
Toffoli mantém o inquérito irregularmente no Supremo
Roberto Nascimento
O Supremo Tribunal Federal está sangrando sob a suspeita de imparcialidade, com o supercontrato da esposa do ministro Alexandre de Moraes para defender o Banco Master, ganhando R$ 3,6 milhões mensais do banqueiro Daniel Vorcaro, e com a condução do caso na relatoria avocada em bases frágeis pelo ministro Dias Toffoli, na argumentação de prerrogativa de foro, apenas porque o deputado José Carlos Bacelar (PL-BA), tentou comprar um imóvel de Daniel Vorcaro, o que não foi levado a efeito.
Então, o STF foi tragado para esse furacão de interesses pessoais, com o ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, requerendo inspeção no Banco Central, e com a notícia de que o ministro Dias Toffoli viajara no jatinho do advogado do Master para assistir ao jogo Palmeiras X Flamengo em Lima, no Peru.
SAIR FORA – Para estancar o processo de críticas contundentes à Instituição, o ministro-relator Dias Toffoli deveria devolver o processo do Master para a Justiça Federal de Brasília, porque o caso Master não vai sair do noticiário, enquanto a razão dos fatos não for restabelecida.
O ministro Edson Fachin, presidente da Corte Suprema, tem o Poder de intervir, mas o corporativismo dos ministros, em sede colegiada, poderia derrubar a decisão. L
Portanto, os ministros vão ter que suportar o tiroteio contra o STF, que vai perdendo o apoio do trade jurídico e principalmente da opinião pública, circunstância que a Câmara e o Senado mais temem, principalmente em ano de eleições.
NOVA CPI – Significa dizer, que na reabertura do ano Legislativo em 3 de fevereiro, suas excelências do Congresso, pilhadas pelos eleitores de seus Estados, ficarão tentadas a criar a CPI do Banco Master e, pior ainda, até colocar na pauta o impeachment de ministros do STF e do TCU.
Nem Davi Alcolumbre, o presidente do Senado, terá coragem para barrar o tsunami, arquivando os insistentes pedidos de impeachment, sob pena de perder a reeleição na presidência do Senado em 2027.
O fato concreto é que o assalto do Banco Master é extremamente explosivo e os credores estão encontrando dificuldades para reduzir seus prejuízos através de reembolso pelo Fundo Garantidor de Crédito.
SUPERESCÂNDALO – Quem conhece o Brasil, sabe que o escândalo da véspera é sempre superado pelo próximo, mas esse do Banco Master é um monstro de sete cabeças expelindo por todos os lados o fogo da corrupção e da lavagem de dinheiro.
É preciso estancar essa sangria, que vem derrubando a credibilidade do STF. O ministro Dias Toffoli, por exemplo, deveria se considerar suspeito para continuar Relator do Caso Banco Master. Os fatos são notórios, nem falo da viagem no jatinho do advogado do dono do Master, pois o mais grave é um irmão e um primo, pegos em negócios relacionados a um Resort no Paraná.
Para que sigilo em assuntos de interesse público?
E a implicância contra a Polícia Federal e o Banco Central não faz sentido. O STF está sangrando em praça pública, e o colegiado calado e perplexo vendo dois ministros insensatos abalarem a credibilidade do Tribunal.
EXEMPLO DO TCU – De tanto apanhar por causa do ministro relator Jhonatan de Jesus, que recuou do desejo de suspender a liquidação do Master ou manter os bens do dono do Master, Daniel Vorcaro, o TCU saiu do noticiário negativo.
Mas a bola está quicando no STF. Toffoli decidiu que todas as provas obtidas pela Polícia Federal, na segunda fase de busca e apreensão, fiquem sob custódia dele no STF. Essa decisão é escalafobética, esdrúxula e inconstitucional
Não contente, o ministro criticou a Polícia Federal, por demorar para executar as buscas e apreensões. Há uma leitura de animosidades do relator contra a PF e o Banco Central. Para bom entendedor, no mínimo o ministro deveria se declarar suspeito nesse caso Master.
Banco Master: No olho do furacão
A liquidação do Master ocorreu após suspeitas de fraude envolvendo a venda de carteiras de crédito ao BRB, banco estatal do Distrito Federal, em operação de R$ 12,2 bilhões.
A suspeita central é que o Master teria inflado artificialmente ativos — inclusive com créditos inexistentes — para melhorar sua condição financeira antes de uma possível venda.
O modelo de negócio de Vorcaro, baseado em captar recursos oferecendo CDBs com taxas acima do mercado, ajudou o banco a crescer rapidamente.
Não é crime oferecer juros altos, porém, quando o custo do dinheiro é elevado demais, surge o retorno “milagroso” de algum lugar.
Parte das suspeitas envolve fraudes grosseiras. Outra parte envolve estruturas sofisticadas de fundos e intermediações que demandam perícia técnica e abrem espaço para uma engenharia de ocultação: o dinheiro circula, passa por gestores, atravessa fundos, reaparece em ativos de baixa qualidade, dilui rastros e dificulta a responsabilização.
A pergunta mais perigosa não é apenas “quem praticou a fraude”, mas “como isso pôde existir por tanto tempo”.
Quando um esquema desse porte amadurece, a falha já não é apenas de um banco: é do ecossistema regulatório e do mercado. E, se essa percepção pública se consolida, o dano deixa de ser financeiro e se torna institucional.
O Master virou um caso explosivo porque Daniel Vorcaro acumulou conexões no mundo político e empresarial.
A tentativa de venda do banco ao BRB, aprovada pelo Cade, mas barrada pelo BC, escancarou o choque entre duas lógicas.
A lógica política é a do acordo e da mediação. A lógica regulatória é a do risco e da prudência.
Quando o Banco Central veta uma operação, está dizendo que, naquele caso, a autonomia técnica prevalece sobre a acomodação.
Esse é um ponto decisivo. A independência do BC é um dos ativos mais importantes da economia brasileira, porque reduz incerteza, melhora previsibilidade e impede que o sistema financeiro vire extensão de disputas partidárias.
Quando a crise de um banco se transforma em um cabo de guerra entre regulador e atores políticos, instala-se o pior ambiente possível: o de que regras são negociáveis conforme o poder de pressão.
A centralização da investigação sob sigilo, a relatoria concentrada, decisões incomuns e a presença indireta de ministros no noticiário criaram um risco adicional: o de o STF ser percebido não como árbitro distante, mas como protagonista da crise.
Fonte: Correio Braziliense, Economia, Política, Opinião, 16/01/2026 – 07:17 Por Luiz Carlos Azedo
Master e BTA Finance: os laços que ninguém quer que venham à tona
Com sede nos Emirados Árabes Unidos, o BTA teria servido de ponte para transitar dinheiro de clientes do Master para Dubai
(…)
Metrópoles, Opinião, 16/01/2026 18:22 Por Andreza Matais
https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/master-e-bta-finance-os-lacos-que-ninguem-quer-que-venham-a-tona
Já podemos chamar este canalha de Toffodido?
José Luis
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Executivo que atuou em negócio de Fabiano Zettel com família Toffoli é investigado por suposta lavagem para a facção paulista
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Metrópoles, Opinião, 17/01/2026 17:57 Por Andre Shalders / Andreza Matais
https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/pcc-toffoli-resort