Lula ataca a Polícia Federal, porque o celular complica o Planalto e o PT

Photo by Beto Dorigatti (@betodorigatti) · February 1, 2026

Charge do Beto Dorigatti (@betodorigatti)

Carlos Newton

Do alto de sua arrogância de fraudador bilionário, o estelionatário Daniel Vorcaro usou a fortuna que o pai amealhou em Minas Gerais e criou um grupo financeiro na base da multiplicação da lavagem de dinheiro. Assim, um mesmo investimento podia ser replicado diversas vezes, sem levantar suspeitas no Banco Central e na Comissão de Valores Mobiliários.

A principal isca para atrair rentistas foi o oferecimento de juros abusivos em CDBs (Certificados de Depósitos Bancários), que têm aval do Fundo Garantidor de Crédito), circunstância que tranquiliza o aplicador.  

SEGURANÇA MÁXIMA – Tudo ia bem e parecia ser um crime perfeito, possibilitando que Vorcaro passasse a usar parte dos lucros para investir no suborno de destacadas autoridades da República.

A obsessão do estelionatário era operar em segurança máxima, e assim conseguiu se infiltrar no Supremo, no Planalto e no Congresso. Mas o crime perfeito não existia e os CDBs começaram a vencer, levando Vorcaro a procurar o governador Ibaneis Rocha, para fazer o Banco Regional de Brasília comprar o Master.

Apesar da intervenção do Banco Central e da liquidação extrajudicial do Master, Vorcaro ainda se achava seguro, devido ao enorme rol de autoridades e políticos que subornou.

MALDITO CELULAR – O banqueiro tinha total confiança no caríssimo celular que usava, tido como o mais seguro do mundo, sem possibilidade de sofrer devassa. Realmente deu muito trabalho, mas os peritos da Polícia Federal têm ligação com empresas israelenses criadas por especialistas do serviço secreto Mossad, que derrubam qualquer criptografia.

Deriva daí a irritação do presidente Lula da Silva com o método usado pela PF contra Toffoli no caso Master. O celular de Vorcaro cita ligações com dirigentes petistas e ministro ligados ao Planalto, como Rui Costa, Dias Toffoli. Alexandre Moraes, Ricardo Lewandowski, Guido Mantega, Jaques Wagner e outros mais.

Lula partiu para o ataque criticando a PF por ter investigado Toffoli sem autorização do Supremo. Disse que o assunto deveria ter sido conduzido pela PF de forma institucional, por meio do Ministério da Justiça, a quem a PF é subordinada.

CRÍTICAS À PF – A notícia distribuída à imprensa amestrada diz que Lula criticou a PF por ter cruzado informações, ao invés de fazer um relatório apenas informativo sobre o conteúdo encontrado no celular.

Lula acrescentou que o diretor Andrei Rodrigues deveria ter primeiro submetido o material à Procuradoria-Geral da República, e não ter levado o relatório diretamente ao STF.

Não é preciso ter mais de dois neurônios para perceber que a Polícia Federal não confia no procurador-geral Paulo Gonet, que obedece Lula cegamente e é amigo e ex-sócio de Gilmar Mendes.

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P.S.
Agora, “acabou chorare”, como dizia Bebel Gilberto, aos seis anos, quando os pais moravam no México e ela misturava português e espanhol. Lula pode chorar a vontade, bancar escola de samba para homenageá-lo, mandar a Janja rebolar na avenida, tudo isso será em vão.  O Carnaval acaba logo e a CPI do Crime Organizado vai começar a convocar os suspeitos do caso Master. O tempo não para e conspira contra essa gente que é viciada em desviar dinheiro público, conforme confessou Sérgio Cabral, antes de ser solto para desfrutar o que sobrou do enriquecimento ilícito. (C.N.)

Refletir sobre felicidade, forçosamente, significa encarar também a infelicidade

Ilustração de Ricardo Cammarota está em formato horizontal, proporção aproximada de 13,9 × 9,1 cm. A imagem foi criada manualmente com pincel e nanquim sobre papel, com traços tortuosos, orgânicos e estilizados, e uso intenso de hachuras para construção de volume e textura. A coloração foi aplicada digitalmente. A composição apresenta dois rostos humanos estilizados, sem corpo, posicionados lado a lado e levemente inclinados um em direção ao outro, ocupando quase toda a área da imagem. * O rosto à esquerda, em vermelho-alaranjado, possui contornos grossos em preto, olhos brancos sem pupilas e boca pequena, fechada, em tom lilás. As linhas de expressão são densas e irregulares, e a expressão facial sugere raiva ou tristeza. * O rosto à direita, em lilás, também delineado em preto, apresenta olhos brancos sem pupilas e boca levemente curvada para cima, em tom alaranjado, indicando uma expressão de sorriso. As hachuras acompanham a forma do rosto, criando sensação de relevo e movimento. Os dois rostos se tocam ou quase se encostam na região central, formando uma composição de contraste entre as expressões. O fundo é branco, sem outros elementos visuais.

Ilustração de Ricardo Cammarota (Folha)

Luiz Felipe Pondé
Folha

Para mim, Sigmund Freud disse tudo o que se tem a dizer sobre o dualismo felicidade e infelicidade, de forma sintética, no seu grandioso “Mal-Estar na Civilização”: a felicidade é episódica, e ela não parece fazer parte dos planos da criação.

O tema “felicidade” deve ser o topo da lista de vendas em qualquer plataforma de conteúdo no século 21. Chama a atenção o fato que não deixemos claro que o ponto de partida do tema seja o caráter estrutural da infelicidade. O que está em questão aqui, na verdade, é o dualismo felicidade e infelicidade. Falar de uma é, necessariamente, falar da outra.

CIÊNCIA DA FELICIDADE – Se pegarmos, por exemplo, o best-seller americano de Arthur Brooks “The Happiness Files”, ou arquivos da felicidade, de 2021, vemos um exemplo do que hoje se chama “ciência da felicidade”.

A primeira parte do livro mapeia, de forma didática e consistente, as principais causas da infelicidade em nosso ridículo século. Numa tradução selvagem, “Fazendo a gestão de si mesmo” é o título da primeira parte, com fracassos, exaustão, dificuldade de dizer “não”, em que a prática da autocontenção ajuda muitas vezes.

Uma vez tendo as necessidades básicas assistidas, o resto importa pouco ou, ao contrário do que pensavam os românticos e existencialistas, a tão glamourizada autenticidade pode levar você a encher o saco dos outros, mas levar à felicidade é muito pouco provável

E POR AÍ VAI – O autor, sem dúvida, analisa as principais causas que nos atormentam no mundo contemporâneo, passando por temas como redes sociais, polarização, política — territórios que para o autor são uma enorme cilada como esperança de alguma felicidade—, consumo, medo, insegurança social. Se olharmos mais a fundo para esse dualismo, veremos que a filosofia nunca encontrou um grande denominador comum ao refletir sobre ele.

Na Antiguidade, foi muito comum em pensadores como Aristóteles, Epicuro e estoicos entenderem a felicidade como o resultado de uma construção pessoal, na interação com a pólis ou a política — principalmente em Aristóteles. A ideia de esforço contínuo que levaria as pessoas a atingirem um certo controle sobre o desejo —sob o olhar antigo, ao contrário do olhar contemporâneo, um grande amigo da infelicidade.

A felicidade seria uma espécie de “segunda natureza” atingida por meio do esforço da virtude em busca da excelência no exercício das próprias virtudes. Aliás, para muitos, a concepção de virtude em si é a ideia de excelência prática de bons comportamentos.

DESEJO COMEDIDO – No caso do epicurismo é muito clara a busca de um desejo comedido, próximo das necessidades básicas, parceiro da ideia de que prazer é a ausência de dor. No estoicismo, a busca pelo autodomínio é essencial, assim como superar a intenção de controlar o incontrolável, em si a maior parte das coisas na vida. Arriscaria dizer que o estoicismo, nesse caso, faz um enorme contraponto à ideia moderna de que a felicidade é resultado de mecanismos cada vez mais aperfeiçoados de controle das infinitas variáveis que nos assolam.

A filósofa contemporânea Martha Nussbaum, especialista em antiguidade grega e ética trágica, acrescentaria, com razão, a ideia de que a felicidade, como um bem individual e coletivo que é, seria uma frágil realização em meio à fúria da contingência ou, como também se diz em filosofia, da fortuna. Os romanos cultuavam mesmo uma deusa da fortuna, minha deusa predileta.

Agostinho, filósofo já cristão e romano, entendia que o coração humano é, necessariamente, atravessado por uma inquietação herdada do pecado original de Adão e Eva, sendo este um orgulho profundo. Essa forma de soberba seria a tentativa constante de negar nossa insuficiência essencial quando não repousamos em Deus. Dito de forma simples: sem Deus, somos nada. Portanto, sem o transcendente, não há felicidade possível.

EGOÍSMO E CULPA – Essa ideia segue, ainda que de forma muito mais sofisticada, uma noção transversal em muitas religiões históricas, a de que sem o “sagrado todo-poderoso” estamos perdidos, inclusive, devido à pressão que ele exerce sobre nós.

E o que a modernidade tem a dizer sobre esse dualismo? Ah! A modernidade! Essa adolescente arrogante que nos cerca. Felicidade, grosso modo, desde o século 18 europeu, passa a ser um projeto racionalista de engenharia psicológica, social, política e tecnocientífica, ideia esta, aliás, que aparece na obra aqui citada de Arthur Brooks. Os românticos recusarão esse projeto.

Se identificarmos o que deu certo na nossa vida e dos nossos semelhantes, poderíamos atingir a felicidade? Esta seria a aposta da psicologia positiva? A resposta fica para um outro momento.

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Celular revela Vorcaro sendo cobrado para pagar R$ 35 milhões pelo resort

Cartum: Charges | Folha

Charge do Cláudio Oliveira (Folha)

Deu na Folha e no Estadão

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, se queixou a um interlocutor de cobranças que recebeu para efetuar pagamentos ligados à compra do resort Tayayá, do qual o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli era sócio, por meio da empresa Maridt.

Os diálogos obtidos pela Polícia Federal por meio do celular de Vorcaro indicam que o banqueiro determinou repasses que totalizaram R$ 35 milhões ao resort, segundo informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

CUNHADO OPERADOR – O cunhado do banqueiro, o pastor Fabiano Zettel, atuava como seu operador financeiro e foi o responsável por organizar os pagamentos. Em maio de 2024, Vorcaro perguntou a Zettel, por mensagem de WhatsApp, qual era a situação dos repasses.

“Você não resolveu o aporte do fundo Tayayá? Estou em situação ruim”, escreveu o banqueiro. O cunhado respondeu: “Te perguntei se poderia ser semana que vem e você disse que sim”.

Depois disso, Zettel apresentou a lista de pagamentos para Vorcaro aprovar. Nessa lista, constava em uma das linhas: “Tayaya – 15″. Para a PF, tratava-se do repasse de R$ 15 milhões ao empreendimento. Vorcaro respondeu: “Paga tudo hoje”.

NOVA COBRANÇA – Em agosto de 2024, Vorcaro voltou a tratar das cobranças com o cunhado. “Aquele negócio do Tayayá não foi feito?”, perguntou o banqueiro. Zettel respondeu que já tinha transferido para o intermediário responsável por efetivar o pagamento, mas que o aporte final dependeria dessa pessoa.

Vorcaro se irritou. “Cara, me deu um puta problema. Onde tá a grana?”, afirmou ao cunhado. Zettel respondeu: “No fundo dono do Tayayá. Transfiro as cotas dele”. Para prestar contas diante das cobranças, Vorcaro pediu a Zettel que levantasse todos os aportes realizados no Tayayá. “Me fala tudo que já foi feito até hoje”. Zettel, então, respondeu: “Pagamos 20 milhões lá atrás. Agora mais 15 milhões”.

Segundo informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, Vorcaro cita o nome da ex-mulher de Toffoli, a advogada Roberta Rangel em diálogos obtidos pela PF com outros interlocutores.

MULHER DE TOFFOLI – O relatório da PF apontaria indícios de que ela atuou em assuntos jurídicos para o Banco Master quando ainda era casada com o ministro do STF. A polícia não teria confirmado a existência de um contrato da ex-mulher de Toffoli com o banco. Procurada na noite deste sábado (14), a advogada não respondeu. Procurado pela reportagem, Vorcaro não comentou o assunto até a publicação deste texto.

Toffoli enviou nota, por meio da assessoria do STF, dizendo que o negócio ocorreu antes de ser relator do processo sobre o Master, que não conhecia o gestor do fundo que adquiriu sua fatia no resort e que não recebeu dinheiro de Vorcaro e de seu cunhado, Fabiano Zettel.

“Deve-se ressaltar que tudo foi devidamente declarado à Receita Federal do Brasil e que todas as vendas foram realizadas dentro de valor de mercado”, afirmou o ministro na nota.

FORA DA RELATORIA – A retirada da relatoria do caso Master das mãos do ministro Dias Toffoli teve como um dos pivôs o resort de luxo Tayayá. Foi no espaço localizado em Rio Claro (PR) que o magistrado dividiu, por meio de sua empresa familiar, sociedade com um fundo de investimentos ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Como mostrou a Folha no mês passado, o resort localizado em Rio Claro (PR) era a parte visível de uma parceria que teve início em setembro 2021, quando a Maridt Participações S.A., empresa do ministro com os irmãos José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, vendeu metade de sua participação no empreendimento ao fundo de investimentos Arleen por pouco mais de R$ 3 milhões.

O Arleen integra uma extensa cadeia de fundos apontados pelas autoridades como pertencentes à engenharia financeira de Vorcaro e seus sócios.

FORA DO RESORT – O controlador do fundo Arleen é o pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, segundo o jornal O Estado de S.Paulo.

A empresa familiar Maridt somente deixou a sociedade nas empresas que compõem o grupo Tayayá em fevereiro do ano passado, quando o restante de sua participação foi adquirida pelo empresário Paulo Humberto Barbosa.

Os irmãos José Eugênio, que é engenheiro, e José Carlos, que atua como padre, levam uma vida sem luxos em Marília (SP), como mostrou a Folha. A Maridt é uma empresa de capital social de ridículos R$ 150 e tem ainda um dos filhos de José Eugênio na diretoria.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
As investigações estão apenas começando. Daqui para a frente, os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes vão ter surpresas diariamente no noticiário dos jornais. Será que vale a pena enriquecer ilicitamente, para depois passar tanta vergonha? Sinceramente, a desfaçatez dessa gente é uma arte, como diria Ataulfo Alves, sempre lembrado aqui na Tribuna. (C.N.)

Olha o bloco do sujo, que não tem fantasia, mas que traz alegria para o povo sambar

20 Anos do Bloco dos Sujos de Olinda

No Brasil inteiro, existem blocos dos sujos no carnaval

Paulo Peres
Poemas & Canções

O coronel do Exército Brasileiro, compositor e letrista carioca Antônio de Pádua Vieira da Costa (1921-1996),  que adotou o nome artístico de Luiz Antônio, e o pianista e compositor maranhense Luís Abdenago dos Reis (1926-1980), conhecido como Luís Reis, são os autores do samba “Bloco do Sujo”, cuja letra expressa as manifestações populares típicas do carnaval de rua, onde o improviso e a desorganização são a tônica.

Um grupo de foliões com fantasias improvisadas, ou mesmo de roupa comum, reúne-se ao som de instrumentos também improvisados e desfilam pelas ruas da cidade, cantando e dançando. Alguns blocos de sujo satirizam a política nacional com faixas e cartazes, sempre em tom de ironia e deboche, com a marca do humor brasileiro.

As Gatas gravaram esse samba, em 1969, após terem vencido o Concurso de Músicas de Carnaval, no ano anterior, na extinta TV Tupi, promovido pelo Conselho Superior de MPB do Museu da Imagem e do Som.

BLOCO DO SUJO
Luiz Antonio e Luis Reis

Olha o bloco do sujo,
Que não tem fantasia,
Mas que traz alegria,
Para o povo sambar.

Olha o bloco do sujo,
Vai batendo na lata,
Alegria barata,
Carnaval é pular.

Olha o bloco do sujo,
Que não tem fantasia,
Mas que traz alegria,
Para o povo sambar,

Olha o bloco do sujo,
Vai batendo na lata,
Alegria barata,
Carnaval é pular.

Plac, plac, plac,
Bate a lata,
Plac, plac, plac,
Bate a lata,
Plac, plac, plac,
Se não tem tamborim,
Plac, plac, plac,
Bate a lata,
Plac, plac, plac,
Bate a lata,
Plac, plac, plac,
Carnaval é assim !…

Caso do Master expõe vínculos evangélicos e será desafio para André Mendonça

Crise de confiança no STF: a erosão institucional e o isolamento político de Toffoli

Toffoli na relatoria era um risco à imagem do tribunal

Pedro do Coutto

A recente sequência de revelações envolvendo o caso do Banco Master, destacada em reportagem do jornal O Globo assinada por Mariana Muniz e Eduardo Gonçalves, reacendeu um debate sensível sobre o funcionamento interno do Supremo Tribunal Federal e, sobretudo, sobre a posição institucional do ministro Dias Toffoli.

O vazamento de diálogos atribuídos a ministros da Corte não apenas provocou desconforto interno, como expôs uma crise de confiança que ultrapassa a esfera jurídica e assume contornos políticos relevantes. Em tribunais constitucionais, decisões formais raramente são neutras em seus significados simbólicos, e a substituição de um relator em um caso de grande repercussão não pode ser tratada como um simples ajuste técnico.

CREDIBILIDADE – Quando a relatoria passa, por decisão unânime, ao ministro André Mendonça, o gesto sinaliza, antes de tudo, a necessidade de preservar a credibilidade institucional da Corte diante de um processo que envolve suspeitas graves e grande exposição pública. A unanimidade na escolha do novo relator indica que o problema deixou de ser individual e passou a ser percebido como um risco à imagem coletiva do tribunal.

Do ponto de vista jurídico, a discussão sobre eventual remessa do caso à primeira instância revela-se pouco consistente. A Constituição brasileira estabelece com clareza que ministros do Supremo não podem ser julgados por juízos inferiores, o que torna incompatível qualquer tentativa de deslocar a competência quando o cerne das investigações envolve um membro da própria Corte.

A substituição do relator não altera essa regra; ao contrário, reforça que o caso permanece no âmbito do Supremo, agora sob nova condução, o que evidencia a gravidade institucional da situação. Nesse contexto, a tensão entre o ministro e a Polícia Federal, em razão de investigações e registros de comunicações, adiciona um componente ainda mais delicado ao episódio, pois coloca em choque duas instituições centrais do Estado e amplia a pressão por respostas claras e juridicamente sólidas.

PALCO DE DISPUTAS – Os vazamentos de bastidores, por sua vez, funcionam como catalisadores da crise. Divergências internas são naturais em qualquer corte colegiada, mas quando conversas e avaliações estratégicas passam a circular publicamente, o tribunal deixa de projetar unidade institucional e passa a ser percebido como palco de disputas políticas internas. Essa dinâmica fragiliza a autoridade da Corte e contribui para o isolamento progressivo do ministro envolvido, cuja permanência passa a ser questionada não apenas sob o prisma jurídico, mas também sob o ângulo da governabilidade interna do tribunal.

A perda de confiança entre pares, ainda que não formalizada em votos ou declarações explícitas, manifesta-se em decisões práticas, como a retirada da relatoria e a condução unânime de novos encaminhamentos processuais.

À medida que o tempo avança e novas informações surgem, consolida-se a percepção de que a crise deixou de ser episódica para se tornar estrutural. O problema central não é apenas a eventual responsabilização individual, mas o impacto sobre a legitimidade do Supremo em um ambiente político já marcado por forte polarização e desconfiança nas instituições.

EQUILÍBRIO – Em situações dessa natureza, a Corte precisa equilibrar dois imperativos: garantir o devido processo legal e, simultaneamente, preservar sua autoridade moral perante a sociedade. O desfecho do caso, portanto, não dirá respeito apenas ao destino pessoal de um ministro, mas à capacidade do Supremo de demonstrar que possui mecanismos internos eficazes para enfrentar suspeitas envolvendo seus próprios membros sem comprometer a estabilidade institucional. 

O episódio revela como crises internas do Judiciário podem rapidamente adquirir dimensão política, influenciando a percepção pública sobre a independência, a coesão e a responsabilidade de uma das instituições mais importantes da República.

Desfile pró-Lula na Sapucaí acende alerta no Planalto e tensão com oposição

Bloco dos Sujos é liderado em Brasília pelos ministros Moraes e Dias Toffoli

Tribuna da Internet | Toffoli deu “presente” a Moraes, mas também ganhou  “presente” de Gonet

Charge reproduzida de Tixanews

Malu Gaspar
O Globo

A saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master, depois que o diretor-geral da PF entregou a Edson Fachin o relatório sobre as conexões entre Dias Toffoli e Daniel Vorcaro, na segunda-feira, pavimenta o caminho para a etapa seguinte: o avanço das investigações sobre conexões de Vorcaro e o material apreendido com os executivos do Banco Master sobre Alexandre de Moraes.

A equipe da coluna apurou que Moraes, que tinha relação próxima com Vorcaro, trocava mensagens com o banqueiro e é citado diversas vezes em diálogos do celular do controlador o Master apreendido pela PF, inclusive em conversas sobre pagamentos à mulher do ministro.

R$ 129,6 MILHÕES – Como publicamos em dezembro, a mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes, tinha um contrato com o Master que previa o pagamento de R$ 129,6 milhões em três anos para a defesa dos interesses do banco em diversos órgãos do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

Até hoje, porém, não foram encontradas evidências de que ela de fato prestou serviços correspondentes a honorários tão vultosos. Nem Viviane nem o ministro explicaram até hoje a que se refere o contrato.

Sob Toffoli, um relatório com achados sobre Moraes, semelhante ao que foi feito sobre ele mesmo, muito provavelmente acabaria arquivado.

DOBRADINHA – Não é por acaso que Moraes e Toffoli têm feito uma dobradinha em público e nos bastidores do Supremo. Nos últimos dias, o marido de Viviane foi o maior defensor do ministro na Corte, apesar de todas as evidências de que a situação do colega se tornara insustentável.

Na reunião fechada dos ministros que discutiu o caso e acabou com o afastamento de Toffoli do caso, a pedido, Moraes foi quem mais defendeu o colega.

Com a saída de Toffoli da relatoria, a coisa muda de figura. O caso foi distribuído para um novo relator, André Mendonça, por sorteio. Portanto, Moraes tem razões para estar preocupado, porque suas chances de escapar ileso das investigações diminuem a cada dia.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Toffoli e Moraes tornaram-se uma espécie de irmãos siameses da impunidade. Ambos são altamente irresponsáveis e levaram o Supremo por caminhos tristonhos, como diria o genal Ary Barroso. Hoje, tanto Toffoli quanto Moraes já podem ser considerados folhas mortas. O futuro dos ex-poderosos ministros não vale uma nota de três dólares. E viva a imprensa livre! (C.N.)

Em meio a racha no União/PP, Moro diz que candidatura a governador é irreversível

Alcolumbre, principal defensor de Toffoli e Moraes, já desistiu de protegê-los

Alcolumbre dá sinal verde e Senado adia revisão da Lei do Impeachment para  2026

Alcolumbre sabe que pode ser a próxima vítima do Master

Carlos Newton

Os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes contavam – e ainda acham que contam – com o apoio do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para estancar a sangria e evitar o agravamento da crise do Supremo, como se isso fosse possível.

O presidente do Congresso fez o que pode, mas tudo tem limite, até porque ele tem enorme telhado de vidro e o apoio a envolvidos em corrupção ameaça atingi-lo na sequência, envolvido no próprio caso Master.

SEM CPI – Sentado em cima do Regimento Interno do Congresso, Alcolumbre está evitando a convocação da CPI do Master, mas não tem como impedir que o assunto domine as discussões no Congresso, especialmente no Senado, que tem a prerrogativa de aprovar impeachment de ministros do Supremo.

Na semana passada ele fez o possível para evitar que a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), presidida por Renan Calheiros (MDB-AL), criasse um grupo de trabalho para acompanhar o caso Master.

CRIME ORGANIZADO – Para Alcolumbre, o pior mesmo é a CPI do Crime Organizado, comandada por três senadores com atuação livre de influências político-partidárias – Fabiano Contarato (PT-ES), presidente; Hamilton Mourão (Republicanos-RS), vice-presidente; e Alessandro Vieira (MDB-SE), relator.

Eles contam com apoio da maioria da CPI e vão fazer um estrago, convocando para depor o banqueiro Daniel Vorcaro e os irmãos e o primo de Dias Toffoli, entre outros envolvidos no escândalo do Master.

Alcolumbre é um dos parlamentares mais corruptos do atual Congresso e chegou a presidência do Senado por causa do apoio irrestrito do presidente Lula da Silva, que atende a todos os pedidos dele e tem garantid0 a liberação de cada vez mais emendas parlamentares, apesar do fim do chamado orçamento secreto. No ano passado, o total bateu recorde – mais de R$ 50 bilhões em emendas de senadores e deputado.

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P.S.
Alcolumbre não tem saída e será obrigado a apoiar as decisões da CPI do Crime Organizado. Ele já está consciente que é um risco tentar proteger Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, porque o alvo seguinte do caso Master pode ser ele, responsável pela nomeação de seu cúmplice Jocildo Lemos na presidência do Fundo de Pensão dos Servidores do Amapá, que a pedido do próprio Alcolumbre “investiu’ R$ 500 milhões no Master. Por tudo isso, não esqueçam de comprar pipocas. (C.N.)

Ao suspender penduricalhos, Dino envia recado a Fachin e aumenta tensão no STF

Sem medo do ridículo, Janja vai desfilar no Carnaval do Rio, aplaudida por Lula

Ao visitar barracão, Janja confirma presença no desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula - Agenda do Poder

Janja visitou o barracão e ficou empolgada com o desfile

Vicente Limongi Netto

É surpreendente e estarrecedora a notícia de que a primeira-dama da República, dona Janja da Silva, está irredutível e vai desfilar neste domingo no Sambódromo do Rio de Janeiro, como destaque da Escola Acadêmicos de Niterói.

O enredo é uma homenagem direta ao presidente – “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” e pode dar problema como campanha eleitoral antecipada. Mas Lula não quer nem saber e até palpitou na letra do samba, composto para louvar a trajetória do menino pobre que chegou ao Palácio do Planalto.

A respeito do curioso e deplorável episódio, o respeitado jornalista e escritor Pedro Rogério Moreira fez o seguinte desabafo: “Essa Janja está brincando com fogo. Anuncia que vai desfilar no Sambódromo, na escola de samba que está homenageando o Lula. Ora, é uma sem noção. Expor o presidente da República desta maneira! Sinceramente…

HORA DE BRINCAR – O povo merece sambar, beijar, abraçar, xingar, berrar, curtir uma bebidinha. Tudo com ternura divertida. Ninguém merece mais alegrias no carnaval do que o povo.

Carnaval é válvula de escape dos que trabalham duro. Acordam de madrugada. Pegam duas conduções para chegar no trabalho. É hora do povo guerreiro cair feliz na folia. Durante quatro dias esquece os problemas os desapontamentos com figurões da República.

Salários baixos.  Alimentos caros. Roubalheiras que humilham o Brasil e os cidadãos de bem. Na quarta-feira de cinza o Brasil cai na realidade. O povo tira a fantasia. Limpa os confetes do rosto. Volta ao cotidiano com o que tem de mais rebelde – a fibra para continuar vivendo.

MAIS TURISTAS – O fluxo de visitantes internacionais será o grande diferencial do Carnaval 2026, em comparação à festa dos anos anteriores. A expectativa é de que o mês da folia termine com 1,42 milhão de turistas estrangeiros passando pelo País, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O número representará um recorde histórico para o período, com crescimento de 4,0% em relação a 2025. Esse movimento é o principal suporte para a projetar um faturamento total de R$ 14,48 bilhões para o setor no feriado.

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a chegada recorde de estrangeiros representa uma oportunidade única para o fortalecimento da economia nacional: “O Carnaval é o ‘Natal do turismo brasileiro’ e a presença massiva de estrangeiros, que já injetaram mais de US$ 7 bilhões na nossa economia em 2025, impulsiona não apenas os grandes centros, mas toda a cadeia do comércio de bens e serviços. É uma engrenagem que reafirma o Brasil como um destino global competitivo”.

Caso Master expõe fragilidade dos fundos de pensão, aponta especialista

Para travar Ratinho Jr. no Planalto, Flávio acena com palanque a Moro no Paraná

Ex-juiz pode se filiar ao PL para concorrer no Paraná

Raphael Di Cunto
Folha

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ameaça apoiar o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) na eleição para o Governo do Paraná caso o governador Ratinho Jr. (PSD) decida concorrer à Presidência da República. Está na mesa inclusive a filiação ae Moro o PL, já que ele enfrenta dificuldades para viabilizar sua candidatura pelo seu atual partido.

A negociação pode implodir o acordo do PL do Paraná com Ratinho Jr, e ambos marcaram de conversar após o Carnaval para tentarem uma composição. O governador saiu de férias na última terça-feira (10) e só deve retornar ao país no dia 25 de fevereiro. Já o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro estava num roteiro internacional para encontrar líderes da direita em outros países.

ACERTO – Antes da candidatura presidencial de Flávio, o PL acertou que apoiaria o candidato escolhido por Ratinho Jr. para sua sucessão em troca de espaço para o deputado federal Filipe Barros concorrer ao Senado. Hoje o mais cotado é o secretário de Cidades, Guto Silva (PSD), mas o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (PSD), e o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (PSD) também disputam a vaga.

Flávio tem atuado para construir palanques próprios em todos os estados e quer evitar o apoio a um candidato que rivalize com ele nacionalmente. Por isso, segundo três interlocutores, passou a conversar com Moro sobre a possibilidade de apoiar sua candidatura ao governo, como forma de enfraquecer Ratinho Jr. e fazê-lo desistir da eleição presidencial.

O governador ainda não decidiu se concorrerá à Presidência ou ao Senado. Aliados dizem que ele tem oscilado de posição nas conversas reservadas. Ora avalia que não haverá espaço por causa da polarização entre um Bolsonaro e o presidente Lula (PT), ora demonstra otimismo sobre a possibilidade de ir ao segundo turno e vencer por causa da menor rejeição entre os eleitores ao seu nome.

PRESSÃO – Também pesa na decisão, segundo três aliados, uma pressão de seu pai, o apresentador de TV e empresário Carlos Massa, o Ratinho, por receio de que isso afete os negócios da família, como concessões de televisão e rádio pelo país.

Outra preocupação é a manutenção do seu grupo no comando do Paraná. Com uma avaliação positiva superior a 80%, Ratinho planeja fazer o sucessor, mas Moro tem aparecido na liderança de pesquisas de intenção de voto, puxado pela popularidade conquistada nos tempos como juiz da Operação Lava Jato.

O Paraná é um estado com eleitorado mais à direita, e o apoio da família Bolsonaro tem peso. Na eleição de Curitiba em 2024, a jornalista Cristina Graeml foi ao segundo turno concorrendo pelo nanico PMB e ameaçou o candidato de Ratinho Jr. após sinalizações de endosso do ex-presidente Bolsonaro.

RISCO – O apoio de Bolsonaro a Moro, na visão de aliados do governador, é um risco e pode ser decisivo na eleição. Além disso, a filiação ao PL –sigla com maior tempo de propaganda na TV e rádio e maior fatia do fundo eleitoral– mudaria o cenário.

No atual partido, o União Brasil, Moro encontra dificuldades. Conquistou o comando local após meses de pressão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), mas pelo menos dois deputados federais (Felipe Francischini e Nelson Padovani) estão de saída para continuarem no grupo do governador.

Moro ainda depende do PP, sigla que comandará a federação com o União Brasil no Paraná e já afirmou publicamente que não deseja apoiá-lo. O presidente estadual do PP, deputado Ricardo Barros (PR), lidera a resistência contra o ex-juiz. “Hoje, o que está definido é que o Moro não será nosso candidato”, diz.

NEGOCIAÇÃO –  Barros afirma que a federação está livre para negociar com Ratinho Jr, mas que também pode lançar candidato próprio –a ex-governadora Cida Borghetti, o ex-prefeito de Londrina Marcelo Belinati ou Greca, se ele não tiver espaço no grupo do governador e resolver trocar de partido. “Temos alternativas que dialogam melhor com a política”, declarou.

Questionado pela Folha, Moro não comentou as conversas com o PL, mas insistiu em nota que pretende concorrer pelo atual partido. “O senador Sergio Moro permanece no União Brasil, partido que garantiu sua candidatura ao governo do Paraná nas eleições de 2026. As divergências com PP serão resolvidas com diálogo”, respondeu por meio de sua assessoria.

Políticos do PP afirmam que a mudança para o PL pode não ocorrer porque o clima está mais favorável a Moro dentro da federação. Um aliado do presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), diz que ele está mais propenso a defender essa candidatura por entender que isso aumentará o número de deputados federais e senadores do grupo. Essa permanência poderia ocorrer mesmo com o apoio de Flávio. O senador tem até 4 de abril para decidir qual partido estará filiado para concorrer, prazo limite para quem vai disputar a eleição de 2026.

STF avança para julgamento de Ramagem enquanto extradição segue em curso

Caso entra na fase final antes do julgamento

Fernanda Vivas
G1

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na última quarta-feira (11) a abertura de prazo de 15 dias para que acusação e defesa apresentem alegações finais na ação que trata de crimes atribuídos ao deputado cassado Alexandre Ramagem (PL-RJ) após sua diplomação como deputado federal.

A decisão marca a entrada do caso na fase final antes do julgamento, isto é, quando ainda é permitido às partes apresentarem suas últimas considerações e argumentos. Ramagem, que está foragido após deixar o país para ir morar nos Estados Unidos, foi interrogado por uma juíza auxiliar do gabinete de Moraes na semana passada. Na ocasião, ele pegou ter cometido os crimes.

DELITOS – Ramagem foi ouvido após Moraes decidir retomar a ação penal contra o ex-deputado pelos dois crimes praticados após sua diplomação como deputado federal: os delitos de dano qualificado e de deterioração do patrimônio tombado, praticados em 8 de janeiro de 2023.

A ação penal, suspensa por decisão da Câmara dos Deputados, foi retomada após Ramagem ter o mandato cassado pela Mesa da Câmara no ano passado. Como ele deixou de ser deputado, perdeu a imunidade parlamentar que seus colegas haviam lhe dado.

Ramagem já foi condenado a 16 anos de prisão, em setembro, por outros três crimes cometidos antes de sua diplomação, realizada no final de 2022: abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; e organização criminosa. No entanto, ele fugiu do país pouco antes de ter a prisão decretada em definitivo, e está morando nos Estados Unidos desde então.

EXTRADIÇÃO – No fim de janeiro, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição de Ramagem já foi formalmente encaminhado ao governo norte-americano pela via diplomática.

O pedido de extradição foi determinado pelo ministro Alexandre de Moraes em dezembro do ano passado, após a fuga. De acordo com as investigações da Polícia Federal, Ramagem saiu do país de forma clandestina pela fronteira do Brasil com a Guiana, sem passar por controle migratório.

PASSAPORTE DIPLOMÁTICO – No país vizinho, embarcou no aeroporto de Georgetown com destino aos Estados Unidos, onde teria ingressado utilizando passaporte diplomático, apesar de existir determinação judicial para o cancelamento do documento. Aliados do ex-deputado afirmam que ele pretende pedir asilo político nos Estados Unidos, o que pode prolongar a tramitação do pedido de extradição.

Quando a PGR apresentou a denúncia contra Ramagem e outros sete réus do núcleo crucial da trama golpista, no início do ano passado, a Câmara fez uma votação para decidir se autorizava o processamento criminal do deputado.

Investigação do Banco Master divide analistas entre transparência e risco político