Mendonça tenta desestabilizar a campanha de Lula, mas não está conseguindo

Lula garante que está seguro com sua base aliada | Charges | O Liberal

Charge do João Bosco (O Liberal)

Vicente Limongi Netto

O Executivo não tem nada a ver com o Supremo Tribunal Federal.  São diferentes em suas funções. Por coincidência, é a mesma conjuntura política que os unem, porque a extrema direita é oposição ao governo e o STF ter prendido os golpistas que queriam implantar uma ditadura, que era de interesse do governo anterior.
O Supremo também está investigando e prendendo os que estão envolvidos nos casos do roubo dos aposentados e do Banco Master, e a maioria da extrema direita bolsonarista.
Na Suprema Corte, provocam surpresa as medidas  do ministro André Mendonça em defesa do bolsonarismo, enquanto a mídia venal ataca o governo Lula na esperança de eleger Flávio Rachadinha Bolsonaro.
Mas não estão conseguindo e a última pesquisa Datafolha mostra que nada mudou, pois Lula continua na frente e seu adversário não conseguiu avançar.
Na pior das hipóteses, não querem deixar Lula vencer no primeiro turno, para tentar melar as eleições no segundo turno. O bolsonarismo é uma praga que precisa ser extirpada da vida brasileira.
NO PÓDIO – As eficientes  gestões dos presidentes José Roberto Tadros, no comando da Confederação Nacional do Comércio e do Sistema-Sesc-Senac, e o trabalho do presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, têm lugares destacados no pódio do vitorioso e respeitado Serviço Social do Comércio (Sesc), completando 80 anos de existência.
O Sesc se tornou o maior programa de bem-estar social do Brasil, como referência em Assistência, Cultura, Educação, Lazer, Saúde e Turismo Social.

Ex-secretária de Mário Frias recebeu R$ 311 mil de entidade ligada a “Dark Horse”

Moraes acusa Mendonça de escolha seletiva no sigilo do caso do Banco Master

Fachin cobra resposta de Mendonça sobre acesso integral ao celular de Vorcaro

PF aponta contratos fraudulentos para pagar propina a ex-chefe do BC ligado a Vorcaro

Moraes pede que STF julgue junto acusações contra ele e questionamentos sobre Mendonça

Moraes diz que 180 documentos não foram disponibilizados

Mariana Muniz
O Globo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta sexta-feira ao presidente da Corte, Edson Fachin, que o plenário analise de forma conjunta, na sessão extraordinária marcada para terça-feira, as suspeitas levantadas contra ele e os questionamentos sobre a atuação do ministro André Mendonça nas investigações relacionadas ao Banco Master.

No documento enviado a Fachin, Moraes ainda acusa Mendonça de ter feito uma seleção do material que teve o sigilo retirado na noite de quinta-feira e afirma que 180 documentos relacionados às investigações cujo sigilo caiu permaneceram sem publicidade.

CONEXÃO – Moraes sustenta que o próprio Fachin já reconheceu a existência de conexão entre os procedimentos. Ele cita decisão do presidente do STF segundo a qual a tramitação separada dos casos poderia provocar “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual”, porque as medidas têm bases fáticas e probatórias que se sobrepõem.

O pedido reforça a pressão sobre o formato da sessão de terça-feira. Como O Globo mostrou, uma ala do Supremo já vinha defendendo nos bastidores que os dois capítulos da crise fossem analisados conjuntamente e alertou Fachin para a possibilidade de um pedido de vista caso o julgamento se limite ao relatório que contém mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e referências a Moraes.

A sessão de terça-feira foi inicialmente convocada por Fachin para analisar a Petição 16.662, que reúne o relatório produzido pela Polícia Federal, por determinação de Mendonça, com mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e que identificou Alexandre de Moraes como um de seus interlocutores. Já os questionamentos sobre a atuação de Mendonça estão reunidos na Petição 16.704 e ainda não haviam sido incluídos no calendário do plenário.

CONTRADIÇÃO – Na avaliação de Moraes, há uma contradição entre esse entendimento e a decisão de colocar em pauta, até agora, apenas a Petição 16.662, formada a partir de elementos da investigação da Operação Compliance Zero e que contém o relatório da PF com mensagens atribuídas a Vorcaro e referências a Moraes. O ministro afirma que a análise separada prejudicaria o exame do conjunto dos fatos pelos integrantes da Corte.

No ofício, Moraes também retoma as acusações que apresentou contra Mendonça no início da crise. Segundo ele, há indícios de que o ministro teria usurpado a direção das investigações, conduzido irregularmente tratativas de eventual colaboração premiada e direcionado alvos para investigação por razões pessoais e políticas. Moraes cita, nesse ponto, ele próprio e o senador Davi Alcolumbre. As acusações são contestadas por Mendonça.

Campanha de Lula prepara ofensiva contra Flávio após investigação no caso Dark Horse

Lula transforma investigação em munição eleitoral

Valdo Cruz
G1

O comando da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai explorar, no horário eleitoral de TV e rádio e também nas redes sociais, a divulgação nesta sexta-feira (11) de informações sobre a investigação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso do financiamento do filme “Dark Horse”.

Uma das peças já prontas para divulgação afirma: “Justiça confirma: Flávio Bolsonaro é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro no Dark Horse”. Outras estão sendo produzidas com o objetivo de reforçar que o candidato do PL é investigado pessoalmente no caso, segundo integrantes da campanha petista.

PARECER FAVORÁVEL – O inquérito foi solicitado pela Polícia Federal (PF), teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) e foi autorizado pelo ministro André Mendonça, do STF, em julho.

A investigação apura a obtenção de recursos para a produção do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo informações reunidas no inquérito, Flávio Bolsonaro atuou para conseguir junto ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do extinto Banco Master, cerca de R$ 70 milhões para financiar o projeto.

A campanha de Lula vinha buscando uma forma de se contrapor ao desgaste provocado pela crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Master, tema que vinha atingindo politicamente o governo.

PROXIMIDADE COM MORAES – Integrantes da equipe petista avaliam que a proximidade política de Lula com o ministro Alexandre de Moraes, um dos principais nomes do tribunal, acabou arrastando o presidente para o debate público em torno da crise.

Nos bastidores, a leitura da campanha é que a divulgação da investigação contra Flávio Bolsonaro oferece uma oportunidade para deslocar parte do foco político do assunto e atingir diretamente o principal adversário de Lula.

A avaliação dos coordenadores da campanha é que, ao contrário do presidente, Flávio Bolsonaro aparece formalmente na condição de investigado no caso relacionado ao financiamento do filme. “O Lula não é investigado. O Flávio Bolsonaro é investigado. Vamos bater nesta tecla para mostrar a diferença entre os dois candidatos nesta crise do Banco Master”, afirmou ao blog um dos coordenadores da campanha presidencial.

SIGILO DERRUBADO  – A investigação sobre o financiamento de “Dark Horse” faz parte das apurações relacionadas ao extinto Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A PF pediu a abertura do inquérito para aprofundar suspeitas envolvendo a origem e a movimentação de recursos destinados à produção do filme sobre Jair Bolsonaro.

O pedido recebeu aval da PGR antes de ser autorizado pelo ministro André Mendonça. A divulgação de trechos da investigação nesta sexta-feira (11) reabriu o embate político entre petistas e bolsonaristas e passou a ser vista pelo comando da campanha de Lula como um dos principais argumentos para tentar neutralizar os ataques da oposição relacionados à crise envolvendo o STF e o Banco Master.

Mendonça investiga Flávio Bolsonaro por financiamento do filme ‘Dark Horse’

O poder do fraudador Vorcaro e a “Turma” que ia para cima de seus desafetos

Mesmo quando tomado pelo desencanto, Manuel Bandeira fazia poemas admiráveis

Manuel Bandeira - 1959, Trecho do documentário "O poeta do castelo" (1959) de Joaquim Pedro de Andrade com Manuel Bandeira. Manuel Bandeira é considerado como parte da geração de 1922 do modernismo no ...

Manuel Bandeira sabia o que significa o amor

Paulo Peres
Poemas e Canções

O crítico literário e de arte, professor de literatura, tradutor e poeta Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho (1886-1968), conhecido como Manuel Bandeira, no soneto “Desencanto”, estava na pior fase de sua vida, enfrentando a tuberculose e desencantado com a vida, que depois lhe sorriria, porque ele só viria a morrer muito depois, com mais de 80 anos.

DESENCANTO
Manuel Bandeira

Eu faço versos como quem chora
De desalento , de desencanto
Fecha meu livro se por agora
Não tens motivo algum de pranto

Meu verso é sangue , volúpia ardente
Tristeza esparsa , remorso vão
Dói-me nas veias amargo e quente
Cai gota à gota do coração.

E nesses versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre
Deixando um acre sabor na boca.
Eu faço versos como quem morre.

Contrato milionário previa atuação do escritório de Barci de Moraes junto a PF, BC e Receita

Toffoli é “beneficiário final” de fundo com R$ 35 milhões em paraíso fiscal

Gilmar Fraga | Charge publicada em GZH e Zero Hora. #charge #fragadesenhos  #xandao #toffoli #vorcaropreso | Instagram

Charge do Gilmar Fraga (Gaúcha/Zero Hora)

Deu no MSN

Um relatório da Polícia Federal levanta suspeitas graves sobre o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, apontando-o como possível “beneficiário final” ou “proprietário de fato” do fundo de investimento Arleen, que recebeu ao menos R$ 35 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo apuração exclusiva da revista Piauí, os recursos foram transferidos para uma holding registrada nas Ilhas Virgens Britânicas ao longo de 2025, por meio de um empresário descrito como amigo do ministro. O documento está há sete meses sob análise do ministro André Mendonça, também do STF, sem que haja qualquer posição pública sobre o caso.

AFIRMA A PF – Um relatório da Polícia Federal apresenta o que descreve como “elementos de informação que, analisados de forma conjunta, apontam no sentido de que o ministro José Antonio Dias Toffoli possa ter figurado como beneficiário final ou proprietário de fato do FIP Arleen, bem como de seus ativos”.

O documento, ao qual a revista Piauí teve acesso, coloca o ministro no centro de uma investigação que envolve o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e ao menos R$ 35 milhões aportados no fundo Arleen.

O mesmo relatório aponta, segundo a Piauí, que “documentos e comunicação sugerem uso de interpostas pessoas e estruturas no exterior, incluindo movimentações envolvendo a Egide I Holding nas Ilhas Virgens Britânicas”.

SÓCIO DO RESORT – O fundo Arleen era sócio do Tayayá, resort localizado em Ribeirão Claro, no interior do Paraná, que pertence a Toffoli e sua família, o que, segundo a apuração, reforça a suspeita de proximidade entre o ministro e os ativos investigados.

Toda a operação descrita no relatório da PF se deu ao longo de 2025, segundo a Piauí. Em fevereiro daquele ano, o empresário Alberto Leite, descrito como amigo de Toffoli e dono da empresa de segurança FS Security, adquiriu o fundo Arleen. No mês seguinte, Leite registrou a holding Egide I nas Ilhas Virgens Britânicas e, no mesmo período, alterou o regulamento do Arleen para autorizar investimentos no exterior, abrindo o caminho legal para a remessa dos recursos.

A etapa final da operação ocorreu em dezembro de 2025: o Arleen transferiu cerca de R$ 34 milhões para a Egide I Holding, liquidando seus ativos.

TRANSFERÊNCIA – “Deste modo”, afirma o relatório da PF conforme reproduzido pela Piauí, “pode-se afirmar que todo o ativo do Arleen é transferido para a Egide I Holding na liquidação do fundo”. A sequência, compra do fundo, abertura da holding no exterior, alteração regulatória e transferência final, ocorreu em menos de um ano.

Além da questão financeira, o relatório da PF levanta uma segunda linha de suspeita: a de que o banqueiro Daniel Vorcaro possa ter influenciado um voto de Toffoli em uma causa sobre precatórios do setor sucroalcooleiro, de acordo com a Piauí. O caso em questão envolve a destilaria Alcídia, do grupo Atvos, e teria impacto direto sobre a carteira de precatórios do Banco Master, que somava mais de R$ 10 bilhões.

O elemento que sustenta a suspeita, segundo a apuração da Piauí, é uma mudança de posicionamento do próprio Toffoli. O ministro, que historicamente votava a favor das usinas em disputas sobre precatórios, teria “virado voto” em uma ação similar dias antes do julgamento do caso Alcídia, passando a decidir a favor da União.

“PARADIGMA” – A reportagem também relata que André Kruschewsky, diretor jurídico do Banco Master, enviou mensagem a Vorcaro descrevendo o caso Alcídia como “paradigma para nossos casos”, o que, segundo o relatório da PF, reforça a suspeita de interesse direto do banco no desfecho do julgamento.

Consultado pela Piauí sobre as suspeitas, o gabinete do ministro Dias Toffoli enviou nota afirmando que “o ministro jamais manteve ou teve direta ou indiretamente recursos no exterior” e que “o ministro jamais realizou qualquer operação direta ou indiretamente nas Ilhas Virgens Britânicas”. A defesa não aborda especificamente a relação com Alberto Leite, com o fundo Arleen ou com a holding Egide I.

O relatório da Polícia Federal está há sete meses nas mãos do ministro André Mendonça, do STF, sem que haja qualquer manifestação pública sobre o caso, segundo a Piauí. A inércia chama atenção pela gravidade das suspeitas descritas no documento: um ministro da mais alta corte do país apontado como possível beneficiário oculto de um fundo alimentado por um banqueiro com causas em julgamento no próprio tribunal.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Não pode haver nenhuma suspeita sobre Mendonça, porque o caso Master esteve sob sigilo até agora. Logo se saberá se ele engavetou uma acusação tão séria. Pessoalmente, não acredito nisso. Mendonça jamais iria se sujar para proteger o imundo Toffoli. (C.N.)

Afinal, o que Vorcaro pretendia ganhar ao investir tão pesadamente no “Dark Horse”?

charge de Thiago Lucas (@thiagochargista), para o Jornal do Commercio. #Mariofrias #STF #DarkHorse #Bolsonaro #FlavioDino #bancomaster #stf # Vorcaro #mendonça #banco #dinheiro #bolsonaro #lula #flaviobolsonaro #brasil #JornalDoCommercio ...

Charge de Thiago Lucas (Jornal do Commercio)

Duarte Bertolini

Algum brasileiro com mais de dois neurônios ainda perde tempo ouvindo estas bazofias do velho canastrão do PT? Como se sabe, Lula foi o líder encarregado por muitos sonhadores (inclusive eu) de provar que o Brasil tinha outro jeito e um futuro melhor.

Por mais de 40 anos ele monopoliza este sonho com discursos rasos, para plateias de analfabetos políticos ou fanáticos que ficam entusiasmados por suas palavras, as mesmas de sempre, enquanto seus parceiros de assalto arrombam os cofres públicos.

EU ACREDITEI… – Confesso que fui ingênuo em acreditar que um personagem com essas péssimas características pudesse nos conduzir a qualquer futuro razoável. Mas os anos passaram, fiquei de cabelos brancos, agora tenho netos, e a promessa de futuro tornou-se mais velha e esfarrapada do que minha aparência.

Em poucos dias, decidiremos entre os candidatos que representam a farsa anunciada e a tragédia consolidada, com expectativas de um tenebroso futuro de ignorância, truculência e corrupção, não importa qual seja a escolha do eleitorado, estaremos sendo governados pelos mais piores.

O mais incrível é a troca de acusações. Da parte desse governo que nos explora há 24 anos, constatamos a eterna falta de ética. Agora, a imprensa venal está atulhada de acusações sobre o filme “Dark House”, com denúncias que deixam em segundo plano a imundície do rastro do ministro Alexandre de Moraes e seus colegas do Supremo.

EXPLICAÇÕES – Sei que tenho algumas deficiências intelectuais e certas dificuldades para entender o que parece claro para todos. Por isso recorro a vocês para me ajudarem a entender um pouco mais. Então, pergunto: Ressalvadas todas as práticas anteriores, de rachadinhas e outras experiências tenebrosas etc., etc., de qual crime estão realmente acusando Flávio Bolsonaro no financiamento do filme?

O senador Flávio há quatro anos não está no governo. Portanto, não poderia beneficiar Vorcaro de forma impactante, porque está sem a caneta lulista usada por gente esperta como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Rui Costa, Jaques Wagner, Lulinha e Lulão.

Sinceramente, não entendo qual é a vantagem que Vorcaro teria ao financiar um filme produzido pela oposição, que não tem de onde tirar dinheiro. Por favor, me ajudem a entender. Será que o banqueiro apenas estava investindo no futuro? Talvez seja a única explicação, mas fico em dúvida.

O STF diante do espelho: a crise que já não pode ser administrada nos bastidores

Reparem que os militares estão quietos, sem se meter na crise e respeitando a democracia

Charge do Nanquim (nanquim.com.br)

Roberto Nascimento

A crise do Supremo Tribunal Federal é cada vez mais complicada e ameaça arrastar os poderes Executivo e Legislativo, contaminando e radicalizando o clima pré-eleitoral, que pode até mergulhar a nação rumo ao desconhecido.

A caserna está em silêncio, como determina a Constituição, nem mesmo os clubes militares resolveram fazer as pressões de sempre. Mas é preciso lembrar que as Forças Armadas no Brasil têm o péssimo costume de desrespeitar a regra constitucional de não se intrometerem na política. Portanto, quando começam a ouvir o clamor nacional, com a voz do povo nas ruas, aí é que mora o perigo de uma nova intervenção militar.

ANAIS DA HISTÓRIA – Como todos sabem, assim aconteceu na derrubada do Império, no movimento Tenentista, na Revolução de 30, na presidência do general Eurico Gaspar Dutra em 1945, com Getúlio Varga voltando para São Borja. Depois, no suicídio dele no Palácio do Catete, em 1954, no final do governo eleito de Vargas nas urnas, e por fim na derrubada de Jango pelos generais em 1964.

Esses confrontos políticos, em síntese, compõem a história das intervenções militares no Brasil desde o nascimento da República.

O fato concreto é que as Forças Armadas estão sempre de olho na política, esperando uma oportunidade de voltarem ao poder, o que quase aconteceu no final do governo de Jair Bolsonaro.

QUADRO DE RISCO – Desta vez, a crise institucional ocorre num quadro de risco, com vários generais cumprindo pena de prisão e agora ameaçados de perderem as patentes, desta vez no julgamento pelo Superior Tribunal Militar.

Essa situação recomenda que o presidente do Supremo, Édson Fachin, conduza com o máximo de zelo as articulações de bastidores, para esfriar o clima até o julgamento da próxima terça-feira.

Ninguém tem obrigação de defender a impunidade de quem quer que seja. Porém, ao mesmo tempo, ninguém tem direito de ameaçar a estabilidade democrática do país. É tempo de cautela.

Operação da Polícia Federal sobre “Dark Horse” coloca Flávio Bolsonaro além do filme

Investigação de Moraes será aprovada, porque Fachin e Cármen estão a favor

Fachin e Cármen Lúcia definirão destino de Alexandre de Moraes no plenário - Estadão

Cármen Lúcia e Fachin devem garantir a maioria de 4 a 3

Carlos Newton 

Está agendado para a próxima terça-feira, dia 15, o julgamento no plenário do Supremo Tribunal Federal para decidir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por suas ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro, que propiciaram o enriquecimento ilícito do integrante do STF. A suspeita surgiu a partir de um relatório da Polícia Federal que revelou uma estarrecedora troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro.

No entanto, para colocar em julgamento a investigação do ministro, o presidente do Supremo, Édson Fachin, terá de contornar um delicado impedimento processual, apontado pelo jurista carioca Jorge Béja aqui na Tribuna da Internet.

O artigo publicado por Béja explica que o Regimento do STF exige quórum de oito ministros para decidir assunto constitucional ou de seis ministros caso se trate de questão criminal.

DIZ O REGIMENTO – Como Alexandre de Moraes e André Mendonça estão suspeitos e não podem participar, por estarem diretamente envolvidos na questão, e Dias Toffoli foi impedido de julgar o caso Master pelo mesmo motivo, só restarão 7 ministros aptos a votar. Nessa hipótese, se Fachin considerar que o assunto é constitucional, o julgamento não poderá ser realizado, conforme Béja advertiu.

A única saída para Fachin será considerar que a questão não é constitucional, embora na verdade o tema “investigação de ministro” seja absolutamente constitucional (artigo 102, inciso I, alínea “b”).

Somente nesta hipótese escorregadia, Fachin poderá ir em frente e fazer o julgamento com apenas sete ministros em condições de votar. Assim, a questão será decidida por Luiz Fux, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Edson Fachin, Nunes Marques, Flávio Dino e Cristiano Zanin.

PERDE E GANHA – Sabe-se, sem medo de errar, que Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zani votarão contra a investigação de Alexandre de Moraes, enquanto Luiz Fux e Nunes Marques se manifestarão pela abertura do inquérito, formando o placar de 3 a 2.

Como serão necessários quatro votos para decidir a questão, a definição do julgamento dependerá das manifestações de Cármen Lúcia e Edson Fachin, criando um suspense de matar o Hitchcock.

Aqui em nossa trincheira da Tribuna, eu aposto que Fachin e Cármen serão favoráveis à abertura do inquérito contra Moraes e Andrei Rodrigues. Tanto Fachin quanto Cármen já passaram da chamada Idade da Razão que Jean-Paul Sastre celebrizou. Além disso, têm um nome a zelar e não vão se sujar para acudir um falso jurista emporcalhado como Alexandre de Moraes.

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P.S
. 1 – As biografias de Fachin e Cármen, porém, mostram alguns deslizes. Foi Fachin quem inventou a “incompetência territorial absoluta”, para limpar a ficha suja de Lula, enquanto Cármen foi contra a censura a biografias (“Cala a boca já morreu…”), mas depois aplaudiu a censura nas redes sociais, criada por Moraes. Bem, a gente sabe que na vida todo mundo erra. Porém, no julgamento de terça-feira não se pode admitir que haja erros.

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P.S. 2 –
Já ia esquecendo. Caso o plenário aprove, além de Moraes, também serão investigados Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, procurador-geral da República, porque é tríplice o  efeito do pedido que o Partido Novo fez ao Supremo. (C.N.)

Ideia de que nossos líderes deveriam servir de exemplo é uma letra morta

Cartum: Charges | Folha

Charge do Cláudio Oliveira (Folha)

Luiz Felipe Pondé
Folha

Lembro-me de que, nas eleições de 2022, muitos que apoiavam Lula falavam em defesa do projeto civilizador. Fato era que a figura de Bolsonaro, com seu comportamento vil, parecia dar lugar à ideia de que as boas maneiras, o respeito às pessoas que morriam de Covid —”não sou coveiro”, lembra?—, o comer com garfo e faca, enfim, Bolsonaro parecia uma ameaça de retrocesso ao neolítico — com todo o respeito ao neolítico.

Mas daí achar que o PT representa um Brasil mais civilizado é outra história. O PT é uma gangue, responsável, em grande parte — uma vez que tem estado no poder federal por quase 18 anos —, pela desgraça moral, econômica e política que se abate sobre o país.

TUDO PODRE – O PT não é uma força civilizadora no Brasil, aliás, diga-se de passagem, tampouco é o centrão, a direita, o STF —todos delinquentes. Todos eles se reúnem num grande abraço de afogado. Sugam o país como sanguessugas letais.

Um país em que os líderes dos três Poderes se reúnem para ferir a lei, traficar influência e faturar alta grana a favor dos seus, não pode deixar de ver um esgarçamento do contrato social. E, quando ocorre esse tipo de fenômeno, torna-se inevitável o crescimento da desconfiança entre os cidadãos.

Esse esgarçamento aparece nos espancamentos que vimos nas últimas semanas. Aparece no modo como motociclistas, ciclistas e motoristas se comportam nas vias públicas. Um monte de gente não respeita nem mais farol vermelho.

ATÉ NA MÚSICA – Aparece no fato de muita gente ouvir música alta nas suas casas, obrigando os vizinhos a aguentar a música lixo que essa gente gosta.

Aparece também no modo dramático como cada vez mais sentimos que qualquer estabelecimento comercial ou empresa pode ser lavador de dinheiro. Aparece na violência da especulação imobiliária em cidades como São Paulo, que constroem torres imensas, despejando milhares de carros, destruindo a qualidade do convívio nos bairros. Um grande “foda-se” percorre nossas vidas no Brasil.

A ideia de que nossos líderes deveriam servir de exemplo é letra morta. Durante o período das eleições, como agora, essa gente vem atrás de nós para votarmos neles. Mas, para quem tem mais de dois neurônios, é óbvio que mentem e riem da nossa cara. Lula, ao prometer projetos, deveria responder, afinal, por que, depois de tanto tempo no poder, qual foi a razão de não ter realizado esses “projetos” até agora.

EXPERIÊNCIA ZERO -Por outro lado, como confiar num candidato — Flávio Bolsonaro — com experiência zero de gestão pública, erguido à condição de candidato só porque tem o sangue do pai?

Esse critério de indicação de sucessor para o cargo maior da República replica modos de transmissão do poder característicos das máfias. Segundo Joseph Schumpeter, na democracia, o soberano se estabelece por meio de uma competição por votos —conhecida como eleições. Logo, o que importa é ganhar essa competição por votos, o resto é blá-blá-blá.

E, na medida em que essa competição por votos se acirra entre grupos que se odeiam, a tendência é que cada vez mais esses candidatos deem menos bola para “projetos” e discursos racionais. O objetivo único é ganhar a competição por votos e que se foda.

SEM QUALIDADE – Por outro lado, as pessoas polarizadas e militantes estão na mesma “vibe” que seus candidatos preferidos. Nem candidatos, nem eleitores estão preocupados com a “qualidade dos políticos”.

Preocupam-se que os seus políticos vençam e ponham a mão na grana do Estado. Mas, apesar de falarmos de política, a questão é pré-política. O que isso quer dizer? Isso quer dizer que o problema do Brasil é, em grande parte, moral, e a moral é mais difícil de manipular do que a política.

Os costumes, os hábitos, os sentimentos morais, como dizia Adam Smith no século 18, os comportamentos espontâneos entre nós estão em franca desagregação. A cultura brasileira hoje pertence ao “sem noção”, a própria alegria brasileira hoje não passa de signo de atraso e falta de civilização. A bandidagem adora gente alegre.

FALTA EDUCAÇÃO – Talvez a dura verdade seja que não há como manter certos cuidados morais básicos quando se é ruidosamente alegre como muitos brasileiros são, e mal educados, que escondem essa má educação sob o manto da alegria festiva.

Assim como há a esquerda festiva, há o mal educado festivo. Não se trata de aliviar a barra dos políticos e ministros corruptos, mas, sim, de dizer que a corrupção brasileira é moral, antes de ser política. Não dá para ser civilizado e sujar ruas com seus maus hábitos e garrafas de Macallan.

Não há civilização sem contenção moral. Sei, os inteligentinhos vão às raias da loucura com isso, mas que fiquem, hoje, brincando no parquinho.

Fachin tira poder de Moraes, mas pode abrir caminho para blindá-lo

Moraes enfrenta 55 pedidos de impeachment em meio à guerra dentro do Supremo

Charge do Izanio (Coluna Esplanada)

Lorenzo Santiago
CNN

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes acumula agora 55 pedidos de impeachment no Senado. O número de ações contra o magistrado cresceu depois que o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) entrou com mais uma solicitação.

O congressista pede que Moraes perca o cargo e seja inelegível por 8 anos. A nova ação foi assinada por ao menos 21 senadores e entra em uma lista de pedidos que se arrastam desde 2021. As petições foram feitas por deputados, senadores, associações, organizações e até cidadãos comuns.

INDEFERIMENTO – O único pedido indeferido até agora foi feito pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2021. O ex-mandatário formalizou o pedido em 24 de agosto e, três dias depois, o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), negou a ação. Na ocasião, o congressista afirmou ter submetido a denúncia à Advocacia do Senado, que deu parecer afirmando que a peça não tinha “adequação legal”.

“Há também o lado político de uma oportunidade dada para que possamos restabelecer as boas relações entre os Poderes. Quero crer que esta decisão possa constituir um marco de pacificação e união nacional, que tanto pedimos, e é fundamental para o bem-estar da população e para a possibilidade de progresso e ordem no nosso país”, afirmou Pacheco.

O aumento no número de pedidos ocorre em meio à uma nova crise no Supremo. O ministro André Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, e do delegado Leandro Almada do cargo de diretor de Inteligência Policial da PF.

RELATÓRIOS DE INTELIGÊNCIA – A decisão foi tomada depois de o ministro Alexandre de Moraes ter utilizado relatórios de inteligência da Polícia Federal para apontar possíveis crimes de abuso de autoridade atribuídos a Mendonça na condução da relatoria do Banco Master e das fraudes do INSS.

Segundo Mendonça, os relatórios revelam um “monitoramento sistemático e ilegal”, realizado por mais de 30 dias, sobre sua atuação e a de outras autoridades, como o advogado-geral da União, Jorge Messias. O andamento desses pedidos dependeria do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Até agora, no entanto, ele não sinalizou qualquer movimento neste sentido.