PL prioriza Senado e descarta apoiar Hugo Motta na Câmara em 2027

Ala do TSE vê atuação de Nunes Marques que favorece Flávio Bolsonaro

STF mergulha na desconfiança ao misturar decisões judiciais e disputa política

STF avançou e revelou-se mau jogador na política

Dora Kramer
Folha

O Supremo Tribunal Federal participa da guerra política mesmo quando quer dar a impressão de que se afasta dela. Toma decisões referidas no placar da primeira etapa da disputa eleitoral, evidenciando falta de tino para atuar em terrenos alheios à sua alçada.

A série de acenos favoráveis aos bolsonaristas parece antes uma tentativa de não atrapalhar o presidente Luiz Inácio da Silva (PT) mais do que já atrapalhou. De outro lado, a extemporânea entrada da revisão criminal de Jair Bolsonaro (PL) na pauta da corte sinaliza a presunção de que os ventos no tribunal possam mudar a depender do resultado das eleições.

ALINHAMENTOS – Ambos os gestos mantêm o STF atrelado a alinhamentos políticos, o que está bem longe de significar contenção às funções jurídico-constitucionais. Se processos deveriam ser arquivados, denúncias rejeitadas e penas relaxadas, tais providências tomadas agora dão a ideia de que obedeceram ao calor dos votos. À mesma lógica submete-se o exame do benefício ao ex-presidente.

Nesse modo, prossegue o tribunal que, estando à beira do abismo reputacional, dá um passo adiante e mergulha no poço da desconfiança, quando as circunstâncias adversas aconselhariam a direção oposta.

O ativismo vem agora embalado em supostas reparações, mas nem por isso deixa de exibir as digitais do engajamento. Aos políticos de profissão é dada a prerrogativa da pressa em se posicionar. Dos apoios emprestados a quente depende a acomodação futura das forças em disputa de poder e relevância.

DISTÂNCIA – Aos juízes cabe o papel de observação não engajada; espectadores mantidos a prudente distância de interpretações de cunho político-eleitoral. Recolher os flaps sob a ponderada orientação do presidente Edson Fachin é a melhor opção.

A pior, voltar ao tabuleiro onde o STF já se mostrou um mau jogador. Não soube medir as consequências de seus atos. Convém, então, que se convença de que não deve se aventurar por mares onde não está preparado nem autorizado a navegar.

Resolvendo os problemas, à moda do  revolucionário poeta Paulo Leminski

Crônica Paulo Leminski 2 - Portal Cultural Caleidoscópio descde 1999Paulo Peres
Poemas & Canções

O crítico literário, tradutor, professor, escritor e poeta paranaense Paulo Leminski Filho (1944-1989) expressa, no poema “Bem no Fundo”, uma vontade que as pessoas gostariam de sentir acontecer, ou seja, a resolução de todos os seus problemas, mesmo que fosse por decreto, tornando a “mágoa” nula sob “Silêncio perpétuo”, extinguindo o “remorso” por força de lei, mas “problemas não se resolvem” através de remédios legais, pois “problemas têm família grande” que gera “probleminhas” no cotidiano das pessoas.

BEM NO FUNDO
Paulo Leminski

No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto

a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo

extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais

mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.

Flávio visita Bolsonaro e busca conselhos para a reta final da campanha

Encontro ocorreu dois dias após retomada das visitas

Luísa Marzullo
O Globo

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília, na manhã desta quinta-feira. O encontro ocorreu pouco antes das 9h, um dia após o Senado aprovar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1.

Segundo interlocutores, os dois conversaram sobre a votação da medida e a reta final da disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcada para 25 de outubro. O senador também buscou conselhos do pai sobre a condução da campanha, segundo aliados.

ORIENTAÇÃO – A conversa ocorreu depois de Flávio votar a favor do fim da escala 6×1, apesar das críticas que vinha fazendo à proposta nos últimos meses. Nos bastidores, Jair Bolsonaro orientou aliados do PL a apoiarem a medida, diante da preocupação com o desgaste eleitoral que uma posição contrária poderia provocar. A campanha do senador, por sua vez, já admite a possibilidade de propor ajustes nas novas regras em um eventual governo, a depender dos impactos sobre o emprego e os custos das empresas.

A visita foi a segunda de Flávio ao pai nesta semana, após o fim de uma suspensão de 90 dias determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na terça-feira, o senador passou cerca de meia hora com Bolsonaro e afirmou, ao deixar o encontro, que o ex-presidente estava satisfeito com o resultado do primeiro turno e havia lhe dado orientações para a sequência da campanha.

— Ele estava muito alegre com o resultado dessas eleições, de termos saído na frente e de termos um Senado forte, uma Câmara forte. É óbvio que ele dá algumas dicas, só não vou ficar externando porque realmente pode ser interpretado de alguma forma maldosa e acabar sendo revertido contra ele — disse Flávio na ocasião.

ENTREVISTA – Após o encontro desta quinta, Flávio seguiu para o QG da campanha, onde participa dos preparativos para os próximos compromissos na televisão. O senador será entrevistado pelo Jornal Nacional nesta sexta-feira e enfrentará Lula no primeiro debate entre os dois candidatos, marcado para domingo, na Band.

Como mostrou o O Globo, Jair Bolsonaro também tem recomendado cautela ao filho em relação a promessas de cargos, negociações políticas e possíveis desgastes com aliados antes da votação. As orientações ocorrem em meio às articulações do PL para a formação de um eventual governo e para a sucessão dos comandos da Câmara e do Senado, prevista para fevereiro de 2027.

Flávio estava proibido de visitar o pai desde 13 de julho, depois de divulgar nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente em apoio à sua candidatura. Moraes considerou que a publicação descumpriu a determinação judicial que impede Bolsonaro de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, e suspendeu os encontros por 90 dias.

AUTORIZAÇÃO – A retomada das visitas foi autorizada pelo ministro nesta segunda-feira, após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). A decisão, no entanto, manteve a proibição de encontros com finalidade político-eleitoral e de divulgação de manifestações públicas do ex-presidente.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele está em regime domiciliar desde março, após receber autorização judicial para se recuperar de problemas de saúde.

Lula só perde a eleição, se for traído pelos eleitores que ele mais ajudou

Folia. Charge de Orlando Pedroso para newsletter desta quarta-feira (11).  #meio #newsletter #charge #eleições2026 #lula

Charge do Orlando Pedroso (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

Neste segundo turno não vou me basear em pesquisas, mas nos grupos de pessoas que têm obrigação moral e gratidão para votar no Lula.

Se 60% dos trabalhadores, que ganham um salário mínimo, se todos que recebem Bolsa Família, se todos estudantes de universidades e todos aposentados e pensionistas, votarem em Lula no 2º turno, ele vence o pleito. 

O petista deveria contar com os demais votos de outros grupos de eleitores, mas a traição burra dessa gente é uma arte e tudo pode acontecer.

GLÓRIA AOS MESTRES – Tive bons professores. No jornalismo, nas escolas, em casa e na vida. Tenho respeito e admiração por todos eles. Ana Dubeux, no Correio Braziliense, deposita todas suas esperanças nos professores. A seu ver, “professores são passaporte para o futuro”.

Professores ganham prêmio Nobel em todas as categorias. São premiados com títulos de Honoris Causa, são eternizados em nomes de ruas, praças e avenidas. Professores são amigos e confidentes. Bons alunos amam os professores.

No Brasil, geralmente são vítimas do descaso. São humilhados, insultados, ganham pouco. Nunca são valorizados como merecem. A gratidão e louvores de Ana Dubeux expressam bem a alegria da maioria das famílias: “A todos os que abraçaram esse ofício revolucionário, o nosso agradecimento e a nossa eterna homenagem. Sempre estaremos aqui para reforçar sua importância”.

NA RINHA – Fluminense viu na pele a sentença mortal da bola, quem não faz, leva. Mas continuamos vivos e fortes. Jogo é jogado, lambari é pescado.

Dá gosto ouvir elogios de analista que foi excelente jogador, como Ricardinho, enaltecer as virtudes técnicas do cerebral meia Paulo Henrique Ganso.

FAMÍLIA UNIDA – TV Globo sempre dá o exemplo de que família unida fatura mais. O telespectador que se lasque.

Cesar Tralha já garantiu programa para a mulher dele. Ternura é isso. Nepotismo é tolice. Só pega no serviço público. A patrulha imunda não permite. A cretinice global é imbatível.

Trump jamais fará do Brasil uma prioridade, mesmo com Flávio no poder

Maioria dos candidatos que usaram nomes de parentes na urna não se elegeu

Empate técnico mantém eleição aberta e aumenta a importância dos indecisos

Migração da terceira via para Flávio não é automática

Paulo Assad
Bernardo Yoneshigue
Bruno Alfano
O Globo

A primeira pesquisa Quaest para o segundo turno da corrida presidencial, divulgada ontem, mostra que a disputa entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua acirrada mais de uma semana depois da primeira volta do pleito.

O levantamento contratado pelo O Globo e TV Globo aponta cenário de empate técnico, na margem de erro de dois pontos para mais ou menos, com o candidato do PL numericamente à frente, com 46% das intenções de voto, ante 44% do petista. Outros 9% dizem que vão votar em branco, anular ou não irão votar, enquanto 1% está indeciso.

TRANSFERÊNCIA AUTOMÁTICA – A distância, de dois pontos percentuais, é praticamente a mesma registrada no primeiro turno, em 4 de outubro, quando as urnas mostraram o senador fluminense com 47% dos votos válidos, contra 45% do petista. Os dados mostram, porém, que não há uma transferência automática dos eleitores dos candidatos da chamada terceira via a Flávio, embora o senador tenha vantagem, após o candidato do PL conseguir atrair o apoio de boa parte dos rivais, entre eles Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD).

Entre quem preferiu Cury, terceiro colocado no primeiro turno, por exemplo, 34% escolhem hoje o petista no segundo turno, e 30% migram para Flávio — outros 30% optam pelo “não voto”, ou seja, branco, nulo ou abstenção, e 6% se dizem indecisos. Entre quem votou em Caiado, um grupo maior prefere o senador (42%), mas 23% indicam a intenção de votar em Lula, e 33% preferem anular, votar em branco ou não votar no próximo dia 25.

Já entre os eleitores de Renan Santos (Missão), que se manteve neutro no segundo turno, 40% escolhem o candidato do PL, enquanto 14% declaram apoio a Lula e uma fatia maior (43%) opta pelo voto em branco e nulo ou diz que não vai votar.

MAIOR APOIO – O levantamento da Quaest também mostra que Lula atrai mais apoio que Flávio entre os eleitores que não compareceram no primeiro turno ou que apertaram branco e nulo nas urnas — fatia que representa pouco mais de 25% do eleitorado. Nesse segmento, o atual presidente tem 43% das intenções de voto, ante 38% de Flávio. O grupo que se absteve é tratado como estratégico pela campanha do PT e tem sido foco de propagandas e mobilizações de apoiadores.

De acordo com o diretor da Quaest, Felipe Nunes, o resultado mostra que reduzir a abstenção em relação ao primeiro turno não é suficiente, mas é essencial para Lula.

— Dos 7% de eleitores que acabaram votando em alternativas à polarização, a maior parte está optando por Flávio no segundo turno. A exceção é o eleitorado de Cury, que se divide. Mas o que está fazendo a diferença para essa disputa tão acirrada é o eleitor que disse que se absteve ou que votou branco/nulo no primeiro turno — disse Nunes à TV Globo.

DEBATES – Após a divulgação da pesquisa, a campanha de Lula avaliou que os debates da Band e Globo, no próximo domingo e no dia 23, respectivamente, serão decisivos para a definição do novo presidente. A campanha de Flávio ainda vê espaço para movimentar a disputa na reta final. O senador também aposta nos debates e no reforço da mobilização nas redes sociais.

A Quaest fez 2.154 entrevistas entre sábado e terça-feira, em meio a movimentações de ambas as campanhas para ampliar suas votações. Após Lula aparecer atrás de Flávio no primeiro turno, a campanha do petista promoveu uma revisão da estratégia de comunicação. As mudanças envolveram da gravação de vídeos em formato de selfie a mobilizações na Avenida Paulista e na Praia de Copacabana. Em ato realizado na capital paulista no domingo, Lula pediu para que seus eleitores convençam aqueles que não foram votar no primeiro turno a comparecerem às urnas.

Anteontem, o presidente também ampliou seu pacote de bondades às vésperas do pleito ao anunciar o perdão de débitos tributários de microempreendedores individuais (MEIs) e o pagamento de até R$ 5 mil via Pix para o segmento em 2027. Nas redes sociais, Lula também prometeu criar um programa Pé-de-meia para universitários, caso reeleito.

ARTICULAÇÃO – Já Flávio Bolsonaro tem concentrado esforços na articulação com os partidos, que, ao longo dos últimos dias, declararam apoio à sua campanha. Na lista estão Republicanos, Podemos, União Brasil, PP e Novo. Na terça-feira, 16 diretórios do MDB também declararam apoio ao senador, enquanto outros dez ficaram com Lula.

Flávio também fez novos anúncios de olho no eleitorado. Na semana passada, o senador afirmou, durante o horário eleitoral, que, caso eleito, manterá programas sociais e afirmou ter a intenção de criar um Ministério da Prosperidade, voltado para a qualificação profissional e empreendedorismo. Na terça-feira, mudou de posição e passou a afirmar que iria votar a favor da proposta para o fim da escala 6×1, defendida por Lula e votada no Senado.

Por enquanto, a pesquisa reforça padrões já conhecidos nas intenções de voto. Lula vai melhor no Nordeste (61% das intenções de voto), entre eleitores com renda de até dois salários mínimos (53%), entre beneficiários do Bolsa Família (60%), além de mulheres (49%) e católicos (49%). Já Flávio tem mais apoio no Sul (61%), entre evangélicos (60%), entre quem tem renda acima de 5 salários mínimos (53%) e entre homens (51%) e brancos (51%).

REJEIÇÃO –  Segundo a Quaest, na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, os indecisos são 7%, o que indica que há uma fatia, ainda que pequena, dos eleitores que não está tão convicta sobre sua escolha. Um fator de dificuldade para os dois candidatos é a alta rejeição. A análise mostra que mais da metade dos eleitores não votariam nem em Flávio (54%) nem em Lula (53%).

O instituto também questionou os entrevistados sobre o que causa mais medo: a reeleição de Lula ou a volta dos Bolsonaro. Os dois cenários voltaram a empatar numericamente, 43% de menções para ambos. No caso de Lula, o número representa estabilidade desde 21 de setembro. Em relação aos Bolsonaro, o índice avançou três pontos desde a última pesquisa, em 3 de outubro, resultado que, para Felipe Nunes, da Quaest, sinaliza relativa recuperação de Lula na comparação com a pesquisa de véspera do primeiro turno.

RECEIO – O temor com o retorno da família do ex-presidente ao poder subiu mais entre aqueles com renda familiar entre dois e cinco salários mínimos, atingindo a marca de 42%, percentual em empate técnico com o medo da reeleição de Lula (44%). Outro destaque está entre os jovens. Antes o medo de Lula era majoritário no segmento e agora há divisão — 45% têm mais medo da volta do Bolsonaro e 45% têm mais medo da continuidade de Lula.

Segundo a Quaest, quem tem medo da reeleição de Lula, ressalta mais corrupção, custo de vida e uma má administração como razões. Já quem tem medo da volta dos Bolsonaro, cita mais a rejeição pessoal à família, autoritarismo e tentativa de golpe, a lembrança de um governo ruim e a possibilidade do fim dos programas sociais.

A Quaest mediu o apoio junto aos eleitores de pautas que têm sido usadas pelas campanhas para acenar aos eleitores. A proibição das bets (72% de aprovação) e o fim da escala de trabalho 6×1 (68%), bandeiras do petista, têm amplo apoio.

IMPEACHMENT – Já abrir impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (63%) e reduzir a maioridade penal para 16 anos e para 14 em caso de estupro (80%), ideias defendidas pelo senador, também têm a aprovação da maior parte dos entrevistados, enquanto a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados do 8 de Janeiro é mais rejeitada que aprovada — 47% são contra, e 38% a favor.

O percentual de eleitores que desaprovam o governo Lula oscilou um ponto para baixo e soma 48%. O índice ainda supera a aprovação, que variou um ponto para cima e agora soma 45%.

A prosperidade não cabe em apenas um ministério e precisa se espalhar

Plano econômico de Flávio Bolsonaro esbarra em contradições sobre cortes de gastos

Lula transforma o fim da 6×1 em vitória sobre Flávio no Senado

Lula oferece até Pix de R$ 5 mil aos eleitores e ninguém chama a Polícia…

Geraldo Alckmin, Lula e Janja, lado a lado, em anúncio sobre pacote para MEIs.

Alckmin, Lula e Janja, três perdidos numa política suja

Carlos Newton

O cientista político Fernando Schüler, em seu artigo desta terça-feira no Estadão, chama atenção para a denúncia de um crime eleitoral da maior gravidade, cometido pelo presidente Lula da Silva, ao fazer campanha e anunciar medidas para atender microempreendedores individuais (MEIs), faltando poucos dias para o segundo turno (marcado para o dia 25), em que o petista enfrenta Flávio Bolsonaro.

A imprensa amestrada não deu a devida importância às declarações de Lula, que incluiu num mesmo pacote várias medidas altamente eleitoreiras, como o perdão de dívidas tributários dos microempresários individuais, a distribuição de um PIX de R$ 5 mil para cada um dos empresários, além do aumento do teto da categoria e da compra de dívidas que esses microempreendedores fizeram junto a instituições financeiras, num verdadeiro festival de crimes eleitorais.

COMPRA DE VOTOS – Fernando Schüler tem toda razão. Essa prática exercida abertamente por Lula tem um nome: chama-se compra de votos e constitui o mais abusivo e antidemocrático crime eleitoral.

Juridicamente chamada de captação ilícita de sufrágio, a compra de votos consiste em doar, oferecer, prometer ou entregar qualquer tipo de bem ou vantagem pessoal a um eleitor em troca de seu voto ou de sua abstenção.

Mesmo que a vantagem não seja entregue ou que o eleitor não aceite o acordo, a mera promessa ou oferta já configura o crime, com penas rigorosas – cassação da candidatura ou mandato (caso eleito), até 4 anos de reclusão e pesadas multas financeiras.

ÀS CLARAS – O presidente Lula praticou esses crimes eleitorais abertamente, em evento aberto à imprensa nesta terça-feira, ao fazer um pronunciamento ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin e da primeira-dama Janja da Silva. Ou seja, foi um crime em transmissão direta ao público, constituindo uma verdadeira suruba institucional.

Como diria o compositor e poeta Cazuza, que procurava uma ideologia para viver, os políticos que nos governam transformam o país inteiro num puteiro, só para ganhar mais dinheiro.

Por fim, o colunista Fernando Schüler diz que se sentiu de volta à República Velha (1889-1930) diante da “promessa de distribuir dinheiro, sem a menor justificativa e que dispensa arranjo orçamentário para a realização de tais medidas. “Com base em que estudo? Não há definição de critério, orçamento ou prazo para execução. É apenas uma promessa. Isso não pode acontecer em nenhum governo”, adverte.

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P.S. –
O título desta matéria é uma homenagem a Helio Fernandes Filho.  Na noite em que Paulo Maluf veio ao Rio para se reunir com o governador Chagas Freitas, nosso amigo Helinho Fernandes criou a seguinte manchete da Tribuna da Imprensa: “Maluf encontrou-se com Chagas e ninguém chamou a Polícia”. Realmente, genial. Mostrava o retrato de uma era política, que agora se repete. (C.N.)

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Quaest aponta empate técnico na disputa presidencial: Lula tem 44%, e Flávio, 46%

Acredite se quiser, Flavio jura que vai acabar com os bandidos e marginais

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Charge do Aroeira (Arquivo Google)

Vicente Limongi Netto

Flavinho Miliciano jura que vai acabar com bandidos e marginais. Ou seja, com os parceiros dele. Maldade. É muita cara de pau. É o roto falando do esfarrapado. O filhinho do Jair presidiário foi criado no Rio de Janeiro, fazendo política com o pai. Nunca teve trabalho de verdade e começou na vida pública usando o nome do pai.

Foi um deputado estadual inútil e hoje é um senador inútil. Agora, Flavinho deveria pedir mais dinheiro ao ex=banqueiro Vorcaro.  Desta vez para comprar um gigantesco espelho. E perguntar a ele quando acordar: “Espelho meu, existe alguém mais patife e mentiroso do que eu?”.

ESTUPIDEZ – Futebol brasileiro de mal e pior. No abismo da esculhambação. Depois de a CBF gastar fortunas com um treineiro mafioso, que envergonhou o Brasil na Copa de 2026, aparece o Corinthians, atolado em dívidas e salários atrasados,  dirigido por bandidos e malucos, e contrata o ex-jogador Sidoffe, treinador sem clube, sem trabalhar como técnico há mais de um ano.

É um absurdo. Desaforo aos treinadores brasileiros, superiores aos aventureiros que caem por aqui em paraquedas luxuosos.

HUMILHAÇÃO – Quem diria? O MDB de vigorosas lutas democráticas está servindo de pasto ao vergonhoso candidato Flávio Bolsonaro. MDB de Ulysses Guimarães, Mário Covas, Franco Montoro, Marcos Freire, José Sarney, Renan Calheiros, Gilberto Mestrinho,  Bernardo Cabral, Eduardo Braga,  Teotonio Vilela, ser hoje presidido por um asqueroso sabujo que atende com a alcunha de Baleia Rossi. Palavras do desprezível Sardinha Rossi de apoio a Flávio Bolsonaro foram de descarada subserviência política.  Deus do céu.

COVARDES – Deplorável covardia de ordinários vagabundos insultando Helio Fernandes, amigo íntimo de Carlos Newton, que vê o blog dos dois ser invadido pelos coices imundos dos canalhas.

 

 

 

Motta busca aliança com esquerda e centrão para impedir que PL conquiste comando da Câmara