Toffoli, Gilmar e Gonet fazem papel vergonhoso ao defenderem Moraes

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Gilmar, Toffoli e Gonet parecem não ter medo do ridículo

Carlos Newton

É impressionante o sentimento de impunidade que determinados ministros do Supremo ostentam. Para eles, nada interessa, a não ser a autoproteção mútua, que cultivam acima da lei, da ordem e da ética, como se fossem donos do país, com poderes ilimitados.

A situação torna-se tão embaraçosa que até transmite o que se chama de “vergonha vicária”, ou seja, o constrangimento que as pessoas sentem pelos atos alheios, um sentimento internacionalmente conhecido pela expressão alemã “fremdscham”.

VERGONHA ALHEIA – O termo refere-se ao mal estar que uma pessoa sente ao testemunhar ações humilhantes, inapropriadas ou embaraçosas de outras pessoas, mesmo que ela própria não esteja diretamente envolvida na situação.

Assim, “fremdscham” é um tipo de empatia negativa, em que a pessoa se coloca no lugar do autor da gafe e se sente envergonhada com isso.

É assim que me sinto quando deparo com as notícias sobre a entusiástica defesa dos malfeitos do casal Alexandre e Viviane de Moraes. Realmente, os ministros Gilmar e Toffoli, assim como o procurador Gonet, mostram que não têm pudor nem temem o ridículo, quando saem em defesa de procedimentos inadequados, vergonhosos, aéticos e ilegais digamos assim, numa classificação em ordem de grandeza.

CONFIANÇA ABSOLUTA – Gilmar Mendes convocou a imprensa para declarar ter “absoluta confiança em relação” ao proceder de Moraes, que chegou a ligar seis vezes, num só dia, para o presidente do Banco Central, e só parou a pressão quando foi convencido por Galípolo sobre os graves crimes cometidos por Vorcaro e sua quadrilha. Aí jogou a toalha.

Toffoli agiu acintosamente, decretando sigilo, impondo prazo às investigações e convocando a acareação de três personagens dessa criminosa novela – Daniel Vorcaro, do Master, e Paulo Henrique Rocha, do BRB, que estão sob investigação, e Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do BC, que tentava encontrar uma solução sem liquidar o banco. 

Por coincidência, os três eram favoráveis à venda ruinosa do Master para o BRB. E Toffoli então convocou a “acareação”, na esperança de encontrar uma brecha para reabrir o destroçado banco de Vorcaro.

SONHO MEU – O presidente do STF, Edson Fachin, atacado de “súbita vergonha vicária”, desfez a falsa acareação e a transformou em depoimentos, realizados nesta terça-feira e que serão juntados aos autos.

No meio da confusão, surgiu o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para fazer papel extremamente vergonhoso. Mandou arquivar a investigação, dizendo que não vê “nenhum problema” em nada do que foi publicado, alegando também que a “narrativa” da pressão de Moraes permaneceu no “campo das suposições”.

Gonet também não viu “qualquer ilicitude” no contrato firmado com o Banco Master pela advogada Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes, que previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões ao longo de três anos, no total de R$ 129,6 milhões, vejam a que ponto chegamos.

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P.S. –
Gilmar, Toffoli e Gonet vão se arrepender dessa insana defesa de atos indefensáveis do ministro Moraes. A investigação não vai parar, porque ela provém do Banco Central e a Policia Federal está acumulando provas de crimes financeiros. Além disso, existe outro Poder, o Legislativo, que já está por aqui com o Supremo, vai convocar uma CPI e depois abrir processo de impeachment de Moraes. Aliás, os parlamentares têm 129 milhões de motivos para tanto, como diz o jornalista Mario Sabino. (C.N.)

10 thoughts on “Toffoli, Gilmar e Gonet fazem papel vergonhoso ao defenderem Moraes

  1. E pensar que todo esse destrambelhamento é propositado cumprinento de ordens(agenda) superiores, afim de desmantelar instituições e então imagina-se a índole de quem oculto e traiçoeiramente exerce esse poder?
    PS. Lembrando, a apátrida servilidade, egoísmo e falta de caráter de quem para tanto alçado e locupleto, mercenáriamente as transforma em infeliz e decadentes realidades!

  2. A credibilidade do STF atingiu o fundo do poço.

    Os outros ministros estão calados e envergonhados.
    Cadê você Luiz Fux, que se acha o último biscoito do pacote? O único magistrado de carreira do Supremo e se gaba disso, se bem que Flávio Dino também foi juiz federal, outro que se mantém em silêncio.

    O caso do Banco Master tem que sair da coleira do Dias Toffoli e passar para o presidente Edson Fachin, para estancar a sangria da Instituição. Não se fala em outra coisa nas bocas de Matilde.

  3. Se o saudoso amigo Francisco Bendl (seguidor e comentarista assíduo da Tribuna da Internet) ainda estivesse entre nós, eu não tenho dúvidas de que ele faria um comentário brilhante para este EXCELENTE artigo do Carlos Newton.
    O bilionário escândalo do Banco Master, com o STF e o PGR tentando proteger Vorcaro, Moraes e Viviane, envergonha o Brasil de forma nunca vista antes.
    Os contribuintes de impostos no Brasil precisam preparar seus bolsos, porque podem receber a contragosto imensa fatura relativa a tudo isso. E vai custar bem caro!

    • O governador Ibaneis Rocha do Distrito Federal deveria ser preso, por autorizar o aporte de recursos da ordem de 12 bilhões em CDBs falsos ofertados pelo Daniel Vorcaro dono corrupto do Banco Master.
      O presidente tô Banco BRB, Paulo Roberto Costa que prestou depoimento ontem na farsa montada por Dias Toffoli, me recuso a chamá-lo de ministro, também deveria ser preso por cumprir a ordem do Ibaneis sem nenhum esforço. Bando de safados se enriquecendo e empobrecendo o país. Esse rombo de mais de 40 bilhões de reais será bancado pelo contribuinte.

  4. Até agora, qual a culpa de Moraes no caso do banco Master? Malu arregou. As tais fontes, parecem originar-se de uma.

    Mas os inimigos de Moraes, os adeptos do golpismo, tentam aproveitar-se, criando ilações e fake news.

    E ainda dizem que estamos numa ditadura. Pergunto: que ditadura é essa? Todo mundo que é inimigo de alguns integrantes do STF, especialmente Moraes, acusa sem provas e nada acontece.

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