Charge do Beto Dorigatti (@betodorigatti)
Carlos Newton
Do alto de sua arrogância de fraudador bilionário, o estelionatário Daniel Vorcaro usou a fortuna que o pai amealhou em Minas Gerais e criou um grupo financeiro na base da multiplicação da lavagem de dinheiro. Assim, um mesmo investimento podia ser replicado diversas vezes, sem levantar suspeitas no Banco Central e na Comissão de Valores Mobiliários.
A principal isca para atrair rentistas foi o oferecimento de juros abusivos em CDBs (Certificados de Depósitos Bancários), que têm aval do Fundo Garantidor de Crédito), circunstância que tranquiliza o aplicador.
SEGURANÇA MÁXIMA – Tudo ia bem e parecia ser um crime perfeito, possibilitando que Vorcaro passasse a usar parte dos lucros para investir no suborno de destacadas autoridades da República.
A obsessão do estelionatário era operar em segurança máxima, e assim conseguiu se infiltrar no Supremo, no Planalto e no Congresso. Mas o crime perfeito não existia e os CDBs começaram a vencer, levando Vorcaro a procurar o governador Ibaneis Rocha, para fazer o Banco Regional de Brasília comprar o Master.
Apesar da intervenção do Banco Central e da liquidação extrajudicial do Master, Vorcaro ainda se achava seguro, devido ao enorme rol de autoridades e políticos que subornou.
MALDITO CELULAR – O banqueiro tinha total confiança no caríssimo celular que usava, tido como o mais seguro do mundo, sem possibilidade de sofrer devassa. Realmente deu muito trabalho, mas os peritos da Polícia Federal têm ligação com empresas israelenses criadas por especialistas do serviço secreto Mossad, que derrubam qualquer criptografia.
Deriva daí a irritação do presidente Lula da Silva com o método usado pela PF contra Toffoli no caso Master. O celular de Vorcaro cita ligações com dirigentes petistas e ministro ligados ao Planalto, como Rui Costa, Dias Toffoli. Alexandre Moraes, Ricardo Lewandowski, Guido Mantega, Jaques Wagner e outros mais.
Lula partiu para o ataque criticando a PF por ter investigado Toffoli sem autorização do Supremo. Disse que o assunto deveria ter sido conduzido pela PF de forma institucional, por meio do Ministério da Justiça, a quem a PF é subordinada.
CRÍTICAS À PF – A notícia distribuída à imprensa amestrada diz que Lula criticou a PF por ter cruzado informações, ao invés de fazer um relatório apenas informativo sobre o conteúdo encontrado no celular.
Lula acrescentou que o diretor Andrei Rodrigues deveria ter primeiro submetido o material à Procuradoria-Geral da República, e não ter levado o relatório diretamente ao STF.
Não é preciso ter mais de dois neurônios para perceber que a Polícia Federal não confia no procurador-geral Paulo Gonet, que obedece Lula cegamente e é amigo e ex-sócio de Gilmar Mendes.
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P.S. – Agora, “acabou chorare”, como dizia Bebel Gilberto, aos seis anos, quando os pais moravam no México e ela misturava português e espanhol. Lula pode chorar a vontade, bancar escola de samba para homenageá-lo, mandar a Janja rebolar na avenida, tudo isso será em vão. O Carnaval acaba logo e a CPI do Crime Organizado vai começar a convocar os suspeitos do caso Master. O tempo não para e conspira contra essa gente que é viciada em desviar dinheiro público, conforme confessou Sérgio Cabral, antes de ser solto para desfrutar o que sobrou do enriquecimento ilícito. (C.N.)


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