário Eike Batista buscando atrair investidores para o porto do Açu, oito voos foram para Mangaratiba com helicópteros oficiais.

UMA PRÁTICA COMUM – Seis pousos foram realizados na casa de veraneio de Cabral em maio de 2008, quando o ex-governador tinha agendas públicas em Paris. O mesmo ocorreu quando ele estava nos Estados Unidos, em março de 2009.

Enquanto o então governador visitava em viagem oficial o Japão e a Coreia do Sul, em março de 2008, um dos helicópteros do Estado fez cinco voos para Mangaratiba. Outros cinco foram feitos em agosto de 2008, quando o peemedebista participava da abertura da Olimpíada de Pequim.

A lista da Subsecretaria Militar indica também que Mangaratiba foi um frequente destino de Cabral imediatamente após retornar de viagem ao exterior. Há frequentes voos partindo do aeroporto internacional do Galeão em direção à cidade minutos depois do desembarque do ex-governador no país.

DIRETO DO GALEÃO – No dia 22 de maio de 2008, quando ele chegou ao país após viagem a Paris, um helicóptero do governo fez o trajeto Galeão-Mangaratiba. O mesmo ocorreu em 21 de junho do mesmo ano, quando ele retornava da Alemanha.

O ex-governador afirmou em audiência na Justiça que os voos de helicópteros para Mangaratiba eram feitos por recomendação da Subsecretaria Militar. Ele afirma que ele e seus familiares eram alvos de ameaça em razão da política de segurança implementada em seu governo. Não é possível, contudo, precisar quanto tempo Cabral permaneceu em Mangaratiba ao longo de sua gestão. A lista de voos não contém o nome dos passageiros.

A defesa do peemedebista não retornou às ligações para explicar os voos feitos no período em que ele se encontrava no exterior.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O repórter Italo Nogueira está dando show na cobertura do caso Cabral. Sai sempre na frente com novas informações, e os outros jornais têm de correr atrás. (C.N.) 

Funaro contesta versão de Yunes e pede acareação com ele, Padilha e a Odebrecht

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Funaro contesta Yunes sem dar detalhes

Leandro Prazeres
Portal UOL

O doleiro Lúcio Funaro negou nesta sexta-feira (24) as declarações dadas pelo ex-assessor especial da Presidência da República José Yunes à PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre um episódio envolvendo a entrega de um pacote a Yunes a pedido do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. De acordo com o seu advogado, Bruno Espiñeira, Funaro disse que se colocará à disposição da Justiça para uma acareação com Yunes, Padilha e o ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho.

Funaro foi citado por Yunes em depoimento prestado por ele à PGR nesta semana. Yunes diz que Padilha havia lhe pedido para receber um pacote com “documentos” durante a campanha presidencial de 2014 em seu escritório em São Paulo. No dia e na hora marcados por Padilha, Funaro, ligado ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, apareceu em seu escritório e lhe entregou um pacote. Yunes diz não ter aberto o pacote.

DISTRIBUIÇÃO – O depoimento de Yunes acontece após a revelação feita pela delação premiada de Cláudio Melo Filho de que Padilha teria se encarregado de distribuir R$ 4 milhões referentes a um repasse feito pela Odebrecht.

Segundo Melo Filho, parte do dinheiro foi entregue à campanha por meio de Yunes. O ex-assessor da Presidência nega ter sido operador da campanha de Temer. À época em que a delação de Melo Filho vazou, Padilha negou participação no episódio.

Desde a divulgação de que Yunes prestou depoimento à PGR, na última quinta-feira (23), Padilha não voltou a se manifestar sobre o caso. O ministro se licenciou nesta semana do cargo para retirar a próstata.

FUNARO CONTESTA – Bruno Espiñeira, que assumiu a defesa de Funaro nesta semana, disse que seu cliente negou as declarações dadas por Yunes sobre o episódio. “Ele pretende acionar a Justiça para reestabelecer a verdade sobre os fatos. Ele contesta a versão dada por Yunes e se colocou à disposição para uma acareação com Padilha, Yunes e Cláudio Melo Filho”, afirmou.

Espiñeira não disse se Funaro foi ou não ao escritório de ex-assessor de Temer. “Ele disse apenas que contesta as declarações de Yunes e que vai acionar a Justiça”, afirmou o advogado. Ainda segundo o advogado, Funaro vai solicitar à Justiça que sejam feitas acareações com Padilha, Yunes e Cláudio Melo Filho. Funaro está preso em Brasília desde julho de 2016.

O doleiro é investigado por ser um dos principais operadores financeiros do esquema de corrupção na CEF (Caixa Econômica Federal). Investigações relativas à fase Cui Bonno da Operação Lava Jato indicam que Funaro operaria junto a Eduardo Cunha e ao ex-secretário geral da residência da República Geddel Vieira Lima. Funaro, Geddel e Cunha negam envolvimento no esquema.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Agora, complicou. E ninguém sabe que ponto da versão de Yunes está sendo contestado. Afinal, Funaro não desmentira a versão de Cláudio Melo Filho, quando foi divulgada. Está desmentindo apenas alguma coisa de diferente que Yunes disse. Pode ser o volume dos documentos (envelope, pacote, mochila ou mala de dinheiro vivo), pode ser o valor, pode ser muita coisa. Como dizia o genial Miguel Gustavo, o suspense é de matar o Hitchcock. Essa acareação precisa ser feita urgentemente, será o maior espetáculo da Terra. (C.N.)

Sérgio Amaral e Fred Arruda, dois diplomatas cotados para comandar o Itamaraty

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Além de diplomata, Amaral é tucano

José Carlos Werneck

Embora o nome do novo ministro de Relações Exteriores só deva ser divulgado após os feriados de Carnaval, em Brasília já começaram as apostas de quem será o novo ministro das Relações Exteriores. O embaixador Fred Arruda, assessor internacional do presidente Michel Temer, é um dos citados para o cargo. Ele ocupa a função anteriormente exercida por Marco Aurélio Garcia. Pessoas próximas ao presidente da República dizem que Temer gosta muito do trabalho desenvolvido pelo embaixador, mas um nome de alta envergadura e enorme experiência, o atual embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral, é o mais lembrado.

Sergio Amaral é muito competente e preparado, além de ostentar um belo currículo. É graduado em Direito e Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo, tendo ingressado no Ministério das Relações Exteriores em 1971. É também, professor universitário.

Foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior durante o segundo governo Fernando Henrique Cardoso, depois de ter sido porta-voz da Presidência da República, de 1995 à 1999.

Na carreira diplomática, atuou em vários países, tendo servido em Washington nos anos de 1984 e 1992. Seu nome agrada a integrantes do Itamaraty, por ser um diplomata de carreira, e aos membros do PSDB, partido de um governo do qual ele já fez parte.

 

Eliseu Padilha diz que não vai sair do governo e volta no próximo dia 6

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Charge do Bier (sindbancarios.org.br)

Carolina Bahia
Zero Hora

Rifado pelo ex-assessor e amigo do presidente da República, Michel Temer, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) passou a integrar o centro da crise política que se agrava em Brasília. Em uma tentativa clara de livrar a própria pele, o advogado José Yunes foi ao Ministério Público para afirmar que recebeu um pacote do doleiro de Eduardo Cunha, a mando de Padilha. A declaração veio à tona em um momento de fragilidade do ministro, em que ele se prepara para uma cirurgia da próstata. Imediatamente, começaram a correr boatos em Brasília de que Padilha poderia não voltar da licença médica. Questionado pela coluna, o ministro foi enfático:

– Claro que não vou embora. Se Deus quiser, dia 6 retomo minhas atividades em Brasília.

POEIRA BAIXAR – Padilha nega as irregularidades, mas não quer comentar as declarações de Yunes. No Planalto, o combinado com o presidente Temer é deixar a poeira baixar. O tamanho do estrago daqui para frente vai depender da decisão da Procuradoria-Geral da República. A tendência da PGR é encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido para investigar as acusações contra o ministro.

Para situações como essas, o próprio presidente Temer já se vacinou, dizendo que só serão afastados do governo ministros denunciados ou réus. E pelo ritmo da PGR e do STF, se a investigação for aberta, é bem possível que o governo Temer termine sem uma solução. Por isso mesmo, não faz sentido o boato da demissão de Padilha: ele perderia o foro privilegiado.

Por falar em foro, ao tornar pública essa história, Yunes gruda o seu nome ao do ministro, tentando garantir que também ele seja investigado no Supremo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA colunista Carolina Bahia deu um furo sensacional. Mas é óbvio que Padilha jamais pedirá demissão, vai lutar com todas as forças para não perder o foro privilegiado. Aliás, depois do Carnaval o Supremo vai julgar uma petição dele, que está sendo processado por improbidade administrativa e resolveu exigir o foro privilegiado, que só atinge questões criminais. O assunto é importantíssimo, e depois voltaremos a ele. (C.N.)

 Estratégia de Temer e Yunes é fazer Eliseu Padilha apodrecer até cair de maduro

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Yunes faz o jogo de Temer para tirar Padilha da Casa Civil

Simone Iglesias e Eduardo Barretto
O Globo

O presidente Michel Temer manterá o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) no cargo, mas quer explicações sobre o conteúdo do pacote deixado pelo doleiro Lúcio Funaro para ele no escritório de José Yunes. Temer conversou com Padilha, que está em Porto Alegre para tratamento de saúde, por telefone, na noite de quinta-feira. Acertaram uma licença médica, em princípio, até o dia 6 de março. A depender do resultado da cirurgia de próstata a que será submetido e do andamento das investigações, o afastamento poderá ser estendido.

DOIS AMIGOS? – O presidente está preocupado e desconfortável com a situação porque, além de levar seu principal ministro para dentro da Lava-Jato, coloca Padilha e Yunes como adversários. Ambos são considerados os amigos mais próximos de Temer, um pelo lado político, e o outro pelo lado jurídico.

No Palácio do Planalto, a situação de Padilha está sendo tratada nesta sexta-feira com cautela e muitas reticências. “O que existe até o momento é uma ligação de Padilha a Yunes pedindo para ele receber em seu escritório documentos. Padilha não falou quem entregaria, não mencionou Funaro. Há questões que não estão claras. Temos que primeiro esperar esse episódio depurar, ouvir tudo com calma” — disse um auxiliar próximo a Temer.

TEMER SABIA – O presidente sabia que Yunes havia prestado depoimento ao Ministério Público e também foi informado pelo amigo sobre a entrevista à revista Veja. O advogado esteve com Temer no Palácio da Alvorada na tarde de quinta-feira.

Desde dezembro, Yunes vinha mostrando disposição de depor para esclarecer o fato de ter sido citado na delação premiada de Cláudio Mello Filho, ex-executivo da Odebrecht. Segundo sua delação, Yunes aparece como tendo recebido em seu escritório parte de R$ 10 milhões , em espécie, acertados entre o dono da empreiteira, Marcelo Odebrecht, e Temer, para a campanha eleitoral de 2014 em um jantar no Palácio do Jaburu.

USADO COMO “MULA” – Em depoimento à Procuradoria-Geral da República, Yunes diz que Padilha o usou como “mula”, na campanha de 2014, para Lúcio Funaro repassar um “documento”. Yunes diz que não viu o que havia no envelope entregue, e que não se lembra de quem buscou o envelope entregue por Funaro. Além disso, Yunes relata ter ouvido de Funaro que havia uma estratégia para eleger uma bancada de deputados fiel a Eduardo Cunha, a fim de que ele fosse eleito presidente da Câmara.

O ex-assessor especial de Temer, que saiu do governo em dezembro criticando o “lamaçal” de denúncias da delação do executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho, disse ainda que relatou ao presidente Michel Temer o episódio envolvendo Funaro e Padilha.

— Contei tudo ao presidente em 2014. O meu amigo (Temer) sabe que é verdade isso. Ele não foi falar com o Padilha. O meu amigo reagiu com aquela serenidade de sempre (risos). Eu decidi contar tudo a ele porque, em 2014, quando aconteceu o episódio e eu entrei no Google e vi quem era o Funaro, fiquei espantado com o “currículo” dele. Nunca havia conhecido o Funaro — afirmou Yunes, amigo de Temer há 50 anos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
As informações têm sido dadas pela Assessoria de Imprensa do Planalto, que trabalha prioritariamente para Padilha, e não para Temer. Notem a defesa que os assessores fazem de Padilha, que chega a ser patética. É claro que José Yunes e o amigo Temer não são vestais e estão envolvidos no rolo, mas a estratégia deles é deixar Padilha apodrecer para cair de maduro. As informações da Assessoria de Imprensa da Casa Civil são hilárias.  Dizer que Padilha e Temer ainda são amigos é uma das mais fortes candidatura ao troféu Piada do Ano. (C.N.)

Superlobista Jorge Luz e o filho Bruno voltam ao Brasil e querem fazer delação

Bruno e Jorge Luz confirmam a tese do”Tal pai, tal filho”

Cleide Carvalho e Gustavo Schmitt
O Globo

Os advogados de defesa dos lobistas Jorge Luz e seu filho Bruno Gonçalves Luz, informam que eles chegam ao Brasil às 7h30 deste sábado, no aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília. Eles deixaram Miami às 22h25 desta sexta-feira, num voo da Latam.

De acordo com a Polícia Federal, os lobistas foram presos em Miami, nos Estados Unidos, pela polícia de imigração. Os dois estavam em situação irregular no país e poderiam ser expulsos ou deportados. Como tiveram prisão decretada pelo juiz Sérgio Moro, na 38ª Fase da Lava-Jato, deflagrada nesta quinta-feira, pai e filho estavam sendo procurados pela Interpol e poderiam também ser extraditados, o que exigiria um processo na Justiça.

NEGOCIAÇÃO COM EUA – Autoridades brasileiras e americanas negociaram a situação. Segundo a assessoria do escritório Silvio e Gustavo Teixeira Advogados Associados, os dois foram abordados pela polícia e decidiram voltar espontaneamente e vão se apresentar às autoridades brasileiras por meios próprios, sem serem conduzidos ou algemados. O advogado nega que os seus clientes tenham sido presos.

Um relatório da Polícia Federal de 2015 já alertava para risco de fuga para o exterior dos dois operadores. Bruno Luz tem dupla cidadania, brasileira e portuguesa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A prisão de pai e filho vai dar novos rumos à Lava Jato, porque Jorge Luz já anunciou que pretende fazer delação premiada, para beneficiar o filho. Ele é considerado o rei dos lobistas, com atuação permanente e impune na Petrobras desde o governo de José Sarney. Se contar o que sabe, vai pegar em cheio os tucanos. Os crimes já estão prescritos, mas pelo menos a gente fica sabendo. (C.N.)

Uma mulher genial, que gostava do povo e nunca será esquecida

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Site Poemas & Canções

A regente, pianista e compositora carioca Francisca Hedwiges de Lima Neves Gonzaga (1847-1935) compôs a marcha-rancho “Ó Abre Alas” para o Cordão Rosa de Ouro, do bairro do Andaraí (RJ), em 1899, “primeiro grande destaque carnavalesco que se tem registro na MPB”, segundo a História da Música Popular Brasileira – Grandes Compositores, da Abril-Cultural.

Ó ABRE ALAS
Chiquinha Gonzaga

Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Eu sou da Lira
Não posso negar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Rosa de Ouro
É quem vai ganhar

Doença de Padilha é falsa ou os médicos do Exército são muito incompetentes

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Será que os médicos erraram o tratamento de Padilha?

Carlos Newton

Os assessores do Planalto anunciaram que o ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil, tirou licença do governo na última quarta-feira por cerca de 12 dias, em razão de uma cirurgia que fará no fim de semana. E assinalaram que, depois de ficar internado por dois dias nesta semana, Padilha já havia comunicado ao presidente Michel Temer que iria a Porto Alegre, onde deve operar a próstata neste fim de semana. A notícia, aparentemente simples, requer tradução simultânea.

HÁ MUITAS LACUNAS – O assunto é importante, controverso e estranho, cheio de lacunas, porque a Assessoria de Imprensa do Planalto ainda trabalha diretamente para a Casa Civil, embora desde o dia 3 tenha passado a estar formalmente subordinada à Secretaria-Geral da Presidência, comandada pelo neoministro Moreira Franco.

Fica claro que a versão dos assessores do Planalto é uma informação ardilosa e distorcida, que foi montada para ficar parecendo que o ministro Padilha havia pedido licença na quarta-feira, por motivo de doença, mas na verdade isso só ocorreu na quinta-feira à noite, depois de divulgada a explosiva matéria de Thiago Bronzatto na revista Veja.

TROCA DE DATAS – A intenção clara é divulgar que o licença nada tinha a ver com matéria da Veja, pois Padilha se licenciara na quarta-feira. Para reforçar a falaciosa versão, a Assessoria de Imprensa informou que a requisição da licença teria ocorrido estrategicamente via atestado médico, para burlar a obrigatoriedade de publicação do afastamento de ministro no Diário Oficial.

A informação da Assessoria de Imprensa é de que o ministro recebeu alta na quarta-feira, voltou ao Palácio do Planalto e despachou com Temer para avisar que estava de atestado médico e iria a Porto Alegre para ser operado neste fim de semana, com previsão de ficar em recuperação até o próximo dia 6. Era mentira dos assessores. Padilha combinou a licença com Temer na quinta-feira à noite, por telefone, conforme O Globo apurou, e na conversa os dois combinaram a comprovação por atestado médico, que até então nem existia e foi passado a posteriori.

MÉDICOS INCOMPETENTES – O pior é que essa  distorcida informação do Planalto, aparentemente prosaica, é altamente ofensiva ao corpo médico do Hospital do Exército, onde Padilha teria sido internado segunda-feira. A informação da Assessoria de Imprensa é de que Padilha foi internado segunda-feira no Hospital do Exército, em Brasília, com um quadro de “hiperplasia prostática benigna”, que provocou obstrução urinária e houve necessidade de fazer um procedimento ambulatorial.

Essa informação deixa claro que houve incompetência e erro médico no atendimento ao ministro em Brasília. Depois de ultrassonografia, ressonância, toque retal e tudo o mais, os especialistas militares concluíram que o caso dele (obstrução da uretra por hiperplasia prostática benigna), apenas necessitava de desobstrução, um procedimento simples, realizado em ambulatório.

Mas deu tudo errado, porque Padilha agora alega que o tratamento não teve efeito, o problema se agravou e passou a exigir cirurgia, que será feita neste final de semana (ou seja, neste sábado ou no domingo).

HÁ ALGO DE ERRADO – Pesquisas recentes indicam que a hiperplasia prostática benigna afeta 25% homens aos 50 anos de idade, 33% aos 60 anos e 50% aos 80 anos. Há tratamentos alternativos de eficácia comprovada, como a técnica coreana. Na medicina ocidental ainda se recorre à cirurgia, mas só em último caso, porque grande parte dos pacientes pode obter melhoras significativas, de forma duradoura, apenas com tratamento clínico.

Como não existe mistério em constatar necessidade de cirurgia em hiperplasia prostática benigna, é inacreditável que os especialistas tenham cometido erro tão grosseiro ao tratarem um importante ministro de Estado.

O assunto precisa ser esclarecido, porque não se pode aceitar essa ofensa ao corpo médico do Hospital do Exército, sem efetiva comprovação de que realmente a equipe tenha errado o tratamento. Ou será que tudo não passa de uma farsa, a desobstrução da uretra deu certo e Padilha agora está apenas simulando que será operado, para sair de cena temporariamente?

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PS – Diante do currículo do ministro licenciado, que mais parece uma folha corrida, conclui-se que Eliseu Padilha é muito capaz, porque se mostra capaz de tudo, como se dizia antigamente, no mau sentido. (C.N.)

 

 

A lista da Odebrecht sai no carnaval?

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Charge do Cazo (Facebook: luizfernando.cazo)

Carlos Chagas

Melhor oportunidade do que o Carnaval não há para a divulgação das acusações que envolvem mais de cem parlamentares incluídos na lista da Odebrecht. Mais da metade do país nem tomaria conhecimento dos deputados e senadores citados pelos ex-diretores da empreiteira. Com Câmara e Senado fechados, a repercussão seria menor, ainda mais porque levaria meses a abertura de processos contra os acusados, no Supremo Tribunal Federal.

Sendo assim, por que a demora? Fica evidente estar havendo manobra protelatória. Por parte de quem? Não seriam os ministros da mais alta corte nacional de Justiça, apesar de alguns manifestarem cuidados diante da operação Lava Jato. O palácio do Planalto carece de meios para influir na decisão, até porque muitos ministros empenham-se em escapar dos holofotes. Os novos presidentes da Câmara e do Senado estão incluídos nas acusações e ficarão em cone de sombra.

São dessas situações inusitadas: ninguém é culpado, mas o processo não anda. Quanto mais demore, melhores condições terão os implicados na corrupção para safar-se. Estão de olho na reeleição do ano que vem. Mesmo sabendo que não receberão os fartos recursos das empreiteiras, como no passado, imaginam empurrar com a barriga as dificuldades que os tornariam inelegíveis. Acreditam ser curta a memória do eleitorado.

Pastor Silas Malafaia é indiciado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro

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Malafaia já sofreu condução coercitiva para depor

Correio Braziliense
(Agência Estado)

O pastor Silas Malafaia, da Associação Vitória em Cristo, ligada à Assembleia de Deus, foi indiciado pela Polícia Federal na Operação Timóteo por lavagem de dinheiro. Em 16 de dezembro do ano passado, o pastor foi alvo de mandado de condução coercitiva – quando o investigado é levado a depor e liberado. A Operação Timóteo investiga um esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral (65% da chamada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais – CFEM – tem como destino os municípios).

Malafaia é suspeito de apoiar a lavagem do dinheiro do esquema, que recebeu valores do principal escritório de advocacia investigado. A suspeita a ser esclarecida pelos policiais é que este líder religioso pode ter “emprestado” contas correntes de uma instituição religiosa sob sua influência com a intenção de ocultar a origem ilícita dos valores.

O PODER DAS TREVAS – O mandado de condução coercitiva na Operação Timóteo provocou a ira do pastor Silas Malafaia. No dia da condução coercitiva, em seu Twitter, colérico, o pastor publicou mensagens, áudio e vídeo negando as suspeitas da investigação. “Eu sei o poder das trevas”, afirmou em áudio.

O nome da operação é referência a uma passagem do livro Timóteo, integrante da Bíblia Cristã: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição”.

Lava-Jato quer devolver ao Planalto as valiosas “tralhas” surrupiadas por Lula

Resultado de imagem para peças que lula levou do planaltoDeu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

A força-tarefa da Operação Lava Jato, no Paraná, pediu ao juiz federal Sérgio Moro que autorize a Secretaria de Administração do Planalto a incorporar uma parte das “tralhas” do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao patrimônio da Presidência da República.  Os bens estavam no cofre-forte de uma agência do Banco do Brasil, em São Paulo, segundo a Operação Aletheia – que levou o ex-presidente para depor de forma coercitiva no dia 4 de março de 2016.

Na ocasião, a Polícia Federal achou moedas, espadas, adagas, canetas, condecorações e outros objetos de valor que estavam armazenados no cofre do BB desde 2011, sem custo, segundo informou o gerente da agência.

Lula afirma ter recebido o que ele classificou como “tralhas” de presente quando exerceu os dois mandatos (2003/2010). Segundo a Procuradoria da República, os objetos estavam em nome de Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente, e da ex-primeira dama Marisa Leticia Lula da Silva – que morreu no dia 3 de fevereiro -, “conforme documentação que havia sido anteriormente apreendida por ocasião do cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente”.

RELATÓRIO DO PLANALTO – Em ofício de 17 de fevereiro, a força-tarefa da Lava Jato afirmou a Moro que a Secretaria do Planalto apresentou relatório e discriminou quais objetos devem ser incorporados ao patrimônio da Presidência.

O documento solicitou ainda “autorização para a tomada das providências necessárias para incorporação dos bens em testilha ao patrimônio da Presidência da República”.

O pedido da Procuradoria destaca que os bens estão descritos no “item 61” de um documento da Secretaria de Administração da Presidência. “O Ministério Público Federal requer que seja autorizada a Secretaria de Administração da Presidência da República a adotar as providências necessárias à incorporação, ao patrimônio da Presidência da República, dos bens descritos no item 61 Relatório Final da Comissão Especial”, solicitam os procuradores.

DEPOIMENTO DE LULA – No mesmo dia em que foram feitas as buscas no cofre, Lula foi conduzido coercitivamente para depor e, irritado, disse que não sabia onde estavam as inúmeras “tralhas” que ganhou quando presidente e que iria entregar tudo para o Ministério Público.

Antes disso, ele havia sido flagrado em um grampo com um advogado fazendo críticas às investigações sobre os presentes e dizendo que iria mandar tudo para um prédio do Ministério Público Federal em Brasília.

“O pedido feito pela Força Tarefa da Lava Jato para que o juiz da 13ª Vara Criminal de Curitiba retire bens do acervo que Lula recebeu da Secretaria da Presidência da República, no final do seu segundo mandato, é mais um exemplo gritante dos abusos e da perseguição imposta ao ex-Presidente”, diz a defesa do ex-presidente por meio de nota.

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IMAGEM DE LULA – “A única interpretação possível é a de que a Lava Jato busca destruir a imagem e a história de Lula. A tentativa de retirar bens de seu acervo presidencial agora posta em curso é parte dessa estratégia impatriótica. Isso porque o processo de recebimento, catalogação e entrega dos bens relativos ao acervo de Lula seguiu os mesmos parâmetros aplicados para os demais ex-Presidentes da República desde 1991, quando entrou em vigor a Lei no. 8.394, que disciplina o assunto”, continua o texto, acrescentando:

“O ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso prestou depoimento ao juízo da 13a. Vara Federal Criminal de Curitiba, em 09/02/2017, e esclareceu que também mantém em seu acervo presentes recebidos de chefes de Estado e em eventos oficiais, exatamente o que a Força Tarefa quer retirar de Lula”.

“Registra-se ainda que, se houvesse vício no processo administrativo que resultou na entrega do acervo de Lula, essa discussão deveria ser feita em Brasília, onde tramitou o processo administrativo. Ademais, somente poderia ser conduzida por um órgão cível da Justiça Federal, uma vez que a matéria é estranha à competência reservada às Varas Criminais”, diz a nota, assinada pelo advogado Cristiano Zanin Martins.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– As 186 peças aprendidas estavam guardadas numa sala-cofre porque são muito valiosas. Algumas delas valem mais de R$ 1 milhão. Se forem avaliadas por R$ 200 mil cada, chega-se ao valor total de R$ 37,2 milhões. Portanto, são as “tralhas” mais valiosas do mundo. (C.N.)

Temer diz que só pediu doação oficial à Odebrecht, e Padilha se mantém calado

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Temer alega que não tem nada a ver com o problema

Felipe Amorim
Site do Uol

Em comunicado à imprensa divulgado no final da tarde desta sexta-feira (24), o presidente Michel Temer afirmou ter pedido apoio financeiro à Odebrecht para as campanhas do partido na eleição de 2014, mas disse não ter “autorizado, nem solicitado” que as doações fossem feitas de forma irregular. A afirmação do presidente chega um dia depois de seu amigo pessoal e ex-assessor especial no Planalto, José Yunes, ter admitido que recebeu um “pacote” em seu escritório a pedido do hoje chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS).

O ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho afirmou em seu acordo de delação premiada que parte dos R$ 4 milhões dos repasses da empreiteira que estavam sob a responsabilidade de Padilha foram entregues no escritório de Yunes.

VEJA A ÍNTEGRA DA NOTA: “Quando presidente do PMDB, Michel Temer pediu auxílio formal e oficial à Construtora Norberto Odebrecht. Não autorizou, nem solicitou que nada fosse feito sem amparo nas regras da Lei Eleitoral. A Odebrecht doou R$ 11,3 milhões ao PMDB em 2014. Tudo declarado na prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral. É essa a única e exclusiva participação do presidente no episódio.

Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República”

CITADO PELA ODEBRECHT – Em dezembro do ano passado, veio a público a delação premiada de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht, em que ele citava, entre outros fatos, uma operação que envolvia José Yunes, Michel Temer e Eliseu Padilha.

Melo Filho disse ter levado ao escritório de Yunes, a pedido de Padilha, parte do dinheiro ao PMDB que foi acertado em jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial do então vice-presidente Temer. Participaram do encontro no Jaburu, além de Melo Filho e do próprio Temer, o então presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, e Eliseu Padilha.

ACERTO COM TEMER – O jantar ocorreu em maio de 2014 e, segundo o delator, Temer fez um pedido direto a Marcelo Odebrecht por dinheiro para as campanhas do partido. Ficou acertado que a Odebrecht daria R$ 10 milhões, dos quais R$ 4 milhões ficariam sob a responsabilidade de Padilha, ainda segundo o depoimento de Melo Filho.

De acordo com o delator, o papel de Padilha era coordenar a distribuição dos repasses feitos pela empreiteira ao grupo mais próximo a Temer no partido. Um dos destinatários teria sido o então deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que teve o mandato cassado no ano passado.

O executivo contou também que parte dos R$ 4 milhões foi entregue, a pedido de Padilha, no escritório de Yunes, em São Paulo. A divulgação pela imprensa da delação de Melo Filho, em dezembro do ano passado, levou Yunes a pedir demissão do cargo de assessor especial da Presidência.

AMIGOS HÁ DÉCADAS – Na ocasião, ele divulgou uma carta em que negava o relatado pelo executivo e exaltava a amizade “de décadas” com o presidente Temer. Ambos foram deputados constituintes em 1986. A versão de Yunes, porém, mudou na semana passada, quando ele voluntariamente prestou depoimento à PGR, conforme noticiou a “Folha”.  Ao Ministério Público, ele contou ter sido procurado por Padilha, que lhe pediu o favor de receber alguns “documentos” em seu escritório, que seriam em seguida buscados por um emissário.

Quem foi ao escritório entregar os “documentos”, diz Yunes, foi o doleiro Lucio Funaro, apontado como operador de Eduardo Cunha, ou seja, responsável por viabilizar a entrega de propina ao deputado do PMDB. Cunha sempre negou ter participado em irregularidades investigadas pela Lava Jato.

Yunes disse que não procurou verificar o que havia dentro do pacote que lhe foi entregue e negou ter operado dinheiro de campanha para o PMDB. E o ministro Eliseu Padilha ainda não se manifestou sobre as acusações de José Yunes.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA novela chega aos capítulos finais. Em tradução simultânea, Temer diz que pediu doação oficial, que foi recebida e contabilizada. Ou seja, implicitamente atribuiu a Padilha a culpa do caixa dois em dinheiro vivo. É o fim de uma bela amizade e o agravamento de uma briga que começou no ano passado e não vai acabar nunca, exatamente como temos noticiado desde setembro aqui na TI, com absoluta exclusividade e enfrentando a incredulidade coletiva, pois ninguém acreditava que Temer e Padilha realmente estivessem em rota de rompimento. Mas estavam. (C.N.) 

Além da doença, a saída de José Serra do Itamaraty teve motivos políticos

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Serra ainda sonha em se eleger para a  Presidência

José Carlos Werneck

Passado o impacto de seu pedido de demissão do Ministério das Relações Exteriores, já começam a ser conhecidas as outras razões que levaram o senador José Serra a deixar o cargo, além do problema na coluna. Isolado politicamente, ele disse a correligionários que sua volta ao Parlamento vai marcar seu reingresso no centro do universo político. Para esses interlocutores sua saída do Itamaraty, anunciada na noite de quarta-feira, é a diretriz correta para retomar seus projetos eleitorais.

Antes de sua saída do ministério, o senador paulista expressou seu “tédio” com o cargo que vinha exercendo. Falou de seu isolamento político, resultante de uma agenda exclusivamente de assuntos internacionais, o que o impossibilitava de exercer atividades em seu Estado. Principalmente, seu retorno ao Senado marcará a retomada de seu projeto político.

Além disso, como senador ele tem direito a manter um escritório político em São Paulo, benefício que perdeu ao assumir o ministério. Realmente, o que mais pesou, na sua decisão de se demitir foi a falta de visibilidade no cenário político nacional, por causa de um trabalho monótono para um político de sua importância e dimensão.

MUITAS DORES – Submetido a uma cirurgia no final do ano passado, se queixava de dores. Em fevereiro, após vários de exames, foi aconselhado por seu médico a evitar viagens aéreas, devido ao forte impacto causado por ocasião do pouso das aeronaves. Mesmo assim, participou da primeira reunião do G20, na Alemanha.

Na volta da reunião, expressou sua frustração que uma viagem de mais de 12 horas tenha rendido tão poucos resultados.

Segundo membros do PSDB, Serra passou a avaliar que o custo físico de sua presença no Itamaraty era bem maior do que os frutos políticos que ele obtinha como chanceler e que sua permanência no Itamaraty oferecia “poucos prós para muitos contras”.

UNIVERSO PARALELO – Um amigo do senador definiu o Itamaraty como “um universo paralelo”. Michel Temer chegou a pedir para que ele ficasse mais algum tempo no governo, e que desse um prazo para encontrar um substituto. Mas, depois de ter conhecimento do laudo médico mostrado pelo ex-chanceler, ficou convencido que sua permanência era inviável.

Serra pensou em anunciar sua saída para depois do Carnaval, mas foi aconselhado a não adiar a decisão, o que poderia resultar em vazamentos e constrangimentos a Michel Temer.

O senador José Serra fez um excelente trabalho no Itamaraty, consertando as lambanças feitas pelos governos Lula e Dilma em matéria de política exterior. Repetiu, no MRE, em matéria de gestão o reconhecido trabalho que desenvolveu quando foi ministro da Saúde no governo de Fernando Henrique Cardoso, quando incentivou os genéricos criado pelo ministro Jamil Haddad. José Serra é competente e ainda tem um belo futuro político pela frente. Podem apostar.

Decisão que soltou Bruno pode libertar também todos os réus da Lava Jato

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Marco Aurélio desrespeitou o plenário do Supremo

Jorge Béja

A decisão pessoal, unilateral ou monocrática – não importa o nome – do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, que mandou soltar o ex-goleiro Bruno é tão surpreendente quanto a decisão do mesmo ministro, também monocrática, que décadas atrás mandou colocar Salvatore Cacciola em liberdade para, em seguida, o banqueiro fugir para Itália. Mas não é de Bruno e Cacciola que vamos tratar. Nem de ser justa ou não a decisão do ministro. O assunto é outro e parece que vai passar despercebido pelo povo brasileiro e até mesmo por juristas menos atentos e avisados, entre os que devotam seu tempo às questões de Direito. Então, que a Tribuna da Internet saia na frente, porque mais cedo ou mais tarde os doutores vão dar conta do que aconteceu.

No ano passado o STF decidiu que condenação criminal proferida por um tribunal obriga o condenado a cumprir a pena, ainda que caiba recurso. O ex-goleiro foi condenado a 22 anos de reclusão por um tribunal. Sim, por um tribunal, uma vez que o júri é um tribunal. Daí o nome que lhe dá a Constituição Federal e o Código de Processo Penal: Tribunal do Júri.

DECISÃO SOBERANA – Sabe-se que toda decisão do Tribunal do Juri é soberana, porque dele participam como juízes 7 representantes do povo, que são os jurados. Quando reunidos para julgar, recebem o conjunto deles o nome de Conselho de Sentença. As sessões do Tribunal do Juri são presididas por um Juiz de Direito, juiz togado, que tem atuação limitada à inquirição do réu, das testemunhas, da formulação dos quesitos que os jurados em sala secreta respondem e da fixação da pena. Qualquer que seja a decisão dos jurados, ela é absoluta e irrevogavelmente soberana, seja condenatória ou não.

Os Tribunais de Justiça dos Estados e os Tribunais Regionais Federais, ao julgar recurso contra a decisão do corpo de jurados, ou seja, contra decisão do Tribunal do Júri, não podem substituir a vontade da maioria do Conselho de Sentença. Os referidos tribunais podem até anular a decisão e mandar o réu a novo julgamento pelo Tribunal do Júri.

Quanto à pena fixada pelo juiz que presidiu o julgamento, os tribunais podem até corrigir a dosimetria, muito embora exista um princípio jurídico herdado do Direito Romano que proíbe o aumento da pena (“Non Reformatio In Pejus” = Não Reformar Para Piorar). Nada mais além disso. Daí se conclui que o júri é um Tribunal, que suas decisões são únicas e soberanas e que qualquer outro tribunal não pode absolver se o júri condenou, nem condenar se o júri absolveu.

O CASO DE BRUNO – Ora, pesa contra o ex-goleiro Bruno decisão condenatória proferida por um tribunal colegiado. Seu recolhimento ao cárcere – mesmo existindo possibilidade de recurso, interposto ou não –,  se não era obrigatório, passou a ser, depois que o STF decidiu que réu condenado por tribunal deve ser recolhido à prisão. Logo, a prisão de Bruno tornou-se mais consistente e segura após a decisão do STF do ano passado.

É de se crer que o ex-goleiro não poderia ter ganho a liberdade, mesmo já se achando preso por mais de 6 anos. A condenação foi de 22 anos de reclusão. Mas também não é a questão do ex-goleiro que está em causa. O ministro decidiu e Bruno deve ser solto, imediatamente e sem delongas. Segundo a assessoria do STF, Marco Aurélio entendeu que Bruno tem direito a responder em liberdade enquanto aguarda o resultado dos recursos à condenação. Ordem judicial se cumpre. Só Renan Calheiros é que é o único brasileiro com salvo-conduto para descumpri-la e desafiá-la.

RISCO À LAVA JATO – O alcance desta liminar de hoje do ministro Marco Aurélio é que demanda atenção e o máximo cuidado para os defensores da Lava Jato e de outras operações contra a corrupção. Isto porque, sem denúncia apresentada ou apresentada e já recebida, há muitos políticos e empresários presos provisória ou preventivamente. E sem tempo determinado.  E outros também presos por já terem sido condenados. Mas são prisões decretadas pela primeira instância, a maior parte delas pelo juiz federal Sérgio Moro.

Ora, se o ex-goleiro, que já sofreu condenação de 22 anos de reclusão pelo Tribunal do Júri, foi posto em liberdade, por que os demais, que nem julgados foram, ou que apenas foram condenados pela primeira instância, devem continuar presos? Tudo está conexo. Tudo está ligado. Todos não são iguais perante a lei?

Investigados, indiciados e mesmo os condenados na Lava Jato e que estão recolhidos ao cárcere, todos certamente irão citar a decisão de hoje do ministro Marco Aurélio para também dar entrada com pedidos de habeas-corpus no STF. De Bruno a Cabral, somos todos iguais perante a lei.

SOLTAR OS CORRUPTOS – O certo é que a decisão de hoje do STF abre uma ampla e larguíssima porta para fulminar a Lava Jato e outras investigações contra a corrupção e livrar os corruptos das cadeias onde se encontram ou estão a caminho.

Se Bruno, condenado por um tribunal, foi posto em liberdade, por que então não libertar também Sérgio Cabral & Cia., que nem julgados foram por um juiz de primeira instância? E nem se alegue excesso de prazo, uma vez que no caso Bruno, o recurso do ex-goleiro está à espera de julgamento há quatro anos.

E as prisões provisórias e preventivas dos corruptos que nem prazo de duração têm? Se uma condenação, final e definitiva, à pena de encarceramento e contra a qual não caiba mais recurso, sempre há prazo para começar e terminar, por que não haverá de ter um decreto de prisão provisória ou preventiva? Afinal, pena de morte e de prisão perpétua não existem no Brasil.

Temer vai preservar o controle do TSE para evitar cassação junto com Dilma

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Charge do Mário, reproduzida da Charge Online

Carolina Brígido
O Globo

Uma mudança na composição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderá influenciar no resultado do julgamento do processo de cassação da chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer. Nesta quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou uma lista tríplice com os candidatos para a vaga que será aberta em abril, com o fim do mandato do ministro Henrique Neves. A lista será enviada ao presidente Michel Temer, que baterá o martelo. Embora não seja obrigatório, costuma ser escolhido o candidato mais votado — no caso, Admar Gonzaga, que é ministro substituto do TSE.

Hoje, especula-se que quatro dos sete ministros do tribunal estariam dispostos a separar as contas de campanha de Temer e Dilma. Dessa forma, cada um responderia a processos diferentes, deixando do lado da petista os indícios de irregularidades cometidas durante a campanha. Nesse cenário, as chances de condenação de Temer seriam pequenas, na visão da defesa do presidente. Nos bastidores, o voto de Henrique Neves é contabilizado com a maioria.

HÁ DÚVIDAS – No meio jurídico, o voto de Admar costumava ser contabilizado no time contrário, para não separar as contas. Com isso, aumentaria a possibilidade da condenação de Temer com a nova formação do TSE. No entanto, a interlocutores, o ministro tem dito que ainda não decidiu como votará, porque precisa examinar o processo. Admar é visto como aliado de Dilma, porque já advogou para o PT antes de integrar o TSE. Mas o ministro também já foi advogado do DEM.

O mandato do ministro Henrique Neves termina no dia 16 de abril. Ele ocupa uma das vagas no tribunal de indicação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Pela regra, Neves deve ser substituído por outro indicado pela OAB, que envia uma lista tríplice ao STF. Hoje, o STF aprovou a lista. Admar é o primeiro da lista, porque é ministro substituto há mais tempo do que Tarcísio Vieira, que é o segundo da lista. O terceiro é o advogado Sérgio Banhos, que costuma atuar na área eleitoral. Temer pode escolher qualquer um dos três.

Data do julgamento – A mudança de cadeiras no TSE só pode influenciar o processo de cassação da chapa Dilma-Temer se o julgamento não acontecer até 16 de abril. O relator do caso, ministro Herman Benjamin, tem dito aos colegas que o julgamento ocorrerá antes do fim do mandato de Henrique Neves. No entanto, ministros do tribunal não acreditam nessa possibilidade. Isso porque Benjamin determinou que sejam ouvidos depoimentos de quatro executivos da Odebrecht para incluir, no processo, o mesmo conteúdo da delação premiada prestada na Lava-Jato.

Para integrantes do tribunal e advogados das partes, o procedimento pode significar maior prazo para a conclusão do processo. Isso porque os novos depoimentos podem ser alvo de questionamentos por parte da defesa. Além disso, o processo ficará ainda mais volumoso, demandando mais tempo para os ministros do TSE analisarem o caso antes de elaborar um voto. De qualquer forma, o presidente do tribunal, ministro Gilmar Mendes, já prometeu colocar o caso na pauta de julgamentos do plenário assim que o relator concluir o trabalho.

MAIS MUDANÇA – Se a demora no julgamento se estender para até maio, uma nova dança das cadeiras no tribunal poderá mudar ainda mais as perspectivas sobre o desfecho do processo. Isso porque o mandato da ministra Luciana Lóssio termina em 5 de maio. Ela também ocupa uma das vagas da OAB. Com isso, será feito o mesmo procedimento da lista tríplice para escolher um substituto para a vaga. Essa lista ainda não foi elaborada pela ordem.

O TSE tem sete ministros: três são provenientes do STF, dois do STJ e dois da advocacia. Para cada um dos titulares existe um substituto, da mesma origem. Os ministros das cortes superiores são indicados pelos próprios tribunais, em sistema de revezamento por antiguidade. Ocupam hoje as vagas do STF os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux e Rosa Weber. Nas vagas do STJ estão os ministros Napoleão Nunes Maia e Herman Benjamin.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Está tudo dominado. Temer tem maioria no TSE, presidido por seu amigo pessoal Gilmar Mendes até maio de 2018. Com as mudanças de agora, Temer manterá a maioria dos ministros e não terá problemas eleitorais. Seus problemas são causados pela Lava Jato, que poderá até conduzir a seu impeachment. (C.N.)

Preso em Miami o operador do PMDB, que atuava na Petrobras desde os anos 80

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Luz operava para os caciques do PMDB na Petrobras

Estelita Hass Carazzai
Folha

A Interpol prendeu nesta sexta-feira (24) em Miami, nos Estados Unidos, os operadores Jorge Luz e Bruno Luz, alvos da última fase da Operação Lava Jato. Suspeitos de serem operadores do PMDB na Petrobras, eles eram considerados foragidos desde esta quinta-feira (dia23). O advogado Gustavo Teixeira afirma que os dois não estão detidos, mas apenas sendo interrogados, e que voltarão espontaneamente ao Brasil, como haviam prometido. Pai e filho, eles são alvo de um mandado de prisão preventiva. Os dois haviam viajado para os Estados Unidos, onde têm um apartamento, nos últimos meses (Bruno, em agosto; e Jorge, em janeiro deste ano). Segundo a PF, eles tinham o objetivo de “se furtar da aplicação da lei penal”.

A defesa nega e diz que ambos estão dispostos a colaborar com as investigações “de maneira profícua e profunda”. No passado, Jorge Luz tentou fazer delação premiada quando começou a ser citado na operação, mas não teve sucesso.

SUPEROPERADOR – Jorge Luz, 73, engenheiro, é considerado por investigadores como “o operador dos operadores”. Ele começou a atuar na Petrobras na época do governo de José Sarney (PMDB), em 1986, segundo o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que o mencionou em sua delação.

Sua proximidade da diretoria da estatal era tão grande que ele estacionava seu carro em vagas reservadas para diretores, segundo contou o ex-senador Delcídio do Amaral, também em delação.

Entre os políticos com quem tinha relação, estão o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), Jader Barbalho (PMDB-PA) e Silas Rondeau, ex-ministro de Minas e Energia, afirmou Delcídio.

Luz também foi citado por delatores como o operador Fernando Baiano, de quem é considerado uma espécie de “patrono”, e Nestor Cerveró, que o apontou como o idealizador do apoio político do PMDB à diretoria Internacional da Petrobras.

O lobista considerava que o setor seria “um bom filão” para a obtenção de recursos para as campanhas eleitorais do partido. Segundo a investigação, ele operava em parceria com o filho, Bruno Luz.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Jorge Luz é o arquivo vivo das grandes negociatas da Petrobras. Sua fortuna é incalculável. Perto, dele, um grande operador como Fernando Baiano pode ser considerado iniciante. Luz tem muito a contar sobre as mamatas da estatal ocorridas na chamada Era FHC, quando o esquema de corrupção da Petrobras realmente decolou, digamos assim, e o PT resolveu transformar em vôos de longo curso. (C.N.)

Estadão confirma notícias da Tribuna sobre o fim da amizade entre Temer e Padilha

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Os dois velhos amigos agora se tornaram inimigos

Deu no Estadão

As declarações do ex-assessor especial da Presidência e amigo do presidente Michel Temer, José Yunes, que implicam o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, trazem um problema adicional interno ao governo. Yunes esteve com o presidente nesta quinta-feira (23) no Alvorada, enquanto Padilha está afastado para se tratar de um problema urinário.

Fontes próximas a Yunes e Temer disseram terem sido “surpreendidos” com as declarações do ex-assessor. Auxiliares de Padilha afirmam, em caráter reservado, que a declaração de Yunes parece ser uma estratégia de “fogo amigo” para tirar o ministro da Casa Civil.

Yunes disse que intermediou o recebimento e a entrega de um “envelope” para Padilha. A encomenda, segundo ele, foi entregue em setembro de 2014, pouco antes da eleição presidencial na qual a chapa Dilma-Temer foi reeleita, pelo doleiro Lúcio Funaro, apontado por investigadores da Operação Lava Jato como operador do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

PADILHA “RIFADO” – Além disso, a divulgação da capa da revista Veja com a informação de que Yunes afirma ter sido “mula” de Padilha também alimentou, no início da noite desta quinta-feira, as teorias de que o ministro da Casa Civil pode estar sendo “rifado”.

Apesar do longo tempo de amizade entre Yunes e Temer, o que para algumas fontes seria um indicativo de que a declaração do ex-assessor possa ter sido combinada com o presidente, auxiliares do Planalto dizem não acreditar que Yunes acertaria esse tipo de declaração com Temer.

Yunes afirmou que resolveu falar sobre o assunto para contestar a versão do engenheiro da Odebrecht, Cláudio Melo, que, em delação premiada, disse que Yunes recebeu em seu escritório a quantia de R$ 1 milhão para ser repassado para campanhas peemedebistas, via caixa 2.

EM DINHEIRO VIVO – Em dezembro, a Coluna do Estadão, do jornal O Estado de S.Paulo, revelou que o lobista Lúcio Funaro foi quem entregou a Yunes dinheiro vivo oriundo da Odebrecht. A quantia foi de R$ 1 milhão. Yunes deixou o governo após vir à tona delação do ex-executivo da companhia Claudio Melo.

Ele narrou no depoimento para a Lava Jato reunião em 2014 em que Temer teria pedido dinheiro a Marcelo Odebrecht para o PMDB. Dos R$ 10 milhões, R$ 6 milhões foram para campanha de Paulo Skaf e R$ 4 milhões para o ministro Eliseu Padilha distribuir. Padilha foi quem pediu que Lúcio Funaro fizesse a entrega de R$ 1 milhão a Yunes. O ex-assessor, que esperava receber o dinheiro de um desconhecido, foi surpreendido com o lobista no seu escritório em São Paulo. Os dois não se conheciam pessoalmente, mas Yunes sabia de quem se tratava.

Na ocasião, via assessoria, Padilha disse que “não pediu” nada a Lúcio Funaro. Funaro está preso desde julho pela Lava Jato sob suspeita de comandar com o ex-deputado Eduardo Cunha esquema de arrecadação de propinas de grandes empresas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A matéria do Estadão confirma as informações exclusivas da Tribuna da Internet, sobre a briga de bastidores no Planalto, entre os grupos de Padilha (integrado por Gustavo do Vale Rocha, assessor da Casa Civil, e Márcio de Freitas Gomes, assessor de Imprensa) e de Temer (integrado por Moreira Franco (Secretaria-Geral) e Antonio Inbassahy (Secretaria de Governo). Como é Temer que detém a caneta, Padilha jpa se tornou carta fora do baralho. (C.N.)