Dark Horse: o que a PF pediu à Ancine para esclarecer sobre o filme de Bolsonaro

Flávio Bolsonaro acusa governo Lula de usar máquina pública em campanha e aciona TSE

Desta vez, Moraes conseguiu acertar, ao propor união nacional pela segurança pública

Charge do Miguel Paiva (Instagram) | Sobral em Revista

Charge do Miguel Paiva (Sobral em Revista)

Vicente Limongi Netto

Declarações do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federa l(STF), são para serem analisadas, porque causam efeito imediatos no país, gostemos delas ou não. Xandão não joga conversa fora e exerce com autoridade sua liderança sobre os outros ministros.

Fora da Suprema Corte, Moraes também tem seguidores valiosos, como o presidente Lula e o senador Davi Alcolumbre, que preside o Congresso. Nesta segunda-feira, dia 24, Moraes foi claro e enfático, ao afirmar que a segurança pública é questão de interesse nacional.

CONCLUSÃO ÓBVIA – Realmente, governo federal e governos estaduais precisam trabalhar unidos. Nessa linha, recordo e destaco o que escrevi sobe o tema, no meu artigo do dia 17 de agosto, aqui na Tribuna da Internet:

“A violência urbana nos Estados não é combatida como deve ser pelos governadores, que dispõem da Policia Militar e da Policia Civil. Nota-se no discurso bolsonarista insinuações surradas de que a culpa é do governo federal pela violência em geral”.

Infelizmente, os governantes insistem em não enxergar a realidade que se apresenta diante deles.

Dark Horse: Flávio é cobrado sobre dinheiro de filme e reage atacando Lula e Banco Master

A desvairada e insana fantasia de Augusto dos Anjos, o “poeta da morte”

A Esperança não murcha, ela não... Augusto dos Anjos - PensadorPaulo Peres
Poemas & Canções

O advogado, professor e poeta paraibano Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos (1884-1914) era conhecido como o “poeta da morte”. Foi um dos principais expoentes do simbolismo e do pré-modernismo brasileiro. Seu poema mais famoso é “Psicologia de um Vencido”, amplamente conhecido por seus versos iniciais marcantes (“Eu, filho do carbono e do amoníaco”). Outro forte concorrente em popularidade é “Versos Íntimos”, famoso pelo trecho final ácido (“A mão que afaga é a mesma que apedreja”

Também é famoso o soneto “Insânia”, em que ele mergulha suas fantasias e parte em busca do passado para alcançar o futuro.

 
INSÂNIA
Augusto dos Anjos

No mundo vago das idealidades
Afundei minha louca fantasia;
Cedo atraiu-me a auréola fulgidia
Da refulgência antiga das idades.

Mas ao esplendor das velhas majestades
Vacila a mente e o seu ardor esfria;
Busquei então na nebulosa fria
Das ilusões, sonhar novas idades.

Que desespero insano me apavora!
Aqui, chora um ocaso sepultado;
Ali, pompeia a luz da branca aurora.

E eu tremo entre um mistério escuro:
– Quero partir em busca do Passado,
– Quero correr em busca do Futuro.

Recuo do PT destrava bilhões do Fundo Eleitoral e PL fica com a maior fatia

PF rastreia negócios bilionários envolvendo Lulinha, Careca do INSS e lobista

PF aponta dinheiro em espécie e despesas pagas por lobista para Lulinha

Defesa diz que setores da PF tentam interferir em eleição

José Marques
Folha

Investigação da Polícia Federal afirma que a lobista Roberta Luchsinger fazia “significativas movimentações de dinheiro em espécie” e que usou uma parte desses valores para pagar uma agência de turismo que bancou a viagem de Fábio Luís Lula da Silva, o filho mais velho do presidente Lula.

Em documento que fundamentou a abertura de um inquérito contra Lulinha, como Fábio Luís é conhecido, a PF destaca que em 25 de junho do ano passado o motorista de Roberta fez “duas coletas em espécie com terceiro desconhecido” nos valores de R$ 100 mil e R$ 200 mil.

REPASSE – Desse total, diz o órgão no texto ao qual a Folha teve acesso, R$ 50 mil foram repassados a uma agência de viagens que havia emitido passagens para Lulinha e Roberta —nesse mesmo dia, o serviço da agência foi usado para pagar passagens no valor de R$ 2.000 para os dois, de Brasília ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Em agosto do mesmo ano, Roberta afirmou em um diálogo transcrito pela PF que não iria mais poder gastar com passagens, porque já estava gastando R$ 100 mil por mês em uma casa usada por Lulinha. Essa conversa de agosto foi divulgada inicialmente pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha.

Procurada, a defesa de Lulinha disse que “setores da PF instrumentalizados por interesses políticos-eleitorais seguem tentando interferir nas eleições de 2026” e diz que não é provado nos autos que esse dinheiro foi usado para pagar as passagens.

QUEBRA-CABEÇA – “É um verdadeiro quebra-cabeça de ilações fruto da irresponsabilidade daqueles que não têm um verdadeiro projeto ou programa para o país. Isso nos remete ao pior que ocorria durante a época da finada Operação Lava Jato”, afirma o advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho.

Também procurada, a defesa de Roberta Luchsinger disse que não iria comentar “conversas que supostamente são retiradas de um relatório que está sob sigilo”. Em representação que trata de investigação sobre Lulinha por suspeita de tráfico de influência, a PF afirma que Roberta usava seu motorista, Ulisses Barbosa Viana Júnior, “para realizar significativas movimentações de dinheiro em espécie”.

A polícia destaca o recebimento dos R$ 300 mil em 2025. Na ocasião, Roberta diz a Ulisses: “Quando você pegar o dinheiro me avisa”. Ele responde: “Acabei de pegar tudo, tô levando pra sua residência. Não contei… pq está em pacotes lacrados”. “Chegando na residência eu passo o valor total. Uns 20 min”, diz o motorista, que, em seguida, afirma que são “100 + 200”.

“ATRÁS DAS ROUPAS” – Roberta pede para ele depositar R$ 50 mil na conta da consultoria dela e R$ 50 mil na conta da agência de viagens. Também pede para tirar outros valores e dar a pessoas não identificadas pela PF. Ulisses responde “ok”, depois manda uma foto de um armário e diz: “Restante tá atrás das roupas”.

A lobista também manda ao motorista uma captura de tela com o bilhete eletrônico do voo que fará com Lulinha. Ela diz que chegará com ele pela entrada das autoridades às 16h30, e avisa: “cê esteja lá, por favor”. A PF não menciona a qual casa se refere Roberta no diálogo de agosto, mas ela alugava uma em Brasília que também era usada por Lulinha, segundo um processo trabalhista apresentado contra a lobista.

Como a Folha mostrou, a PF apontou que Lulinha atuava em “comunhão de interesses econômicos” e conduzia negócios em conjunto com Roberta, que trabalhava para obter contratos com o governo federal.

“SOCIEDADE OCULTA” – O órgão indicou a suspeita de que Lulinha, Roberta e Fernando Bittar —empresário que era um dos donos do sítio de Atibaia (SP) investigado na Lava Jato— mantiveram uma “sociedade oculta” em negócios relacionados à Cannabis medicinal, que tentaram vender ao Ministério da Saúde.

O inquérito da PF trata de suspeitas dos crimes de corrupção e tráfico de influência nas tentativas de obter autorização para a comercialização com a pasta e está sob relatoria do ministro André Mendonça, do STF. As investidas no Ministério da Saúde não prosperaram. Lulinha é alvo de outros dois inquéritos na corte.

DESPESAS – A investigação da PF também aponta que a lobista Roberta Luchsinger pagou R$ 217 mil em faturas de cartão de crédito, financiamento de um veículo e outras despesas para Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula. Os pagamentos ocorreram em 2024, mesmo período em que, de acordo com a PF, ela trabalhava para obter contratos relacionados à Cannabis medicinal.

A defesa de Marcola disse que ele “jamais encaminhou qualquer documento referente a compras ou licitações no âmbito do Ministério da Saúde ou da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, e que os valores são relativos a um empréstimo pessoal.

Pix: a velocidade que revolucionou os pagamentos agora desafia o combate às fraudes

Mendonça desafia Gonet e ameaça manter a investigação de Lulinha no Supremo

Enfiados na lama até o pescoço, Lula  e Flávio fingem que não é com eles…

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Charge do J.Caesar (Veja)

Dora Kramer
Folha

A autorização para que a Polícia Federal tenha acesso aos dados colhidos pela Polícia Civil de São Paulo sobre a produtora do filme “Dark Horse” provocou tremores de regozijo entre militantes indignados com notícias que transpiram das investigações sobre tráfico de influência envolvendo um filho, uma amiga lobista e o ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio da Silva (PT).

Estaria aí pavimentado o terreno para uma paridade de vazamentos com potencial mútuo de constrangimentos. No caso do filme, a suposição é a de que, a partir da PF, comecem a ser conhecidas as informações que Flávio Bolsonaro (PL) prometeu, mas não forneceu, sobre as andanças dos milhões de Daniel Vorcaro de um fundo no Texas (EUA) até o caixa da Go Up Entertainment — e dali sabe-se lá para onde.

RECEBEU EMENDAS – A dona da produtora, Karina Ferreira da Gama, aparece como destinatária, por intermédio de duas agremiações, de recursos em emendas parlamentares de autoria de cinco deputados federais do campo da direita.

Da investigação compartilhada com a PF consta a suspeita de fraude em licitação da Prefeitura de São Paulo, no valor de R$ 108 milhões, vencida pelo Instituto Conhecer Brasil, também de Karina.

Material para o embate, portanto, não falta. A questão em aberto é a motivação para a guerra entre duas campanhas à Presidência da República. O problema não são os vazamentos, mas o fato de um lado servir de vidraça e o outro ficar livre para atirar as pedras.

NA CORDA BAMBA – Quando ficam os dois candidatos na berlinda, há respiros de alívio pelo equilíbrio restabelecido, como se não houvesse mal algum estarem na corda bamba esticada sobre um pântano, arriscados a enfiarem suas almas na lama.

Os candidatos fogem de cobranças e fazem de conta que não é com eles. Lula dá entrevistas mandando o filho se explicar, mas Lulinha não se explica, só reclama por intermédio da defesa. E Flávio Bolsonaro diz que não lhe cabe prestar contas de uma “página virada”.

É como estamos – sem a menor noção de onde iremos parar.

“Vazamentos seletivos” aproximam petistas no caso Lulinha e bolsonaristas no caso Vorcaro

Interlocutores do presidente atacam PF por vazamentos

Gabriela Echenique
Folha

A campanha de Lula tem elevado o tom contra o que chama de vazamentos seletivos da investigação que apura a atuação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, nas fraudes do INSS. A crítica é a mesma feita por bolsonaristas no início do ano após a divulgação de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Em maio, o coordenador da campanha de Flávio, Rogério Marinho (PL-RN) pediu que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça apurasse a divulgação “seletiva” dos áudios. No mesmo mês, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi às redes para atacar o site The Intercept Brasil, que divulgou os áudios e disse que o vazamento seletivo era feito para “assassinar a reputação de Flávio Bolsonaro”.

DESCONFIANÇA – A divulgação provocou uma crise na campanha e aumentou o clima de desconfiança no PL. Já o PT aproveitou o desgaste e passou a usar o caso para atacar o senador.

Agora, o cenário se inverteu. O que veio à tona sobre a atuação do filho do presidente Lula com lobistas que atuavam no esquema do INSS tem gerado desgaste na campanha petista. São os governistas que passaram a criticar os vazamentos, inclusive com acusações à PF (Polícia Federal).

“Nas últimas semanas ele vem sendo atacado pelo covarde expediente do vazamento seletivo de supostas informações. É covarde porque ele já se colocou à disposição da Justiça para prestar quaisquer esclarecimentos e nunca foi chamado; é covarde porque, assim, não lhe é dado o direito de defesa”, disse o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares.

Piada do Ano! Para eleger Lula, São Paulo “importou” senadoras de outros Estados

A eleição para o Senado é uma só: @MarinaSilva e @simonetebetbr caminham juntas por São Paulo. É preciso ter clareza na hora de votar: quem escolhe Marina, escolhe também Simone. Quem escolhe

E a política vai ficando cada vez mais esculhambada…

Carlos Newton

Ulysses Guimarães, Franco Montoro, Mário Covas, Auro Moura Andrade, Severo Gomes, Herbert Levy, Carvalho Pinto e Ranieri Mazzilli, entre muitos outros expoentes da política paulista na Câmara e no Senado, devem estar se perguntando onde erraram por estarem sendo substituídos por políticos que não representam São Paulo, mas são eleitos pelo voto dos paulistas.

A decepcionante indagação procede. Afinal, São Paulo elegeu Rosangela Moro, Eduardo Bolsonaro e Tiririca para a Câmara em 2022, e agora despontam como favoritas para o Senado as ex-ministras Marina Silva, do Acre (Meio Ambiente), e Simone Tebet, do Mato Grosso do Sul (Planejamento). As duas nada conhecem sobre São Paulo, jamais moraram lá, mas aceitaram esse falso papel de representar os paulistas no Senado Federal.

EXEMPLO DE SP – Marina e Simone deixaram em abril o governo para tentar conquistar essas importantes cadeiras e aumentar a votação em Lula e Fernando Haddad, além de fortalecer a base de apoio a mais um possível governo do PT, com Lula na Presidência pelo quarto mandato. Nesse caso, como ficarão os verdadeiros interesses do Estado de São Paulo?

O Estado de São Paulo tem 46 milhões de habitantes e 35 milhões de eleitores, responde por 31,5% do PIB nacional, enquanto o Acre de Marina Silva produz 0,2% do PIB e tem apenas 650 mil eleitores.

Já o Mato Grosso do Sul de Simone Tebet tem cerca de dois milhões de eleitores e 1,7% do PIB Nacional. Em 2022 foi candidata à Presidência da República e apoiou Lula firmemente no segundo turno, o que lhe garantiu um posto ministerial nas sombras do todo-poderoso ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de quem nunca discordou.

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P.S. 1 –
Aliás, as duas futuras senadoras foram um fracasso como ministras.  Simone Tebet deu força à política suicida de elevar a dívida pública irresponsavelmente, com o presidente Lula consagrando sua teoria de que “o dinheiro tem de sair de onde está, para ser aplicado onde deveria estar”. E Marina Silva não somente deixou o desmatamento da Amazônia se expandir, como também boicotou o licenciamento de projetos importantes para o desenvolvimento nacional.

P.S. 2 – É necessário pôr fim a essa situação vexaminosa de um político ser eleito por um Estado onde jamais morou. Isso demonstra que existe uma brecha indevida na legislação eleitoral, porque a representação parlamentar deve ser verdadeira, com cada um defendendo seu Estado de origem ou onde realmente reside.

P.S. 3Antigamente, não havia essa esculhambação. Lembro que o marechal Henrique Lott, ex-ministro da Guerra, foi impedido de disputar o governo do Estado da Guanabara, porque seu endereço eleitoral era em Petrópolis, uma cidade do antigo Estado do Rio. Mas a lei que valeu para Lott não vale para Marina, Simone, Rosangela, Eduardo e Tiririca. (C.N.)       

Lulinha e o trânsito de influência que levou o Careca do INSS ao governo Lula

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Lulinha paga R$ 35 mil por mês para morar em edifício de luxo em Madri

Apartamento de Lulinha tem 250 metros quadrados

Guilherme Waltenberg
Poder360

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vive com a mulher e os dois filhos em um condomínio de alto padrão no bairro de La Moraleja, em Madri, na Espanha.

O imóvel tem aproximadamente 250 metros quadrados e o custo mensal estimado com aluguel, taxas e despesas chega a cerca de 5.800 euros, o equivalente a aproximadamente R$ 35 mil.

PADRÃO CLASSE A – Lulinha iniciou o processo de mudança para a Espanha em 2024 e passou a viver definitivamente no país com a família em dezembro de 2025. O condomínio onde mora, El Jardín de La Moraleja, fica em uma área residencial de alto padrão conhecida por reunir empresários, artistas e jogadores de futebol.

Entre os moradores conhecidos da região estão os brasileiros Vinicius Junior e Rodrygo, jogadores do Real Madrid. O ator Richard Gere também possui residência em La Moraleja.

O apartamento de 250 metros quadrados ocupado por Lulinha fica na Camino de los Jardines, dentro de um condomínio fechado com controle de acesso e segurança.

ALUGUEL CARO – Segundo informações obtidas pelo Poder360 com uma corretora que atua no mercado imobiliário de Madri, o aluguel básico de um apartamento semelhante no empreendimento é de aproximadamente 5 mil euros mensais, cerca de R$ 30 mil.

Além do aluguel, o custo total pode incluir condomínio, impostos, manutenção e contas básicas. Considerando essas despesas, a estimativa é que a família desembolse aproximadamente 5.800 euros por mês.

O condomínio possui três piscinas, sendo uma coberta, sauna, academia, salão de festas, salas para reuniões, espaço de coworking e áreas verdes para circulação dos moradores.

NOVA EMPRESA – Lulinha também abriu uma empresa na Espanha. A Synapta foi registrada em janeiro de 2026 e tem como atividade principal o setor de informática.

A empresa possui endereço fiscal em um prédio de coworking localizado em uma área valorizada de Madri. Segundo a reportagem original, não há informações públicas que permitam determinar com precisão qual é a atividade desenvolvida pela empresa ou como ela gera receita. Também não foram esclarecidas publicamente as fontes de renda utilizadas por Lulinha para custear a permanência da família na Espanha.

No mercado imobiliário espanhol, é comum que proprietários e imobiliárias exijam comprovação de renda para a aprovação de contratos de locação. Uma referência frequentemente utilizada é que o custo do aluguel não ultrapasse aproximadamente um terço da renda do locatário, embora essa não seja uma regra legal geral.

RENDA MUITO ALTA –  Caso esse parâmetro tenha sido aplicado ao contrato de Lulinha, um custo mensal de 5.800 euros poderia exigir comprovação de renda ou faturamento próximo de 17.400 euros mensais, aproximadamente R$ 104 mil.

A mudança definitiva para a Espanha ocorreu no mesmo período em que veio à tona o escândalo envolvendo fraudes em descontos de aposentadorias e pensões do INSS.

Lulinha é citado em três inquéritos da Polícia Federal, nos quais é investigado por suspeitas relacionadas a tráfico de influência e corrupção. Ele não é réu em nenhum deles e, até o momento, não houve condenação.

MESADA DO CARECA – Em dezembro de 2025, o Poder360 publicou o relato de uma testemunha que afirmou que Lulinha receberia uma mesada de R$ 300 mil de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como um dos principais personagens investigados no esquema. A acusação é objeto de investigação e não representa, por si só, comprovação de crime.

O filho de Lula também aparece em investigações relacionadas à atuação conjunta com a lobista Roberta Luchsinger, herdeira de um acionista do Credit Suisse.

Segundo informações divulgadas pelo Poder360, os dois teriam atuado na tentativa de viabilizar contratos milionários com o governo federal durante o atual mandato de Lula. A condição de filho do presidente é apontada como um possível fator de influência nas relações com integrantes do governo. No entanto, eventual enquadramento criminal dependeria da comprovação de que essa influência foi efetivamente utilizada para obter vantagem ou benefício indevido.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Lulinha aprendeu tudo com o pai e se tornou um fenômeno nos negócios. Ganhava R$ 600 como empregado do Zoológico. Ficava olhando os macacos trepando nas árvores e assim aprendeu a subir na vida sem fazer força. É realmente um fenômeno, como diz o orgulhoso papai. (C.N.)

Debate-mico da Band transforma púlpitos vazios de Lula e Flávio em arma eleitoral

Dino libera PF para acessar dados de operação sobre produtora de filme de Bolsonaro

PF avança em investigação sobre emendas

Márcio Falcão
Reynaldo Turollo Jr
Valdo Cruz
G1

A Polícia Federal (PF) vai ter acesso a elementos reunidos pela Polícia Civil de São Paulo durante busca e apreensão no Instituto Conhecer Brasil (ICB), que é ligado à produtora do filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os dados encontrados pela Polícia Civil de São Paulo vão ser analisados no inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar a suspeita de que emendas parlamentares podem ter abastecido a produção “Dark Horse”.

AUTORIZAÇÃO – O compartilhamento do material foi autorizado pelo ministro Flávio Dino no dia 21 de agosto. A decisão é sigilosa e foi revelada pelo Jornal O Globo. A Polícia Civil de São Paulo investiga se parte dos recursos foi desviada para financiar o filme “Dark Horse”.

Ao STF, a PF argumentou que o Instituto está no centro da apuração sobre emendas e que os elementos recolhidos pela Polícia Civil em endereços da ONG, da empresária Karina Ferreira da Gama – dona do instituto e sócia da produtora Go UP -, e de outras empresas, podem ajudar a aprofundar e até acelerar a investigação.

A ideia é que os investigadores possam analisar dados de computadores, celulares, documentos contábeis, notas fiscais, comprovantes de pagamentos e registros financeiros, que seriam relevantes para o inquérito. Foram liberados dados brutos e também relatórios já produzidos sobre as mídias apreendidas.

PERTINÊNCIA – O ministro Flávio Dino considerou que o pedido e a justificativa da PF eram pertinentes e estavam de acordo com o entendimento do STF para esse tipo de compartilhamento.

O inquérito foi aberto depois que Dino pediu uma apuração da Controladoria-Geral da União sobre emendas dos deputados Mário Frias, Marcos Pollon, Bia Kicis destinadas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB) e à Academia Nacional de Cultura (ANC), entidades alegadamente vinculadas a um mesmo núcleo de gestão coordenado por Karina Ferreira da Gama. A PF está detalhando todas as relações empresariais de Karina e suas empresas, além de analisar eventuais doações eleitorais relacionadas aos investigados.

TRE-SP mantém inelegibilidade de Marçal, que também perde acesso a fundos e propaganda eleitoral