No Rio, Eduardo Paes traiu Lula e perdeu pela segunda vez o governo do Estado

Antes de braços dados com Lula, Paes agora tenta se distanciar da campanha  nacional - Estadão

Lula e Paes ganham nas pesquisas mas perdem no voto

Roberto Nascimento

A campanha de Lula foi um fracasso, porque faltou o contato direto com o povo nas ruas. O presidente precisava ter sentido os problemas que mais afligem a população, especialmente no que concerne aos preços no supermercado e feiras-livres, o  atendimento nos hospitais e postos de saúde, a educação carente nas escolas públicas e, com toda certeza, a questão da segurança.

Também observei os erros nas alianças estaduais. O principal, ao meu juízo, ocorreu no Rio de Janeiro.
Lula cedeu a todos os pedidos do prefeito Eduardo Paes e até entregou os hospitais federais do Rio para o prefeito privatista. Hospitais de referência, como Andaraí, Cardoso Fontes e Bonsucesso, só para ficar nesses três.

APENAS ILUSÃO – Eduardo Paes é um demagogo enganador. Reformou os hospitais por fora, mas deixou por dentro a mesma situação – falta de remédio, demora nos atendimentos, banheiros imundos. Então, o que mudou de fato?

O povo associou a Lula esse engodo do Paes. Outra coisa grave: os funcionários federais foram desconsiderados e humilhados com a nova administração privatista, que foi contratada pela Prefeitura. Na hora da eleição, as comunidades deram o troco, votando no Flávio e no Ruas.

Trata-se de um retrato fático do erro de avaliação do Lula e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que substituiu a ministra Nisia Trindade, que também não soube administrar a maior rede de hospitais federais do Brasil, um precioso legado da antiga capital.

TRAIÇÃO DE PAES – Agora vem o pior dessa ópera do desastre, que foi a traição de Eduardo Paes , a facada que o perdedor para Ruas deu no Lula: Peguei nas ruas diversos santinhos da campanha do Paes, que é filiado ao PSD do Kassab, e em 90 por cento deles estava em branco o espaço da Benedita (131) e de Lula o (13).

O candidato derrotado, Eduardo Paes fez péssimas escolhas, principalmente na Baixada Fluminense. Ele indicou para vice na sua chapa a irmã de um cacique bolsonarista de Caxias, Washington Reis, o ex-secretário dos Transportes do governador Cláudio Castro, o senhor Reis. Não adiantou essa manobra eleitoreira, porque Paes só venceu de Ruas na Capital, e em São Gonçalo levou uma derrota estarrecedora.

Agora vem uma pergunta. O que deveria ser feito? Bem, está muito claro que Paes deveria apostar em um candidato a vice no petismo, além de costurar um apoio amplo da esquerda.

AMPLA ALIANÇA – Por exemplo, Pedro Paulo deveria se candidatar à reeleição a deputado federal, logo, Paes poderia fazer uma ampla aliança com o PT e o PSOL, apostando em duas candidatas mulheres: Benedita e Monica Benício para fazer frente aos dois varões do Flávio, Portinho e Jordy, que foram eleitos.

Uma aliança PT & PSD, na qual a única concessão do Paes foi a candidata Benedita, configura uma submissão avassaladora a um candidato fraco como Paes, que pela segunda vez mostrou ser um cavalo paraguaio, ou seja, muito bem nas pesquisas e um derrotado nas urnas.

Que sirva de lição para o campo progressista, não só no Rio, mas nos demais Estados também.  

Desaprovação recorde (62%) ameaça Trump, que pode perder sua maioria no Congresso

Na ONU, Trump ameaça aniquilar Irã 'para o inferno', exalta IA  desregulamentada e critica ordem multilateral | Brasil de Fato

Na ONU, ameaçou utilizar o poderio militar dos EUA

Roberto Nascimento

Donald Trump tornou-se uma ameaça à estabilidade mundial, não há dúvida, por ser arrogante, autoritário, petulante, um conspirador sanguinário dos tempos modernos. Agora, o presidente entrou em alerta e está fazendo de tudo para agradar os norte-americanos, porque a estabilidade de seu governo depende da eleição parlamentar em novembro, quando são eleitos os deputados e um terço dos senadores.

Trump é um ditador nato, suas ações na presidência dos EUA confirmam essa realidade. Ele desrespeita decisões judiciais, censura os jornalistas, pressiona a Suprema Corte, ataca juízes que decidem contra seus abusos e ameaça usar as Forças Armadas contra países como Canadá, México, Dinamarca e até a Inglaterra. E só discordar de suas loucuras para Trump partir com tudo contra os países que não fazem o que ele deseja.

PROTETORADO – O maior exemplo é a Venezuela, que Trump mandou invadir, prendeu o presidente Nicola Maduro e transformou o país numa espécie de “protetorado” norte-americano.

Com isso, os americanos passaram a controlar o maior produtor de petróleo do mundo e vai fazer o que bem entender com o outrora país independente. E a presidente de fachada Delcy Rodrigues, docemente constrangida, já está entregando todo o ouro da Venezuela para ficar guardado em Nova York.

Com isso, o entreguista Flávio Bolsonaro perdeu o discurso de que o Brasil irá virar uma Venezuela, caso Lula vença a eleição, porque nosso presidente está lutando justamente para evitar essa possibilidade, que pode até agradar a família Bolsonaro.

ELEIÇÕES DECISIVAS – O maior obstáculo de Trump, que pode refrear suas ações ditatoriais e intempestivas, é a possibilidade de ficar em minoria no Parlamento. Hoje, seu governo domina a Câmara, com 219 republicanos e 214 democratas (há dois mandatos vagos), e o Senado, com 53 a 47 – incluindo dois independentes que apoiam Trump, e ainda é possível contar com o voto de Minerva do vice-presidente J.D.Vance, que conduz as votações.

O problema é que a aprovação do presidente dos EUA, Donald Trump, está caindo cada vez mais e desceu para 32%, o menor nível em sua carreira política, segundo a última pesquisa Reuters/Ipsos.

A inflação e o desemprego levaram a desaprovação de Trump a 66%, apenas 17% concordam com a condução econômica e o apoio entre eleitores republicanos recuou de 82% para 73%. Ou seja, o futuro de Trump depende dessas eleições em 3 de novembro.

Brasil caminha para deixar de ser laico e virar um intolerante Estado religioso

EDITORIAL: OBSCURANTISMO RELIGIOSO NA EDUCAÇÃO DE ILHÉUS » BLOG DO GUSMÃO

Charge do Latuff (Arquivo Google)

Roberto Nascimento     

Está mais do que clara a parcialidade do relator do caso Master, André Mendonça, que derrubou nas vésperas da eleição o sigilo das conversas do celular de Daniel Vorcaro, com menções a Alexandre de Morais, Paulo Gonet (PGR) e André Rodrigues (PF), enquanto mantinha guardadas a sete chaves as investigações do senador Flávio Bolsonaro sobre lavagem de dinheiro, evasão de divisas e peculato.

Será que o motivo foi eleitoreiro? A resposta está no boneco gigante de Mendonça que a direita exibiu no Sete de Setembro da Av. Paulista.

UNGIDO DE DEUS – O ego de Mendonça ficou inflado e ele agradeceu os elogios nas redes sociais. Michele Bolsonaro se pronunciou dizendo que Mendonça é o novo ungido de Deus, que veio em nome da Igreja para ser o novo xerife contra a corrupção no país e no mundo. Assim, a antiga banda de música da UDN está de volta, numa imitação do grupo que levou o presidente Getúlio Vargas ao suicídio em 1954.

Ficou claro que está em marcha no Brasil a mudança do Estado Laico para um Estado Religioso. E quem será o Aiatolá brasileiro? A luta já começou. Além de Flávio Bolsonaro, vários pastores reivindicam a liderança do Poder Religioso acima do Estado, como um Poder de Fato como capa de Moderador.

Nesse clima, pode-se até criticar o ministro Dino no julgamento de ontem, mais ele acertou no pedido de vista, porque essa disputa entre os togados pode influenciar as eleições para um lado perigoso, o da extrema-direita.

FALA, CRIVELLA – Por que digo isso? Porque vi no horário gratuito do Rio, o candidato a senador e pastor Marcelo Crivella apoiar a cruzada moralista de Mendonça e pedir votos para no Senado, onde trabalhará pelo impeachment de ministros envolvidos com Vorcaro.

Essa é a pior eleição de todos os tempos. Ninguém discute propostas para o país. Um bando de oportunistas, torcendo para um cadáver no STF. Diante das câmaras, Flávio Bolsonaro crítica Moraes e Dino, mas ele próprio está envolvido até o pescoço na teia do Vorcaro/Master.

Tem muita gente em Brasília, com medo da volta da “Turma”, aquele grupo que fazia maldades a mando de Vorcaro. A propósito, ninguém investigou por qual razão o “Sicário” de Belo Horizonte, deu fim à própria vida na cela.

Reparem que os militares estão quietos, sem se meter na crise e respeitando a democracia

Charge do Nanquim (nanquim.com.br)

Roberto Nascimento

A crise do Supremo Tribunal Federal é cada vez mais complicada e ameaça arrastar os poderes Executivo e Legislativo, contaminando e radicalizando o clima pré-eleitoral, que pode até mergulhar a nação rumo ao desconhecido.

A caserna está em silêncio, como determina a Constituição, nem mesmo os clubes militares resolveram fazer as pressões de sempre. Mas é preciso lembrar que as Forças Armadas no Brasil têm o péssimo costume de desrespeitar a regra constitucional de não se intrometerem na política. Portanto, quando começam a ouvir o clamor nacional, com a voz do povo nas ruas, aí é que mora o perigo de uma nova intervenção militar.

ANAIS DA HISTÓRIA – Como todos sabem, assim aconteceu na derrubada do Império, no movimento Tenentista, na Revolução de 30, na presidência do general Eurico Gaspar Dutra em 1945, com Getúlio Varga voltando para São Borja. Depois, no suicídio dele no Palácio do Catete, em 1954, no final do governo eleito de Vargas nas urnas, e por fim na derrubada de Jango pelos generais em 1964.

Esses confrontos políticos, em síntese, compõem a história das intervenções militares no Brasil desde o nascimento da República.

O fato concreto é que as Forças Armadas estão sempre de olho na política, esperando uma oportunidade de voltarem ao poder, o que quase aconteceu no final do governo de Jair Bolsonaro.

QUADRO DE RISCO – Desta vez, a crise institucional ocorre num quadro de risco, com vários generais cumprindo pena de prisão e agora ameaçados de perderem as patentes, desta vez no julgamento pelo Superior Tribunal Militar.

Essa situação recomenda que o presidente do Supremo, Édson Fachin, conduza com o máximo de zelo as articulações de bastidores, para esfriar o clima até o julgamento da próxima terça-feira.

Ninguém tem obrigação de defender a impunidade de quem quer que seja. Porém, ao mesmo tempo, ninguém tem direito de ameaçar a estabilidade democrática do país. É tempo de cautela.

Penduricalhos e outros privilégios salariais injustificados estão desmoralizando a Justiça

Jornal - #charge de Thiago Lucas (@thiagochargista), para o Jornal do Commercio. #penduricalhos #salario #deputado #brasilia #dinheiro #stf #justiça #chargejc #chargejornaldocommercio #chargethiagojc #chargethiagolucas #chargethiagolucasjc *digital ...

Charge de Thiago Lucas (Jornal do Commercio)

Roberto Nascimento

O Judiciário vem perdendo a confiança da sociedade por conta de seus injustificados privilégios salariais, com penduricalhos de toda sorte, férias de dois meses por ano e crescente abstenção nos Fóruns e Varas, mantendo-se o esquema de “home office” adotado durante a pandemia,

Fico pensando, como chegamos a essa situação espúria, inconcebível, de uma disparidade salarial sem precedentes? O trabalhador, que recebe salário mínimo e é obrigado a cumprir a escala 6&1, tem de se sentir cada vez mais humilhado.

DESCONTROLE – O Supremo Tribunal Federal e o Conselho Nacional de Justiça decidiram por um conjunto de regras, tímidas é claro, para evitar o descontrole completo do teto salarial do serviço público.

Não é nenhum favor que estão prestando ao país, porque em 1988 os parlamentares fizeram questão de incluir o teto salarial em dois artigos diferentes, um deles na Constituição propriamente dita e o outro nas suas Disposições Transitórias, que ficam no final do texto principal.

Apesar desse esforço do STF e do CNJ, magistrados de todas as instâncias, procuradores, promotores e defensores públicos tentam manter os penduricalhos, a pretexto de haver “direito adquirido”.

PRIVILÉGIOS – Os beneficiados por esse festival de penduricalhos esquecem de que a doutrina jurídica do Direito Universal estabelece que privilégio não pode ser considerado direito. 

Por isso, não é cabível existir direito adquirido quando se trata de uma esdrúxula e abominável farra salarial, e é assim que deve ser classificada.

Se não for sanada essa deformação salarial que contamina o Judiciário, inevitavelmente ela será transmitida aos servidores dos outros Poderes, porque a Constituição estabelece isonomia salarial entre os funcionários públicos em geral, nos seus diversos níveis, é claro. E assim caminha o Brasil, país de castas incrustadas no aparelho estatal.

É preciso entender que determinados serviços públicos funcionam pior quando privatizados

Charge reproduzida do Arquivo GoogleRoberto Nascimento

É ilusão achar que vamos nos livrar da dicotomia esquerda & direita, que surgiu na Revolução Francesa de 1789. Do lado direito do salão do Parlamento ficavam os girondinos; à esquerda, os jacobinos; e ao centro, os planaltinos.

Esse legado da Revolução Francesa está presente em todas as instituições do poder e hoje a Direita está em viés de alta. Na América Latina, o campo progressista, como se intitulam os adeptos da esquerda, somente governa o Brasil e o México. O sonho de Donald Trump é dominar esses dois importantes países da América Latina, onde a esquerda ainda resiste.

PRIVATIZAÇÃO – Um dos debates ideológicos mais intensos na disputa entre direita e esquerda está evidenciada na política de estatizar ou privatizar. No Brasil, os neoliberais tucanos cometeram graves erros ao privatizar estatais altamente rentáveis, como a Vale do Rio Doce, uma gigantesca empresa construída com dinheiro público.

Na época, a mineradora tinha valor de mercado em torno de R$ 20 bilhões, mas foi vendida no governo FHC por R$ 3 bilhões e não foi à vista, pois houve  financiamento a juros baixos pelo BNDES.

O sistema de energia das distribuidoras estatais foi todo vendido/privatizado, com exceção da estatal de Minas, por causa da oposição do então governador Itamar Franco. Mudou alguma coisa? O serviço está melhor? As tarifas diminuíram?

CONTRADIÇÃO – Empresas de áreas estratégicas, como fornecimento de energia e prospecção de petróleo, devem ser estatais. A riqueza da Arábia Saudita, por exemplo, deve-se à Aramco, que é estatal.

Uma das multinacionais que entrara m mercado de energia no Brasil é a Eneil, uma gigantesca empresa italiana. Foi fundado como estatal na Itália em 1962 e semiprivatizada nos anos 1990, mas o governo da Itália continua como o maior acionista individual, detendo cerca de 23,6% das ações por meio do Ministério da Economia e Finanças, enquanto o restante do capital é negociado na bolsa de valores.

A multinacional Enel trata tão mal os paulistas, que até o governador Tarcísio de Freitas, forte adepto das privatizações, já se manifestou pela rescisão do contrato, junto com o parceiro de toda hora, o prefeito Ricardo Nunes. Infelizmente, parece que já mudaram de ideia, tanto Tarcísio quanto Nunes, porque pararam de falar do assunto.

CONCESSÕES – Os chamados serviços públicos, como geração e distribuição de energia, abastecimento de água, tratamento de esgoto, fornecimento de gás, transporte de massa etc. são estratégicos e deveriam ser providos pelo poder público, por envolverem responsabilidade social, que a iniciativa privada se nega a oferecer.

Mas os políticos inventaram as “concessões” e hoje somos reféns dessa gente que controla as empresas concessionárias. Pagamos tarifas altíssimas de água, luz, gás e telefone, tudo privatizado, sem falar nos trens urbanos, uma porcaria de serviço.

É uma eterna Odisseia de sofrimento, sem nenhuma expectativa de vencermos essa batalha. Vamos morrer na praia antes de chegar a Ítaca, como no filme de Cristian Nolan, que vem lotando os cinemas do Rio de Janeiro.

Lula é esperto e diz que nada fará com que se desentenda com Donald Trump

Charge do JCaesar: 3 de junho | VEJA

Charge do JCaesar (Veja)

Roberto Nascimento

O perigo de intervenção americana no Brasil é real? Ninguém sabe, mas Lula é esperto e foi logo dizendo que nada fará com que rompa com o presidente americano Lula da Silva. Lula sabe que já houve essa ameaça concreta em 1964, quando os Estados Unidos, com medo da influência da União Soviética no governo João Goulart, estimularam o golpe civil/militar.

O governo americano influenciou os brasileiros através do embaixador Lincoln Gordon, muito ligado a Roberto Marinho, do adido militar, coronel Vernon Walters, e dos agentes da CIA.

QUINTA FROTA – O então presidente Lyndon Johnson mandou liberar o apoio financeiro, logístico e militar para a derrubada do governo Goulart, considerado de tendência sindicalista e comunista.

Assim, no dia 31 de março de 1964, quando foi deflagrado o golpe, a Quinta Frota da Marinha norte-americana estava ancorada nas costas do Espírito Santo, preparada para agir em favor dos golpistas, em caso de resistência dos oficiais legalistas leais ao presidente João Goulart.

Não foi preciso entrar em campo o apoio militar americano, porque Jango, desistiu da reação ao golpe temendo a eclosão de uma guerra civil, que poderia acarretar a divisão do país.

TUDO DE NOVO – Agora, Donald Trump, Marco Rubio e J.D. Vance, o trio do terror, querem a volta da submissão total dos países da América do Sul aos interesses americanos. Já conseguiram tomar a Venezuela, que vem sendo comandada à distância por Marco Rúbio, o secretário de Estado.

Washington conseguiu dominar a Argentina através de Javier Milei; o Chile, com a eleição de José Antonio Kast, um seguidor do general Augusto Pinochet; a Colômbia, hoje presidida por em empresário excêntrico, Abelardo de la Espriella, que ameaça romper relações com Nicarágua e Cuba; e o Peru através de Keiko Fujimori, filha do ditador Alberto Fujimori.

Portanto, o cerco vai se fechando em torno do Brasil, na reta final da nova eleição para presidente.

AGROBUSINESS – Donald Trump tenta enfraquecer o maior concorrente do produtores agrícolas norte-americanos. Sua estratégia é tarifar os produtos agrícolas braseiros, desprezam a lei da livre-concorrência, um dos dogmas do capitalismo.

O resultado é negativo, porque a inflação fica estimulada. Esta semana, por exemplo, o café aumentou 4% no mercado norte-americano.

Ao mesmo tempo, o governo Trump não vê com bons olhos as fortes relações do Brasil com a China, Brasil, que vem comprando nossos minérios e produtos agrícolas, enquanto vende mercadorias de alto teor tecnológico e de valor agregado ao Brasil.

As montadoras de automóveis chinesas, por exemplo, tornaram-se campeãs de venda por dois anos seguidos, principalmente dos carros elétricos.

GUERRA FRIA – Está em jogo na pressão de Trump contra o Brasil, o componente chamado Pequim, nessa guerra fria em que os EUA desejam destruir a China, como fizeram com a União Soviética.

O jogo está sendo jogado no cenário internacional e o Brasil está no meio da disputa, como o algodão entre os cristais. O cenário indica que tudo será feito para que um candidato da direita, alinhado aos interesses vitais americanos, saia vencedor nas eleições presidenciais de outubro.

Esse jogo de xadrez será pesado, com uso de todas as armas financeiras e até militares, que estão disponíveis no arsenal do jogo sujo, eivado de mentiras, falsidades e argumentos dúbios. A sorte está lançada e o retrato não é nada bom para os brasileiros, que estão numa Odisseia, com o mar revolto anunciando o tsunami de nome Trump e seu canto da sereia.

Trump dá sinais de desequilíbrio mental e pode sofrer processo de impeachment

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Especialistas em doenças mentais estão preocupados

Roberto Nascimento

Donald Trump voltou com tudo na política de tarifação, com decisões sem pé nem cabeça, que já foram refutadas pela Suprema Corte, mas ele insiste em aumentar as alíquotas, com base na interpretação de uma outra lei, criando uma confusão dos diabos.

Seus tarifaços não têm base legal nem lógica, porque atingem inclusive os países que são deficitários no comércio externo com os Estados Unidos, que é justamente o caso do Brasil.

DEMÊNCIA – Trump chegou à presidência acusando de demente seu antecessor Joe Biden, que tinha 81 anos e era o presidente mais velho do mundo. Porém, o castigo veio a cavalo, porque agora é Trump está a caminho dos 81 anos, tomando decisões radicais que colocam em dívida sua saúde mental.  

Ele tenta levar os EUA a se tornar uma autocracia. Só quem manda é ele, como uma nova espécie de Nabucodonosor laranjão. O nível de desaprovação a seu governo só faz aumentar, mas ele mantém a enlouquecida estratégia.

Na política externa, prometeu, mas não conseguiu acabar com a guerra na Ucrânia. Além disso, apoiou prazerosamente a destruição da Palestina por Israel, com mortandade de civis, incluindo crianças, mulheres e idosos. E continua atacado o Irã, numa selvageria realmente incomum.

ELEIÇÕES À VISTA – As decisões radicais e destrambelhadas do presidente americano são incentivadas pela necessidade de vencer as eleições parlamentares de novembro, para dar seguimento à administração. Sem apoio do Congresso, nenhum presidente americano conseguiu conduzir os mandatos sem problemas de governabilidade.

O Comércio mundial virou uma bagunça depois dos tarifaços de Trump, que a Suprema Corte anulou, inutilmente, porque seu governo alega ter encontrado uma brecha jurídica para alterar as tarifas sem aprovação do Congresso.

Parece que o ogro deseja o caos no mundo, e nenhum país está seguro diante dele, que já invadiu a Venezuela e quer dominar a Groelândia, o Canadá e o Oriente Médio.

INSANIDADE – O fato concreto é que Trump dá sinais de problemas mentais. “É nossa opinião profissional, baseada em avaliações anteriores e contínuas, que o estado mental de Donald Trump se deteriorou ainda mais desde nossa declaração de 2024”, começa a carta que um grupo de médicos e pesquisadores da área da saúde entregou ao Congresso em 30 de abril deste ano, reafirmando advertência feita em 2024,.

Os especialistas alertam “para o fato de que o presidente dos EUA representa um perigo crescente para a população”. O documento foi assinado por psiquiatras, neurologistas, psicólogos e especialistas em saúde pública e mental ligados a universidades prestigiadas, como Harvard, Columbia e George Washington.

Cabe ao Congresso aprovar o impeachment, mas isso depende das eleições de novembro. Historicamente, nenhum presidente dos EUA foi destituído, Andrew Johnson (1868), Bill Clinton (1998) e Donald Trump (em 2019 e 2021) sofreram  impeachment na Câmara, mas acabaram absolvidos no Senado. Richard Nixon renunciou em 1974 antes que a Câmara votasse seu processo. Vamos aguardar.

Mestre do jornalismo, Joel Silveira achava que Brasília destruiu a política brasileira

Joel Silveira retrata a Segunda Guerra como devastação - 17/01/2026 -  Ilustrada - Folha

Joel Silveira era considerado o maior jornalista brasileiro

Roberto Nascimento

No governo de José Sarney, que foi o primeiro civil a presidir o país após o regime militar, o jornalista Joel Silveira, considerado um dos maiores nomes da imprensa, resolveu ir a Brasília para colher dados e escrever uma reportagem denominada “O outro lado da capital”.

Procurou um amigo, que deu a ele uma panorâmica do poder no governo Sarney, quem mandava, quem fingia mandar etc. Silveira procurou também outro famoso jornalista, Carlos Castelo Branco, que o recebeu na sua casa ofereceu do seu melhor uísque, a bebida que Silveira preferia.

JANTAR NO GAF – Castelinho disse que o político que mais conhecia os bastidores do poder na capital, por dentro e por fora, era o deputado Talhes Ramalho (PMDB-PE).

”Quero conhecê-lo”. disse Joel Silveira. “Então vai conhecer”, replicou Castelinho, que pegou o telefone e ligou para Thales Ramalho: “Está aqui comigo o Joel Silveira, quer conhecer coisas de Brasília.

Thales Ramalho, deputado federal por cinco mandatos consecutivos, era respeitado por todas correntes políticas, e marcou o jantar para o dia seguinte no sofisticado restaurante Gaf.

POESIA FRANCESA – No jantar, uma surpresa – Thales Ramalho era um grande intelectual e só queria falar de literatura, embora Joel Silveira só estivesse interessado na política e no poder. O parlamentar começou falando dos poetas malditos franceses. E de Rimbaud passou para Verlaine, depois Baudelaire e por fim, Mallarmé.

“Thales recitava, os poemas num francês impecável com sotaque nordestino, enquanto eu bebia o solene conhaque Armagnac, devagar, no magnífico jantar. Já não nos sentíamos à beira de um vulcão como é Brasília, sempre prestes a entrar em erupção”.

Bem, depois das citações dos poetas franceses, Talhes Ramalho enfim passou a contar para Joel, tudo o que sabia sobre a podridão da política em Brasília.

AH, BRASÍLIA! – Na semana seguinte, Joel Silveira assim fechou, em conclusão, sua coluna na “Revista Nacional”, do saudoso Jornal do Commercio de 19/06/1999:

”Ah, Brasília! Clarice Lispector, que também amava Rimbaud, tem razão. Todo um lado de frieza humana que eu tenho, encontro em mim aqui em Brasília, e ele floresce gélido, potente, força gelada da natureza.”.

“Ah, Brasília! Valhacouto de espiões e viveiro de neuróticos, burocratas e tecnocratas, estufas de efêmeras glórias, depósito de sonâmbulos, intrigantes, trambiqueiros e meliantes de crachás, perversa e irreal capital do Pânico e da Avidez, da Dúvida e do Pesadelo, quase sem ar na sua rarefação de deserto, base lunar onde não existe um lugarzinho sequer para os ingênuos e os puros, e onde os gatos, com todos os seus sete fôlegos, não chegam a viver metade da vida a que tem direito.”

MUITAS SAUDADES – Quem tem amigo não morre pagão, e só os amigos podem proporcionar uma conversa desse quilate no jantar.

Quantas saudades dos políticos como Thales Ramalho, Ulysses Guimarães, Ruy Barbosa, Afonso Arinos e tantos outros, detentores do notável saber da Literatura, da História, da Filosofia e da Política. O que temos hoje são políticos de emendas parlamentares, sem compromisso com a nação, só interessados na próxima eleição, onde vicejam os Vorcaros da vida.

E o que diriam, Joel, Thales e Clarice sobre o Inferno de Dante em que se transformou o Rio de Janeiro que eles tanto amaram?

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Um grande texto de Roberto Nascimento, que quase mata de saudades o editor-chefe da Tribuna da Internet e o colunista Paulo Peres, ao lembrar a Revista Nacional e Joel Silveira. A convite de Mauritônio Meira, fui o criador desta revista, que circulava aos domingos, encartada em jornais de todo o país. Nossa tiragem chegava a 800 mil exemplares, superava qualquer outro jornal ou revista no Brasil. Nossas atrações eram, além de Joel Silveira, nomes como Rubem Braga, Sebastião Nery, Niva Chavs, Roberto Paulino, Mister Eco, Nássara, Paulo Peres, Willy, Alberto Nunes e muitos outros. Todos já se foram, o chargista Willy Oliveira se aposentou, e só restam eu e Paulo Peres, entrincheirados aqui na Tribuna da Imprensa. (C.N.)

Imprensa faz seu papel no caso do Master, mas falta o STF fazer o dele

Charge do JCaesar: 29 de janeiro | VEJA

Charge do JCaesar (Veja)

Roberto Nascimento

A teia mafiosa tecida pela organização criminosa comandada por Daniel Vorcaro se infiltrou nos Três Poderes. Com muito dinheiro, na ordem dos milhões, o banqueiro fraudador conseguiu comprar a cúpula do Estado, esta é a realidade.

Recursos públicos da aposentadoria de servidores foram dilapidados e entregues na lavanderia do Banco Master para serem usados na compra da consciência das mais altas autoridades do país.

FOI UM FESTIVAL – Dois diretores do Banco Central, agentes da Polícia Federal, vários governadores, como Ibaneis Rocha, Claudio Castro e Rui Costa, diversos senadores, como Ciro Nogueira e Jaques Wagner, deputados federais, presidentes dos Institutos de Previdência de Estados e Municípios, foi um verdadeiro festival.

O jornal O Estado de São Paulo vem publicando uma estrutura chamada de Vorcaroesfera, com detalhes da organização criminosa e a cooptação dos agentes políticos do Congresso, do Executivo e do Judiciário com riqueza de detalhes.

A participação de cada personagem comprada por Vorcaro chega a raia da minúcia. E o trabalho jornalístico do Estadão já começa incomodar gregos e troianos.

CENSURA, NÃO – Citado na reportagem, o candidato do PL ao Senado, por São Paulo, ex-secretário de Segurança do governador Tarcísio de Freitas, o capitão Guilherme Derrite, que é deputado federal, incomodado com a repercussão do caso na sua candidatura, entrou na Justiça de São Paulo requerendo censura do Jornal O Estado de São Paulo.

O pleito do capitão Derrite foi negado, sob o argumento de ferir a liberdade de imprensa. Inconformado, ele ameaça recorrer ao STF alegando perseguição política e risco à sua candidatura ao Senado, em que está bem atrás nas pesquisas, com Simone Tebet e Marina Silva à frente.

E ainda falam em democracia, mas tudo dá boca para fora, assim como o lema Deus, Pátria e Família. No fundo, são adeptos de uma bela ditadura, com censura e prisões de desafetos sem o devido processo legal.

MAIS DENÚNCIAS – Reportagem de O Globo deste sábado, assinada pelo jornalista Rafael Moraes Moura, informa que Vorcaro manipulava até avaliação de aplicativo, obtenção de dossiês, inquéritos sigilosos, ameaças, intimidações, simulação de assaltos, tudo a cargo do capanga “Sicário” (Philippi Mourão), a mando de Vorcaro e do pai, Henrique, o chefe da milícia.

Além do CEO do Banco Itaú, também o dono do Banco BTG Pactual, André Esteves, desafeto e concorrente de Vorcaro, foi monitorado e teve um dossiê preparado para detonar o banqueiro.

É de longe o maior escândalo financeiro e político do país. A imprensa está fazendo seu papel, resta saber se o Supremo fará o dele.

Michelle assume papel de Lady Macbeth e pode desfazer os sonhos de Bolsonaro

A cartada de Michelle Bolsonaro. Charge de João Spacca para a newsletter desta segunda-feira (29). #meio #charge #michellebolsonaro

Charge do Spacca (Canal Meio)

Roberto Nascimento

A disputa pelo espólio político do chefe do clã Bolsonaro guarda semelhança com drama do Rei Lear, porque, a exemplo do Reino da Dinamarca, também há algo de podre, mas muito podre, mesmo, nos Três Poderes de Brasília.

É a união de três famosas tragédias de Shakespeare:
“Otelo”, “Macbeth” e “Rei Lear”. Tanto assim que o jornal Estadão já passou a chamara de Lady Macbeth a madrasta Michelle Bolsonaro.

LUTA PELO PODER – Os filhos e a madrasta lutam pateticamente pelo poder. Cada um dos filhos tem seus interesses políticos e financeiros, sempre estão sugando nas estruturas do Estado, seja no Legislativo ou no Executivo.

Nenhum deles jamais trabalhou na vida, simplesmente usavam o sobrenome do chefe do clã para conquistar mandatos eletivos na Câmara dos Vereadores, Assembleia Legislativa, Câmara Federal e no Senado.

Antes, havia distanciamento, sem que existisse discórdia. A tragédia shakespeariana só começa com a eleição presidencial de Jair Bolsonaro em 2018. Depois de quatro anos, o planejamento da tentativa de golpe tumultuou inteiramente a convivência da família, e as rusgas internas passariam a ser noticiadas, enquanto a Justiça era feita, provocando   a prisão do chefe do clã e seus aliados, mas sem atingir o resto da família.

UMA BRIGALHADA – Começou então, a luta dos filhos contra a madrasta, na disputa pelo espólio político que sobrou do bolsonarismo. A brigalhada foi num crescendo e chefe do clã colocou ainda lenha na fogueira ao indicar o filho mais velho como sucessor.

Agora, com a campanha eleitoral já em curso, o vídeo interpretado por Lady Macbeth, muito bem produzido, com símbolos religiosos no cenário e uso de teleprompter para facilitar a leitura, veio expor a família desunida numa guerra insana.

Lady Bolsonaro mandou recados para o candidato presidencial e os irmãos. “Tenho vida política própria e não preciso de você. Pelo contrário, tenho controle do PL Mulher, das mulheres evangélicas e você, Zero Um, vai precisar do meu apoio”, disse, desafiadoramente.

PRINCIPAL MOTIVO – O apoio dela à candidatura do senador Eduardo Girão ao governo do Ceará, contra a aliança do PL em favor da candidatura de Ciro Gomes (PSDB), não é o principal motivo do racha na família do capitão reformado. Trata-se de quem vai assumir o controle dos votos bolsonaristas no futuro, quando o cacique se aposentar de vez da vida pública.

Me parece que a madrasta, no papel de Lady Macbeth, deu um passo à frente com seu discurso religioso, à moda integralista de Plínio Salgado: “Deus, Pátria e Família”.

 Mas será que seguirá firme contra o Estado Laico e lutará pela volta da Religião no seio do Estado, um retrocesso brutal e medieval. O certo é que a desunião do clã Bolsonaro favorece Lula e deve impedir que o Brasil se curve definitivamente perante os Estados Unidos.

Alvo da PF, Wagner exibia o temor dos políticos com a delação de Vorcaro

Jaques Wagner foi alvo de operação da PF nesta quinta-feira

Roberto Nascimento

Nesta terça-feira, dia 16, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), saiu de seus cuidados e subiu à tribuna para fazer um surpreendente discurso, criticando a reforma da Lei da Delação Premiada, que o Congresso aprovou em 2013.

Wagner disse que o Congresso não percebeu, à época, os riscos de permitir acordos de colaboração com investigados já presos. “Nós, acho, cometemos um erro. A lei de delação premiada, que foi aprovada ainda no tempo da presidenta Dilma, admitiu a delação premiada com as pessoas sob coação, com as pessoas presas”, afirmou.

SOB COAÇÃO – O mais curioso foi ver o líder do Governo dizendo que, esse modelo abriu espaço para acusações obtidas sob “coação psicológica” durante as investigações da Lava Jato.

“Na verdade, foi com essa delação sob coação psicológica, a real, que se arrancou um número infindável de acusações que levaram o atual presidente Lula à cadeia.”

Em seguida, o parlamentar petista disse que a colaboração premiada deveria ocorrer apenas com investigados em liberdade. “O instituto da colaboração é para alguém que esteja em liberdade e resolva colaborar para evitar que seja eventualmente preso. Alguém que está preso, que tipo de coação tem? Vai voltar para a Papuda? Não vai voltar para a Papuda?”, questionou.

APOIO A ALCOLUMBRE – O discurso de Wagner foi feito em solidariedade ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), que negou ter recebido dinheiro de Daniel Vorcaro. O líder petista aproveitou para também desmentir ter se envolvido em negócios com Vorcaro na Bahia.

Quando um político se manifesta sobre um fato, como é o caso do senador do PT da Bahia, Jaques Wagner, sempre há uma relação de causa e efeito. Assim, ficou demonstrado o temor de Wagner, Alcolumbre Rui Costa, Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro e muitos outros que mamaram nas tetas do Banco Master. E, nesta quinta-feira, a PF fez  operação de busca e apreensão contra Wagner em Salvador, suspeito de receber propinas e uma apartamento de luxo.

E o assunto vai render, porque Vorcaro quer trocar de advogado e insistir no pedido de delação premiada, embora isso não signifique que será evitada sua transferência para a prisão da Papuda, até que aceite contar em detalhes como comprava apoio político no Congresso e proteção no Planalto e no Supremo, pagando caro e sem garantia de entrega, como se viu no caso do contrato de R$ 129,6 milhões com a mulher do ministro Alexandre de Moraes.

Carlo Ancelotti não tem saída e agora terá de escalar os melhores jogadores

Endrick celebra gol pela Seleção Brasileira: "dar a vida pela minha nação"

Endrick mostra que tem futebol e garra para entrar em campo 

 

Roberto Nascimento

O jogo Brasil e Haiti, nesta sexta-feira, será um divisor de águas para a seleção canarinho.Tem que ter atitude e jogar no ataque o tempo todo, sem firulas e jogadas de calcanhar. O objetivo principal é bola nas redes do adversário, como faz a Alemanha, que goleou Curaçau por 7 a 1. Tinha que ser esse placar vergonhoso, que nos lembra de um passado cruel para a seleção verde-amarelo? Bem, são coisas do futebol.

O técnico Ancelloti ficou visivelmente incomodado com as perguntas dos repórteres ao final do primeiro jogo, sinal de que entendeu suas falhas na escalação.

SEM SAÍDA – Agora, o treinador italiano não tem mais saída. Ou muda, escalando os melhores atletas. ou vem para casa mais cedo. A escolha está nas mãos dele.

Com a escalação que foi a campo contra o Marrocos, o Brasil não vai avançar até às quartas de final. Primeiro, é preciso trocar o Alisson, que não transmite confiança. O goleiro de Cabo Verde defendeu mais no jogo de segunda-feira do que o Alisson em três copas. Everton. como titular traz mais segurança ao time.
Para o Brasil vencer, Ancelloti precisa ousar, escalando o seguinte time: Everton;
Danilo, Marquinhos, Leo Pereira e Alex Sandro;
Fabinho, Danilo Santos e Matheus Cunha;
Endrick, Vini Jr. e Luiz Henrique.

ALTA VELOCIDADE – Os jogos estão numa velocidade máxima, pegados, de muita marcação e jogadas pelas laterais com pontas ofensivos cruzando na área para os atacantes finalizarem.

Jogadores menos velozes, como Casemiro, Paquetá e Gabriel Magalhães, no meio de campo, mesmo sendo excelentes, darão espaço para contra-ataques diretos dos adversários.

E o que tenho observado até aqui. Os laterais Danilo e Alex Sandro não podem ficar no banco. O zagueiro Gabriel Magalhães jogou muito mal ao lado do Marquinhos. Leo Pereira é mais jogador.

PONTAS OFENSIVOS – No ataque, como todos os times nessa Copa, precisamos de dois pontas ofensivos fustigando as defesas, Vini Jr. e Luiz Henrique são escalações que se impõem.

Matheus Cunha e Endrick ou Rafinha completariam o meio do ataque à área adversária.

Mas parece que o treinador Ancelotti vai preferir escalar os amigos que jogam na Europa do que vencer os jogos. E o pior é que ele já tem emprego milionário até a Copa de 2030…

Entenda por que Flavio Bolsonaro está entregando novamente a eleição a Lula

Flávio é Bolsonaro, Flávio é Rachadinha… #flaviorachadinha #bolsonaronacadeia #familicia #charge #desenholadino

Charge do Bruno Struzani (Instagram)

Roberto Nascimento

Os Estados Unidos, sob a gestão catastrófica de Donald Trump, estão se dando conta da progressiva perda de seu protagonismo político e econômico para a China. O Leão do Norte demonstra estar cansado, desdentado, mas busca a todo custo voltar a comandar sozinho a floresta.

Então, está rugindo para o mundo, porque ainda tem poderio econômico e um arsenal militar e nuclear suficiente para impor a força e o medo nos quatro cantos do globo terrestre.

FORTE CONCORRENTE – No meio dessa briga de gigantes, o Brasil acabou virando alvo de Trump, porque está se transformando num forte concorrente comercial, principalmente nas commodities agrícolas: soja, carne, laranja, açúcar, café, frutas e exportações de alimentos industrializados, além de produtos siderúrgicos, como aço e alumínio, assim como minerais estratégicos, notadamente o ferro e as terras raras.

Ideologia, eu quero uma para viver, como dizia o genial cantor e poeta Cazuxa, mas hoje em dia esses paradoxismos político-partidários são o que menos importa.

O X da questão é a economia, através do comércio mundial, que começa a ser liderado pela China, com a nova Rota da Seda e os investimentos na América Latina, na África e na Ásia.

AVANÇO CHINÊS – Os Estados Unidos estão assustados com o avanço da diplomacia e do comércio da China, que se tornou o maior mercado do mundo. Por essa razão, Donald Trump impõe tarifas absurdas a todos os concorrentes e a países estratégicos que tem comércio robusto com a China, caso do Brasil.

Nada do que ocorre na política externa é por mera coincidência. Trump tem de pressionar, devido às ligações com os Brics, grupo de países não-alinhados com os EUA e com a Europa, do qual o Brasil é fundador, junto com a China, a Rússia e a Índia.

Por essas circunstâncias é que a atuação dos irmãos Bolsonaro, ao se alinharem preferencialmente aos Estados Unidos, primeiro eles e nós, depois, significa uma traição nacional, pois o ideal seria uma postura brasileira de não-alinhamento político e comercial, porque não podemos perder exportações para os Estados Unidos nem para a China.

TODAS AS ARMAS – O momento é de grande preocupação, porque o governo Trump está usando todas as armas possíveis e imagináveis para forçar o alinhamento entre Brasília e Washington.

Mas não podemos adotar essa política ansiada pela despreparada família Bolsonaro, que age movida exclusivamente por motivos pessoais e ideológicos, sem analisar quais seriam os interesses do Brasil no intrincado xadrez da política internacional.

Se perdermos o comércio com a China e os 30 bilhões de dólares no superávit comercial, os Estados Unidos não comprarão nossos produtos na mesma proporção dos chineses e o Brasil entrará numa gravíssima crise econômica.

APOIO A LULA – Agindo com essa falta de visão econômica e de patriotismo, a família Bolsorano fará com que as classes produtoras da agricultura, da indústria e dos serviços apoiem a reeleição de Lula, por falta de alternativa.  Isso já aconteceu em 2022 e pode voltar a ocorrer agora.

Lembrem que em 2018, quando venceu a eleição, Bolsonaro tinha o economista conservador Paulo Guedes como conselheiro, apelidado de “Posto Ipiranga”.

Agora, o inexperiente e desqualificado filho Flávio se apresenta sozinho, sem ter apoio de um administrador político-econômico de experiência e confiabilidade. E isso fará com que as classes produtoras desistam de apoiá-lo, preferindo novamente Lula, que é um líder que se diz socialista mas sempre foi aliado aos banqueiros.

É preciso entender que os objetivos de Trump são mais econômicos do que políticos

30/05/2026 - Cláudio de Oliveira | Folha

Charge do Cláudio de Oliveira (Folha)

Roberto Nascimento

A estratégia do presidente Donald Trump e de Marcus Rubio, secretário de Estado, é reduzir as exportações de produtos agrícolas do Brasil para a China, para favorecer o agronegócio norte-americano, equilibrar a balança comercial, diminuir a rejeição a seu governo e reconquistar votos no interior do país.

Ou seja, trata-se de uma estratégica com efeitos políticos e econômicos, para fortalecer o Partido Republicano nas próximas eleições parlamentares, preparando o terreno para sucessão de Trump.

SUCESSÃO DE TRUMP – No ano que vem, já deve se iniciar a disputa entre o vice presidente, JD Vance, e o secretário Marco Rubio num duelo gigante para saber quem será indicado pelo Partido Republicano para concorrer a presidência com o candidato do Partido Democrata. A briga vai ser da cintura para baixo.

A viagem de Trump à China foi para pedir ao presidente chinês, Xi Jinping, que compre mais produtos agrícolas dos EUA. Como se sabe, as ações da diplomacia dos países e até mesmo as guerras sempre têm um foco mais econômico do que político. Assim, a venda de armas, a reconstrução dos países arrasados pelas bombas e as exportações de produtos industriais e agrícolas são a base da riqueza das nações, especialmente os Estados Unidos.

Trump, Rubio e JD Vance não estão nem um pouco preocupados com PCC e CV nem com o Cartel de Sinaloa no México, também rotulado de organização terrorista.

LEDO ENGANO – Se alguém da direita pensa que Trump vai invadir a Baia da Guanabara com seus navios de guerra, como pediu Flávio Bolsonaro para atacar os barcos com drogas como fizeram no Caribe estão muito enganados ou acreditam em Papai Noel.

Nenhum soldado americano, nem tanques ou helicópteros vão ocupar as comunidades cariocas controladas por traficantes e milicianos, para impedir que essas células do crime enviem drogas para os EUA, zero de chance. A mesma situação nas áreas paulistas da Paulicéia desvairada, redutos controlados pelo PCC.

Não adianta Flávio Bolsonaro tentar espalhar o medo de uma invasão norte-americana. Ora, Donald Trump tem mais o que fazer. O principal objetivo dele é multiplicar sua fortuna no tempo que lhe resta na presidência dos Estados Unidos. O resto não tem pressa.

Vorcaro será destruído pelas delações de seu cunhado e do ex-presidente do BRB

charge de Thiago Lucas (@thiagochargista), para o Jornal do Commercio. # vorcaro #danielvorcaro #bancomaster #toffoli #stf #chargejc  #chargejornaldocommercio #chargethiagojc #chargethiagolucas  #chargethiagolucasjc *digital

Charge do Thiago Lucas (Jornal do Commercio)

Roberto Nascimento

Daniel Vorcaro é um mafioso, um homem perigoso, e sua tática da delação premiada é uma farsa, um engodo para ganhar tempo, enquanto aguarda um socorro tipo VAR, vindo daquelas personalidades a que Vorcaro pagou para ter proteção, e uma delas é o atual alvo da PF, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), investigado por participação na rede de Vorcaro.

Vorcaro jamais incluirá Ciro, Alcolumbre e Arthur Lira na sua delação. Ministros togados, nem pensar, fora de cogitação, porque se o fizer o mundo vai cair sob seus pés. Está mais do que claro que só bagrinhos vão aparecer na lista do banqueiro fraudador: Cláudio Castro, Ibaneis Rocha, Celina Leão, Paulo Roberto Costa e outros menos votados.

GANHAR TEMPO – Tudo isso e inútil e só funciona para ganhar tempo. Não há salvação para Vorcaro, porque o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, vai fazer delação e acaba de ser transferido para uma prisão mais confortável, a chamada Papudinha. Além disso, o próprio cunhado e operador, Fernando Zettel, também se ofereceu para delatar.

Portanto, se continuar mitigando a delação, provavelmente Vorcaro terá que voltar para a prisão na Papuda, o pior dos mundos para ele, porque o quadro se agravou com a descoberta de suas ligações com o presidente do PP, senador Ciro Nogueira.

Meses atrás, respondendo a repórter da CNN sobre seu envolvimento com Vorcaro, Ciro fez um desafio: ” Se encontraram algum ilícito meu envolvendo o Banco Master, renunciarei ao meu mandato”.

NOGUEIRA NA PIOR – Com certeza, essa promessa do senador Ciro Nogueira foi parar no brejo. Ele se comportava como dono do Partido Progressista e foi quem indicou o corrupto Paulo Henrique Costa para a presidência do BRB. Como se sabe, o governador Ibaneis Rocha, do MDB, aceitou o pedido do amigo do Centrão, e  se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão, nas palavras do general Augusto Heleno.

A atual governadora de Brasília, Celina Leão, do PP, é muito grata a Ciro Nogueira, de quem se considera afilhada, porque entrou na chapa de Ibaneis atendendo a um pedido dele. Agora, Celina Leão está em pânico.

Brasília é uma cidade de muro baixo, isso significa que nada escapa aos fofoqueiros de plantão. As narrativas começam a pipocar, porque os advogados dos envolvidos já falam em perseguição política e Ilações tiradas fora de contexto. Mas é tudo um jogo de cartas marcadas. Se Vorcaro não fizer a delação correta, entregando seus protetores nos três Poderes, vai se dar mal, porque as delações de Paulo Henrique Costa e Fernando Zettel serão suficientes para deixá-lo envelhecer na cadeia.

Se a quadrilha de Ibaneis ficar impune, é melhor a gente se mudar para o Paraguai

Como a implicação do BRB no caso Master afeta Ibaneis Rocha - Nexo Jornal

Ibaneis Rocha abriu o olho e está sumido (ou foragido)

Roberto Nascimento

A série de artigos da jornalista Malu Gaspar, a estrela que desvendou o escândalo do Banco Master e que continua desbravando todos os elos dessa corrente do mal contra o sistema bancário do Brasil, não deixa a menor sombra de dúvidas sobre o desfecho dessa novela de Brasília, envolvendo dois atores do elenco da fraude: Ibaneis Rocha e Celina Leão, então governador e vice, arrastados pelo bandido Daniel Vorcaro.

Não tem mocinho nessa trama macabra, todos são bandoleiros assaltando a caravana do Banco Regional de Brasília e do Banco Master.

JOGANDO PARADO – Importante salientar, que o xerife está jogando parado, no aguardo do término das investigações oriundas dos celulares do chefe do bando, mesmo sem a senha dos aparelhos. A nuvem está cheia de informações, mas o processo demora.

Importante salientar, que candidaturas de governador, senador e deputado federal estão por um fio e na mão do xerife. Quando as informações vierem a público, o estrago nas reputações será avassalador.

Com o avanço das investigações, os dois destaques políticos na farra do Banco Master estão se desentendendo. A atual governadora do DF, a lutadora de boxe Celina Leão, é do PP de Arthur Lira e Ciro Nogueira, duas ilustres companhias do Centrão, e se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão.

CPF DIFERENTE – No desespero, Celina Leão tem alegado que o CPF dela é diferente do corrupto Ibaneis Rocha, o ex-governador, que renunciou para se candidatar ao Senado. Ora, os dois eram unha e carne. Portanto, Celina Leão não desconhecia o esquema criminoso da compra do Master pelo BRB.

Coloco nessa teia do diabo o advogado Daniel Monteiro, preso na mesma operação em que a Polícia Federal encarcerou Paulo Henrique Costa, o laranja que Ibaneis colocou à frente do BRB.

Como ele estava recebendo suborno de Daniel Vorcaro, através da transferência de imóveis avaliados em R$ 174 milhões para seu nome, pode-se calcular quanto seria o cachê de Ibaneis, que era o poderoso chefão da jogada.

CONTAS SECRETAS – Voltando ao advogado Daniel Monteiro, os vazamentos de informações em Brasília indicam que o ilustre causídico era o articulador das tenebrosas transações entre Vorcaro (Master) e Paulo Henrique Costa (BRB).

Os investigadores estão na mira das contas secretas em paraísos fiscais, com informações de que somente Vorcaro teria investimentos da ordem de R$ 40 bilhões. E Ibaneis Rocha, que sumiu e parece estar foragido, conseguiu a façanha de se envolver no escândalo como pessoa física e pessoa jurídica, porque seu escritório de advocacia extorquiu R$ 30 milhões de Vorcaro.

O Brasil vem sendo saqueado desde o Império. Essa sangria não para nunca. Mas tudo isso, é claro, deve influir nas eleições de outubro. Se não influir e Ibaneis e sua quadrilha forem eleitos, é melhor a gente se mudar para um país mais sério, como o Paraguai.

Com Alcolumbre presidindo, tudo pode acontecer no Senado, até mesmo nada…

Quem está na chuva é para se queimar

Charge do Kácio (Metrópoles)

Roberto Nascimento

Estão fazendo muito barulho por nada. Como se sabe, o relator da CPI do Crime Organizado, senador Alexandre Vieira, do MDB de Sergipe, em seu relatório pediu o indiciamento de três ministros do Supremo e do procurador-geral da República, e expôs suas razões. No entanto, o relatório foi rejeitado pelos senadores da CPI, por 6 a 4, portanto, seus efeitos na prática foram derrubados.

Mesmo assim, o decano do STF, ministro Gilmar Mendes, muito contrariado, decidiu pedir a abertura de um inquérito criminal contra o senador Alessandro Vieira e vai protocolar na Procuradoria-Geral da República para que se tome providência, embora o procurador Paulo Gonet é suspeito, porque foi um dos indiciados pelo relator.

TOFFOLI DE VOLTA – O ministro Dias Toffoli, muito calado nas últimas semanas, também se disse indignado e sugeriu votar a inelegibilidade do senador Alessandro Vieira, para impedi-lo de concorrer nas eleições de outubro.

Portanto, a guerra entre as duas Instituições da República escalou de maneira trágica. Até agora, os senadores da oposição, do centrão e os governistas não se manifestaram com firmeza em defesa de Alessandro Vieira. O

 presidente do Senado, Davi Alcolumbre tem o dever de defender seus pares, afinal, os parlamentares não podem ser punidos por atos legislativos  discursos e atuação nas Comissões Parlamentares de Inquérito.

INSEGURANÇA – Se os 81 senadores se omitirem na defesa de Alessandro Vieira nesse contra-ataque de ministros do STF, nenhum parlamentar terá segurança de atuar na defesa de seus mandatos, conferidos pelo voto popular, o que os torna democraticamente inatingíveis.

Sem conferir qualquer juízo de valor acerca da decisão do relator da CPI, entendo que indiciar três ministros do STF e o procurador-geral no âmbito da CPI do Crime Organizado foi uma decisão arriscada, no mínimo.

Há um dispositivo na Constituição, o Impeachment de ministros do STF, que é o mais adequado para essa situação defendida pelo senador na CPI, mas, para ir ao plenário para votação dos 81 senadores, tem que ser pautado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

NO ANO QUE VEM – Nesse caso, o presidente do Senado já declarou que não abrirá nenhum processo de impeachment nessa legislatura.  Com Alcolumbre à frente da Mesa Diretora, tudo pode acontecer, até mesmo nada.

Talvez no ano que vem, 2027, com a eleição de um novo presidente do Senado, o quadro fique diferente? Mas acontece que Alcolumbre poderá se candidatar novamente, por se tratar de uma nova legislatura.

Alessandro Vieria se adiantou e já pediu o arquivamento da decisão de Gilmar Mendes, com base na jurisprudência do próprio Supremo. Portanto, pode ser que nada aconteça. Depois é o futuro, que a Deus pertence, como dizia o ministro Armando Falcão, durante a ditadura, para se livrar do assédio da imprensa.

Envolvido até o pescoço com Vorcaro, a eleição de Ibaneis será um desacato 

Escândalo Vorcaro: A Prisão e suas Implicações na Democracia

Esta é a pergunta que não quer calar em Brasília

Roberto Nascimento

Até semana passada, o rombo do BRB  (Banco Regional de Brasília) era de R$ 12 bilhões, jogados no colo do banqueiro fraudador e picareta Daniel Vorcaro. Mas ainda era pouco e novas investigações da Polícia Federal, apontam um rombo muito maior, na faixa de 30 bilhões.

O dono do Master, Daniel Vorcaro, salafrário, tinha uma milícia particular para fazer o serviço sujo, sob o comando do matador e aluguel, o “Sicário” Mourão, um moderno cangaceiro de Minas, parecido com o Antônio das Mortes, que também matava no sertão, por dinheiro de fazendeiros, imortalizado no filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, do cineasta Glauber Rocha.

SAI ILESO – No filme, uma bela ficção de Glauber, Antônio das Mortes sai ileso, são e salvo, enquanto as vítimas, ficaram na horizontal com terra por cima. Na vida real, o Sicário Mourão, o chefe da milícia do  Vorcaro, teria se enforcado na cela da PF em Belo Horizonte.

No meio dessa confusão, surge uma pergunta que não quer calar, e todos a fazem em Brasília e arredores:
Por que o governador de Brasília, Ibaneis Rocha, ainda não foi preso?

Ele negociou as compras de papéis podres do Master, diretamente com o banqueiro Vorcaro na mansão do picareta. Que país é este, que deixa o vampiro de Brasilia solto e livre para se candidatar ao Senado e ganhar imunidade eterna?

PROPOSTA INDECENTE – E agora surge a nova governadora Celina Leão, que era vice e assumiu o cargo de Ibanéis após a renúncia dele para se candidatar ao Senado, tenta pressionar o governo federal para salvar o BRB, o Banco de Brasília do rombo gigantesco.

Qual a proposta de Celina Leão? Ora, ela pretende que a Caixa Econômica e o Banco do Brasil, comprem papéis do BRB, da ordem de R$ 8 bilhões. Que vergonha, governadora Celina, esse pedido é uma proposta indecente e imoral.

A única saída é uma intervenção do Banco Central, liquidando de vez o BRB. Embora seja estatal, pode sofrer intervenção e liquidação por insolvência, má gestão grave ou colapso financeiro, justamente as características atuais do BRB, deixando claro que governadores não devem administrar Bancos, porque o rombo é praticamente certo.

CIDADE ABANDONADA – Ao mesmo tempo, Brasília dá mostras de que está abandonada, com o aumento do número de moradores de rua nas superquadras e a favelização das chamadas cidades satélites.

Tudo isso demonstra que os políticos querem alçar ao poder apenas para enriquecer. Pedem votos ao eleitor com promessas impossíveis e depois riem da cara do povão, quando são eleitos.

Será que o morador de Brasília ainda pretende votar no Ibaneis Rocha e na Celina Leão? Acho que não. Errar de novo e sofrer duas vezes, sinceramente seria demais.

Histórico da democracia brasileira indica que é preciso estar atento a novos golpes

Golpe Militar de 1964: o que foi, contexto, resumo - Brasil Escola

De 64 a 85, foram 21 anos de ditadura militar e arbítrio

Roberto Nascimento

Em recente comentário aqui na Tribuna da Internet, abordamos golpes de estado ocorridos no Brasil após a República, que foi oriunda de uma conspiração contra Dom Pedro II, um monarca altamente intelectualizado e que sabia governar, ao contrário de muitos presidentes.

Insta salientar que, no ambiente da Internet, se o comentarista escrever muito, quase ninguém terá paciência de ler. Portanto, é preciso ser o máximo sucinto possível, e por isso não foi possível discorrer sobre  as nuances de todos os golpes de estado ocorridos no Brasil durante a República.

Primeiro, houve a conspiração de Floriano contra Deodoro. Depois, o episódio dos Tenentes (18 do Forte), a Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas a governar por 15 anos em regime ditatorial, a Intentona Comunista de 1935, o Levante Integralista de 1938, o Movimento de 11 de Novembro (1955), para evitar a posse de Kubitschek, e as revoltas de Jacareacanga (1956) e Aragarças (1959), já no governo JK.

COUTTO LEMBROU – Este ano, o jornalista Pedro do Coutto foi um dos poucos que lembraram a passagem do golpe de 31 de março de 1964. Entretanto, a aventura política civil-militar nunca esteve tão atual, pois a ameaça golpista continua atormentando o país.

Tentaram de novo em 2022, mas fracassaram. E agora, vão levar 10 anos, como ocorreu no passado, quando tentaram derrubar Getúlio em 1954 e voltaram em 1964?

O mesmo golpe de 1964 foi tentado em 1954, com a pressão militar para derrubar Getúlio Vargas. Mas o suicídio do presidente, aliado à comoção popular, fez os militares recuarem. Em 1955, tentaram impedir a posse de Juscelino, mas o general Henrique Teixeira Lott, ministro da Guerra, na época não se falava em ministro do Exército, impediu o 11 de Novembro, e depois vieram as revoltas de Aragarças e Jacareacanga, de origem aeronáutica.

JANGO ASSUME – Bem, em 1961, assumiu o vice João Goulart, devido à renúncia de Jânio Quadros, sete meses após assumir a presidência, supostamente para reassumir como ditador em meio a uma esperada pressão popular, que não veio. 

Os militares não queriam a presidência de Jango e até ameaçaram derrubar o avião que o trazia de volta de uma viagem à China, para assumir o governo.

Após intensas negociações, os militares aceitaram um acordo para mudar o regime de presidencialismo para parlamentarismo, com Tancredo Neves como primeiro-ministro. Seis meses depois, Jango arquitetou um plebiscito para retorno do presidencialismo, e o povo votou sim, dando o poder de volta a João Goulart como presidente.

Os militares, então, começaram a minar Jango junto com a elite empresarial paulista, acusando o presidente de comunista e de querer implantar uma república sindical.

GUERRA FRIA – O contexto era a guerra fria entre Estados Unidos e União Soviética. Os EUA, que consideravam (e ainda consideram) o Brasil como colônia americana, tiveram receio de que nosso país passasse a orbitar sob o domínio de Moscou.

Com base no argumento da guerra fria, abasteceram os golpistas brasileiros com informações da CIA, ofereceram apoio logístico, caso fosse necessário, e dinheiro para minar o governo de Jango, tudo comandado pelo embaixador Lincoln Gordon e o adido militar, coronel Vernon Walters.

Em 31 de março de 1964, o golfe foi desfechado, assumindo o comando da nação, pela força, o general Humberto de Alencar Castelo Branco. O regime militar durou 21 anos, de 64 a 85.

BARBÁRIE MILITAR – Importante salientar que naquele período de trevas, toda a América Latina, após o Brasil sucumbir ao autoritarismo, teve um efeito dominó.  Depois, caíram Argentina, Chile, Bolívia, Uruguai, Paraguai, Equador, Peru, Colômbia, somente a Venezuela foi poupada da barbárie militar no Cone Sul.

Bem, o futuro a Deus pertence e o Golpe de 2022 foi fracassado porque não houve adesão popular e do empresariado, além da falta apoio dos Estados Unidos, circunstância que desestimulou o Alto-Comando do Exército.

O então presidente Joe Biden enviou um assessor militar para dar um recado aos golpistas: se o golpe fosse executado, o novo governo ficaria isolado e sem condições de prosseguir. Portanto, se o presidente fosse Trump, a história seria outra. Portanto, todo cuidado ainda será pouco, porque Trump agora é o presidente e os golpistas brasileiros estão todos aí, com sangue nos olhos.