Charge do Thiago Lucas (JC-PE)
Rafael Moraes Moura
O Globo
A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi acionada no último domingo (28) pelo vereador Guilherme Kilter (Novo), de Curitiba, para apurar a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes a favor dos interesses do Banco Master.
O pedido de abertura de inquérito vai ser examinado pela equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet, reconduzido ao cargo neste ano com o apoio de Moraes.
“SUPOSIÇÕES” – Um pedido similar, apresentado pelo advogado Enio Martins Murad, já foi arquivado no último sábado (27) por Gonet, sob a alegação de que a “narrativa” da pressão de Moraes permaneceu no “campo das suposições”.
Gonet também não viu “qualquer ilicitude” no contrato firmado pela advogada Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes, com o Banco Master, que previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões ao longo de três anos.
Em outra frente de pressão, um grupo de parlamentares da oposição, capitaneados pelos deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Cabo Gilberto (PL-PB), protocolou nesta segunda-feira (29) um novo pedido de impeachment contra Moraes no Senado Federal.
FAZENDO PRESSÃO – Tanto o pedido de abertura de inquérito de Kilter como o de impeachment de Moraes vieram à tona após o blog revelar que Moraes procurou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pelo menos quatro vezes para tratar do Banco Master.
Ao menos três dos contatos foram por telefone, mas pelo menos uma vez Moraes se encontrou presencialmente com Galípolo para conversar sobre os problemas do banco de Daniel Vorcaro.
Segundo o Estadão, Moraes chegou a ligar seis vezes para Galípolo num mesmo dia para falar sobre a venda do Banco Master ao BRB, que acabou sendo barrada pelo Banco Central em setembro deste ano.
INTENSIDADE – Para o vereador, as reportagens expõem a “intensidade da pressão exercida pelo ministro sobre a autoridade monetária”.
Moraes nega que tenha atuado a favor dos interesses de Vorcaro e afirma que as conversas com o Banco Central giraram em torno das sanções da Lei Magnitsky, espécie de “pena de morte financeira” adotada pelo governo Trump contra Moraes em julho deste ano como forma de pressionar o Supremo a não condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro no caso da trama golpista.
FORA DA AGENDA – Os encontros não foram divulgados na agenda oficial de Galípolo nem na de Moraes, que não tem o hábito de divulgar seus compromissos nem informar quem recebe em audiências no gabinete.
Na notícia de fato protocolada no último domingo (28), o vereador Guilherme Kilter sustenta que Moraes se valeu “de sua alta posição e prestígio” para patrocinar interesses privados do Banco Master perante a administração pública, o que configuraria, em tese, o crime de advocacia administrativa.
“Não deveria ser preciso sequer mencionar o quão inapropriado é que um membro do Poder Judiciário agisse de tal maneira, como lobista ou articulador institucional perante uma autarquia do Poder Executivo, como é o Banco Central”, afirma Kilter.
ÉTICA FUNCIONAL – “A concepção por trás da repartição de poderes e da definição de deveres legais e de ética funcional se destina justamente a evitar interferências indevidas entre poderes, o que é completamente o oposto do que ocorre quando um magistrado ingressa em negociações que possuem relação de interesse direto com o sucesso do contrato de sua esposa.”
Kilter também aponta que a advogada Viviane Barci de Moraes, mulher de Moraes, firmou um contrato com o Master que previa a remuneração mensal de R$ 3,6 milhões por 36 meses, a partir do início de 2024.
O contrato de Viviane com o Banco Master, publicado em primeira mão pelo blog, previa a organização de “cinco núcleos de atuação conjunta e complementar – estratégica, consultiva e contenciosa” perante o Judiciário, Legislativo e órgãos do Executivo, citando quatro instituições: Receita Federal, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), Banco Central e o Cade.
SEM REGISTRO – Em resposta ao blog, Banco Central e Cade informaram que não têm registros da atuação de Viviane a favor do Master desde o início da vigência do contrato com o banco de Vorcaro.
Segundo Moraes, o escritório de advocacia de sua esposa “jamais atuou na operação de aquisição Master-BRB perante o Banco Central”.
Procurada, a assessoria de Vorcaro não se manifestou. O BC confirmou apenas que houve conversas a respeito da aplicação da Lei Magnitsky sobre Alexandre de Moraes, mas não negou que tenha se falado a respeito do Master.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Se Viviane Moraes não atuou na aquisição do Master pelo BRB, estava sendo regiamente paga para fazer o quê? Se Bussunda ainda estivesse entre nós, diria: “Fala sério!”. (C.N.)
CN, essa é a pergunta de 129 milhões de reais…
1) Licença… https://revistaforum.com.br/economia/malu-gaspar-recua-e-admite-que-moraes-nao-fez-pressao-sobre-galipolo-no-caso-master/
Moraes é um santo.
A Magnitsky em sua conja não tinha nada a ver.
Engenhoso garantidor, de Vorcaro a Lula. O patrocínio é elevado.
Mas os bolsos são nossos.
O mal desse povo é pensar que somos trouxas.
O maniqueísmo é a arma do engodo. Dessa forma, Fernanda Torres acertou, já no século passado, ainda jovenzinha, ao afirmar que tem preconceito contra crentes, de ambos os espectros políticos.
O asco pela direita, pela esquerda, pelo avesso…
Aragonê conta que caiu no seu colo a tentativa de impedir um churrasco de Bolsonaro em comemoração aos milhares de mortos pelo descaso e pela incompetência dolosa durante a pandemia.
Ele respondeu: tentaram fazer de mim um inocente útil.
Bolsonaro segue internado e com apneias e soluços até 2026.
Nomes conhecidos nem precisam de xingamentos:
Toffoli sempre será Toffoli.
Moraes sempre será Moraes.
Lula sempre será Lula.
Bolsonaro sempre será Bolsonaro.
e os jumentos que votam no Narco-Ladrão sempre serão jumentos….
aquele abraço
Caso de Porto de Galinhas escancara o turismo sucateado do Brasil
https://turismo.ig.com.br/colunas/vitor-vianna/2025-12-30/caso-de-porto-de-galinhas-escancara-o-turismo-sucateado-do-brasil.html#google_vignette
ALEXANDRE DE MORAES DÁ 48 HORAS PARA QUE O ANO DE 2026 SE APRESENTE EM 01 DE JANEIRO!!!
Perfeito. Kkkkkk
A jurisdição intergaláctica é um caso à parte.
Na Terra, com o seu governo mundial, a ordem de Moraes abrange todos os fusos horários e se iniciará em menos de 24 horas.
Todo grande tirano metido a deus esconde uma multidão de pecados.
Certo de que o poder, ainda que arbitrário, é seu protetor infalível.
Se Viviane Moraes não atuou na aquisição do Master pelo BRB, estava sendo regiamente paga para fazer o quê?
Possivelmente lavagem.
Brasília sempre se lambuzou; o Master é só uma indigestão
Parte da elite política e econômica do Brasil é podre. Até aí, nenhuma novidade. O diabo é que seus líderes são cada vez mais desprezíveis e têm tornado o país insustentável
Fato: não há país e sociedade, no mundo, imunes à corrupção, seja no setor público ou no privado. O que difere, contudo — e nos difere —, é a frequência, a voracidade e a extensão.
Em Banânia, o apetite é pantagruélico; o alcance, amplo, geral e irrestrito, tal qual a Lei de Anistia que os golpistas e seus passadores de pano querem emplacar; e a frequência? Bem, como eu no banheiro durante o 25 de dezembro passado.
Desde a redemocratização, com o fim da ditadura militar, vivemos pulando de escândalo em escândalo. De novo: seja no setor público ou no privado.
A novidade no caso do Master é que, se antes a picaretagem restringia-se à esfera privada e a agentes públicos do Executivo e do Legislativo, sempre, claro, contando com a leniência do Judiciário e sua implacável sede por impunidade, agora, de forma inédita, atinge em cheio — por ora, aparentes suspeições – ao menos dois ministros do STF: Toffoli e Moraes, cada um por um BO diferente.
O de Toffoli, por enquanto, refere-se a mandar para o Supremo as investigações relativas ao rombo do banco. O motivo: uma ligeira citação a um parlamentar, e só.
Em seguida, a determinação de “sigilo máximo”; a carona em um jatinho, acompanhado do advogado do caso; a interferência na CPMI do INSS (no que tange ao Master); decisões que favorecem a defesa e uma curiosa, inédita e estapafúrdia acareação, marcada e desmarcada ao sabor dos ventos.
Já Xandão enfrenta um cenário de suspeição pública ainda maior, pois sua esposa, que é advogada, amealhou um contrato totalmente “fora da curva”, de 129 milhões de reais, para representar genericamente o banco.
Além disso, segundo matérias veiculadas pela imprensa, o ministro manteve uma série de contatos — telefônicos e pessoais — com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galipolo, para indevidamente tratar do assunto. Mas o PGR, Paulo Gonet, acha tudo normal.
Se no âmbito do Supremo — autoridade máxima de um Judiciário envolvido com relativa frequência em casos de suborno, nepotismo cruzado, vendas de sentenças e afins — a treta é bastante séria, ainda que hoje estejamos falando apenas de suposições e não de ilícitos concretos, no Congresso Nacional a situação não é melhor.
Na Câmara e no Senado, a lista de parlamentares enroscados com Daniel Vorcaro, o dono do Master, é gigante.
Na esfera do Executivo, ainda não surgiu nada de estranho relativo ao caso, em que pese a “omissão criminosa” (popularmente falando) do Banco Central.
Brasília, mais uma vez, mostra que é Brasília e nos brinda com outro show de horrores institucional, causando mais ira, desesperança e ressentimento em uma população prestes a jogar a toalha da defesa da democracia e a começar, senão a pedir, ao menos não lamentar uma ruptura institucional.
Parte da elite política e econômica do Brasil é podre, medíocre, delinquente. Até aí, nenhuma novidade. O diabo é que parte de seus líderes, já há alguns anos, é cada vez mais desprezível, e isso tem tornado o país insustentável.
A exceção vem se tornando regra. Essa gente sempre se lambuzou, é verdade, mas o excesso está causando uma bela indigestão. Uma hora ou outra não haverá Engov que resolva e o caldo, literalmente, vai derramar.
Fonte: O Antagonista, Opinião, 30.12.2025 10:09 Por Ricardo Kertzman
Se Viviane não fosse sua mulher, Moraes chamaria Polícia Federal
Fonte: UOL, Opinião, 23/12/2025 Por Josias de Souza
Atentai, carcereiros!
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Esperem só, porque isto tudo que esta fazendo o xandão, um dia será anulado, por total ilegalidade na execução.
Essa turma, hoje condenada, vai então entrar com tudo na justiça, pedindo indenização.
O contribuinte brasileiro, o otário de sempre, que ponha mão no bolso, porque esta brincadeira vai sair caro.
Se a própria Malu Gaspar disse queria uma narrativa, uma suposição por parte dela, Gonet deveria fazer o quê? Cada uma que aparece
Certa ocasião 2025 , perguntei nesse nobre espaço da TI , se existem no mundo rios de bancas advocatícias particulares familiares ” multimilionárias ou bilionárias ” pertencentes a alguns magistrados ou a seus testas de ferro , tendo como alvo preferencial as empresas ” públicas e estatais ” do Brasil , só que infelizmente até hoje ninguém me respondeu , e agora como castigo estamos colhendo o caso Master , pois acredito que é oriundo da falta de respostas dos partícipes da TI .