Nunes Marques diz que impeachment de ministros do STF é pauta exclusiva do Senado

Lula acusa TSE de decisões tendenciosas e cobra imparcialidade de Nunes Marques

É bestial ler que Darcy Ribeiro fundou a UnB e também ouvir elogios a Buarque

Juscelino Kubitschek (1902-1976) - TV Senado

JK foi o criador e fundador da Universidade de Brasília

Vicente Limongi Netto

Lamentável e deplorável que um repórter estagiário, com a benevolência de uma jornalista profissional, na matéria destacando o medíocre ex-reitor da Universidade de Brasília, Cristovam Buarque (Correio Braziliense -11/10), chame o ex-reitor José Carlos Azevedo apenas de “capitão de mar e guerra”, numa estúpida e covarde tentativa de diminuí-lo profissionalmente.

Azevedo tinha Mestrado e Doutorado em Física, Engenharia Nuclear e Arquitetura e Engenharia Naval,  pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos.

DARCY RIBEIRO -Outro equívoco grotesco da matéria foi informar que Darcy Ribeiro fundou a UnB. Darcy foi somente o primeiro reitor da Instituição. Nesta linha, na mesma edição do Correio Braziliense, o conceituado Jorge Henrique Cartaxo, jornalista e mestre em História pela Universidade Paris-Sorbonne,  é categórico, definitivo e claro:

“No dia 21 de abril de 1960,  no dia da inauguração de Brasília, JK enviou sua primeira mensagem do Palácio do Planalto, ao Congresso Nacional, criando a Universidade de Brasília, que seria inaugurada em 1962”.

EMOÇÃO – Coração do Flavinho  Rachadinha explodindo de emoção. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou o candidato mentiroso, pretensioso e arrogante, a visitar o pai Jair, golpista e presidiário. Não está decidido se o bondoso Xandão vai liberar outro pedido singelo do candidato falastrão, levar um grupo de milicianos para um comovente abraço no mestre Bozo.

 

 

Fachin deve receber relatórios da PF sobre citações a ministros do STF no caso Master

Áudio sobre suposto financiamento de filme de Lula não tem valor jurídico, diz professor

Milton e Márcio Borges, no trem Vera Cruz, em busca de um amor perdido

Milron Nascimento e Márcio Borges na Homenagem à Fernando Brant - Inhotim/MG/2015 | Cantores, Clube da esquina, Cantor brasileiro

Márcio Borges e Milton, grandes parceiros

Paulo Peres
Poemas & Canções

O escritor, diretor do Museu do Clube da Esquina e poeta mineiro Márcio Hilton Fragoso Borges é, sem dúvida, um dos melhores letristas do nosso cancioneiro popular, criador da expressão “os sonhos não envelhecem”.

A letra de “Vera Cruz” admite três interpretações, uma vez que, pode ser vista como a mulher amada, como a mulher-pátria ou uma composição ferroviária homônima que fazia o trajeto Belo Horizonte-Rio de Janeiro. A música “Vera Cruz” foi gravada por Milton Nascimento no LP Angelus, em 1993.

VERA CRUZ
Milton Nascimento e Márcio Borges

Hoje foi que a perdi
Mas onde já nem sei
Me levo para o mar
Em Vera me larguei
E deito nessa dor
Meu corpo sem lugar

Ah! Quisera esquecer
A moça que se foi
De nossa Vera Cruz
E o pranto que ficou
Da morte que sonhei
Nas coisas de um olhar

Ah! nos rios me larguei
Correndo sem parar
Buscava Vera Cruz
Nos campos e no mar
Mas ela se soltou
No longe se perdeu

Quero em outra mansidão
Um dia ancorar
E aos ventos me esquecer
Que ao vento me amarrei
E nele vou partir
Atrás de Vera Cruz

Ah! Quisera encontrar
A moça que se foi
No mar de Vera Cruz
E o pranto que ficou
Do norte que perdi
Nas coisas de um olhar

Lula diz que votação do fim da escala 6×1 antes do segundo turno está acertada com Alcolumbre

PEC é uma das apostas do PT na reta final da campanha

Deu na Folha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste domingo (11) que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que põe fim à escala 6×1 está com data de votação marcada para antes do segundo turno. Segundo ele, o tema já está “conversado” com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

“A única coisa que a oposição pode fazer é demonstrar se eles vão ter coragem de votar contra ou a favor. Eles vão ter só isso”, disse o chefe do Executivo durante ato, batizado de Marcha pela Democracia, na avenida Paulista.

HORA DA VERDADE – “O que eles não podem é tentar protelar para enganar o povo depois das eleições. Agora é a hora da verdade. O PL tem que dizer se ele é favorável aos trabalhadores descansarem mais ou se quer que os trabalhadores continuem trabalhando mais”, completou.

A proposta, já aprovada pela Câmara, em maio, e pela CCJ do Senado, no início de setembro, reduz a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas, com a concessão obrigatória de duas folgas semanais, uma delas preferencialmente aos domingos. A alteração constitucional prevê uma transição para a redução das quatro horas semanais.

A primeira etapa começa a valer 60 dias depois da promulgação, com a redução da jornada semanal a 42 horas. A segunda e última fase, a redução para 40 horas, será aplicada 12 meses depois. A redução na jornada, segundo a PEC, não pode resultar em redução salarial.

MODELO ALTERNATIVO – O candidato Flávio Bolsonaro (PL) defende um modelo alternativo para a mudança de jornada, com remuneração por hora trabalhada. Direitos como férias, 13º e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) seriam mantidos, mas também seriam pagos de forma proporcional.

A PEC deve passar nesta semana pelas duas últimas sessões de discussão antes da votação em primeiro turno. O texto está na pauta das sessões de terça-feira (13) e quarta-feira (14) do plenário do Senado.

Preocupada com um possível efeito eleitoral positivo para Lula, a oposição, a oposição no Senado tentou adiar o início da análise para depois das eleições. Senadores de PL, PP e Republicanos se reuniram na última quarta-feira (7) para tentar fechar uma estratégia diante do início da discussão da PEC no plenário.

SEM SUCESSO – A senadora Tereza Cristina (PP-MS) foi escalada para tentar, com Alcolumbre, evitar que a votação aconteça antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro, mas não obteve sucesso.

O regimento do Senado prevê que alterações constitucionais sejam discutidas em cinco sessões plenárias antes da votação em primeiro turno. Alcolumbre, a quem cabe decidir o que entra ou não na pauta, disse que colocará a PEC em votação na próxima quarta-feira (14).

Na última semana, a Casa começou a discutir a proposta. Na terça (6), o governo Lula mobilizou sua base e conseguiu que a primeira das cinco sessões para discutir a PEC fosse dominada por discursos favoráveis à modificação.

DESONERAÇÃO – Essa é uma das apostas de Lula para aumentar sua popularidade e angariar votos na reta final das eleições para o Executivo. Na última sexta-feira (9), a 16 dias do segundo turno, o governo Lula anunciou a renovação e a ampliação da desoneração de impostos federais sobre etanol e gasolina e a criação de uma subvenção exclusiva à importação do diesel.

A medida zera os impostos federais sobre a gasolina (R$ 0,89/litro), renova o subsídio do etanol anunciado em setembro (R$ 0,19/litro) e acrescenta a subvenção à importação do óleo diesel (R$ 1,40/litro). De acordo com o Ministério do Planejamento, todas as ações para conter o preço dos combustíveis já somam R$ 41 bilhões.

Fachin cria barreira, mas não encerra “guerra de ofícios” no STF, aponta analista

Marina Silva alerta para ofensiva ambiental no Congresso sob eventual governo Flávio

PL, redes sociais e emendas: a engrenagem por trás do avanço da direita

Acordão? Bolsonaro solto; Flávio inocente no Master; Moraes e Lulinha “esquecidos”?

 Ilustração: Kleber Sales/Estadão

Charge do Kleber Sales (Estadão)

Eliane Cantanhêde
Estadão

A guerra continua no Supremo Tribunal Federal e os sinais trocados dados pelo ministro Alexandre de Moraes geraram uma dúvida nos ares de Brasília: há um acordão à vista para salvar Moraes, de um lado, e Jair e Flávio Bolsonaro, do outro? Moraes precisa mais dos Bolsonaro do que eles dele, mas convém a todos deixar o caso Master para lá.

Dois movimentos crescem juntos, um para livrar Jair da cadeia e deixar para lá os R$ 134 milhões que Flávio pediu, nada mais, nada menos, para Daniel Vorcaro, e outro, no sentido oposto, para facilitar impeachment de inistros do Supremo no Senado, algo feito de encomenda para Moraes. O acordo seria para fortalecer o movimento pró-Bolsonaros e enfraquecer o anti-Moraes.

INTERESSES COMUNS – Desde o julgamento do golpe no Supremo, os dois lados são inimigos, mas agora têm, vamos dizer assim, “interesses comuns” que vêm sendo discutidos por amigos e interlocutores, na velha base dos casamentos políticos em Brasília: você me salva, eu te salvo e seremos todos felizes para sempre.

Que tal diminuir os R$ 130 milhões do contrato que a família de Moraes fez com Vorcaro dos R$ 134 milhões que Flávio pediu para o filme do pai? Praticamente zera a conta e fica tudo como está, com Jair Bolsonaro livre, leve e solto, Flávio dispensado de explicar “Dark Horse” (de quebra, endereço, conta e contador ligados ao escândalo do INSS) e Moraes tendo chance de sair de fininho, sem processo.

A história se repete “como tragédia ou como farsa” e, se tudo isso estiver de fato rolando nos corredores e gabinetes e der resultado, será impossível não lembrar que Lula foi condenado e preso por 580 dias, mas se livrou e voltou a subir a rampa do Planalto por uma manobra do próprio STF. 

TEMER PASSA PANINHO – E Michel Temer nisso tudo? Tratado como inimigo do PT desde que saiu da vice para a Presidência com o impeachment de Dilma Rousseff, foi ele quem nomeou Moraes para o Supremo e agora apoiou rapidamente Flávio no segundo turno.

Logo, tem como fazer uma ponte entre Flávio e Moraes. Aliás, como foi, de fato, a conversa de Gilmar Mendes com Flávio?

Como todo “xerife”, Moraes foi rápido no gatilho, mas não para atirar no bolsonarismo, ao contrário. Mal terminou o primeiro turno, com Flávio à frente do presidente Lula, ele mandou a Débora do Batom, condenada a 14 anos por violar a estátua da Justiça no 8/1, para a prisão domiciliar. E não ficou por aí.

E EDUARDO? – Ato contínuo, mandou arquivar as investigações contra os bolsonaristas Marcos Do Val, senador, e Alan dos Santos e Oswaldo Eustáquio, blogueiros, que respondiam por obstrução de Justiça e incitação ao crime. Por fim, autorizou a visita de Flávio ao pai. Nada demais, mas, nesses tempos de bang bang institucional, a sequência e a oportunidade deixam uma pulga atrás da orelha.

Tudo isso foi na semana do primeiro turno, mas ela fechou com uma reviravolta. Após acenar com decisões simpáticas a Flávio e deixar suspeitas de acordão no ar, Moraes mandou emitir mandado de prisão e suspender os passaportes de Eduardo Bolsonaro.

Ele teve de recuar porque suas intenções estavam ficando óbvias demais, ou a tentativa de acordão deu para trás? Pode até ser, porque Moraes está numa situação muito mais frágil e, do outro lado, tudo já caminha para soltar Jair Bolsonaro, inclusive no Supremo, onde pelo menos quatro ministros já trabalham nisso.

JAIR E FLÁVIO – Quanto a Flávio, basta garantir a vitória no segundo turno. Durante a vigência do mandato, segundo a Constituição, presidentes não podem ser responsabilizados por atos estranhos ao exercício de suas funções.

Jair e Flávio dependem da vitória. Moraes precisa de muito mais. Dê Flávio ou Lula, vai enfrentar um Senado com sangue na boca contra ele e um Supremo em chamas, com o esforço de Gilmar Mendes e Flávio Dino para embolar tudo, investigar os outros três ou quatro ministros envolvidos com Master e fazer valer a regra: ou se salvam todos (inclusive Moraes), ou não se salva ninguém.

E se Lula vencer? A história será outra, mas o bolsonarismo estará forte no Congreso, a crise vai se manter no Supremo e os acordões também vão correr soltos, para um lado e para o outro. Pelo andar da carruagem, nem Jair Bolsonaro vai continuar preso, nem Flávio vai responder por Master e INSS, nem Moraes se tornará exemplo de que “a lei vale para todos”. Lulinha? Já está no limbo.

Lula leva multidão às ruas e tenta reverter desvantagem para Flávio

Manifestação a favor de Lula ocupou 12 quarteirões na Paulista

Bruno Ribeiro
Mariana Grasso
Bruno Lucca
Folha

Em desvantagem nas pesquisas de intenção de voto, o presidente Lula (PT) reuniu milhares de apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (11), e dirigiu sua fala aos jovens.

No mesmo dia, Flávio Bolsonaro (PL) juntou aliados também na capital paulista para pedir mobilização no segundo turno, falou em evitar um clima de “já ganhou” e cobrou agilidade da Justiça Eleitoral contra o que chamou de mentiras da campanha petista.

MARCHA PELA DEMOCRACIA – Convocada por estudantes, fandoms, movimentos sociais e partidos de esquerda, a Marcha pela Democracia buscou reverter o desânimo entre apoiadores de Lula após Flávio terminar o primeiro turno à frente do petista.

Além da capital paulista, houve atos em 76 cidades pelo país, entre manifestações, caminhadas, carreatas, bandeiraços e panfletagens, segundo a a plataforma Comitê Popular de Luta, que reúne agendas de atividades da militância e de apoiadores da campanha.

Em São Paulo, a Avenida Paulista chegou a ficar ocupada ao longo de 12 quarteirões, na maior parte de sua extensão de 2,8 km, uma multidão que a esquerda não conseguia agrupar no local desde protestos contra o governo Jair Bolsonaro (PL).

CONTAGEM – Não houve, porém, estimativa oficial de público. O Monitor do Debate Político no Meio Digital (USP/Cebrap) e a More in Common Brasil disseram que não fizeram contagem porque a campanha não autorizou o sobrevoo com drone. A Polícia Militar não respondeu se realizou levantamento.

O PT tenta transformar a presença nas ruas em votos. A estratégia inclui reduzir a abstenção e incentivar militantes a convencer eleitores que apoiaram outros candidatos no primeiro turno. No primeiro Datafolha após a definição do confronto, Flávio apareceu com 52% dos votos válidos, ante 48% de Lula.

PARTICIPAÇÃO DOS JOVENS – Em seu discurso, o presidente reconheceu a dificuldade de se conectar à juventude e defendeu que os jovens participem das decisões políticas. “A juventude tem que ser ouvida. Não basta fazer as coisas de cima para baixo”, afirmou.

Lula disse ter aprendido uma lição com a manifestação e pediu aos presentes que assumam responsabilidades na vida política. Também prometeu uma revolução tecnológica caso seja reeleito.

O presidente seguiu: “Ou vocês participam da vida política ou ela não tem conserto. Vocês têm que assumir a responsabilidade enquanto são jovens, enquanto tem disponibilidade de ir à luta. Esse país não pode perder a democracia, por pior que ela seja”.

DESCENDENTES DE NORDESTINOS – No evento, Lula apresentou governadores eleitos e reeleitos do Nordeste (Rafael Fontenelle, do Piauí, Elmano de Freitas, do Ceará, e Jerônimo Freitas, da Bahia), e lembrou ao público da Paulista que muitos dos eleitores do estado são descendentes de nordestinos.

Em Brasília, apoiadores ocuparam parte do Eixão Norte. No Rio de Janeiro, houve manifestações na orla de Copacabana. No Recife, milhares de manifestantes se concentraram na região do Parque 13 de Maio e seguiram em caminhada pelo centro em direção ao Marco Zero.

Fora das capitais, Niterói, na região metropolitana do Rio, teve uma das principais mobilizações. Em Salvador, atos ocorreram em Piatã, Campo Grande e Barra. Em Goiânia, apoiadores partiram da Praça Universitária e caminharam até a Praça Cívica.

BANDEIRAÇO – Em Belo Horizonte, apoiadores fizeram um bandeiraço na rua dos Carijós e depois caminharam pela Feira Hippie, na Avenida Afonso Pena. Em Manaus, o ato “Vira Vira Lula” reuniu apoiadores no Largo de São Sebastião e foi seguido por uma carreata pelo centro da cidade. Também houve atos em Vitória, Aracaju e Florianópolis.

Também foram registrados atos em cidades como Campinas e Juiz de Fora, onde apoiadores fizeram passeatas por regiões centrais. O apelo à militância ocorre depois de o presidente admitir problemas na organização da campanha de primeiro turno. Na quarta-feira (7), ele disse a aliados que o esforço eleitoral foi o menos organizado de suas disputas presidenciais desde 1989 e que poderia ter feito mais.

O Metrô chegou a fechar temporariamente a estação Trianon-Masp, da linha 2-verde, devido à alta concentração de pessoas no sistema. Em nota, disse ter acionado seu plano de controle de multidão e ampliado a oferta de trens em outras linhas. Acessos de ao menos duas estações do metrô chegaram a ser alvo de vandalismo —com pichações, grades e estruturas de acesso quebradas.

ALMOÇO – Enquanto o petista tentava impulsionar apoiadores na Paulista, Flávio reuniu aliados num almoço no centro de São Paulo. Participaram Tarcísio, o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), além de prefeitos e vereadores da região metropolitana. Também estavam presentes o presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado (PL), e o senador eleito Guilherme Derrite (PP).

No almoço, Tarcísio e Nunes também confirmaram uma manifestação pró-Flávio na Avenida Paulista para o próximo domingo (18). Segundo o governador, Flávio e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) participarão do ato. Nunes negou que a convocação tenha o objetivo de disputar público com a marcha de Lula.

O candidato do PL acusou o governo Lula de fazer da mentira uma estratégia de campanha e pediu resposta mais rápida da Justiça Eleitoral à desinformação que atribui aos adversários. Flávio negou que pretenda extinguir programas sociais ou acabar com o reajuste do salário mínimo, como afirmam seus oponentes.

CANAL DE DIVULGAÇÃO – “Eu espero de verdade que a Justiça Eleitoral continue, seja mais ágil inclusive. Porque os caras criaram até um canal de divulgação de mentiras em massa. E como foi dito, algumas pessoas acreditam nisso: ‘O Flávio vai acabar com a luz do sol’, e tem gente que acredita”, afirmou.

“E hoje o principal instrumento que nós temos é a comparação. De um lado, o governo mentiroso. Gente, é uma coisa que causa uma revolta, a quantidade de mentiras que eles estão inventando. E é de propósito, a estratégia de campanha é mentira”, disse.

A disputa sobre desinformação chegou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) neste domingo. A pedido da campanha de Flávio, o presidente da corte, Kassio Nunes Marques, mandou censurar o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG) e seguido por mais de 3 milhões.

SEM PROVAS – Horas depois, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal por considerar insuficientes as provas para suspendê-lo integralmente. Lula criticou a primeira decisão, e a campanha de Flávio acusou Cueva de complacência com notícias falsas.

Flávio afirmou aos aliados que a disputa está favorável, mas pediu que evitem o clima de “já ganhou”. “Não tem nada resolvido”, disse. Ele cobrou esforço para levar novamente às urnas quem votou nele no primeiro turno e conquistar outros eleitores, numa mensagem semelhante à de Lula sobre a necessidade de fazer a militância agir fora dos palanques.

O candidato fez um apelo especial aos vereadores, a quem chamou de seus melhores cabos eleitorais pelo contato cotidiano com os municípios. Tarcísio também pediu empenho nas duas semanas finais de campanha para buscar indecisos e reduzir a abstenção. Nunes cobrou a retomada dos comitês locais, a distribuição de adesivos e a realização de bandeiraços.

Evangélicos só ganham esta eleição, porque Lula e o PT fazem tudo errado…

Urgente! PL, Partido de Flávio Bolsonaro, se posiciona mais uma vez contra o povo e contra mais dignidade!

PT usa sensacionalismo para reduzir a votação de Flávio

Carlos Newton

De uns tempos para cá, alguns cientistas políticos começaram a prever que os evangélicos chegariam ao poder no Brasil, porque são muito organizados e unidos, enquanto os católicos se deixaram envolver pela inércia e estagnação, mantendo a tradição de oficiar aquelas missas chatíssimas, cheias de “senta, levanta e ajoelha”, com pregações dos padres que são verdadeiramente insuportáveis, 

Para tentar conter a evasão dos fiéis, em 1967,  durante debates sobre a Igreja Católica num retiro de estudantes e professores da Universidade Duquesne, foi criado nos Estados Unidos o Movimento de Renovação Carismática,.

MISSA-SHOW – As missas celebradas pelos sacerdotes carismáticos são um verdadeiro espetáculo,  caracterizadas por louvor expressivo, música animada, orações de cura, purificação da água e imposição de mãos.

Embora adotem elementos da espiritualidade pentecostal, os católicos carismáticos mantêm devoção à Virgem Maria, lealdade à hierarquia e o foco central na Eucaristia. 

O movimento ainda existe, mas não se expandiu, rejeitado pelo negativismo dos sacerdotes tradicionais, que estão conduzindo a Igreja para um abismo eterno espiritual. No Rio de Janeiro, ainda há missas carismática em alguns templos, como às quintas-feiras na Igreja de Santa Cecília, padroeira dos músicos, em Botafogo, e às quartas-feiras na Matriz de Nossa Senhora da Glória, no Catete, cujo padre, Giovane Ferreira, é um dos poucos exorcistas do Brasil,

NO PODER – O fato é que os evangélicos estão chegando prematuramente ao poder, antes do que se pensava, devido à presunção e à ignorância de Lula da Silva, que fez campanha fantasiado de “Zé Pilintra”, uma das entidade do candomblé que católicos e evangélicos mais abominam.

No desespero para se recuperar no segundo turno, os petistas lançaram um fortíssima campanha publicitária na TV, em redes sociais e na mídia. Com imagens sinistras, música de filme de horror, o PT acusa Flávio Bolsonaro de reduzir aposentadoria e gastos com saúde e educação pública, entre outras decisões tenebrosas. 

A campanha de Flávio Bolsonaro é o contrário, com imagens limpas e música suave, e o candidato não acusa Lula nem o PT de nada.  Diz apenas que vai fazer mais, para melhorar o país. A diferença diz tudo, porque a maldade dessa gente é  uma arte, como diria Ataulfo Alves, se ainda estivesse entre nós, assustado com a radicalização da política brasíleira. 

Menos candidatos, mais eleitos: militares e policiais ampliam presença na política

Reeleição de nomes mostra força do segmento

Fabio Victor
Marina Pinhoni
Folha

Apesar de o número de candidatos que se declararam egressos das Forças Armadas e das forças de segurança, como as polícias Militar e Civil, ter diminuído nesta eleição em relação à de 2022 (em termos absolutos e em proporção ao total de concorrentes), a quantidade de eleitos nesse segmento aumentou.

Segundo levantamento da Folha com base em dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), 99 candidatos militares ou policiais tiveram êxito nas urnas (8% dos que concorriam nesse universo), ante 94 em 2022 (4,9% do total).

MILITARIZAÇÃO – O número de eleitos agora é menor do que o de 2018, quando a onda bolsonarista provocou uma forte militarização de candidaturas: naquele ano, 118 militares e policiais conseguiram se eleger. Mas a proporção em relação ao total de candidatos do segmento foi a mesma da atual eleição, 8%, recorde das eleições recentes, o que indica que a militarização da política segue em alta.

Neste ano, na primeira eleição depois da condenação de integrantes das Forças Armadas e de forças de segurança por tentativa de golpe, 1.233 candidatos declararam à Justiça Eleitoral serem oriundos dessas corporações ou optaram por usar na urna alguma patente ou referência a essas instituições (5,9% do total de candidatos).

O número de candidatos diminuiu 36,4% em relação à disputa de 2022, quando concorreram 1.924 candidatos nesse estrato, ou 6,6% do total. A campanha de quatro anos atrás foi o ápice de uma enxurrada de candidaturas de militares e policiais, tendência iniciada em 2018, com a vitória do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro e a consolidação do bolsonarismo no país.

CRITÉRIOS – São os próprios candidatos que declaram sua ocupação. Para chegar ao resultado do levantamento foram considerados dois critérios: quem declarou as profissões de policial (civil e militar), bombeiro militar, militar reformado e integrante das Forças Armadas. Pelo nome de urna foram filtradas todas as patentes e ocupações relacionadas a esse universo.

O número de candidatos militares e policiais pode ser maior do que o registrado pelo levantamento porque alguns optam por não usar a patente no nome de urna nem declaram ocupação militar, como foi o caso dos dois governadores eleitos egressos do Exército, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito em São Paulo, e Luciano Zucco (PL), vitorioso no Rio Grande do Sul. É a mesma situação de Guilherme Derrite, capitão da reserva da PM-SP.

OCUPAÇÃO – À Justiça Eleitoral, Tarcísio informou ser governador, e Zucco e Derrite, deputados. Tarcísio entrou para a política em 2018, ao ser nomeado ministro da Infraestrutura por Jair Bolsonaro. Tinha largado a farda para ingressar no serviço público dez anos antes, em 2008. Quando concorreu pela primeira vez ao governo, em 2022, não usou a patente.

O caso de Zucco e de Derrite é diferente: nas duas primeiras eleições que disputaram, em 2018 e 2022, ambos lançaram mão de suas patentes (o primeiro como “Tenente-coronel Zucco”, o segundo como “Capitão Derrite”).

CAMPEÃO DE VOTOS – Entre os que usaram a patente ou identificação policial no nome de urna ou declararam essas ocupações ao TSE, o campeão de votos nesta eleição foi o capitão da reserva do Exército Renan Contar, que se apresenta nas campanhas como Capitão Contar (PL), eleito senador em Mato Grosso do Sul com 856 mil votos.

Em segundo aparece o delegado da Polícia Civil Lenildo Sertão, o Delegado Caveira (PL), deputado federal mais votado do Pará, com 414,9 mil votos. E em terceiro outro delegado da Polícia Civil, Alessandro Vieira (MDB), ou Delegado Vieira nas urnas, reeleito senador em Sergipe com 399,7 mil votos.

PAZUELLO – Dos candidatos egressos das Forças Armadas, General Pazuello (PL-RJ), ministro da Saúde no governo Bolsonaro, se reelegeu deputado federal, com 146,1 mil votos; Major Vitor Hugo (PL-GO), líder do governo Bolsonaro na Câmara em 2019 e que estava como vereador em Goiânia, voltará à Casa –recebeu 104,4 mil votos.

No recorte dos policiais militares –os mais numerosos tanto entre os candidatos quanto entre os eleitos–, os mais votados foram Israel Nantes Santos, o Sargento Nantes (PP-SP), sétimo para deputado federal em SP, com 333,4 mil votos, e Gilberto Gomes da Silva, o Cabo Gilberto Silva (PL-PB), deputado federal mais votado na Paraíba, com 267,1 mil votos.

MILITARES E POLICIAIS – O PL foi o partido que mais elegeu militares ou policiais, 51 entre 195 candidatos (26,2%). Em segundo está o PP: 11 dos 47 postulantes tiveram êxito (23,4%). O Republicanos se destacou negativamente no segmento: dos 121 candidatos militares ou policiais do partido, apenas 8 se elegeram (6,6%).

Dos 29 condenados pelo STF no processo principal da trama golpista, 21 são militares das Forças Armadas (dois deles tiveram as penas substituídas por multas), e a maioria dos restantes era oriunda das polícias Federal, Civil e Rodoviária Federal –isso sem contar os cinco coronéis da cúpula da PM-DF (Polícia Militar do Distrito Federal) condenados e presos por omissão nos ataques de 8 de Janeiro.

Flávio Bolsonaro é uma das piores coisas que pode acontecer à política brasileira

Pode ser uma imagem de texto

Flávio alega quw

Vicente Limongi Netto

O moleque Flavinho Rachadinha,  também manjado nas rodas dos milicianos, descarado e cínico, reclama da baixaria contra ele na propaganda de Lula. Como se o amigão de Vorcaro fosse decente e correto homem público.  Mente nas propagandas dele, não tem moral nem autoridade para reclamar das acusações de Lula.
Todas elas factuais, conhecidas do público e, do eleitor consciente que mandará o filho de Jair presidiário para o inferno, depois do próximo dia 25.  Flavinho é uma das piores figuras surgidas na vida pública brasileira em todos os tempos.
SELVAGERIA – A propósito da selvageria que tomou conta da campanha presidencial, as ameaças de morte ao ministro do Supremo Tribunal Federal(STF), Flávio Dino, e a servidores do Tribunal Superior Eleitoral(TSE), indicam as infames e covardes armas da intolerância bolsonarista.
Fantasiados de santinhos, os integrantes da escória de Flávio Bolsonaro deixam pistas claras de como agirão caso vençam as eleições. O Brasil corre o risco de afundar no retrocesso social e econômico e virar colônia dos Estados Unidos.

Do sobrenome ao movimento: o que as urnas revelam sobre o bolsonarismo

Fachin mantém caso Master parado e trava avanço de investigações

Dino alerta para ameaças contra juízes: “Não existe mais Poder Judiciário nem Constituição”

Relator no TSE reverte decisão de Nunes Marques e mantém canal ‘Exército do Lula’ no ar

PF aponta atuação direta de Ibaneis na tentativa de compra do Master pelo BRB