Ao agredir a CPI e seus ministros, Bolsonaro cava o buraco de seu impeachment

Charge do Duke (domtotal.com)

Vicente Limongi Netto

Na quadra trágica e desesperadora da pandemia, com mais de 330 mil mortos, instalar a CPI da covid-19 é “ponto fora da curva”. Tem razão o presidente do Senado e do Congresso, senador Rodrigo Pacheco. Decisão jurídica é para ser cumprida. Virtual ou presencial. Não importa. O vírus não vê cara nem coração.

Bolsonaro acordou do tombo. Sabe que a CPI não é para adquirir vacinas. Nem vai estancar as crescentes mortes pela covid. Vai funcionar namorando com a perspectiva do impeachment. Bolsonaro é crescidinho.

SANGUE NOS OLHOS – O bicho vai pegar. Prepare o couro. A oposição quer palanque visando as eleições de 2022. Com sangue nos olhos e cotoveladas para ver quem merecerá mais migalhas da mídia.  Bolsonaro que trate de juntar seus vassalos porque a batalha será árdua. Fortes trovões e relâmpagos rondarão o Palácio do Planalto.

Bobagem Bolsonaro jogar pedras no ministro do STF, Luís Roberto Barroso, que determinou a criação da CPI. Bolsonaro que junte os trapos das sandices e trapalhadas com as quais humilhou o Brasil e os brasileiros.

Debochou da ciência, da covid e insultou adversários. Bote um esparadrapo na boca e comece a agir, com firme e determinação, por vacinas que imunizem a maioria dos brasileiros. Mea culpa também serve para quem tem coração e alma e pensa no bem estar da coletividade.

DUPLA SEM NOÇÃO – Dois desastrados e patéticos ex-ministros com pretensões eleitorais em 2022. Dupla sem noção. Ernesto Araújo, para deputado federal, por Brasília, e Eduardo Pazuello, para governador, pelo Amazonas.

Os amazonenses não esquecem a famigerada gestão de Pazuello no Ministério da Saúde. Levando agonia, dor e desespero a milhares de famílias. 

A bancada do Distrito Federal, que já é ruim, vai piorar, elegendo o nefasto Araújo. O vergonhoso diplomata será outro vassalo de Bolsonaro e Pazuello,  por sua vez, também sonha com o apoio de Bolsonaro. Vai chegar um dia que Bolsonaro não elegerá nem vigia noturno de edifício. Nas eleições para prefeito de Manaus, o candidato do “mito”, então superintendente da  Suframa, chegou em último lugar. Apoio do contra é isso.

MAIS UM MEDÍOCRE? -Tomara que  Bolsonaro não erre novamente, indicando  para a Suprema Corte outro medíocre como Kassio Marques Nunes.

O bom senso espera que, desta vez, o presidente escolha nome qualificado,  à altura da competência do decano  Marco Aurélio Mello, que se aposenta em julho. #xôcapachos

Na loucura nossa de cada dia, o brasileiro tem de ir adiante, também enlouquecidamente

Julian Rodrigues: Parem de chamar Bolsonaro e filhos de loucos, debiloides; os nossos doentes mentais são gente do bem

Bolsonaro podia ser louco manso, mas prefere ser agressivo

Vicente Limongi Netto

Realmente somos loucos. Para internar. Louco quem acorda com a suavidade de motosserras, britadeiras, marteladas, furadeiras, latidos e vendedores de gás. Louco é conviver com trapalhadas do inquilino do Palácio do Planalto. Loucura é ouvir bajuladores, calhordas, demagogos e mentirosos na televisão. A pandemia, a ansiedade, a irritação e a depressão aumentaram a loucura. Loucos irados e pseudos sabidões são analistas de futebol.

O trânsito caótico enlouquece. Loucos passeiam com cães brabos sem focinheira. A violência e a insegurança também flertam com a loucura.  Ficamos mais loucos com a alta dos preços de tudo. Louco e criminoso são golpistas no auge da pandemia. Somos todos loucos por continuar lutando.

LOUCURA DO “MITO” – Mais loucos ainda são os que votaram no falso e destemperado “mito”. É desesperadora a dor dos loucos desempregados, sem condições de alimentar os filhos. Loucos abençoados são médicos, enfermeiros, motoristas de ambulâncias, vigilantes, fisioterapeutas, terapeutas e maqueiros. Estraçalham as próprias vidas para salvar a vida dos outros.

Árbitro de futebol é do tipo louco sádico. Irrecuperáveis são os loucos engravatados, felizes por taxar inativos e aposentados. Procuro classificação para os loucos que correm risco da vida nas esburacadas rodovias.

Louco estúpido não usa máscara. Louco pateta é o motorista que não liga a seta quando vai mudar de faixa. Loucos e canalhas são os que assassinam mulheres. Precisam ser castrados e enjaulados.

TAXAS ENLOUQUECIDAS  – Os juros altos contribuem para a loucura coletiva. Pelo diagnóstico médico da insanável loucura do governo, constata-se que vamos todos morrer loucos e sem vacinas.

Mais de 300 mil mortos humilham e deixam todo o Brasil indignado e louco.

Quando finalmente a pandemia for embora, levando maus homens públicos que debocham da ciência e da vida, nos renderemos, então, à loucura prometida e abençoada por Deus.

BRANCALEONE-  Sem querer tirar onda com o experiente William Waack e já tirando (Estadão Tribuna da Internet-2/4, e Jornal de Brasilia), porque chamou Bolsonaro de “Capitão Brancaleone”, devo registrar, com rigorosa humildade, que no meu artigo, aqui na Tribuna, dia 24 de março, abro o texto assim: “Parece piada de humor negro: o exército do presidente Brancaleone com a turba ignara de arrogantes serviçais…”.

Artigo publicado com a mesma foto do artigo do Waack. De leve, ensinava Ibrahim Sued, o “turco” bem informado que se proclamava “imortal sem fardão”. Autodidata. Exigente com a informação. Saudades dele. Fomos bons amigos. Época gloriosa em que fui chefe de redação (lembra, Werneck?) da sucursal do Globo, em Brasília.

BOMBA! BOMBA! – Naquele tempo, os setoristas de O Globo em Brasília eram pautados para conseguir alguma notícia exclusiva para o programa que Ibrahim fazia, altas horas da noite, na TV Globo. Muitas vezes, o próprio Ibrahim é quem telefonava para recolher comigo os “furos” que ele antecipava.

Tempos sem celulares e internet. Dureza. Matérias passadas para o Rio por telex. Fotos transmitidas por telefoto. Muitas vezes alguém precisava ir ao aeroporto em busca de passageiro embarcando para o Rio de Janeiro, para levar material a ser entregue a funcionário do jornal aguardando no Santos Dummont ou no Galeão. Era gostosa e fascinante a vida de redação. A nossa era pequena, mas unida e competente.

FICAR NO BANCO… – Bolsonaro agiu com firmeza, ao assinar decreto mantendo a nomeação do presidente do BB Consórcio, Fausto Ribeiro, para novo presidente do Banco do Brasil (Correio Braziliense- 02/04). Fausto Ribeiro é valoroso servidor de carreira. Jovem e competente.

Críticas desapontadas e iradas contra a nomeação dele não procedem. São inócuas e preconceituosas. Depõem contra a credibilidade, respeito e estímulo que todos os servidores do Banco merecem e exigem.

Fora das atividades profissionais, Fausto é fascinado por futebol. Bom “peladeiro”. Sabe o perfume que a bola gosta. Agora, como presidente do Banco do Brasil, arrumar hora de folga para bater uma bolinha será difícil. O próprio Fausto admite, brincando com o trocadilho: “Agora não jogo mais. Fico no banco”.

Entre o ex-presidente Lula ou o atual Bolsonaro, ninguém sabe quem é o mais “mascarado”

Jair Bolsonaro comanda sua versão do Exército Brancaleone

Vicente Limongi Netto

Parece piada de humor negro:  o exército do presidente Brancaleone com a turba ignara de arrogantes serviçais, os irmãos metralha e ele próprio, passaram a usar máscara. Autêntico teatro de negacionistas dissimulados. Precisou Lula voltar das trevas usando máscara e incentivando a vacinação, para despertar as almas insensíveis de plantão no Palácio do Planalto.

Antes, o deplorável ministro das Relações Exteriores e patética comitiva, que incluiu Eduardo Bolsonaro, passaram vexame em Israel. Foram obrigados a usar máscaras.  

ARTIGO DE LUXO – Durante um ano os canastrões debocharam das normas sanitárias e da importância do uso da máscara. E a vacina é escassa. Tornou-se artigo de luxo. O imaculado filho senador aproveitou a deixa, tirou 6 milhões da poupança e comprou uma suntuosa casinha no Lago Sul.

Desde sempre, o mito de barro desdenhou da pandemia, chegando ao cúmulo de chamar a covid-19 de “gripezinha”. Depois, colecionou pilhérias ridículas, como “quem vacinar, “vira jacaré”.

Grosseiro, boca suja, sem educação, um dos filhinhos do Brancaleone mandou enfiar a máscara naquele lugar. Todo esse oceano de parlapatices e sandices por obra e graça daqueles que têm obrigação de oferecer bons exemplos e respeito ao próximo, enquanto centenas de milhares de famílias brasileiras são massacradas e infelicitadas pela covid. #repugnantes.

FORO PRIVILEGIADO – Para que Eduardo Pazuello não perca o foro privilegiado, Bolsonaro meteu na cabeça que  precisa arrumar alguma nova função para o ex-ministro da saúde. É do temperamento do presidente não deixar amigo na chuva.  Sugeriram a Bolsonaro a presidência do Banco Central ou da Petrobrás. O presidente recusou, alegando que o coitado do ex-ministro anda estressado. Trabalhou duro no ministério da Saúde. Precisa descansar o esqueleto. Pegar um batente mais leve. Nessa linha, o chefe da nação tem recebido pencas de sugestões. Analisa todas elas. Com carinho, zelo e espírito público.

Na lista de Bolsonaro consta: diretor da frota de veículos do Palácio do Planalto; capelão do Alvorada; diretor do setor das máscaras, luvas e álcool gel do Ministério da Economia;  administrador do serviço médico do Planalto; diretor da usina de lixo de Brasília; conselheiro especial do governador João Dória; salva-vidas da piscina do Alvorada;  chefe da segurança pessoal do presidente da Câmara, deputado Arthur Lira; gerente do hotel de turistas em Fernando de Noronha; chefe da guarida  do condomínio onde mora Bolsonaro, na  Barra da Tijuca;  diretor administrativo do Ninho do Urubu, sede do Flamengo; comandante militar no Haiti;  chefe de gabinete do vereador Carlos Bolsonaro; consultor financeiro de Fabrício Queiroz; e, por fim, estagiário da TV-Globo, para trabalhar na equipe de William Bonner.

Nessa terça-feira, após a posse de Queiroga, diziam em Brasília que Pazuello iria trabalhar com o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, que não faz nada e está precisando de alguém para ajudá-lo nessa função.

BIG BROTHER REAL – Serão realmente bem-vindos, saudáveis e esperançosos bons tempos para o Brasil, se o novo ministro da Saúde, o paraibano Marcelo Queiroga, espelhar-se na conterrânea dele, Juliette, participante do BBB-21.

A advogada Juliette defende suas opiniões com firmeza, clareza e lucidez. Não abre mão de suas convicções.  Não se omite. É autêntica e respeitada no jogo. Trata todos bem, mas não admite servir de boi de piranha para ninguém. A propósito, alguns participantes do BBB não admitem a sagacidade e a inteligência de Juliette.

A bolsonarista Sarah, por exemplo, comanda o patético e covarde espetáculo de inveja contra a paraibana. Hilários tiros no pé.  Não é à toa que Juliette tem 15 milhões de seguidores nas redes sociais. Vai comendo o jogo pelas beiradas.

Desprezo pelas vítimas da covid mostra que o coração de Jair Bolsonaro é frio e insensível 

Governadores ignoram Bolsonaro e dizem que manterão serviços fechados |  Poder360

Jair Bolsonaro se comporta com uma frieza impressionante

Vicente Limongi Netto

Lamentável e triste que o presidente Jair Bolsonaro não tenha se manifestado, “sem emitir sequer uma nota de pesar”, pela  morte do senador Major Olímpio, conforme registrou a colunista Denise Rothenburg, no Correio Braziliense deste sábado (20/03).

Pelas atitudes patéticas, insensíveis, destrambelhadas,  grosseiras, desagregadoras, bizarras e debochadas do chefe da nação desde que começou a quadra dantesca da pandemia, isso mostra, a meu ver, que a facada da qual foi vítima o então candidato à Presidente da República serviu apenas para alimentar forte apelo eleitoral. O coração de Bolsonaro continua é frio e insensível.

Na verdade, o presidente é dominado pelo rancor e pela amargura. Sua falta de desprendimento, sinceridade e gestos de grandeza do presidente vem refletindo negativamente na vida desse tumultuado e infeliz Brasil. Não é o país que sonhamos para nossos netos.

UMA BOA NOTÍCIA –  Quero participar das homenagens no próximo sábado, dia 27, ao jurista, acadêmico, professor, ex-ministro, ex-senador, cidadão do mundo Bernardo Cabral, que completa 89 anos de idade.

Cabral pode olhar para o passado e ver que o tempo não se foi em vão. Pelo caminho, deixou marcos de realizações que representam contribuições para o Brasil e para a coletividade.

Mais um aniversário de Bernardo Cabral é sempre uma data cheia de significados. Espero que o Brasil possa contar com o talento e a experiência de Cabral por muitos anos.

UM NOVO LIVRO – Bernardo Cabral encontrou tempo, na avassaladora pandemia, para lançar novo livro, “Você Sabia?”. Pelo selo da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas. Coordenação editorial de Júlio Antônio Lopes e capa e projeto gráfico de Carlos Melo.

Bernardo explica que “jamais imaginei o século 21, exatamente em 2020, que seria eu, a contragosto, com minha mulher, Zuleide, filho Júlio, netas e bisnetas, espectadores desse brutal covid-19”.

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HELIO FERNANDES SABIA QUEM É BERNARDO CABRAL

Nessa linha, recordo, com prazer, o que o nosso amado e saudoso Helio Fernandes escreveu sobre Bernardo Cabral em março de 2010. 

“Bernardo Cabral representou sempre o Amazonas pensando no Brasil. Cultura notável, títulos e mais títulos na sua área de advogado e jurista, mas em outras, bastante diversas, diversificadas, diferentes. É brilhante em todas.

No dia 26 de março de 1981, às 4 da madrugada, quando a Tribuna ia pelos ares, Bernardo logo estava lá diante dos escombros, lamentando e revoltado. Ao lado de Sobral Pinto, doutor Barbosa Lima, meu amigo Alceu Amoroso Lima e tantos outros. 

Cassado, não recuou. Quando foi descassado, fez carreira notável. Agora, no Amazonas, foi convidado a voltar ao Senado, duas vagas e apenas um vencedor, o governador. Disse NÃO, seus planos são o de viver e estar com os amigos. Esse é um objetivo já alcançado, mas que tem no mínimo, no mínimo, mais 22 anos para consolidar”

Amigos de Helio Fernandes lembram a combatividade do patrono do moderno jornalismo  

Morre o jornalista Hélio Fernandes | Jornal Tribuna Ribeirão

Helio Fernandes escreveu diariamente até o fim de sua vida

Vicente Limongi Netto

O Brasil, a democracia e a liberdade de expressão estão de luto, com a morte de Helio Fernandes. Durante a vida inteira o jornalista combateu opressores e falsos patriotas. Tinha a têmpera dos fortes e a energia divina. Foi mestre de gerações de jornalistas. Dezenas deles começaram na Tribuna da Imprensa. Alguns deles omitem o passado. São ingratos sem caráter.

Como salientou o jornalista, professor, historiador e filósofo João Carlos Feichas Martins, com toda certeza, Helio Fernandes foi “o maior símbolo, o verdadeiro Patrono do moderno jornalismo brasileiro”. 

Guardo textos de Helio Fernandes no coração das inesquecíveis lembranças. Recordo um deles, com um oceano de orgulho e satisfação na alma. Como uma condecoração inesquecível e indestrutível, e estímulo para prosseguir na batalha contra os canalhas e covardes. Encastelados em todos os setores de atividades.  Ruminando estupidez, morbidez,  intolerância, oportunismo, torpeza e hipocrisia.

“Limongi, são mais de 40 anos que lutamos lado a lado, e como dizia o apostolo Paulo, “sempre combatendo o bom combate”. Você é o único jornalista que pode dizer que já escreveu em todos os jornais do país. Pois você se habituou a mandar cartas para todos os órgãos. Do Oiapoque ao Chui, fossem de esquerda, de centro ou de direita, publicavam o que você mandava. Tinham a certeza, que tudo que precisava ser dito você dizia, e continua dizendo, sem nenhum interesse oculto. Repetindo você, continuaremos lutando e derrotando os fariseus. Abraços  e saúde. Helio Fernandes”.

Helio partiu encantado e feliz, ao encontro de dona Rosinha, a mulher amada, os filhos adorados, Rodolfo e Helinho e o irmão, Millor Fernandes.

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UM JORNALISTA ACIMA DE TUDO
José Carlos Werneck

Quero hoje aqui lembrar meu grande amigo Helio Fernandes, com quem convivi desde sempre, porque sou primo de Carlos Lacerda. Mas meu relacionamento com ele sempre foi pela paixão que nos uniu – o jornalismo. No final da vida, tendo perdido os dois filhos que abraçaram nossa profissão, Helinho e Rodolfo, e depois sua mulher, Rosinha Fernandes, e o irmão Millôr, Helio praticamente não saia de casa, mas continuamos a nos falar por telefone, porque eu moro em Brasília.

Era impressionante sua disposição, sua voz parecia de um homem de 40 anos. Acompanhava atentamente a evolução da política, assistindo as TVs a cabo especializadas, como GloboNews e CNN.

COMBATIVIDADE – Helio Fernandes sempre foi implacável em seus textos e essa combatividade fazia parte do seu gênio, integrava seu DNA, porque era apaixonado pelo que fazia e adorava polêmicas, neste ponto era muito parecido com Lacerda, seu amigo e outro gênio do jornalismo brasileiro. 

Ele perdia o amigo, mas não abria mão da verdade, embora não guardasse ódios pessoais. Suas divergências eram sempre no campo das ideias.

Era impressionante sua garra. No governo Figueiredo, quando o atentado a bomba destruiu a Tribuna da Imprensa, no dia seguinte o jornal estava nas bancas.  

MOTIVOS DE ORGULHO – Sei que nesta hora quaisquer palavras soam vazias, mas uma coisa é certa: Helio Fernandes só deu motivos de orgulho aos que com ele conviveram.

A este brilhante jornalista, quero aqui deixar minhas sinceras homenagens e grande admiração por sua bonita história de vida, desejando que seu espírito descanse em Paz, em Bom Lugar, dando uma revisada nos textos dos que ainda aqui permanecem.

A perda de um amigo sempre traz um vazio imenso, mas a certeza de que ele viveu plenamente e fazendo o que amava é motivo para preencher muito esta lacuna. Helio Fernandes não passou pela Vida. Viveu a Vida. E isso é fundamental!

Grande abraço, Helio, e continue brilhando como sempre! 

É impressionante a inveja dessa gentalha que vive atacando o senador Flávio Bolsonaro

Flavio Bolsonaro e sua mansão que é um deboche - YouTube

Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Vicente Limongi Netto

Tem razão a música de Ataulfo Alves, “a maldade dessa gente é uma arte”. É inacreditável e injusto que o imaculado senador Flávio Bolsonaro volte a ser vítima de infâmias. Não largam de mão o senador. Pura inveja. Tudo porque comprou uma casa modesta, em Brasília, por 6 milhões de reais. Uma bagatela. O filho número 01 do presidente é trabalhador. Suas finanças são uma coletânea de livros abertos. Que o diga o STJ.

Os suados trocados que ganha, através de esforços e méritos pessoais, vão direto para o cofrinho da poupança. Foi guardando todos os centavos que Flávio conseguiu comprar a casa que tanto sonhava, em bairro nobre brasiliense.  Outras fontes de renda de Flávio são rifas de empadas, coxinha, sacolé e bingos de frango assado das paróquias. 

UMA VIDA EXEMPLAR – Vende tudo o que produz, por boa grana, para padarias e mercados de Brasília e do Rio de Janeiro.  A sorte é parceira do senador. Também no amor não tem queixas. Casou com mulher bonita, dedicada e dentista conceituada.

O engenhoso Flávio também ganha bom dinheiro no jogo do bicho, dominó e nas rachadinhas da lotérica. Flávio investe com sucesso em ações. Ganha mais como investidor na bolsa de valores do que como senador. Quando o dinheiro anda curto, o senador recorre a vaquinhas virtuais. O Brasil se comove com a carência financeira de Flávio.

Graças a vaquinhas pela internet comprou a loja de chocolates em shopping de luxo, no Rio de Janeiro. Depois da pandemia o irretocável senador recorrerá ao público bondoso e cativo que cultivou nas vaquinhas. Desta vez para comprar um iate para velejar em Angra dos Reis. O parceiro de fé, Fabrício Queiroz, será presença marcante nas pescarias.  O abonado número 01 compra o que der na telha por que pode. Quem não pode, se sacode. Desde cedo carrega a lição do pai Jair, Deus ajuda quem se ajuda. Taoquei?

HELIO VACINADO – Notícia que alegrou o Brasil: Jô Soares, Pelé, Gerson e Roberto Carlos foram vacinados. Beleza. Faltou informar que outra respeitada celebridade brasileira também foi vacinada. Helio Fernandes, 100 anos de idade. Intolerável sonegação. Covarde e estúpida omissão.

Helio permanece, há anos, o maior jornalista brasileiro em atividade. Enfrentou com desassombro os excessos do regime militar. Preso, cassado e desterrado diversas vezes, em Fernando de Noronha, Pirassununga e Campo Grande. 

Dedicou a vida pela democracia e pela liberdade de imprensa. Helio jamais se omitiu. Enfrenta e enfrentou poderosos com o que tem de mais valoroso, digno e exemplar: a firmeza da palavra, a convicção da verdade, a competência da afirmação. Afixe-se e registre-se. Saúde, amigo e mestre.

Além das rachadinhas, Bolsonaro e Lira têm algo em comum, – gostam de dar coices na imprensa

Em 2 anos de governo, Bolsonaro deixa de lado ao menos 12 promessas de campanha | Jornal Alto Vale Online

Charge do Nani (nanihumor.com)

Vicente Limongi Netto

Há um ano que a tragédia da covid-19 apavora o Brasil. Dilacera famílias. Carregamos na alma a marca brutal e estarrecedora de 260 mil mortos. O sistema de saúde está em vias de entregar os pontos.  A dor passou a morar na vida da população. A escalada cruel da pandemia maltrata e penaliza. É sangrenta e tormentosa. O povo se desespera. Desgraça pouca é bobagem. Quem sobrevive, pode enfrentar sequelas e contaminar de novo.

A covid-19 caiu no colo de Bolsonaro. O chefe da nação desprezou a fúria assassina do coronavírus. Chamou a moléstia de “gripezinha”. Debocha do uso da máscara. Não cumpre as normas sanitárias. A vida de seres humanos não tem preço

COICES DE MULAS – O esporte de Bolsonaro é dar coices em políticos adversários e na imprensa. Governantes precisam acabar com o clichê “depois que a porta cai, coloca-se a fechadura”. Leis e normas devem ser severas e enérgicas. A devastadora covid-19  cobre de humilhação, tristeza e indignação os corações dos brasileiros. Pelo andar da carruagem, Bolsonaro será lembrado como omisso e incompetente, tipo #insuportável.

Bolsonaro e Arthur Lira são irmãos siameses. Pelo menos no patético e estúpido manual de jornalismo que tiveram o topete de criar. Ambos só gostam de perguntas elogiosas e simples. Se tiverem de puxar pelos miolos, desandam em grosserias. No Acre, Bolsonaro não gostou da pergunta da repórter e bradou, rodeado de áulicos: “Acabou a entrevista”.

Por sua vez, o presidente da Câmara, com a candura dos jagunços, interrompeu e encerrou a coletiva, dirigindo-se ao repórter, com uma bombástica, ultrajante e parva decisão: “Você já fez uma pergunta. É uma para cada um”. 

ORDEM DOS BAJULADORES – Acreditem. Sério. No duro, foi criado um surreal clube de bajuladores de Bolsonaro. O cativante grupo, intitulado Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil (OACB), não permitirá que Bolsonaro seja chamado de feio. Nem de ridículo ou de incompetente. Serão consideradas ofensas imperdoáveis. 

A entidade subirá nas tamancas e mandará o injusto agressor para o pelotão de fuzilamento. A punição será ainda mais severa para aquele que tiver a audácia de chamar Bolsonaro de destrambelhado.  O insolente ficará proibido de saborear pão com leite condensado. Não tomará vacina nem usará máscara. Inútil recorrer ao Papa ou ao dócil e educado deputado Daniel Silveira. 

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A LUZ DIVINA DA VACINA
Vicente Limongi Netto
Ecoam  ventos
olhares fortes
alimenta o corpo
ilumina a humanidade
o líquido incolor
viaja pela pele
crivado de esperança
arando sorrisos
semeia amor
parceira da gratidão
                  
(Sexta-feira. dia 26. encontro emocionante e marcante com  a primeira dose. Benditas três horas na fila.)

Depois de anular as acusações contra Flávio Bolsonaro, não esqueçam de inocentar João de Deus

TRIBUNA DA INTERNET | Defesa de Flávio Bolsonaro tenta de novo paralisar a investigação da 'rachadinha'

Charge do Duke (O Tempo)

Vicente Limongi Netto

Depois que o STJ abriu a porteira da lambança, garantindo o sigilo bancário do senador Flávio Rachadinha Bolsonaro, investigado por prevaricação, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, a pátria amada não estranhará as solturas do Fabrício Rachadinha Queiroz, Daniel Brutamonte Silveira e João Farsante de Deus. Seguindo a linha da inacreditável falta de juízo, o Conselho de Ética da Câmara condecorará com o Mérito Legislativo os repugnantes Eduardo Bolsonaro e Daniel Silveira e a desprezível Flordelis.

Encerrando o monumental roteiro da farsa tupiniquim, o governo vai trocar o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, por Fernando Beira-Mar, para finalmente botar ordem no Brasil dos horrores e acabar com o massacrante jogo de empurra em torno da falta de vacinas. No plenário do Senado, o busto de Rui Barbosa amanhecerá com a #nojo.

A CARTA DA VELHA SENHORA – No meio desse tumulto institucional e dessa bagunça ética, podemos imaginar um carta que uma veneranda senhora, que acaba de tomar vacina, deveria escrever para o desquilibrado filho.

Olá, filho amado.

Tudo bem?  Aqui é tua mãe. Criamos você com lições de respeito e amor ao próximo. Procuramos dar a você o norte sábio da vida. Sabíamos que teu temperamento arredio e ácido criaria problemas mais adiante. Desafogue teu coração de rancores. A nação precisa de paz.

Do alto dos meus 93 anos, já vacinada, graças a Deus, digo-lhe que foi uma desgraceira dos diabos tua entrada na política. Você ganhou mais inimigos do que chuchu na serra. Tumultuou tua alma. Longe da política, você não teria sido vítima da sanha de um débil mental. Rezei muito, mais do costume, pela tua recuperação. Jesus ouviu meus clamores. Toda mãe quer o bem dos filhos.

O tempo urge. Filho, cuide com mais esmero da população. Coloque a reeleição na dispensa das coisas para depois. Respeite as normas sanitárias. Mande comprar milhões de vacinas. Recupere o tempo perdido. Sem vacinas, os brasileiros vão morrendo. Inspire-se na alegria e na esperança dos idosos depois de vacinados. Comovem-se corações.

Contenha-se nas atitudes. Aspereza e estupidez não elevam tua jornada. Fico triste e desalentada, vendo na televisão você sem máscara. Olhe para dentro de si. Mãe nunca erra. Reflita.

Adormeça a consciência na serenidade. Deixe de ser açodado. Rodeie-se de auxiliares competentes. Mande às favas os bajuladores. Não exagere no leite condensado. Faz mal ao colesterol. Agasalhe-se bem. Torço por você.

Beijos da mãe que te ama. Olinda. 

SAUDADES DO DJALMA – Meu irmão Djalma foi craque em tudo na vida. No amor, nas convicções, nos ensinamentos deixados para os filhos e netos. Na solidariedade que irradiava aos que a merecessem. Rigoroso e cáustico nas opiniões. Nesta quinta-feira, dia 25, Djalma completaria 75 anos. Partiu exaltado pelos amigos e eventuais inimigos. Pessoas inteligentes e desprovidas de mágoas e recalques intelectuais, gostavam e respeitavam Djalma.

Nelson Motta escreveu bela crônica, no site e no Globo, traçando o perfil do meu irmão, com o singelo título, “Meu comunista favorito”. Eram amigos de fé. Formado em Direção e interpretação pelo saudoso e exigente Conservatório Brasileiro de Teatro, Djalma era querido por consagrados e legítimos artistas. Foi relações públicas da cantina “Fiorentina”, no Leme. “O conversador”, foi o título da matéria, de página inteira, publicada sobre Djalma, pelo O Globo. Beijos e nossa eterna saudade, também das irmãs, Nazaré e Rosina.

Em meio a confusão, o senador do cuecão discretamente assume seu mandato impune e imundo

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Congresso foi higienizado para receber o senador do cuecão

Vicente Limongi Netto

O cuecão do Chico Rodrigues voltou. Com toda pompa.  Com bolinhas verde-amarelas. O frescor do lixão saúda o Senado.   Não há detergente que alivie o cheiro do cavernoso ambulante.  O odor ruim maltrata o olfato. Antes que o cuecão bigodudo de Roraima comece a desfilar fagueiro pelos corredores, o Senado tomou medidas rigorosas de limpeza. Todos serão protegidos. Cachorros e gatos que costumam aparecer nos gramados tomaram banho caprichado com florais.

Serão rígidas as normas sanitárias nas dependências da Câmara Alta. Senadores, visitantes e servidores receberão cartilha com instruções de limpeza, enviadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

TUDO HIGIENIZADO – Aquários foram lacrados. Telas embrulhadas. Flores cobertas de plástico. Alimentos protegidos com papel laminado. E para não contaminar os pedidos, o serviço de delivery  passará a ser entregue de drone.

Aberta licitação. A Mesa Diretora do Senado, atenta aos rigores do meio ambiente e da salubridade, construiu um banheiro exclusivo para o cuecão. Com ducha poderosa, vaso sanitário de ferro e sabonetes internacionais.

Para  não contaminar os motores e estofamentos de couro dos carros dos senadores, o  prestativo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, presenteará Chico Rodrigues com um moderno tanque de 4 portas. Exclusivo. Um luxo. 

Conselho de ética – A sala do Conselho de Ética foi pulverizada, lavada e aromatizada com pétalas de rosas e totalmente envidraçada, guardando distância entre os senadores. Os  teclados dos computadores foram lavados com essência de eucalipto.

Os celulares dos senadores ganharão capa de aço. E os bustos de senadores no “Túnel do Tempo” receberam máscaras fabricadas pelo Instituto Butantã e oferecidas pelo governador João Dória. Chico ganhou de Bolsonaro um pacotes de fraldas geriátricas. Da  cota pessoal do presidente.

Nosso cuecão pretende  usar na próxima batida da Policia Federal, quando for flagrado com dinheiro nos países baixos. Servidores que limpam o plenário, juram que viram o busto de Ruy Barbosa tapar o nariz de vergonha. Com a # nojo.

ACIMA DA LEI? – Criticar é democrático. Ofensa é arma dos bazofeiros. Ninguém está acima da lei. Ultrapassou o bom senso da cordialidade, merece punição exemplar. Nessa linha, enquadra-se o virulento, cafajeste e ensandecido deputado federal Daniel Silveira( PSL-RJ), que de forma vil, torpe, covarde e irresponsável, insultou ministros do STF.

O parlamentar é daqueles irracionais e prepotentes que se julgam no direito de jogar as patas nos outros, escondidos atrás da famigerada imunidade parlamentar. A presidência da Câmara Federal não pode intimidar-se diante da colossal irresponsabilidade do cafajeste parlamentar de Petrópolis.

O prontuário de badernas, ameaças e atos contra a democracia de Daniel Silveira não recomenda que o episódio degradante e anti-democrático seja esquecido. Jamais pode virar pizza. Sob pena do Legislativo ficar submisso aos arreganhos de facínoras engravatados.

Em seu delírio ensandecido, o presidente Bolsonaro pensa que pode fechar os jornais

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Charge do Lane (Charge Online)

Vicente Limongi Netto

Caramba, estava quieto, lendo as maravilhosas “Confissões”, de Santo Agostinho, quando recebi os jornais com o novo disparate do imbecil. É duro, amigo. A omissão enfraquece o espírito, ao ver o presidente da República dizendo: “O melhor é fechar os jornais”. A alma intolerante, truculenta e rancorosa de Bolsonaro finalmente revelou o sonho antigo do mito de barro, enquanto segue a catástrofe varonil. 

Brasil desgovernado. Com marcas assustadores de perto de 270 mil mortos pela covid e 15 milhões de desempregados.  Escassez de vacinas. Maus gestores. Brigalhada pelo poder. Ânimos exaltados. Militares afrontando o Judiciário. Fabricantes de armas em milionária lua-de-mel com o presidente. O guloso Centrão dando as cartas. Horizontes sombrios. A caneta de horrores palaciana está cheia de tinta. Filme ruim, repetitivo e macabro. Oremos.

HIDRA DE LERNA – Alguns textos merecem destaque. Cativam e energizam esperanças e força espiritual. São magníficos e exemplares pela força que irradiam. Como o recado do leitor Pedro Luiz Bicudo, no Fórum dos leitores do Estadão, do dia 14:

“A imprensa é como a Fênix, a ave imortal que sempre renascerá das cinzas, mesmo quando colocada num subsolo. Já os maus políticos são como a Hidra de Lerna: cortada uma cabeça, nascem duas”. Infelizmente.

“VACINA SIM” – Aplausos para a meritória campanha, “Vacina, sim”, lançada pelo Fantástico. Gente bonita, feliz, esperançosa e cativante. Tomando vacina. Dentro  de camisetas coloridas. 

Destoando do grupo, surgem na tela dois colunistas. Desprezíveis e mais feios do que fratura exposta. A seringa quebra. Não entra na pele da asquerosa dupla. Um do Globo, outro do Uol.  Não percam vacinas com eles.  Vasos ruins não quebram.

CHILIQUE NA GLOBONEWS – Desespero entre os notáveis analistas da Globonews: o Senado norte-americano rejeitou o impeachment de Donald Trump. Prantos e chilique nos bastidores do grupo Globo. Alguns mais radicais ameaçam cortar os pulsos. Não admitem nem permitem que Trump e o partido Republicano continuem fortes e influentes na política norte-americana. Odeiam o contraditório.

Não há vacinas contra o patrulhamento doentio.  A vontade da patrulha tem que prevalecer. Moçoilas e rapazolas da extraordinária GloboNews pensam em fazer vaquinha digital para obter recursos para tentar reverter a decisão do Senado na Suprema Corte norte-americana. A esperança é a última que morre.

Um governador abobalhado e um militar desonroso, na visão de um escritor imortal

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Natuza Nery não aguentou tanta tragédia e caiu no choro

Vicente Limongi Netto

“Governador abobalhado” é a mais recente e merecida “condecoração” dada ao nefasto Wilson Lima, governador do Amazonas, em extraordinário artigo escrito no Estadão por Ignácio de Loyola Brandão. Leiam este trecho: “Liguei a tevê, Globonews. Por que fiz? Mergulhei no horror, desumanidade, incompetência e desespero. Achei que era a guerra civil, ocasionado por um governador abobalhado e pela logística do Pazuello, o militar que mais desonra as Forças Armadas. É só vexame.”

Transcrevo, com prazer, o artigo de Loyola Brandão, membro da Academia Brasileira de Letras.

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A NOITE EM QUE NATUZA CHOROU
Ignácio de Loyola Brandão
(Estadão)

Há pouco tempo, na lista de meios já utilizados por mim, faltavam o camburão e a ambulância. Agora, só falta o camburão. Semanas atrás, incomodado por uma constipação intestinal, belo eufemismo da medicina, e pelo que me parecia um quisto em lugar incômodo, me vi no Pronto Atendimento, outra expressão mais tênue, simpática, do que pronto-socorro, que nos dava a sensação de fim de linha. Terminados alguns exames, me assustaram:

“O senhor vai direto para o hospital, a ambulância já está à espera”. Pronto, meu catastrofismo, herdado de minha mãe, aflorou. A vida inteira dona Maria do Rosário, boa e piedosa, teve medo de perder a casa, hipotecada à Caixa durante uma reforma. A casa está na família até hoje.

CADEIRA DE RODAS – Colocaram-me em uma cadeira de rodas, apesar de eu poder caminhar. Cadeira de rodas é boa nos aeroportos, principalmente no de Guarulhos, com seus corredores quilométricos. O motorista da ambulância me devolveu o humor. “Quer com emoção ou sem emoção? Ou seja, a toda velocidade com sirenes abertas ou normal?” Não sabia se eu ia morrer logo ou se dava tempo de chegar ao Einstein, respondi: “Sem emoção”.

Sem? Quem disse? As ruas estropiadas desta cidade são um inferno para quem vai deitado, sofrendo sacudidelas que não nos jogam no chão porque nos prendem com cinturões. Eu me imaginava louco metido em camisa de força.

PLANO DE SAÚDE – Por sorte (ou merecimento, não vá o psicoterapeuta Hiroshi Ushikusa dizer: pare com essa culpa), o convênio médico que a Academia Brasileira de Letras me concedeu cobre tudo e fui entregue ao doutor Alberto Goldenberg, que rápido correu com os procedimentos. Adoro esta palavra, é boa para tudo.

E eu pensava o quê? Aqui terá oxigênio? Ou me angustiava: claro que não conseguirão um diagnóstico. Sou o paciente que não anima nenhum médico. Mas alguém lá em cima – pode ser até no andar superior – olha por mim.

Neste momento, liguei a tevê. GloboNews. Por que fiz? Mergulhei no horror, desumanidade, incompetência e desespero, achei que era a guerra civil, ocasionada por um governador abobalhado e pela logística do Pazuello, o militar que mais desonra as Forças Armadas, é só vexame.

MORTE POR ASFIXIA – Tenebrosas e pungentes mortes por asfixia começaram a saltar da telinha. Tentar respirar e o ar não existir deve ser um horror. Isso de Manaus pode se repetir pelo Brasil, porque o governo garante que está fazendo a sua parte. E, quando ele garante isso, é melhor apanhar o passaporte. Falta de oxigênio deve ser uma morte tão horrorosa quando a provocada pelo gás Zyklon.

Senti-me mal, culpado (atenção Karnal), privilegiado. Estava preocupado com um coisa que acabou sem drama nenhum. E naquele mesmo momento havia pessoas sem respirar e a morrer, enquanto outras nem conseguiam enterrar seus mortos. Quantos Brasis existem dentro de um? Quanta diversidade social e financeira. Eu, privilegiado. Passei por tomografias em máquinas caríssimas, fiz exames laboratoriais cujos resultados saíam em minutos, mas em Manaus – e em tantas outras partes – tinha (e tem) gente sem respirar, sem atendimento, sem respirador e criminosamente sem vacina. Ah, e os fura-filas?

Então, pela primeira vez na minha vida, vi uma jornalista, Natuza Nery, não suportar e explodir em choro, enquanto relatava os fatos daquele inferno amazônico. Diante da crueldade, Natuza chorou. Lágrimas correram, ela parou de falar. Espectadores choraram. Fiquei travado, nunca me esquecerei. Breve cena de poucos minutos.

E OS RESPONSÁVEIS – Mas quem devia chorar, o presidente, os parlamentares, os ministros do Supremo, os generais tão invocados a todo momento, estes pouco se davam, se deram, se dão.

Agora, estou em casa salvo, escrevendo este texto pelo qual posso ser processado pelo ministro da Justiça. E a fila de mortos cresce, avoluma-se, é uma pilha, um Himalaia de pessoas.

Mas tudo bem, o procurador Aras está aí para salvar a pátria, ou o presidente. Passamos dos 215 mil mortos. Toda a população de Araraquara, onde nasci. Uma cidade inteira. Gente, seres humanos que vivem, trabalham, amam, comem, bebem, se divertem, riem, choram, têm prazer e dor, são felizes ou não. Gente que vive, quer viver, porque é bom, apesar de tudo.

Temos medo. Estamos angustiados. Todos, de todas as cores e modos e religiões e ideologias e fantasias e sonhos e desejos, estão na fila para morrer. Não chegou a hora de fazer alguma coisa?

Como Líder da Maioria, Renan vai ajudar Bolsonaro, mas sem se curvar diante dele

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Renan Calheiros aceitou ser Líder da Maioria no Senado

Vicente Limongi Netto

A jornalista Denise Rothenburg tem razão (“Correio Braziliense”- 09/02), ao afirmar que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) “é líder experiente e independente”. Como novo líder da Maioria, Calheiros mostrará as virtudes de sempre, firmeza de atitudes e espírito público. Com Renan Calheiros é bobagem espernear, xingar, berrar, ameaçar. Bolsonaro não vai cantar de galo com Renan. Muitos menos os subalternos do mito de araque. 

A mediocridade política não tem espaço com o parlamentar alagoano.  Renan é forjado em desafios. Está acostumado a enfrentar obstáculos. Sobretudo aqueles que parecem não ter solução. Ainda não nasceu quem vai intimidar ou dobrar Renan Calheiros com histerismo e patetice.

OUVE E DIALOGA – Político calejado, Renan é paciente. Ouve e dialoga com educação. É contundente quando as situações exigem. Ex-ministro da justiça, Renan Calheiros respeita e exige ser respeitado. No grito ninguém consegue dobrá-lo. 

Ex-presidente do Senado e do Congresso por quatro mandatos, o calejado Calheiros faz política com o cérebro e não com o fígado.

A propósito, Deus levou hoje, para o céu, dona Ivanilda, 87 anos, matriarca do clã Calheiros, mãe do senador. Daqui, meu abraço de conforto ao amigo.

FOGÃO REBAIXADO – Uma tristeza o Botafogo, de tantas glórias e alegrias ao futebol brasileiro. Saudades do Botafogo de craques memoráveis como Manga, Garrincha, Gérson, Jairzinho, Didi e Nilton Santos.

Com time medíocre, o atual Botafogo foi novamente rebaixado para a série B do Brasileirão. De cabeça inchada, abatidos e decepcionados, estão torcedores do alvinegro carioca como Agnaldo Timóteo, senador Renan Calheiros, Said Dib, Joberto Sant’Anna, Estevam Guimarães, Petrus Elesbão e Mário Habka. (Acrescente, querendo, algum amigo teu)

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P.S. –
Amanhã, vamos publicar aqui um artigo do imortal Inácio de Loyola Brandão, que me emocionou muito. É um texto definitivo sobre o momento que esse país atravessa. (V.L.N.) 

Bolsonaro sabe que o vice Mourão faria (ou fará) um governo melhor do que o dele

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Jair Bolsonaro não entende que na vida tudo acaba mudando

Vicente Limongi Netto

Com a estupidez habitual fixada e estampada no semblante, Bolsonaro pergunta aos que querem vê-lo fora da Presidência da República: ” Se me tirarem, quem fica no meu lugar?”.  Evidente que é o vice-presidente, Hamilton Mourão. Seguramente mais valorizado e respeitado pelas Forças Armadas do que o mito de latão.

A propósito, leio na Folha de São Paulo, do dia 24 de janeiro, artigo de Augusto de Arruda Botelho, denominado “A hora do impeachment”. Botelho é advogado criminalista e cofundador do IDDD (Instituto de Defesa do Direito de Defesa). 

NENHUMA JUSTIFICATIVA? – O autor pergunta: “É crível imaginar que, dos 61 pedidos já feitos (a essa altura, devem estar perto dos 100), nenhum deles encontre o mínimo fundamento? É crível pensar que após dois anos de um governo com um sem números de conflitos e atos atentatórios à nossa ainda jovem democracia, não haja uma justificativa para se iniciar um processo de afastamento?”.

Em outro trecho, igualmente fundamentado e lúcido, Augusto de Arruda Botelho acentua: ” O componente jurídico para se iniciar um processo de afastamento está mais do que preenchido, está evidente, sob qualquer ótica. Falta ainda o tal componente politico, que infelizmente poderá florescer com o aumento cada vez maior no número de mortes causadas pela pandemia”.

JUSCELINO DE ARAQUE – Em bolorenta entrevista ao Correio Braziliense, o franciscano apoiador de Bolsonaro, o palaciano Rodrigo Pacheco, novo presidente do Senado com apoio da dupla desprezível, nada recomendável, Bolsonaro/Alcolumbre, tenta se fantasiar de Juscelino Kubitschek.

É o fim da picada.  Acintoso e patético. Enche a boca para falar de JK, para ver se ganha adeptos para o seu cansativo oba-oba demagogo e impresso. Também procura holofotes fáceis como pingente das vacinas. Agora é fácil e cômodo apregoar a importância da imunização. Demorou quase um ano para o dócil Pacheco descobrir que a população precisa ser vacinada o quanto antes. É muito cinismo.

Na Câmara, o “rachadinha” alagoano Arthur Lira assumiu demitindo centenas de servidores. Mesquinharia, covardia e ordinarice. Semelhante decisão imunda e torpe do roliço Davi Alcolumbre, quando assumiu a presidência do Senado, ao vencer eleição fraudulenta, com mais votos do que senadores. Os torpes e decaídos engravatados se merecem, o inferno espera por eles.

PRAZO DE VALIDADE – Na Folha de São Paulo, do dia 7, o general Santos Cruz, que conheceu e conviveu com a podridão palaciana bolsonarista, mas que em boa hora pediu o boné para não ser contaminado pelos maus costumes e baixarias, afirmou “que oacordo do presidente com o Centrão não é sólido e não sei até onde vai”. Valeu, general.  Afirmei, observei, antecipei e analisei o fato, dia 3, em artigo aqui na Tribuna da Internet: “Centrão tem goela profunda. Não tem veganos. São leais enquanto ganham tudo que exigem do governo. Com eles, a lua-de-mel tem prazo de validade”.

O DEM ficou de cócoras diante de Bolsonaro.  O partido de sabujos não merece Rodrigo Maia. ACM Neto é o mais novo e fervoroso discípulo de Bolsonaro, Lira e Alcolumbre. Trio melancólico e tenebroso. Amedronta crianças.

Bolsonaro não sabe que a lua-de-mel com o Centrão tem prazo de validade muito curto

Toma lá, dá cá: Centrão ganha cargo estratégico na Agricultura

Líderes do Centrão têm algo em comum: todos são réus

Vicente Limongi Netto

O Legislativo amesquinhou-se. Elegeu dois serviçais do Palácio do Planalto. Não cito os nomes da dupla de capachos engravatados para não poluir meu texto. Tarde/noite melancólica de lições patéticas de sabujismo. Usando métodos deploráveis e nada republicanos, Bolsonaro insultou e debochou das legítimas histórias de lutas democráticas da Câmara e do Senado Federal.

Senadores e deputados, com as raras exceções habituais, ficarão marcados como fantoches das ambições do governo Bolsonaro. Congressistas jogaram princípios, dignidade e virtudes no lixo. Tenho ânsia de vômito.

GOELA PROFUNDA – No Centrão não tem veganos. Seus notáveis membros comem de tudo. Se for para ganhar vantagens, trituram tudo. Roem os ossos até virar palito. Lambem os beiços. Não têm escrúpulos. São diabos gulosos fantasiados de núcleo político. Não veem cara nem coração.

Querem cargos e mil vantagens. Não demora, vão exigir ministérios de Bolsonaro. Apoiam quem estiver no poder. Não faz nenhuma diferença qual seja o partido do poderoso de plantão. Apegam-se a ele esfomeados. Como miseráveis atrás de um prato de comida.

O mito de meia pataca vai penar com a ganância do Centrão. Não se iludam com a discurseira manjada e promessas de Lira e Pacheco. Jogada para acalmar os que ficaram fora do jogo. Mas breve entrarão nele.

GARGANTA PROFUNDA – Cretinos e ensaboados cínicos, estão se lixando para críticas. Têm goela profunda. São leais enquanto ganham tudo O que exigem do governo. Com eles, a lua-de-mel tem prazo de validade. Bolsonaro jogou todas as fichas do cofre do Paulo Guedes para eleger os presidentes do Senado e da Câmara, de forma a afastar qualquer risco e permanecer na Presidência. Acha que não sofrerá impeachment.  

Conversa fiada para enganar incautos é dizer que lutou pelas eleições da dupla Lira-Pacheco para o Legislativo tocar as reformas. Balela. Bolsonaro vai tentar perpetuar-se no poder. Se cumprir todas as ordens e exigências do Centrão, vai longe. Mesmo sem máscara e jogando contra as vacinas. Mesmo xingando os outros e debochando da ciência. Oremos.

BOLSONARO VIBROU – Descobertas atrasadas dos coleguinhas jornalistas. Muitos deles escrevem com o nariz empinado. Sábios por correspondência. Não sabem nada. Demoraram para descobrir, com suas profundas análises, que Bolsonaro não só vibrou e torceu com as eleições de Lira e Pacheco, como trabalhou descaradamente por elas, para evitar o impeachment.

Nessa linha, escrevi dia 23 de janeiro, no meu blog e no Fórum Estadão: Bolsonaro faz das tripas coração para eleger dois subalternos para as presidências do senado e da câmara.

Com a dupla de vassalos no comando do legislativo Bolsonaro realmente espanta o impeachment.  Antecipei também na Tribuna da Internet do dia 26, o jogo imundo de Bolsonaro, que era repudiado por ele na campanha presidencial:  De camarote, o mito de barro garante cargos e emendas para quem for servil, bajulador e fiel aos cantos do Planalto.

Piada do Ano! Cada pessoa vacinada ganhará um chiclete e uma lata de leite condensado

TRIBUNA DA INTERNET | Sem noção, Bolsonaro repete que leite condensado é para 'o rabo' da imprensa

Charge do Aroeira (Portal O Dia/RJ)

Vicente Limongi Netto

A exemplo do consórcio de imprensa, que anunciou uma campanha para mostrar a importância da vacinação contra o coronavírus, o governo Bolsonaro também devia providenciar semelhante iniciativa para imunizar a população.

Enfatizando aos brasileiros o empenho e a sensibilidade que o chefe da nação demonstrou desde o início da pandemia, o próprio Bolsonaro abriria a campanha vacinando o notável trio símbolo da administração federal – os craques das “rachadinhas”, Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz e Arthur Lira.

PRÊMIOS PELA VACINAÇÃO – A seguir, Bolsonaro vacinaria a amiga da família Bolsonaro, a famosa Val de Angra dos Reis, vendedora de açaí. E toda pessoa vacinada, ganharia uma caixa de chiclete e uma lata de leite condenado. Aliás, uma imagem que emocionaria o mundo, provando que não existe miséria no Brasil, deveria focalizar um sorridente e orgulhoso Bolsonaro exibindo, como troféu, uma lata de leite condensado, a nova grife do governo.

Por fim, diante da nova agressão vil, torpe, covarde, leviana e irresponsável de Bolsonaro à  imprensa, sugiro que o presidente use o leite condensado para lavar a boca suja, porca e imunda, e o chiclete para lacrar a alma ignorante, rancorosa e analfabeta.

MISÉRIA NO FANTASTICO – O programa “Fantástico” anuncia matéria alertando sobre os malefícios do fim do auxílio-emergencial. Escrevi sobre o assunto bem antes. Dia 22. Em artigo aqui na Tribuna da Internet. Nele, fazia diversas perguntas. 

Recordo duas delas: Algum general precisará desenhar para Bolsonaro que será preciso manter o auxílio-emergencial, sob pena de ver a miséria aumentando no Brasil? Que sem o auxílio-emergencial muitos brasileiros precisarão roubar mercados e catar restos de comida nas latas de lixo?

COMENTARISTAS ESPORTIVOS – Respeitem nossos ouvidos! Socorro! O caos tomou conta do linguajar dos analistas, narradores, atletas, repórteres e dirigentes. Sobretudo agora, na reta final dos campeonatos brasileiros.

Para ver quem tem mais chances no topo e quais clubes serão rebaixados, abusam e fazem caras e bocas, alvejando a “Matemática”, quando o correto é falar em “Aritmética”. Deus nos acuda. Respeitem nossos ouvidos.

Vou desenhar: Matemática é a ciência dos números. Mas quem trata deles, adição, diminuição, divisão e multiplicação, é a Aritmética. Raros, raríssimos profissionais se expressam certo.

 

Mourão está enganado, a queda de Bolsonaro nas pesquisas exibe a indignação popular

Mourão minimiza fala de Bolsonaro sobre papel dos militares - Notícias - R7  Brasil

Rompido com Bolsonaro, Mourão tenta sminimizar a crise

Vicente Limongi Netto

O “ruído” que o vice-presidente Hamilton Mourão usa para minimizar a queda de Bolsonaro nas pesquisas, sem dúvida, é causado pelo sentimento de indignação batendo forte nos corações da população. É o despertar da letargia dos brasileiros. É o desgoverno começando a cair.

E a justiça anda atrás do ministro fujão. A exemplo do chefe dele, não tem freios na língua. Terá que pagar pelas sandices e bravatas. Informações da Policia Federal, do Ministério Público, da Interpol, da CIA e do FBI dão conta que o roliço mago da logística escafedeu-se pelas barrancas do Amazonas, à procura de exílio na tribo mais próxima. Levando tubo de oxigênio e caixas de cloroquina. Deve virar sertanista. O uniforme de general mandará para o fraternal amigo, governador João Dória.

BAILE DAS ELEIÇÕES – Continua animado o baile das eleições na Câmara e no Senado, com manjadas promessas, lorotas, conversas fiadas, juras de amor, lero-leros e clichês surrados dos candidatos. O deputado Rodrigo Maia lidera o bloco dos independentes, carregando nas costas Baleia Rossi. Garantem que usam a fantasia por um Legislativo valorizado. Sem dobrar a espinha para o Palácio do Planalto.

O bloco adversário, liderado pelo deputado Arthur Lira, exibe a original fantasia de sabujos. Bordada com paetês, cristais, plumas, serpentinas e confetes, para agradar Bolsonaro. De camarote, o mito de barro garante cargos e emendas para quem for servil, bajulador e fiel aos cantos do Planalto.

MAIS FANTASIAS – No Senado, o Rei Momo Davi Alcolumbre escolheu Rodrigo Pacheco para porta-estandarte dos fantoches palacianos. Do outro lado, apresenta-se a senadora Simone Tebet. Desfila no sambódromo como mestra de bateria. Jurando que rufa tambores sem dobrar a espinha para Bolsonaro.

Nas arquibancadas virtuais, o povo, que sempre paga as contas, sem jamais ser ouvido nem cheirado, vaia a colossal pantomima.

OMISSÃO E SILÊNCIO – Encerro com uma reflexão do ex-ministro, ex-presidente nacional da OAB, ex-senador e ex-deputado, relator-geral da Constituinte, o íntegro Bernardo Cabral:

“Os que se utilizam do aval da omissão ou a cautela do silêncio, sentirão, um dia, que a omissão e o silêncio foram gestos de covardia. Que acabarão por levá-los ao cadafalso da opinião pública”.

No Brasil, a cada dia aumenta o número de perguntas indiscretas que não querem calar

Pergunta a Bolsonaro dos R$ 89 mil bomba na web; veja posts mais criativos  - UOL TILT

Charge do Laerte (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

Perguntas que não calam e assobiam nos ouvidos sensíveis e acurados: Por que  Bolsonaro não desarma o espírito e vai conversar com o embaixador da China, ao invés de mandar quatro ministros? Quando o deputado Eduardo Bolsonaro vai se declarar amigo da família de Joe Biden? Qual o tamanho da vergonha e da indignação de eternos craques, como Gerson, Jairzinho, Afonsinho, Zagallo e Paulo Cesar Caju, que deram glórias ao Botafogo, vendo agora a decadência do time, aritmeticamente rebaixado para a série B do Brasileirão?

Outras perguntas: Será que a justiça não agirá com rigor com os maus brasileiros que estão furando filas da vacinação? Um sortudo americano que ganhou na loteria o correspondente a 3 bilhões de reais, será republicano ou democrata? Por que não saiu o nome do reitor, na boa matéria do Correio Braziliense, recordando que o pai da nova vice-presidente dos Estados Unidos, Donald Harris, fez palestras na UnB, em 1997?

E AINDA MAIS PERGUNTAS – Por que Neymar e outros atletas abonados não colaboram na campanha por cilindros de oxigênio, para aliviar o sofrimento de amazonenses contaminados pela Covid-19? O Brasil já teve ministro das Relações Exteriores mais trapalhão, que gagueja e tropeça nas palavras, do que Ernesto Araújo? Será que aparecerá algum alquimista do Palácio do Planalto, com bons argumentos que desmintam o embaixador Marcos Azambuja, que definiu a política externa brasileira como “desastrosa, ruim e errada”?

 Bolsonaro decidiu elogiar as Forças Armadas, porque botou na cabeça que a reeleição dele não são mais favas contadas? Por que Bolsonaro não bota na cabeça que está perdendo terreno político para João Dória? Será que algum general precisa desenhar para ele que é preciso pegar duro no trabalho para melhorar a imagem do Brasil no exterior?  E que terá que manter o auxílio-emergencial, sob pena de ver a miséria aumentando no Brasil? Que sem o auxílio-emergencial muitos brasileiros precisarão roubar mercados e restos de comida nas latas de lixo? Alguém duvida que em 2021 os brasileiros terão os mesmos temores, amarguras, decepções e dificuldades de 2020?

APENAS UM SERVIÇAL – O governador do Amazonas é ruim de serviço. Serviçal do governo Federal. Incompetente, não tem firmeza, iniciativa nem autoridade para solucionar os graves problemas da população. A tenebrosa quadra da pandemia mostra que Wilson Lima é incapacitado para gerir os pleitos dos amazonenses.

A atual situação do Amazonas humilha o Brasil aos olhos do Brasil e do exterior. Providências demoraram a ser adotadas. Lima é rodeado de outros incapazes, pretensiosos e ineficientes auxiliares. Saídos não se sabe de onde.  Alguns detidos por atitudes na republicanas. Solto porque a impunidade é prato brasileiro.

GOVERNADOR VERGONHOSO – Wilson Lima desmoraliza e infelicita o Amazonas. É inacreditável que centenas de pessoas morram por falta de oxigênio. É vergonhoso para todos os cidadãos de bem as tristes imagens das televisões, mostrando a aflição de famílias destruídas.

Lamentável que o Amazonas não tenha hoje homens públicos do gabarito, credibilidade, carisma e competência de um Gilberto Mestrinho, Plínio Coelho, Omar Aziz, Bernardo Cabral, Eduardo Ribeiro, Alvaro Maia, Eduardo Braga, Arthur Virgilio Neto e Amazonino Mendes. Dispõe, apenas, de um medíocre que atende pela alcunha de Wilson Lima. Xô, traste.

MENOS RECURSOS – O governador é tão serviçal que em nenhum momento revela que, proporcionalmente, o Amazonas foi o Estado que recebeu menos ajuda federal para combater a Covid-19. Apenas o Rio de Janeiro teve menos verbas por habitante, mas está em recuperação judicial, tem muitas fontes de arrecadação e recebe constantes repasses federais.

Por fim, Bolsonaro procura um porta-voz. Principal exigência: ser subserviente. O ministro da Saúde está cotado para a função.  O último general que ocupou o cargo, Barros Rego, arrependeu-se amargamente. Tornou-se feroz e competente crítico do presidente. “Melhor cair das nuvens, do que do 23*andar”, dizia Machado de Assis.

A coleção de asneiras de Bolsonaro cresce mais do que o vírus da covid-19

Entrevistas de Bolsonaro

Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Vicente Limongi Netto

Por mais que o Messias por correspondência mereça o absoluto desprezo dos homens de bem, não há como deixar de registrar as parlapatices do chefe da nação. Portanto, vamos a elas. Desprezava a debochava da vacina coronavac. Jogava toda sua colossal ira contra as providências do governador João Dória.

Sabotava e ainda sabota, junto à Anvisa (antro de sabujos) todas as solicitações de Dória, através do Butantã. Decidiu, de vez, politizar a vacinação. Atrasando tudo. Preferindo adotar postura de omisso e insensível. A população sofre, se angustia, à espera da vacinação.

PESADELOS COM DORIA – Mas o Brasil está nas mãos de incompetentes. Nada anda. Nada avança. O povo que se lasque. Morram todos, parece torcer Bolsonaro e áulicos. Desde o início da pandemia, lá se vai um ano, Bolsonaro passou a ter pesadelos com João Doria.

Antecipou, por conta própria e completa irresponsabilidade, o jogo político de 2022. Botou na cabeça oca que Dória é adversário forte nas urnas. Nisso acertou. Mas precisa trabalhar pelo país. Deixar Doria também cumprir as missões dele.

E o governador paulista saiu na frente, disparado, na maratona pela vacina. Faz excelente trabalho a favor dela. Tem, assim, com méritos, a honra histórica de vacinar a primeira cidadã no Brasil. Foi vacinada, aos olhos da mídia mundial, a enfermeira Monica Calazans, que cuida de pacientes com covid-19. 

APLAUSOS AO GOVERNADOR – Mesmo quem não simpatiza com Dória, seguramente aplaude o governador pelo saudável momento. Pela vacinação histórica e também pela coletiva de Dória e eficiente equipe. Dória tirou a máscara de Bolsonaro, Pazuello e demais estrupícios.  Esperam os generais de plantão que o mito de meia pataca não ateie fogo às vestes.

E Bolsonaro com o ego em pedaços.  Já foi chamado de tudo. Debochado, omisso, irresponsável, destrambelhado, incompetente, bravateiro, homofóbico e grosseiro. Faltou mentiroso. Não falta mais.

Motivo: culpou o Supremo Tribunal Federal por não fazer mais para evitar o crescimento da covid-19 no país. Resultado: foi chamado de mentiroso por William Bonner, no Jornal Nacional e ganhou ruidoso panelaço, com as cores de um Brasil indignado, cansado e desesperado. 

BELAS CRÔNICAS – Domingo é dia de alegrar os ouvidos e os olhos. Momentos de saborear o Correio Braziliense em busca de notícias boas, tentando ficar longe das malvadezas dos incapazes e mesquinhos.

Nessa linha, prefiro deliciar o espírito lendo dois grandes cronistas, Paulo Pestana e Alexandre de Paula (“Revista do Correio” – 17/01). Por coincidência, Pestana saudando os 90 anos de idade do pai. Alexandre, recordando os traços marcantes do avô.

Não há nada mais grandioso do que atitudes dignas. O respeito aos mais velhos faz parte das lições que Paulo Pestana e Alexandre de Paula acolheram e cultivam com alegria, gratidão e intensidade.

No meio da mediocridade, surge o nome de Simone Tebet para dar um alento aos brasileiros

Simone Tebet: governo falar em imposto novo polui o debate da reforma  tributária – ES Brasil

Simone Tebet sofre restrições por defender a Lava Jato…

Vicente Limongi Netto

Em artigo do dia 6, aqui na “Tribuna da Internet”, fiz uma triste constatação. Infelizmente nada para alterar – a politicalha grassa e emporcalha o Brasil. O ano novo chegou anunciando que logo seria quebrado assustador recorde de 200 mil mortos pela covid. Amarguras e decepções do ano velho insistem em perdurar em 2021.

Mas há uma notícia positiva. O MDB decidiu lançar Simone Tebet para disputar a presidência do Senado e do Congresso. Ela tem o DNA da boa política. Filha do ex-senador Ramez Tebet, que presidiu com galhardia e respeito o Senado da República. Simone é qualificada para a missão. Mas precisa correr contra o tempo.

PODEMOS E PSDB – Não acredito que o Podemos de Alvaro Dias, e o PSDB, de Tasso Jereissati, adotem a política do entreguismo e da vassalagem decidindo apoiar Rodrigo Pacheco, candidato do obscuro Alcolumbre e do sábio de barro, Bolsonaro.

O MDB tem gloriosas vitórias em memoráveis lutas políticas. É preciso unir forças com Simone Tebet, para o Senado voltar a ser altivo e firme. Apoiando projetos do governo que sejam do interesse coletivo. Decisão que valoriza a atividade política. Sem respingar jamais na subserviência.

ANÁLISES SÓRDIDAS –  Evidente que Trump pegou pesado, incitando o quebra-quebra e a invasão do Capitólio. Mas é inacreditável o arsenal de sordidez, torcida, ódio, rancor e destempero dos notáveis analistas de meia pataca da Globonews. Nesta quarta-feira, o jornalismo isento foi jogado no lixo, por editores, apresentadores, repórteres, tradutores e analistas.

Armaram uma arquibancada colossal e tome paulada no ainda presidente. Inacreditável. Jornalismo de esgoto. Trump pagará por seus pecados. Mas foi um presidente que lutou pela soberania dos Estados Unidos. Deixou a economia em ordem. Combateu terroristas. Valorizou a cidadania. O jogo ainda não acabou para Trump.

No Senado ele dobrará aqueles que o querem ver pelas costas. A verdade é que o legado político de Donald Trump incomoda seus desafetos e adversários. Pode ser até que Trump pegue leve, seja ponderado com eventuais erros do seu sucessor. Apesar dos traidores do Partido Republicano, na Câmara dos Deputados, Trump não pode ser considerado carta fora do baralho na política norte-americana.

MUNDO JOVEM – O novo livro do pensador italiano, Domenico de Masi, ” O mundo ainda é jovem”, chega em boa hora. O título da obra é sugestivo e estimulante para o Brasil e para os brasileiros: “É importante ter coragem”, exorta De  Masi. 

Saiba ele que milhões de brasileiros  dormem vestidos de coragem para enfrentar as adversidades do dia seguinte. Coragem para enfrentar a covid; coragem para tentar conseguir emprego; coragem para enfrentar a bandidagem e a insegurança que tomaram conta do país; coragem para sofrer e ser humilhado nos postos de saúde e hospitais em busca de atendimento médico; coragem para repudiar o racismo e a homofobia; coragem para viver em barracos que são destruídos  pelas enxurradas; coragem para enfrentar o assédio moral e sexual; coragem para andar em ônibus imundos e caindo aos pedaços; coragem para multiplicar diariamente o alimento escasso para os filhos; coragem para se indignar com os governantes ruins e corruptos; e, por fim, ter força e  coragem para, através do voto, mandar para o inferno, de uma vez por todas,  a cambada  de maus políticos que, com a maior cara lambida,  mentem,  desapontam e infelicitam os brasileiros.

ENEM E GERSON – Milhares de estudantes passaram o ano se “matando” para as provas do ENEM. E o MEC insiste pela realização dos exames. Pelo jeito o governo quer que a covid mate literalmente os jovens, aumentando o assustador e trágico número de mais de 205 mil mortos no Brasil.

Por fim, enquanto a maioria dos jornais, digitais e impressos, e televisões se omitiu, mostrando desrespeito, ingratidão e injustiça com o ex-atleta e cidadão, o programa “Bem,amigos”, no canal SporTV deu exemplar lição de bom jornalismo, homenageando os 80 anos de idade do cerebral Gerson Nunes, o “canhotinha de ouro” do tri. Pobre e melancólico Brasil que não tem apreço e não cultiva seus legítimos ídolos.

Os defensores da democracia estão preocupados, mas os militares não apoiam a insensatez de Bolsonaro

Altamiro Borges: Bolsonaro faz novos agrados aos militares - PCdoB

Charge do Nani (nanihumor.com)

Vicente Limongi Netto

A calamidade pública de plantão, instalada no Palácio do Planalto pelo imitador barato de Donald Trump, que a exemplo do mandatário norte-americano resolveu colocar em dúvida a credibilidade e a lisura das urnas eletrônicas nas eleições do Brasil. Tenebrosa patetice. O filme é velho e ruim. Recordo que meados do ano passado, o deputado Eduardo Bolsonaro defendeu o fechamento do Supremo Tribunal Federal e a volta do Ato Institucional nº 5. Ou seja, uma nova ditadura.

Os democratas mais antigos estão preocupados se pode haver reprise. Antes mesmo de 2022. O povo, unido, jamais permitirá agressões ao bom senso nem que se apunhale a Constituição. Urnas são soberanas. Respeitar os resultados delas engrandecem o Brasil. Confio que as Forças Armadas não contribuirão para apequenar, humilhar e envergonhar o Brasil e os brasileiros.

VACINA FAMILIAR – Bolsonaro já decidiu. Primeiro, meus amados. Família unida é assim. Os três formidáveis “rachadinhas”, Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz e Arthur Lira, serão os primeiros a serem imunizados com a vacina contra a covid. Imagens e entrevistas do trio correrão o mundo. Depois serão vacinados os outros rebentos do mito de meia pataca. Amigos de infância, porteiros do condomínio, generais, ministros e jornalistas amestrados.

Quando as vacinas estiverem acabando, Bolsonaro lembrará de vacinar os legítimos heróis da pandemia, os profissionais da saúde, maqueiros e motoristas de ambulâncias. Que dedicam a própria vida para salvar os outros.

Por último, caso sobrem vacinas, o birrento e debochado chefe da nação mandará imunizar brasileiros que raciocinam com a própria cabeça. Aqueles que não dobram a espinha para seus abusos e pantomimas autoritárias. Cidadãos que enfrentam a pandemia e as agruras da vida com determinação e altivez. Pessoas que esperam por 2022 para finalmente se verem livres da desgraceira ambulante e incompetente que odeia o contraditório e se julga dono do Brasil. Xô, praga!

DISPUTA DO SENADO – A nação exige que o MDB tenha brios, coragem e patriotismo e dispute com determinação e união a presidência do Senado Federal. O MDB tem maioria, com 13 senadores. Não pode nem deve se acanhar diante das legítimas disputas políticas. Seria deplorável fugir de suas responsabilidades históricas.

É preciso tirar da cena política nacional figuras obscuras e desinteressantes como o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Deslustrou o cargo. Um bajulador engravatado. Usurpou a presidência, vencendo em eleição fraudulenta, com mais votos do que senadores, apoiado pelos alquimistas do mal, do Palácio do Planalto.

Senadores decididos a valorizar o cargo não podem mais ficar atrelados aos interesses do Palácio do Planalto. Muito menos serem eternos vassalos das fanfarrices e sandices de Bolsonaro. Basta de subserviência política.

TAMBÉM NA CÂMARA – Semelhante raciocínio se impõe para as eleições da Mesa Diretora da Câmara Federal. Números, fatos e sinais claros indicam que o candidato de Bolsonaro será derrotado pelo deputado apoiado pelo grupo liderado por Rodrigo Maia.

Nesse sentido, registre-se que o Messias de plástico errou feio, rompendo politicamente com Maia. Mostrou não ter visão política nem sensibilidade humana. Brigou cm Maia porque o deputado do DEM do Rio de Janeiro não tem vocação para capacho. Agora é tarde.