Prisão de Daniel Vorcaro vira munição eleitoral e coloca Planalto na defensiva

Caso pode gerar disputa de narrativas com a oposição

Deu na CNN

De acordo com a analista de Política da CNN Clarissa Oliveira, a prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, deve gerar forte impacto político, especialmente por ocorrer em ano eleitoral. O caso já se tornou um elemento de disputa entre diferentes forças políticas e pode influenciar o cenário das próximas eleições.

Clarissa avalia que o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode ser afetado durante a campanha eleitoral, uma vez que o caso Master favorece o discurso anticorrupção no campo bolsonarista. A investigação é vista pelo Palácio do Planalto como uma “bomba enorme” no meio do processo eleitoral, com potencial para prejudicar o desempenho do presidente nas urnas.

EMBATE –  A analista da CNN destaca que um elemento que adiciona complexidade ao caso é o aparente conflito entre o STF (Supremo Tribunal Federal) e a PGR (Procuradoria-Geral da República). O ministro do STF André Mendonça, responsável pelo caso, utilizou um tom descrito como “quase provocativo” ao afirmar que, se as medidas requeridas pela PF (Polícia Federal) não fossem acolhidas com urgência, poderia haver risco à segurança de pessoas envolvidas e dificuldade na recuperação de “ativos bilionários”.

O documento assinado pelo ministro sugere uma “névoa de desconfiança” em relação à atuação da PGR, insinuando que haveria motivos não explícitos para eventual demora na análise do caso. Esse embate institucional acrescenta uma camada política adicional à operação.

NARRATIVAS –  Enquanto o caso Master se desenrola, já se observa uma disputa de narrativas entre governo e oposição. Por um lado, representantes do governo federal argumentam que é a PF vinculada à atual gestão que está conduzindo a investigação com transparência, com apoio do Banco Central. Por outro lado, há uma tentativa de associar figuras próximas a Vorcaro com políticos do campo bolsonarista.

Clarissa comenta que o governo destaca que Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, foi o maior doador de campanhas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), figuras importantes da oposição. Simultaneamente, há movimentações no Congresso que são interpretadas como tentativas de “congelar” a operação e diminuir sua repercussão midiática.

JOGO POLÍTICO – O caso Master se configura como um elemento com potencial para influenciar o jogo político nacional, especialmente por ocorrer no início de um período eleitoral, quando as disputas por narrativas se intensificam e qualquer escândalo pode ter impacto significativo nas urnas.

Após a repercussão da decisão, o gabinete do ministro procurou a imprensa para afirmar que a decisão atinge somente o caso de Roberta Luchsinger – o que não ficou claro no próprio despacho. Questionada sobre a que o ministro se referia e se a decisão só atingiria outros investigados caso provocassem ao STF, a assessoria do ministro informou que ele não se manifestaria sobre o assunto.

Moraes e a mulher Viviane pensam (?) que todos os brasileiros são estúpidos

Saiba o que Moraes e esposa recuperam após saída da Lei Magnitsky

São dois pilantras, que já perderam o direito de sair às ruas

Carlos Newton

É preciso ter inesgotável paciência para ser brasileiro, continuar honesto e com a reputadação ilibada, em meio a uma administração pública infestada por trambiqueiros de todos os níveis nos Três Poderes.

Os exemplos de corrupção se amontoam, denunciados a cada dia pela imprensa, e a coisa mais rara é ver um milionário na cadeia, como está acontecendo com Jair Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ambos enriquecidos ilicitamente, embora o ex-presidente só cumpra pena (exageradíssima1)  por um golpe que planejou dar, mas não concretizou.

As pilantragens do Supremo chegaram a tal ponto que transformaram o Brasil no único país do mundo em que criminoso não é preso após condenação em segunda instância, quando se esgota juridicamente a discussão do mérito, fica estabelecido se o réu era culpado ou não.

ILEGALIDADES – Para libertar Lula da Silva da prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, crimes pelos quais nunca foi inocentado judicialmente, mas condenado em três instâncias, sempre por unanimidade, em 2019 o Supremo (presidido pelo Dias Toffoli) decidiu sujar o nome do país no cenário mundial e adotou essa estranha tese jurídica.

Julgava-se que tivesse sido uma iniciativa extraordinária do STF, tomada para evitar a reeleição de Bolsonaro, um presidente esquisito, que não acreditava em vacinas e avanço da ciência. Mas não era um fato isolado, pois a bizarrice jurídica passou a comandar o país.

E as patuscadas pareciam não ter fim. Moraes multiplicou crimes e penas, inventando a existência de 1,5 mil terroristas, que formavam uma “organização criminal armada”, embora nem se conhecessem entre si e jamais tivessem sido vistos portando armas. Entre os terroristas estava a mulher do batom, vejam quanta maluquice jurídica.

ENRIQUECIDOS – Devido ao escândalo do Banco Master, agora sabe-se que todas essas insanidades ocorreram no Brasil por causa de enriquecimento ilícito, com fica provado nos casos de Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e outros ministros, que são mais discretos, pelo menos.

No caso de Moraes, ele é tão delirante e irresponsável que chegou ao cúmulo de emitir decisões no Brasil a serem cumpridas pela Justiça americana. Resultado, está sendo processado por duas empresas do presidente Donald Trump, e Moraes está fugindo da Justiça, para não ser intimado nesse processo nos Estados Unidos, onde acabará sendo condenado à revelia, sem se defender, pois não tem condições de fazê-lo.

Agora, vem a mulher dele, Viviane de Moraes, a tripudiar da Justiça e da opinião pública, tentando esclarecer (?) seu incansável trabalho em favor do banqueiro Vorcaro. Suas justificativas atingem o nível da debilidade mental, porque ela e o marido pensam (?) que só existem imbecis no Brasil.

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P.S. –
O mais inacreditável nisso tudo foi o fato de o casal Moraes ter nos enganado durante tanto tempo, pois ele chegou até a ser admirado como “salvador da Pátria”. Se os dois conhecessem Abraham Lincoln, saberiam que ninguém engana a todos, durante todo o tempo. (C.N.)

O escândalo do Banco Master e a urgência de um código de ética no STF

Charge do Clayton (O Povo/CE)

Pedro do Coutto

A crise institucional provocada pelo escândalo envolvendo o Banco Master trouxe à superfície uma discussão que há anos ronda silenciosamente o sistema judicial brasileiro: a ausência de um código de ética formal e abrangente para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em artigo publicado ontem na Folha de S. Paulo e no O Globo, o jornalista e colunista Elio Gaspari argumenta que os fatos revelados nas investigações sobre o banqueiro Daniel Vorcaro expõem uma fragilidade institucional que não pode mais ser ignorada: as zonas cinzentas nas relações entre magistrados da mais alta Corte do país e atores do sistema financeiro.

O caso do Banco Master, que culminou com a prisão de Vorcaro e a liquidação da instituição após investigações de fraudes bilionárias, corrupção e lavagem de dinheiro, tornou-se um dos maiores escândalos financeiros recentes no Brasil. As apurações indicam a existência de uma complexa rede que envolveria corrupção institucional, cooptação de servidores públicos e tentativas de obstrução da Justiça. A dimensão do caso levou o processo até o Supremo, ampliando o impacto político e institucional da investigação.

CONEXÕES – Foi nesse contexto que vieram à tona episódios que levantaram questionamentos sobre possíveis conexões entre o banco e integrantes da Corte. Investigações apontaram, por exemplo, que mensagens encontradas no celular de Vorcaro indicariam contatos com o ministro Alexandre de Moraes, o que gerou desconforto interno entre magistrados e abriu uma crise de imagem para o tribunal. Integrantes do próprio Supremo reconheceram, em conversas reservadas, que a troca de mensagens no momento da prisão do banqueiro é “grave” e difícil de explicar, intensificando o debate sobre transparência e conflitos de interesse na Corte.

Outro episódio citado nas discussões públicas envolve o ministro Dias Toffoli, cujo nome apareceu em documentos relacionados a negócios envolvendo um resort posteriormente adquirido por um fundo ligado a Vorcaro. Embora o magistrado tenha negado qualquer relação pessoal ou financeira com o banqueiro, as revelações contribuíram para aumentar a percepção de proximidade entre figuras do Judiciário e agentes do sistema financeiro — algo particularmente sensível quando essas mesmas autoridades podem julgar casos envolvendo tais interesses.

CÓDIGO DE ÉTICA – É precisamente nesse ponto que o argumento de Gaspari ganha força. O jornalista sustenta que grande parte dessas situações poderia ter sido evitada se o Supremo já dispusesse de um código de ética claro e rigoroso, capaz de estabelecer limites objetivos para interações entre ministros e atores econômicos potencialmente envolvidos em processos judiciais. Em termos institucionais, esse tipo de norma funciona como um mecanismo preventivo: não se trata necessariamente de presumir irregularidades, mas de impedir que relações privadas gerem dúvidas públicas sobre a imparcialidade das decisões.

Nos sistemas judiciais de democracias consolidadas, códigos de conduta desse tipo são considerados instrumentos essenciais de preservação da legitimidade institucional. A máxima clássica do direito romano — segundo a qual “não basta ser honesto, é preciso parecer honesto” — traduz a lógica por trás dessas regras: a confiança pública no Judiciário depende não apenas da legalidade das decisões, mas também da percepção de independência de seus magistrados.

O escândalo do Banco Master evidencia exatamente esse dilema. Mesmo quando não há prova de irregularidade direta, a simples existência de relações informais entre magistrados e atores investigados pode comprometer a credibilidade da Justiça. O resultado é um desgaste que ultrapassa indivíduos e atinge a própria instituição.

LINHA DIVISÓRIA  – Nesse cenário, a proposta de um código de ética para o STF — tema que já foi discutido internamente em diferentes momentos — volta ao centro do debate. A criação de normas claras sobre conflitos de interesse, participação em eventos financiados por empresas, relações profissionais familiares e comunicação com partes potencialmente envolvidas em processos poderia estabelecer uma linha divisória mais nítida entre a esfera privada e a função pública dos ministros.

A crise provocada pelo caso Master pode, portanto, representar um ponto de inflexão. Se por um lado expôs vulnerabilidades institucionais, por outro criou a oportunidade de fortalecer mecanismos de integridade no tribunal mais poderoso do país. No longo prazo, o que está em jogo não é apenas a reputação de ministros ou a resolução de um escândalo financeiro, mas a preservação da confiança pública no próprio Estado de Direito.

Em democracias maduras, tribunais constitucionais não vivem apenas de suas decisões — vivem também de sua credibilidade. E credibilidade, uma vez abalada, exige muito mais do que sentenças para ser reconstruída. Exige regras claras, transparência e, sobretudo, instituições capazes de se reformar diante das próprias crises.

Piada do Ano! Escritório de Viviane Moraes tenta esclarecer contratação por Vorcaro

Advogada divulgou detalhes do contrato com o Master

Túlio Amâncio
G1

O escritório de advocacia Barci de Moraes Sociedade de Advogados, de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, divulgou uma nota nesta segunda-feira (9) na qual esclarece como foi feita a contratação de serviços pelo banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Também informa que “nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF)”.

De acordo com a nota, o escritório foi contratado no período entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, pelo cliente Banco Master, “para o qual realizou ampla consultoria e atuação jurídica”, informa. O serviço foi prestado por uma equipe composta por 15 advogados. “Para a realização dos serviços, também contratou outros três escritórios especializados em consultoria, que ficaram sob sua coordenação”, prossegue o texto.

MENSAGENS –  Na última semana, uma reportagem publicada pelo blog da jornalista Malu Gaspar, do jornal “O Globo”, trouxe novos prints de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro enviadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no dia 17 de novembro de 2025, horas antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez.

Em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação do STF na noite de sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes negou que as mensagens enviadas pelo banqueiro foram para ele. O texto diz que os prints das mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes.

SERVIÇOS PRESTADOS – A nota especifica os serviços prestados e documentos entregues como resultado do contrato. As duas equipes jurídicas responsáveis pela consultoria e atuação jurídicas, entre o início do contrato, em 2024, e a liquidação extrajudicial do banco, em novembro de 2025, com o consequente encerramento contratual.

Ao todo, informa os seguintes encontros para a realização dos trabalhos: 79 reuniões presenciais na sede do Banco Master, todas com duração aproximada de três horas, entre o banco, por meio de suas superintendências de Compliance e Corporativa e gerência de Compliance, e a equipe jurídica do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, para análise de documentos, discussão dos problemas jurídicos e desenvolvimento do objeto do contrato; 13 reuniões com a presidência da instituição e a equipe jurídica, sendo 2 presenciais na sede do escritório e 11 por videoconferência, com duração aproximada de duas horas; duas reuniões por videoconferência entre o jurídico do Banco Master e a equipe jurídica do escritório Barci de Moraes, com duração aproximada de 2 horas.

CASO MASTER –  A liquidação do Banco Master pelo Banco Central, em novembro do ano passado, e a nova prisão de Daniel Vorcaro, dono da instituição, marcaram mais um capítulo de uma crise que já vinha se desenhando há meses e que também levou à liquidação do Will Bank e do Banco Pleno, integrantes do mesmo grupo.

O banco operava sob risco elevado de insolvência, pressionado pelo alto custo de captação e pela exposição a investimentos considerados arriscados, com juros muito acima do padrão de mercado. O sinal de alerta no mercado ficou mais evidente quando o banco passou a oferecer produtos financeiros com remunerações muito acima do padrão. O principal deles eram os CDBs emitidos pela instituição.

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um investimento de renda fixa em que o investidor empresta dinheiro ao banco e recebe juros em troca. Essa remuneração pode ser pré-fixada (definida no momento da aplicação) ou pós-fixada (atrelada a indicadores como o CDI). Tentativas de venda do Master, como a proposta do Banco de Brasília (BRB), não avançaram. Todas foram interrompidas por questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência, pressões políticas e menções ao Master em investigações.

NOTA NA ÍNTEGRA:

“O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados esclarece que foi contratado, no período entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, pelo cliente Banco Master, para o qual realizou ampla consultoria e atuação jurídica, por meio de uma equipe composta por 15 (quinze) advogados. Para a realização dos serviços, também contratou outros três escritórios especializados em consultoria, que ficaram sob sua coordenação.

As duas equipes jurídicas responsáveis pela consultoria e atuação jurídicas, entre o início do contrato, em 2024, e a liquidação extrajudicial do banco, em novembro de 2025, com o consequente encerramento contratual, realizaram:

94 (noventa e quatro) reuniões de trabalho, sendo:

I.1) 79 (setenta e nove) reuniõespresenciais na sede do Banco Master, todas com duração aproximada de 3 (três) horas, entre o banco, por meio de suas superintendências de Compliance e Corporativa e gerência de Compliance, e a equipe jurídica do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, para análise de documentos, discussão dos problemas jurídicos e desenvolvimento do objeto do contrato;

I.2) 13 (treze) reuniões com a presidência da instituição e a equipe jurídica, sendo 2 (duas) presenciais na sede do escritório e 11 por videoconferência, com duração aproximada de 2 (duas) horas;

I.3) 2 (duas) reuniões por videoconferência entre o jurídico do Banco Master e a equipe jurídica do escritório Barci de Moraes, com duração aproximada de 2 (duas) horas.

A atuação de uma das equipes jurídicas, juntamente com os consultores contratados, englobou a elaboração de Opiniões Legais nos casos solicitados pelo Departamento de Compliance; Revisão da Política de Captação para o Regime Próprio da Previdência Social – RPPS; Revisão do Programa de Compliance & PLDFT para a obtenção do Selo Pro-Ética, implicando em: Revisão da Estrutura do Departamento de Compliance; Revisão do Código de Ética e Conduta; Elaboração das Políticas necessárias – Política de relacionamento com Poder Público; Política de licitações e contratos; Política de contato com concorrentes; Política de conflito de interesses; Política de Partes Relacionadas, entre outras; Revisão das demais políticas e procedimentos da área de Compliance para adequação ao exigido pela Corregedoria Geral da União – CGU.

Foram produzidos 36 (trinta e seis) pareceres e opiniões legais acerca de uma ampla gama de temas, como aspectos previdenciários, contratuais, negociais, trabalhistas, regulatórios, de compliance, proteção de dados e crédito, entre outros.

Elaboração e apresentação de processos para certificação de ética e governança, com mapeamento das atividades, levantamento de documentação-base, análise das oportunidades, elaboração e revisão e treinamentos do público-alvo sobre as novas políticas, a partir da revisão do Código de Ética e Conduta, políticas de integridade, estruturação do departamento de compliance e apoio à alta administração.

Elaboração e revisão do Manual de Gestão e Captação de Recursos do RPPS, Política de Relacionamento com o Poder Público, Política de treinamento, capacitação e certificação continuada, Política de PLDFT, Política de Risco Operacional, Política de Sucessão de Administradores, Política de Transação com Partes Relacionadas, Política de Canais de Denúncia e Investigações, Política de Gestão de BNDU, Política de fusões e aquisições, Política de Gestão de Consequências, Política de investimentos pessoais, Política de Responsabilidade Social, Ambiental e Climática, Política de Suitability, Política de Comunicação, Política de Saúde e Segurança no Trabalho, Manual de Contratação de Parceiros, Manual de Procedimentos Conheça seu Parceiro – KYP, Manual de Procedimentos Conheça seu Prestador de Serviço Terceirizado.

A equipe jurídica ajudou a implementar o Novo Código de Ética e Conduta do banco, com apresentação presencial às Superintendências, e realizou consultoria sobre temas do mercado financeiro, como questionário AMBIMA, revisão de formulários de Due diligence; a elaboração de modelos de relatório regulatório sobre remuneração; preenchimento de autoavaliação do Pacto Brasil (25 de setembro e 09 de outubro de 2025), entre outros.

Outra equipe do escritório Barci de Moraes, juntamente com os consultores, atuou, principalmente, na área penal e administrativa, na análise consultiva e estratégica de inquéritos policiais, ações penais, inquérito civis, ações civis públicas e ações de interesse ou que pudessem produzir reflexos na atuação do Banco Master e de seus dirigentes, vários deles sigilosos, bem como na atuação contenciosa específica em ação penal, cujo ajuizamento ocorreu em 17/10/2024, e inquérito policial federal específico, cuja habilitação se deu em 8/4/2024.

O escritório esclarece ainda que nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do STF (Supremo Tribunal Federal).

O Barci de Moraes Sociedade de Advogados tem uma trajetória de quase duas décadas prestando serviços altamente qualificados para grandes clientes, unindo visão jurídica e abordagem estratégica.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – No início, julguei que fosse mais uma Piada do Ano. Depois, vi que a coisa é séria e se trata da Piada do Século. São serviços altamente qualificados, não há dúvida, mas antigamente eram chamados de enriquecimento ilícito. Depois a gente volta ao assunto. (C.N.)

Aguarda-se a candidatura do PSD, a última esperança contra polarização

Gilberto Kassab PSD

Kassab está apostando na alta rejeição de Lula e de Flávio

Carlos Newton

Nada de novo no front ocidental. A pesquisa Datafolha atrasou um dia a exibição dos resultados, até levantou suspeitas de comentaristas aqui na Tribuna da Internet, mas acabou sendo divulgada neste sábado, sem despertar qualquer surpresa.

Os dois candidatos favoritos – Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) – estão tecnicamente empatados em quase todas as pesquisas, e o Datafolha confirma que, num eventual segundo turno da eleição presidencial, Lula teria 46% das intenções de voto, enquanto Flávio apareceria com 43%.

POLARIZAÇÃO NEFASTA – Foi a primeira pesquisa do Datafolha em 2026 e demonstrou que a nefasta polarização continua prevalecendo na política brasileira, e isso significa que o país poderá ter mais um presidente pouco confiável em termos de competência e reputação, duas condições que deveriam ser pré-requisitos de quem se propõe a governar o país.

Os dois favoritos são candidatos nada recomendáveis, ambos enriquecidos ilicitamente. Lula é um ex-presidiário, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, enquanto Flávio escapou por pouco, envolvido em rachadinhas e nebulosos negócios comerciais e imobiliários.

A diferença de três pontos percentuais configura empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa e sinaliza um avanço do senador em relação aos levantamentos anteriores.

ESCOLHA DE SOFIA – Quem conhece o histórico dos dois não aceita votar neles. Somente o faz quando não há outra opção e o eleitor entra em desespero, para tentar votar no “menor pior”, fazendo uma escolha de Sofia, quando é necessário cortar a própria carne, digamos assim.

O cenário ainda é nebuloso e somente começará a clarear quando o cartola Gilberto Kassab, criador e dono do PSD, escolher o candidato do partido entre os governadores Ratinho Jr. (PR), Eduardo Leite (RS) e Ronaldo Caiado (GO), que ainda nem se filiou.

Kassab é considerado o maior oportunista da política brasileira. Até agora, jamais apresentou candidato a Presidência e nunca apoiava ninguém. Ficava na moita e depois fechava acordo com o novo presidente, garantindo ministérios, estatais e cargos públicos em profusão.

OUTRA REALIDADE – Com essa estratégia realista, Kassab tornou-se importantíssimo e seu partido cresce como nenhum outro, já tem quase 900 prefeituras. Desta vez, porém, sentiu que a polarização está enfraquecida devido aos clamorosos erros de Lula e Bolsonaro. Animou-se e resolveu apostar na candidatura própria.

Ele está pressionado por Caiado, Ratinho e Leite, para escolher logo o candidato. Não importa quem seja, vai concorrer com alguma chance, porque pode herdar os votos de Simone Tebet, Ciro Gomes, Soraya Thronicke e Felipe D’Ávila, que tiveram 8%, e vai correr atrás dos eleitores tipo “neném”, que não aceitam nem Lula nem Bolsonaro.

Portanto, podem apostar, seja quem for o mais votado nesta eleição, o grande vencedor será Kassab.

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P.S.
Nos próximos dias, quando Kassab escolher o candidato do PSD, a campanha eleitoral então vai começar para valer. E se o candidato do PSD for derrotado em outubro, nenhum problema para Kassab. Ele simplesmente mandará o partido apoiar o vencedor e irá em frente, sempre roendo o poder pelas beiradas. (C.N.)

Moraes se esconde da Justiça dos EUA e processo contra ele correrá à revelia

Moraes ao Washington Post: 'Não existe possibilidade de recuar um  milímetro'; leia a íntegra - Estadão

Moraes deu um jeitinho com Gonet para não ser intimado

Petrônio Viana
Metrópoles

O Advogado Martin de Luca, que atua para a Rumble e a Trump Media, empresas do presidente americano Donald Trump, reagiu à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de negar o pedido da Justiça norte-americana para citar o ministro Alexandre de Moraes em ação na qual o magistrado é acusado de censurar pessoas residentes nos EUA.

De Luca criticou o uso da Convenção de Haia como argumento e o fato de a decisão ter sido tomada em julgamento a portas fechadas.

DIZ O ADVOGADO – “O Superior Tribunal de Justiça (STJ) do Brasil teria bloqueado um pedido de um tribunal federal dos EUA para citar o juiz Alexandre de Moraes no caso Rumble por meio da Convenção de Haia sobre a Citação e Notificação de Documentos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil ou Comercial”, disse De Luca, por meio de suas redes sociais.

“Ainda mais extraordinário é que a decisão foi tomada em um procedimento sigiloso e a portas fechadas”, criticou.

Na Justiça da Flórida, o Rumble e a empresa de Trump acusam Moraes de determinar ilegalmente o bloqueio de perfis de pessoas residentes nos EUA, em plataformas também sediadas no país. A carta-rogatória solicitando a intimação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi enviada em agosto ao STJ, órgão responsável por decidir sobre pedidos judiciais estrangeiros.

MAIS ARGUMENTOS – “A Convenção de Haia sobre a Citação e Notificação de Documentos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil ou Comercial existe para que tribunais de um país possam notificar formalmente réus em outro país sobre processos judiciais. Ela se destina a ser um ato rotineiro de cooperação judicial — não uma decisão política”, afirmou De Luca.

“Usar um procedimento secreto para impedir que Moraes sequer receba notificação de um processo levanta sérias questões sobre transparência e o Estado de Direito. E isso não interrompe o caso”, explicou o advogado brasileiro.

PROCESSO CONTINUA – O representante das empresas de Trump assinalou que essa decisão do STJ, não extingue o processo, que vai prosseguir nos Estados Unidos.

“Se um juiz estrangeiro enviar ordens extraterritoriais por e-mail para censurar usuários americanos que publicam discursos lícitos em território americano usando plataformas americanas, ele deverá, em última instância, responder perante um tribunal”, sustentou o advogado do Rumble e da Trump Media.

A decisão do STJ seguiu a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) que recomendou a rejeição da carta-rogatória sob a alegação de que os protocolos internacionais de cooperação jurídica impedem o trâmite de ações que tenham como alvo magistrados de outros países pelo exercício de suas funções.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Com a inestimável ajuda do procurador-geral Paulo Gonet, o ministro Alexandre de Moraes está agindo como um foragido, escondendo-se da Justiça americana, para não ser citado e responder por seus atos. No seu delirante deslumbramento, Moraes expediu determinações aqui da filial Brazil para serem cumpridas pela Justiça da matriz Estados Unidos, uma espécie de Piada do Ano internacional. Agora está fugindo da Justiça, achando (?) que pode se livrar, mas o processo será retomado à revelia. Assim, se resolver passar um final de semana em Miami, na casa do amigo Vorcaro, será preso ao desembarcar na matriz. (C.N.)

Mudança no comando do TSE em junho acende o alerta no Planalto

Com sobrenomes influentes no STJ, parentes de ministros defendem milhares de ações

Saída de Tarcísio muda quadro e fortalece ofensiva de Lula ao Centrão

Caso Vorcaro espalha pânico no Congresso e ameaçam líderes do Centrão

Flávio monta tropa jurídica com ex-advogada de Lula e advogado da Lava Jato

Perícia desmente a versão de Moraes sobre mensagens com Daniel Vorcaro

No Dia Internacional da Mulher, duas homenagens com o maior carinho…

Yes, Nós Temos Braguinha – Wikipédia, a enciclopédia livre

Braguinha foi enredo vitorioso da Mangueira em 1984

Paulo Peres
Poemas & Canções

O compositor carioca Carlos Alberto Ferreira Braga (1907-206), conhecido como Braguinha ou João de Barro, fez uma belíssima declaração de amor ao colocar letra no famoso choro “Carinhoso”, um dos maiores clássicos da MPB, composto por Pixinguinha.  “Carinhoso” foi gravado por Orlando Silva, em 1937, pela RCA Victor.

“Carinhoso” é uma exaltação à mulher e se tornou uma das músicas brasileiras mais gravadas, em empate no segundo lugar com “Aquarela do Brasil” (Ary Barroso), ambas com 430 gravações. Recentemente, o primeiro lugar passou a ser de “Garota de Ipanema” (Tom & Vinicius), com 442 gravações.

CARINHOSO
Pixinguinha e Braguinha

Meu coração, não sei por quê
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo,
Mas mesmo assim foges de mim.

Ah se tu soubesses
Como sou tão carinhoso
E o muito, muito que te quero.
E como é sincero o meu amor,
Eu sei que tu não fugirias mais de mim.

Vem, vem, vem, vem,
Vem sentir o calor dos lábios meus
A procura dos teus.
Vem matar essa paixão
Que me devora o coração
E só assim então serei feliz,
Bem feliz.

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DIA INTERNACIONAL DA MULHER!
Paulo Peres

Quero parabenizá-la, dizendo que
não existe palavra capaz de definir,
peculiarmente, esta dádiva chamada
MULHER, maravilha infinita
que embeleza o cotidiano!…

Juiz americano ficou chocado com a perseguição de Moraes a Filipe Martins

Gregory Presnell - Ballotpedia

Juiz Presnell mandou rever a documentação

Fábio Zanini
Folha

Nos Estados Unidos, o juiz federal Gregory Presnell tenta corrigir erro cometido no Brasil pelo Supremo Tribunal Federal na condenação de Filipe Martins, ex-assessor do então presidente Jair Bolsonaro.

Nesta quinta-feira (5), após a realização de audiência, o juiz mandou que o governo americano apresente de forma integral e transparente os dados relativos aos registros de entrada do ex-assessor presidencial Filipe Martins no país no final de 2022.

Martins está processando o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos e o serviço de imigração (CBP), alegando que os registros de entrada são fraudulentos e que ele não viajou aos EUA no período junto com o então presidente Jair Bolsonaro.

FALSA VIAGEM – Essa suposta viagem foi usada como argumento pelo ministro Alexandre de Moraes (STF) para decretar uma prisão preventiva de Filipe Martins em 2024, citando risco de fuga.

Durante a audiência, o juiz federal Gregory Presnell analisou pedido do governo americano para encerrar o caso. A corte, no entanto, decidiu adiar qualquer decisão e determinou novas medidas, atendendo a pedidos da defesa de Martins.

O juiz ordenou que o governo apresente versões integrais, sem tarjas, de documentos que haviam sido entregues com trechos ocultados, para que sejam examinados.

ORIGEM SUSPEITA – Na audiência, os advogados do governo americano admitiram que os registros de entrada “não deveriam estar ali”, levando o tribunal a aprofundar a investigação sobre a origem da informação.

Presnell determinou ainda buscas mais ampla por documentos e mensagens que possam explicar como o registro foi criado e quem participou do processo. O magistrado reconheceu também a gravidade do caso e indicou oralmente que Martins tem o direito de conhecer as informações relacionadas ao registro migratório.

Martins atualmente está preso no Paraná, após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal em outro processo, o da trama golpista. Ele cumpre pena preventiva, até que seus recursos sejam todos julgados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A condenação de Filipe Martins a 21 anos de cadeia foi um dos maiores erros judiciários cometidos por Alexandre de Moraes. Ele se baseou numa falsa informação para prender Filipe Martins. Quando o engano foi esclarecido, ao invés de soltar o suspeito, o ministro Moraes seguiu inventando motivos para mantê-lo preso. E o condenou a 21 anos simplesmente por ter entregue um papel a Bolsonaro que seria a minuta do golpe, sem nenhuma prova de que ele seria o autor do plano. Na matriz Estados Unidos, um erro desses significaria uma polpuda indenização, mas aqui na filial Brasil não rende uma moeda de dois reais. (C.N.)

Trincheira tropical: a guerra que revelou o Brasil na década de 1940

Após condenação no STF, Bolsonaro tenta preservar sua patente de capitão

Advogados de Bolsonaro citam ‘capital de lealdade’

Pepita Ortega
O Globo

A estratégia da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para tentar preservar a patente do capitão reformado é afastar a atuação política do ex-chefe do Executivo de seu histórico militar. Ao Superior Tribunal Militar (STM), os advogados apelaram para o “capital de lealdade extraordinário” de Bolsonaro e sustentaram que a manutenção da patente a um oficial reformado “não gera escândalo para a classe”.

Os detalhes constam de uma das duas petições que a defesa de Bolsonaro apresentou ao STM na última semana. Em um dos documentos, os advogados pedem que o vice-presidente da corte, brigadeiro Francisco Joseli Parente Camelo, seja declarado suspeito para analisar o caso. No outro, apresentam os primeiros argumentos para tentar segurar o título militar de Bolsonaro.

PERDA DE PATENTE – O Ministério Público Militar pediu a perda de patente do ex-presidente após sua condenação, imposta pelo Supremo Tribunal Federal, por liderar um plano de golpe de Estado. Pedido similar foi apresentado contra os demais militares sentenciados no mesmo caso. No STM, a representação para declaração de indignidade para o oficialato apresentada contra o ex-presidente é relatada pelo ministro Carlos Vuyk de Aquino.

Os advogados contestam a eventual participação do vice-presidente do STM no julgamento de Bolsonaro em razão de uma entrevista concedida pelo ministro em 2023 sobre o 8 de janeiro. Na ocasião, o brigadeiro afirmou que quem tivesse cometido crimes e chegasse ao STM seria punido. A defesa sustenta que o militar “antecipou sua decisão”, pois teria avisado que iria “impor punição a qualquer oficial que viesse a ser condenado” por crimes relacionados aos atos golpistas.

Já ao pedir a manutenção do posto, patente e direitos militares de Bolsonaro, a defesa elenca uma série de argumentos que perpassam pela carreira militar do ex-presidente. “Considerado o contexto civil das condutas, a condição de militar reformado e a inexistência de utilização da cadeia de comando para qualquer finalidade subversiva, não se identifica incompatibilidade institucional concreta apta a justificar a medida extrema da perda do posto e da patente”, registra o pedido apresentado ao STM.

DUPLA PUNIÇÃO –  Os advogados sustentam, por exemplo, que a perda de patente significaria uma dupla punição para Bolsonaro. Dizem que os 27 anos de prisão impostos pelo Supremo Tribunal Federal ao ex-presidente já são uma pena “excessiva” e que a adição da sanção militar “representa excesso desproporcional”.

“A imposição adicional de perda de patente, para além desta pena privativa de liberdade — já grandiosa em sua magnitude —, não acrescenta qualquer fim novo que não tenha sido já satisfeito pela pena penal. Representa acréscimo de castigo que vai além daquilo que a justiça exige e que a proporcionalidade, em qualquer interpretação razoável, autoriza”, alegam.

CONDUTAS CIVISNa frente em que tenta diferenciar o Bolsonaro político do Bolsonaro militar, os advogados dizem que as condutas dele foram “de natureza política, presidenciais” e não “decisões dirigidas a militares da ativa com propósito de induzir insubordinação”. Alegam que o pedido para perda de patente, feito pelo Ministério Público Militar, tem como base questionamentos a condutas civis do ex-chefe do Executivo.

Os advogados sustentam que Bolsonaro não deu “ordem militar ilegal” nem “empregou cadeia de comando para subversão disciplinar ou mobilização operacional da Força à margem da legalidade”. Alegam que a conduta civil do ex-presidente “não possui impacto institucional que justifique sanção de perda de patente”

“Suas manifestações foram políticas, não castrenses (relativas à vida militar). Suas decisões foram presidenciais, não militares. Nenhuma de suas condutas afetou diretamente a hierarquia ou a disciplina das Forças Armadas”, reforçam. “Declarações proferidas no ambiente político, ainda que incisivas ou vigorosas, não se confundem com ordens de comando emitidas no interior de organização militar”, seguem.

CONDUTAS INDIGNAS – Nessa linha, a defesa contesta a própria competência do STM para analisar o caso. Sustenta que, quando a Corte considera ‘indignas’ condutas que não afetam a “operacionalidade” das Forças Armadas, há uma “distorção para fins de vingança pessoal”.

Ao fundamentar o pedido, os advogados dizem que aplicar uma “sanção extrema” de perda de posto e patente a um oficial reformado “desborda dos limites da razoabilidade”. O argumento é o de que, quando um oficial já não mais “transita no ambiente militar” a manutenção da patente “não gera escândalo para a classe”, consistindo um “vínculo meramente estatutário e previdenciário que em nada afeta a prontidão de emprego da Força”.

“Inexistindo o convívio diário, o exercício do comando ou a ascendência sobre subordinados, a punição deixa de servir ao propósito de “limpeza” da tropa para tornar-se um ato de vindita estatal desprovido de função social”, sustentam os advogados.

FUNÇÃO PÚBLICA – Os advogados argumentam que Bolsonaro não tem função pública, “não integra cadeia hierárquica operacional, não possui ascendência funcional sobre tropas ou comandos” e está afastado de “qualquer esfera decisória institucional”. Nessa linha, a defesa diz que a manutenção da patente não tem “impacto concreto” sobre a estrutura hierárquica ou disciplinar das Forças Armadas.

A defesa também apelou para o ‘capital de lealdade’ de Bolsonaro no ambiente militar para tentar evitar que ele seja considerado ‘indigno’ pelo STM. Um dos pedidos feitos ao tribunal é para que toda a documentação sobre a carreira militar de Bolsonaro seja juntada ao processo em curso na Corte castrense.

Os advogados sustentam que “não se pode ignorar” que o ex-presidente “demonstrou, historicamente e reiteradamente, capacidade de compreender e respeitar valores militares”. Argumetna que um “ato isolado grave” não pode apagar o “patrimônio de 40 anos de dedicação documentada institucionalmente

ANTECEDENTES – A petição também ressalta que o ex-presidente serviu “11 anos nas Forças Armadas sem antecedentes disciplinares”. Depois comparam tal período com os “três anos de vida” em que Bolsonaro foi presidente e, “em contexto radicalmente diverso da estrutura castrense”, “pratica atos são condenados criminalmente”.

“A pergunta que se coloca não é: “o ato foi grave?”. É: “o ato foi tão grave que apaga 40 anos de demonstração de valores militares? Que apaga múltiplas honrarias de grau elevado? Que apaga ausência de antecedentes disciplinares?” A resposta deve ser negativa em contexto como este”, alegam.

Penduricalhos retroativos quadruplicam e somam R$ 12,5 bilhões em cinco anos

Charge reproduzida do Arquivo Google

Luany Galdeano
Adriana Fernandes
Folha

Os gastos com o pagamento de retroativos salariais para juízes e desembargadores da ativa e aposentados quadruplicaram em cinco anos e chegaram a R$ 4,2 bilhões no ano passado. De 2020 a 2025, essas despesas somaram R$ 12,5 bilhões, de acordo com levantamento feito pela Folha com base em dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Os valores estão corrigidos pela inflação.

As verbas retroativas são um dos principais penduricalhos que engordam os contracheques dos magistrados. São conhecidas entre os servidores como “puxadinhos”. Na última semana, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes liberou, por 45 dias, o pagamento de penduricalhos retroativos reconhecidos administrativamente e já programados para o período.

ADICIONAIS – Atualmente, uma série de adicionais permite pagamentos retroativos. Eles podem ser dados, por exemplo, para juízes e desembargadores que não usufruíram de férias, adicionais por tempo de serviço ou licenças compensatórias. Estas últimas dão direito a um dia de folga a cada três trabalhados em casos em que há acúmulo de funções, acervo processual ou trabalho extraordinário, em períodos como feriados e fins de semana, mas podem ser convertidas em verba indenizatória, se não forem gozadas.

Os magistrados também recebem verbas retroativas quando novos penduricalhos são autorizados pela Justiça ou pelos próprios tribunais, em atos administrativos. Assim, juízes e desembargadores recebem o adicional referente a períodos anteriores, reajustados pela inflação. Em 2020, foram pagos R$ 992,8 milhões de valores retroativos. O número acelerou nos últimos dois anos.

Em maio de 2025, o CNJ proibiu os tribunais de autorizarem novos retroativos por meio de decisões administrativas. No entanto, as verbas que já existiam até aquela data continuam sendo pagas. Em boa parte dos casos, a autorização para pagamentos retroativos parte da atuação de entidades da categoria –como associações de juízes–, quando solicitam novos benefícios.

LICENÇA COMPENSATÓRIA – Em dezembro de 2025, por exemplo, o CNJ autorizou que o TJ-PR (Tribunal de Justiça do Paraná) recebesse uma verba retroativa referente à licença compensatória, um dos penduricalhos que mais se espalha entre as cortes. Com a autorização, juízes e desembargadores da ativa e aposentados na corte paranaense puderam receber valores retroativos desde 2015. A decisão também deve turbinar os contracheques de magistrados do TJPR.

Na ocasião, o CNJ afirmou em nota que a licença compensatória não é um “penduricalho”, nem um benefício criado recentemente, mas um benefício que é consequência de lei federal de 2015 para compensar acúmulo de função. O CNJ afirmou ainda que o TJPR seguiu os procedimentos necessários para o reconhecimento da verba. Procurado, o tribunal do Paraná não respondeu até a publicação desta reportagem.

Como mostrou a Folha, metade dos 20 magistrados estaduais que receberam os maiores salários no país em 2025 são aposentados. Ao se tornarem inativos, eles podem receber, retroativamente, uma série de verbas referentes a períodos anteriores que ainda não haviam sido usufruídas.

EXERCÍCIOS ANTERIORES – Segundo dados do CNJ, uma juíza chegou a receber R$ 1,7 milhão apenas com pagamentos retroativos em 2025. Ao todo, 58 magistrados receberam valores acima de R$ 200 mil com as verbas referentes a exercícios anteriores.

Gilmar havia decidido na última semana que os pagamentos retroativos fossem imediatamente suspensos. No entanto, ele voltou atrás após alerta da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), que havia afirmado haver incompatibilidade de prazos entre a decisão de Gilmar e a liminar do ministro Flávio Dino, que barrou os penduricalhos para todo o funcionalismo público e deu 60 dias para que os órgãos públicos façam um pente-fino nas verbas pagas fora do teto constitucional.

Segundo a entidade, não haveria como suspender imediatamente os retroativos antes de concluído o período fixado por Dino para reexame dos penduricalhos. Diante disso, Gilmar e Dino unificaram o prazo para 45 dias contados a partir de 23 de fevereiro —e o decano autorizou, até lá, o pagamento dos retroativos.

CRONOGRAMA – Gilmar afirmou, no entanto, que “somente poderão ser pagos valores retroativos administrativamente que já se encontravam regularmente programados para o período correspondente, em estrita observância ao cronograma previamente estabelecido e às disponibilidades orçamentárias já consignadas”.

O adiamento do julgamento causou um banho de água fria nas organizações da sociedade civil envolvidas com essa agenda. Eles prometem um corpo a corpo de pressão no Congresso, nas próximas semanas, pela aprovação de um projeto para barrar os supersalários.

Mensagens entre Vorcaro e Moraes incriminam o ministro do Supremo

Mensagens revelam conversa entre Vorcaro e ministro Moraes no dia da prisão

Moraes foi desmentido e desmoralizada pela TV Globo

Deu em O Globo

Confirmado: os dados das mensagens trocadas no dia 17 de novembro entre Daniel Vorcaro, do Master, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, foram retirados do celular do banqueiro por meio de análise técnica da Polícia Federal que permite visualizar, ao mesmo tempo, a tela de WhatsApp com as mensagens e as imagens de visualização única nela contida. 

Nesta sexta-feira, em nota divulgada pelo próprio Supremo, Moraes negou ter recebido as mensagens do banqueiro reveladas pelo Globo.

NOVO SOFTWARE – Diferentemente do material enviado à CPMI do INSS, os dados a que o Globo teve acesso não são fruto de comparação entre os horários dos textos que constam em blocos de nota de Vorcaro e as mensagens enviadas por ele, embora coincidam, e sim resultado da extração realizada por um software específico que exibe conjuntamente as mensagens e os arquivos enviados, revertendo, na prática, a visualização única da mensagem.

No material exibido pelo Globo, constam no envio das mensagens o número e o nome do ministro Alexandre de Moraes, que foi conferido e checado pelo jornal.

Para proteger informações pessoais do ministro, o número de Moraes usado à época dos diálogos com Vorcaro foi coberto nos prints publicados nas edições impressa e digital da reportagem.

CONFIRMAÇÃO – As informações foram checadas e confirmadas pela reportagem do jornal ao longo da última quinta-feira (5), com fontes que acompanham de perto os desdobramentos do caso nas investigações a cargo dos especialistas da Polícia Federal.

O número do telefone celular utilizado pelo ministro Moraes não só respondeu quatro vezes às mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro com imagens de visualização única, como também respondeu com emojis de aprovação à primeira e à última mensagem enviada.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
No desespero, Moraes redigiu uma nota, tentando desmentir a reportagem de O Globo, e mandou que fosse distribuída pelo Supremo e não por seu gabinete, para passar a ideia de que estaria sendo apoiado pelos demais ministros. Mas o Globo soube agir com firmeza e desmontou os ardilosos argumentos de Moraes, que mostrou não ter moral nem dignidade para continuar a ser funcionário público.  Precisa ser demitido a toque de caixa, como se diz no jargão militar. (C.N.)

Mendonça demonstra independência e coloca Gonet no seu devido lugar

Mendonça aprova pedido da PF para quebrar sigilos de Lulinha, filho do presidente Lula - Rádio Guaíba

André Mendonça mostra ser “tremendamente” correto

Carlos Newton

Neste início do importantíssimo ano eleitoral, o maior destaque da política nacional é hoje o ministro André Mendonça. Demonstrando firmeza e competência, ele está comandando as investigações que envolvem os três Poderes e podem mudar o país – as fraudes no INSS e o escândalo do Banco Master.

Sua mais recente façanha foi enquadrar o procurador-geral da União, Paulo Gonet, que é da mesma coudelaria dos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que têm comandado o Supremo nos últimos anos.

PRISÃO DO VORCARO – Quando a Polícia Federal detectou a imensa gravidade do caso do Banco Master, houve reação do STF e o ministro Dias Toffoli, como relator, fez o possível e o impossível para estancar a sangria. A direção da PF então teve de recorrer a uma medida desesperada e jamais vista, louve-se a coragem do diretor Andrei Rodrigues.

Junto com os delegados que conduzem a apuração, o diretor da PF entregou um relatório de 200 páginas ao presidente do STF, Edson Fachin, pedindo-lhe que substituísse o relator Toffoli.

Fachin reuniu os ministros, enfrentou enorme resistência de Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, mas conseguiu atender à PF e o ministro André Mendonça foi sorteado relator.

PURIFICAÇÃO – De lá para cá, o Supremo está passando por uma experiência de purificação. As investigações dos importantíssimos casos INSS e Master aceleram a todo vapor, incriminando autoridades de República, ministros do próprio STF e até o filho fenômeno do atual presidente Lula da Silva.

Diante da gravidade dos fatos e da existência do capanga Sicário como pistoleiro de aluguel, a Polícia Federal pediu a prisão de Vorcaro e dos principais cúmplices, mas o procurador-geral da União, Paulo Gonet, tentou fazer corpo mole.

Mendonça não teve dúvidas. Determinou que a PF fizesse logo a operação e fez até um desabafo, ao lamentar publicamente o posicionamento subalterno do procurador Gonet, que teve de engolir a prisão preventiva dos criminosos.

EVANGÉLICO? – Ao indicar Mendonça para o Supremo, o então presidente Jair Bolsonaro, disse que o escolhera por ser “tremendamente evangélico”. Na época julgava-se que seria pastor de alguma dessas seitas pentecostais que se multiplicam no país, mas na verdade Mendonça é pastor presbiteriano, de um dos tradicionais ramos protestantes,  diplomou-se na Faculdade Teológica Sul Americana e presta serviços religiosos sem remuneração.

Mendonça está indo bem no STF e agora demonstra ser terrivelmente correto. Sabe que tem a oportunidade de limpar o país e escrever seu nome na História. Para isso, é claro, terá de neutralizar a troika que comandou o Supremo nos últimos anos, formada por Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que agora está inteiramente esfacelada.

Curiosamente, esses três ministros são os que acumularam grandes fortunas e têm pavor que alguém possa acessar suas contas bancárias. Por que será?

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P.S.
No intrincado xadrez político do Supremo, uma peça-chave é hoje Flávio Dino, que está investindo contra os penduricalhos, uma outra vergonha nacional. Se ele tiver juízo e se afastar da influência de Toffoli, Moraes e Gilmar, pode se fortalecer a tal ponto que lhe permita sonhar com uma eleição presidencial, conforme o comentarista José Perez previu em recente artigo aqui na Tribuna da Internet. (C.N.)

Entre cassação e calendário, o jogo jurídico que pode levar Castro ao Senado