Helio Fernandes completa 98 anos e continua escrevendo como nunca

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Helio Fernandes, um fenômeno de lucidez aos 98 anos

Carlos Newton

Helio Fernandes, decano dos jornalistas mundiais, completa hoje 98 anos e continua em plena forma, escrevendo artigos diários, que são publicados em seu blog e no site Tribuna da Imprensa Sindical, de Daniel Mazola. Com o vigor de sempre, na coluna de hoje Helio Fernandes aborda determinadas características da vida de Jair Bolsonaro que passam despercebidos pela imprensa.

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BOLSONARO TEM TUDO PARA FAZER UM GOVERNO
DESALINHADO, COMO SUA ESTRANHA VIDA FAMILIAR

Helio Fernandes
Tribuna da Imprensa Sindical

A comparação é obrigatória e nada surpreendente. Nos dois casos, a vida particular e o exercício da vida pública, ele é o personagem principal. E pela personalidade violenta, sem controle e totalmente inusitada, está sempre em contradição.

Está no terceiro casamento. Não mantém relacionamento com as duas primeiras mulheres, apesar de ter tido 4 filhos com elas. Com eles, confessou, o comportamento é fácil e maravilhoso. “Podemos até falar palavrões”, que deve ser o máximo da intimidade, para um homem com a sua educação e formação.

VASECTOMIA – Aí, tomou uma providência, que eu não conhecia ninguém que tivesse feito: vasectomia. E para completar e complementar a contradição em que vive, revelou: “Fui ao HCE (Hospital Central do Exercito, excelente, já estive preso lá, não estava doente, só queriam me tirar da circulação), fiz outra cirurgia que anulou a vasectomia”.

Motivo: se apaixonou por uma moça que já tinha uma filha, casou com ela, queria ter um filho com ela. Em suas próprias palavras, “deu uma fraquejada” e teve uma filha.  Como tudo o que está aqui, foi revelado por ele, contou: “Isso mudou minha vida, tenho uma filha e uma enteada”. Imaginem o que um homem que faz tudo isso apenas em casa mudando espantosamente a própria família, pode fazer, modificando milhões de famílias, se for presidente.

Bolsonaro vai governar com uma base aliada amplamente majoritária

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Charge do Angeli (Folha)

Carlos Newton

É impressionante a mudança de rumos da política brasileira. O candidato Jair Bolsonaro (PSL), que tinha o maior índice de rejeição, não somente vai ganhar a eleição para presidente da República como também conseguirá formar uma base aliada amplamente majoritária, tanto na Câmara quanto no Senado. Portanto, terá condições ideais de governabilidade e facilmente conseguirá suportar a carga da oposição, que terá dificuldades até para formar Comissões Parlamentares de Inquérito.

O mais curioso é que Bolsonaro, que apoia o prosseguimento da Lava Jato e não aceita envolvimento com a corrupção, será apoiado pelos legendas mais comprometidas do Congresso, como PP, PSD, PMDB e PTB, vejam como é difícil que os analistas políticos estrangeiros entendam a política brasileira.

A OPOSIÇÃO – Agora, a grande dificuldade é identificar quem fará oposição ao novo governo. Além dos partidos de sempre (PT, PSOL e PCdoB), quem mais pretende enfrentar Bolsonaro?

O PROS, que apoiou o candidato do PT desde o primeiro turno, está mudando de lado. O deputado federal Eros Biondini (PROS-MG), eleito para o seu terceiro mandato, já gravou um vídeo declarando voto em Jair Bolsonaro no segundo turno da corrida presidencial. Biondini é líder católico da chamada Igreja Carismática.

Dois dias depois do primeiro turno, o PTB de Roberto Jefferson anunciou apoio a Bolsonaro. Outros partidos liberaram as bancada. O DEM está se acertando, discretamente, e o PSD já declarou apoio ao candidato favorito, pois sua característica é aderir a quem estiver no poder, não importa o partido ou a ideologia, o presidente Gilberto Kassab se mostra altamente pragmático, digamos assim.

APTO A GOVERNAR – Desde o fim da ditadura, nenhum outro presidente teve tão ampla base parlamentar. Isso significa que Bolsonaro terá facilidade para aprovar importantes mudanças. Mas nem tudo serão flores, porque haverá resistência a determinadas propostas de Paulo Guedes, que pretende transformar a Previdência num simples plano de capitalização, em que o segurado receberá frutos do que depositar.

Não será uma Previdência como a atual, que ampara o segurado e sua família em caso de doença com incapacidade temporária ou permanente. Funcionará como uma previdência privada bancária, que nada mais é do que uma aplicação financeira. Quando a pessoa se aposenta e começa a usar o dinheiro poupado, paga Imposto de Renda a cada retirada, e a poupança vai diminuindo. Se a pessoa viver muitos anos, como é moda hoje em dia, o dinheiro pode terminar antes da hora, que Deus proteja nossos velhinhos desamparados.

P.S.A reforma da previdência precisa começar pelo fim da pejotização e das falsas empresas criadas por empregados de altos salários, que assim sonegam pagamento de Imposto de Renda, INSS e FGTS e ajudam as empresas empregadoras a também sonegar. Bolsonaro já mostrou que conhece esse golpe, vamos ver como se comportará a respeito na hora da verdade. (C.N.)

Eduardo Paes mentiu no RJ TV com tanta convicção que parecia ser verdade

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Em matéria de mentira, Eduardo Paes é mesmo imbatível

Carlos Newton

Eduardo Paes, candidato do DEM ao governo do Estado do Rio de Janeiro, foi entrevistado nesta segunda-feira (dia 15) no RJ TV, segunda edição. A apresentadora Ana Luíza Guimarães atuou com o rigor que se fazia necessário diante de um político de ficha suja, e iniciou a entrevista indagando sobre as delações que demonstram a existência de corrupção na prefeitura do Rio de Janeiro, num esquema que funcionava sob o comando direto de Paes e com a cumplicidade dos dois secretários de Obras por ele nomeados – Alexandre Pinto e Luiz Antonio Guaraná.

O ex-prefeito tentou escorregar, dizendo que jamais houve acusações contra ele e o ex-secretário Alexandre Pinto somente passou a denunciá-lo após o terceiro depoimento à Justiça Federal, para reduzir a pena.

E A ODEBRECHT? – A apresentadora Ana Luiza Guimarães não se deixou iludir e insistiu no assunto, citando as delações da Odebrecht, que também acusam o ex-prefeito, através de depoimentos dos executivos Benedicto Júnior e Leandro Azevedo, que repassaram R$ 15 milhões em propina para Caixa 2 de Paes, apelidado de “Nervosinho”.

Na defensiva, muito nervoso, Paes começou a mentir, alegando que se tratava de patrocínios eleitorais, na época permitidos por lei, mas isso não era verdade, porque Caixa 2 eleitoral é crime e até acarreta cassação de mandato.

A jornalista Ana Luiza Guimarães engoliu a conversa fiada de Paes, mas foi em frente, indagando sobre a condenação dele pelo Tribunal Regional Eleitoral, junto com Pedro Paulo, seu secretário da Casa Civil, por abuso de poder político-econômico e conduta vedada a agente público.

MENTINDO PARA VALER – A apresentadora afirmou que foi decisão unânime do TRE e Paes ficou inelegível por oito anos, somente conseguindo ser candidato mediante uma liminar provisória no TSE.

Com a maior desfaçatez, Eduardo Paes então desmentiu a jornalista do RJ TV e afirmou que sua candidatura não foi concedida por liminar do TSE, mas “por decisão unânime do relator e do plenário do TRE”. Mentiu com tamanha convicção que a jornalista não reagiu, certamente julgando que a equipe da Globo se equivocara ao fazer a pergunta.

Mas não havia erro algum. Em dezembro de 2017 o plenário do TRE realmente condenou Paes por unanimidade, tornando-o ficha suja e inelegível por oito anos. Somente em maio deste ano a defesa do ex-prefeito conseguiu suspender (não revogar) a decisão unânime do TRR, através de uma liminar provisória do ministro Jorge Mussi, em decisão monocrática que desconheceu a Lei da Ficha Limpa.

Devido à decisão solitária de Mussi, o TRE teve de aceitar de forma precária a candidatura de Paes, que pode ser cassada a qualquer momento pelo plenário do TSE, porque o julgamento atrasou.

PEGA NA MENTIRA – Como diria Jota Silvestre, a pergunta da Globo estava absolutamente certa, mas Eduardo Paes mentiu com tamanha firmeza que balançou a apresentadora.

Mentir é uma técnica que pode ser aperfeiçoada. De tanto mentir, Paes se tornou um grande mestre e conseguiu desviar os rumos da entrevista no RJ TV. Mas a imprensa está de olho nas manipulações dele, que ficou oito anos administrando o Rio e, quando entregou o cargo em 2017, a Prefeitura e a previdência municipal estavam falidas e cheias de dívidas.

Resta saber até quando Paes conseguirá seguir enganando os incautos e garantindo a própria impunidade. Mas quem se interessa???

Organização Globo tenta demolir o ficha-limpa Witzel e eleger o ficha suja Paes

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Carlos Nuzman e Paes enriqueceram na Olimpíada

Carlos Newton

A campanha para governador do Rio de Janeiro está cada vez mais emocionante. Os dois candidatos (Wilson Witzel, do PSC, e Eduardo Paes, do DEM) deixaram as propostas de lado e a campanha descambou totalmente para a baixaria. O mais interessante, porém, é o apoio flagrante da Organização Globo, que usa todas as suas armas – jornais, TVs e rádios – na tentativa de destruir a imagem do ex-juiz Wilson Witzel, que tem ficha-limpa e uma carreira vitoriosa em concursos públicos.

PAES É FICHA-SUJA – O grupo empresarial dos irmão Marinho quer eleger Eduardo Paes, que é um tremendo ficha-suja e somente conseguiu ser candidato com uma liminar no TSE, depois de condenado pelo TRE estadual. Ou seja, Paes conquistou exatamente  o que Lula da Silva pretendia – ser candidato sub judice.

Junto com o Pedro Paulo, seu secretário da Casa Civil, Paes foi condenado em dezembro de 2017 por abuso de poder político-econômico e conduta vedada a agente público. Foi decisão unânime do TRE.

LIMINAR SALVADORA – Paes e Paulo, que fazem uma espécie de dupla Batman e Robin na política estadual (mas ninguém sabe quem é o Batman e quem é o Robin), conseguiram em maio uma liminar do ministro Jorge Mussi, em decisão monocrática provisória que desconheceu a Lei da Ficha Limpa.

Pedro Paulo foi eleito deputado federal pelo DEM, mas perderá o mandato se o TSE confirmar a decisão unânime do TRE. O mesmo acontecerá com Paes, caso derrote Witzel, o que parece altamente improvável, embora não se possa desprezar o poderio da Vênus Platinada.

E a situação agora se complicou, porque a delação da Odebrecht acaba de revelar que um dos maiores legados da Olimpíada foram as propinas recebidas por Eduardo Paes e seu secretário de Obras, Alexandre Pinto, que depôs na Justiça Federal e acusou o então prefeito de chefiar o esquema de corrupção.

ODEBRECHT CONFIRMA – Muitas empreiteiras estão envolvidas no esquema de Paes. Reportagem do Estadão, publicada na última sexta-feira, dia 12, mostra que o homem forte do Departamento de Propinas da Odebrecht, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, declarou em delação premiada que a empreiteira baiana repassou propinas de R$ 15 milhões ao ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PMDB) e está tudo registrado na planilha da empresa, na qual Paes é apelidado de “Nervosinho”.

Na verdade, Paes é um dos poucos líderes da quadrilha do MDB do Rio de Janeiro que continuam à solta, enquanto Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, Jorge Picciani e muitos outros já estão até cumprindo pena.

IRMÃOS MARINHO – Esta opção preferencial pelo ficha-suja Eduardo Paes depõe contra a nova postura jornalística dos irmãos Marinho, que alegam praticar “jornalismo independente” desde que, em 31 de agosto de 2013, renegaram o passado de Roberto Marinho e publicaram editorial considerando um erro o apoio que o patriarca global deu à ditadura militar.

Quando se pensava que as coisas estivessem melhorando na  Organização Globo, constata-se que nada mudou. Entre apoiar um homem honrado como Wilson Witzel, os irmãos Marinho rasgam a fantasia e se aliam a Eduardo Paes, fazendo um papel tão lamentável quanto o comportamento de Roberto Marinho em 1964. E assim la nave va, cada vez mais fellinianamente.

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P.S. –
Eduardo Paes deixou a prefeitura falida e destruiu o sistema previdenciário municipal. Suas obras principais (Museu do Amanhã, Trenzinho VLT e Cidade das Artes, que herdou de Cesar Maia), dão um prejuízo absurdo à Municipalidade, e o prefeito Marcelo Crivella precisa convocar uma entrevista coletiva, ao lado do secretário da Fazenda, para denunciar a real dimensão do legado de Eduardo Paes e Pedro Paulo. Mas é claro esse tipo de denúncia a Organização Globo jamais divulgará. (C.N.)

Afinal, por que os militares não serão atingidos pela reforma da Previdência?

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Charge do J. Cesar (Humor Gráfico)

Carlos Newton

Economistas de todas as tendências demonstram consenso em dois pontos da crise brasileira, que precisam ser equacionados para que haja uma retomada sólida do desenvolvimento socioeconômico – a reforma da Previdência e a redução da dívida pública bruta, que engloba governo federal, INSS, governos estaduais e municipais. Sem essas duas providências, continuará a falta de recursos para gastos de primeira necessidade, como infra-estrutura, assistência à saúde, serviços de segurança e educação pública. Ou seja, sem solucionar esses dois desafios, o Brasil não tem futuro, será uma gigantesca Grécia tropical.

Diante dessa realidade, seria de se esperar que a campanha eleitoral dos presidenciáveis abordasse prioritariamente esses dois problemas gravíssimos, mas não é isso que se vê nos programas eleitorais, em que os candidatos irresponsavelmente nos prometem céus e terras, representando partidos que mais parecem as Organizações Tabajara a nos informar: “Seus problemas acabaram!”. Mas na verdade eles estão apenas começando…

NÃO HÁ MISTÉRIO – O governo pega dinheiro emprestado com investidores para honrar os compromissos. Em troca, compromete-se a resgatar seus títulos com alguma correção, que pode ser prefixada (definida com antecedência) ou seguir a Selic, a inflação ou o câmbio.

Atualmente, a Selic está em 6,5% ao ano, no menor nível da história. No entanto, por causa das turbulências no mercado financeiro, esse papel continua a ser o mais atraente aos investidores. Como o governo não consegue pagar, vai rolando a dívida através da emissão de mais títulos, e a bola de neve segue aumentando, ameaçadoramente.

Apesar da gravidade da situação, o assunto não é discutido e a mídia se omite, criminosamente, porque está tão endividada quanto o governo e não pode enfrentar os banqueiros.

E A PREVIDÊNCIA – O buraco nas contas da Previdência chegou a R$ 268,8 bilhões no ano passado, em meio às discussões sobre a reforma no Congresso. Mas também no caso do déficit do INSS os candidatos são reticentes. E não é para menos. Os militares pesam 16 vezes mais no rombo da Previdência do que os segurados do INSS.

É espantoso que as Forças Armadas estejam fora da reforma da Previdência. O déficit da reforma (aposentadoria) de cada militar foi de ficou em R$ 99,4 mil no ano passado. E entre os servidores civis da União, o prejuízo do INSS foi de R$ 66,2 mil, contra apenas R$ 6,25 mil de cada segurado do INSS.

Não há um estudo, nenhuma palavra sobre os prejuízos bilionários da pejotização – a transformação de empregados em pessoas jurídicas, para que as empresas e seus funcionários possam sonegar INSS, FGTS e Imposto de Renda.

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P.S.
Este problema da pejotização é fundamental. O único candidato que tocou no assunto foi Bolsonaro, ao criticar os jornalistas da GloboNews por serem pejotizados. É claro que vVamos voltar a esse tema, que não pode continuar encoberto. (C.N.)

Calma, gente! Bolsonaro já ganhou esta eleição e agora só falta tomar posse

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Segundo turno é apenas uma formalidade cívica

Carlos Newton

A votação de 28 de outubro será apenas o cumprimento de uma formalidade. O candidato Jair Bolsonaro (PSL) já ganhou a eleição com antecedência, até mesmo porque não há outro concorrente. Naquela odiada urna eletrônica, o que existe é a opaca despedida de Lula da Silva, aquele que proclamou que não era mais uma pessoa, pois já se tornara uma ideia. É verdade. Como se diz no Candomblé, Lula realmente se transformou numa “entidade”, hoje personificada por seu “cavalo”, que atende pelo nome de Fernando Haddad e já mostrou ser do tipo paraguaio, que não enfrenta o rojão na reta final.

Não há comparação entre os dois presidenciáveis. Bolsonaro é assessorado por um grupo de oficiais de quatro estrelas, a nata das Forças Armadas, enquanto Haddad está cercado pelo que restou da organização criminosa que assumiu o poder em nome dos trabalhadores, vejam só a que ponto chega o surrealismo político no Brasil.

ELEIÇÃO GANHA – Desde o primeiro turno a eleição está ganha. No exterior, os analistas políticos dão faniquito, achando que o Brasil pode ficar à mercê de uma direita radical e racista, no estilo Le Pen, mas não é nada disso. A política brasileira é uma grande maluquice e os estrangeiros decididamente não entendem nada. Nem mesmo os antigos brazilianistas, que tanto estudaram nosso país, conseguem captar a real visão do que está acontecendo.

A principal explicação para o fenômeno Bolsonaro é que os brasileiros cansaram de corrupção. Somente em segundo plano é que se pode considerar o fundamento ideológico de direita e esquerda, não existe esta dicotomia no Brasil. Nossa maioria silenciosa é rigorosamente de centro, até porque não entende nada de política.

MUITAS CRÍTICAS – Nos últimos dias, entre os comentários às matérias e artigos da Tribuna da Internet, surgiram muitas críticas injustas. Reclamam que estamos perseguindo o inatacável Paulo Guedes, para atingir Bolsonaro e favorecer o candidato do PT. Exigem que sejam denunciados os 32 processos a que Haddad estaria respondendo, querem que apontemos a presença de figuras altamente corruptas em volta do candidato petista, como Sérgio Gabrielli, Gleisi Hoffmann, Jaques Wagner e os que sobraram do tsunami da Lava Jato.

Calma, gente! O jornalismo é assim mesmo. Não existe jornalismo de adesão ao poder, chama-se a isso “assessoria de imprensa”, aqui na Tribuna da Internet isso jamais existirá.

Como a eleição já está ganha, o papel dos jornalistas agora é ficar de olho no governo Bolsonaro, para que não haja desvios manobrados por intrusos como Paulo Guedes, que possam prejudicar os interesses nacionais – do país e do povo. 

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P.S.Ainda bem que Bolsonaro tem os generais em seu governo. Confio mais no patriotismo deles do que nas intenções do próprio Bolsonaro.  Quanto a Paulo Guedes, será ministro por pouco tempo (ou tempo algum), porque a investigação criminal é rápida, pode ser que ele seja denunciado antes mesmo da posse em 1º de janeiro. Mesmo que a investigação demore e Guedes assuma, não vai mandar em nada, porque o quartel-general estará de olho nele. (C.N.)

Explicações de Guedes são ardilosas e tentam encobrir prejuízos dos fundos

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Fundos tiveram altas perdas ao aplicar com Guedes

Carlos Newton

Não adianta culpar o repórter Fábio Fabrini, da Folha, que estava apenas fazendo seu trabalho. A denúncia contra o economista Paulo Guedes, mentor da política econômica do candidato Jair Bolsonaro (PSL) é procedente, as provas são abundantes e o jornal O Globo já teve acesso aos mesmos documentos em que se baseou a reportagem do jornal paulista. A investigação é conduzida pela Força-Tarefa da Operação Greenfield, que investiga fraudes em fundos de pensão em todo o país e foi aberta com base em relatórios da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) que apontam graves irregularidades em aplicações feitas por fundos de pensão em dois fundos de investimentos criados pela BR Educacional Gestora de Ativos, empresa de Paulo Guedes.

A força tarefa é formada pela Procuradoria-Geral da República, Polícia Federal e Receita, e a investigação não é de brincadeira. As transações foram feitas a partir de 2009 com executivos dos fundos que foram nomeados por indicação do PT e do MDB, dois partidos adversários da chapa Bolsonaro, os quais são investigados atualmente por desvio de recursos desses fundos.

NOTA OFICIAL – O economista Paulo Guedes divulgou nesta quarta-feira uma nota oficial em que tenta se livrar das acusações de fraudes e corrupção no relacionamento com sete fundos de pensão, entre eles o Previ (Banco do Brasil), o Postalis (Correios), Petros (Petrobras) e Funcef (Caixa), além do BNDESPar —braço de investimentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Escrita de forma ardilosa, a nota alega que Guedes “não exerce qualquer cargo ou função tanto na Gaec Educação, quanto na HSM, desde 22 de outubro de 2014”, como se isso o isentasse de participação, mas acontece que as ilegalidades ocorreram muito antes disso, quando o economista ainda dirigia as empresas, pois a Gaec era controlada pela BR Educacional Gestora de Ativos, que tinha Guedes como acionista majoritário.

R$ 1 BILHÃO – As investigações da força-tarefa, que vêm sendo feitas desde 2016, concluíram que, no período de seis anos, Guedes captou ao menos R$ 1 bilhão desses fundos de pensão.

Agora, as investigações criminais apuram se foram cometidos os crimes de gestão fraudulenta ou temerária, emissão e negociação de títulos sem lastros ou garantias em dois fundos criados por Guedes – o FIP Brasil de Governança Corporativa e o FIP BR Educacional, que captaram R$ 1 bilhão junto aos fundos de pensão. Os dois FIPs eram gerenciados pelo próprio Guedes.

Chamou a atenção dos investigadores o fato de os quatro maiores cotistas dos FIPs na época serem exatamente os fundos de pensão que estavam sob gestão de dirigentes ligados a PT e MDB  e já investigados na Greenfield por suspeita de fraudes em outras operações.

GUEDES EM CENA
– As principais irregularidades envolvem os aportes no FIP BR Educacional, que no primeiro ano aplicou todo o dinheiro recebido dos fundos de pensão na HSM Educacional (que posteriormente passou a se chamar BR Educação Executiva), que tinha Paulo Guedes como um dos membros de seu Conselho de Administração e amargou prejuízos nos anos seguintes.

Conforme assinalamos ao transcrever a reportagem da Folha, as irregularidades envolvendo Guedes já eram conhecidas, mas a força-tarefa ainda estava nas investigações preliminares, que abordam apenas a gestão financeira. Agora já estão em curso as investigações criminais, para que possa haver a denúncia e o processo.

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P.S.
Para poupar Bolsonaro de irregularidades que não tiveram sua participação, Paulo Guedes deveria mostrar que é amigo do candidato do PSL e pedir para sair, como se diz atualmente. E já vai tarde…Dizer que os fundos lucraram 300% é Piada do Ano. Se tivessem lucrado, nem haveria inquérito, é óbvio. (C.N.)

Falta apoio a Haddad para fortalecer a candidatura e enfrentar Bolsonaro

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Haddad já está sentindo o tamanho de seu problema

Carlos Newton

Ganhar apoio do PSOL, do PSTU e de outros nanicos de esquerda pouco significa para Fernando Haddad no segundo turno. Os partidos mais importantes para fortalecer a candidatura do PT são o PDT de Ciro Gomes e o PSB de Márcio França, que tenta se reeleger governador de São Paulo enfrentando o favoritismo do tucano João Doria. Mas o primeiro a tirar o corpo fora foi o PDT, que somente oficializa sua posição nesta quarta-feira, dia 10, mas Ciro Gomes e o presidente nacional Carlos Lupi já anunciaram que o apoio será crítico e sem empenho. Ou seja, os pedetistas não sairão às ruas para defender Haddad, o PT e Lula.

O PSB tomou caminho idêntico. A Comissão Executiva Nacional decidiu nesta terça-feira, dia 9, que o partido apoiará Haddad no segundo turno, mas os diretórios do Distrito Federal e de São Paulo estão liberados para se posicionarem de forma independente.

CONDIÇÃO – Ao anunciar a decisão, o presidente nacional Carlos Siqueira afirmou que o PSB cobrará de Haddad uma postura democrática e a formação de uma frente envolvendo, além de partidos políticos, instituições da sociedade civil.

“No momento difícil que vive o País, queremos que a candidatura se transforme em uma frente democrática. Não estamos apoiando o candidato do PT, mas sim quem vai liderar essa frente para defender a democracia”, ressalvou Siqueira, acrescentando que o PSB deverá ainda entregar a Haddad um documento com pautas programáticas.

Cheio de dedos, o dirigente do PSB chegou a dizer que o PT não pediu apoio formalmente. “Estamos nos posicionando porque é a obrigação de um partido que tem vida republicana”, explicou.

DESÂNIMO PRECOCE – As decisões do PSB e do PDT desanimaram ainda mais a cúpula petista. O apoio concreto desses partidos era considerado pelo PT como fundamental para impulsionar a candidatura de Haddad no segundo turno, dando uma demonstração de forças contra o adversário Jair Bolsonaro.

Haddad também esperava um apoio formal do governador de São Paulo, Márcio França (PSB), que disputa a reeleição no segundo turno. Mas o candidato anunciou que prefere manter a neutralidade.

Em tradução simultânea, já se pode dizer que Jair Bolsonaro e o vice Hamilton Mourão podem chamar o alfaiate para fazer o terno da posse, no dia 1º de janeiro.

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P.S.
Este ano, 1º de janeiro cai numa terça-feira, depois de um feriado prolongado de três dias. O país vai acordar diferente, ainda em ritmo de festa, mas o dia seguinte será uma espécie de quarta-feira de cinzas, porque as pessoas vão perceber que tudo continua como antes. Se realmente quiser mudar as coisas, o governo Bolsonaro vai ter de se virar, enquanto
la nave va, sempre fellinianamente.  (C.N.)

PDT e PSB esnobam Haddad e não vão fazer campanha contra Bolsonaro

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No segundo turno, Haddad terá de se virar sozinho

Carlos Newton

Na noite de domingo, quando já se conheciam os resultados da eleição presidencial no primeiro turno, a senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT, ligou para Carlos Lupi para marcar uma reunião destinada a acertar o apoio do PDT e de Ciro Gomes ao petista Haddad no segundo turno. O celular tocou, o presidente do PDT conferiu quem fazia a ligação e simplesmente não atendeu. Estava jantando com Ciro Gomes em Fortaleza e na mesma hora decidiram que o PDT daria à candidatura de Haddad apenas “apoio crítico” ou “sem empenho”. Em tradução simultânea, Ciro não vai sair às ruas para fazer campanha defendendo voto em Haddad.

Outras decisões dos pedetistas foi fazer oposição ao provável governo Bolsonaro e lançar a pré-candidatura de Ciro Gomes à Presidência em 2022. Ou seja, a próxima campanha presidencial terá caráter permanente.

PSB NO MURO – O PT está tentando também reafirmar o acordo de primeiro turno com o PSB, que garantiu a vitória do governador socialista Paulo Câmara em Pernambuco, com mais de 50% dos votos válidos.

O acordo até interessa ao governador Márcio França, que tenta a reeleição em má situação, porque no primeiro turno o tucano João Doria chegou na sua frente com uma diferença superior a 2 milhões de votos.  

Mas acontece que, para derrotar Dória, França precisará não somente atrair votos do PT (Luiz Marinho teve 12,66%), como também do PMDB (Paulo Skaf conseguiu 21,02%), e de candidatos de outros partidos. Por exemplo, o Major Costa e Silva (DC) teve 3,69%; Rogerio Chequer (Novo) chegou a 3,32%; Rodrigo Tavares (PRTB), alcançou 3,21% e a Professora Lisete (PSOL) obteve 2,51%. Ou seja, esses quatro tiveram quase 13 milhões de votos.    

BOLSONARO REINA – Sonhar ainda não é proibido, mas o fato concreto é que Jair Bolsonaro domina esta eleição. As chances de o petista Fernando Haddad ser eleito no segundo turno são mínimas, quem quiser que se iluda.

Como diz nosso amigo Pedro do Coutto, a “falsa esquerda” que o PT representou no teatro da política fortaleceu a direita de tal maneira no Brasil que os verdadeiros esquerdistas tiveram de submergir e vão demorar a voltar à tona, para dar seguimento ao bom combate preconizado pelo apóstolo Paulo.

É claro que há de chegar um dia em que direita e esquerda não existirão mais, porém isso só acontecerá quando o homem descobrir que a única coisa que interessa é fazer a coisa certa, ao estilo preconizado por Sidarta Gautama, o Buda, que nasceu 560 anos antes de Cristo.

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P.S.A Bíblia é uma compilação de parte da cultura existente na época. Contém muitos ensinamentos de Buda, Sócrates e outros grandes pensadores antes de Cristo. (C.N.)

PT tenta buscar o apoio de Ciro Gomes e do PSB para enfrentar Bolsonaro

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Ciro e Haddad são amigos, não haverá problemas

Carlos Newton

Não há tempo a perder e o candidato Fernando Haddad já anunciou que vai procurar as forças democráticas do país para fortalecer a coligação do PT, integrada apenas pelo PROS e pelo PCdoB. E quando ele fala em “forças democráticas”, está se referindo especificamente ao PDT de Ciro Gomes e ao PSB de Márcio França, que tenta se reeleger ao governo de São Paulo. Não será difícil Haddad conseguir a adesão do PSB, até porque o socialista França está precisando desesperadamente do apoio do PT para enfrentar o favoritismo do tucano João Doria.

Quanto ao PDT, o partido até recentemente era aliado do PT no Congresso e agora não tem outra opção política. Aliás, ainda em meio à apuração dos votos, Ciro Gomes se adiantou em afirmar que “Ele não, sem dúvida”, descartando a hipótese de apoiar Bolsonaro.

PEDIU TEMPO – Na entrevista que deu em Fortaleza na noite deste domingo, o candidato do PDT deixou claro que não irá se aliar a Bolsonaro, mas evitou declarar apoio a Haddad no segundo turno da eleição presidencial. Disse que precisa de tempo para debater a questão com seus correligionários trabalhistas, mas foi logo afirmando que tem “uma história em defesa da democracia e contra o fascismo”, em referência direta a Bolsonaro. E arrematou: “Ele não, sem dúvida”.

Ciro Gomes está magoado com Lula da Silva, que já lhe passou a perna duas vezes. A primeira oportunidade foi em 2010, quando prometeu que Ciro seria seu sucessor, apoiado pelo PT, mas na hora H lançou Dilma Rousseff. E agora Lula novamente lhe acenou com a possibilidade de uma coalizão, com Ciro na cabeça de chapa, mas era somente conversa fiada.  

HADDAD É HÁBIL – Acontece que Haddad não é Lula. Ele e Ciro sempre foram amigos. Somente se estranharam no final da campanha, quando partiram para o tudo ou nada. No debate da TV Globo, quando já tinha assegurado a participação no segundo turno, Haddad foi muito cortês e respeitoso com Ciro, inclusive elogiando as colocações do pedetista, já agia como se fossem aliados.

Haddad é educado e calmo. Tudo indica que conseguirá o apoio de Ciro e de França, reforçando seu meio do campo e ganhando precioso apoio, especialmente em São Paulo e no Nordeste.  

Mas acontece que Bolsonaro se tornou um imã que vai atrair o Centrão e o resto do baixo clero, com a maior facilidade. Mesmo com Ciro e França apoiando Haddad, a tendência é de que Bolsonaro não terá maiores problemas para se eleger.

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P.S.
Um dos maiores desafios a Haddad será a escolha do ministro da Fazenda. Tem de encontrar um economista confiável que seja aceito pelo mercado, que já está com Bolsonaro e não abre, como se dizia antigamente. (C.N.)

Partidos nanicos brilham na eleição e Bolsonaro quase ganha no primeiro turno

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Bolsonaro vai para o segundo turno como favorito

Carlos Newton

Com mais de 70 por cento dos votos já apurados, o resultado está mais do que claro – haverá segundo turno na eleição para presidente da República, entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), e ficará faltando pouco para o pleito ter definição no primeiro turno.

Foi uma eleição que desmoralizou os institutos de pesquisa nos três principais Estados da Federação – São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – com as surpresas nas eleições para governados e senador. Ficou parecendo que os institutos de pesquisa só se preocuparam com a sucessão presidencial e fizeram trabalhos de pesquisa verdadeiramente desclassificantes para demais eleições.

Romeu Zema (Novo), Wilson Witzel (PSC) e Márcio França (PSB) jamais tiveram detectados seus verdadeiros potenciais, e essa falha deve ter lhes custado o apoio de muitos eleitores de se iludiram com as pesquisas e preferiram o chamado voto útil em outros candidatos.

Fala-se muito que o Brasil é uma democracia, mas não se pode acreditar nessa balela. Na democracia verdadeira, os candidatos devem ter oportunidades iguais, em termos de campanha, desfrutando do mesmo espaço na propaganda eleitoral pelo rádio e TV. Aqui, existe a ditadura dos grandes partidos, que acaba de ser desmoralizada com as derrotas acachapantes de Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB). Os nanicos venceram este eleito, mas isso não significa que as coisas devam ficar como estão. É preciso democratizar as campanhas eleitorais, para que surjam novos políticos, como Wilson Witzel e Romeu Zema.

O povo brasileiro é democrata, gosta de votar e nem reclama das extensas filas

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As filas eram ao ar livre e se chovesse, haveria o caos

Carlos Newton

Tenho convicção de que o povo brasileiro gosta de votar. Dia de eleição é sempre movimentadíssimo, com trânsito pesado e engarrafamento para todo lado. Mesmo assim, é um dia alegre, em que as pessoas se mostram felizes. Aqui no Rio de Janeiro, na minha sessão eleitoral, instalada no Instituto Nacional de Educação de Surdos, as filas eram pavorosas. Os voluntários da Justiça Eleitoral se desdobravam, tentando colocar as coisas em ordem, mas a votação transcorria lentamente.

O motivo foi a ordem do Tribunal Superior Eleitoral para que as urnas biométricas fosse testadas por todos os eleitores que tivessem carteira de identidade emitida pelo Detran, que é feita com a impressão digital de todos os dedos.

REGISTRO BIOMÉTRICO – A ideia não é ruim, porque objetiva dispensar a ida do eleitor à Junta Eleitoral para fazer o registro biométrico. Como esse registro já existe no Detran, que concentra a emissão de carteiras de identidade, a inscrição dos eleitores estaria dispensada.

Mas as autoridades não contaram com a hipótese de que a atividade extra de conferir a biometria de todos os eleitores fosse retardar de tal maneira a operação de cada voto. Somente no meio da tarde, quando as filas de alongaram ainda mais é que veio a contraordem de parar de conferir a biometria de todos os eleitores.

Quando enfim eu consegui votar, às 15h47m, os mesários já aventavam a possibilidade de distribuir senhas, porque a votação deveria ultrapassar o prazo legal das 17 horas.

De todo modo, ficou patente a civilidade dos eleitores. Nas filas, não se ouvia ninguém reclamando. Todos esperavam pacientemente o momento de exercer o mais democrático dos direitos. Ou seja, o brasileiro é gente boa, o que atrapalha são os políticos e as autoridades.

Pesquisa CNT/MDA indica que ainda há 27,1 de indecisos, brancos e nulos

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Bolsonaro lidera e abre frente em relação a Haddad

 


Carlos Newton

A 140ª Pesquisa CNT/MDA, divulgada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) neste sábado (dia 6), não traz novidades e mostra as preferências dos entrevistados em cenários de primeiro e segundo turnos e o limite de voto nos candidatos. O contrário dos outros institutos, que jamais divulgam no primeiro momento a pesquisa espontânea (“Em quem você vai votar pra presidente?”), o MDA divulgam em primeiro plano justamente esses dados, que são os mais importantes, porque mostram a intenção de voto consolidada, sem vacilações.

O resultado mostra que a eleição ainda é marcada por grande número de indecisos (17,4%) e brancos e nulos (9,7%), que juntos somam 27,1% e só ficam atrás do primeiro colocado Jair Bolsonaro (PLS), que agora tem 33,9% e abre uma distância enorme para Fernando Haddad (PT), que tem apenas 20,4%.

OS OUTROS –  O resultado da pesquisa espontânea Ciro Gomes em terceiro, com apenas 7,3%, seguido por Geraldo Alckmin: 4,1%; João Amoêdo: 1,8%; Henrique Meirelles: 1,2%; Marina Silva: 1,1%; Alvaro Dias: 1,1%; Outros: 1,8%; Branco/Nulo: 9,7%; Indecisos: 17,4%.

 A pesquisa foi realizada entre os dias 4 e 5 de outubro de 2018. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.

PESQUISA INDUZIDA – Os resultados da 140ª Pesquisa CNT/MDA mostram que, se a eleição fosse hoje, haveria segundo turno para a eleição presidencial.

A pesquisa induzida ou estimulada, na qual o entrevistador exibe ao eleitor a lista de candidatos, o resultado é a disputa ocorrendo entre Jair Bolsonaro (PSL), citado por 36,7% (42,6% dos votos válidos), e Fernando Haddad (PT), citado por 24,0% (27,8% dos votos válidos). Assim como na última pesquisa, Jair Bolsonaro e Fernando Haddad são os candidatos cujos eleitores se declaram como os mais decididos a confirmar o voto, com 90% para ambos nesse levantamento.

SEGUNDO TURNO – Em simulação de segundo turno, Jair Bolsonaro venceria Fernando Haddad, caso a eleição fosse hoje, por 45,2% a 38,7%. Jair Bolsonaro também venceria Geraldo Alckmin e aparece em empate técnico contra Ciro Gomes. Fernando Haddad perderia para Ciro Gomes, em eventual segundo turno e aparece empatado com Geraldo Alckmin.

Jair Bolsonaro confirma a tendência de crescimento na reta final, liderando os cenários de primeiro turno e ultrapassando Fernando Haddad no segundo. A rejeição do petista, agora, é a maior de todos os candidatos, com 53,2%, enquanto a rejeição de Bolsonaro é de 50,2%.

Datafolha indica que ainda há 28% de indecisos, brancos e nulos, no mínimo

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Charge do Cabalau (Arquivo Google)

Carlos Newton

Parece brincadeira, nunca se viu nada igual. E nesta quinta-feira, dia 4, a pesquisa espontânea da Datafolha (“Em quem você vai votar para presidente?”) confirmou que esta estranhíssima eleição realmente é marcada pelo signo do desânimo, da decepção e do desapontamento com a classe política, que se reflete no alto índice de indecisos (22%), votos brancos e nulos (6%), além de haver uma resposta indefinida pelo Datafolha na rubrica de “outras respostas” (8%), que significa menção a políticos que nem são candidatos a presidente ou que estão no bloco dos que não pontuam na pesquisa espontânea, como Henrique Meirelles (MDB), Guilherme Boulos (PSOL), Cabo Daciolo (Patriotas), José Maria Eymael (DC) e Vera Lúcia (PSTU).

A pesquisa espontânea indica que Jair Bolsonaro (PLS) na terça-feira tinha 28% e subiu para 31% na quinta-feira, enquanto Fernando Haddad (PT) passava de 16% para 17%, que chegam a 18% se forem somados ao 1% de eleitores que ainda acham que Lula é candidato.

O RESTO – Entre os demais concorrentes, Ciro Gomes (PDT) permanece estacionado nos 7%, Geraldo Alckmin (PSDB) continua imóvel com 4%, o estreante João Amoêdo (Novo) consegue ficar em 2%, enquanto a já veterana Marina Silva (Rede) está paralisada em 1%, junto com Alvaro Dias (Podemos).

No bloco dos desesperados, apenas Ciro Gomes ainda vislumbra um fio de esperança, mas na prática é quase impossível arranjar 12% para ultrapassar Haddad e seguir para o segundo turno. Ciro faz as contas e inclui também o grande número de eleitores que declararam que ainda podem mudar o voto, que são 26%.

O fato concreto é que Ciro Gomes é a primeira opção dos eleitores de Fernando Haddad que podem mudar o voto e a segunda opção entre os eleitores de Jair Bolsonaro. Portanto…

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Sonhar ainda não é proibido, mas só um milagre pode levar Ciro Gomes ao segundo turno. Tudo indica uma final entre Bolsonaro e Haddad. Embora o candidato do PSL seja considerado favorito, já está provado que o segundo turno deve ser encarado como uma nova eleição, em que tudo pode acontecer. Mas a tendência é mesmo de vitória de Bolsonaro, em função do imenso rancor que a população passou a dedicar à classe política, depois da Lava Jato. E esse desapontamento da opinião pública vai demorar muito a ser superado. (C.N.)

Indecisos, brancos e nulos ainda estão liderando essa estranhíssima eleição

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Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Carlos Newton

A rotina continua na mais enlouquecida eleição da História Republicana, em que os institutos só divulgam no dia seguinte o resultado da pesquisa espontânea, que é a primeira pergunta feita ao eleitor (“Em quem você vai votar para presidente”). É desprezada, mas deveria ser considerada a mais importante, porque indica a intenção de voto que está consolidada ou não. Na prática, só depois de fazer a pesquisa espontânea é que os institutos então ampliam a apuração, apresentando perguntas induzidas ou estimuladas, em que são apresentadas fichas aos eleitores, para que escolham seus candidatos.

A mais recente pesquisa do Ibope, feita nesta quarta-feira, indica que indecisos, outros nomes, brancos e nulos continuam vencendo a eleição. No dia 1º de outubro, segundo o Ibope, totalizavam 34%. Agora, a soma dos três percentuais caiu para 32%, mas permanece liderando a eleição, pois Jair Bolsonaro (PSL), que tinha 29% no dia 1º, só subiu para 30% no dia 3.

OS OUTROS – Na pesquisa espontânea, Fernando Haddad (PT) subiu de 17% para 19%, somente chegando a 22% se absorver os 3% que continuam sendo atribuídos a Lula, vejam como ainda há eleitor desligado dos fatos, em plena véspera das eleições.

Ciro Gomes (PDT) estacionou nos 6%, enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) caía de 5% para 4%. Já a candidata Marina Silva (Rede), subiu de 1% para 2%, o novato João Amoêdo fez o contrário e caiu de 2% para 1%, ficou empatadíssimo com Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB) e Cabo Daciolo (Patriotas), que não saem do 1%.

E o resto do pelotão, incluindo Guilherme Boulos (PSOL), nem chega a pontuar, é como se não estivessem na disputa. Outros nomes, que nem candidatos são, se mantêm com 1% das intenções de voto, vejam que tem doido para tudo nessas eleições.

DIZ O DATAFOLHA – Na noite desta quinta-feira, antes do debate, o Jornal Nacional divulgou mais uma pesquisa Datafolha, mas apenas com a apuração induzida ou estimulada, circunstância que mascara o verdadeiros número de indecisos, que é o que realmente interessa nesta altura do campeonato.

Deu Bolsonaro 35%; Haddad 22%; Ciro 11%; Alckmin 8%; Marina 4%; Amoêdo 3%; Alvaro Dias 2%; Meirelles (MDB) 2% e Cabo Daciolo %. Os demais não pontuaram.

Da mesma forma, o Datafolha também não se divulgou de imediato outro quesito da maior importância – o número de eleitores que ainda estão na dúvida e admitem que podem mudar de candidato na hora de votar.

Sem essas duas informações – número de indecisos na pesquisa espontânea e número de eleitor troca-troca na hora de votar, nenhuma análise eleitoral pode ter confiabilidade. E o resto é folclore, como diz nosso amigo Sebastião Nery.

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P.S. –
Geralmente, o segundo turno é considerado uma nova eleição, por isso não dou muita bola para essas simulações antecipadas e intempestivas, como se diz no linguajar forense. Mas no caso de uma final entre Bolsonaro e Haddad, tudo indica que o capitão vai vencer a parada, porque até Geraldo Alckmin dá um passeio em Haddad no segundo turno, com 42% a 38%. Posso estar errado, é claro, mas isso só saberemos no dia 28. (C.N.)

Denunciada por Jorge Béja, anistia a Lula desgastou a campanha de Haddad

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Charge do Jota A (O Dia/PI)

Carlos Newton

No início deste ano, em artigo aqui na “Tribuna da Internet”, o jurista Jorge Béja revelou o plano suprapartidário da classe política para esvaziar a Lava Jato, anistiar os condenados e sustar o prosseguimento dos inquéritos que apuram atos de corrupção envolvendo políticos do Executivo e do Legislativo. E assinalou que a manobra já tinha até data para ser desfechada, após as eleições de outubro, aproveitando a troca de comando dos locatários do Planalto/Alvorada.

Na fase final da campanha, o assunto voltou à tona, com grande número de reportagens e artigos sobre a possibilidade de Lula da Silva ser libertado através de concessão de indulto, graça ou anistia, que são formas de extinção da punibilidade e estão previstas no artigo 107, inciso II, do Código Penal. Nenhuma dessas matérias citou Jorge Béja, que já está até acostumado com uso de suas teses sem a menção da autoria.

TRÊS POSSIBILIDADES – No artigo, que republicamos semana passada para demonstrar sua atualidade, Jorge explicou a três possibilidades inexistentes na lei.  O indulto é uma forma de perdão coletivo de penas, concedido pelo presidente da República. É destinado aos sentenciados que cumprem pena privativa de liberdade, que é o caso de Lula.

Já a graça é o perdão da pena individual que foi aplicada a um condenado. O motivo pode ter incidências diversas, como um ato humanitário, por exemplo, como benefício da clemência a uma pessoa determinada, não dizendo respeito a seus fatos criminosos.

A anistia é mais abrangente, atinge todos os efeitos penais decorrentes da prática do crime, referindo-se, assim, a fatos e não a pessoas. Pode ser concedida antes ou depois do trânsito em julgado da sentença condenatória, beneficiando todas as pessoas que participaram do crime ou excluindo algumas delas, por exigir requisitos pessoais.

ANISTIA, CLARO – Segundo a denúncia de Jorge Béja, o plano era (e ainda é) usar a anistia, para descaracterizar que se trata de uma medida para libertar Lula, pois atingiria a todos os envolvidos na corrupção da Lava Jato, sob a justificativa de que a base de tudo teria sido o Caixa 2 eleitoral, não se trata de enriquecimento ilícito, e é absolutamente necessários descriminalizar a política – tese, aliás, defendida abertamente por quatro ministros do Supremo: Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.

Quando Fernando Haddad substituiu Lula como candidato do PT, os jornalistas o questionaram sobre a possibilidade de libertar Lula. Ele tentou desconversar, os repórteres insistiram e ele tentou negar o óbvio, ninguém acreditou.

DESGASTE DE HADDAD – O fato concreto é que a denúncia de Béja voltou ao noticiário e desgastou fortemente a campanha de Haddad, que vinha em viés de alta. Mas a manobra não foi sepultada. Como a anistia é de iniciativa do Congresso, qualquer parlamentar pode apresentar o tal Projeto de Descriminalização da Política, digamos assim, e tocar o barco em frente.

Será facílimo aprovar, porque se trata de lei ordinária, cuja aprovação se dá por maioria simples, que equivale a apenas um quarto (25%) dos parlamentares, mais um. Ou seja, basta o apoio de 21 senadores e de 129 deputados, uma moleza, não é mesmo.

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P.S.
O assunto é de extrema gravidade e significa o fim da Lava Jato e a impunidade absoluta da classe política, simplesmente isso. (C.N.)   

Indecisos, brancos e nulos ainda estão na frente de Bolsonaro e de Haddad

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Charge do Clayton (Arquivo Google)

Carlos Newton

Aleluia, irmãos! O Ibope enfim revelou a pesquisa espontânea de seu mais recentemente levantamento. E o resultado para a pergunta (“Em quem você vai votar para presidente”) ainda indica que indecisos, brancos e nulos continuam vencendo a eleição. No dia 26 de setembro, segundo o Ibope, eram 39% e nesta segunda-feira, dia 1º de outubro, caíram para 34%. Mesmo assim, estão bem à frente, porque o candidato melhor posicionado nas intenções de voto (Jair Bolsonaro, do PSL) subiu de 24% para 29%, mas ainda está cinco pontos atrás da soma de indecisos, brancos e nulos, o que revela a relutância do eleitorado, que está mesmo “por aqui” com a classe política que assola este país.

O segundo colocado é Fernando Haddad, do PT. Tinha 15% das intenções de voto, subiu para 17%, e seu patrono Lula, que recebera 5% no dia 26, caiu para 3% no dia 1º. Quer dizer, Haddad está estacionado, porque a soma dos votos petistas dava 20% e continua empacada neste patamar. E como diria o genial Érico Veríssimo, o resto é silêncio.

OS DEMAIS – O candidato Ciro Gomes, do PDT, que se apresentou como terceira via, caiu de 7% para 6% na pesquisa espontânea, enquanto Geraldo Alckmin, do PSDB, que tinha a mesma pretensão, ficou estacionado lá embaixo, com 2% das intenções de voto, empatado com João Amoêdo, do Novo.

Depois, vem o bloco dos desesperados, com Marina Silva, da Rede, caindo de 2% para 1%, empatada com Alvaro Dias, do Podemos, e Henrique Meirelles, do MDB, que estão imóveis no 1%. E os outros, incluindo Guilherme Boulos, do PSOL, nem chegam a pontuar.

TRADUÇÃO SIMULTÂNEA – A eleição aparentemente está nas mãos de Jair Bolsonaro, porque Haddad parece ter batido no teto de Lula, que desde o início da campanha jamais passou de 20% nas pesquisas espontâneas de todos os institutos.

O que as pesquisas estão a indicar é que o sentimento antiLula e antiPT é mais forte do que a rejeição a Bolsonaro. Ou seja, a chamada maioria silenciosa, que Richard Nixon celebrizou nos anos 60, ao que parece está com Bolsonaro e não abre, como se dizia antigamente.

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P.S.Infelizmente, o Datafolha divulgou nova apuração nesta terça-feira, mas omitiu a pesquisa espontânea, e a gente fica sem saber o número verdadeiro de indecisos. (C.N.)

Conforme a Tribuna previu, Haddad atingiu o teto do PT e estacionou

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Fernando Haddad está parecendo cavalo paraguaio

Carlos Newton

De vez em quando a gente acerta. Desde o início da campanha, a “Tribuna da Internet” publicou que, nas pesquisas espontâneas (“Em quem você vai votar”, o então candidato Lula da Silva jamais passou de 20% dos eleitores. Em todas as apurações, de todos os institutos, o petista ficava sempre entre 17% e 20% dos votos espontâneos. Por isso, quando Haddad chegou a 21%, assinalamos aqui na TI que ele poderia estar atingindo o teto e se tornaria presa fácil para Jair Bolsonaro, do PSL, que desde sempre vem se posicionando como o candidato antiPT.

Na pesquisa divulgada esta segunda-feira pelo Jornal Nacional, que contratou o Ibope junto com o Estado de S. Paulo, o resultado traz Bolsonaro disparando na reta final. Tinha 27% no dias 26, quarta-feira passada, e agora subiu para 31%, enquando o petista Fernando Haddad ficou patinando nos mesmos 21, dez degraus abaixo.

SEM TERCEIRA VIA – A pesquisa confirma que não haverá terceira via, pois Ciro Gomes, do PDT, caiu de 12% para 11%, enquanto Geraldo Alckmin, do PSDB permanecia estacionado nos 8% e Marina Silva, da Rede, caía de 6% para 4%.

Logo abaixo, aparece João Amoêdo, do Novo, que manteve os 3% da semana anterior, seguido por Alvaro Dias, do Podemos, e Henrique Meirelles, do MDB, parados em 2%, enquanto o folclórico Cabo Daciolo, do Patriotas, subia de 0% para 1%, e os demais, incluindo Guilherme Boulos, do PSOL, nem pontuaram. O número de brancos e nulos subiu de 12% para 12%, mas os indecisos caíram de 7% para 5%.

O mais importante é que a rejeição de Bolsonaro ficou parada em 44%, ao passo que a rejeição de Haddad, que sempre foi baixa, subiu de 27 para espantosos 38%.

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P. SInfelizmente, desta vez o Ibope só divulgou a pesquisa induzida ou estimulada, sem revelar os dados da pesquisa espontânea, a mais fidedigna, em que o eleitor responde diretamente à pergunta mais importantes: “Em quem você vai votar para presidente?”. É uma pena. Sem os dados da espontânea, em que o número de indecisos é muito maior, não dá para fazer análise de verdade. (C.N.)

Operação de limpeza da “Tribuna da Internet” é para valer, acredite se quiser

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Charge reproduzida do Arquivo Google

Carlos Newton

Se ainda não deu para entender, vamos fazer nova tentativa. A operação de limpeza da Tribuna da Internet é definitiva e não poupará ninguém. As regras são para todos, indistintamente. Não quero saber quem começou a briga, se foi A ou B, se é meu amigo ou não. Isso não interessa. O que consideramos intolerável são o baixo nível, a intolerância, a ofensa, a provocação e a perseguição, seja de que tipo for. Não há razão para isso, embora estejamos em um ano eleitoral, às vésperas da primeira votação.

NÃO HÁ DESCULPAS – Não adianta alegar “estou apenas revidando” ou “quem começou foi fulano”. São desculpas infantis, verdadeiramente patéticas, especialmente quando partem de pessoas bem dotadas e intelectualizadas como os frequentadores do blog, pois todos os participantes daqui são altamente interessados em política, economia e teses filosóficas e sociais. Este é o nosso público.

Aliás, é impressionante que tenhamos milhares e milhares de acessos diários, sem divulgar fofocas de TV, jogos de futebol e outros temas realmente populares. Pense nisso.

UM EXEMPLO – O que resultou de melhor nas discussões aqui travadas a respeito, nos últimos dias, foi o exemplo de educação e cavalheirismo de Alex Cardoso, que há anos frequenta o blog com a missão de defender os interesses de Lula e do PT. Comentaristas que são adversários de Alex Cardoso chamaram atenção para a postura impecável dele. É apedrejado a todo momento, recebe as maiores ofensas e segue em frente, impávido colosso, com o comportamento inalterado.

Há no blog muitos outros comentaristas profissionais, digamos assim, mas nenhum deles tem esse tipo de comportamento, muito pelo contrário. Um dos que defendem Geraldo Alckmin, por exemplo, é um desastre. Ele usa vários pseudônimos, inclusive “Lampião”, e realmente é belicoso – parte sempre para ofensas e palavrões, não há quem aguente.

VAMOS EM FRENTE – A operação limpeza – repita-se ad nauseam, como dizem os advogados – é mesmo para valer, porque esta semana o editor terá mais tempo livre e vai poder ler com mais atenção os comentários.

Nossa esperança é de que os participantes da TI sigam o exemplo de Alex Cardoso e defendam suas teses com galhardia, mas dentro de padrões éticos. Sabemos que a política brasileira é totalmente aética, mas a “Tribuna da Internet” foi criada para ser exceção neste deserto de homens e ideias, como dizia Oswaldo Aranha, um estadista de verdade. Se ele tivesse sido presidente em 1945, o Brasil estaria hoje em outro patamar de desenvolvimento, pois o país saiu da Segunda Grande Guerra com muitos créditos a receber no exterior e Aranha saberia usá-los em favor do crescimento de nossa economia. Dutra fez um governo abaixo da crítica.

A democracia não abre exceções, porque as regras têm de ser para todos

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Charge do Jota (Arquivo Google)

Carlos Newton

A equação é simples, não é preciso ser euclidiano nem pitagórico para entendê-la. Ao criar a Tribuna da Internet, como desmembramento da Tribuna da Imprensa, o editor pensou que poderia ser respeitado e valorizado um espaço na web que abrigasse todas as tendências políticas, filosóficas e sociais que visassem ao bem comum. Um blog simples, no qual as pessoas pudessem trocar ideias a partir das notícias mais importantes, e tivessem uma válvula de escape para essa vida inaceitável que levamos, em que as desigualdades sociais são mantidas a todo custo, não se faz uma correta distribuição de renda, não existem oportunidades iguais nem meritocracia, e ainda há pessoas que acham que as crianças e idosos abandonados nas ruas sofrem por causa do karma, vejam a que ponto pode chegar a desfaçatez humana.   

A ideia do blog parecia boa, logo virou um sucesso, servindo de pauta e influenciando os jornalistas, e o servidor UOL vive reclamando que temos leitores demais, é uma chatice. Mas não sabíamos que o fracasso iria nos subir à cabeça.

MISSÃO IMPOSSÍVEL – Jamais pensamos em agradar a todos, não alimentávamos missões impossíveis. Nossa tese é a defesa do pluralismo democrático, algo consensual, que não admite discussões, mas não funciona. As pessoas não querem expor as ideias, tentam impor suas opiniões de forma bizarra e grosseira. Querem transformar a TI num veículo de mão única, sem notar que praticamente todos os blogs são assim, por isso não têm a menor graça, os leitores logo se enfadiam.

Ontem, um comentarista reclamou que a TI não reproduz matérias do “Jornal da Cidade”, um site sensacionalista, sem a menos credibilidade, que é considerado campeão matéria de fake news e processos judiciais. Como diria o Barão de Itararé, era só o que faltava…

SIGNO DA LIBERDADE – Tentamos viver aqui sob o signo da liberdade. Isso significa que ninguém é proibido de participar do blog, desde que obedeça às regras de não ofender, não perseguir e não usar palavrões. É o mínimo que se pede. Mas nem o mínimo conseguimos…

Decidimos deletar 100 comentários de quem fugir às regras, depois 200, e assim por diante. Mostrou ser um remédio adequado. As ofensas e provocações diminuíram. Mas sempre há os recalcitrantes.

José Guilherme Schossland usou gratuitamente a expressão “couro de pica”, foi deletado e agora diz ser “perseguido político”, alegando que o editor o abduz “por ordens superiores”.

O CASO BENDL – Francisco Bendl é meu amigo há muito anos, mas as regras também valem para ele. Antes de deletar 100 comentários do Bendl, nos últimos dias o editor enviou e-mails a ele, pedindo pela enésima vez que cessasse as provocações a seus desafetos e que não saísse em defesa de outros comentaristas, quando seu nome não fosse citado.

Não adiantou nada. Bendl não somente recusou meu pedido, como me enviou o comentário que pretendia postar esculhambando sua desafeta Carioca da Gema, que nos últimos dias já tinha sido punida em 300 deletações e estava quieta, se adaptando às regras do Blog.

Regras são regras. Bendl não está expulso do blog (ninguém está), pode comentar à vontade, mas não deve ofender aos outros, para também não ser ofendido, como ensina o Pai Nosso, a oração suprema do Cristianismo.