Alcolumbre adia PEC da Segurança e evita novo embate entre Lula e Flávio

Senado não terá sessões deliberativas nesta semana

Victoria Azevedo
Luísa Marzullo
O Globo

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu adiar a discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança para depois das eleições, após o tema da maioridade penal dividir até mesmo integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na semana passada, Alcolumbre adiou a votação em meio a um debate entre aliados de Flávio Bolsonaro (PL) e do presidente da República.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que foi comunicada da decisão do parlamentar em não convocar sessões para esta semana diante da proximidade com o segundo turno. “Ele me avisou e disse que como é semana pré eleitoral era melhor (adiar a votação)”, afirmou.

NOVO GESTO – Aliados de Lula dizem ver nesse movimento de Alcolumbre um novo gesto do parlamentar ao presidente. O adiamento, dizem, garante que o tema não seja usado para desgastar eleitoralmente o petista. O presidente do Senado não acompanhou seu partido na decisão de apoiar Flávio no segundo turno, e tem destravado propostas de interesse do Palácio do Planalto, buscando apoio do petista para tentar sua recondução à frente do Congresso em fevereiro.

Segundo líderes ouvidos pelo O Globo, Alcolumbre comunicou aos senadores que não haveria sessões deliberativas nesta semana, apenas solenidades. Com isso, os parlamentares sequer viajaram a Brasília e permaneceram em seus estados, parte deles ainda envolvida nas disputas pelos governos estaduais ou na campanha presidencial de Lula e Flávio Bolsonaro.

De acordo com interlocutores, a decisão de Alcolumbre busca aliviar a pressão política sobre o Senado às vésperas do segundo turno. A avaliação é que o presidente da Casa já fez uma entrega importante ao governo Lula ao viabilizar a aprovação do fim da escala 6×1, na semana passada, e que não há ambiente político para avançar em novas votações antes da eleição.

REDUÇÃO DA MAIORIDADE – Na semana passada, aliados de Flávio passaram a atuar para incluir o tema da redução da maioridade penal no texto da PEC para gerar ruídos à imagem de Lula, uma vez que a esquerda é historicamente contra esse ponto. O líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio, Rogério Marinho (PL-RN), apresentou uma emenda que reduzia para 14 anos a maioridade penal no caso de crimes graves.

Como resposta, o líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), articulou com o próprio Lula a apresentação de uma emenda para evitar esse desgaste. Após o resultado do primeiro turno, Camilo aumentou sua influência junto ao presidente e passou a ter destaque na coordenação de campanha do petista. Com aval de Lula, apresentou uma emenda para reduzir a maioridade penal para 16 anos em casos de crimes graves.

RUÍDOS – A iniciativa de Camilo, no entanto, gerou ruídos na base de Lula e até mesmo entre petistas. A avaliação era que o tema, considerado espinhoso, poderia ofuscar os ganhos políticos da aprovação da PEC que acaba com a jornada de trabalho 6×1, além de contrariar apoiadores históricos do petista, que são frontalmente contra a medida.

Horas após a votação ser adiada no Senado, em entrevista ao Jornal Nacional, na quinta, Lula se disse favorável à ideia, numa mudança histórica da esquerda no assunto.”Todo e qualquer crime hediondo, eu sou a favor de diminuir a maioridade”, disse Lula.

Vorcaro cogitou comprar participação de 20% no estádio do Palmeiras

Flávio não respondeu a nenhuma das muitas perguntas que Lula apresentou

Quando será o debate de Lula e Flávio Bolsonaro na Globo? Veja | Eleições  2026 | Valor Econômico

Flávio se esquivava e não respondia às perguntas de Lula

Vicente Limongi Netto

Além de mentiroso, Flávio Bolsonaro mostrou no debate da Band que também é moleque e debochado. Entrou com ar vitorioso, com a manjada arrogância do pai presidiário e golpista. E assim o clã Bolsonaro vai fazendo escola suja. 

Na prática, Flavinho miliciano não comoveu brasileiros que raciocinam com a própria cabeça. Não dobrou Lula em nenhum momento do embate.

TEMA ÚNICO – Contra Lula, o gaiato Flavinho só tinha o tema Lulinha. No entanto, Lula foi rápido e firme, reiterando ser assunto da Policia Federal. Depois, Lula tirou Flavinho do sério, com perguntas demolidoras a que ele não respondeu.

Aquelas que deixaram Flavinho tonto foram: Vai adotar o estilo Milei, que desemprega milhões de argentinos? Por que era contra o fim da escala 6×1; por que deu emprego para familiares do assassino da Marielle Franco? Por que defendeu policial que mantou criança de 5 anos, em 2021, em Niterói. Onde estão os 134 milhões que ganhou do bandido Vorcaro? Por que votou como deputado estadual, contra a licença maternidade.

Lula também desafiou Flavio e toda família dele a abrirem suas contas bancárias. Flavio fez cara de paisagem. Ficou claro que o Zero Um vive de rompantes. Eleva a voz para mentir e ameaçar. Repete promessas mirabolantes que merecem o livro dos recordes das empulhações. Insiste em fazer poses de bonzinho. Só faltou chorar. 

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Adalgisa Nery, pensando naqueles que atingem a paz de não pensar

AFRH-1311.1 - Adalgisa Nery | Iconographic | Portinari

Adalgisa, em foto dedicada ao pintor Cândido Portinari

Paulo Peres
Poemas & Canções

A jornalista, vereadora e poeta carioca Adalgisa Maria Feliciana Noel Cancela Ferreira (1905-1980), mais conhecida como Adalgisa Nery, pelo casamento com o pintor Ismael Nery, no poema “Pensamentos Que Reúnem Um Tema” fica imaginando os que atingem a paz de não pensar.

PENSAMENTOS QUE REÚNEM UM TEMA
Adalgisa Nery

Estou pensando nos que possuem
a paz de não pensar,
Na tranquilidade
dos que esqueceram a memória
E nos que fortaleceram o espírito
com um motivo de odiar.

Estou pensando nos que vivem a vida
Na previsão do impossível
E nos que esperam o céu
Quando suas almas habitam exiladas
o vale intransponível.

Estou pensando nos pintores
que já realizaram para as multidões
E nos poetas que correm indefinidamente
Em busca da lucidez dos que possam atingir
A festa dos sentidos nas simples emoções.

Estou pensando num olhar profundo
Que me revelou uma doce e estranha presença,
Estou pensando no pensamento
das pedras das estradas sem fim,
Pela qual pés de todas as raças,
com todas as dores e alegrias
Não sentiram o seu mistério impenetrável,

Meu pensamento está nos corpos apodrecidos
durante as batalhas
Sem a companhia de um silêncio e de uma oração,
Nas crianças abandonadas e cegas
para a alegria de brincar,
Nas mulheres que correm mundo
Distribuindo o sexo
desligadas do pensamento de amor,
Nos homens cujo sentimento de adeus
Se repete em todos os segundos de suas existências,
Nos que a velhice fez brotar em seus sentidos
A impiedade do raciocínio ou a inutilidade dos gestos.

Estou pensando um pensamento constante e doloroso
E uma lágrima de fogo desce pela minha face:
De que nada sou para o que fui criada
E como um número ficarei
Até que minha vida passe.

Lula muda a estratégia para enfrentar Flávio e recuperar terreno na reta final do 2º turno

Eleitores consideraram debate como “decepcionante, triste, infeliz e sujo”

Lula x Flávio no debate da Band: desempenho dos candidatos influencia votos  no segundo turno das eleições?

Flávio provocou tanto que Lula perdeu a paciência…

Bianca Gomes
Estadão

Participantes de grupo qualitativo conduzido pelo cientista político Renato Dorgan apontaram excesso de ataques e falta de propostas no primeiro embate entre os dois candidatos

“Decepcionante”, “triste”, “vergonhoso”, “infeliz”, “irresponsável”, “uma piada”. Foi assim que os integrantes do grupo descreveram o primeiro confronto entre os candidatos à Presidência Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), promovido neste domingo, 18, pelo Grupo Bandeirantes, Estadão, TV Gazeta, TV Cultura e Jovem Pan.

Para esses eleitores, faltou qualidade e sobrou baixo nível nas discussões entre os dois nomes que querem governar o País pelos próximos quatro anos.

12 ELEITORES – Conduzida pelo cientista político Renato Dorgan, CEO do instituto Travessia, a pesquisa reuniu 12 eleitores: quatro indecisos, quatro que declaravam voto em Flávio Bolsonaro e quatro que pretendiam votar em Lula.

Em uma casa na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo, eles acompanharam o debate e comentaram em tempo real o primeiro encontro entre os dois candidatos. Durante a transmissão, os participantes usaram cartões coloridos para sinalizar suas reações: verde para aprovação, amarelo para neutralidade e vermelho para reprovação.

A dinâmica ocorreu em uma “sala de espelho”, que permitia à reportagem observar os participantes do outro lado de um vidro, sem ser vista por eles. A pesquisa qualitativa, amplamente usada pelas campanhas, tem caráter analítico, sem rigor estatístico, e não se iguala a uma pesquisa de intenção de voto.

SEM EXCEÇÃO – As críticas ao debate atravessaram os três grupos de eleitores, sem exceção. Ao final da programação, a avaliação geral foi de que faltou discussão mais qualificada sobre o País.

“O primeiro bloco, sobretudo, teve uma carga emocional muito pesada, o que prejudicou as avaliações ao longo do debate. O tom do confronto baixou as expectativas em relação aos candidatos e deixou os eleitores desanimados quanto às perspectivas para o futuro. Lula pareceu repetitivo e um tanto demagogo, enquanto Flávio soou vazio e agressivo demais”, avalia Dorgan, que realizou a pesquisa a pedido do Estadão.

Um dos eleitores indecisos, que cogita anular o voto no próximo domingo, 25, resumiu o sentimento da sala: “Eu não gostei do debate. Poderiam discutir pautas relevantes, mas não quiseram. Quem quer ser presidente precisa trazer muito mais propostas para convencer a gente de votar, mas parece que eles não estão a fim disso.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Os comentários, infelizmente, não se referem ao principal objetivo do debate, que sempre visa a definir “quem ganhou”. Assim, nada dessas análises e opiniões me interessa. A meu ver, o que importa é definir o vencedor, que no caso foi Flávio Bolsonaro, pois conseguiu deixar Lula sem saber o caminho de casa, inclusive fazendo discurso com o microfone já cortado, o que foi mais do que patético…  (C.N.)

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Como assistir ao debate da Band ao vivo entre Flávio Bolsonaro e Lula

Enquanto Lula falava, Flávio ficava atrás, ridicularizando

Carlos Newton

Sinceramente, o jornalista não esperava grande coisa do debate na Band neste domingo, porque se tratava de um confronto entre dois políticos despreparados e que não têm absolutamente o que dizer. Mas essa avaliação estava completamente equivocada. O presidente Lula da Silva (PT) realmente regrediu muito nos últimos anos, tornou-se uma pálida imagem daquele político sindicalista que empolgava o país e se elegeu três vezes para a Presidência da República.

A surpresa foi constatar que o concorrente Flávio Bolsonaro (PL) evoluiu bastante desde que se elegeu para o Senado em 2018 e se transformou num político competitivo e com razoável dom de oratória.

PREPARAÇÃO – O debate na Band mostrou a enorme diferença entre os dois candidatos, porque ficou evidente que Lula, em sua soberba e sua arrogância, multiplicadas por mil pela mulher Janja da Silva, não se interessou em fazer um preparo mínimo para enfrentar o rival. Achou que poderia derrotá-lo apenas citando o financiamento de Daniel Vorcaro ao filme sobre Jair Bolsonaro (R$ 134 milhões).

Lula não lê jornais, seu conhecimento dos fatos é mínimo. Demonstrou que ainda não sabe do financiamento de Vorcaro (R$ 30 milhões) ao documentário que o cineasta Oliver Stone pretende (ou pretendia) fazer sobre Lula para levá-lo ao Nobel da Paz.

No caso, o dinheiro de Vorcaro para o filme de Bolsonaro era mais limpo, digamos assim, porque entrava como “financiamento”, mas estava sujíssimo para  Stone, porque em dinheiro vivo, sem nota fiscal, e o diretor americano nunca viu a cor desse dinheiro.

SEM PREPARO – Se Lula tivesse um mínimo de preparo, teria desbancado Flávio logo na primeira pergunta. Bastava citar a recente afirmação da diretoria do Fundo Monetário Internacional, que acaba de anunciar que em 2027 o Brasil se tornará a oitava maior potência econômica mundial, superando Rússia e Itália.

Lula não mencionou também a histórica queda no volume das queimadas na Amazônia, porque é um político incompleto e incompetente, que se dedica a embromar eleitores colocando a imagem de Nossa Senhora no colo e avisando que não vai deixar ninguém “avacalhar a Santinha”.

Mas Lula ainda se considera um superhomem, não conhece a obra de Abraham Lincoln e não percebe que ninguém consegue enganar a todos durante o tempo todo.

PRESA FÁCIL – Por achar que Flávio Bolsonaro seria muito mais fraco do que o paí, Lula pensou (?) que iria atropelá-lo no debate da Band, mas foi um tremendo engano. Flávio tem se preparado para se tornar presidente e mostrou ser muito superior ao pai.

O filho Zero Um não é nenhum orador extremado, mas dá para o gasto e no debate usou da malandragem ao ridicularizar Lula, que não percebia nada, parecia estar em outro planeta.

Enquanto o petista falava, Flávio aparecia atrás do rival, balançando a cabeça, para negar as afirmações dele. A cena bufa ocorreu seguidamente, até que houve protestos da plateia petista, a Band cortou o microfone de Lula, ele nem percebeu e continuou discursando. Foi hilário e patético.

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P.S.
– Em suma, o debate foi um massacre. Mostrou que Lula não tem mais capacidade de governar. Quanto a Flávio Bolsonaro, não é nenhum gênio, porém está em melhores condições, e não é devoto de nenhuma Dona  Janja, que venha nos encher a paciência. Pelo menos, isso… (C.N.)

Maioria vê democracia brasileira com grandes defeitos, aponta Datafolha

Veja divulga laudo sobre Vorcaro dizendo que “financiou” filme também para Lula

STF forma maioria para manter Daniel Vorcaro na prisão - Bloomberg

No áudio, Vorcaro diz que filme de Lula saiu mais caro

Deu no Estadão

A revista Veja divulgou neste sábado, 17, um laudo que diz comprovar que é autêntica a voz de Daniel Vorcaro em áudio sobre supostamente ter destinado dinheiro para a produção de um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a Procuradoria Geral da República e a Polícia Federal, o conteúdo da gravação não foi apresentado como proposta de delação pelo banqueiro que está preso por fraudes.

O laudo, assinado pelo perito Leocadio Casanova afirma que os áudios “não apresentam qualquer elemento técnico indicativo de montagem, edição, corte, inserção, reordenação, síntese ou manipulação de voz por inteligência artificial”.

NA PRISÃO? – Investigadores suspeitam que ele tenha sido gravado na prisão e devem abrir apuração.

Na gravação divulgada pela Veja, o banqueiro não indica os elementos de corroboração nem menciona valores, mas afirma ter destinado mais do que pagou à produção do “Black Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro e que contou com pedidos de recursos feitos pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.

Após a divulgação da gravação pela revista, a Polícia Federal afirmou que Vorcaro “não prestou depoimento com o teor relatado na matéria, tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações com o conteúdo ali descrito”. A PF afirma ainda que a delação foi recusada por ser considerada insuficiente e sem novidades. Como mostrou o Estadão, Vorcaro justificava pagamentos a políticos sob o argumento de amizade e resistia a endurecer a delação.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Não demora e Vorcaro vai falar. Por enquanto, ele só está soltando sinais de fumaça, para avisar que há algo de estranho no ar,  como dizia o Barão de Itararé. (C.N.)

PL adia plano de anistia a Bolsonaro para 2027 e prioriza eleição

PL avalia “timing” para projeto de anistia a Bolsonaro

Isabel Mega
CNN

O Partido Liberal (PL) estuda o melhor “timing” para apresentar uma proposta de anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As conversas são incluídas em uma discussão ampliada sobre a eleição para o comando da Câmara dos Deputados e do Senado em fevereiro de 2027.

Dessa forma, interlocutores do bolsonarismo, ouvidos sob reserva, avaliam que talvez seja melhor deixar a proposta de anistia para o ano que vem. Em 2027, o PL deve ter ao menos 28 senadores e 121 deputados federais. As bancadas expressivas eleitas pela sigla ajudam a fortalecer o projeto de poder para a disputa do comando das duas Casas, mas ainda será preciso negociar com os demais partidos do centrão.

FOCO NA ELEIÇÃO – O foco, agora, é em manter o favoritismo do senador Flávio Bolsonaro (PL) no cenário presidencial e esperar o desfecho da eleição no dia 25 de outubro, data do segundo turno das eleições.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no processo da trama golpista. A condenação pela primeira turma do STF (Supremo Tribunal Federal) foi dada em setembro de 2024.

A condenação do ex-presidente foi pelos crimes envolvendo organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e ameaça grave; e deterioração de patrimônio tombado. Atualmente, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar em Brasília.

Pablo Marçal ganha espaço na campanha de Flávio e mira lugar num eventual governo

Lula vira o jogo entre os jovens e abre vantagem sobre Flávio

Lula, agora, marca 50% contra 43% de Flávio

Paulo Assad
O Globo

Divulgada nesta quinta-feira, a nova pesquisa do Datafolha para a disputa presidencial registrou uma inversão do placar entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segmento dos eleitores mais jovens, com idade entre 16 e 24 anos. O petista, agora, marca 50% contra 43% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A margem de erro para o grupo é de seis pontos percentuais.

Na pesquisa anterior, o Datafolha havia registrado o cenário inverso, com Bolsonaro à frente de Lula neste grupo. Os mais jovens representam 12% do eleitorado. O petista lidera em outros segmentos, como entre eleitores da Região Nordeste, onde faz 61% contra 32% de Flávio.

OUTROS GRUPOS – Ele também tem um desempenho melhor do que o senador entre católicos, mulheres e aqueles com renda de até dois salários mínimos. Nesses grupos, a maior vantagem de Lula está entre os mais pobres, onde ele faz 53% contra 38%.

Flávio, por sua vez, tem resultados melhores do que Lula entre eleitores das regiões Sudeste e Sul. O desempenho do senador também é superior com evangélicos, onde chega a marcar 62%, e Lula, 29%. Já entre as mulheres a diferença a favor do petista é de nove pontos percentuais, com Lula aparecendo com 49% e Bolsonaro, 40%. O atual presidente é apoiado por 52% dos católicos, e o senador, 42%.

Ele também vai melhor com aqueles com renda entre dois e cinco salários mínimos. Nesse segmento, a diferença é de 15 pontos percentuais, com Flávio marcando 55%, e o petista, 40%. Entre homens, Flávio tem apoio de 52%, e Lula, 40%. O levantamento, contratado pelo jornal Folha de S. Paulo, tem nível de confiança de 95%. O registro junto à Justiça Eleitoral foi feito sob o código BR-00466/2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Aliados históricos de FHC declaram apoio a Lula e apontam riscos em projeto de Flávio Bolsonaro

Amigo de Flávio Bolsonaro é suspeito de receber decisões sigilosas do STJ antes da publicação

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