Selvageria do Hamas é sinal de um novo mundo multipolar, brutal e imprevisível

Terroristas do Hamas aproveitam-se de um mundo sem uma potência dominante, em sinal mais recente do fim da era da "pax americana"

Hamas aproveita-se da falta de uma potência dominante

William Waack
Estadão

A selvageria do Hamas é um sinal apropriado para esse mundo novo, mais brutal e imprevisível. Que já chegou: o mundo multipolar no sentido atual da expressão, ou seja, um mundo sem uma potência hegemônica. Esse mundo novo encerra 70 anos do que os historiadores já chamam de “longa paz”.

Nesse novo período, a Rússia iniciou a maior guerra na Europa desde a última conflagração mundial. A China se prepara para abocanhar Taiwan. E na percebida ausência (ou decadência) de uma potência dominante, uma série de líderes e grupos armados regionais considera que o momento favorece ações agressivas, cujos benefícios superariam os riscos.

TÁTICA DO HAMAS – É claramente o que fez o Hamas. Esse grupo terrorista integra um “arco de resistência” formado por países e grupos religiosos muitas vezes inimigos entre si, mas dedicados a diminuir ou eliminar a capacidade dos Estados Unidos de projetar poder no Oriente Médio ampliado.

As imagens do formidável porta-aviões Gerald R. Ford rumo ao mediterrâneo oriental depois dos ataques do Hamas são significativas. O que consegue uma “strike force” dessa magnitude quando os dilemas estratégicos na super potência nessa região nunca foram resolvidos?

Ao contrário, os americanos pagam até hoje o preço da estúpida decisão de 2003 de invadir o Iraque. E de não saber o que fazer durante a larga desintegração do mundo árabe na sequência de eventos de 2011 — a não ser manifestar o cansaço de ser “polícia do mundo”.

A REBOQUE DE ISRAEL – Sucessivas administrações americanas foram a reboque de Israel na marcha de décadas para dentro de um dilema fundamental. Ao abocanhar a totalidade dos territórios árabes e suas populações no lado ocidental do Rio Jordão, como vem fazendo, Israel ou deixa de ser um estado judeu ou deixa de ser um estado democrático — alerta que o próprio serviço secreto interno israelense já fazia em 1998.

Nesse sentido, o que a carnificina injustificável praticada pelo Hamas expõe vai além da complexidade do conflito árabe-israelense. Um dos objetivos dos terroristas é torpedear os acordos de Abraham, a tal “normalização” das relações de Israel com vários países do Oriente Médio ampliado que incluiria até a Arábia Saudita.

IMPOR SOLUÇÃO – Trata-se, portanto, de quem é capaz de impor qual tipo de “solução” não apenas para o conflito mais antigo da atualidade. Mas, sobretudo, com quais alianças regionais associadas a quais “potências de fora”.

Nos últimos vinte anos execrou-se o excepcionalismo americano, também pela assessoria internacional do governo brasileiro, a mesma que exalta a “dimensão internacional” da atuação do Hamas. À espera do “mundo multipolar”. Que está aí, para cada um apreciar como quiser.

6 thoughts on “Selvageria do Hamas é sinal de um novo mundo multipolar, brutal e imprevisível

  1. GAZA SABIA DE TUDO? ISRAEL NÃO SABIA DE NADA? Foi dito que o presidente Franklin Delano Roosevelt foi avisado do iminente ataque a Pearl Harbor, mas que ele precisava do ódio do povo americano para justificar sua entrada na II Guerra Mundial. Dois milhões de habitantes de Gaza não sabiam de 500 quilômetros de túneis? Para onde foi toda a terra, entulhos, escórias saídas dos túneis? O melhor serviço secreto do mundo também não sabia de nada, não tinha um informante sequer competente? Somente as crianças acreditam em Papai Noel e Papai do Céu? (L. C. Balreira).
    QUEM MATA EM NOME DOS DEUSES VAI PARA O ‘’PARAÍSO’’? VAI SE ENCONTRAR COM OS VERMES? OU VAI SER DESINTEGRADO PELAS CHAMAS DA CREMAÇÃO? A verdade: As religiões são organizações criminosas arrogantes, prepotentes, controladoras, invasoras de corpos e mentes, dominadoras, teocráticas, escravagistas, sectárias! Por isso mesmo, vivem, há milhares de anos, mergulhadas em sacrifícios de sangue, holocaustos, guerras santas, chacinas, apocalipses sanguinários, armadedons ideológicos, catástrofes humanitárias! (L. C. Balreira).
    DEUSES E APOCALIPSES! A grande mídia aberta brasileira drogada, deísta, religiosa, alienada, prostituída, está trazendo muitos ‘’cientistas políticos’’ (como se a Ciência não repudiasse esse termo incompatível, incoerente e paradoxal entre si) para a afirmar que as 3 religiões mais sanguinárias da história da humanidade nada têm a ver com as carnificinas Gaza-Israel! Pelo amor da Ciência! Essa grande meretriz de comunicação de massa não encontra limites para sua canalhice, falsidade, hipocrisia! Por isso ela quer acabar com a Internet e redes sociais; isto é, para ter o monopólio e domínio absoluto das mentiras! (L. C. Balreira).
    JOHN LENNON, O GRANDE! Quão maravilhosa seria a vida humana, e glorioso o meio ambiente, se, como disse o Beatle John Lennon, as religiões não existissem? (canção ‘’Imagine’’). Somente ateus-científicos, centenas de milhares ou milhões de cientistas solucionando problemas biopsicossociais e ambientais? Fim das guerras, carnificinas, genocídios religiosos? Lembrando: ateísmo-científico nada tem a ver com ateísmo político, comunista, fascista ou nazista! O ateísmo-científico está há 4 séculos invadindo lares, hospitais, nações, levando amor e resolução de problemas, máquinas acabando com a escravidão, trabalho e estudo para as mulheres escravizadas pelas religiões patriarcais; ciência e suas tecnologias e engenharias promovendo bem-estar, comodidades, dignidade humana. As armas de guerra das tecnologias científicas ficam por conta e responsabilidade da índole política, religiosa, preconceituosa, egocêntrica, ambiciosa, que envolvem, que capturam, que abduzem os cientistas para esse mundo-lixo, esse lado obscuro, assassino, invasor, conquistador genocida, da humanidade, tão glorificado na Bíblia judaico-cristã, na História Geral escolar, nas Grandes Mídias Ocidentais e globais (filmes policiais, documentários históricos e heroicos das grandes guerras, dos grandes conflitos entre povos ou idades antigos! (L. C. Balreira).

  2. Autor desconhecido:-
    “Tira-se o pé da m. pra pisar na b., pois defender qualquer lado é errado. Pelo fanatismo religioso esquece até o que Deus prega, inclusive no Alcorão (eu já li). O mundo está em franco declínio. A ciência. As pessoas. O comportamento. As atitudes. Já não há mais descobertas. Ninguém mais é inocente por desconhecer o que quer que seja. O desprezo a Deus e o desrespeito aos demais tomaram conta. Tá na hora de incentivar o Coreano maluco a apertar o botão vermelho. Daí o Japão aperta. Daí a China aperta. Daí os EUA apertam. Daí a Rússia aperta. Daí os europeus e israelenses apertam. Daí chega de toda essa merda. Deus deu capacidade ao homem pra construir essas armas que é pra fazer o trabalho dele no apocalipse. Já tá tudo pronto. E se alguém aí tiver o contato do coreano maluco, digam que eu xinguei ele de frouxo, v. e filho de uma p. e que não é homem suficiente para como primeiro, apertar o botão!

  3. Associar-se ao Irã.

    Passar pano para a Venezuela.

    Ser dúbio e sequer condenar expressamente o Hamas.

    É optar pelo lado errado neste capítulo da História.

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