
Cunha aponta atraso do governo em buscar alianças
Bianca Gomes
Estadão
Conselheiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e figura histórica do PT, o ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha afirma não ver razão para o partido ter comemorado a escolha do senador Flávio Bolsonaro (PL) como sucessor de Jair Bolsonaro na disputa presidencial.
Na avaliação dele, ao contrário do que sustenta a maior parte dos petistas, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seria um adversário mais fácil de derrotar do que Flávio, principalmente porque a rejeição ao sobrenome “Bolsonaro” já está “precificada” e tende a mudar pouco na campanha.
ALIANÇAS – Para o petista, o governo Lula demorou a buscar alianças com partidos de centro. Apesar de o governo ostentar seus resultados econômicos, João Paulo acredita que a economia não estará no centro do debate eleitoral, e o grande desafio do PT será fazer uma campanha sem cometer muitos erros.
A pedido de Lula, João Paulo retorna à disputa por uma vaga de deputado federal, anos depois de ter sua carreira política interrompida pelo escândalo do mensalão, que resultou em sua prisão. O ex-parlamentar traça um paralelo entre o episódio e o caso do Banco Master, sustentando que todo processo de investigação que tem como base o espetáculo não produz coisa boa para o País. “Tenho muito receio de virar um negócio de Deus nos acuda.”
O PT comemorou a escolha de Flávio Bolsonaro como candidato, pois isso tirou Tarcísio da disputa. Muitos no PT dizem que Flávio é o adversário ideal para Lula enfrentar. Concorda?
Eu não sei direito por que comemoraram. Do meu ponto de vista, a candidatura do Tarcísio era mais fácil de ser derrotada do que a do Flávio. É o contrário. Nos períodos recentes, governador de São Paulo não ganha eleição no Brasil. O padrão cultural de gestão paulista não entra no Brasil. São Paulo perdeu com Doria, que não conseguiu ser candidato, com Serra, com Alckmin, com Covas, com Quércia, com Montoro. Em segundo lugar, a rejeição do Flávio, ou dos Bolsonaro, é uma rejeição já medida, precificada. Sabemos que qualquer coisa que a gente jogar no Flávio não vai pegar, porque a rejeição já está no limite, assim como a do Lula.
Quais são os problemas do Tarcísio?
O Tarcísio é um candidato novo, meio desconhecido no Brasil, um carioca que deu certo em São Paulo, não tem charme, não tem carisma. Quando ele começar a fazer campanha no Brasil e todo mundo começar a criticar, a rejeição dele pode passar a do Flávio. Essa história de que o Tarcísio seria mais difícil (de derrotar do que o Flávio) eu acho que é uma bobagem. Ter apoio da Faria Lima não significa ter apoio do Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Ceará, Bahia. O candidato da Faria Lima invariavelmente perde a eleição.
A terceira via pode ter espaço nessa eleição?
Alguém acha que o Zema vai apoiar o Ratinho ao invés de apoiar o Flávio Bolsonaro? Que o Ronaldo Caiado, sendo preterido, vai apoiar o Ratinho em detrimento do apoio ao Flávio Bolsonaro? Não sei de onde o Kassab tirou isso. No fundo, o secretário Gilberto Kassab é uma pessoa muito experiente, muito habilidosa, mas a minha impressão é que ele está fazendo esse jogo nacional para garantir uma boa posição no Estado de São Paulo. Porque, se depender da articulação em torno do governador Tarcísio, ele está fora da vice.
O senhor nos deu uma entrevista em 2024 dizendo que Lula precisava consolidar uma aliança com os partidos de centro-direita. Esses partidos ocupam ministérios, mas não devem estar na aliança nacional. Como o senhor avalia esse cenário?
Eu acho que eu estava certo, porque está todo mundo agora atrás dos partidos do centro. Eu acho que nós perdemos um pouco do tempo. Isso que o pessoal da direção do PT e do governo está fazendo agora, ir atrás de MDB, PSD e de todos os partidos de centro, se a gente tivesse começado isso há um ano, um ano e pouco atrás, talvez estivéssemos em uma situação um pouco melhor.
Mas eu sou favorável que o governo patrocine um movimento no sentido de buscar essas alianças mais ao centro. Isso não significa que o PT deva ir ao centro. O PT tem a obrigação quase histórica de continuar sendo de esquerda, democrático, socialista, esse é o papel do PT. Agora, o governo, em função das características do Brasil, precisa sinalizar e avançar para o centro.
Flávio não é “bem mais difícil do que Tarcísio”.
No quadro atual, qualquer candidato do bolsonarismo é difícil, não pelas suas qualidades, mas pelo dessaranjo em que se meteu o Aparato Petista.
As oligarquias cleptopatriminialistas, enebriadas pela febre e o tilintar do ouro, trocaram as mãos pelos pés e permitem que o Tarcísio não precise abrir mão do Governo de São Paulo.
O picolé de chuchu tornou-se absolutamente competitivo face ao jacu de gaiola e porco anticivilizacional, Lula.
Ás elites cletopatrimonialistas, conluiadas no Aparato Petista, nem corda é necessário lhes dar pra que suicidem.
Acredito que Trump, visando economizar energia, deixou que o líder do Foro de São Paulo, fosse sozinho pro cadafalso, dado que sequer precisa de carrasco.
Uma coisa garanto, em março, será recebido na Casa Branca, pelo vendedor Trump, com os mais rasgados elogios e as mais nobres adjetivações.
Não se deve chutar cachorro morto.
Trump nem precisará apoiar o Flávio, como fez em outros países.
O Aparato Petista, ao que parece terá seu ocaso adiantado em quatro anos.
A sua velhacaria oligarca, querendo pegar os butins, egoistamente, com os pés, impediu que surgissem novas lideranças, com quem dividí-los.
Ademais para que idolatrassem o jacu de gaiola, sua juventude foi vítima de uma brutal dominação ideológica tão imbecilizante, que a torna inépta pra vida real, e mais ainda, pra Realpolitik.
Imaginem um candidato jovem defendendo o massacre do povo iraniano, como plataforma eleitoral, ou defendendo os ministrinhos do STF!
O que tem de melhor, em termo de juventude:
https://www.youtube.com/shorts/_u4qMEtO70I
É desalentador, mas tudo indica que o bolsonarismo fará Flávio duas vezes, Tarcísio, mais duas e duas vezes mais, Nikolas.
A menos que, como defende o primeiro, aia a reeleição.
A menos que, como defende o primeiro, não haja mais a reeleição.
Desculpem-me!
Esqueci da fortíssima liderança jovem, o Pedro Roussef.
Tem uma plataforma eleitoral imbatível: ser sobrinho da pior Presidente do Brasil.
Relembrem quem é este Conselheiro do Lula:
https://epoca.globo.com/tempo/noticia/2014/02/bjoao-paulo-cunha-renunciab-ao-mandato-de-deputado-federal.html
Muito bem aconselahdo!
Lupanário exposto em praça pública!
Consistência da força eleitoral do ex-mito, mesmo da cadeia
A consistente força eleitoral do ex-mito, claramente expressa na candidatura presidencial de Rachadinha, além de atropelar de saída o datado Barba e deixar Kassab pendurado na brocha com três supostos candidatos, também pôs o fantoche Tarcínico e a agregada Micheque na subalterna condição de cabos-eleitorais do filho.
E avança em direção à anistia. À sua própria, claro.
‘Fantasma’s petistas (como Cunha e outros) tentam ressurgir. Mas desapareceriam, igualmente, numa eventual derrocada de Barba.
Sr. Newton
Pelas Barbas do Profeta..!!!
Estou pensando que esse bandidão está Preso no Cadeião de Pinheiros, mas não, está livre leve e solto e é o guru do Monstro de Nove Dedos….
Só acontece do Brasil