Barroso e Lewandowski ficam fora do manifesto dos ministros e fazem papel constrangedor

Gilmar faz esforço enorme para evitar que Moraes provoque derrota de Lula

BLOG DO VINÍCIUS ASSUMPÇÃO: CHARGE: O DESPREZO DE GILMAR MENDES

Charge do Paixão (Gazeta do Povo)

Felipe de Paula, Fausto Macedo, Aguirre Talento e Carolina Brígido
Estadão

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a decisão de André Mendonça que afastou, nesta terça-feira, 8, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Gilmar afirmou que decisões “tendentes a promover o desequilíbrio da disputa político-eleitoral” devem ser submetidas ao Plenário da Corte, e não a uma das Turmas. O ministro pediu vista apenas 11 segundos após a liberação, no plenário virtual, da votação sobre o referendo do afastamento de Andrei.

A Segunda Turma do Supremo, apesar do pedido de vista de Gilmar, formou maioria para referendar a decisão de Mendonça cerca de 10 minutos após a abertura da votação. Acompanharam o relator da Operação Compliance Zero os ministros Nunes Marques e Luiz Fux. Falta o voto de Dias Toffoli.

TRÊS PONTOS – As razões do pedido de vista feito por Gilmar após 11 segundos de votação se sustentam em três pilares, segundo o ministro. O primeiro é o pouco tempo para analisar o caso. Gilmar afirmou que o processo “foi incluído em pauta no próprio dia do julgamento, menos de uma hora antes do início da sessão virtual”, o que “impediu o exame da integralidade dos autos e da decisão submetida a referendo”.

O segundo ponto questiona o fato de o afastamento ter sido determinado por Mendonça “a partir de solicitação formulada por partido político (Novo)”, em “aparente contrariedade” ao Código de Processo Penal e ao Regimento Interno do STF.

Por fim, o decano criticou ainda o envio de “incidentes conexos, oriundos de uma mesma apuração” para colegiados diferentes.

PLANO DE GILMAR – Aliado de primeira hora do ministro Alexandre de Moraes, Gilmar sustenta que “a decisão de afastamento cautelar registra elementos que sugerem que o relatório de inteligência teria sido produzido pelo Diretor-Geral da Polícia Federal por provocação de membro da Primeira Turma desta Corte”.

Para Gilmar, se essa premissa for considerada, “a competência para exame dos atos imputados a integrante do Tribunal é do Plenário, e não da Segunda Turma”.

No terceiro pilar, Gilmar citou entendimento do Plenário que, com base na “paridade de armas” e no “dever de neutralidade do Estado em relação aos partidos políticos e candidatos”, considerou inconstitucionais decisões “tendentes a promover o desequilíbrio da disputa político-eleitoral”.

AFASTAMENTO Na manhã desta terça, Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa. Mendonça ordenou que a PF, por meio de sua Corregedoria, abra procedimentos investigatórios de natureza penal e administrativo-disciplinar para apurar os “graves fatos identificados” na produção de relatórios de inteligência.

Andrei Rodrigues entregou na semana passada ao ministro Alexandre de Moraes um relatório de inteligência após ter recebido uma ordem do ministro.

Como mostrou o Estadão, o documento diz que não possui valor probatório, e não pode servir como elemento de acusação, mas Moraes usou o material no inquérito das Fake News para acusar André Mendonça de abuso de autoridade, depois que o ministro solicitou a confecção de um relatório da PF contendo conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro, nas quais o banqueiro chega a pedir orientação se deveria fugir do país diante das investigações.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Gilmar Mendes está exercitando sua maior especialidade, o “jus embromandi”. Recentemente, fez uma harmonização que melhorou seu visual, mas o caráter continua o mesmo e ele saiu em defesa do diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que está envolvido no caso Master junto com a namorada, a jornalista e lobista Renata Varandas. Mas as iniciativas de Gilmar Mendes têm um encontro marcado com o fracasso, porque Luiz Fux e Nunes Marques apoiaram Mendonça e o diretor da PF foi mesmo afastado. Agora, Moraes, Toffoli e Andrei têm chance zero de escaparem incólumes desse escândalo. Não há embromação que dê jeito. (C.N.)

Julgamento sobre diretor da PF expõe divisão do STF entre Moraes e Mendonça

Gilmar interrompeu análise e busca tempo para solução

Mariana Muniz
O Globo

O julgamento da decisão de André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, começou a revelar no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) a formação de uma ala alinhada ao ministro em meio à crise que divide a Corte. Ao mesmo tempo, o pedido de vista de Gilmar Mendes interrompeu a análise e deu mais tempo para que os ministros busquem uma solução para o impasse nos bastidores.

Mesmo com a suspensão, Mendonça conseguiu formar maioria para manter sua decisão, com os votos antecipados de Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, dois ministros que vinham sendo contabilizados entre os possíveis apoios ao magistrado nas discussões internas provocadas pelo caso Master. Dias Toffoli, por sua vez, não votou. Apesar da interrupção do julgamento, a liminar de Mendonça continua em vigor.

APOIO A MENDONÇA – Desde que a crise entre Mendonça e Alexandre de Moraes se agravou, ministros passaram a mapear apoios diante da perspectiva de que diferentes aspectos do embate fossem submetidos ao plenário. Fux já era considerado o apoio mais seguro de Mendonça, enquanto Kassio aparecia entre os ministros que poderiam funcionar como fiéis da balança.

O pedido de vista de Gilmar, porém, interrompeu a conclusão do julgamento e abriu uma janela adicional para as articulações internas. Decano do Supremo e ministro com maior trânsito político dentro e fora da Corte, Gilmar tem atuado nas discussões para tentar construir uma saída para a crise institucional. O pedido de mais tempo ocorre justamente quando o placar deixa mais clara a correlação de forças dentro do tribunal. Na semana passada, com as turbulências já em andamento, Gilmar teve um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A suspensão não derruba, por si só, a decisão de Mendonça. Enquanto o julgamento não for concluído ou não houver uma nova deliberação do Supremo sobre o tema, a liminar permanece produzindo efeitos.

CONTABILIDADE – A composição dos votos também chama atenção diante das contas que vinham sendo feitas internamente desde o início da crise. Pessoas próximas a Moraes contabilizam Cristiano Zanin, Flávio Dino e o próprio Gilmar como integrantes de uma ala mais próxima ao ministro. Do outro lado, Mendonça tinha Fux como apoio considerado mais seguro e buscava conquistar novas adesões, entre elas a de Nunes Marques. Cármen Lúcia e o presidente do STF, Edson Fachin, também eram vistos como possíveis fiéis da balança.

A votação desta terça revela o primeiro retrato concreto de como parte dessas articulações pode se traduzir no plenário. Ela não significa, porém, que a mesma maioria será automaticamente reproduzida em todas as discussões decorrentes da crise.

Ministros ouvidos nos últimos dias têm ressaltado que a composição de cada grupo pode variar de acordo com o objeto submetido ao colegiado, se a legalidade dos procedimentos adotados nas investigações, o conteúdo dos relatórios da Polícia Federal ou eventuais apurações sobre a conduta de integrantes da Corte.

DIVULGAÇÃO DE RELATÓRIOS – A crise se agravou após a divulgação de relatórios produzidos pela área de inteligência da Polícia Federal. Mendonça afirma que foi submetido a “monitoramento sistemático” pela corporação e que houve “monitoramento e coleta dirigida” de informações sobre ele e sobre o advogado-geral da União, Jorge Messias. A decisão destaca que seis relatórios foram produzidos entre 3 e 31 de agosto.

Na decisão, Mendonça classificou a produção desse material como ilegal e afirmou que os relatórios também faziam análises sobre sua atuação como magistrado. O ministro sustenta ainda que Moraes tinha conhecimento prévio da existência dos documentos e registra que o material foi encaminhado por Andrei em 1º de setembro.

Impeachment de Moraes vira moeda de troca pela presidência do Senado

Senadores veem Alcolumbre à espera das eleições

Thaísa Oliveira
Folha

Com a escalada da crise envolvendo o STF (Supremo Tribunal Federal), aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), avaliam que ele vai esperar o resultado das eleições para decidir sobre o impeachment de ministros.

Uma pessoa próxima a Alcolumbre afirma que ele não vai ceder à pressão do bolsonarismo pela destituição de integrantes da corte antes de saber quem será o próximo presidente da República e os 54 novos senadores. Só a partir disso decidirá se abre um processo de impeachment e contra quem.

CÁLCULO POLÍTICO – No cenário atual, a chance de um pedido de afastamento de um ministro do STF prosperar no Senado passou a ser tratada como algo possível até por parlamentares que antes costumavam rechaçar essa possibilidade. O cálculo de Alcolumbre envolve sua campanha pela presidência do Senado no ano que vem —que ocorre tradicionalmente no primeiro dia de funcionamento do Congresso Nacional, em fevereiro.

Alcolumbre, dizem aliados, sabe que o impeachment do ministro Alexandre de Moraes é a única moeda de troca capaz de atrair o apoio de senadores bolsonaristas para ser reeleito. Por isso, precisa entender exatamente qual será o peso do grupo no Senado após as eleições.

O presidente do Senado é amigo de Moraes e sempre se colocou contra a possibilidade de afastá-lo do cargo. Políticos próximos a Alcolumbre dizem que a posição dele continua exatamente igual. Parte do grupo reconhece, porém, que, a depender do perfil de senadores que emergir das urnas, será difícil impedir a abertura de um processo.

INVESTIDA – O impeachment de Moraes se tornou uma das principais investidas de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a condenação por tentativa de golpe. Políticos de diferentes posições afirmam que o ministro André Mendonça deu ainda mais fôlego à campanha de candidatos ao Senado que prometem avançar contra o Supremo ao revelar, na terça-feira (1º), detalhes sobre a relação de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Como mostrou a colunista Mônica Bergamo, Alcolumbre também discutiu com pessoas de confiança a possibilidade de abrir um impeachment contra Mendonça, de quem é desafeto. Um interlocutor do senador afirma que o ministro atropelou o rito formal ao pedir uma investigação contra Moraes na semana passada.

De acordo com outra pessoa do entorno do senador do Amapá, parte dos argumentos na mesa para o impeachment de Mendonça está no relatório sem assinatura citado por Moraes para a investigação do colega por abuso de autoridade. Até mesmo senadores da base governista que também costumavam rechaçar o afastamento de ministros do STF hoje admitem que essa possibilidade se tornou real —seja no caso de Moraes, de Mendonça ou de outro magistrado.

REFORMA NO JUDICIÁRIO – Um líder partidário diz, sob reserva, que o escândalo pode desencadear uma reforma no Judiciário a partir do ano que vem, até com o impeachment de mais de um ministro. Parlamentares também lembram diferentes propostas aventadas nos últimos anos, como a criação de um mandato fixo, em substituição à aposentadoria compulsória aos 75 anos, e o aumento da idade mínima para indicação, que hoje é de 35 anos.

“A minha opinião é que a gente deve dar um tempo para que, diante de todos esses escândalos, o próprio Supremo dê uma posição. Acho que, se não der, o Senado ficará na obrigação de fazer alguma coisa”, diz o senador Cid Gomes (PSB-CE).

Moraes conversou pessoalmente com Alcolumbre na última quarta-feira (2) —um dia depois do relatório em que vieram a público mensagens enviadas a ele por Vorcaro. A informação foi revelada pelo jornal O Globo e confirmada pela Folha.

REAÇÃO – Poucas horas após o encontro, o presidente do Senado reagiu à cobrança pela abertura do impeachment do ministro, citando o pedido de R$ 130 milhões feito ao ex-banqueiro pelo candidato à Presidência do PL, senador Flávio Bolsonaro (RJ), para um filme sobre o pai. “Apenas um comentário, no momento adequado eu vou falar. Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. E agora o culpado sou eu e o ministro Alexandre de Moraes”, afirmou.

Na terça-feira passada, ao ser questionado sobre o impeachment de Moraes, o senador respondeu que não é normal haver 109 pedidos e que a pressão feita pela oposição acontece “há muito tempo”. “A minha percepção é que tem 109 pedidos, isso não é normal. [São] 109 solicitações no Congresso, [a respeito] dos dez ministros do Supremo, de pedido de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.”

Empresariado se mobiliza e pressiona Fachin por código de conduta no Supremo

Superintendentes da PF cogitam entregar cargos em reação ao afastamento de Andrei Rodrigues

Delação de “Mineiro” põe US$ 12,3 milhões de Vorcaro no centro do caso Dark Horse

Ridículo, Flávio sugere que empregado escolha em que horário quer trabalhar

PEC 221, da escala 6x1, continua estagnada - CONTRATUH

Charge do Nando Motta (Brasil247)

Vicente Limongi Neto

A direita, que domina o Congresso, não tem um mínimo de vergonha de falar em defesa do trabalhador, porque na prática é contra quaisquer benefícios a favor da classe operária e do aposentado.

Flávio Bolsonaro, nos bastidores, vem trabalhando para não ser aprovada a PEC que acaba com a jornada de trabalho 6 x 1.  A direita vem com propostas indecentes, alegando que o acordo do empregado e o patrão é semelhante ao acordo do pescoço com a corda.

ESCOLHER HORÁRIO – Há também a proposta ridícula de Flávio Bolsonaro, propondo que o trabalhador possa escolher quantas horas por dia deseja trabalhar.

A direita quer o trabalhador ganhando pouco e trabalhando muito. Foi assim o governo do presidiário Jair Bolsonaro que não deu um aumento do salário mínimo acima da inflação.

Agora, na propaganda das eleições, a direita vem cinicamente dizer que o trabalhador ganha pouco. Quando a direita se preocupou com os trabalhadores e os aposentados? 

SÁBIO BETO – O Brasil parou para ouvir o sábio e inconfundível presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, no palco iluminado do Jornal Nacional. O mundo jurídico tem que agradecer aos deuses da floresta amazônica e aos anjos do firmamento por Simonetti existir.

As declarações enfáticas do chefão da entidade, que já foi presidida por craques como Bernardo Cabral, Reginaldo Oscar de Castro e Seabra Fagundes, precisam ser panfletadas por avião durante o Rock in Rio e no Maracanã no dia de Fla-Flu.

Beto sabe tudo. Fazia tempo que não dava o ar da graça. Todavia, para  falar o rosário oceânico de obviedades sobre o quadro atual da crise no Supremo Tribunal Federal (STF), francamente, era melhor o doutor Beto Simonetti continuar mudo, pescando tambaqui em Manaus e se deliciando com tacacá, açaí e peixe frito.

CLIMA PESADO –  El Nino antecipou chegada. Como em rio de piranha, jacaré está nadando de costas, diria o sábio Sérgio Porto, na voz do impagável e eterno Stanislaw Ponte Preta.

Ministro do Supremo Tribunal Federal(STF), André Mendonça, abusando das funções. Com faca na toga e sangue nos olhos, quis afastar do cargo o diretor-geral da Policia Federal, Andrei Rodrigues.

Drones da feroz política e das acirradas disputas eleitorais tomaram conta do cardápio diário da Suprema Corte. O perigoso tiroteio não tem prazo para acabar. No jogo raivoso a razão perdendo para a emoção.  O terrivelmente evangélico Mendonça colocou mais lenha na fogueira das vaidades absurdas que estão rachando as instituições. O mais patético e estarrecedor, nenhum dos envolvidos na destrambelhada rinha de poderosos arrogantes, leva em consideração o bem estar do povo. Tenho ânsia de vômito.

Direção do PT acende o alerta com queda de Lula e cobra reação da campanha

Petistas atribuem rejeição a erros da campanha

Julliana Lopes
CNN

O aumento da desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas mais recentes provocou incômodo dentro do PT e abriu uma nova rodada de críticas à condução da campanha.

Dirigentes e integrantes do partido ouvidos reservadamente atribuem parte da piora, que varia de 3 a 7 pontos a depender do levantamento, a erros na coordenação política e na comunicação desta fase da disputa.

DESORGANIZAÇÃO – As reclamações atingem o núcleo mais próximo do presidente, que inclui nomes como Sidônio Palmeira e a primeira-dama Janja da Silva, mas não se restringem a eles. A avaliação de petistas é que a campanha ainda não conseguiu organizar uma mensagem capaz de conter o desgaste de Lula e responder com rapidez aos movimentos dos adversários.

Há também queixas sobre a divisão de funções e sobre o peso de decisões tomadas por um grupo considerado restrito. Internamente, dirigentes defendem uma participação maior do partido na definição da estratégia eleitoral.

A piora nos números reforçou, dentro do PT, a cobrança por ajustes na campanha. A avaliação é que o momento exige uma coordenação mais afinada entre partido, comunicação e núcleo político do presidente.

Um domingo na praça, revivendo pequenas lembranças do poeta Mauro Mota

ROGEL SAMUEL: A Elegia Nº1 de Mauro Mota

Mauro Motta, grande poema pernambucano

Paulo Peres
Poemas & Canções

O advogado, jornalista, professor, memorialista, cronista, ensaísta e poeta pernambucano Mauro Ramos da Mota e Albuquerque (1911-1984), membro da Academia Brasileira de Letras revive com este poema “Domingo na Praça” suas lembranças de menino criado em cidade do interior.

DOMINGO NA PRAÇA
Mauro Mota

Na praça, este domingo
não é de hoje: é antigo.
O banco, o lago, a relva
para onde é que me levam?

Ai, dezembro de acácias,
esta praça não passa.
E essa gente depressa
(a moça e a bicicleta)
passa para deixar-se
um pouco nesta tarde.

Ai, dezembro de acácias,
este cheiro, esta música…
Sou, domingo na praça,
um momento o que fui.       

Segunda Turma forma maioria para manter chefe da PF afastado por decisão de Mendonça

AGU recorrerá contra afastamento do chefe da PF e alegará violação de competência do presidente

Mendonça afasta Andrei Rodrigues do comando da PF, e Gilmar tenta bloquear

Decisão precisa ser referendada pela 2ª Turma do STF

Luísa Martins
José Marques
Folha

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. Na mesma decisão, Mendonça também afastou preventivamente o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. No início da sessão, com um pedido de vista, Gilmar Mendes tentou evitar os afastamentos, mas foi derrotado.

O que motivou Mendonça, segundo a decisão desta terça, foi a manipulação de um relatório interno da Polícia Federal usado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para pedir uma investigação contra o próprio Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso do Banco Master e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

JULGAMENTO – A decisão desta terça ainda precisa ser julgada pela Segunda Turma do Supremo, que é composta pelos ministros Luiz Fux (presidente), Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Nunes Marques, além do próprio André Mendonça. Fux convocou uma sessão virtual extraordinária nesta terça para analisar a decisão de Mendonça contra Andrei Rodrigues.

Andrei recebeu a notícia da decisão antes de discursar em um evento de início de curso de agentes da Polícia Federal. No auditório da Academia Nacional de Polícia, em Brasília, 735 alunos aguardavam sentados há cerca de 40 minutos um representante da chefia da PF se posicionar sobre o ocorrido.

ESTOPIM – Alexandre de Moraes e André Mendonça são os dois pivôs do que se tornou a maior crise institucional da história recente do STF. O estopim foram as mensagens, reveladas pelo Estadão e às quais a Folha também teve acesso, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para Moraes.

Às vésperas de ser preso pela Polícia Federal, o dono do Master pediu ao ministro informações sobre a investigação contra ele mesmo, marcou encontros entre os dois e inclusive perguntou se deveria fugir do país. O relatório contra Moraes foi produzido pela PF, mas a pedido de Mendonça. O material também registra pedidos para que fossem acionados Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

CONTRA-ATAQUE – Moraes contra-atacou e, também com base em um documento da polícia, pediu que seu colega fosse investigado por abuso de autoridade. Este relatório, porém, é classificado pela própria PF como “sem valor probatório” e ainda traz queixas contra Jorge Messias, advogado-geral da União.

Edson Fachin, presidente do STF, determinou na última semana que Mendonça, Moraes, Gonet e Andrei prestem informações sobre os diálogos com Vorcaro. Agora, em um novo capítulo desta crise, Mendonça pediu o afastamento de Andrei e justificou pela “superlativa gravidade e ilicitude na produção dos ‘relatórios de inteligência’ publicizados pelo Ministro Alexandre de Moraes”.

Ele disse que isso “impõe a adoção de providências imediatas para evitar que as prerrogativas da magistratura, da advocacia pública e da própria atividade policial continuem sendo vilipendiadas”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Mendonça partiu para o ataque e vai destruir Andrei Rodrigues, que estava emporcalhando a Polícia Federal, uma instituição que tem prestado extraordinários serviços à nação. O delegado Andrei Rodrigues está envolvido com Vorcaro até o pescoço, junto com a namorada, Renata Varandas, que acumula as funções de jornalista e lobista. Gilmar Mendes (ele, sempre ele) se apresentou para fazer o trabalho sujo de defender os corruptos, mas saiu derrotado. (C.N.)

Juros altos: a conta inexorável que chega para os cidadãos, as empresas e o governo

OAB se divide sobre a crise no Supremo, mas aumenta-a pressão contra Moraes

Candidatos a governador registram no TSE planos copiados de outros estados, e com erros…

Imprensa petista faz comovente esforço para “desmoralizar” André Mendonça

Deputados do PT e demais partidos progressistas exigem saída de André Mendonça da relatoria do caso Dark Horse – Brasil 247

A imprensa ataca Mendonça, que responde pedindo orações

Carlos Newton

Termina na próxima sexta-feira, dia 11, o prazo dado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Édson Fachin, para que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, assim como o procurador-geral Paulo Gonet e o delegado Andrei Rodrigues, diretor da Polícia Federal, enviem esclarecimentos sobre as investigações no caso do Banco Master.

Até agora, apenas o ministro André Mendonça cumpriu a determinação e foi além, requerendo que o presidente do STF marque a data de julgamento do pedido oficial de afastamento e investigação do ministro Moraes, por seu envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro, com crimes de advocacia administrativa e falsidade ideológica.

AFASTAR MORAES – Após as manifestações de Moraes, Gonet e Andrei, o presidente do Supremo então pedirá que o plenário resolva se dará encaminhamento ao pedido para afastar Moraes da Corte e investigar seus procedimentos.

Simultaneamente, Fachin terá de encerrar o inquéritos das fake news e enviar ao plenário os pedidos para serem investigados os outros três acusados – Gonet, Andrei e o próprio Mendonça, apofundando a crise ética vivida pelo Supremo, um fato inédito, jamais ocorrido na História Republicana.

O agravamento do escândalo está tirando votos de Lula, uma circunstância que leva à loucura a maioria dos jornalistas em atiividade, que insistem em apoiar Lula, achando que ele é o menos pior. E assim a grande imprensa passou a atacar André Mendonça impiedosamente.

FAKE NEWS – Desta vez, as fake news são plantadas pelos jornalistas  favoráveis ao PT, que se esmeram em criar situações desfavoráveis a André Mendonça. O mínimo que estão propagando é que não há diferença entre ele e Moraes, porque ambos seriam ligados a Daniel Vorcaro.

Mas outras notícias vão além, dizendo que Mendonça atua num instituto especializado em desviar recursos públicos, sem que haja nenhuma prova nesse sentido. O ministro realmente foi fundador do Instituto Iter, voltado para o aperfeiçoamento profissional na área jurídica, que em dois anos instruiu quase 4 mil alunos.

Após repercussão sobre contratos para aperfeiçoamento de servidores públicos, Mendonça não somente cedeu suas cotas, como também levou o instituto a funcionar sem fins lucrativos, com o ministro atuando apenas como professor.

TIROTEIO – É impressionante o tiroteio da imprensa petista para atingir André Mendonça, e já se afirma até que Fachin pode tirá-lo da relatoria dos casos Master e INSS.

O mais incrível, tipo Piada do Ano, é noticiar que Alexandre de Moraes tem condições de continuar como ministro e poderá até presidir o Supremo a partir de agosto, conforme está previsto no sistema de rodízio, pois atualmente ele é vice-presidente.

As notícias plantadas pelo PT informam que Moraes conta com apoio do ministro Gilmar Mendes, que já se manifestou a seu favor, Dias Toffoli, Flávio Dino e Cristiano Zanin, além de Cármen Lúcia, com a qual se relaciona muito bem, enquanto Mendonça tem apenas o apoio de Luiz Fux, sendo incógnitas as posições de Édson Fachin e Nunes Marques.

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P.S. –
Essas previsões são uma grande conversa fiada. Está tudo ainda no ar, e Fachin ainda nem sabe como conduzir a sessão, porque o jurista Jorge Béja já esclareceu, aqui na Tribuna da Internet, que o Regimento exige oito presenças para decidir questões constitucionais, mas só há sete votantes, porque Moraes, Mendonça e Toffoli (afastado da relatoria do caso Master) estão impedidos de participar. Quer dizer: antes de tudo, Fachin tem de estudar uma saída para esse imbróglio jurídico-regimental, enquanto la nave va, sempre fellinianamente. (C.N.)

Após condenações pelo golpe, candidaturas de militares e policiais caem 36%

Pesquisa evidencia que Flávio não subiu, porém desta vez foi Lula que despencou

Charge da Semana – Pesquisa eleitoral 2022 - Jornal A Estância de Guarujá

Charge do Babu (A Estância de Guarujá)

Bianca Gomes
Estadão

A última rodada da pesquisa Quaest registra que o  presidente Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) continuam à frente dos demais candidatos na primeira etapa da disputa, registrando 36% e 29% das menções, respectivamente. No segundo turno, os dois estão empatados, cada um com 41% das intenções de voto.

No primeiro turno da pesquisa divulgada na semana passada, portanto antes dos embates entre os ministros da Corte André Mendonça e Alexandre de Moraes, Lula tinha 37% das intenções de voto, contra 30% de Flávio. Ou seja, ambos oscilaram para baixo, na margem de erro.

Já no cenário de segundo turno, o petista aparecia com 42%, ante 41% do bolsonarista. Agora, a diferença entre os dois no segundo turno é inexistente, o que não acontecia desde março, quando ambos também apareciam no mesmo patamar numérico.

EM PLENA CRISE – O levantamento da Quaest foi realizado entre quinta-feira, 3, e domingo, 6 de setembro, ou seja, em meio à crise que se instalou no Supremo Tribunal Federal (STF).

Os dados do primeiro turno referem-se à simulação que inclui o ex-coach Pablo Marçal (PRTB), que registrou candidatura, mas está inelegível.

Na pesquisa divulgada neste feriado de 7 de Setembro, o candidato Augusto Cury (Avante) tem 8% dos votos, Pablo Marçal tem 1% de menções. Renan Santos (Missão) aparece com 3%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) tem 3%, Romeu Zema (Novo), 2%, e Samara Martins (UP), 1%. Os demais nomes não pontuaram. Nesse cenário, os indecisos são 9%, e os votos brancos ou nulos, 8%.

NA ESPONTÂNEA – A Quaest fez 2.004 entrevistas a domicílio com brasileiros de 16 anos ou mais entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, e o nível de confiança, de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01720/2026.

Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado não tem acesso a uma lista com os nomes dos candidatos, Lula registra 28% de menções, seguido por Flávio, com 20%, e Cury, com 4%. Outros nomes somam 5%. Os indecisos na espontânea são 42%, e 1% votará branco ou nulo.

Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente tem 41% das intenções de voto, e o senador, 41%. Nesse cenário, indecisos representam 5%, enquanto 13% que votarão branco ou nulo ou não irão votar.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Quando a eleição se aproxima, as pesquisas têm de ser mais acertadas, para que os institutso não se desmoralizem. Nas próximas pesquisas, Lula continuará caindo e sua rejeição subindo. Nas minhas pesquisas pessoais, feitas com motoristas de taxi e de uber, ninguém aguenta mais Lula, somente os fanáticos. Em tradução simultânea, pode ser que Lula seja derrotado, mas por enquanto ninguém pode garantir. (C.N.).

Nem Moraes, nem Mendonça: crise no STF exige investigação sem blindagens