Ibaneis diz não temer delação e que Vorcaro só pagou “duas garrafas de vinho” na Suíça

Flávio Bolsonaro resgata aliados escanteados por Jair e redesenha núcleo para 2026

Equipe reúne nomes que passaram por disputas internas

Luísa Marzullo
O Globo

A montagem da equipe que fará parte da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência inclui nomes que perderam espaço ao longo do governo de Jair Bolsonaro, pai do parlamentar.

A leitura no PL é que Flávio tenta reorganizar o bolsonarismo para 2026 com uma estrutura menos concentrada no núcleo familiar do ex-presidente. A coordenação executiva, por exemplo, ficou com Vicente Santini, ex-secretário nacional de Justiça e ex-assessor da Presidência.

AVIÃO DA FAB – Santini foi demitido do governo Bolsonaro em 2020 após usar um avião da FAB para uma viagem oficial à Índia. O voo, porém, incluiu escalas na Suíça e na Espanha, fora da agenda principal. O episódio gerou desgaste público do governo.

O movimento mais simbólico, porém, foi o resgate do publicitário Marcos Aurélio Carvalho, que participou da campanha presidencial de Bolsonaro em 2018 e ajudou a construir a estratégia digital do então PSL, partido pelo qual o ex-presidente se elegeu. Após a eleição, Carvalho perdeu espaço com a ascensão do grupo ligado a Carlos Bolsonaro, que passou a centralizar a comunicação digital e a estratégia política do entorno presidencial.

CONTROLE DA COMUNICAÇÃO – Nos bastidores do PL, aliados afirmam que a volta de Carvalho é vista como uma tentativa de Flávio de tirar parte do controle da comunicação das mãos do núcleo familiar e reconstruir uma estrutura mais profissionalizada para 2026.

Outro nome citado por aliados como atuante na pré-campanha é o do economista Marcos Cintra, ex-integrante da equipe econômica de Paulo Guedes. Cintra deixou o governo em 2019 após desgaste provocado pela defesa de um imposto sobre transações digitais semelhante à CPMF — tema rejeitado publicamente por Bolsonaro durante a campanha eleitoral.

A diferença entre Brasil, Suíça e Japão é a cultura que eles trazem na alma…

BELA, RECATADA E ENVERGONHADA" SOBRE A CHARGE ACIMA RESPONDA: O SIGNIFICADO DA PALAVRA DEMOCRACIA ESTÁ - brainly.com.br

Charge do Duke (Arquivo Google)

José Paulo Cavalcanti Filho
Jornal do Commercio

Em 1992, na eleição contra o então presidente dos Estados Unidos George W. Busch, o estrategista–chefe da campanha de Bill Clinton, James Carvílle, disse frase que acabou famosa: “It’s the economy, stupid” (É a economia, estúpido).

Queria referir, para aquela eleição, ser mais relevante a situação da economia do país; que, depois da guerra do Golfo, sofria recessão severa. Daí ao vício de alargar seu sentido para dizer que tudo no mundo se resume à economia, foi um pulo.

CALDO DE CULTURA – Nesse artigo, pretendo afirmar algo diferente. Que os países se explicam por uma espécie de caldo de cultura que corre dentro deles. No sangue. No coração. Por dentro da alma.

Na linha da definição de Ortega y Gasset (“Rebelião das Massas”), para quem essa cultura seria um “o sistema de ideias vivas que cada época possui”.

Mais amplamente dizia Fernando Pessoa (texto sem título e publicado, em 1926, na Revista de Comércio e Contabilidade) ser “uma interpretação artística e filosófica das sociedades, quando os povos atingem seu ápice”. Isso, o “ápice” dos países. Aqui, comparo nosso amado Brasil a dois outros. Vamos juntos

EXEMPLO SUÍÇO – Em 05/06/2016 realizou-se referendo, por lá, para que a população definisse uma questão. É algo comum, no país. Entre os últimos referendos, por exemplo, tivemos a definição pelos eleitores dos horários em que hotéis poderiam fechar suas portas, à noite. Ou idade mínima para o serviço militar.

Agora se decidiria sobre uma “Renda Mínima”, que seria garantida a todos os suíços e também aos estrangeiros residentes no país. Trata-se de uma ideia antiga, pela primeira vez lembrada por Thomas Morus no seu livro “Utopia”. Depois Morus perdeu a cabeça, literalmente, mas essa é outra história.

O que se discutia, no parlamento suíço, era uma desassociação entre o trabalho e a renda, algo que para muitos será inevitável no futuro. A partir da tecnologia que, pouco a pouco, irá substituir a atividade humana, começando pelos países desenvolvidos. Nesse quadro, a Suíça seria o primeiro país a sagrar a tal “Renda Mínima”. Depois, acreditavam, outros a seguiriam.

SALÁRIO MENSAL – A proposta era de 2.500 francos suíços (9 mil reais) para cada habitante do país. Crianças, 625 francos (2.300 reais). Argumento contrário é que a medida seria cara demais, exigindo aumento de impostos, desorganizando a economia e desencorajando a população de trabalhar.

Seja como for, cada suíço deveria dizer, no tal referendo, se o governo lhe deveria pagar, todo santo mês, quase 10 mil reais. Resultado, 76,9% votaram NÃO à medida. Indicando que recusavam essa dádiva.

Volto ao Brasil e pergunto qual seria o percentual do SIM, por aqui. E já respondo, quase 100%.

EXEMPLO JAPONÊS – Finda a Segunda Guerra, era um país destroçado. O general Douglas MacArthur, Comandante Supremo das Forças Aliadas entre 1945 e 1951, liderou sua reconstrução. E fez muito. Implantou uma Reforma Agrária avançada (ela e a do México, pouco depois, foram as últimas vistas no mundo; sem contar a do Brasil, mais tarde), definiu novos direitos para as mulheres (incluindo o do voto), desfez os poderosos Zaibatsus locais (conglomerados industriais), legalizou os sindicatos. Mas faltava uma nova Constituição.

Não há registros históricos de quem a redigiu. Conta-se que foi um amigo de MacArthur, professor de Harvard. Quando estudei nessa universidade tentei saber qual seria seu nome, sem sucesso. Não há registros históricos por lá do feito, pois.

Certo é que, em 03/11/1946, acabou aprovada pelo parlamento japonês a tal Constituição trazida, dos Estados Unidos, por MacArhur. Substituindo a antiga Constituição Meigi, de 1889.

PAÍS DESARMADO – Entrou em vigor logo depois, em 03/05/1947. Entre seus artigos estranhos, o 9º, pelo qual o país renuncia à guerra. Tanto que não pode, até hoje, ter forças armadas, único país do planeta em que isso ocorre.

E esse Japão, um país arruinado pela guerra, é agora uma das 5 maiores potências do mundo. Mas o que aconteceu à sua Constituição?, eis a questão. Nada, é a resposta. Não foi tocada, nesses 80 anos contados desde sua promulgação. Nem um artigo solitário. Trata-se da única Constituição, do mundo, que não teve uma só alteração a partir da Segunda Guerra.

Penso no Brasil. E logo imagino líderes populistas, de parte a parte (da direita ou da esquerda), em discursos nacionalistas e inflamados, que já teriam exigido uma nova Constituição. Em defesa da soberania, diriam. E da Democracia. Só que o Japão não precisou disso, para se desenvolver.

Nos dois casos, Suíça e Japão, subsiste uma razão simples e fundamental. O de haver, dentro desses dois países, o tal caldo de cultura que vai além das regras formais. Um sentimento coletivo do que é, e não é, importante para o país. Do que realmente precisa ser feito. E do que não deve ter mudado. Suíça e Japão sabem.

O Brasil, algum dia, saberá?

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Excelente artigo, enviado por Duarte Bertolini. O autor José Paulo Cavalcanti Filho é advogado, escritor, ex-ministro da Justiça e membro da Academia Brasileira de Letras. Comparado a países como Suíça e Japão, o Brasil mostra ser uma esculhambação ambulante. É pena. (C.N.)

Áudio revela cobrança de R$ 134 milhões de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro

Dnheiro seria para a produção de filme sobre Jair Bolsonaro

Renato Souza
Correio Braziliense

Em um áudio divulgado nesta quarta-feira (13/5), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente da República, cobra um montante de R$ 134 milhões de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O dinheiro seria para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na conversa, Flávio chama o executivo de “irmão” e diz que estará sempre com ele.

A conversa, publicada pelo portal Intercept Brasil, ocorreu em novembro do ano passado, um dia antes de Vorcaro ser preso pela Polícia Federal (PF) por envolvimento em um mega esquema de corrupção que envolve o pagamento de propina, lavagem de dinheiro e lobby no setor político, de mídia e econômico.

TRANSFERÊNCIAS – Parte do dinheiro teria sido paga por meio de transferências da Entre Investimentos e Participações, que atuava em parceria com empresas de Vorcaro, para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, Estados Unidos, e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro, de acordo com a reportagem.

“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”, afirmou Flávio, em um trecho da conversa Questionado sobre o áudio, na manhã desta quarta-feira, em visita ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, Flávio rebateu um jornalista e negou a existência da gravação. “De onde você tirou essa informação? É mentira”, disse ele.

A reportagem afirma que pelo menos R$ 61 milhões foram pagos entre fevereiro e maio do ano passado por meio de seis operações. A produção do filme seria nos Estados Unidos, coordenada por Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado e que está em solo norte-americano.

PRINCIPAL INVESTIGADO – Daniel Vorcaro é o principal investigado no esquema, até o momento. Entre as instituições envolvidas está o Banco de Brasília (BRB), que teve um prejuízo bilionário ao comprar títulos imprestáveis do Master. Houve também tentativa de compra do Master pelo BRB, operação que levou para a cadeia o ex-diretor do banco público Paulo Henrique Costa.

De acordo com informações obtidas pelo Correio junto a fontes na Polícia Federal, o fato apontado no áudio ainda não está sendo investigado pela corporação, mas deve entrar no rol de diligências a serem incluídas no âmbito da Operação Compliance Zero.

Flávio Bolsonaro vê aliados estratégicos entrarem na mira da PF no escândalo do Master

João Cabral de Melo Neto sonha um poema, mas é apenas um poeta dormindo

A vida não se resolve com palavras. João Cabral de Melo Neto - PensadorPaulo Peres
Poemas & Canções

O diplomata e poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto (1920-1999), que tinha dores de cabeça crônicas, em seu “Poema de Desintoxicação”, fala sobre o que se passa com ele, quando sonha um poema, mas é apenas o vulto de um homem dormindo.

POEMA DE DESINTOXICAÇÃO
João Cabral de Melo Neto

Em densas noites
com medo de tudo:
de um anjo que é cego
de um anjo que é mudo.
Raízes de árvores
enlaçam-me os sonhos
no ar sem aves
vagando tristonhos.
Eu penso o poema
da face sonhada,
metade de flor
metade apagada.
O poema inquieta
o papel e a sala.
Ante a face sonhada
o vazio se cala.
Ó face sonhada
de um silêncio de lua,
na noite da lâmpada
pressinto a tua.
Ó nascidas manhãs
que uma fada vai rindo,
sou o vulto longínquo
de um homem dormindo.

Rejeitado para o STF, Jorge Messias se afasta da AGU e mergulha em “silêncio político”

Quaest mostra Lula numericamente à frente de Flávio Bolsonaro em cenário de segundo turno

Nunes Marques assume o TSE, defende urnas e promete blindar eleições de IA e desinformação

Segurança pública volta ao centro da crise nacional

Governo tenta novo desenho para a política de segurança

Pedro do Coutto

A segurança pública voltou a ocupar o coração das angústias brasileiras. Depois de anos em que inflação, desemprego e poder de compra dominaram o debate político, a sensação de insegurança retomou espaço no cotidiano da população e passou a influenciar diretamente a percepção sobre governos, instituições e futuro do país. Pesquisas recentes do Datafolha e da Quaest mostram que o tema já figura entre as maiores preocupações nacionais, superando inclusive questões econômicas em determinados segmentos sociais.

O governo do presidente Lula da Silva percebeu o peso político dessa mudança de humor social. Dentro do Palácio do Planalto, cresce a avaliação de que a segurança pública pode se transformar no principal teste de governabilidade dos próximos anos, especialmente porque a violência deixou de ser vista apenas como um problema policial e passou a representar um fator de desorganização econômica, social e institucional.

REALIDADE PARALELA – A preocupação não é abstrata. Em estados como o Rio de Janeiro, o avanço territorial de facções criminosas e milícias já criou uma realidade paralela em diversas regiões. Estudos, relatórios policiais e levantamentos independentes apontam que áreas inteiras vivem sob influência direta de grupos armados, que exercem controle econômico, impõem regras locais, exploram serviços clandestinos e substituem, em muitos casos, a presença formal do Estado.

O fenômeno deixou de se restringir às comunidades historicamente associadas ao tráfico. As milícias expandiram seus negócios para transporte alternativo, venda irregular de imóveis, fornecimento clandestino de internet, gás, TV a cabo e cobrança de taxas sobre comerciantes e moradores. Ao mesmo tempo, facções passaram a disputar territórios com capacidade militar crescente, ampliando confrontos urbanos e afetando diretamente a rotina da população.

O caso fluminense tornou-se uma espécie de retrato extremo de uma crise nacional mais ampla. O crime organizado brasileiro já não atua apenas como rede de tráfico de drogas. Ele opera com lógica empresarial, capacidade financeira sofisticada e conexões interestaduais que desafiam os modelos tradicionais de policiamento. Especialistas em segurança vêm alertando que o país enfrenta hoje estruturas criminosas com alto grau de adaptação tecnológica e infiltração econômica.

NOVO DESENHO – É nesse cenário que o governo federal tenta construir um novo desenho para a política de segurança pública. A proposta em discussão busca ampliar a integração entre União e estados, fortalecer inteligência policial, rastreamento financeiro e combate ao crime organizado interestadual. O desafio, porém, é profundamente político.

Historicamente, governos petistas enfrentaram dificuldades para consolidar uma narrativa forte na área de segurança. Parte disso decorre do receio de associação com políticas consideradas excessivamente repressivas; outra parte vem da fragmentação das competências constitucionais, já que a segurança ostensiva permanece sob responsabilidade dos estados. O resultado é que o governo federal frequentemente assume custos políticos sem possuir controle pleno sobre a execução das ações.

Além disso, o debate sobre segurança no Brasil costuma oscilar entre dois extremos igualmente insuficientes: de um lado, discursos exclusivamente punitivistas; de outro, abordagens que ignoram o grau de consolidação econômica do crime organizado. A realidade atual exige algo mais complexo. O país enfrenta organizações que movimentam bilhões, possuem armamento pesado, dominam territórios e operam redes de corrupção capazes de atravessar estruturas públicas e privadas.

IMPACTO – O Rio de Janeiro simboliza esse impasse de maneira dramática. Operações policiais de grande escala produzem impacto imediato, mas frequentemente não alteram a lógica estrutural de ocupação territorial. Em muitos casos, após confrontos violentos, as organizações criminosas retomam rapidamente o controle das áreas. A população, presa entre o medo da criminalidade e a insegurança dos confrontos armados, convive com uma rotina marcada pela instabilidade permanente.

Ao mesmo tempo, a crise da segurança tornou-se também uma crise de confiança institucional. Quando cidadãos percebem que o Estado perde capacidade de garantir circulação, comércio, transporte e proteção básica em partes do território, instala-se uma erosão silenciosa da autoridade pública. É justamente esse processo que hoje preocupa setores do governo federal.

Lula sabe que segurança pública tem forte impacto eleitoral, especialmente nas periferias urbanas. O tema afeta diretamente a vida cotidiana: o medo de sair de casa, o receio de usar celular na rua, a mudança de hábitos e a sensação de vulnerabilidade constante. Pesquisas recentes mostram que milhões de brasileiros já alteraram comportamentos rotineiros por causa da violência.

COORDENAÇÃO NACIONAL – O desafio do governo será evitar dois erros simultaneamente: a paralisia política e a aposta em soluções meramente espetaculares. O combate ao crime organizado exige coordenação nacional, inteligência financeira, controle territorial, integração de dados, presença social do Estado e fortalecimento institucional contínuo. Nenhuma operação isolada resolve um problema que levou décadas para se consolidar.

Mais do que uma pauta policial, a segurança pública tornou-se uma disputa sobre a própria capacidade do Estado brasileiro de preservar autoridade, garantir direitos e impedir que poderes paralelos avancem sobre parcelas crescentes da sociedade. E é exatamente por isso que o tema deixou de ser apenas um problema regional para se transformar em uma das questões centrais do país.

O corrupto Valdemar diz que o corrupto Ciro Nogueira é bem-vindo na campanha…

Mesmo após investigações, PL ainda quer Ciro Nogueira no palanque de Flávio Bolsonaro, diz Valdemar - Estadão

Valdemar e Ciro Nogueira são políticos da mesma estirpe

Vicente Limongi Netto

A sujeirada da política realmente tomou conta da vida pública. O ar ruim e podre machuca os pulmões dos homens de bem. Com cara cretina de incomparável vestal grávida, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto garante que o corrupto Ciro Nogueira, ainda presidente do PP, é bem-vindo ao palanque de Flávio Bolsonaro.

Valdemar diz a oceânica maluquice porque sabe ser verdadeira a afirmação de que ladrões engomados viram réus, são presos e logo depois libertados, para voltar à política.

PANTOMIMA – Ele próprio é exemplo dessa pantomima. Como se sabe, foi preso e condenado no Mensalão e depois voltou a cena como novo dono do Partido Liberal, após a morte do fundador e presidente Álvaro Valle, um político de respeito.

Outro exemplo é o candidato rachadista e especulador imobiliário Flávio Bolsonaro, filho daquele parvo que na Presidência da República, nas trevas da pandemia, debochou da importância das vacinas, que nesta quarta-feira, dia 13, voltam a ser aplicadas nos postos de saúde.

Lembrem que a inércia e a indiferença do governo para adotar providências e conter a covid acabaram causando a morte de 700 mil brasileiros.

DECLARAÇÕES CRETINAS – As eleições estão distantes, mas o estoque de descaradas e cretinas declarações já ornamenta o noticiário. 

Não haverá espanto se os cidadãos ordeiros, trabalhadores e interessados em um futuro decente para os filhos, encontrarem no mesmo palanque, juntos, abraçados e sorridentes como hienas e abutres, figuras nojentas e amaldiçoadas debochando da justiça, como a escória de Daniel Vorcaro, Ciro Nogueira, Eduardo e Jair Bolsonaro, Davi Alcolumbre, Ibaneis Rocha, Hugo Motta, além de Valdemar Costa Neto, dono do cofre rico do Partido Liberal.  Tenho ânsias de vômito.

E os palanques dos outros candidatos não ficam atrás, em matéria de corruptos e aproveitadores dos recursos oriundos dos impostos que o povo paga para sustentá-los.

Paixão por ideologias já deveria ter sido considerada como patologia psiquiátrica

Mas o que é mesmo a "Ideologia de Gênero"? - ANF - Agência de Notícias das Favelas

Charge do Laerte (Folha)

Luiz Felipe Pondé
Folha

A adesão a ideologias deveria já ter sido elencada como uma forma de psicopatologia, causando perda cognitiva, humor histérico, inibição afetiva, incontinência verbal, redução da capacidade semântica, bipolaridade maníaco-depressiva.

Um exemplo claro dessa psicopatologia social é a obsessão com a palavra “fascista” em certos meios, assim como na pandemia existia a obsessão com a defesa da cloroquina como medicamento que salvaria o mundo.

TUDO É FASCISTA – Hoje em dia, para muitos, existem galinhas fascistas, elevadores fascistas, sistemas solares fascistas. Na outra margem do rio dos idiotas, existem galinhas esquerdistas, elevadores esquerdistas, sistemas solares esquerdistas. Minha birra pessoal com essa gente infantil é que perdemos muito do nosso tempo com eles.

De forma mais sistêmica, penso, na base, o equívoco é maior do que parece. Trata-se de um erro filosófico que, como todo processo cultural, tem uma contrapartida nas palavras, textos, gestos, ideias que, com o passar do tempo e a circulação das pessoas, se transformam numa visão de mundo. Este processo se assemelha ao mecanismo epidemiológico de contágio por contato, via o ar que se respira.

Este equívoco específico gira ao redor da invenção da ideia de autonomia. Aliás, um livro que narra este processo de forma magnífica é “A Invenção da Autonomia”, de J.B. Schneewind. Falar da história da filosofia moral moderna é falar de Immanuel Kant, sendo o filósofo o seu grande clímax.

AUTONOMIA MORAL – A ideia é que a autonomia moral humana é uma invenção, fruto de um longo processo europeu de pensamento e debate acerca da concepção de ser humano. Essa história atravessa gigantes da filosofia e teologia desde o século 16 até o século 18. De Maquiavel, Montaigne, Lutero, Calvino, Grotius, Hobbes, Locke, Rousseau, entre tantos outros, até chegar a Kant no final do século 18.

Erguendo-se contra a ideia de “miséria do pecado”, a herança maldita agostiniana, este processo busca superar o marasmo da repetição infinita do mal em nós, para seguir em direção à possibilidade de um aperfeiçoamento da natureza humana via o uso da razão, sem vê-la como um pássaro de asa quebrada, como era vista ao longo da Idade Média.

Enfim, a coruja, ave da filosofia, parceira da deusa romana da sabedoria, Minerva, poderia voar livre, mesmo que só ao entardecer, como diria Friedrich Hegel já no século 19.

LEI RACIONAL – Kant afirmará que somos capazes de introjetar a lei moral racional e agir a partir da condição de “maioridade”. Só devo fazer o que todos podem fazer —imperativo categórico— e, portanto, realizar a razão prática.

A autonomia será, justamente, a superação do trauma de uma crença num livre arbítrio danificado pelo pecado original, em favor da crença numa livre escolha do bem moral, que, por ser um bem moral racional, só pode ser, portanto, de vocação universal.

Trocando em miúdos, somos seres individuais autônomos por sermos racionais, e não movidos por paixões, superstições, fé religiosa cega ou instintos. Este é o indivíduo liberal da economia, crente num homem que faz escolhas racionais em favor da otimização do bem-estar. Liberalismo e utilitarismo de mãos dadas.

ESTÁ PARA NASCER – A utopia socialista crê que só após a superação do capitalismo esse sujeito racional autônomo, de fato, nasceria.

Agora, venha cá. Voltemos ao que falávamos no início desta coluna. Dá para sustentar que empiricamente, ou seja, olhando o mundo à nossa volta, exista esse sujeito autônomo? Não que em alguns momentos, alguns de nós, não consigamos ser racionais em certa medida. Mas é difícil não suspeitar de que esse sujeito racional autônomo seja uma “bela” invenção “colonial” europeia, que nunca existiu, universalmente, nem na própria Europa.

Nelson Rodrigues, me parece, desvendou o mistério da racionalidade quando a comparou a uma ascese dolorosa como a santidade, cujo processo pode mesmo aniquilar o asceta, o devoto.

JAMAIS NA POLÍTICA – Esse sujeito autônomo pode parecer que existe quando escolhe um desodorante em detrimento de outro. Mas, na política, por exemplo, crer num sujeito que vota racionalmente e de forma autônoma é a mesma coisa que crer que a Terra é plana.

Adesão a ideologias é a prova da irracionalidade humana. Todo aderente a ideologia é um infantilizado. Crer que numa empresa a hierarquia escolha uns em detrimento de outros de modo racional, fazendo uso de uma racionalidade meritocrática, é a mesma coisa que crer em lobisomens.

O Homo sapiens é, afinal, uma espécie psicótica estruturalmente, delirante — e a modernidade é o pior dos seus surtos.

Moraes virou uma ameaça à democracia muito maior do que a família Bolsonaro

Charge de Kleber Sales (Correio Braziliense)

Charge de Kleber Sales (Correio Braziliense)

Carlos Newton

Se algum escritor genial, como Érico Veríssimo, José Lins do Rego, Jorge Amado ou Guimarães Rosa, tentasse criar um personagem fascinante e altamente prejudicial ao país, jamais atingiria a perfeição alcançada por Alexandre de Moraes, que muitos pensavam fosse uma espécie de salvador da pátria.

Ninguém sabe se a arte imita a realidade ou se é a vida que copia a ficção, mas rapidamente Moraes acabou se revelando um falso jurista, que na verdade sempre buscou o enriquecimento ilícito e agora tem 129 milhões de razões para responder por crimes de responsabilidade e muitos outros mais, como costuma dizer o jornalista Mario Sabino.

RESPEITO ÀS LEIS – O equilíbrio da democracia depende diretamente do respeito às leis, ensinava no Século XVIII o Barão de Montesquieu, ao vislumbrar um futuro político capaz de serenar e estabilizar as relações sociais, para possibilitar o desenvolvimento harmônico das nações.

É claro que o grande gênio da Política não poderia prever detalhes importantes, como essa nefasta influência da polarização entre correntes político-partidárias, que desestabiliza o Brasil, os Estados Unidos e o mundo em pleno Século XXI, quase 300 anos depois da publicação da obra “Do Espírito das Leis”  

A deletéria polarização elimina o raciocínio lógico e leva as pessoas à paixão política, não importa o grau de intelectualidade delas. O resultado é que o espírito das leis passa a não importar mais, cada qual busca reinterpretar as leis à sua maneira, como Alexandre de Moraes tem feito incessantemente.

HERÓI NACIONAL – Com essa atuação viciosa e deletéria, o inquieto ministro do Supremo acabou se tornando um herói nacional para os cidadãos-contribuintes-eleitores que rejeitavam os disparates de Jair Bolsonaro na Presidência da República.

Isso significou que Alexandre de Moraes passou a ser imune a erros. Poderia cometer qualquer barbaridade jurídica e estava tudo bem. No entanto, aos poucos começou a haver reação da outra ala da sociedade, que inclui os bolsonaristas e aqueles que simplesmente defendem o primado das leis e abominam a polarização.

Mas o dinheiro sempre fala mais alto. E foi preciso surgir o escândalo do Banco Master, criando inquestionáveis motivos para desmascarar o ministro do Supremo, que agora se exibe como um dos maiores enganadores da História República.

É MAIS UM… – Moraes já chegou a ponto de fazer frente aos gigantes do populismo, como Jânio Quadros, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Lula da Silva, políticos que enganaram durante muito tempo, mas depois apresentaram características pessoais altamente negativas, demonstrando que Montesquieu também não podia prever a existência de demagogos de alta periculosidade e tão grande carisma.

Já caminhando para a desmoralização completa, que deve vir com a revisão criminal das absurdas penas dos “terroristas” do 8 de Janeiro, agora a cargo da Segunda Turma do Supremo, na qual Moraes não atua, finalmente o extravagante ministro apresentou seu canto do cisne, ao suspender a aplicação da Lei da Dosimetria.

Como explicamos aqui na Tribuna, esta legislação foi concebida pelo Congresso justamente para corrigir erros grosseiros praticados por Moraes, inclusive a nova lei foi concebida por relatores de origem conservadora, como o deputado Paulinho da Força e o senador Esperidião Amin.

CRISE GRAVÍSSIMA – Se Moraes conseguir brecar a aplicação da Lei da Dosimetria, provocará uma crise institucional tão grave que pode desestabilizar a democracia brasileira, que já vem funcionando de forma precária, mas ainda está conseguindo se manter.

A partir de hoje, a cúpula do Congresso vai pressionar fortemente o Supremo e levar ao desespero o presidente Edson Fachin, que não tem poderes para refrear os instintos descabidos e autoritários de Moraes. Se essa pressão parlamentar não der resultado, ninguém sabe o que pode acontecer.

Interessante notar que a esquerda ainda idolatra Moraes. Ou seja, é como se o país estivesse de cabeça para baixo, ou ponta-cabeça, como dizem os paulistas. Moraes não é, nunca foi e jamais será de esquerda. Foi inventado por corrupto como Michel Temer, chefe do “quadrilhão do MDB”, e não é preciso dizer mais nada.

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P.S.
Se Montesquieu estivesse vivo, ensinaria a essa gentalha que não existe ditador de esquerda. Todo ditador é de direita, seja em Cuba, na Rússia, na Venezuela ou na Guiné Ocidental. Quem é de esquerda é a democracia. (C.N.)

Kassio assume o TSE sob ameaça de guerra das urnas e pressão bolsonarista em 2026

Pesquisa aponta que maioria dos brasileiros teme agressões por posição política

Charge do Jônatas (Política Dinâmica)

Samuel Lima
O Globo

O nível de preocupação dos brasileiros com a violência política não reduziu de forma significativa desde a eleição presidencial passada, aponta pesquisa encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública junto ao Datafolha.

A cinco meses de exercerem novamente o direito ao voto, 60% dos brasileiros dizem ter medo de sofrer agressões físicas em razão das suas escolhas políticas ou partidárias. A taxa era similar, de 68%, há quatro anos.

POLARIZAÇÃO – O relatório aponta que essa preocupação se manteve elevada no período, mesmo quando comparada a um cenário desolador em 2022, com uma “eleição presidencial altamente polarizada, marcada por episódios de violência política, discursos de confronto e dúvidas lançadas sobre o próprio processo eleitoral”. De acordo com a organização, “esse ambiente tende a elevar a percepção de risco para além da experiência objetiva imediata”.

A pesquisa aponta ainda que 2,2% dos entrevistados disseram ter sofrido violência política nos últimos 12 meses. Apesar de estatisticamente menos frequente do que outros crimes, é possível estimar, a partir desses números, que algo entre 2,6 milhões e 4,7 milhões de brasileiros passaram pela situação no espaço de apenas um ano, considerando a margem de erro do levantamento.

O medo de ser agredido por razões políticas é mais frequente entre as mulheres — público em que alcança 65%, contra 53% dos homens. As classes mais pobres (D e E) também apresentam maior prevalência nesse cenário (64%) em comparação com a classe média, ou C (59%), e principalmente em relação ao eleitorado mais rico, das classes A e B (55%).

INFLUÊNCIA DO CRIME – Outro indicador relevante passa pela influência do avanço do crime organizado pelo território. Dentre os 41% dos entrevistados que relatam a presença de grupos ligados ao tráfico de drogas e milícias nos bairros onde moram, mais da metade (59%) respondeu que procura evitar se manifestar politicamente por receio de contrariar esses grupos e sofrer algum tipo de represália ou punição.

— De certa forma, virou um tabu, porque muitas vezes as facções e as milícias tentam influenciar os resultados eleitorais — afirma o presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e professor da FGV, Renato Sérgio de Lima, que se refere a essa prática como mais um exemplo de “governança criminal” estabelecida de modo direto ou indireto nas localidades.

A pesquisa foi realizada pelo Datafolha através de entrevistas presenciais em pontos de fluxo, com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, distribuídas em 137 municípios de todo o país. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, com nível de confiança na amostra de 95%.

Lula se humilhou diante de Trump e mostrou ser marionete de Joesley 

Charge de Genildo: Trump provoca Lula com ironia sobre aposentadoria por  invalidez - Sobral Online

Charge do Genildo (Arquivo Google)

Paula Sousa
Site Brasilagro

O Brasil assistiu, em choque e silêncio constrangedor, ao que a história registrará como o maior vexame diplomático de todos os tempos. O que era para ser uma visita de Estado transformou-se na “Operação Salva-Joesley”. Esqueça a retórica de soberania ou o “pai dos pobres”; a verdade nua e crua, revelada pela agência Reuters e pela mídia mundial, é que o presidente do Brasil atravessou o Atlântico como um “carrapato insistente” para servir de escudo humano a bilionários investigados.

Enquanto o Palácio do Planalto tentava vender a imagem de um encontro entre iguais, a Reuters jogava um balde de água gelada: o jato da J&F Holding, de Joesley Batista, saiu do Colorado direto para Washington. Os irmãos Batista não estavam lá a passeio; eles eram os verdadeiros diretores do espetáculo. Segundo o colunista Lauro Jardim (O Globo), Joesley estava em Washington especificamente por causa do encontro Lula-Trump.

DESPRESTÍGIO – A humilhação começou antes do aperto de mão. A Casa Branca só confirmou a audiência na noite de terça-feira, no que a diplomacia chama de desprestígio institucional. Lula foi mantido no vácuo até o último minuto, enquanto seus donos, os Batista, operavam nos bastidores.

Assim, o “pai dos pobres” virou o “garoto de recados” da JBS, empresa que, segundo a Época, mantinha contas na Suíça com 300 milhões em propina do PT.

A recepção de Donald Trump foi marcada por um climão vergonhoso. Lula chegou à Casa Branca às 11:21 e foi recebido pela Porta Sul. Como bem notado pela imprensa internacional, essa é a porta dos fundos, onde se tira o lixo e se recebe o delivery. Nada de tapete vermelho na Ala Oeste. Foi a portinha dos rejeitados, a mesma dada a líderes de menor expressão.

DESGRAÇA SELADA – O vídeo do encontro é de dar vergonha alheia: Lula, como um bêbado de rodoviária, tentou tocar o braço de Trump, que se esquivou como quem evita ter a carteira roubada. E para coroar a vergonha, Lula deu o primeiro passo em solo americano com o pé esquerdo. Literalmente e figurativamente, a desgraça estava selada.

A humilhação não parou por aí. Em um gesto de desprezo absoluto pelas instituições brasileiras, Trump simplesmente expulsou o Diretor-Geral da PF, Andrei Rodrigues, da Sala Oval.

O chefe da polícia brasileira foi mandado esperar no corredor como um estagiário sem convite. E o que fez o nosso “Presidente”? Abanou o rabo e aceitou a ordem do homem de verdade na sala, o laranjão.

MEDO DA VERDADE – Se o encontro foi a “vitória” que Lula contou na embaixada, por que ele proibiu a imprensa? A delegação brasileira pediu para fechar as portas e cancelou a coletiva. O motivo? O pânico de perguntas reais.

Segundo o Daily Wire, os jornalistas americanos estavam prontos para massacrar Lula sobre a perseguição política contra Jair Bolsonaro, as condenações arbitrárias do STF e as falas passadas onde Lula chamou Trump de “fascista” e “nazista”.

Lula “amarelou”. Fora do aquário controlado da GloboNews, da Daniela Lima ou do ICL (Instituto Chupa o Lula), ele entra em modo de defesa e foge. O correspondente David Alandete e o canal France 24 mataram a charada: Lula foi lá tentar salvar sua imagem derretida no Brasil, onde a água já bate no pescoço.

TEATRO NA EMBAIXADA – Após sair escondido “pela porta dos fundos”, sem foto oficial e sem comunicado conjunto (apenas um post seco de Trump mencionando tarifas — um sinal de guerra comercial), Lula correu para o ambiente seguro da embaixada brasileira. Lá, longe do “xerife de Washington”, ele inflou o peito.

Disse que “peitou” Trump sobre terras raras, sobre o Pix e até sobre Cuba. Mentira descarada. Alguém acredita que o sujeito que não teve coragem de defender seu próprio chefe da PF na Sala Oval daria bronca em Trump a portas fechadas?

O que ocorreu foi uma rendição. Como o New York Times descreveu, foi uma “trégua frágil” de um líder politicamente enfraquecido.

JBS NA BERLINDA – Para refrescar a memória do brasileiro: a JBS não é uma potência por mérito. É uma empresa que, segundo o Estado de Minas, “sugou o BNDES” para se expandir. É a empresa que, de acordo com o El País, pagou a maior multa da história por corrupção.

A Secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins, foi cirúrgica: a JBS tem um histórico documentado de corrupção, cartéis e, pasmem, trabalho escravo. A investigação americana (Seção 301) está fechando o cerco. Trump ofereceu recompensas de até 30% da multa para quem denunciar as práticas ilícitas dos frigoríficos brasileiros (JBS e Marfrig).

O desespero de Joesley é financeiro. Ele sabe que se o Departamento de Justiça americano apertar, o castelo de cartas cai. E a especulação que corre nos bastidores de Washington é que a JBS é a grande financiadora da perseguição contra a direita no Brasil.

IMPÉRIO DA CARNE – O dinheiro que banca o luxo de delegados em Miami e a estrutura que tenta asfixiar Bolsonaro viria do império da carne. Trump, percebendo isso, resolveu atacar a fonte. Sem o dinheiro de Joesley, o “esquema PT-STF” perde o oxigênio.

O resumo da ópera é devastador. O Brasil tem um presidente que é uma marionete de bilionários corruptos. Lula foi aos EUA não como chefe de Estado, mas como um capacho dos irmãos Batista.

Voltou humilhado e com o bolso cheio de tarifas punitivas, o álibi perfeito para o discurso populista de 2026: culpar o ‘imperialismo’ de Trump pelo desastre econômico que a subserviência de Lula aos bilionários provocou.

IMPRENSA AMESTRADA – Enquanto a mídia nacional “comprada” tenta dourar a pílula, a mídia mundial — Reuters, CNN Ekonomi, El País, Guia do Investidor, Diário do Poder — mostra a realidade: Lula é um personagem imprevisível (o “dinâmico” de Trump é código para instável) que vende a soberania nacional (Pix e minerais) para ganhar um afago de quem ele chamava de nazista há meses.

O covarde tentou posar de gigante, mas a história não perdoa quem rasteja na sombra da própria farsa. O Brasil foi rifado no balcão de negócios da Casa Branca em troca de um post vazio no Instagram, sem foto oficial e sem honra.

Acorde, militante petista: o ‘pai dos pobres’ é, na verdade, o funcionário do mês do cartel da carne e o capacho de luxo dos bilionários da propina.

LULA AJOELHADO – Enquanto os petistas defendem o indefensável, Lula blinda seus senhores, entrega nossa soberania mineral de joelhos e estende o tapete para facções criminosas.

É estarrecedor e abjeto que, na era da informação livre, você ainda escolha ser massa de manobra de um projeto de poder que fede a traição.

A “sanguinidade de Lampião” das palestras morreu em Washington; o que sobrou foi um pseudo líder acuado, entregando as joias da coroa para salvar a pele de seus donos. Não é apenas cegueira ideológica; é um atestado de submissão vergonhoso.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Matéria espetacular, enviada por Mário Assis Causanilhas, sempre atento aos bastidores da política. A análise da historiadora Paula Sousa mostra que os irmãos Batista são os poderosos chefões desse governo mafioso e usam o presidente para defender os interesses da organização criminosa empresarial JBS. (C.N.)

Ex-presidente do BRB vai para cela que abrigou Bolsonaro na “Papudinha”

Caso Master: Ciro Nogueira diz que operação da PF é ‘roteiro absurdo de ficção’

Ciro Nogueira diz ser alvo de perseguição

Deu no O Globo

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi às redes sociais nesta terça-feira afirmar que a operação da Polícia Federal da qual foi alvo na última semana é parte de um “roteiro absurdo de ficção”. A publicação foi feita um dia após o político trocar de advogado para assumir sua defesa na investigação sobre o caso do Banco Master e eleger Conrado Gontijo.

“Não é a primeira vez que sou vítima de ataques em ano eleitoral. Mas essa tática não funcionou em 2018 e não vai funcionar agora. Eu sigo de cabeça erguida, consciência tranquila e confiança de que a verdade vai prevalecer mais uma vez. Quero que a polícia investigue com rigor, pois sei que não cometi nenhuma irregularidade e isso ficará provado novamente. Com o tempo e os fatos, nós vamos desmascarar mais essas mentiras de quem tenta me parar”, publicou no Instagram.

“DESTINATÁRIO CENTRAL” – Segundo a Polícia Federal, o presidente nacional do PP é apontado como possível “destinatário central” de vantagens indevidas pagas por pessoas ligadas ao Banco Master. A investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro envolvendo a instituição financeira e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Nogueira rompeu com a banca Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados, do criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. Aliados do líder do PP afirmam reservadamente que a troca partiu do próprio senador e faz parte de uma reorganização mais ampla da estratégia jurídica e política após o avanço das investigações.

Fachin articula diálogo com Congresso em meio à crise da Lei da Dosimetria

Ciro Nogueira procura novo advogado e Brasília devia aprender a se valorizar

PF investiga compra de triplex de R$ 22 milhões por Ciro Nogueira em meio  ao caso Banco Master #charge #cartum #caricatura #editorialcartoon  #politicalcartoon

Charge do Clayton (O Povo/CE)

Vicente Limongi Netto

O famoso e badalado Antonio Carlos Castro, o Kakay, não é mais advogado do senador encalacrado, Ciro Nogueira (PP-PI), porque não houve acordo nos honorários e Kakay saiu dando entrevista demais. Mas continuam amigos de infância.

Kakay pediu 20 milhões de reais, para defender o senador presidente do PP, denunciado pela Policia Federal por envolvimento com Daniel Vorcaro. O senador jura pela honra dele que é inocente. Vítima de armações políticas.

VIDA DURA – O presidente do PP diz que vive com sacrifício, tem apenas o salário de senador. Precisou colocar a mãe dele como suplente para ajudar nas despesas e pagar o combustível de seu jatinho particular  com recursos públicos da verba parlamentar do Senado.

Ciro Nogueira não concordou com o valor dos honorários e Kakay arrumou as trouxas, os vinhos importados e os charutos cubanos, e foi cuidar da vida. Que anda muito difícil para muita gente. Inclusive para ele.

Kakay precisa reformar o apartamento que tem em Paris, que costuma emprestar a políticos, magistrados e amigos, mas anda meio duro. 

Mirante da Torre de TV de Brasília: tudo que você precisa saber - Viajante  Sem Fim

A Torre precisa de iluminação mais moderna

TORRE APAGADA – Brasília é uma cidade marcada por símbolos. Entre eles, a Torre de TV de Brasília ocupa lugar de destaque, um dos pontos mais visitados da capital, cartão-postal vivo, espaço de encontro, turismo e contemplação. Ainda assim, é tratada com uma displicência difícil de compreender.

Enquanto outras cidades do mundo transformam seus monumentos em experiências visuais marcantes, como a icônica Torre Eiffel, que se reinventa todas as noites com uma iluminação planejada, elegante e simbólica, Brasília parece não enxergar o potencial que tem diante dos próprios olhos.

A Torre de TV já é bela por si só, mas poderia ser muito mais, um espetáculo urbano, um marco noturno, um elemento permanente de orgulho coletivo. Imaginem a Torre pulsando luz. Cores que se alternam no céu do Planalto, fachos que se projetam como um chamado, como um abraço luminoso sobre a cidade.

SHOW DE LUZES – Seria uma iluminação majestosa que, noite após noite, transformaria o espaço em um verdadeiro espetáculo, como um show de fogos diário, onde famílias e turistas se reuniriam para compartilhar o mesmo encantamento. A cidade viva, reunida em torno de um símbolo que finalmente emociona.

O que se vê hoje, no entanto, é um esforço ainda tímido. Houve avanços, é verdade. A iluminação melhorou, ganhou algum destaque. Mas ainda está longe do que o monumento merece e do que Brasília pode oferecer. Falta projeto. Falta visão. Falta vontade política.

Uma iluminação cênica bem concebida não é gasto supérfluo, é investimento em turismo, valorização urbana e autoestima. É criar um ponto de referência que dialogue com a cidade, celebre datas, emocione quem passa e encante quem visita. É transformar o ordinário em extraordinário.

MAUS GESTORES – O Brasil está repleto de bons exemplos que não saem do papel por conta de gestores que não ousam, não enxergam e não priorizam o que realmente importa.

É pedir demais imaginar uma iluminação à altura da nossa Torre? Um projeto ousado, tecnológico, com um feixe de luz rotativo no topo, à semelhança do farol da Torre Eiffel, que marque a paisagem e reafirme a presença de Brasília no cenário mundial?

Alguém consegue imaginar aquele mezanino belíssimo, com visão de 360º, sendo administrado pela iniciativa privada? Brasília não precisa de mais concreto, precisa de luz. E, sobretudo, de quem tenha coragem de acendê-la.