Neste 6 de setembro de 2020, o pequeno mártir Bernardo Uglione Boldrini faria 18 anos de idade

Caso Bernardo: quatro anos depois, como vivem os acusados de matar o menino | GaúchaZH

Bernardo Uglione Boldrini revive na fè dos brasileiros

Jorge Béja

Parece que foi ontem, mas não foi. O meigo e pequeno “Bê”, como era carinhosamente chamado por seus amiguinhos, colegas e vizinhos, foi imolado em 14 de abril de 2014. Tinha 11 anos de idade.  Também parece que foi mentira, mas também não foi. Os que imolaram e martirizaram “Bê” até à morte foram seu pai, a madrasta, a secretária do consultório do pai e seu irmão.

E o motivo da imolação da criança também parece que foi outra mentira, mas também não foi: a incessante busca pelo amor que o pai lhe negava dar. Bernardo só queria o amor do pai e nada mais. E por isso foi assassinado!

EM MEIO À DOR – A vida do mártires é sempre dolorosa. Se já não vem ao mundo em meio à dor, o sofrimento da martirização surge no curso da vida. Sem clemência. Sem piedade. Sem compaixão. E a todos apanha. Mesmo os de tenra idade, como foram os inocentes mártires de Herodes.

Mas a justiça dos homens até que não demorou tanto a ser feita.  Cinco anos após o crime, sete jurados do Tribunal do Júri fizeram justiça.

Em março de 2019, a juíza Sucelene Verle leu a Sentença. A soma das penas passa de 100 anos. Leandro Boldrini (médico e pai de Bernardo), 33 anos e 8 meses de reclusão por homicídio quadruplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Graciele Ugulini (madrasta de Bernardo), 34 anos e 7 meses de reclusão por homicídio quadruplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Edelvânia Wirgonovicz (secretária do consultório do pai de Bernardo), 23 anos por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Evandro Wirgonovicz (irmão de Edelvânia), 9 anos e 6 meses em regime semiaberto por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

CIDADE SAGRADA – Não. A pequena cidade de Três Passos, do nosso Rio Grande do Sul, onde Bernardo nasceu e viveu até morrer aos 11 de idade, não escreveu seu nome na História como a cidade “que teve o infortúnio de ser o local onde moravam alguns monstros que detestavam crianças”, como alguém anteviu naquela ocasião.

Após condenação de réus por assassinato, túmulo de Bernardo tem homenagens em Santa Maria | Rio Grande do Sul | G1

Túmulo de Bernardo Boldrini é um roteiro de romarias 

O tempo vem se encarregando de mostrar que a nossa Três Passos é tão sacra quanto a pequena Riva, de Domingos Sávio, quanto Assis, de Francisco, ou Narvonne, de Sebastião, Lima, de Rosa, Pádua, de Antonio. Ávila, de Teresa, Salvador, da irmã Dulce, Guaratinguetá, de Antonio de Sant’Ana Galvão…

Túmulo de Bernardo tem homenagens em Santa Maria |“BÊ” VIVE… – O pequeno mártir Bernardo Uglione Boldrini não morreu. “Bê” vive. Vive entre nós, como este mesmo lindo sorriso, este mesmo lindo rostinho, este mesmo lindo olhar. A vida é eterna. E a eternidade está no Espírito e não na carne, que tem início, meio e fim.

Bernardo vive e opera milagres. Basta pedir. Basta ter fé. Basta rogar que “Bê” intercede a Deus por nós. Bernardo viajou de Três Passos para ficar perto de Deus e na elevação dos altares. Neste 6 de Setembro de 2020 Bernardo estaria completando 18 anos de idade.

5 thoughts on “Neste 6 de setembro de 2020, o pequeno mártir Bernardo Uglione Boldrini faria 18 anos de idade

  1. A maldade humana não tem limites!

    Casos como esse me fazem pensar sobre a intenção do Criador quando elaborou o ser humano, e o colocou para viver neste planeta.

    Para isso?
    Para essas atrocidades?
    Para essas demonstrações de crueldade e sadismo contra os próprios filhos??!!
    Ou de filhos que trucidam seus pais por motivos os mais insanos e injustificáveis?

    Ao longo do tempo que existimos, três e meio, quatro milhões de anos, a nossa história é recheada de maldades, genocídios, matanças, dores e sofrimentos infligidos a quem não gostamos.
    Preconceitos, rejeições, segregações, aversões, têm constituído a espécie humana, a obra divina mais complexa, pelo fato de sermos a única espécie com inteligência.

    Mas, o nosso raciocínio seria utilizado para esse fim?
    Para nos matar, e da forma mais hedionda possível?
    Ou nos criou somente para que sofrêssemos, padecêssemos, para depois nos punir com rigor implacável, como fez com os primeiros humanos que o desobedeceram?

    Que Deus será esse, que nada faz para impedir que sejamos maus, a ponto de deixarmos de lado o nosso próprio sangue e carne para tirá-lo dessa vida?

    O assassinato de Bernardo e de outras crianças assassinadas pelos seus pais, eu diria que contestam o que deve ser sagrado, divino, pois substituído pelo egoísmo, pela vaidade, por uma existência sem compromisso, sem obrigações, até mesmo com aqueles que fomos seus responsáveis pelos seus nascimentos.

    Se rejeitamos nossos filhos, se os matamos, se os abandonamos, que tipo de pessoa somos?
    Que tipo de ser humano devemos ser qualificados?
    Haverá perdão para esse homem, para essa mulher, até mesmo para Deus, que os criou com tamanha maldade?

    E não me venham com essa história de “livre-arbítrio”, pois matar ou não é mera decisão, simples escolha, nada com relação ao poder que temos de dar sequência à obra divina, que é a junção do homem e da mulher para o surgimento de outra vida!

    Esta decisão, que seria a mais importante de nossas vidas, até porque a dois, homem e mulher,, é o livre-arbítrio, pois trazer uma nova alma para esse planeta pode ser ou o nosso fim ou a continuação da espécie humana em condições melhores!

    A responsabilidade de um filho, o seu sustento, educação e formação, é o maior compromisso do ser humano perante o seu Criador, perante o Universo, e com a existência do que está ao nosso redor nas suas diversas formas.

    Matá-los, como se nada fosse, é cuspir no poder que nos foi dado para nos aproximarmos do Todo-Poderoso, a criação.
    Se Deus precisou que a mulher, humana e expulsa do paraíso e com a punição de ter os seus filhos com dores, de modo que o Seu Filho nascesse no nosso meio, possui com o seu parceiro o poder da vida; aniquilá-la, dessa forma é rejeitar a si mesmo, rejeitar o mundo, rejeitar depois do poder de criação que nos foi dado – então o livre-arbítrio -, é rejeitar ao mesmo tempo o prêmio concedido pelo sagrado quando temos um filho:
    o amor!

    A morte de Bernardo e de inúmeras crianças pelos seus pais, nos enseja vários questionamentos a Deus.
    O principal:
    somos seus fantoches?

    Que espécie foi essa que criou, que desconsidera a própria vida e que foi morta naquela criança porque nascida do casal que ora a mata cruelmente?

    Se matar qualquer ser humano não pode haver o castigo de ser morto porque suprema contradição, e não nos foi dado esse poder, a não ser de criar e não matar, a punição deveria ser a esterilização e a cadeia, em consequência.

    Aquele casal não pode e não deve ter mais a condição de gerar filhos, e de sentir o amor que negaram à cria, o supremo sentimento que nos foi dado de presente.

    Bernardo está bem, certamente em paz.

    Deve estar ao lado de Deus, porém saberá usar do poder maior que podemos imaginar o seu alcance e importância, o perdão!?
    No entanto, é somente ele que pode concedê-lo, e mais ninguém.
    E, naturalmente, não pode ser dado em vida, mas depois da morte de seus assassinos, quando irão se defrontar com o resultado do ato criminoso, e saberão se lhes foi dado o perdão imerecido!

    Se, um dia, Bernardo foi amado, certamente ele perdoará seu pai e madrasta.
    Se ele jamais soube o que seria o amor, pois jamais o sentiu de seus responsáveis, então não saberá lhes perdoar, pois destituído desse sentimento, logo, não pode conceder o que não tem e não sabe.

    Valeu, eminente dr.Béja.
    Importante a sua lembrança nessa data.
    Mais ainda:
    nos fazer pensar sobre nossos compromissos, nossas responsabilidades, nossas obrigações com aqueles que fomos seus genitores, que os criamos, e iremos amá-los para sempre, pois essa é a função da espécie humana nesse planeta do Universo sem fim!

    Um abração.
    Muita saúde e paz.
    Cuide-se!

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