A fuga de Flávio Bolsonaro abre disputa pelo comando da direita até 2030

Concessão de asilo a Flávio Bolsonaro nos EUA será proveitosa para o Brasil

Flávio Bolsonaro implora a Trump: tarifaço, agora não

Aos poucos, o Brasil está se livrando dos Bolssonaros

Vicente Limongi Netto

A fuga do Flávio Bolsonaro tem o lado bom. Só foi ruim para ele e para o bolsonarismo, pois Flávio representava o pai, chamado de mito pelos seguidores. O lado bom é que, se Flávio ficasse no Brasil, iria tumultuar a política, a mídia e algumas redes sociais iriam apoiá-lo, aumentando a confusão.

Com o fujão nos Estados Unidos, os seguidores do mito pouco poderão fazer para tumultuar a vida brasileira, que é a especialidade do bolsonarismo, eles são mestres na matéria.

ELEIÇÕES NOS EUA – O asilo de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos será concedido por Trump, que já tocou no assunto, mas o presidente dos EUA está mesmo interessado é nas eleições parlamentares norte americanas, e seus problemas internos podem se avançar com as prováveis vitórias dos democratas no Senado e na Câmara.

Aqui no Brasil, os viralatas não têm ideia da potência que nosso país está se transformando e no crescimento do prestígio de Lula pelos países do mundo.

Até o falastrão prepotente Donald Trump respeita Lula. Embora seja leviano e desinformado a respeito das eleições brasileiras.

HONRARIA – Emocionada e feliz, a diretora-geral executiva da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Simone de Souza Guimarães, recebeu a Medalha de Cidadã Honorária de Brasília.

Iniciativa proposta pela deputada distrital do Republicanos, doutora Jane, que soube reconhecer a importância da atuação do sistema Sesc/Senac e da própria CNC na capital e em todo o país, em termos de criação de empregos e geração de riquezas.

Lula venceu porque eleitor viu mais riscos em Flávio Bolsonaro, avalia cientista político

Rafael Fonteles é favorito para comandar a Fazenda no governo Lula

Governador do Piauí pode trocar o estado pelo comando da Fazenda

Bela Megale
O Globo

O governador do Piauí, Rafael Fonteles, é apontado por aliados e integrantes do governo Lula como o nome que mais ganha força para ocupar o Ministério da Fazenda. O próprio Fonteles admitiu a pessoas próximas essa possibilidade, segundo apurou a coluna.

Se Lula oficializar a proposta, o governador do Piauí, que foi o mais votado do Brasil, com 70% dos votos no estado, terá que renunciar. Aliados de Fonteles afirmam que ele não vê problemas em deixar o posto para o vice-governador eleito, Washington Bandeira. Além de ser filiado ao PT, Bandeira tem total confiança do governador, que é seu amigo desde os tempos da escola.

COORDENADOR DE CAMPANHA – Fonteles é formado em matemática e foi secretário da Fazenda do Piauí de janeiro de 2015 a março de 2022, durante o governo de Wellington Dias. Fonteles foi um dos principais coordenadores da campanha de Lula no segundo turno e teve papel essencial no pleito reconhecido por Lula.

Foi ele um dos responsáveis por convencer o presidente sobre a importância de mergulhar com tudo na comunicação digital. Foi o governador que sugeriu a Lula que passasse a fazer as gravações como “selfie”, ou seja, com o próprio presidente se filmando.

Dilma terá “bolsa ditadura” mensal de R$ 17,5 mil por perseguição sofrida

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A derrota de Flávio abre à direita a chance de romper com Bolsonaro

A derrota de Flávio é uma oportunidade para a direita

Joel Pinheiro da Fonseca
Folha

A derrota decisiva de Flávio cria uma oportunidade para a direita finalmente se libertar de Bolsonaro. A família e seu patriarca continuarão tendo voz, gostemos ou não —Carlos, Jair Renan e Michelle estão no Congresso, representando milhões de eleitores. Depois da segunda derrota consecutiva à Presidência, contudo, ficou claro que a opção por Flávio foi um erro.

Flávio sempre foi apagado e sobre ele pairam fortes suspeitas de corrupção. Chegou onde chegou única e exclusivamente pela unção do pai. Se o candidato tivesse sido outro, menos divisivo, menos enrolado, menos vazio, o resultado poderia ter sido outro também. A eleição não mostrou apenas a fragilidade de Flávio, mas também a falta de critério de Jair. Para ele, manter o poder na família e garantir sua soltura estão acima de qualquer outro valor. É impossível para uma direita séria se pautar por essas prioridades.

INSATISFAÇÃO – A população está revoltada com o Supremo Tribunal Federal, como mostrou o primeiro turno. Lula deve manter sua aliança com o STF. Alexandre de Moraes já se sente seguro para apreender os passaportes de Flávio. Hoje em dia, apenas a direita aponta o grave problema que o atual Supremo constitui para a democracia. Retirar os ministros corruptos e reformar o tribunal para diminuir seu poder de arbítrio é uma bandeira que pode se fortalecer se for descolada da anistia aos Bolsonaro.

A população também quer segurança, combate à corrupção, defesa da liberdade de expressão, um governo mais eficiente. No governo Lula 4 não faltará espaço para a direita, que, aliás, poderá pautar o Congresso.

E a população precisa de uma economia sustentável e dinâmica, com juros baixos e ganhos de produtividade, que não nos condene a novas recessões em nome de uma agenda de gastos irresponsável. Aqui mora o maior desafio. Hoje em dia, para se eleger presidente no Brasil, é preciso mentir sobre os fatos mais elementares da economia. A máquina de terrorismo eleitoral do PT é muito eficiente. “Se a oposição ganhar, secará o gasto social.” A população segue desinformada e acreditando em promessas vazias de gastos sempre maiores. (Flávio mentiu também, só foi menos crível.)

ECOS – Há ecos de 2014 em 2026. O país em rota de colapso fiscal. O presidente de esquerda reeleito por pouco. Dilma imediatamente revelou o estelionato eleitoral. Foi incapaz de conter os gastos e deu início a uma recessão violenta que lançou milhões de famílias na pobreza. Lula também se reelegeu gastando o que podia e o que não podia. Saberemos em breve o tamanho do estelionato.

O maior desafio da direita no Brasil é educativo: fazer com que um mínimo de honestidade sobre a economia deixe de ser kriptonita eleitoral. Será um trabalho árduo, dentro e fora da política. Não é preciso escolher um líder já. O campo se fortalece com diversas lideranças atuando de forma independente e reforçando junto à população suas bandeiras e as deficiências de uma esquerda que, não fosse Flávio, já teria sido descartada por esgotamento. A população quer mudança; só não quis Bolsonaro.

Deputado pede investigação sobre R$ 4 milhões pagos a escritório de Flávio Bolsonaro

Pagamentos a escritório de Flávio levantam suspeitas

Bela Megale
O Globo

O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir a investigação de pagamentos de R$ 4 milhões feitos, em 2025, pelo escritório Nilo & Almeida Advogados Associados à sociedade individual de advocacia de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A representação aponta suspeitas de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

O dinheiro foi transferido em duas parcelas de R$ 2 milhões, em agosto e outubro do ano passado, sob a descrição genérica de “assessoria jurídica”. O segundo pagamento foi registrado em 21 de outubro, apenas 22 dias antes de o Senado votar a recondução do advogado Edvaldo Nilo de Almeida, sócio do escritório pagador, ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

VOTAÇÃO NO SENADO – Flávio participou da votação no Senado, em 12 de novembro, sem declarar impedimento. A indicação foi aprovada por 54 votos favoráveis, três contrários e uma abstenção. Como a votação foi secreta, o registro oficial não permite identificar o voto individual do senador. Segundo a representação, ele também participou da sabatina do advogado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O documento destaca que os R$ 4 milhões representam cerca de 29% de todo o faturamento documentado da sociedade de advocacia do senador entre janeiro de 2023 e julho de 2026. As notas fiscais não identificam clientes ou processos, e o escritório de Edvaldo Nilo não detalhou quais serviços teriam sido prestados.

Procurado pela imprensa, o advogado afirmou que os pagamentos decorrem de um contrato firmado em abril de 2025 e se referem a serviços prestados com Flávio para clientes privados, sem envolvimento de recursos públicos. Ele, porém, não identificou os clientes nem as causas atendidas.

QUEBRA DE SIGILOS – Rui Falcão pede que a PGR solicite ao Supremo Tribunal Federal (STF) a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos e das duas sociedades, além de relatórios de inteligência financeira do Coaf. O objetivo é rastrear a origem dos recursos e verificar se os valores têm relação com pagamentos de precatórios ou com entes públicos.

A representação também solicita que sejam apurados possíveis vínculos entre os pagamentos e a participação de Flávio na votação, além de eventual conexão com uma investigação em curso no STF, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que envolve suspeitas de lavagem de dinheiro.

As angústias de Carlos Drummond sobre a vida, numa sucessão de portas fechadas

Carlos Drummond de Andrade nos lembra que a vida não foi feita para ser  vivida pela metade. , Guardar amor, não usar nossas forças ou viver com  medo de se machucar é desperdiçar o milagre que é estar ...Paulo Peres
Poemas & Canções

O bacharel em Farmácia, funcionário público, escritor e poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), um dos mestres da poesia brasileira, fala das angústias de quem esperava mais do viver.

VIVER
Carlos Drummond de Andrade

Mas era apenas isso,
era isso mais nada?
Era só a batida
numa porta fechada?

E ninguém respondendo,
nenhum gesto de abrir:
era, sem fechadura,
uma chave perdida?

Isso, ou menos que isso,
uma noção de porta,
o projeto de abri-la
sem haver outro lado?

O projeto de escuta
à procura de som?
O responder que oferta
o dom de uma recusa?

Como viver o mundo
em termos de esperança?
E que palavra é essa
que a vida não alcança?

Carta golpista de Flávio Bolsonaro isola senador e ameaça liderança da direita

TSE reconhece cláusula de barreira para PSOL-Rede após diferença de 185 votos

PSOL-Rede garante acesso a fundos partidário e eleitoral

Luis Felipe Azevedo
O Globo

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta semana, por unanimidade, que a federação PSOL-Rede cumpriu a cláusula de barreira. As siglas haviam entrado na Justiça para contestar a avaliação de que não tinham cumprido os requisitos para terem acesso ao fundo eleitoral e partidário, além do tempo de TV.

Em votação presencial, os ministros da Corte regulamentaram os critérios de arredondamento para fins de análise dos resultados eleitorais exigidos pela cláusula de desempenho. A legislação eleitoral exige que, para superar a cláusula de barreira, as siglas devem ter ao menos 2,5% dos votos válidos nacionais da Câmara.

PERCENTUAL MÍNIMO – Além disso, a regra determina que as siglas alcancem um percentual mínimo de votos (1,5%) em ao menos nove estados. Neste ano, a federação alcançou esse percentual em oito estados, ficando a 185 votos de atingir a meta no Espírito Santo, tendo mais de 1,49% no ente federativo.

A proposição apresentada observa as regras de arredondamento adotadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) foi aprovada pelos magistrados. Desta forma, a federação ultrapassou a marca de 1,5% no Espírito Santo e em outros oito estados.

O presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, analisou um precedente anterior de arredondamento argumentado pela federação, que citou posicionamentos adotados em 2018. No voto, o magistrado concordou com o arredondamento para cima em votações estaduais que ultrapassem a marca de 1,45% para cumprir a cláusula de barreira.

QUEBRA DE ISONOMIA – Durante a sessão, Nunes Marques discordou que havia uma quebra de isonomia e defendeu que se trata de situações diferentes. O magistrado, entretanto, admitiu a aplicação da mesma prática, baseada nas regras da ABNT de arredondamento.

“Nesse caso, eu afasto a alegação de quebra da isonomia porque há a necessidade de arredondamento para o preenchimento dos requisitos. Meu voto vem na esteira da concessão na razão de que, naquele momento, a técnica foi usada pelo TSE quando não havia uma premência, uma urgência ou uma finalidade a ser atingida naquele momento”, afirmou.

A decisão foi celebrada pelo porta-voz nacional da Rede Sustentabilidade, Paulo Lamac: “Isso nos dá a possibilidade e a oportunidade de continuarmos sonhando e trabalhando por um partido que contribua cada vez mais para a sociedade brasileira”.

Fuga de Flávio Bolsonaro e carta golpista ganham destaque na imprensa internacional

Gesto de Flávio Bolsonaro aprofunda o impasse no próprio bolsonarismo

Valdemar rejeita carta de Flávio Bolsonaro: “Ninguém aprovou essa situação”

Tarcísio e Michelle ganham força na direita após derrota de Flávio Bolsonaro

Anistia a golpistas é o grande trunfo de Lula para se consagrar na política

Otto Alencar é internado após se sentir mal durante agenda na Bahia

Alencar diz que as penas do 8 de Janeiro são inaceitáveis

Carlos Newton

Lula da Silva é um homem de sorte, não há dúvida. Acaba de sair de uma disputa eleitoral incruenta, em que foram vasculhados o passado, o presente e até o futuro dos candidatos, mas nenhuma das campanhas adversárias teve a ideia de informar os eleitores sobre o nebuloso passado do petista no  regime militar, quando atuou como informante infiltrado nas lideranças sindicais.

É difícil saber o que Lula faria se fosse chamado nos debates pelo codinome “Barba”, como era tratado nos almoços de domingo na casa do delegado Romeu Tuma, quando se enchia de cerveja e depois tirava uma soneca no sofá da sala, conforme está relatado nos livros “Assassinatos de Reputações I e II”.

PERDEU A CHANCE – Se nos debates o candidato Flávio Bolsonaro empilhasse no púlpito os diversos livros escritos sobre o Lula ”Barba” e o Lula corrupto, por Mário Garnero, Romeu Tuma Jr., Ivo Patarra, José Nêumanne Pinto e outros, certamente causaria forte impacto, pois desmoralizaria o petista, que não teria como retrucar, pois jamais desmentiu nenhum dos autores nem tentou processá-los.

Ou seja, além de Lula ter sorte, seus adversários são despreparados para enfrentá-lo, e as portas então se abrem para ele, como ocorreu nesta quarta-feira, dia 28, com a entrevista do senador Otto Alencar (PSD-BA).

Na condição de presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Alencar defendeu o avanço de um projeto para anistiar os condenados pelo 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e o grupo de generais. Será uma consagração para Lula, caso aceite conduzir a pacificação nacional.

AMPLA E IRRESTRITA – Otto Alencar terá de negociar o projeto com o presidente do Senado, a ser eleito em 1º de fevereiro, quando o Congresso volta a funcionar após o recesso. O atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP) é a favor da proposta e quer usá-la para ganhar apoio e ser reeleito.

O problema é que Rogério Marinho (PL-RN)  será candidato, e a senadora Tereza Cristina (Progressistas-MS) também está sendo sondada novamente.

Se houver três candidaturas, o corruptíssimo Alcolumbre vence. E vai tirar uma onda de patrono da anistia, que é uma necessidade, em função dos exageros das condenações comandadas por Alexandre de Moraes, o maior inimigo da democracia brasileira.

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P.S.
– A anistia é uma necessidade para pacificar este país, porque há idiotas no Superior Tribunal Militar que pretendem cassar as patentes dos generais presos e também as aposentadorias deles. Mas o que é isso? Para que tanta vingança? Esses idiotas acham que os milicos vão aceitar essas ofensas? Cá entre nós, tenho muitas dúvidas a respeito. Já sofri a ditadura uma vez e não quero repetir a dose. (C.N.)

Flávio Bolsonaro se comparar a Ruy Barbosa é uma espécie de Piada do Século

Após fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil, memes tomam conta das redes sociais. Confira alguns deles. Vicente Limongi Netto

Impecável e contundente editorial do Correio Braziliense (27/10) sobre a atual quadra política brasileira. Vale a pena frisar o tópico final: “Alguns na extrema-direita aprenderam com a inesperada  mas humilhante derrota. Já o clã Bolsonaro parece que não entendeu nada”.

Derrotado nas urnas por Lula, Flávio Bolsonaro perde também como homem público e como cidadão.  Flávio jogou no lixo os votos de milhões de brasileiros que acreditavam nele. Fugiu para os Estados Unidos deixando perplexo os próprios aliados. Todos na televisão com cara de idiotas e enganados. Sem saber o que dizer aos jornalistas.

INDEFENSÁVEL – Flávio mentiu afirmando que não deixaria o Brasil. Aliados serviçais têm o descaramento de defender a fuga do ainda senador Flávio. Lula não vai permitir que Flávio desmoralize a democracia e as instituições brasileiras.

Condenado e preso, Lula cumpriu pena no Brasil. Não fugiu. Não se apequenou diante da nação. A fuga do filho 01 mostra realmente que o clã Bolsonaro é patético e irrecuperável. 

Os poucos neurônios do fujão golpista Flávio Bolsonaro derreteram de vez na ensolarada Flórida. O apedeuta teve o descaramento de comparar-se a Ruy Barbosa, no papelucho que divulgou. Portando, o pastor Silas Malafaia tem razão, ao chamar de jumentos os irmãos Bolsonaro. 

Alcolumbre avalia negociar anistia para viabilizar reeleição no Senado

Alcolumbre tenta se aproximar do PL

Andréia Sadi
G1

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avalia a possibilidade de negociar um acordo político que envolva conter a pressão por impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e discutir um eventual indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O foco é o componente de sobrevivência política nessa movimentação: a tentativa de construir um acordo que viabilize sua reeleição à presidência do Senado. A avaliação feita por esses interlocutores é que, caso Alcolumbre consiga uma aproximação com o grupo de Bolsonaro, sua situação na disputa pelo comando da Casa muda significativamente.

CANDIDATURA ALTERNATIVA – Isso porque um entendimento com o bolsonarismo poderia dificultar a construção de uma candidatura alternativa, especialmente Rogerio Marinho (PL-RN) ou a da senadora Tereza Cristina (PP-MS), nomes considerados por uma ala da direita para a presidência do Senado.

Na prática, Alcolumbre tentaria neutralizar a resistência do PL à sua permanência no cargo, oferecendo como contrapartida uma negociação em torno de duas pautas sensíveis para o bolsonarismo: a situação judicial de Jair Bolsonaro e a pressão contra ministros do Supremo. O discurso público seria o da pacificação institucional.

Nos bastidores, Alcolumbre tem argumentado que o país precisa de pacificação e que é necessário construir um novo ambiente de diálogo entre os Poderes depois das eleições.

NEGOCIAÇÃO – Nos bastidores, porém, integrantes do próprio PL reconhecem que a negociação também atenderia aos interesses eleitorais de Alcolumbre dentro do Senado. O que está na mesa, portanto, é a possibilidade de um acordo político que combine a redução das tensões entre o Congresso e o Supremo com a construção de uma maioria capaz de garantir a reeleição de Alcolumbre.

Ainda não há acordo fechado. Mas a hipótese já é discutida nos bastidores e expõe como a disputa pelo comando do Senado se mistura às negociações sobre o futuro político e judicial de Bolsonaro.