Prazo de validade de testes de Covid-19 em estoque será estendida, afirma Pazuello

Ministério da Saúde tem estocados milhões de kits de testes

Luiz Felipe Barbiéri e Paloma Rodrigues
G1 / TV Globo

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta quarta-feira, dia 2, que a validade dos testes para Covid-19 que o governo mantém armazenados será estendida. Pazuello participou de uma audiência pública na Câmara. O ministro explicou que os kits, quando foram adquiridos, tinham uma validade “emergencial” e ‘bem pequena”, e que já estava previsto que o prazo seria alongado.

Na semana passada, reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo” revelou que o Ministério da Saúde armazena em São Paulo um estoque com milhões de testes que podem perder validade nos próximos meses. Nos dias seguintes, a pasta informou que recebeu relatório da Organização Panamericana de Saúde (Opas) atestando a possibilidade de extensão do prazo. O ministério também informou que pediu a ampliação para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

VALIDADE – “A caixa do kit, quando chegou, à época foi feito registro inicial com a Anvisa, e a empresa dando uma validade pequena, emergencial, para iniciar o uso. Bem pequena, de 8 meses. Essa validade inicial seria e será renovada. Porque os componentes do teste todos têm validade muito mais estendida”, disse o ministro.

O ministério é responsável por repassar os testes para os estados. De acordo com o ministro, não faltarão kits para os governos estaduais. “Vai ser renovada essa validade. Não vejo nenhum motivo para não. E, sim, vamos ter testes normalmente para atender as demandas dos estados”, completou o ministro.

De acordo com o Ministério da Saúde, há mais de 7 milhões de testes parados no estoque: 2.814.500 têm data de validade que expira em dezembro; 3.979.700 vencem em janeiro de 2021;
212.900 expiram em fevereiro de 2021; 70.800 vencem em março de 2021. A extensão do prazo ainda depende do aval da Anvisa.

VACINAS – Pazuello também foi questionado sobre as negociações do Brasil para adquirir as vacinas para Covid-19. O ministro disse que “duas ou três” empresas farmacêuticas das que estão desenvolvendo o imunizante atendem as necessidades do Brasil nos quesitos cronograma e quantidade de doses. Segundo o ministro, há uma competição entre as fabricantes com “produção, venda e publicidade muito fortes”, mas a “história é bem diferente” quando se senta para negociar”.

“Ficou muito óbvio que são muito poucas as fabricantes que têm a quantidade e o cronograma de entrega efetivo para o nosso país. Quando a gente chega no final das negociações e vai para o cronograma de entrega e fabricação, os números são pífios. Os números são pífios. Números de grande quantidade, realmente, se reduz a uma, duas, três ideias. A maioria fica com números muito pequenos para o nosso país”, afirmou Pazuello.

“Na hora que vai efetivar a compra, vai escolher, não tem bem aquilo que tu quer, o preço não é bem aquele, e a qualidade não é aquela”, acrescentou, sem citar nenhum laboratório.

VACINA DA PFIZER – Durante a audiência, o ministro admitiu a possibilidade de comprar a vacina da farmacêutica Pfizer, por meio do Covax Facility, um consórcio de países criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para garantir acesso equitativo a uma futura vacina da Covid-19. A Pfizer ainda está negociando sua entrada no consórcio. O Reino Unido anunciou que vai começar a vacinar sua população com a vacina da empresa a partir da próxima semana.

“O Brasil aderiu a esse consórcio desde o desenvolvimento das vacinas, já com opção de compra, recebimento de 42 milhões de doses, que poderá ser de uma das 10 fabricantes. Inclusive a própria AstraZeneca ou a Pfizer, por exemplo”, disse o ministro.

No Brasil, o Ministério da Saúde anunciou, na segunda (1°), que idosos, profissionais da saúde e indígenas terão prioridade de imunização, mas ainda não há data prevista para o início da aplicação das vacinas.

Camargo divulga os nomes excluídos da lista de Personalidades Negras da Fundação Palmares

Camargo repete o comportamento autoritário do presidente

Lauro Jardim
O Globo

Sérgio Camargo divulgou, nesta quarta-feira, dia 2, a lista oficial dos excluídos da lista de Personalidades Negras da Fundação Palmares. A partir de hoje, de acordo com portaria publicada no Diário Oficial em novembro, o órgão passa a conferir apenas homenagens póstumas.

No total, 29 personalidades foram excluídas da lista, segundo tuíte publicado por Camargo. Entre eles estão Benedita da Silva, Conceição Evaristo, Elza Soares, Gilberto Gil, Leci Brandão, Marina Silva, Martinho da Vila, Milton Nascimento, o senador Paulo Paim (PT-RS), Sandra de Sá, Vanderlei Cordeiro de Lima e Zezé Motta.

HOMENAGEM PÓSTUMA – A listagem também inclui a retirada da homenagem póstuma para Madame Satã, João Francisco dos Santos, artista que se tornou um símbolo LGBT na noite do Rio de Janeiro, morto em 1976.

Camargo informou ainda que além do nome, também será retirado o texto biográfico do site da Fundação Palmares: “É certo que alguns nomes voltarão um dia. Mas acredito que a maioria não”.

Veja todos os nomes excluídos da lista de Personalidades Negras da Fundação Palmares: Ádria Santos, Alaíde Costa, Benedita da Silva, Conceição Evaristo, Elza Soares, Emanoel de Araújo, Gilberto Gil, Givânia Maria da Silva, Janete Rocha Pietá, Janeth dos Santos Arcain, Joaquim Carvalho Cruz, Jurema da Silva, Léa Lucas Garcia de Aguiar, Leci Brandão, Luislinda de Valois, Madame Satã, Marina Silva, Martinho da Vila, Melânia Luz, Milton Nascimento, Paulo Paim, Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e Sandra de Sá, Servílio de Oliveira Sueli, Carneiro Terezinha, Guilhermina Vanderlei Cordeiro de Lima, Vovô do Ilê e Zezé Motta

Gilmar Mendes adia julgamento do habeas que deu prisão domiciliar a Queiroz e Márcia

Charge do Gilmar Fraga (Zero Hora)

Márcio Falcão e Fernanda Vivas
G1

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes adiou o julgamento do habeas corpus que garantiu a prisão domiciliar de Fabrício Queiroz e da mulher, Márcia Aguiar. O pedido começaria a ser julgado na próxima sexta-feira, dia 4, pela Segunda Turma do tribunal em plenário virtual – quando os ministros apenas depositam os votos no sistema eletrônico, sem sessão de debates. Ainda não há data para o tema voltar à pauta.

Queiroz e Márcia foram denunciados pelo Ministério Público do Rio por suposta participação no esquema de “rachadinha” no gabinete do então deputado estadual e atual senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

RAZÕES DE SAÚDE – Em agosto, Mendes derrubou uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e restabeleceu a prisão domiciliar, levando em consideração razões de saúde.

A Procuradoria-Geral da República recorreu da decisão de Gilmar e, agora, os ministros da Segunda Turma vão definir se o casal permanece em prisão domiciliar ou vai para o presídio. Além de Gilmar, votam no caso os ministros Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Edson Fachin e Nunes Marques.

DECISÃO E RECURSO – O recurso da PGR afirma que a liberdade do casal coloca em risco a ordem pública e a instrução processual. Para o subprocurador-geral da República Alcides Martins, a prisão foi adequadamente justificada na decisão do juiz de primeiro grau e não há comprovação atual da precariedade de saúde do investigado, conforme alegado pela defesa.

Na decisão de agosto, Mendes citou que, diante de um quadro de pandemia e do frágil estado de saúde de Queiroz, a prisão domiciliar “se impõe”. “No caso em análise, considerando a fragilidade da saúde do paciente, que foi submetido, recentemente, a duas cirurgias em decorrência de neoplasia maligna e de obstrução de colo vesical, entendo que a substituição da prisão preventiva pela prisão domiciliar é medida que se impõe”.

O ministro manteve a determinação para o uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares, como proibição de contato com outros investigados e de sair do país sem prévia autorização judicial. Segundo Gilmar Mendes, as medidas são suficientes para frear eventual prática de delitos.

Acusação de advogados de Lula sobre intimidação é “esdrúxula e vazia”, diz Lava Jato à ONU

Zanin afirmou que “o MPF não representa o Brasil na ONU”

Deu no Estadão

O Ministério Público Federal enviou ofício à Organização das Nações Unidas prestando informações após relatos de suposta ‘intimidação e assédio judicial’ contra os advogados Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins por terem trabalhado para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento é encaminhado para o relator especial da ONU sobre a independência de juízes e advogados por intermédio do Itamaraty.

“É absolutamente esdrúxula e vazia a versão conspiratória apresentada às Nações Unidas pelo Sr. Roberto Teixeira e pelo Sr. Cristiano Zanin Martins, que, ao invés de exercerem o seu legítimo direito de defesa pelo uso dos pródigos recursos disponíveis na legislação brasileira, buscam vias heterodoxas para artificializar narrativas e alcançar vitimização e blindagem contra a possível punição por atos criminosos pelos quais vêm sendo acusados pelo Ministério Público Federal”, frisa a força-tarefa Lava Jato do Rio no documento de 54 folhas assinado por 12 membros do MPF. As informações foram divulgadas pela Procuradoria fluminense.

DEFESA –  Zanin, por meio de nota, afirmou que “o MPF não representa o Brasil na ONU” e que os procuradores fazem afirmações “mentirosas e incompatíveis com decisões já proferidas pelo Supremo Tribunal Federal sobre a matéria”, reforçando “as violações apontadas no comunicado e que estão sob investigação internacional”.

O defensor de Lula informou ainda que levou à ONU nesta terça-feira, 1, relato de “nova tentativa de assédio e intimidação” do MPF do Rio à advocacia.

IMPROCEDENTE –  No ofício, os integrantes da força-tarefa da Lava Jato sustentaram que não procedem as alegações feitas às Nações Unidas, entre elas a tese da indução de um delator e da ausência do contraditório num processo por crimes envolvendo desvios de recursos federais do Sesc e Senac.

Teixeira e Zanin estão entre os 26 primeiros réus da Operação E$quema S, que está com a tramitação suspensa por decisão do um ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

“A força-tarefa informou que suas investigações e processos (51 operações desde novembro de 2016) miram esquemas de corrupção e outros crimes praticados a partir do estado do Rio de Janeiro, sendo que o ex-presidente citado pelos advogados ‘sequer é ou foi alvo de qualquer investigação realizada pela Força-Tarefa Lava Jato no Rio de Janeiro’”, frisou o Ministério Público Federal em nota.

SIMULAÇÃO DE CONTRATOS – A Procuradoria diz ainda que Teixeira e Zanin não foram investigados nem acusados pelo exercício de advocacia prestado em razão de contratos advocatícios verdadeiros, ‘mas por crimes vinculados à simulação de contratos ideologicamente falsos, entre 2012 e 2017’.

No documento enviado à ONU, o MPF lista 120 documentos incluídos como elementos de prova nos autos e que embasaram buscas em escritórios de advogados envolvidos com a organização criminosa.

A força-tarefa destacou que os mandados em escritórios de advocacia foram cumpridos na presença de pelo menos um representante da Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

DISPOSITIVO – O MPF informou ainda que os advogados nunca pediram ao Judiciário, nem identificaram, desde as buscas, o dispositivo com dados do ex-presidente que citaram à ONU por suposta apreensão indevida.

“Outras alegações foram rebatidas como a apresentação da denúncia antes das buscas e publicização da operação pela Assessoria de Comunicação do MPF; a suposta ausência do contraditório e desproporção no confisco de bens e valores; a decisão do ministro Gilmar Mendes de suspender a Operação E$quema S; e a suposta falta de isenção do juiz responsável”, registrou ainda a Procuradoria.

RELATOR – O advogado Cristiano Zanin destacou ainda que em outubro, o relator especial sobre a independência de juízes e advogados da ONU Diego García-Sayán criticou ações contra advogados. Na ocasião, o órgão foi acionado, após as buscas feitas pela Lava Jato, em setembro.

Em nota divulgada pela ONU, na época, García-Sayán afirmou: “Estou alarmado com uma aparente estratégia de alguns promotores e juízes de intimidar advogados por fazerem seu trabalho, particularmente quando estes defendem políticos”.

“A forma espetacular como a polícia realizou as buscas – com ampla cobertura de jornalistas que haviam sido avisados previamente- parece ser parte de uma estratégia destinada a desacreditar os advogados diante de seus pares, clientes e o público em geral”, disse García-Sayán. Segundo ele, “advogados e advogadas não devem ser atacados por servir os interesses de seus clientes”.

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COM A PALAVRA, O ADVOGADO CRISTIANO ZANIN MARTINS

Na data de hoje (01/12), informei ao Relator Especial da ONU sobre a Independência dos Juízes e da Advocacia, em Genebra, sobre o novo assédio e tentativa de intimidação do Ministério Publico Federal do Rio de Janeiro à advocacia. Existe uma investigação internacional aberta desde outubro para apurar a violação aos “Princípios Básicos sobre o Papel dos Advogados” adotado pela ONU em 1990 em virtude da conduta de alguns agentes do Sistema de Justiça brasileiro — que agiram em retaliação à minha atuação como advogado do ex-presidente Lula. Essa atuação profissional já resultou no reconhecimento de graves ilegalidades na autointitulada “Operação Lava Jato”, incluindo a ocultação de provas da defesa do acusado.

O MPF não representa o Brasil na ONU e afirmações veiculadas no material, além de mentirosas e incompatíveis com decisões já proferidas pelo Supremo Tribunal Federal sobre a matéria, apenas reforçam as violações apontadas no comunicado e que estão sob investigação internacional.

Cristiano Zanin Martins – advogado.

Cúpula do Progressistas avaliza candidatura de Arthur Lira à presidência da Câmara

Arthur Lira é apontado como o candidato de Bolsonaro

Camila Turtelli
Estadão

A cúpula do Progressistas definiu o deputado Arthur Lira (AL) como o candidato do partido para concorrer à presidência da Câmara, em 1º de fevereiro do ano que vem. A decisão, tomada em jantar nesta terça-feira, deverá ser oficializada nos próximos dias.

O encontro, com a participação do presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI), e de boa parte da bancada do partido na Câmara, foi também uma confraternização de fim de ano,  realizado em um restaurante de Brasília.

CANDIDATO DE BOLSONARO – Lira é apontado como o candidato do presidente Jair Bolsonaro e deve rivalizar com um nome a ser definido pelo grupo do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A participação do próprio Maia na disputa ainda não está descartada, embora, ele diga que não irá concorrer.

Ainda nesta terça, 1, o Progressistas lançou um manifesto em que critica a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal (STF) abrir caminho para a reeleição de Maia e também de Davi Alcolumbre (DEM-AP) no comando do Senado.  Intitulado “Carta à Nação Brasileira e ao Supremo Tribunal Federal, o documento chama qualquer iniciativa nesse sentido de “coronelismo parlamentar” e “casuísmo tacanho”. O texto foi assinado por doze partidos, incluindo o PT, que tem bom relacionamento com Maia.

A Constituição proíbe a recondução dos presidentes da Câmara e do Senado na mesma legislatura, mas a polêmica, agora, está com o Supremo. O julgamento do assunto foi marcado para a próxima sexta-feira, 4, no plenário virtual da Corte.

Scott Atlas, conselheiro trapalhão que fez Trump desprezar a covid-19, enfim pede demissão

O conselheiro da Casa Branca para coronavírus, Scott Atlas, durante coletiva de imprensa em 23 de setembro — Foto: AP Photo/Evan Vucci

Scott Adams ridicularizava a pandemia e prejudicou Trump

Sandra Cohen
G1 Política

O radiologista Scott Atlas caiu nas graças do presidente Trump ao dar repetidas entrevistas na Fox News sobre a pandemia do novo coronavírus. Falavam a mesma língua, compartilhavam as mesmas crenças. Convidado em agosto para ser conselheiro especial do presidente para a Covid-19, o médico rapidamente entrou em choque com integrantes da força-tarefa e renomados infectologistas, atordoados com a sua falta de rigor científico.

A breve e controversa passagem de Atlas pela Casa Branca foi um desastre. Desde que ingressou até segunda-feira, quando pediu demissão, o número de pessoas infectados no país dobrou e mais 101 mil americanos morreram, totalizando 268 mil. Os EUA registram 1 milhão de novos casos por semana, cerca de 93 mil estão hospitalizados com a doença.

IDEIAS ALOPRADAS – Atlas bateu de frente com o epidemiologista Anthony Fauci, considerado o principal especialista do país, que já serviu a seis presidentes. Trump, contudo, preferiu ouvir seu novo conselheiro e acatar ideias desprezadas pela comunidade científica.

Num post removido pelo Twitter, o médico menosprezou a eficácia das máscaras faciais para frear a doença. Alardeou o contestado conceito de “imunidade de rebanho” – deixar o vírus se espalhar, protegendo os mais vulneráveis, para que o maior número de pessoas seja exposta e produza anticorpos contra ele.

Associou o aumento da doença à testagem sistemática, criticou o isolamento para os portadores assintomáticos, defendeu a reabertura da economia, das escolas e o retorno de jogos de futebol universitário. E Trump acatava estas ideias como uma estação repetidora.

DEMISSÃO COMEMORADA – Sua demissão veio como alívio praticamente unânime entre autoridades de saúde, que não consideram Atlas fonte confiável para lidar com o novo coronavírus. A Universidade Stanford, que abriga o think tank conservador Hoover Institution, do qual Atlas se licenciou enquanto estava na Casa Branca, tomou distância das opiniões do radiologista.

A equipe de saúde de Joe Biden saudou a demissão do conselheiro do governo. “Você não iria a um podólogo por causa de um ataque cardíaco e era basicamente isso que estava acontecendo”, disse Celine Gounder, membro do conselho consultivo da Covid-19 montado pelo presidente eleito.

Em sua carta de demissão, Atlas defendeu sua gestão, que tinha prazo de validade: “Trabalhei muito com um foco singular — salvar vidas e ajudar os americanos durante essa pandemia.” A pandemia não dá sinais de arrefecer. E Atlas não tem mais a quem distribuir seus conselhos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Ouvir Scott Atlas foi o maior erro de Trump, que fazia um governo eficiente em termos econômicos. As maluquices de Adams sobre o coronavírus levaram à vitória o apático Joe Biden, que politicamente não fede nem cheira, como se dizia antigamente. E agora podemos dizer a Trump sobre sua derrota, parodiando o marqueteiro James Carville: “É a pandemia, estúpido!”. (C.N.)

Jornalistas e influenciadores são classificados de ‘detratores’ em relatório feito para o governo federal

Documento baseou-se em comentários sobre a Economia e Guedes

Deu no Estadão

O governo federal contratou uma empresa que classificou jornalistas como “detratores” em uma avaliação feita de postagens de influenciadores sobre o Ministério da Economia e o ministro Paulo Guedes.

A lista foi revelada pelo jornalista Rubens Valente, do Uol, e mostra que o relatório separou os nomes em três grupos: os “detratores” do governo Bolsonaro, do Ministério da Economia e/ou do ministro Paulo Guedes, os “neutros informativos” e os “favoráveis”. No relatório, a empresa orienta o governo a lidar com os influenciadores. As medidas vão de esclarecimentos ao “monitoramento preventivo”.

POSTAGENS SOBRE GUEDES – Intitulado de “Mapa de influenciadores”, o relatório analisou postagens feitas em maio de 2020 sobre Guedes e seu ministério. Entre os classificados como “detratores” estão a colunista do Estadão e apresentadora do Roda Viva, da TV Cultura, Vera Magalhães, Guga Chacra, Xico Sá, e Cynara Menezes.

A BR+ Comunicação, paga para fazer o monitoramento, tem contrato com o Ministério da Ciência e Tecnologia, que é aproveitado pelo Ministério da Economia por meio de um Termo de Execução Descentralizada de junho de 2020, no valor total de R$ 2,7 milhões, que inclui outros serviços de comunicação. O Ministério da Economia foi procurado pela reportagem, mas não se manifestou.

Em nota, a BR+ Comunicação afirmou que o uso termo “detrator”, costumeiramente utilizado para se referir a traidores da pátria, “foi um erro de processo, já corrigido pela empresa”. “Nosso padrão de monitoramento, que é uma técnica comum e utilizada por todas as assessorias, utiliza as expressões ‘Negativo’, ‘Positivo e ‘Neutro’. Pedimos desculpas ao cliente e aos influenciadores pelo mal entendido, que, reiteramos, já foi sanado”, diz a nota.

Com a volta da inflação, o Tesouro conseguiu vender R$ 30,3 bilhões em títulos indexados

TRIBUNA DA INTERNET | Pressão internacional pode causar estragos na luta  contra a inflação em 2018

Charge do Alves (Arquivo Google)

Rosana Hessel
Correio Braziliense

O clima externo mais favorável, com as bolsas internacionais subindo diante da expectativa da aprovação de um novo pacote fiscal pelo governo dos Estados Unidos, e a expectativa de preços cada vez mais altos após o reajuste na tarifa de energia contribuíram para que o Tesouro Nacional conseguisse vender integralmente o lote de 8 milhões de NTN-B — títulos indexados à inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — no leilão realizado nesta terça-feira (1º/12), arrecadando R$ 30,3 bilhões.

 Conforme os dados do Tesouro, os títulos NTN-B com vencimento em 15 de maio de 2023 incluíram uma taxa de juros real — acima da inflação — de 1,017% ao ano, valor abaixo do contratado anteriormente. Em 3 de novembro, o órgão vendeu 5 milhões desse mesmo papel com taxa adicional ao IPCA de 1,26% ao ano.

BOA DEMANDA – “O leilão foi bem-sucedido. Houve uma boa demanda pela oferta dos títulos do Tesouro e, como os juros reais foram menores do que o último leilão, o governo ainda conseguiu reduzir o custo de carregamento para o papel”, avaliou o economista-chefe da JF Trust Investimentos, Eduardo Velho, em entrevista ao Blog.

“A curva de juros mais curta teve um alívio pontual, com o exterior ganhando impulso com o otimismo para a liberação do pacote fiscal dos EUA. Mas, no Brasil, a agenda fiscal precisa andar para destravar a curva longa. As previsões de inflação de 2020 passam para mais de 4%”, destacou.

 

Pelos cálculos do economista da JF Trust, as pressões inflacionárias, após o reajuste na conta de luz anunciado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), devem aumentar as projeções em 0,4 ponto percentual, “levando as estimativas anteriores do IPCA de 2020 subirem para algo entre 4,10% e 4,20%. Apesar do aumento, a inflação ainda deverá dentro o intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual da meta, de 4%”, afirmou.

DÍVIDA EM ALTA – Vale lembrar que a dívida pública bruta está em uma escalada, alcançando 90,7% do Produto Interno Bruto (PIB), em outubro, e deverá continuar subindo pelas projeções do mercado. Não à toa,  o risco país do Brasil medido pelo CDS (Credit Default Swap) de cinco ano, está em 165,2 pontos, patamar acima da Grécia, que tem o mesmo rating do Brasil, de 113,30 pontos.

“A questão fiscal é muito importante daqui para frente para determinar o comportamento no mercado dos juros futuros. Qualquer sinalização do governo de que haverá piora no controle das contas públicas fará os juros futuros subirem cada vez mais e, com isso, o Banco Central será obrigado a voltar a subir a Selic (taxa básica da economia)”, destacou Eduardo Velho.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O IBGE pode esconder os números o quanto quiser, mas quem sai às ruas e faz compras, mesmo por telefone, sabe que os preços dispararam. Vejam só a lógica do mercado: como o óleo de soja subiu, todos os demais óleos comestíveis também aumentaram o preço, sem existir a menor razão. Em cima disso, tudo foi inflacionado, inclusive as frutas da estação. No Brasil, o mercado da oferta e da procura é manejado por um louco de hospício, como diz o economista e advogado Celso Serra. (C.N.)

Após derrota de aliados nas urnas, Bolsonaro intensifica conversas sobre filiação partidária

Charge do Jota A. (portalodia.com)

Naira Trindade, Natália Portinari, Guilherme Caetano e Bernardo Mello
O Globo

Depois de uma eleição em que partidos de centro foram vitoriosos e com escassas vitórias de candidatos para quem declarou apoio, o presidente Jair Bolsonaro vem intensificando conversas com líderes partidários a fim de encontrar uma legenda para se lançar à reeleição.

Bolsonaro tem sido aconselhado a dialogar com partidos já estruturados e com recursos, inclusive do centrão, para escolher a nova casa. Porém, deputados da ala ideológica insistem para que ele volte ao PSL, de Luciano Bivar, e negociam com o partido uma reformulação para abrigar o presidente.

OPÇÕES – A necessidade de reunir aliados em uma só legenda — a dispersão da eleição municipal mais recente foi vista como um fator responsável por derrotas — também apressou o passo das discussões. Aliados do governo listam como opções o PSL; o PSD, de Gilberto Kassab; o PP, do senador Ciro Nogueira; o PTB, de Roberto Jefferson; o Republicanos, presidido por Marcos Pereira; e o Patriota, de Adilson Barroso.

A tendência, segundo auxiliares do governo, é que o chefe do Executivo evite se movimentar ou tenha agendas públicas com líderes partidários até passar a eleição das presidências da Câmara e do Senado, em fevereiro de 2021. Após a definição de forças nas duas casas, aí sim, ele faria sua escolha.

NEGOCIAÇÃO – Nos últimos três meses, o deputado federal Filipe Barros (PSL-PR) tem negociado com a cúpula do PSL uma reformulação da legenda para transformá-la novamente na casa de Bolsonaro. Os deputados ideológicos preferem continuar na sigla pela qual foram eleitos, que detém o segundo maior fundo eleitoral — foram quase R$ 200 milhões neste ano — a terem de buscar abrigo em outra legenda sem recursos ou estrutura para se lançarem à reeleição em 2022.

A negociação envolveria escantear inimigos de Bolsonaro: os deputados federais Júnior Bozzella (SP), Joice Hasselmann (SP), Dayane Pimentel (BA) e Nereu Crispim (RS) e o senador Major Olimpio (SP).

Nas tratativas, alguns deputados pedem que Bivar entregue as chaves do partido a Bolsonaro, dando ao presidente controle sobre recursos e sobre quem ocupará diretórios estaduais. Nenhum dirigente, porém, do PSL ou de outras siglas grandes, se diz disposto a isso. As costuras passam por redistribuir comandos de diretórios estratégicos que recebem recursos para manter suas estruturas e impulsionar as candidaturas nos estados. Deputados bolsonaristas chegaram a pedir que a legenda mudasse de nome e passasse a se chamar Aliança, mas a ideia foi rejeitada.

PAZES – A cúpula do PSL evita falar abertamente sobre as conversas com o governo antes das eleições da presidência da Câmara. A legenda, que se diz independente, trabalha para lançar Bivar como sucessor de Rodrigo Maia (DEM-RJ). Os deputados bolsonaristas, hoje suspensos do partido, perderam a esperança de criar o Aliança pelo Brasil no prazo estipulado por Bolsonaro, que vence em março, e buscam fazer as pazes com a cúpula do PSL.

Dirigentes da legenda, por outro lado, admitem que possa haver negociações no sentido de ajustar o partido para abrigar não só o presidente, mas também as alas ideológicas, conservadoras e também deputados da “velha política” que o partido quer filiar. A ideia é definir diretorias internas, com orçamentos definidos para cada grupo. Assim, o partido espera não reduzir de tamanho em 2022, já que o pleito municipal mostrou um enfraquecimento dos ideológicos nas urnas.

“VELHA POLÍTICA” – Caso opte por um partido alinhado ao Centrão, Bolsonaro terá ainda de afinar o discurso para tentar convencer a militância a aceitar o movimento de se associar à “velha política”, além de vencer a resistência de alguns líderes partidários.

A aliados, o deputado Marcos Pereira demonstrou resistência em abrigar no Republicanos os 20 deputados que acompanhariam Bolsonaro no ato da filiação, sob alegação de preferir ter o controle de uma bancada de 31 deputados do que perder o rumo com deputados insubordinados que não dialogariam com o restante da bancada.

DENOMINAÇÃO RELIGIOSA – Interlocutores do presidente no meio evangélico vêm aconselhando Bolsonaro a evitar o Republicanos pela ligação da legenda com Igreja Universal do Reino de Deus, o que poderia afastá-lo de outras denominações religiosas.

Já o presidente do PSD, Gilberto Kassab, negou a possibilidade de Bolsonaro se filiar à sigla, frisando, porém, ter pautas convergentes com o governo. A filiação é defendida por integrantes do do Planalto. “Temos respeito pelo governo Bolsonaro, mas o PSD é um partido de centro. Não está no estatuto ou nos objetivos do partido ser um partido de direita. Esse é o motivo pelo qual Bolsonaro não vai se filiar ao PSD”, disse Kassab.

Um aliado do presidente integrante da bancada evangélica na Câmara defende um retorno ao PP, partido do qual Bolsonaro se desfiliou em 2016 citando o envolvimento de lideranças em esquemas de corrupção. Um dos motivos é a aliança construída com o deputado Arthur Lira (PP-AL), tido como “fiador da governabilidade” no momento. A avaliação é que a legenda permitiria ao presidente garantir em 2022 apoios de outras siglas do centrão, como o PL.

Brasil precisa de uma aliança de centro-esquerda e centro-direita para fazer frente ao Bolsonaro, diz Ciro

Ciro não acredita que processo seja construído em torno de Lula e Doria

Deu na Folha

O ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes (PDT) afirmou nesta teraç-feira, dia 1º,  que o Brasil precisa de uma aliança de centro-esquerda e centro-direita para fazer frente ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições de 2022. “Mais do que viável, acho necessária [essa aliança]”, disse durante participação no UOL Entrevista.

A declaração foi dada ao colunista do Uol Leonardo Sakamoto, que o questionou sobre uma declaração do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ontem, também em participação no UOL Entrevista, Maia citou Ciro e outros nomes, como o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) e o apresentador Luciano Huck, para formar uma frente de centro nas próximas eleições.

ALIANÇA – Para Ciro, a esquerda precisa formar uma aliança com a política de centro, que tradicionalmente se alia à direita no país, para chegar com mais chances de vitória em 2022. “O futuro, do meu ponto de vista, pede o encerramento da ilusão neoliberal e a formulação, em um ambiente muito difícil e complexo, de um projeto nacional de desenvolvimento. Esse projeto, para ser viável, tem de tomar uma parte do centro político da sua tradicional relação umbilical com a direita”, afirmou Ciro.

Questionado se acharia mais fácil construir uma aliança com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou com Doria, Ciro disse acreditar em nem uma coisa, nem outra.O ex-governador cearense defendeu uma aliança entre PDT, PSB, Rede e PV para a travessia de um primeiro grande obstáculo, “com meus 15%, 14% [de intenções de votos]”, para depois se discutir a continuidade desse processo.

“O que vou fazer, à luz do dia, na frente de todos, é tentar capturar um pedaço de centro-direita para uma ampla aliança na centro-esquerda”, disse Ciro. “Se eu conseguir isso, vou ser o próximo presidente do Brasil. Se não, eu boto a viola no saco e vou ser um livre pensador”, afirmou.

SEM IMPOSIÇÃO – Apesar de dizer que gostaria de ser candidato em 2022, Ciro declarou que não necessariamente o seu nome será lançado em uma eventual chapa nas eleições. “Eu quero ser, mas não me imponho”.

Ciro avaliou ainda que, nas eleições municipais de 2020, o bolsonarismo e o lulopetismo foram os grandes perdedores e acabaram “banidos” pelos eleitores das grandes cidades do país. O ex-governador ainda conectou os dois segmentos e disse que um sustenta o outro.”O Bolsonaro, para mim, nunca foi nem será jamais popular no Brasil enquanto o lulopetismo deixar de ser o fator ocasionador desse ultraconservadorismo brasileiro”, disse.

“Esse lulopetismo sai completamente desmoralizado dessas eleições do Brasil. Espero que essas confrontações odientas sejam mandadas brigar lá fora, para que a gente possa construir aqui em audiência com a lição das urnas. O Brasil está sendo destruído do ponto de vista do seu tecido econômico e sua situação de contas públicas”, afirmou.

“ORGÂNICO” – Para o ex-governador cearense, houve um grande voto ao centro, centro-esquerda e centro-direita —mas que, na avaliação dele, não é “orgânico”. “Precisa ser organizado para fazer alguma proposta para 2022, mas esse é o sinal que a população mandou nas urnas”, disse Ciro.

“Além do resgaste da política da realização. Ganharam as eleições aqueles capazes de entregar, me parece o fim dos estagiários nas posições de grande responsabilidade”, completou.

Ciro também não poupou críticas ao PT. Ao longo da entrevista, afirmou que o PSOL representa uma “esquerda raiz” no bom sentido, que não contemporizou com a “roubalheira” do PT, além de criticar a presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, e o lançamento da candidatura de Jilmar Tatto (PT) à Prefeitura de São Paulo.

“POSSIBILIDADE” –  Para ele, PSOL e o nome de Guilherme Boulos, candidato pelo partido para a Prefeitura de São Paulo que chegou ao segundo turno da disputa, mas perdeu para o atual prefeito Bruno Covas (PSDB), representam uma “possibilidade” de os jovens serem de esquerda no Brasil sem se associarem com problemas do PT.

“[PSOL e Boulos] São uma possibilidade dos jovens serem de esquerda no Brasil sem ter que explicar o [ex-ministro Antonio] Palocci, a Gleisi Hoffmann, essas loucuras que essa burocracia corrompida do PT praticou e querem agora que a nação inteira engula, sem nenhuma autocrítica, essa arrogância, essa prepotência”, disse.

Ciro voltou a defender que a candidatura de Márcio França (PSB), apoiada pelo PDT, tinha mais chances de derrotar Covas no segundo turno em São Paulo. “Mas não titubeamos em apoiar o Boulos porque é o tipo de esquerda que não tem que explicar nada para apoiar, porque é decente, enfim, uma coisa nova, respeitável. Não temos que ficar explicando banditismo”, disse.

ENCONTRO COM LULA – Em outubro, Ciro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontraram numa tarde para discutir uma possível união da esquerda contra Bolsonaro em 2022. Os dois têm uma relação estremecida desde 2018 e já trocaram alfinetadas públicas diversas vezes. Dias depois do encontro, Ciro disse que ele e Lula tiveram uma “conversa muito franca, muito franca mesmo, lavamos a roupa suja para valer”.

Hoje, o pedetista afirmou que apresentou uma série de críticas ao petista, incluindo a indicação de Michel Temer (MDB) para o cargo de vice na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Com o impeachment de Dilma, Temer acabou ocupando a Presidência. Segundo Ciro, Lula concordou em parte com as críticas apresentadas por ele —mas não disse quais. “Tudo que eu estou dizendo em público disse para o Lula. E o que ele me disse não vou dizer”, afirmou.

Contratação pela consultoria não significa que acabou o sonho de ter Sérgio Moro como presidente

Moro assume cargo de diretor em empresa norte-americana de consultoria |  Poder360

Principal função de Sérgio Moro é fazer palestras no exterior

Carlos Newton

A empresa Alvarez & Marsal (A&M) é a maior consultoria internacional em gestão de empresas com especialização em compliance, restrições que protegem as grandes corporações de envolvimento em casos de corrupção interna ou externa. A contratação do advogado Sérgio Moro como sócio-diretor em São Paulo, para atuar na área de Disputas e Investigações, é uma demonstração de que a consultoria pretende ganhar cada vez prestígio nos mercados interno e externo.

Ao anunciar a contratação do ex-ministro, a direção mundial da A&M explicou que um dos objetivos é  transmitir à equipe de consultores a reconhecida experiência de Moro em lidar com  as complexas disputas e investigações que envolvem  atos de corrupção complexos e de perfil governamental, crimes de colarinho branco, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, bem como para aconselhar empresários sobre estratégia e conformidade regulatória proativa de compliance.

SONHO DA CANDIDATURA – A contratação de Moro como sócio-diretor, que significa alto salário e participação nos lucros, foi recebida com reservas pelos defensores de sua candidatura à Presidência em 2020. Muitos até ficaram decepcionados, por entenderem que Moro estaria desistindo de qualquer participação na política, mas não é assim que a banda toca.

No contrato de Moro não há nenhuma cláusula que o impeça de entrar na política. No caso de artistas e atrações da TV Globo, como Luciano Huck, o contrato proíbe atividade política direta enquanto estiver em vigor, o que não impede o artista de pedir rescisão e se candidatar, desde que pague a multa prevista, é claro.  É por isso que Luciano Huck dificilmente será candidato, não importa o cargo, mas nada impede que apoie Sérgio Moro.

AINDA HÁ POSSIBILIDADE – É bom ficar claro que a possibilidade de candidatura do ex-juiz não está afastada e representa um grave problema para Jair Bolsonaro e João Doria, que tentam evitá-la a qualquer preço.

Como na vida tudo é relativo na medida de Einstein, a candidatura de Moro pode até ser reforçada com sua contratação pela A&M.  Uma das funções será percorrer o país fazendo palestras nos entidades empresariais, em que os principais assuntos serão política e corrupção. Pensem sobre isso.

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P.S. –
O genial escritor Ernest Hemingway dizia que Paris “é uma festa móvel”. No caso de Moro, a partir de agora sua vida será “uma campanha móvel”, com ampla cobertura da imprensa nacional e estrangeira. (C.N.)

Em fevereiro a China cortou pela metade o número real de casos da covid-19, revela a CNN

China testará cidade inteira após descoberta de apenas um caso de covid-19 - BBC News Brasil

China diz ter vencido a pandemia antes de haver vacinas

Deu no Estadão

Em reportagem divulgada em seu site de notícias, a TV americana CNN afirma ter acesso a documentos que mostram que autoridades chinesas forneceram ao mundo dados mais otimistas sobre o novo coronavírus do que os disponíveis internamente.

A TV revela que em 10 de fevereiro, por exemplo, a China teve mais do que o dobro de casos confirmados de covid-19 do que os divulgados oficialmente na Província de Hubei, onde o vírus foi inicialmente detectado. Segundo a reportagem, esse número mais elevado, de 5.918 novos casos, nunca foi revelado na época, já que o sistema de contabilização dos registros parecia “minimizar a gravidade do surto”.

DOCUMENTOS OFICIAIS – A informação sobre o número mais elevado de contágios está, segundo a TV, entre uma série de revelações contidas em 117 páginas de documentos – marcados como confidenciais – vazados pelo Centro Provincial de Controle e Prevenção de Doenças de Hubei compartilhados e verificados pela CNN.

 “Juntos, os documentos representam o vazamento mais significativo de dentro da China desde o início da pandemia e fornecem a primeira janela sobre o que as autoridades locais sabiam internamente e quando”, afirma a reportagem.

A CNN diz ter entrado em contato com o Ministério das Relações Exteriores da China e com a Comissão Nacional de Saúde, assim como a Comissão de Saúde de Hubei, para comentar as descobertas divulgadas nos documentos, mas não obteve resposta.

HAVIA SUSPEITAS – A TV lembra que o governo chinês rejeitou veementemente as acusações feitas pelos Estados Unidos e outros governos ocidentais de que Pequim ocultou deliberadamente informações relacionadas ao vírus, sustentando que ele tem sido transparente desde o início do surto.

Mas, embora os documentos não forneçam evidências de uma tentativa deliberada de esconder as descobertas, eles revelam várias inconsistências sobre o que as autoridades acreditam realmente estar ocorrendo e o que foi revelado ao público.

Os documentos, segundo a CNN, cobrem um período incompleto entre outubro de 2019 e abril deste ano, e revelam o que parece ser um “sistema de saúde inflexível, limitado pela burocracia hierárquica e procedimentos rígidos que estavam mal equipados para lidar com a crise emergente”.

ERROS CLAROS – “Em vários momentos críticos na fase inicial da pandemia, os documentos mostram evidências de erros claros e apontam para um padrão de falhas institucionais”, afirma a reportagem.

Segundo a reportagem, um dos fatos mais impressionantes revelados pelos documentos diz respeito à lentidão com que os pacientes com covid-19 foram diagnosticados. Mesmo quando as autoridades em Hubei tentaram mostrar ao público que lidaram com eficiência e transparência no início da pandemia, os documentos revelam que os profissionais de saúde tiveram de atuar com testes e mecanismos de notificação falhos.

Um dos relatórios citados pela CNN, do começo de março, diz que o tempo médio entre o início dos sintomas e o diagnóstico confirmado foi de 23,3 dias, o que especialistas ouvidos pela TV disseram que poderia dificultar significativamente as medidas para monitorar e combater a doença. A China sempre defendeu veementemente a maneira como tem lidado com o surto.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como dizia Carlos Chagas, as informações da China sobre a covid-19 são da série “me engana que eu gosto”. Ninguém pode acreditar nessas notícias da China. A pandemia está tendo a mesma evolução no mundo inteiro, menos na China, único país que até agora teria conseguido “vencer” a covid-19, vejam só a falta que faz uma imprensa verdadeiramente livre. (C.N.)

Depois da festa da eleição, vem aí o humilhante e patético pires na mão, porque os municípios estão quebrados

TRIBUNA DA INTERNET | A crise está se agravando e muitas prefeituras não demoram a entrar em falência

Charge do Léo Correia (bocadura.com)

Vicente Limongi Netto

Mãos à obra para eleitos e reeleitos. É preciso trabalhar pelos anseios do povo. Mas prefeito do interior e das capitais não respiram sem apoio dos vereadores. Também precisarão unir esforços aos governadores e às bancadas federais e estaduais. Sem ação integrada, não conseguirão realizar e produzir nada, porque praticamente todos os municípios estão quebrados, com mais despesas do que receita.

Nessa linha, não demora e começará a romaria aos ministérios e autarquias. Com a pandemia, a solução é levar os pleitos pelo sistema virtual. Depois, ao vivo, com pires nas mãos, sebo nas  canelas  e choradeira.

NO PLANALTO… – Premiando a árdua caminhada a Brasília, alguns terão o privilégio de ser recebidos pelo Presidente da República. Ele, que tem a caneta poderosa com tinta.

Nenhum chefe da nação, mesmo o atual, de temperamento difícil, cometerá a asneira nem a infâmia de prejudicar Estados e municípios, mesmo que sejam administrados por adversários políticos.

Se agir assim, sendo inclemente, estará dando tiro no próprio pé. E depois irá saindo de cena, sem dó nem piedade, do sonhado jogo político de 2022.

OUTRAS NOTÍCIAS – Venceu o melhor: Petrus Elesbão, o atual presidente, elegeu o sucessor, para a presidência do Sindilegis, que representa os servidores do Legislativo e do Tribunal se Contas em Brasília. É o técnico federal de Controle Externo, Alison Souza. Esta é a primeira vez, em 32 anos de Sindicato, que a presidência da entidade será exercida por um servidor do Tribunal de Contas da União. Os demais eleitos da chapa vencedora também foram apoiados por Petrus Elesbão. Alison Souza era vice-presidente na gestão isenta, firme e competente de Elesbão..

Gerson Nunes, está feliz e orgulhoso. O canhotinha de ouro do tri, o eterno gênio do futebol, está deitando e rolando nas redes sociais, exibindo o talentoso Michel, cria do projeto Gerson, que acabou de sagrar-se campeão sub-20 pelo Botafogo. Vídeo completo no youtube.com/canhotinha 70

Por fim, o birrento e falastrão super-homem Bolsonaro bate o pé. Garante que não tomará vacina contra o coronavírus. Ótimo. Problema dele. Sobrará vacinas para brasileiros que respeitam as normas sanitárias.

Onze partidos de centro e esquerda assinam carta contra reeleição de Rodrigo Maia e Alcolumbre

Charge do Roque Sponholz (humorpolitico.com.br)

Natália Portinari
O Globo

Partidos de centro e de esquerda assinaram nesta terça-feira, dia 1º, uma carta ao Supremo Tribunal Federal (STF) se posicionando contra a reeleição dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado dentro da mesma legislatura — ou seja, contra a possibilidade de os atuais presidentes, Davi Alcolumbre (DEM-AP) e Rodrigo Maia (DEM-RJ), se reelegerem.

O STF deve analisar o tema em ação movida pelo PTB, em julgamento que tem início na próxima sexta-feira. A carta à qual O Globo teve acesso é assinada por PP, PL, PSD, PSC, Avante, Patriota, Solidariedade, PSB, Rede e Cidadania e diz que “a vedação à recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente”, como prega a Constituição, é a solução mais “adequada”.

PT NÃO ASSINOU –  Em uma reunião na segunda-feira, dia 30,a bancada do PT na Câmara dos Deputados também se posicionou contra a possibilidade de reeleição, mas não assinou a carta com os demais partidos. O partido não exclui, porém, apoiar um candidato endossado por Maia. O presidente da Câmara vem dizendo a aliados, por enquanto, que não pretender se lançar como candidato.

Entre os que podem ser apoiados por ele, estão Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Baleia Rossi (MDB-SP), Luciano Bivar (PSL-PE) e Marcelo Ramos (PL-AM). Eles não excluem, porém, a possibilidade de se unir em torno de Rodrigo Maia caso o Supremo libere sua candidatura. Nesse caso, ele perderia o apoio de PSB e PT. Isso seria um problema, já que Maia conta com os votos da esquerda unida.

No centro, partidos que assinaram a carta são os mesmos que apoiam a candidatura de Arthur Lira (PP-AL), hoje principal concorrente de Maia na eleição que deve ocorrer em fevereiro do ano que vem. Já PSB e Rede, de esquerda, não têm ainda um candidato definido para a Mesa Diretora.

RESOLUÇÃO INTERNA – A posição contrária à reeleição não é unânime na esquerda. O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse ao O Globo que o assunto deve ser resolvido internamente. Os aliados de Davi Alcolumbre no Senado defendem também que o STF decida assim, delegando a responsabilidade ao Congresso Nacional.

“Não é bom para o Congresso terceirizar sua função. Aí depois reclamam que o Supremo está interferindo nas questões internas. Eu sou a favor de uma reeleição só (nas Mesas). Mas falta uma regulamentação da Constituição pela Câmara e pelo Senado”, afirma.

Após as eleições, há decisões amargas sobre pandemia e economia para serem tomadas

Paulo Guedes vai insistir em novo imposto, nos moldes da antiga CPMF -  Tribuna da Imprensa Livre

Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Vera Magalhães
Estadão

Ninguém estava muito aí para as eleições municipais, pelo menos até outubro. Pouco se ouvia falar em propostas, mal se sabia quem eram os candidatos. Mas, ao fim e ao cabo, elas foram um breve momento de vigor cívico e esperança num ano marcado por mortes, renúncias e retrocessos.

Ao fim deste domingo, se o supercomputador do TSE ajudar, já estão conhecidos os prefeitos em todo o Brasil, menos em Macapá, que recebeu uma dose extra e absurda de infortúnio no 2020 distópico.

CONCLUSÃO FATÍDICA – O balanço dos ganhadores e perdedores finais ainda será feito, mas uma conclusão inequívoca é de que a democracia sai robustecida. Dito isso, há tarefas urgentes nesta segundona braba que bate à porta.

Jair Bolsonaro viveu a ilusão de que seria um sucesso eleitoral à base de auxílio emergencial e lives com uso de recursos públicos. Foi um retumbante fracasso.

O presidente não entendeu algo que poderia ser compreendido com uma metáfora simples: o auxílio emergencial era aquela gasolina que você compra num saquinho e joga no tanque de combustível do carro para ele chegar até o posto. Mas o capitão usou a reserva, continuou rodando e a popularidade acabou antes de a eleição ou o posto chegarem.

AS AMARGAS, NÃO – Iludido com a possibilidade de eleger prefeitos aliados sem ter sequer um partido, o presidente mandou parar todas as decisões amargas. Paulo Guedes ficou de stand-by nas últimas semanas, vivendo de outra crença: a de que, passado o pleito, vai se abrir finalmente o caminho para o imposto sobre transações eletrônicas, que parece ser a única ideia na cabeça do ministro para financiar uma versão perene da transferência de renda que seja maior e mais potente eleitoralmente que o Bolsa Família.

Acontece que os fundamentos da economia, que Guedes disse que se recuperariam em “V”, estão em frangalhos. A inflação é um dragão que estava adormecido e acordou com fome, os empregos sumiram e a dívida pública explode, como o próprio Guedes já alertou.

ONDE ESTÁ A SAÍDA? – Bolsonaro tem asco dessa agenda, gostaria de passar batido por ela, e não tem nenhuma vocação para entender do que se trata ou decidir que caminho tomar.

O agravante é que a tempestade perfeita da economia vem conjugada com um previsível recrudescimento da pandemia, depois de um “libera geral” prematuro, quando não se tem ainda vacina aprovada para o novo coronavírus.

Esta segunda-feira pode ser pródiga em anúncios de governadores e prefeitos de novas medidas restritivas, que foram irresponsavelmente seguradas por eles até que as urnas fossem fechadas.

ÀS VESPERAS DO NATAL… – Qual será a reação de empresários caso haja novo fechamento do comércio em diferentes lugares do Brasil às vésperas do Natal, chance de recuperação de vendas num ano praticamente perdido?

Para evitar uma onda de protestos que poderia ganhar contornos similares a 2013 é necessário que cessem as escaramuças políticas que nos levaram a uma das mais deploráveis respostas globais à pandemia, e os diferentes níveis de governo articulem suas ações.

Plano de contingência para evitar uma nova onda, plano de logística para usar os recursos orçamentários para a calamidade que o governo Bolsonaro ainda não liberou, blitz antiburocracia para destinar os testes estocados que estão prestes a vencer.

PLANO DE IMUNIZAÇÃO – Falta também a divulgação urgente de um Plano Nacional de Imunização que preveja insumos, gastos e procedimentos necessários para quando uma ou mais vacina vierem e adoção de medidas que contenham o avanço do vírus.

Esses são alguns passos fundamentais para que dezembro transcorra dentro de um mínimo de normalidade e com menor dose de sofrimento de um país que teve um breve respiro com a lembrança da normalidade trazida pelas eleições, mas que ainda não completou suas provações.

No Dia Nacional do Samba, a presença eterna de Donga, sambando pelo telefone

TRIBUNA DA INTERNET | Falando pelo telefone como Donga e Mauro de AlmeidaPaulo Peres
Poemas & Canções

 

Hoje é comemorado o Dia Nacional do Samba e, neste sentido, não poderíamos esquecer do músico e compositor carioca Ernesto Joaquim Maria dos Santos, conhecido como Donga (1890-1974) que é lembrado pela gravação de “Pelo Telefone”, em 1917, considerado o primeiro samba gravado na história e por ter sido composto na casa da Tia Ciata, famosa na época por reunir os maiores e melhores músicos populares da época, onde frequentavam, além de Donga e Mauro de Almeida, também João da Baiana, Caninha, Sinhô e Pixinguinha, entre outros.

“Pelo Telefone” tem uma estrutura ingênua e desordenada: a introdução instrumental é repetida entre algumas de suas partes (um expediente muito usado na época) e cada uma delas tem melodias e refrões diferentes, dando a impressão de que a composição foi sendo feita aos pedaços, com a junção de melodias escolhidas ao acaso ou recolhidas de cantos folclóricos. Este samba, sintetiza aspectos da vida e da boemia no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século passado.

PELO TELEFONE
Mauro de Almeida e Donga

O chefe de Polícia pelo telefone,
Mandou me avisar,
Que na Carioca tem uma roleta
Para se Jogar.

Ai, ai, ai, deixa as mágoas para trás, o rapaz,
Ai, ai, ai, fica triste se és capaz e verás.

Tomara que tu apanhes
Pra nunca mais fazer isso,
Roubar o amor dos outros
E depois fazer feitiço.

Olha a rolinha, sinhô, sinhô,
Se embaraçou, sinhô, sinhô,
Caiu no laço, sinhô, sinhô,
Do nosso amor, sinhô, sinhô,
Parte deste samba, sinhô, sinhô,
É de arrepiar, sinhô, sinhô,
Põe perna bamba, sinhô, sinhô,
Mas faz gozar.

O peru me disse,
Se você dormisse, não fazer tolice,
Que eu não saísse, dessa esquisitice,
Do disse me disse.

Queres ou não, sinhô, sinhô,
Ir pro cordão, sinhô, sinhô,
Ser folião, sinhô, sinhô,
De coração, sinhô, sinhô,
Porque este samba, sinhô, sinhô,
É de arrepiar, sinhô, sinhô,
Põe perna bamba, sinhô, sinhô,
Mas faz gozar.

Empresa que contratou Moro receberá quase R$ 35 milhões das empreiteiras Odebrecht e OAS

Empresa que contratou Moro receberá quase R$ 35 milhões da Odebrecht e da  OAS - Popular Mais

As empreiteiras foram recuperadas pela consultoria A&M

Vicente Nunes
Correio Braziliense

O ex-juiz Sérgio Moro fez um ótimo negócio ao fechar um contrato de trabalho com a consultoria internacional Alvarez & Marsal. A empresa deverá receber R$ 34,8 milhões pela administração judicial das duas empreiteiras, que sucumbiram durante a Operação Lava-Jato.

No caso da OAS, a remuneração da Alvarez & Marsal já foi definida pela Justiça. Segundo decisão da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, o pagamento à consultoria será de R$ 15 milhões, divididos em 30 parcelas mensais e sucessivas, sendo as 10 primeiras de R$ 400 mil, as 10 seguintes, de R$ 500 mil e as 10 últimas, de R$ 600 mil.

VALOR PROVISÓRIO – Pelo contrato com a Odebrecht, estão previstos, provisoriamente, pagamentos totais de R$ 19,8 milhões à Alvarez & Marsal. O valor é provisório, pois a Justiça ainda não bateu o martelo.

“Moro fez um negócio espetacular. Com o dinheiro que ganhará, deve abrir mão dos interesses políticos, por enquanto”, diz um amigo do ex-ministro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Eis a primeira matéria que expõe corretamente a relação entre a consultoria A&M e as empreiteiras Odebrecht e OAS. Ao contrário do que se propaga, a consultoria internacional não foi contratada pelas empresas brasileiras, mas pela Vara de Falências e Recuperações Judiciais. Quando uma empresa está mal e pode falir, a solução é recorrer a essa Vara, cujo juiz então nomeia um interventor (administrador) para gerir o negócio e reequilibrar as finanças, até devolver a gestão aos proprietários. No caso das duas empreiteiras, o juiz achou por bem colocar a multinacional para geri-las devido à grande experiência no ramo. Em tradução simultânea, a A&M foi contratada pela Justiça brasileira para salvar as duas empresas. E, ao que parece, o resultado foi positivo, porque nenhuma delas pediu falência. (C.N.)

Próxima sucessão presidencial se encaminha para uma disputa entre Bolsonaro, Doria e Ciro

Eleição em sete capitais deve ter impacto na formação de palanques em 2022  - Jornal O Globo

Esses três candidatos já estão em permanente campanha

Pedro do Coutto

O governador João Dória, na comemoração pela vitória de Bruno Covas para prefeito, associou-se ao resultado, até porque Covas foi seu companheiro de chapa nas eleições municipais de 2016. Com o episódio, o governador de São Paulo iniciou a decolagem para um voo ao Planalto daqui a dois anos. Um quadro assim começa a se definir, mas o ex-presidente Fernando Henrique, em entrevista para o portal UOL, admitiu que Dória poderá vir a ser o candidato do PSDB, entretanto necessita nacionalizar sua imagem, ou seja, tornar-se conhecido nacionalmente.

As declarações de FHC foram publicadas nas edições desta segunda-feira do Globo e da Folha de São Paulo. Enquanto isso, reportagem de Vera Magalhães, no Estado de São Paulo, revelava  que o DEM , nesta fase inicial, está basicamente dividido entre João Dória e Luciano Huck.

INDEFINIÇÕES – Em 2018 Luciano Huck teve seu nome destacado como um possível candidato, na opinião de Fernando Henrique. Sem dúvida, o posicionamento de FHC esvaziou a candidatura de Geraldo Alckmin e abriu uma perspectiva política para Luciano Huck. Quando coloco uma possível definição das esquerdas na sucessão presidencial, é porque não acredito que PT, PCdoB ou qualquer outa corrente partidária possam ter um candidato capaz de chegar ao segundo turno.

Assim, penso, a opção dos reformistas de direita vai balançar entre João Dória e Jair Bolsonaro que deverão estar entre os dois finalistas.

Projetado a atmosfera de hoje para um cenário do amanhã, as forças esquerdistas só possuem um nome capaz de repercutir – o  ex-ministro Ciro Gomes. Mas é verdade que em política as análises têm de enfrentar as mudanças que ocorrem com velocidade de uma fórmula um.

INFLAÇÃO DISPARA – Como exemplo cito matéria de Eduardo Cucolo, Folha de São Paulo, ressaltando que já no início de 2021 haverá aumento na gasolina, energia elétrica e no universo da saúde. Vão pesar no bolso e poderão funcionar como argumentos contrários ao atual governo do país.

Pode afetar também a imagem de Bolsonaro o congelamento salarial nascido da ideia de Paulo Guedes que tornará impossível o pagamento das tarifas públicas por parte da população. Só o IGPM de novembro a novembro cresceu 20%, atingindo assim os locadores de imóveis.

Outro ponto que poderá contribuir para desmantelar a presidência da República encontra-se no desmatamento da Amazônia, que nos últimos 12 meses aumentou 9,5%. A Amazônia faz parte das atenções do presidente eleito dos EUA, Joe Biden.

MORO NA A&M – Finalmente ao lermos as reportagens de Cleide Carvalho e Katina Baran, respectivamente nas edições de ontem de O Globo e da Folha de São Paulo, surgiu um fato que vai conduzir a desdobramentos e a críticas dos setores mais ati8ngids pela operação Lava Jato.

A contratação do ex-ministro Sérgio Moro para diretor sócio da Consultoria Alvarez & Marsal. Essa assessoria prestou serviços para a empreiteira Odebrecht, como todos sabem a principal empresa envolvida no escândalo da Lava Jato, escândalo que levou a prisão vários implicados condenados por Sergio Moro, entre os quais o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como se vê em política, os fatos essenciais surgem de repente, pois Moro é também possível candidato.

Com delações paralisadas no STJ, novas fases da Lava-Jato do Rio não deslancham

Charge do Duke (otempo.com.br)

Bela Megale
O Globo

As novas fases da operação Lava-Jato do Rio enfrentam problemas para deslanchar. O motivo é que grandes acordos de delação firmados com a Procuradoria-Geral da República (PGR) envolvendo autoridades locais estão parados no gabinete do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Felix Fischer, aguardando homologação. Fisher é relator de parte das investigações da Lava-Jato do Rio na Corte.

Entre as delações que aguardam a validação do STJ há mais de três meses está a de José Carlos Lavouras, ex-conselheiro da Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio). Segundo fontes que acompanham a negociação, Lavouras relatou crimes envolvendo aproximadamente dez magistrados do Rio, entre desembargadores do Tribunal de Justiça e juízes de primeira instância.

LINHA-DURA – Devido a problemas de saúde, o ministro Fischer se licenciou algumas vezes neste ano. Nesta semana, ele também não participou de julgamentos no STJ, novamente por questões de saúde. Fischer é considerado um dos magistrados mais linha-dura do tribunal.

Em agosto, ele derrubou a decisão judicial que concedeu prisão domiciliar a Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro investigado no caso das rachadinhas. A prisão domiciliar, porém, acabou restaurada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes.