Votar é a arma do cidadão, que escolhe o melhor ou o menos pior

Gilmar Fraga | Charge publicada em GZH e Zero Hora. #charge #fragadesenhos # charge #eleiçõespresidenciais2026 #extremadireita | Instagram

Charge do Ismênio (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

Eu sempre voto com sentimento de brasilidade. Com alma republicana e democrata, o coração radiante de esperanças. Precisamos manter e preservar as muitas conquistas sociais que beneficiam o cidadão e as classes mais pobres. Não devemos votar no escuro.

Não queremos para filhos e netos a volta de um Brasil intolerante, ressentido e raivoso. Precisamos avançar na prosperidade e no desenvolvimento socioeconômico, diminuindo desigualdades. Com democracia e diálogo.

ESPERANÇAS – Outubro é um mês cívico e também de lembranças que aquecem meu coração. Aniversários dos eternos gigantes, como os meus amigos Helio Fernandes e Agnaldo Timoteo. Craques no afeto e na coragem.

Este mês também saúda, em Brasília, o vascaíno Valmir Campelo, ministro aposentado do TCU e ex-senador. Em outubro, ferve política e solidariedade no coração do cearense Valmir.

Faça como ele, jamais deixe de votar e escolha sempre os melhores candidatos, que muitas vezes têm sido apenas os menos piores.

Polarização resiste nas urnas, mas perde força nas relações sociais”, diz cientista político

Campanhas gastam R$ 1,1 milhão com empresas de candidatos e familiares

Disputa entre STF e TSE pode definir controle da Corte por até 10 anos, diz analista

As lembranças amargas e o amor aos amigos, na poesia de Machado de Assis

Frases curtas e sábias de Machado de Assis | TikTokPaulo Peres
Poemas & Canções

O jornalista, crítico literário, dramaturgo, folhetinista, romancista, contista, cronista e poeta carioca Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) é amplamente considerado como o maior nome da literatura nacional. Neste poema, Machado de Assis afirma que amou “Os Amigos”, somente para dividir a sede da alegria, por mais amarga que ela fosse.

OS AMIGOS
Machado de Assis

Os amigos amei
despido de ternura
fatigada;
uns iam, outros vinham;
a nenhum perguntava
porque partia,
porque ficava;
era pouco o que tinha,
pouco o que dava,
mas também só queria
partilhar
a sede de alegria –
por mais amarga.

Eleições para o Senado ganham peso na disputa de poder com o Supremo

Senado concentra instrumentos de pressão sobre o Supremo

Andréia Sadi
G1

O Senado Federal costuma aparecer no noticiário como coadjuvante das grandes disputas de Brasília. Mas, quando o assunto é a relação entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF), a Casa está longe de ocupar um papel secundário. É no Senado que passam algumas das principais ferramentas de controle sobre o Judiciário e é justamente por isso que a eleição para a Casa ganha peso na relação com o STF.

A escolha dos ministros do Supremo é um exemplo. O presidente da República indica o nome, mas não tem a palavra final. O indicado precisa ser sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, depois, aprovado pelo plenário do Senado. Na prática, os senadores podem decidir não apenas se uma indicação será aprovada ou rejeitada, mas também quando ela avançará.

PESO DO CALENDÁRIO – O caso de André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro para o Supremo, mostrou o peso desse calendário. O nome permaneceu por cinco meses à espera da sabatina no Senado. O episódio evidenciou que o poder da Casa não está restrito ao voto final: o tempo também é um instrumento político.

Mais recentemente, a indicação de Jorge Messias, feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma vaga no Supremo, mostrou o outro lado dessa prerrogativa. Depois da sabatina, o nome chegou ao plenário e foi rejeitado pelos senadores. Os dois episódios ajudam a dimensionar a relação entre os Poderes.

E a influência da Casa sobre o Supremo não termina na escolha de ministros. Os senadores também têm competência para processar e julgar ministros do tribunal por crime de responsabilidade, em processos de impeachment. Trata-se de uma atribuição que raramente chega a ser utilizada, mas que coloca nas mãos do Senado um instrumento de controle sobre a mais alta Corte do país.

APROVAÇÕES E SABATINAS – O poder dos senadores se estende ainda a outras áreas. Cabe ao Senado aprovar indicações de embaixadores e sabatinar e aprovar dirigentes do Banco Central, além de exercer competências próprias no processo legislativo.

É por isso que uma eleição para o Senado não diz respeito apenas à composição do Congresso. Ela também pode alterar a relação entre os Poderes. A eleição para o Senado coloca em disputa justamente essa outra ponta do equilíbrio institucional. O resultado das urnas não escolherá apenas quem ocupará as cadeiras da Casa. Também definirá quem terá nas mãos algumas das principais ferramentas de interação com o Supremo.

Quem não vai à urna também entra na conta da eleição

Empresários financiam PT e PL ao mesmo tempo e revelam pragmatismo eleitoral

A urna começa onde a pesquisa termina, e agora vamos saber que acertou

O primeiro turno chega ao fim, mas as perguntas e dúvidas permanecem

O que cada candidatura pretende fazer com o poder?

Marcelo Copelli

Um primeiro turno presidencial não se limita a definir quem segue adiante. Funciona como radiografia do debate público: revela os temas que mobilizaram o eleitor, os argumentos que ganharam espaço e, sobretudo, aquilo que continuou sem resposta. Depois de uma campanha mais uma vez moldada pela polarização, a proximidade da votação pede menos aritmética e mais exame do que cada candidatura efetivamente oferece ao país.

O Brasil não será governado por slogans, mas por decisões que envolvem economia, segurança, serviços públicos, contas do Estado, tecnologia e política externa. Essa pauta permanece intacta, seja qual for o resultado, e exige mais do que a escolha de um adversário.

PROGRAMAS DE GOVERNO – Todos os candidatos entregaram programas ao Tribunal Superior Eleitoral, que passou a reuni-los e organizá-los por área, permitindo consulta e comparação. O que importa, portanto, não é a existência formal dos documentos, mas quanto do seu conteúdo chegou ao palanque e quanto ficou confinado aos arquivos da Justiça Eleitoral.

Essa distância ajuda a entender a campanha. Em boa parte da disputa, o esforço para impedir a vitória do outro lado ocupou tanto espaço quanto o debate sobre o que se faria depois de vencer. Essa lógica apareceu também dentro dos próprios campos políticos, à medida que diferentes concorrentes passaram a disputar o voto daqueles que estavam fora do grupo visto como mais competitivo.

Na reta final, Flávio Bolsonaro intensificou o apelo ao voto útil e buscou eleitores de outras forças à direita; Caiado e Zema estão entre os candidatos atingidos por essa dinâmica de concentração do voto. É a lógica de uma eleição em dois turnos, mas com um custo conhecido: quanto mais urgente a arregimentação de votos, menos espaço sobra para confrontar as alternativas que disputam o mesmo eleitorado.

IDENTIDADE ELEITORAL – A direita brasileira oferece um exemplo claro dessa dinâmica. Desde 2018, boa parte desse campo construiu sua identidade eleitoral sobre a oposição ao PT, a agenda de costumes, a segurança pública, a crítica ao tamanho do Estado e, mais recentemente, o confronto com o Supremo Tribunal Federal. São temas que fazem parte do debate sobre o país. O que se pergunta é se uma identidade forjada na oposição se converte, sem atrito, em plano de governo.

O programa de Flávio Bolsonaro mostra essa tensão. Reúne propostas para diferentes áreas, defende mudanças na administração pública e na segurança e assume expressamente o legado de Jair Bolsonaro. Propostas, portanto, não faltam. A questão é como elas se encaixam. Que despesas seriam reduzidas? Que políticas seriam preservadas? Como seriam financiadas as novas prioridades? E como essas escolhas se relacionariam com crescimento e proteção social? Uma coisa é enumerar medidas; outra, mostrar como formam uma arquitetura de governo.

Os problemas brasileiros também não se resolvem isoladamente. Segurança pública depende de Estado, investigação e prevenção; educação exige mais do que recursos; crescimento depende de produtividade e investimento; e a transição tecnológica e energética impõe escolhas que terão efeitos sobre a economia e a posição do país no mundo. Nenhuma dessas questões cabe numa única promessa. Qualquer candidato terá de dizer o que prioriza, quanto custa e quem paga.

POLARIZAÇÃO – As pesquisas divulgadas ao longo da campanha colocam Lula e Flávio Bolsonaro à frente no primeiro turno, e a comparação entre os dois já tem material de sobra. De um lado, Lula, cujas decisões e números estão registrados e podem ser cobrados item a item, e que precisará dizer o que mantém, o que corrige e o que deixou por resolver.

De outro, Flávio Bolsonaro, que propõe mudanças em várias áreas ao mesmo tempo em que reivindica a continuidade do campo político ao qual pertence. Um tem balanço a prestar; o outro, uma mudança de rumo a explicar sem abandonar essa identidade.

A polarização simplifica esse exame. Para os adversários, Lula é a origem de quase todos os males; no discurso de setores governistas, o bolsonarismo cumpre papel análogo. O Supremo é obstáculo para uns, o Congresso ou o Planalto o culpado para outros. A política vira uma sucessão de responsáveis, e as soluções ficam para depois. A fórmula mobiliza, mas explica pouco sobre como um país se administra.

SEGUNDO TURNO – Se houver segundo turno em 25 de outubro, o eleitor perderá variedade e ganhará precisão: poderá perguntar não só o que cada candidatura pretende fazer, mas com que dinheiro e por meio de quais articulações institucionais. E o país não começa do zero a cada quatro anos. Já experimentou diferentes políticas econômicas, programas sociais, estratégias de segurança, arranjos entre os Poderes e formas de inserção externa. Há acertos a preservar, erros a corrigir e decisões a rever.

Para a direita, depois de anos de protagonismo eleitoral, já não basta ser contraponto ao PT ou força de reação às instituições. É preciso exibir uma concepção própria de Estado, desenvolvimento, proteção social e segurança que funcione fora do palanque. O adversário ajuda a definir uma identidade, mas não faz as vezes de plano. Ao campo governista cabe a cobrança inversa: ter governado não dispensa prestar contas, reconhecer limites e explicar o que será feito com aquilo que continua sem solução. Continuidade também precisa de justificativa.

FORA DOS PALANQUES – Por isso, a votação de domingo deve ser lida para além da soma das intenções e da arquitetura das alianças. A pergunta que atravessa esta campanha, e que valerá ainda mais num eventual segundo turno, não é quem derrota quem, mas quem explica o que fará com o país que receberá no dia seguinte. O próximo governo encontrará problemas concretos, restrições orçamentárias e um ambiente internacional em transformação. Esse Brasil não é o dos palanques.

Já não basta mobilizar identidades nem reunir votos contra alguém. É preciso dar razões para governar e mostrar como elas viram decisão. É nessa travessia, da oposição ao poder, da promessa à execução, que as diferenças entre as candidaturas precisam ser examinadas — e que o eleitor tem o direito de cobrar respostas desde já.

Milionários se tornaram alvo de candidatos ao Senado para ocupar vagas de suplente

Denúncia sobre conluio de Gilmar & Cia para “eleger” Lula atrairá atenção mundial

Charge do Kayser (Arquivo Google)

Carlos Newton

O famoso ditado germânico sobre a importância de existirem magistrados livres e independentes (“ainda há juízes em Berlim”) serve perfeitamente para descrever a realidade institucional aqui debaixo do Equador, porque também podemos dizer que “ainda há jornalistas no Brasil”.

À primeira vista, fica parecendo que ocorreu um acerto entre os principais veículos da grande imprensa brasileira, mas o que surgiu coletivamente foi a necessidade de dar um basta a uma situação que envergonha o Brasil, cuja importância mundial não pode ser menosprezada, pois é o quinto maior em extensão, o sétimo em habitantes e o décimo no ranking da economia.

JÁ É DEMAIS – Realmente, não é mais possível aceitar o conluio entre os três Poderes para transformar este país numa ditadura informal, comandada pelo Supremo e com apoio integral do presidente Lula da Silva, que tenta se eternizar no poder, embora já esteja com prazo de validade vencido, como o mais idoso governante na lista dos países da ONU, que são 193.

Nos últimos dias, a grande imprensa brasileira parece que despertou e os jornalões começaram a publicar editoriais advertindo para a atuação do Supremo e do Tribunal Superior Eleitoral visando a favorecer a reeleição de Lula.

Estadão, Folha, Zero Hora e outros veículos de importância começaram a protestar e as críticas chegaram ao auge com o debate entre os candidatos, cujo cancelamento resultou de uma manobra jurídico-institucional para proteger Lula, que não está dizendo coisa com coisa nesta campanha, chegando ao ponto de abordar nesta semana a questão do exame de próstata e os “toques” genitais que ele julga serem aceitos pelas mulheres desde pequenas. Diante dessa situação, é possível imaginar o que Lula diria, se tivesse de debater com os outros concorrentes. Seria um programa verdadeiramente humorístico.

EDITORIAIS FORTES – O posicionamento firme da imprensa brasileira, especialmente com o editorial da Folha na primeira página, nesta sexta-feira, vai ficar na História, por haver denunciado o abominável ministro Gilmar Mendes, do Supremo, e a também intolerável ministra Estela Aranha, do TSE.

Essa desconhecida juíza petista, uma militante que tem até patrocinado financeiramente o partido nas últimos campanhas, atendeu a um pedido da coligação lulista e proibiu a TV Globo de mostrar a cadeira vazia e identificada com o nome do presidente Lula, caso ele não comparecesse, assim como também impediu perguntas dirigidas ao candidato ausente, embora constassem entre as regras do debate, no contrato assinado pelos partidos.

Por fim, a imprensa internacional está de olho na eleição brasileira e a Organização dos Estados Americanos já enviou uma comissão de ex-chanceleres para acompanhar um pleito que ministros dos tribunais superiores tentam subverter, na maior desfaçatez. 

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P.S. – Fica comprovado que ainda há jornalistas no Brasil, mas é lamentável o posicionamento da Organização Globo, que participa dessa armação institucional entre os três Poderes e faz o que pode para reeleger Lula. Sua reação ao cancelamento do debate foi patética e omissa. Em nenhum momento O Globo e a TV Globo denunciaram que há um notório conluio entre o Supremo, o TSE e o Planalto. Aliás, esse posicionamento covarde não é novidade na Organização Globo. Os filhos apenas seguem o exemplo do pai, Roberto Marinho, e somente se preocupam com a caixa registradora, que o governo Lula mantém preenchida, como maior patrocinador desse grupo empresarial supostamente jornalístico. (C.N.)

IAs associam candidatos ao perfil do eleitor e podem violar regras do TSE

TSE troca o debate presencial pela velocidade do plenário virtual

Nunes Marques destaca celeridade da Corte

Mariana Muniz
O Globo

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmam reservadamente que o julgamento que discutiu a exclusão de postagens falsas contra Flávio Bolsonaro no caso do título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida expôs uma estratégia do atual comando da Corte Eleitoral de esvaziar as sessões presenciais.

Segundo essas avaliações, o plenário virtual acaba sendo uma opção para acelerar a análise dos processos, mas evita que temas sensíveis sejam discutidos de forma mais transparente, com a exposição de eventuais divergências e debates entre os integrantes da Corte.

DURAÇÃO – A avaliação é compartilhada por ex-ministros do TSE e advogados que atuam no tribunal, e ganhou força na reta final da campanha. Há ainda reclamações sobre a duração das sessões presenciais e o acúmulo de processos e pedidos que aguardam decisão a poucos dias do primeiro turno.

Na última terça-feira, por exemplo, a sessão do TSE durou apenas 38 minutos. A duração chamou a atenção de integrantes e ex-integrantes da Justiça Eleitoral, que fazem uma comparação com eleições anteriores, quando sessões realizadas na semana anterior à votação avançavam pela noite e, em alguns casos, entravam pela madrugada diante da necessidade de resolver questões urgentes antes da ida dos eleitores às urnas.

Reservadamente, ex-ministros do TSE classificam as atuais sessões como “a jato” e demonstram surpresa com o esvaziamento das discussões presenciais justamente no período mais sensível do calendário eleitoral.

SESSÕES PRESENCIAIS – Eles lembram que, tradicionalmente, temas relevantes da reta final da campanha eram discutidos em sessões presenciais, com apresentação dos votos, divergências e debates entre os integrantes da Corte.

Também há críticas dentro do próprio TSE. Ministros ouvidos pelo O Globo avaliam que houve um represamento de processos e de pedidos que aguardavam decisão às vésperas da eleição. Advogados que atuam na Corte relatam a mesma percepção e apontam a existência de casos urgentes pendentes enquanto as sessões presenciais terminam rapidamente.

O episódio envolvendo Nossa Senhora Aparecida é citado como exemplo desse cenário. Integrantes do tribunal afirmam que o presidente do TSE, Nunes Marques, resistiu inicialmente a submeter ao colegiado a decisão de André Mendonça que determinou a remoção de postagens, apesar de ter sido aconselhado a levar a liminar rapidamente a referendo do plenário.

DISPUTA – O caso acabou provocando uma disputa entre integrantes do STF e do TSE. No domingo, Flávio Dino suspendeu a decisão de Mendonça. Depois, Luiz Fux derrubou a ordem de Dino e restabeleceu a decisão tomada na Justiça Eleitoral. Na terça-feira, Nunes Marques marcou uma sessão virtual extraordinária para que o próprio TSE analisasse a liminar de Mendonça.

Para ministros ouvidos reservadamente, a opção pelo ambiente virtual reforçou a percepção de que a atual direção do tribunal tem evitado levar temas potencialmente controversos ao plenário presencial. Embora o formato permita que os processos sejam julgados sem a necessidade de aguardar uma sessão física, as manifestações são apresentadas por escrito e não há o mesmo espaço para discussões públicas entre os ministros.

CELERIDADE – Na última quinta-feira, Nunes Marques fez uma defesa da atuação da Corte na reta final da campanha e apresentou números para destacar a rapidez na análise das demandas eleitorais. Ao encerrar a sessão da manhã, o presidente do TSE agradeceu aos colegas pelo empenho na apreciação dos processos.

— Gostaria de aproveitar para agradecer os ministros dessa Corte pelo empenho e pela agilidade que vêm conduzindo os trabalhos neste período eleitoral. Temos enfrentado um volume muito expressivo de demandas, muitas delas urgentes, e os ministros têm respondido com enorme dedicação, proferindo as decisões com rapidez e permitindo que os processos tenham o andamento que este momento exige — afirmou.

REFERENDO – Nunes Marques destacou especialmente a análise de representações relacionadas à propaganda eleitoral e o envio de decisões liminares para referendo do plenário. Segundo o presidente do TSE, o colegiado já analisou e referendou mais de 200 representações. Outras cem ainda aguardavam referendo e, de acordo com Nunes Marques, deveriam ser apreciadas até as 23h59 desta sexta-feira.

— São números que demonstram o esforço e o comprometimento de todos para dar respostas rápidas às questões urgentes e, ao mesmo tempo, assegurar a apreciação colegiada desta Corte — disse.

OEA envia ex-chanceleres para acompanhar eleição presidencial no Brasil

Jornais denunciam Gilmar & Cia pelo apoio imoral a Lula, e O Globo se cala

Charge Globo – Bem Blogado

Charge do Latuff (Arquivo Google)

Felipe Vieira
Facebook

A Folha de S.Paulo levou para a capa desta sexta-feira (2) um editorial de forte tom crítico à atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral na reta final da eleição presidencial.

Com o título “Ataque de juízes prejudica neutralidade da eleição”, o texto institucional do jornal afirma que intervenções recentes do Judiciário estariam comprometendo a percepção de imparcialidade de quem arbitra o processo eleitoral.

ELE E ELA – No subtítulo, a Folha atribui diretamente a Gilmar Mendes e à ministra do TSE Estela Aranha decisões que, na avaliação do jornal, favoreceram Lula. Trata-se da posição editorial da Folha, e não de uma conclusão judicial sobre a motivação dos magistrados.

O editorial foi publicado depois da turbulência que terminou com o cancelamento do debate presidencial da TV Globo.

Um dos episódios questionados pela Folha foi a decisão de Estela Aranha, tomada a pedido da coligação de Lula, que proibiu a emissora de mostrar o púlpito identificado do presidente caso ele não comparecesse e também impediu perguntas dirigidas ao candidato ausente. A ministra argumentou que a participação em debates é facultativa e que a exposição do lugar vazio poderia produzir consequências negativas para quem optasse por não participar.

É CENSURA – A Folha rejeita esse entendimento e chama a medida de censura. O editorial lembra que a utilização de cadeiras ou púlpitos vazios possui precedentes em debates eleitorais e sustenta que a decisão interferiu na liberdade da emissora para definir a dinâmica do programa. Novamente, essa classificação é a avaliação institucional do jornal.

O outro alvo central é Gilmar Mendes. O ministro do STF determinou que a Globo aceitasse a participação de Renan Santos, candidato do Missão, no debate. A Folha critica tanto o mérito quanto o caminho processual utilizado para a decisão e afirma que o episódio aprofundou a interferência judicial sobre um evento organizado por um veículo de comunicação.

A sequência de decisões ocorreu poucas horas antes da transmissão. Lula já havia informado que não participaria. Flávio Bolsonaro, que anteriormente havia confirmado presença, também desistiu depois da decisão envolvendo o púlpito vazio.

INSEGURANÇA – Diante das alterações, a Globo cancelou o debate e alegou que as determinações judiciais haviam criado insegurança jurídica e interferido nas regras acertadas para o encontro.

O ponto mais contundente do editorial está na dimensão institucional dada pela Folha ao episódio. O jornal sustenta que a neutralidade e a previsibilidade do árbitro eleitoral são patrimônio da democracia e afirma que decisões percebidas como partidárias corroem a autoridade do próprio Judiciário.

Em sua formulação mais severa, o texto acusa integrantes das cortes de agir para beneficiar a candidatura do presidente. Essa é uma acusação política-editorial da Folha, não um fato demonstrado sobre a intenção dos magistrados.

FOLHA E ESTADÃO – A publicação ganha peso também pela escolha editorial: não ficou restrita à página de opinião. Foi chamada na primeira página do jornal, ao lado da manchete sobre a nova pesquisa Datafolha e da notícia do cancelamento do debate da Globo.

Assim, em poucas horas, dois dos maiores grupos de comunicação do país fizeram críticas públicas às decisões judiciais envolvendo o último debate presidencial. A Globo contestou as interferências que levaram ao cancelamento do programa. O Globo publicou editorial crítico. Agora, a Folha de S.Paulo coloca na própria capa um editorial questionando a neutralidade da atuação judicial na eleição.

O debate foi cancelado. A controvérsia institucional, porém, entrou definitivamente na reta final da campanha.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Sensacional o artigo do jornalista Felipe Vieira, da Band, enviado pelo; comentarista Dirceu Bertolini. Mostra a reação da mídia contra a atuação descarada de ministros dos tribunais superiores para a eleição de Lula. Detalhe: no caso, fica patente que ainda há jornalistas no Brasil, mas O Globo se omitiu e fez um editorial insípido, insosso e inodoro, porque Lula é o maior patrocinador da Organização e os irmãos Marinho têm medo de perder a boca rica. (C.N.)

Maioria dos brasileiros ainda não decidiu voto para o Senado, mostra Datafolha

Charge do Cazo (JE Online)

Arthur Guimarães de Oliveira
Folha

A maioria dos brasileiros ainda não decidiu em quem vai votar para senador e para deputado no próximo domingo (4), mostra recorte de pesquisa Datafolha divulgado nesta quarta-feira (30). De acordo com o levantamento, 59% dos eleitores declaram não ter definido o voto para o Senado, enquanto 14% afirmam já ter escolhido uma opção para a primeira vaga e 27% dizem ter decidido os dois nomes em que vão votar.

Quanto à eleição para deputado federal, 57% afirmam não ter definido o voto, ante 43% que dizem já ter escolhido um candidato. Os percentuais são os mesmos no caso da disputa pelas Assembleias Legislativas: 57% ainda não decidiram, contra 43% que já sabem em quem votar.

MARGEM DE ERRO – O Datafolha ouviu, de segunda (28) a terça (29), 2.016 brasileiros com 16 anos ou mais por meio de abordagem pessoal em pontos de fluxo populacional. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

O nível de indefinição sobre o voto para senador é maior entre os mais jovens. Na faixa de 16 a 24 anos, 75% dizem não ter definido o voto para o Senado. Entre os de 25 a 34 anos, o percentual é de 69%. Já entre os com 60 anos ou mais, é de 50%. A margem de erro para o primeiro grupo etário é de 6 pontos percentuais; para os dois últimos, de 5 pontos.

A diferença também aparece no recorte por renda familiar. Entre aqueles com renda de até dois salários mínimos, 66% declaram não ter escolhido uma opção para senador, ante 39% entre os que ganham mais de dez salários mínimos. As margens de erro são de 3 e 10 pontos percentuais, respectivamente.

INDECISOS – Entre os que declaram o PT de Lula como partido de preferência, 56% ainda não definiram o voto para o Senado, ante 39% entre os que afirmam ter o PL de Flávio como sigla preferencial. As margens de erro para PT e PL são de 4 e 6 pontos, respectivamente.

A Folha tem uma ferramenta para ajudar a escolher candidatos a senador e deputado estadual por São Paulo. O Match Eleitoral é um banco de dados de respostas de candidatos em relação a temas econômicos, políticos e de comportamento, coletadas por entrevistas feitas pelo Datafolha.

O leitor responde se concorda ou discorda de afirmações sobre temas como influência da religião na aprovação de leis, pena de morte, acesso a armas, papel do governo na economia, mudança climática e cotas para verificar os postulantes com quem tem mais afinidade. A ferramenta compara os posicionamentos do leitor às respostas dadas pelos candidatos que escolheram participar da plataforma.

APOSTA – A direita tem apostado na eleição para o Senado para garantir maioria na Casa e influenciar nas votações, mas também para pressionar o STF (Supremo Tribunal Federal). As críticas à corte viraram bandeira desse campo político, e cabe aos senadores votar os pedidos de impeachment de ministros do tribunal.

A indefinição sobre o voto para deputado federal também é maior entre aqueles com renda de até dois salários mínimos, com 61%, ante 39% entre os que ganham mais de dez salários mínimos. A diferença se repete no recorte por partido de preferência: entre os que preferem o PT, 54% dizem não ter escolhido um candidato, ante 40% entre os que citam o PL.

O padrão se mantém para o voto em deputado estadual: 59% entre os que ganham até dois salários mínimos, ante 44% entre aqueles com renda superior a dez salários mínimos. Entre os que declaram o PT como partido preferencial, 54% afirmam não ter escolhido um candidato, ante 41% entre os que citam o PL.

Lula pede ao TSE que suspensão de serviços dos EUA entre em ação sobre interferência eleitoral

Ordem teria partido diretamente de Marco Rubio

Bela Megale
O Globo

A campanha de Lula apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma petição para incluir novos fatos em uma ação de investigação eleitoral que apura suposta interferência externa nas eleições brasileiras. A manifestação cita a suspensão dos serviços consulares dos Estados Unidos no Brasil, anunciada na noite de 1º de outubro, a dois dias do primeiro turno, e pede que o episódio seja considerado no julgamento do caso.

Na petição encaminhada ao corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Sebastião Reis Júnior, a coligação afirma que a medida, justificada pela Embaixada americana com base em preocupações de segurança, projeta instabilidade sobre o ambiente eleitoral.

DESDOBRAMENTO – O documento também menciona que a ordem para o fechamento das representações teria partido diretamente do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que é próximo a Eduardo Bolsonaro. “Estes fatos apenas são mais um desdobramento gravíssimo da interferência nas eleições brasileiras pelo governo norteamericano, articulada, ao que tudo indica, diretamente pelos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro”, escreveu a defesa da campanha de Lula.

A ação sustenta que os episódios são desdobramentos de uma operação de interferência externa em favor da candidatura de Flávio, envolvendo frentes comunicacional, institucional e diplomática.

CARTA – Os advogados também anexaram uma carta enviada por três senadores americanos a Rubio, na qual os parlamentares manifestam preocupação com possíveis tentativas do governo Donald Trump de influenciar as eleições brasileiras.

No documento, os senadores Jeanne Shaheen, Tim Kaine e Peter Welch citam tarifas comerciais, sanções e a reunião de Flávio Bolsonaro com Trump na Casa Branca como elementos que, na avaliação deles, indicariam disposição do governo americano de interferir na disputa brasileira. A campanha de Lula pede que os novos fatos e documentos sejam considerados na instrução e no julgamento da ação, sem alteração do objeto original do processo.

Augusto Cury põe R$ 550 mil na própria campanha, mas marca somente 5%

Fim das bets pode custar bem menos ao governo do que a arrecadação do setor indicava