Tebet diz que Michelle sofre com a ideologia de extrema direita que representa

Flávio tem personalidade multifacetada e poderá exigir tratamento psiquiátrico

Charge do JCaesar: 14 de janeiro | VEJA

Charge do JCaesar: VEJA

Vicente Limongi Netto

Valdemar Costa Neto, o chefão do PL e do cofre da legenda, anda tenso e preocupado com reações bruscas do candidato Flávio Bolsonaro. No começo da campanha, o comando do PL era só alegrias.  No cenário eleitoral, apenas bons aromas. Vasos com flores alegravam o ambiente do rico partido. 

Hoje, o enxofre, detergentes e água sanitária não estão dando conta. O mal cheiro persiste. Sal grosso não resolve. 

SÁBIO CONSELHO – Valdemar foi aconselhado por outras raposas felpudas a criar um conselho de psicólogos, psiquiatras, sociólogos, geriatras e pais de santo, para ver o que há com o humor e o estado de espírito do filho 01 do golpista.

Dinheiro para Valdemar não é problema. Se for o caso, com o conselho de notáveis fracassando ao dar assessoria ao dono do PL, ele poderá achar necessário recorrer a cientistas internacionais.

O destemperado e grosseiro Donald Trump então poderá indicar os médicos dele, aos quais recorre quando tem frequentes acessos de loucura e quer descontar no resto do mundo. 

CULPA DE TRUMP – Há quem sustente que parte do atual quadro de melancolia de Flávio Bolsonaro é culpa do padrinho dele, Trump, por agravar mais ainda as taxações de produtos brasileiros, além de mandar uma ratazana da equipe de sabujos dele, Marco Rubio, jogar as patas no Brasil e em Lula. 

 O conselho de especialistas deve  antever que terá problemas para colocar Flávio na ponta dos cascos, para ver se recupera o tempo eleitoral perdido, já que o filho 01 que caiu no colo de Valdemar Costa Neto, tem mostrado aos brasileiros diversas personalidades.

Uma hora é Flávio Rachadinha. Na hora do almoço é Flávio Chocolate, no lanche da tarde é Flávio Vorcaro, à noite prefere ser o Flávio Sicário. De madrugada tem pesadelos com Flávio Milicianos. Quando bota os pés no Senado, onde é um completo inútil, é o Flávio moleque de recado de Trump. Assim, fica difícil para o eleitor bolsonarista decidir em qual Flávio vai votar. Ou, então, vai desistir de ser besta e de votar errado.

Decisões monocráticas e falta de transparência desgastam o STF, alega analista

Pesquisa mostra eleitores menos dispostos à militância política nas redes

Charge do Gilmar (Arquivo do Google)

Deu no G1

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta sexta-feira (17) mostra que a maior parte dos brasileiros não pretende entrar em grupos de WhatsApp de política nas eleições de 2026. A preferência dos eleitores é acompanhar o noticiário sobre política, as entrevistas com os candidatos e as propostas e programas de governo.

O levantamento indica que 87% dos entrevistados disseram que não pretendem participar de grupos de WhatsApp sobre política durante o período eleitoral. Apenas 11% afirmaram que pretendem entrar nesses grupos, enquanto 2% responderam que talvez participem.

POUCA DISPOSIÇÃO – A disposição para participar presencialmente da campanha é ainda menor. Apenas 24% afirmaram que pretendem ir a eventos de rua em apoio ao seu candidato, enquanto 71% disseram que não têm essa intenção. Outros 5% disseram que talvez estejam em eventos presenciais. Apenas 24% afirmaram que pretendem ir a eventos de rua em apoio ao seu candidato. — Foto: Vanessa Rodrigues/Jornal A Tribuna (imagem ilustrativa)

Entre as formas de acompanhar a disputa, as mais citadas foram assistir às entrevistas dos candidatos e acompanhar as propostas e programas de governo, ambas mencionadas por 63% dos entrevistados. Em seguida aparece o interesse em acompanhar o noticiário sobre política, opção escolhida por 60%.

DIVIDIDOS – Sobre acompanhar a propaganda eleitoral gratuita, 46% responderam que pretendem assistir, e 49% que disseram que não. As redes sociais também dividem os entrevistados. Enquanto 47% disseram que pretendem acompanhar as campanhas pelas plataformas digitais, 48% afirmaram que não farão isso.

A pesquisa entrevistou 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-07181/2026.

PF aciona Interpol para rastrear fortuna de Daniel Vorcaro no exterior

Ao que parece, só prisões podem frear os abusos das emendas parlamentares

Charge do Aroeira (Brasil 247)

Dora Kramer
Folha

Conversando outro dia com experiente figura da República, deputado destacado na Constituinte, ministro em governos do PSDB e do PT, hoje no setor privado, ouvi que só há um jeito de levar o Congresso a cumprir a exigência de transparência no uso das emendas parlamentares: a prisão de meia dúzia de abusadores do Orçamento da União.

Falávamos sobre as mudanças nos meios de modos de se fazer política no Brasil, desde o início da abertura, nos últimos dois períodos da ditadura, até hoje quando a arte de negociação para construção de consensos foi substituída por uma era de impasses que se acumulam sem solução.

FREIO – O interlocutor em tela está longe de ser um radical, firmou-se na política como negociador na escrita da Constituição, cujo texto implicou concessões à direita e à esquerda. A proposta extrema de prisões como freio às exorbitâncias com recursos em tese destinados ao atendimento de demandas regionais da população decorre da resistência do acordo proposto em agosto de 2024 em reunião com representantes dos três Poderes na sede do Supremo Tribunal Federal.

Os termos eram objetivos: não haveria restrições ao uso das emendas, desde que cumpridos requisitos de transparência e rastreabilidade inerentes à decisão judicial de 2022, sobre a inconstitucionalidade do chamado orçamento secreto.

Pois não só houve o descumprimento, como a desobediência foi ampliada para novas modalidades de fraude —como a apropriação das emendas por gente sem mandato parlamentar— e a retomada parcial (ainda) da destinação de verbas sem identificação.

ILEGALIDADES – A hipótese de condenações e prisões não é um devaneio autoritário. Pode vir a ser consequência do resultado de algumas das dezenas de inquéritos que correm no STF para apurar ilegalidades cometidas por deputados e senadores.

Fica, contudo, a dúvida sobre a eficácia presumida pelo experiente espectador das coisas da política sobre se seria fator de inibição das práticas obscuras ou o deflagrador de novo impasse entre os Poderes da República.

PF diz que em 2000 Jaques Wagner já estava enriquecido através da corrupção

Para 61,2%, caso Jaques Wagner prejudica campanha de Lula

Lula não liga para corrupção e continua apoiando Wagner

Aguirre Talento
Estadão

O senador petista Jaques Wagner (BA) tentou efetuar a venda de uma extensa propriedade por R$ 15,8 milhões um dia depois de ter sido alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de recebimento de propina do Banco Master.

A transmissão do imóvel, porém, foi barrada pelo cartório de registro de imóveis, que recebeu uma ordem de bloqueio de bens assinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

SEM COMENTÁRIOS – Procurado, o senador disse, por meio de seus advogados, não haver irregularidades, mas não explicou os detalhes do negócio.

“A defesa do senador Jaques Wagner esclarece que ele não se manifestará sobre condutas que não sejam sobre sua campanha eleitoral. Todos os demais assuntos estão e continuarão sendo tratados judicialmente. Todos os fatos apurados são públicos e com registros públicos. Não há mínima irregularidade e nem nada a esconder”, afirmou o advogado Pablo Domingues.

Wagner também havia acertado a venda de um segundo imóvel por R$ 10 milhões, o apartamento dele em Salvador, em transação protocolada em cartório uma semana antes da operação da PF. Com a ordem de André Mendonça, o negócio também foi bloqueado e a transmissão de propriedade na matrícula do imóvel não foi autorizada pelo cartório.

MILHÕES EM CAIXA – Mesmo com a ordem de indisponibilidade dos imóveis, Wagner já recebeu ao menos R$ 12 milhões pelos negócios. Ele deixou o posto de líder do governo Lula no Senado após a operação da PF, por pressão do Palácio do Planalto, e atualmente é pré-candidato à reeleição para o cargo de senador.

O Estadão obteve cópia da documentação com detalhes desses negócios, registradas em cartórios da Bahia. A PF cumpriu busca e apreensão contra o senador na nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de junho.

Um dia depois, em 19 de junho de 2026, o senador protocolou no 1.º Ofício de Registro de Imóveis de Camaçari um contrato de compra e venda de um terreno de 51 mil m², que ele havia comprado em 2000.

CLUBE BAHIA – A área pertencente ao senador está localizada na Região Metropolitana de Salvador e foi vendida a uma empresa que tem como sócio o Grupo City, dono da SAF que comanda atualmente o Esporte Clube Bahia, em conjunto com empresas do ramo imobiliário. A previsão é que o terreno faça parte de um empreendimento imobiliário que vai funcionar em anexo a um novo centro de treinamento do clube.

Questionada sobre a transação, a diretoria do Bahia afirmou que foram comprados terrenos de cinco proprietários diferentes na região, com critérios de mercado, e disse ainda que o bloqueio não vai prejudicar a construção do empreendimento.

A Polícia Federal apura também que Wagner solicitou ao então sócio do Banco Master, Augusto Lima, a compra de um apartamento de alto luxo em Salvador. O imóvel efetivamente foi comprado por uma empresa em nome de laranja, com recursos enviados pela corretora Reag, suspeita de participar em conjunto dos crimes financeiros do Banco Master.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O mais interessante da matéria é saber que Jaques Wagner já tinha enriquecido ilicitamente em 2000, há 26 anos, portanto, mas só agora estão descobrindo as falcatruas da família, que já contaminou a nova geração, porque o apartamento de luxo está no nome da filha dele. O senador pode ser comparado a Geddel Vieira Lima, o grande mestre da corrupção na Bahia. (C.N.).

Valdemar freia plano de Flávio e cobra vice “com votos” para 2026

Três coisas que, poeticamente, Paulo Mendes Campos jamais entendeu

Não te espantes quando o mundo... Paulo Mendes Campos - PensadorPaulo Peres
Poemas & Canções

O jornalista, escritor e poeta mineiro Paulo Mendes Campos (1922-1991) versifica as “Três Coisas” que não entende na vida e no amor. 

TRÊS COISAS
Paulo Mendes Campos

Não consigo entender
O tempo
A morte
Teu olhar

O tempo é muito comprido
A morte não tem sentido
Teu olhar me põe perdido

Não consigo medir
O tempo
A morte
Teu olhar

O tempo, quando é que cessa?
A morte, quando começa?
Teu olhar, quando se expressa?

Muito medo tenho
Do tempo
Da morte
De teu olhar

O tempo levanta o muro.
A morte será o escuro?
Em teu olhar me procuro.

Joesley tentou vender mina de volta à Vale com lucro de US$ 800 milhões

Carta pró-Flávio leva Moraes a ampliar punições contra Bolsonaro

O que as exceções do tarifaço revelam sobre a estratégia de Washington

A disputa pela confiabilidade das informações é o novo desafio do jornalismo

IA ampliou a produção de conteúdos convincentes

Marcelo Copelli
Congresso em Foco

O maior desafio do jornalismo contemporâneo não é a inteligência artificial. É a crescente dificuldade de preservar os referenciais comuns que permitem a uma sociedade reconhecer os fatos antes de interpretá-los. A facilidade com que sistemas generativos produzem textos, imagens, áudios e vídeos capazes de simular evidências ampliou o problema da desinformação, mas revelou uma transformação mais profunda: o enfraquecimento dos critérios públicos que permitem distinguir registros autênticos de conteúdos sintéticos.

É sobre as consequências mais visíveis dessa transformação que costuma se concentrar o debate sobre o futuro do jornalismo. Discute-se o impacto da inteligência artificial sobre o trabalho das redações, a sustentabilidade econômica dos veículos e a expansão da desinformação nos ambientes digitais. Todos esses desafios são reais. Nenhum deles, porém, alcança o núcleo da questão. O problema central já não é quem produz mais informação, mas como preservar os critérios que permitem verificar evidências e reconhecer informações confiáveis.

TRANSPARÊNCIA – A contestação dos fatos jamais representou uma novidade para o jornalismo. A vida política sempre conviveu com propaganda, boatos, versões interessadas, omissões deliberadas e tentativas de distorcer acontecimentos. Ainda assim, a imprensa consolidou sua relevância porque desenvolveu procedimentos capazes de submeter alegações à verificação, confrontar versões incompatíveis, examinar documentos, contextualizar informações e tornar públicos os fundamentos de suas conclusões. Sua legitimidade nunca decorreu da promessa de eliminar o erro, mas da adoção de um método transparente e permanentemente aberto ao escrutínio público.

As plataformas digitais e os sistemas de inteligência artificial não tornaram esse método obsoleto. Alteraram, contudo, o ambiente em que ele opera. A produção de conteúdo deixou de depender de estruturas profissionais e passou a ocorrer em escala inédita, impulsionada por tecnologias capazes de fabricar materiais altamente persuasivos em poucos segundos.

A consequência mais relevante não é apenas o aumento da circulação de conteúdos enganosos. É a fragmentação dos critérios pelos quais diferentes grupos reconhecem evidências, documentos e fontes como legítimos, chegando a interpretações incompatíveis sobre um mesmo acontecimento.

DESACORDO LEGÍTIMO – Essa mudança produz efeitos que ultrapassam o campo da comunicação. Democracias não dependem da uniformidade de opiniões. Divergências políticas, ideológicas e morais constituem parte de seu funcionamento. O que elas exigem é um conjunto mínimo de fatos reconhecidos publicamente, capaz de sustentar o desacordo legítimo.

Quando esse referencial se fragiliza, a controvérsia deixa de incidir sobre a interpretação dos acontecimentos e passa a alcançar os próprios critérios utilizados para reconhecê-los. O debate público perde um de seus pressupostos fundamentais: a existência de uma base comum para a avaliação dos acontecimentos.

É nesse contexto que a verificação dos fatos revela seus limites sem perder sua importância. O fact-checking permanece indispensável para corrigir erros, desmontar falsificações e responsabilizar quem difunde conteúdos enganosos.

CHECAGEM – Entretanto, sua atuação é predominantemente reativa. Em geral, a checagem ocorre quando conteúdos já alcançaram ampla difusão e, muitas vezes, foram incorporados às convicções de parcela significativa do público. A rapidez com que se propagam reduz a eficácia de iniciativas exclusivamente corretivas para restabelecer, por si sós, um ambiente informacional confiável.

O desafio contemporâneo, portanto, não se limita à identificação de conteúdos enganosos. Consiste em fortalecer a confiança nos procedimentos que permitem verificar documentos, identificar a origem de imagens e vídeos, rastrear evidências, reconhecer manipulações e tornar transparentes as etapas da apuração. Nesse contexto, o diferencial do jornalismo desloca-se progressivamente do conteúdo publicado para a robustez do processo que o sustenta.

Também muda, nesse cenário, a forma como a credibilidade é construída. Durante décadas, a capacidade de informar antes dos concorrentes representou uma vantagem decisiva. Hoje, a velocidade deixou de ser atributo exclusivo das redações. Ferramentas de inteligência artificial produzem textos, sintetizam documentos, traduzem conteúdos, geram imagens e simulam vozes em questão de segundos.

RESPONSABILIDADE EDITORIAL – O que permanece essencialmente humano não é a publicação em si, mas a responsabilidade editorial sobre aquilo que se publica. A confiança passa a depender menos da rapidez da divulgação do que da qualidade da apuração, da consistência das evidências apresentadas, da transparência metodológica e da disposição de corrigir equívocos sempre que necessário.

Incorporar novas tecnologias às rotinas profissionais é necessário, mas insuficiente. O que distingue o jornalismo de outras formas de circulação de informação é sua capacidade de produzir conhecimento público com base em procedimentos verificáveis. Quanto mais sofisticadas se tornam as tecnologias capazes de produzir conteúdos convincentes, maior é a necessidade de instituições comprometidas com critérios claros de validação, rastreabilidade das informações, transparência editorial e prestação permanente de contas ao público.

A inteligência artificial não reduz a importância do jornalismo. Ao contrário, evidencia sua função mais essencial. Se qualquer sistema pode produzir conteúdos plausíveis, torna-se ainda mais valiosa a existência de profissionais e organizações capazes de explicar a origem das informações, contextualizar evidências, reconhecer incertezas e submeter suas conclusões ao exame público. O valor do jornalismo deixa de residir apenas na capacidade de informar, mas na capacidade de tornar verificável aquilo que publica.

CRITÉRIOS PÚBLICOS – É nesse ponto que se concentra o maior desafio da imprensa contemporânea. Não se trata apenas de enfrentar conteúdos enganosos, tarefa que sempre integrou a atividade jornalística. Trata-se de preservar os critérios públicos que permitem reconhecer fatos verificáveis e sustentar a confiança coletiva nos procedimentos que lhes conferem legitimidade.

Sem esses parâmetros, a divergência deixa de apoiar-se em evidências passíveis de verificação e passa a depender exclusivamente da adesão a versões concorrentes. Nesse cenário, a crise ultrapassa os limites do jornalismo: compromete uma condição indispensável ao funcionamento da democracia, a possibilidade de sustentar o desacordo a partir de uma base comum de evidências verificáveis.

Estudo revela R$ 1,3 bilhão em emendas com autores ocultos na Câmara

Novo julgamento que pode inocentar Bolsonaro deve ocorrer antes das eleições

Como bolsonaristas reagiram à prisão de Bolsonaro: 'preso por uma oração' -  BBC News Brasil

Bolsonaro está confiante no julgamento da Segunda Turma

Carlos Newton

O Supremo Tribunal Federal está vivendo um suspense de matar o Hitchcock, como dizia o jornalista e compositor Miguel Gustavo, autor da famosa marchinha do tricampeonato (“Noventa milhões em ação/ pra frente Brasil/ do meu coração/ Vamos juntos/ pra frente, Brasil/ salve a seleção!”).

A maioria dos ministros realmente está à beira de um ataque de nervos. O motivo é simples. Agora em agosto, após o recesso, Luiz Fux passa a presidir da Segunda Turma, assumindo o importante cargo, hoje ocupado por Gilmar Mendes, que, junto com Dias Toffoli, vem perdendo uma votação atrás da outra, para a maioria formada por Fux, Nunes Marques e André Mendonça.

CASO BOLSONARO – Com Fux no comando, a Segunda Turma vai promover vários julgamentos da maior importância. O primeiro, já em curso, com parecer da Procuradoria-Geral da República, está nas mãos do relator Nunes Marques a revisão criminal da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Não se trata de recurso, é uma ação nova, apresentada pela defesa, que aponta erros judiciários que teriam ocorrido no julgamento anterior, feito pela Primeira Turma, que condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão e três meses de prisão.

No julgamento anterior de Bolsonaro, o resultado foi de 4 a 1. A única discordância foi de Luiz Fux, que se manifestou pela absolvição de Bolsonaro com o mais extenso voto da História do Supremo, de 429 páginas, que o ministro demorou 14 horas para ler, em duas sessões seguidas.

NOVO JULGAMENTO – A revisão criminal é como se o julgamento de Bolsonaro tivesse começado de novo, desta vez com Nunes Marques como relator, substituindo Alexandre de Moraes. A petição inicial da defesa, pedindo a absolvição de Bolsonaro foi apresentada com 90 páginas. Tens alguns erros processados, mas está bem fundamentada, com base no votos anterior de Fux, pela absolvição.

A Procuradoria já apresentou seu parecer e pediu  o arquivamento da ação revisional. Mas o relator Nunes Marques não aceitou arquivar a questão e está redigindo seu voto, que deverá entregue ainda em agosto, favorável à absolvição, para em seguida ser pautado o julgamento, com os votos de André Mendonça, Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

Caso os ministros sigam os votos anteriores que já apresentaram em outros julgamentos sobre o golpe de estado, o placar final será mesmo de 3 a 2, com Marques, Mendonça e Fux apoiando a absolvição de Bolsonaro, enquanto Toffoli e Gilmar devem se manifestar pela condenação.

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P.S. 1 –
Fux vai votar duas vezes, porque antes ele pertencia à Primeira Turma e foi o único voto vencido na condenação de Bolsonaro, em setembro de 2025. Com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, no mês seguinte o ministro Fux requereu sua transferência para a Segunda Turma e, portanto, vai votar novamente, porque agora se trata de outra ação. Será um dos mais importantes julgamentos já realizados no país, com ampla repercussão interna e externa, e deve ocorrer bem antes da eleição presidencial.

P. S. 2 – Ao término do julgamento, que tudo indica será favorável à absolvição de Bolsonaro, o ministro Fux, na presidência da Segunda Turma, estará obrigado a assinar também o alvará de soltura do ex-presidente, que será imediatamente libertado. Imaginem a confusão que isso vai provocar, se realmente ocorrer antes das eleições… (C.N.)

Relatório aponta crise institucional como principal risco para o Brasil

Renovação histórica no STJ intensifica corrida política por indicações ao tribunal

Caiado troca estratégia e parte para o confronto direto com Flávio Bolsonaro

General Mourão é exemplo de bolsonarista que já desistiu de continuar sendo iludido

Mourão critica custódia de Bolsonaro na PF e afirma que ex-presidente 'não  é ameaça'

Mourão ainda continua torcendo por uma terceira via

Vicente Limongi Netto

Ex-vice presidente da República no governo Bolsonaro, general reformado do Exército e atual senador, Hamilton Mourão deu espirituosa entrevista a repórter Letícia Pille, do Globo, edição do dia 15, afirmou que “tem grupo bolsonarista que não passa num psicotécnico”.

Sobre a declaração do sacripanta Paulo Figueiredo de que “mulher não sabe votar”, Mourão salientou que não é nem tiro no pé, “é amputação”. Diversos leitores gostaram da entrevista do senador gaúcho do Republicanos, com sotaque carioca, de 75 anos de idade. Entre eles, Mariúza Peralva, Renato Paulino de Carvalho Filho e Alfredo Guimarães.

FORÇA DA AMIZADE – Tem razão o ex-presidente e acadêmico José Sarney, ao destacar que “a melhor coisa da vida é a amizade” (Correio Braziliense- 17/07). O título do artigo de Sarney sintetiza o vigor desta reflexão: “Amizade, graça de Deus”.

Assim, o próximo dia 20 tem um significado especial para todos que gostam de exaltar a arte de viver. É o Dia do Amigo. Sarney é categórico: “Quem não tem amigos não viveu, pois deixou de experimentar o que há de mais humano em nós”.

O amigo não nos deixa faltar nada. É uma dádiva dos céus. Espanta a melancolia, fortalece o espirito, estimula a convivência, respeita a individualidade, pondera com sabedoria. Amo meus amigos. Não vivo sem eles. 

As eternas emendas ao Orçamento e o poder invisível dos chefes partidários