Senadora democrata acusa Trump de usar governo dos EUA para proteger Flávio Bolsonaro

Um mistério… Por que Lula e Bolsonaro são idolatrados por tantos brasileiros?

Eleições 2026: quando a política vira um grande stand-up | Jornal de  Brasília

Charge do Baggi (Jornal de Brasília)

Carlos Newton

Já abordamos diversas vezes aqui na Tribuna da Internet o surrealismo da política brasileira, que hoje sofre essa inacreditável e inaceitável polarização entre dois políticos demagogos de baixíssimo nível, ambos sem o menor preparo intelectual para administrar um país problemático como o Brasil.

A realidade brasileira mostra que a política é uma ciência social estranha, porque sua prática é tumultuada e não segue a menor lógica, tornando-se um desafio sua análise por filósofos, antropólogos e cientistas sociais. Tanto Lula quanto Bolsonaro são exemplos dessas inexplicáveis contradições.

VÃS IDOLATRIAS – Vejam o caso específico de Lula. Seria até normal que os beneficiados pelo Bolsa Família o idolatrassem, embora o programa tenha sido criado pela mulher de Fernando Henrique Cardoso, a antropóloga e cientista social Ruth Cardoso. Mas Lula se apropriou da autoria, a imprensa amestrada o aplaude pelo programa, e estamos conversados.

No entanto, não existem explicações para a idolatria que o petista conquistou em outras camadas sociais de maior preparo, que têm conhecimento do escabroso painel de corrupção e baixarias nos governos do PT, iniciado no mensalão e parece não ter mais fim, porque seguiu na Lava Jato e agora se encadeou ao Banco Master e outros casos envolvendo os petistas Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Jaques Wagner, Rui Costa e até o velho mochileiro João Vaccari, sem falar nas performances pessoais dos filho de Lula, verdadeiros fenômenos que orgulham demais esse ramo da família Silva.

E BOLSONARO? – Do outro lado da moeda, a efígie de Jair Bolsonaro mereceria idêntico desprezo. Ele se tornou famoso quando era capitão e publicou um artigo na Veja, no final da ditadura militar, reivindicando maiores salários para as Forças Armadas. Depois, planejou atentados a bomba.

A esse respeito, o presidente Ernesto Geisel disse ao jornalista Elio Gaspari que Bolsonaro era “um mau militar”. Mesmo assim, ele não foi punido, pediu licença para se candidatar a vereador em 1988, foi eleito e reformado, ganhando de presente a aposentadoria como capitão aos 33 anos de idade, que maravilha viver, como dizia Vinicius de Moraes.

Seus sucessivos mandatos políticos foram decepcionantes. Bolsonaro não discursava, não apresentava projetos e colocou um capitão como chefe de gabinete, para organizar a rachadinha dos funcionários, que passou a ser tradição política do enriquecimento de sua família, ao lado da compra de imóveis em dinheiro vivo.

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P.S.
– Como se vê, as vidas públicas de Lula e de Bolsonaro não podem servir de exemplo para ninguém. Mas o fato concreto é que eles são idolatrados pela ampla maioria dos eleitores brasileiros, de forma incondicional. A meu ver, essa situação é insustentável e perigosa, porque estimula uma radicalização política cada vez maior, dividindo parentes e amigos, que deveriam raciocinar sobre o que está acontecendo na política brasileira, com graves efeitos nas relações sociais e familiares. Pensem sobre isso. (C.N.)

Após receber Flávio, governo Trump evita bancar sua disputa política com Lula

Kassab veta negociação de cargos com Lula antes de conversa sobre o governo

Kassab segura o PSD e exige conversa com Lula

Bela Megale
O Globo

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, avisou aos correligionários do seu partido que ninguém está autorizado a negociar cargos com o governo federal até ele ter uma conversa com Lula.

O mandachuva partidário foi procurado por interlocutores do presidente com o recado de que o petista quer conversar sobre a composição da Esplanada dos Ministérios no governo Lula 4.

CONVERSA – O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que é do PSD, foi um dos que procurou Kassab, além do vice-presidente Geraldo Alckmin. O senador Camilo Santana, que se destacou como coordenador da campanha de Lula no segundo turno, também procurou parlamentares do PSD para conversar.

O encontro entre Kassab e o presidente deve ocorrer na próxima semana. Kassab foi um dos poucos líderes do centrão que acreditava na virada de Lula.

Tebet prevê um “Lula 4” mais aberto e diz que presidente entendeu o recado das ruas

Senadora disse que o Centrão perdeu força nas eleições

Deu no G1

A senadora Simone Tebet afirmou em entrevista ao Estúdio i, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entendeu o “recado das ruas” após a mobilização popular no segundo turno das eleições e deve adotar uma postura mais aberta a aliados de outros partidos em seu quarto mandato.

“Eu acredito que vai ser um governo diferente em todos os aspectos. Difícil, nós não teremos maioria, com todas as dificuldades, dificuldades econômicas, mas acho que virá um Lula 4 com uma frente ampla valorizando os companheiros, independentemente de serem do Partido dos Trabalhadores ou não”, afirmou.

SURPRESA – Ela relatou que esteve com Lula durante a reta final da campanha e que o presidente se surpreendeu com a dimensão da mobilização popular. “O presidente estava absolutamente impactado. Ele estava tão impactado que, no dia seguinte, quando nós fomos votar, eu fui votar com ele, ele chegou e disse exatamente isso: ‘As ruas falaram'”, contou.

Para a senadora, o novo mandato também deve trazer mudanças na relação com o Congresso Nacional. Ela avaliou que o modelo de articulação política baseado na distribuição de ministérios para partidos aliados já não garante o apoio das bancadas nas votações. “Fechar com partido não significa levar também o apoio individual dos parlamentares desse mesmo partido”, disse.

A senadora também avaliou que o enfraquecimento do Centrão nas eleições pode abrir espaço para uma nova relação entre esses partidos e o governo. Segundo ela, embora Lula enfrente um Congresso com maior presença da oposição, partidos de centro também precisarão do governo para recuperar espaço político.

GOVERNABILIDADE – Na avaliação de Tebet, uma aproximação pode atender tanto à necessidade de governabilidade de Lula quanto ao fortalecimento de partidos de centro e de direita democrática.

“A forma de nós realmente enterrarmos o bolsonarismo e a extrema-direita no país é voltando a fortalecer e dando força aos partidos de centro, seja o MDB, o PSDB, o PSD, seja aqueles que a gente inclui como Centrão”, declarou.

REVISÃO DE GASTOS –  Durante a entrevista, Tebet também defendeu uma revisão das despesas públicas, mas ressaltou que o ajuste fiscal não deve comprometer direitos sociais. “Eu sempre digo que o Brasil cabe no orçamento brasileiro”, afirmou.

Para a senadora, o governo precisa combater desperdícios, privilégios e corrupção, além de rever prioridades para ampliar os investimentos em áreas consideradas essenciais pela população.

Tebet também criticou o volume de recursos destinados às emendas parlamentares, que, segundo ela, chegam a R$ 60 bilhões. “O problema é que a gente tem que lidar, além dos problemas reais da vida das pessoas, com desperdícios, com privilégios, com corrupção e com emendas parlamentares bilionárias”, disse.

CALCANHAR DE AQUILES –  Tebet avaliou que a nova composição do Senado Federal será um dos principais desafios para a governabilidade de Lula, diante do crescimento da oposição na Casa. “O Senado é hoje […] o calcanhar de Aquiles do governo, porque nós não temos maioria absoluta, aliás, estamos longe de ter sequer maioria”, afirmou.

A senadora disse que a composição mais conservadora do Congresso exigirá maior articulação política e atuação dos ministros para evitar retrocessos em direitos sociais. Apesar das dificuldades, Tebet afirmou que o Senado terá a responsabilidade de conduzir reformas estruturais, especialmente a reforma política.

Segundo ela, essa discussão deve incluir mudanças no próprio Legislativo e no Judiciário, como a possibilidade de estabelecer mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com regras de entrada e saída e idade mínima.

ARROGÂNCIA –  Ao comentar a derrota de Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais, Tebet atribuiu o resultado à postura do candidato e de sua equipe durante a campanha. Segundo a senadora, o desempenho no primeiro turno teria levado a campanha a adotar uma postura de excesso de confiança, enquanto os eleitores contrários ao candidato se mobilizaram na reta final da disputa. “A arrogância, ela precedeu a derrota”, afirmou.

Tebet também acusou o grupo político de Flávio Bolsonaro de apresentar características fascistas. “A arrogância não só levou o Flávio e a sua equipe à inércia, mas a mostrar o verdadeiro DNA fascista daquela turma”, declarou.

DECLARAÇÕES – Tebet citou ainda declarações de Flávio Bolsonaro que considerou discriminatórias, incluindo referências à deficiência física de Lula e comentários sobre a idade do presidente. Na avaliação dela, essas falas contribuíram para afastar eleitores do candidato.

Para Tebet, a mobilização de jovens e idosos no segundo turno foi decisiva para o resultado da eleição. Ela destacou que diferentes gerações se uniram em torno de preocupações com o futuro do país e com a preservação de direitos.

PL se distancia de Flávio Bolsonaro e tenta conter desgaste após discurso de fraude

Cúpula do PL teme novas declarações nos EUA

Luísa Marzullo
Letícia Pille
O Globo

A cúpula do PL tenta convencer Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a abandonar o discurso de fraude na eleição presidencial e teme que novas declarações do senador, que deixou o Brasil e está nos Estados Unidos, aprofundem o desgaste do partido após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A preocupação ganhou força depois da divulgação de uma carta na qual Flávio questionou, sem apresentar provas, o resultado das urnas e chegou a se declarar o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. O documento não recebeu o aval da direção partidária e expôs divergências sobre a estratégia da oposição para os próximos anos.

ENTREVISTA COLETIVA – O receio aumentou diante da previsão de que Flávio conceda uma entrevista coletiva nos Estados Unidos na próxima semana, quando deverá voltar a tratar da derrota eleitoral e de sua decisão de permanecer no exterior.

Integrantes do PL temem que o senador reforce as acusações de fraude ou faça novas declarações que ampliem o desgaste da legenda. A avaliação é que o discurso adotado por Flávio pode comprometer os esforços para reorganizar a oposição e dificultar a construção de alianças no Congresso, especialmente num momento em que o partido tenta ampliar sua influência nas duas Casas.

CRÍTICA – O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, criticou publicamente a manifestação nesta quinta-feira, após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. Segundo o dirigente, a carta não foi aprovada pelo partido, que pretende concentrar seus esforços na reorganização da oposição e na atuação no Congresso.

— Ninguém quer ter problema, ninguém aprova essa situação que aconteceu com o Flávio. O Flávio passou por uma situação difícil, compreendemos, mas não aprovamos. Queremos tocar o país para a frente — afirmou Valdemar.

SURPRESA – O dirigente também disse que a viagem do senador surpreendeu integrantes da legenda e da própria família Bolsonaro. Segundo ele, nem mesmo o ex-presidente havia sido informado previamente da decisão do filho de deixar o país.

— Nem o Bolsonaro sabia, ninguém sabia, eu também não sabia — declarou.

A manifestação reforçou as divergências entre a estratégia adotada por Flávio no exterior e a posição de dirigentes que defendem uma atuação institucional da oposição. Para integrantes do partido, a insistência em acusações de fraude sem provas pode dificultar a aproximação com outras legendas, especialmente diante das negociações para as presidências da Câmara e do Senado.

DISTÂNCIA – O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial de Flávio, também se distanciou das acusações. Na quarta-feira, afirmou que não existem elementos que permitam ao partido sustentar a denúncia de fraude eleitoral.

— O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido — declarou Marinho.

DIVERGÊNCIAS – O parlamentar afirmou ainda que não foi consultado sobre o conteúdo da carta e disse desconhecer como Flávio pretende exercer a liderança da oposição a partir dos Estados Unidos. Apesar das divergências, procurou preservar o protagonismo político do senador, a quem considera uma das principais lideranças da direita após o desempenho eleitoral.

A carta foi divulgada na quarta-feira, depois que Flávio deixou o Brasil em meio a uma investigação conduzida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na primeira versão, o senador se apresentou como o verdadeiro presidente eleito e alegou que a votação havia sido fraudada. O documento foi posteriormente substituído por outro, no qual passou a se definir como líder do Brasil, mas manteve os questionamentos ao resultado eleitoral.

Redes sociais já ditam pautas ao Congresso Nacional e pressionam políticos

Esquerda e centro perdem espaço e a extrema-direita avança na Europa

Tarcísio de Freitas já é o favorito na disputa da sucessão de Lula em 2030

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que  a oposição deve respeitar o resultado das eleições e atuar dentro das  instituições democráticas. A declaração foi feita depoi

Tarcísio é esperto e já está se descolando de Bolsonaro

Vicente Limongi Netto

O queridinho dos bolsonaristas agora é Tarcísio de Freitas. Mais inteligente do que Flávio Bolsonaro, portanto, mais perigoso. Segue a mesma linha política. Depende dos votos dos bolsonaristas. Gosta de vender tudo que não construiu. Privatizar tudo de bom do povo brasileiro que estiver pela frente. Coisa de perdulário. 

Petrobrás que fique esperta. Tarcísio abriu mão de ser candidato à Presidência da República agora, atendendo pedido de Jair Bolsonaro, de quem foi ministro. Não tem como esconder e não especular.  Candidaturas para 2030 estão postas.

Tarcísio é o mais qualificado entre os bolsonaristas. Claro que Lula tentará colocar na disputa presidencial um candidato aliado. Tarefa árdua.  Pelos auxiliares que tem em volta, não vejo ninguém que faça sombra a Tarcísio, cuja maior credencial é a de governador reeleito do poderoso Estado de São Paulo.

Após fugir para os EUA, Flávio Bolsonaro prepara ofensiva jurídica para se defender

Flávio vai adotar estratégia diferente de Eduardo no STF

Bela Megale
O Globo

Flávio Bolsonaro decidiu deixar para trás o papel de líder da oposição que o PL havia ensaiado para ele em caso de derrota e fugiu para os Estados Unidos. Apesar de seguir o roteiro do irmão Eduardo Bolsonaro que está em solo americano desde o ano passado, o senador vai adotar uma estratégia diferente nos seus processos que tramitam na Justiça.

Os advogados que representam o senador vão atuar diretamente nos três inquéritos que envolvem o senador na tentativa de inocentá-lo. A postura é diferente daquela adotada pelo irmão, que não indicou representantes para o processo em que respondeu por coação de autoridades para tentar intervir na condenação de Bolsonaro por golpe. Eduardo acabou sendo defendido pela Defensoria Pública da União (DPU).

RELATORIA – Os advogados de Flávio planejam pedir que o inquérito envolvendo possível lavagem de dinheiro na relação dele com o advogado Willer Tomaz saia da relatoria de Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal (STF), e vá para André Mendonça.

Na reunião que teve com advogados na segunda-feira (26), um dia antes de fugir para os Estados Unidos, Flávio recebeu um prognóstico positivo após a Polícia Federal intimá-lo a apresentar seus passaportes. O senador ouviu de sua equipe jurídica que havia caminhos para reverter a ordem, proferida no âmbito da investigação.

Flávio estava “transtornado” e “com muito medo de ser preso”, segundo aliados que se reuniram com o senador na segunda-feira (26). Até o momento, não há nenhuma ordem de prisão contra Flávio. Na conversa com advogados, eles tentaram acalmar o senador e deixaram claro que viam um cenário otimista para reaver os passaportes do senador.

USUÁRIO – A avaliação feita a Flávio antes dele deixar o Brasil foi a de que a ordem de Moraes se baseava na informação de que Flávio era usuário de uma conta ligada a Willer Tomaz. O banco responsável pela conta, no entanto, emitiu um documento negando vínculo do senador, o que foi apontado como um fator que teria potencial para derrubar a medida imposta pelo ministro.

Além desse ponto, Moraes destacou como motivos para a apreensão do passaporte fotos de viagens de Flávio com o advogado, além da fala de Eduardo Bolsonaro de que o irmão deixaria o país se perdesse as eleições.

Michelle sai em defesa de aliados e tenta conter divisão no bolsonarismo

Michelle diz que Bolsonaro pediu para direita se unir

Brenda Ortiz
Ygor Wolf
G1

Após críticas de aliados, a senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL) disse que Bolsonaro pediu união da direita e orientou o grupo a não procurar culpados pelo resultado da eleição.

Em uma publicação nas redes sociais, Michelle também agradeceu aos políticos que se engajaram na campanha do enteado e pediu que os aliados não caiam em “enganações daqueles que sempre semeiam o ódio, a mentira e provocam a nossa divisão em troca de likes e engajamento” (veja texto completo mais abaixo).

CRÍTICAS – Desde o segundo turno, no último dia 25, Michelle vem sendo criticada nas redes sociais por apoiadores e aliados por, supostamente, ter ignorado a derrota de Flávio Bolsonaro no segundo turno.

No post desta sexta, Michelle diz que conversou com o marido, Jair Bolsonaro, sobre o assunto. “Vivemos tempos difíceis. Precisamos refletir e, só depois, agir. O meu marido ressalta que é momento de união e não de procurar culpados”.

Essa foi a primeira vez que a senadora eleita pelo Distrito Federal se pronunciou após a derrota do enteado na campanha à presidência da República. Flávio Bolsonaro perdeu a eleição presidencial por 4,4 milhões de votos e foi embora para os Estados Unidos. Após a fuga, o senador divulgou uma carta em que se autoproclamou “presidente eleito”. Depois, publicou uma nova versão em que se autodeclarou “líder do Brasil”.

TEXTO COMPLETO DA PUBLICAÇÃO DE MICHELLE BOLSONARO:

“Vivemos tempos difíceis. Precisamos refletir e, só depois, agir.

Eu e o Jair (meu galego e nosso líder) temos conversado sobre isso. Ele sempre diz que é muito grato pelo empenho e sacrifício que – dentro das possibilidades – cada um fez em prol da campanha do Flávio. Ele lembra de cada um e reconhece com muita gratidão a mobilização de todos.

Em nossas conversas, o Jair sempre manifesta um carinho e uma gratidão especial a todos os apoiadores que se doaram porque acreditam em um futuro melhor para o Brasil e para os brasileiros.

Por outro lado, ele se entristece quando vê notícias falsas, atribuindo a ele manifestações mentirosas, que pregam a divisão, apontam injustamente supostos “culpados” e afirmam exatamente o contrário do que ele verdadeiramente sente por pessoas como Damares, Tarcísio, Nikolas, Silas Malafaia e outros que estão sendo atacados: muito respeito, carinho e gratidão.

O meu marido ressalta que é momento de união e não de procurar culpados.

Não caiamos nas enganações daqueles que sempre semeiam o ódio, a mentira e provocam a nossa divisão em troca de likes e engajamento.

Deus está conosco e a Ele cabe o Julgamento e a Justiça!”

Viver sem sentir saudades é ser extremamente infeliz, dizia Bastos Tigre

Bastos Tigre – PoemasPaulo Peres
Poemas & Canções

O publicitário, bibliotecário, humorista, jornalista, compositor e poeta pernambucano, Manoel Bastos Tigre (1882-1957), afirma que sentir “saudade” pode ser uma boa sensação, se estivermos revivendo belas etapas da vida, pois é muito infeliz quem vive sem sentir saudades.

SAUDADE
Bastos Tigre

Infeliz de quem vive sem saudade,
Do agridoce pungir alheio às penas,
Sem lembranças de amor e de amizade,
Hoje vivendo o dia de hoje, apenas.

Triste de ti, ancião, que te condenas
A mole insipidez da ancianidade
E não revives na memória as cenas
De prazer e de dor da mocidade!

Ter saudade é viver passadas vidas,
Percorrendo paragens preferidas,
Ouvindo vozes que se têm de cor.

Sonha-se… E em sonho, como por encanto,
A dor que nos doeu já não dói tanto,
Gozo que foi é gozo inda maior.

PT pede a Hugo Motta que deixe o PL fora do bloco pela Presidência da Câmara

Flávio admite saída planejada, questiona eleição e promete voltar à disputa presidencial

Nos EUA, Flávio procura apoio de Marco Rubio para ampliar sua influência política

O Brasil depois das urnas: a dívida, o vazio na direita e os novos cálculos do poder

Em seu quarto mandato, Lula tem grande desafios pela frente

Pedro do Coutto

A eleição presidencial terminou, mas a política brasileira está longe de entrar num período de tranquilidade. Enquanto o presidente Lula da Silva se prepara para um novo mandato de quatro anos, três movimentos ajudam a compreender os desafios que se colocam no horizonte: o agravamento do endividamento público, a disputa pela reorganização da direita depois da saída de Flávio Bolsonaro do país e as articulações no Senado que voltam a colocar a possibilidade de um perdão a Jair Bolsonaro no centro das negociações políticas.

No campo econômico, os números exigem atenção. Segundo os dados divulgados pelo Banco Central, a dívida bruta do governo geral alcançou 82,9% do Produto Interno Bruto em setembro de 2026, o equivalente a aproximadamente R$ 11,1 trilhões. Desde dezembro de 2022, quando Lula iniciou o atual mandato, o indicador avançou 11,2 pontos percentuais. Trata-se de um crescimento expressivo, que coloca as contas públicas diante de uma questão incontornável: como financiar as obrigações do Estado sem ampliar continuamente o custo da dívida e comprometer a capacidade de investimento do país?

PREÇO DO FINANCIAMENTO – O problema não está apenas no tamanho do endividamento, mas também no preço que o Brasil paga para financiá-lo. Nos 12 meses encerrados em setembro, as despesas com juros nominais do setor público chegaram a aproximadamente R$ 1,2 trilhão, correspondentes a quase 9% do PIB. É um volume que revela a dimensão do esforço financeiro necessário para sustentar a estrutura de financiamento do Estado. Com a taxa Selic ainda em 13,75% ao ano, mesmo depois da redução promovida pelo Banco Central em setembro, o custo do crédito permanece elevado, tanto para o setor público quanto para empresas e consumidores.

É preciso, entretanto, distinguir os mecanismos envolvidos. Nem toda a dívida pública é remunerada diretamente pela taxa Selic, pois os títulos do Tesouro possuem diferentes indexadores e prazos. Ainda assim, os juros elevados influenciam o custo de refinanciamento e a remuneração de parte significativa dos títulos públicos, tornando mais difícil estabilizar a trajetória do endividamento. O governo precisa administrar vencimentos, emitir novos títulos e encontrar recursos para cumprir compromissos financeiros que não desaparecem com a simples renovação das obrigações.

A pressão também chega diretamente às famílias. Dados do Banco Central mostram que o endividamento dos brasileiros com o sistema financeiro alcançou 50,1% da renda anual em agosto, o maior patamar da série histórica. Isso significa que o conjunto das dívidas equivale a mais da metade dos rendimentos anuais das famílias. Não significa, porém, que essa proporção seja paga integralmente todos os meses. O indicador que mede o comprometimento mensal da renda com o serviço das dívidas é outro e também se encontra em patamar preocupante. A combinação de crédito caro, prestações elevadas e crescimento das obrigações financeiras limita o consumo e reduz a capacidade de reação dos orçamentos domésticos.

SUSTENTABILIDADE – A questão fiscal, portanto, não pode ser reduzida a uma disputa entre governo e oposição. A sustentabilidade das contas públicas depende de decisões sobre receitas, despesas, crescimento econômico, produtividade e qualidade do gasto. A expansão do endividamento, quando não acompanhada de uma estratégia credível de estabilização, diminui a margem de atuação dos governos e aumenta a vulnerabilidade da economia às oscilações dos juros e à confiança dos investidores. O desafio de Lula será demonstrar que o crescimento económico e as políticas sociais podem avançar sem que o financiamento do Estado se transforme numa fonte permanente de desequilíbrio.

Mas a economia não é o único terreno em que o resultado eleitoral começa a produzir consequências. A saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, poucos dias depois de sua derrota para Lula, abriu um espaço político que outros integrantes da direita procuram ocupar. A viagem do senador aos Estados Unidos ganhou uma dimensão adicional depois que o The New York Times revelou que Jason Miller, ligado à área de comunicação da Casa Branca, teria providenciado o avião particular utilizado no deslocamento entre Argentina, Equador e Estados Unidos. A informação, também repercutida pelo Washington Post, acrescenta um elemento internacional a um episódio que já provocava questionamentos sobre a disposição de Flávio de permanecer no país e exercer a liderança da oposição que havia reivindicado durante a campanha.

A consequência mais imediata é a disputa pelo comando político da direita. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e Michelle Bolsonaro surgem como nomes com capacidade de ocupar parte desse espaço, embora representem estratégias e bases de apoio diferentes. Tarcísio dispõe de uma estrutura administrativa importante, interlocução com setores empresariais e capacidade de negociação com forças do centro político. Michelle, por sua vez, conserva uma ligação direta com o eleitorado bolsonarista e conta com o apoio de setores do Partido Liberal. Nenhum dos dois, entretanto, tem assegurada a liderança de um campo que permanece dividido entre a fidelidade à família Bolsonaro e a necessidade de construir uma alternativa eleitoral mais ampla.

PERFIL DA OPOSIÇÃO – A disputa também envolve uma definição sobre o próprio perfil da oposição. Uma direita interessada em recuperar espaço institucional precisará demonstrar compromisso com o funcionamento das instituições, com a legitimidade dos resultados eleitorais e com a alternância de poder. Não basta substituir os protagonistas ou adotar uma linguagem mais moderada. A credibilidade de qualquer projeto de reorganização dependerá da disposição de estabelecer limites claros em relação aos setores que questionam a democracia quando os resultados das urnas não correspondem às suas expectativas.

Nesse cenário, a movimentação de Davi Alcolumbre merece atenção particular. O presidente do Senado estaria avaliando a possibilidade de articular uma solução política para a situação de Jair Bolsonaro, incluindo a discussão de um eventual indulto ou de uma anistia, numa tentativa de ampliar o apoio à sua recondução ao comando da Casa em 2027. A iniciativa revela como a situação judicial do ex-presidente continua a ser utilizada como elemento de negociação entre diferentes grupos parlamentares.

Há, contudo, uma diferença jurídica fundamental entre os dois instrumentos. O indulto é uma prerrogativa do presidente da República, enquanto a anistia depende de aprovação legislativa. Alcolumbre não pode conceder diretamente um perdão presidencial, mas pode procurar construir uma articulação política em torno dessa possibilidade. Até agora, não existe uma solução formalmente acordada, e a própria resistência de setores da oposição demonstra que a negociação está longe de ser simples.

PROTAGONISMO PERDIDO – A derrota eleitoral de Flávio Bolsonaro também alterou o ambiente em que essas conversas acontecem. A família perdeu a oportunidade de manter o protagonismo presidencial e enfrenta agora o desafio de preservar influência política sem dispor do mesmo capital eleitoral que procurava mobilizar durante a campanha. Além disso, a tentativa de transformar um eventual perdão ao ex-presidente numa moeda de troca parlamentar esbarra numa questão maior: até que ponto os interesses de sobrevivência política podem prevalecer sobre a autonomia das instituições e a responsabilidade decorrente de decisões judiciais?

O Brasil entra, assim, numa etapa em que os efeitos da eleição ultrapassam a composição do governo. A administração Lula terá de enfrentar o custo crescente da dívida, preservar a confiança económica e demonstrar capacidade de governar num ambiente de expectativas elevadas. A direita, por sua vez, terá de decidir se pretende reconstruir uma oposição institucionalmente responsável ou continuar subordinada às disputas internas do bolsonarismo. No Congresso, as negociações em torno da presidência do Senado mostram que a política continuará a produzir aproximações, recuos e acordos cuja viabilidade nem sempre é evidente.

As hipóteses podem ser remotas, mas não são politicamente irrelevantes. Muitas vezes, a influência de uma proposta não está na possibilidade imediata de concretização, mas na capacidade de alterar alianças, condicionar decisões e reposicionar os protagonistas. É nesse terreno que começa a ser disputado o Brasil depois das urnas.

Lula prepara reforma ministerial e enfrenta disputa por espaços no novo governo

O teste da moderação dos bolsonaristas terminou com fracasso em Miami

Lula e Bolsonaro são iguais na falta de caráter e também nos “filhos jumentos”

O pastor Silas Malafaia chamou os filhos de Jair Bolsonaro de “jumentos”  nesta quarta-feira (28), após a divulgação de uma carta golpista em que  Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se apresentou como o verdadeiroCarlos Newton

Quem diz entender a política brasileira é mentiroso ou lunático, sem a menor dúvida. Em passado recente, já houve muitos pesquisadores estrangeiros que tentaram nos estudar, eram chamados de brazilianistas, mas todos desistiram, não sobrou ninguém, porque até mesmo os brasileiros que se metem em política não conseguem entender nada do que acontece.

Vejam o exemplo do pastor Silas Malafaia. Durante longos anos apoiou Lula da Silva, porém vivia se aborrecendo. De repente, desistiu e passou a prestigiar a família Bolsonaro, mas continuou tendo problemas e agora joga a toalha, com uma frase definitiva, ao dizer que “esses filhos de Jair Bolsonaro são uns jumentos”. E o pior é que Malafaia tem toda razão.

TODOS INÚTEIS – Realmente, nenhum dos herdeiros de Bolsonaro se salva, e espera-se que a única filha, Laura, de 16 anos, tenha mais inteligência, preparo e escrúpulos, porque seus quatro irmãos deixam a desejar.

É claro que muito se deve à maneira como foram criados por um pai relapso, que lhes ensinou práticas ilícitas de enriquecimento, como a rachadinha e a compra de imóveis em dinheiro vivo, e costuma trocar de mulher segundo a idade delas, demonstrando não saber o real significado do amor em família.

Do outro lado do palco, a trajetória de Lula não é muito diferente. Assim como Bolsonaro, o criador do PT não educou direito os filhos, que não tiveram a menor condição de se dedicar à política, e o máximo que conseguem é enriquecer fazendo lobby e explorando a força política do pai.

APROVEITADORES – Tanto Bolsonaro quanto Lula são dois grandes aproveitadores da vida pública. O capitão fez carreira como o samba de uma nota só, apenas defendendo aumento salarial para os militares. Com isso acabou enfiando a família inteira na política.

Lula só trabalhou até os 18 anos, quando perdeu o dedo mínimo e se aposentou precocemente. Depois, virou sindicalista e descolava um dinheiro extra como informante do regime militar, sob codinome de “Barba”, ligado ao delegado Romeu Tuma, superintendente da Polícia Federal.

É claro que nenhum estrangeiro consegue entender como duas pessoas desqualificadas e execráveis como Lula e Bolsonaro passaram o conduzir a política brasileira, com total exclusividade, como se não existissem outros políticos. Até parece um filme de terror, mas é isso mesmo que está acontecendo, numa polarização alucinada, que está dividindo o país e semeando a cizânia, como diziam os militares antigamente.

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P.S.
– O fato mais do que concreto é que o Brasil merece ter lideranças políticas melhores do que Lula e Bolsonaro, que são personagens realmente desclassificados. Voltaremos amanhã a analisar esse palpitante assunto, com interessantes revelações sobre a vida pública deles, que é tão suja quanto a privada, como diria o Barão de Itararé (C.N.)

A fuga de Flávio Bolsonaro abre disputa pelo comando da direita até 2030