
Conflito já ultrapassou o choque e entrou na rotina
Marcelo Copelli
Revista Visão (Portugal)
Numa madrugada gelada em Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, uma professora aposentada dorme com um casaco vestido, pronta para descer ao abrigo ao primeiro som de sirene. Quatro anos após a invasão em larga escala, a guerra deixou de ser um choque e tornou-se um estado contínuo. E, quando a guerra se instala como rotina, a política se ajusta a ela em vez de resolvê-la. Essa é a vitória mais silenciosa do conflito: não conquistar territórios, mas normalizar a guerra.
O campo de batalha estabilizou numa lógica de desgaste: avanços mínimos, perdas humanas massivas e linhas que se movem em quilômetros ao longo de meses. A frente permanece fluida taticamente, mas congelada estrategicamente — como sublinhou o Financial Times — num equilíbrio que impede tanto a derrota ucraniana quanto a vitória russa. Não é estabilidade; é exaustão organizada.
BUSCA DE SOLUÇÃO – O impasse é, sobretudo, político. Kiev não pode aceitar concessões territoriais sem comprometer sua própria sobrevivência como Estado soberano; Moscou dificilmente aceitará negociações sem ganhos que justifiquem internamente o custo humano e econômico da guerra. Entre essas duas impossibilidades, o conflito tornou-se estruturalmente insolúvel: qualquer solução realista é simultaneamente inaceitável para ambos. A guerra continua porque terminar, nas condições atuais, é politicamente mais arriscado do que prosseguir.
O impacto decisivo desses quatro anos mede-se na transformação estratégica da Europa. O continente que acreditou ter entrado numa era pós-conflito descobriu que a paz duradoura nunca foi um dado adquirido, mas um equilíbrio sustentado por poder. A desvinculação energética da Rússia, o aumento das despesas militares e o retorno da dissuasão convencional revelam uma Europa que despertou — mas despertou tarde, e sem estratégia clara para uma guerra longa.
A revitalização da OTAN simboliza essa mudança estrutural. A Aliança não retornou; a realidade voltou a justificá-la. A guerra reintroduziu a segurança dura no vocabulário europeu e encerrou a ilusão de que interdependência econômica e diplomacia multilateral bastariam para conter ambições revisionistas no continente.
DESGASTE – Ainda assim, a unidade europeia convive com desgaste crescente. O apoio a Kiev mantém-se firme, mas enfrenta inflação persistente, pressão orçamentária e fadiga social. A questão deixou de ser apenas moral e tornou-se temporal: por quanto tempo, a que custo e com que objetivo final? A Europa continua solidária, mas já não sabe exatamente que vitória considera possível — ou sequer suficiente.
Nesse xadrez prolongado, os Estados Unidos permanecem o ator indispensável. O apoio militar e financeiro de Washington foi decisivo para impedir o colapso inicial ucraniano e continua a sustentar a resistência. Contudo, a política interna americana introduz uma incerteza estrutural: cada ciclo eleitoral reabre a dúvida sobre a durabilidade desse compromisso. Como observou o The New York Times, a guerra tornou-se simultaneamente um teste de credibilidade e um risco de dispersão estratégica para os EUA.
Esse cálculo prudente contribui para o próprio impasse: apoio suficiente para evitar a derrota de Kiev, contenção suficiente para evitar uma escalada direta com Moscou. A estratégia ocidental tornou-se, assim, paradoxalmente eficaz e insuficiente — garantindo a resistência, mas prolongando a guerra.
SANÇÕES – Entretanto, Moscou adaptou-se a uma economia de guerra resiliente. A reorientação comercial para a Ásia e o controle estatal de setores estratégicos amorteceram o impacto das sanções, acelerando a fragmentação de uma ordem internacional já em transição. Muitos países do chamado Sul Global adotaram pragmatismo estratégico, observando o conflito menos como um embate ideológico e mais como uma disputa entre potências com efeitos indiretos sobre energia, cereais e estabilidade econômica.
Mas é no plano humano que a guerra revela sua dimensão mais devastadora. Milhões de deslocados, cidades reconstruídas sobre ruínas recentes e uma geração moldada por sirenes e apagões. A normalização do extraordinário — crianças que reconhecem o som de um míssil antes de aprenderem geografia — tornou-se a herança mais cruel de um conflito que já ultrapassou o choque e entrou na rotina.
Quatro anos depois, a questão central não é quem vencerá militarmente, mas quem resistirá politicamente por mais tempo. A Ucrânia luta pela afirmação de que fronteiras não se redesenham pela força; a Rússia procura demonstrar que o desgaste prolongado pode alterar equilíbrios sem confronto direto com o Ocidente. Europa e Estados Unidos enfrentam o desafio de sustentar coerência estratégica num conflito sem vitórias rápidas nem finais claros.
RISCO – O maior risco não é apenas territorial, mas psicológico e político: a banalização da guerra como pano de fundo permanente da política europeia. Conflitos prolongados não destroem apenas cidades; alteram percepções, redefinem alianças e condicionam escolhas por décadas. A Europa descobre agora que a paz nunca foi irreversível — apenas contingente.
Quatro anos depois, ninguém venceu e ninguém desistiu. O impasse consolidou-se: a guerra deixou de ser episódio e tornou-se época histórica. A pergunta essencial já não é quem ganhará, mas quanto tempo a Europa suportará viver dentro dela. Porque as derrotas decisivas não se anunciam com rendições — instalam-se quando o provisório se cristaliza e o inaceitável se banaliza. Se esse momento chegou, a vitória mais profunda será psicológica: a de uma guerra convertida em rotina.
Lula e os seus seguidores vermes asquerosos, reacionários, atrasados, corruptos, porcos, canalhas, travestidos de esquerda, usam o inócuo anti-imperialismo pra defenderem isto:
https://cnnbrasil.com.br/internacional/
protestos-no-ira-deixaram-43-mil-mortos-diz-centro-para-direitos-humanos/
Acredito que com isto o jacu de gaiola, porco anticivilizacional, pregou o último prego no seu caixão eleitoral.
Não há como transforamar esta causa desumana, bárbara, porca, asquerosa como algo de bom!
Se tivesse um candidato, pelo menos médio, este canalha, junto com seus ministros do STF, seu Aparato e as oligarquias cleptopatrimonialistas, seriam massacrados e enterrados de cabeça pra baixo.
https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/protestos-no-ira-deixaram-43-mil-mortos-diz-centro-para-direitos-humanos/
Pros jumentos: trata-se de figura de imagem.
Espero que assistam o fracasso do dseu projeto criminoso, reacionário e atrasado.
https://www.google.com/search?client=firefox-b-d&hs=8l69&sca_esv=33e5a8a572218e26&udm=7&fbs=ADc_l-acAb_3MMOAUx0zmbUpgBqRiigBgL2I_pgQa-94zvB054Dys3s2x_Qm_GJcU2DlSXieuCxH018RGsE0xvw2_HKhudJGWgXPA5hzXkv3QZ3byZGrzDQkZjTTYHi_5r57kSsoJi98mY8C1sLxDhTRjRABGV8VZjwGujATlSpyhXEWk-UzeOs5Q2x223os_FuQkYY9vbRsssrQzBHYntOVFPGohxNAhA&q=nelson+cavaquinho+fracasso&sa=X&ved=2ahUKEwjGqs6MgP-SAxXQjpUCHSwcBuEQtKgLegQIFhAB&biw=1181&bih=650&dpr=1.36#fpstate=ive&vld=cid:e7211354,vid:N7BIhLi6kh0,st:0
Ao que parece só mesmo o jacu de gaiola, Lula, ficará ao lado do Irã.
A Arábia Saudita acaba de comunicar que não tolerará ataques do Irã.
Este porco anticivilizacional poderá ver algo inédito, árabes e judeus unidos contra os vernes aiatolás.
Vejam o quadro de apiadores do Irã.
Ou seja, só sobra o jacu de gaiola, Lula. Este idiota deveria, pelo menos, calar sua boca.
As potencias militares China e Rússia, apoiam é nada, lançam notinhas e não enviam armas.
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🌍 Países ou atores que apoiam ou se alinham com o Irã
🟠 1. China
• China tem condenado os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã e pediu cessar-fogo e diplomacia. (Reuters)
• Ainda mantém relações estratégicas com Teerã, incluindo comércio de energia e cooperação diplomática, mesmo que não seja um apoio militar direto. (Reuters)
🟠 2. Rússia
• Tradicional parceiro geopolítico do Irã; ambos cooperam em várias áreas e podem ter interesses estratégicos comuns (como equilibrar a influência dos EUA). (ABC News)
• A participação russa no apoio ao Irã tende mais a ser política e diplomática, não diretamente militar. (ABC News)
🟠 3. Países com relações diplomáticas ou postura crítica aos ataques
Alguns governos criticaram as ações de Israel e dos EUA contra o Irã, mesmo que não sejam aliados formais:
• 🇧🇷 Brasil: condenou os ataques dos EUA/Israel e pediu diálogo para evitar escalada. (Reuters)
• Outros países podem pedir resolução diplomática ou não apoiar sanções fortes contra Teerã, mas isso não significa apoio militar explícito.
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🪖 Aliados não estatais e aliados regionais próximos
✔️ Hezbollah (Líbano)
• Grupo militante e político no Líbano apoiado pelo Irã; considerado um dos aliados mais fortes de Teerã na região. (Wikipedia)
✔️ Milícias no Iraque
• Grupos xiitas no Iraque recebem apoio, armas e coordenação do Irã; isso fortalece a influência iraniana no país. (Wikipedia)
✔️ Houthis (Iêmen)
• Rebeldes apoiados pelo Irã e que operam contra interesses ocidentais e sauditas no Iêmen e no Mar Vermelho. (Wikipedia)
Esses grupos não são países, mas são parte do chamado “Eixo de Resistência” liderado pelo Irã contra intervenção ocidental e contra Israel. (Wikipedia)
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🟡 Países com relações mais econômicas ou neutras
Alguns países têm relações com o Irã sem se comprometer diretamente com seu lado em conflitos:
• 🇮🇶 Iraque – governo pode ter posições críticas aos ataques estrangeiros, mas sua postura não é totalmente pró-iraniana; tem relações econômicas e políticas com Teerã. (PBS)
• 🇰🇼 Kuwait – relações diplomáticas e econômicas com Irã, embora em um contexto que busca estabilidade regional. (Wikipedia)
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🔻 Países que não apoiam o Irã militarmente
A maioria das potências ocidentais, países do Golfo (como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar), a União Europeia e os Estados Unidos rejeitam ou condenam ações militares do Irã ou criticam suas políticas regionais. (Anadolu Ajansı)
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📌 Em resumo
Apoio direto ao Irã hoje costuma ser:
• Diplomático e político, não militar, especialmente entre potências como China e Rússia. (Reuters)
• Fortalecido por relações estratégicas, econômicas ou por oposição comum aos EUA/Israel, não necessariamente por alianças formais de guerra.
• Presente de forma clara nos aliados regionais ou grupos que Teerã apóia, como Hezbollah e milícias xiitas. (Wikipedia)
Se quiser, posso te passar uma lista atualizada dos países que se posicionaram publicamente nas últimas semanas, incluindo datas e declarações oficiais.
Urge ficarmos livres deste sujeitinho, que está isolando o país internacionalmente, por causa de suas ideias de jacu de gaiola, reacionárias, atrasadas, da Era da Máquina de Escrever.
Vomito copiosamente só de ouvir seu nome.
Marcelo Copelli (Revista Visão (Portugal),porque omites o fato de que foi a Inglaterra quem ” provocou e iniciou ” a guerra da Ucrânia contra a Rússia , em troca de apoio militar , econômico e político aos golpistas de 2014 ?