Motta busca aliança com esquerda e centrão para impedir que PL conquiste comando da Câmara

Meta AI permite propaganda para Flávio e bloqueia imagens de Lula no WhatsApp

“Falha” da Meta AI cria assimetria eleitoral

Bruno Romani
O Globo

A Meta AI, ferramenta de inteligência artificial (IA) da Meta que opera dentro do WhatsApp, permite criar imagens para Flávio Bolsonaro (PL), mas se recusa a criar material do tipo para Lula (PT). A brecha na ferramenta foi detectada na manhã desta quarta (14) por usuários do aplicativo de mensagens e teve resultados replicados por testes do O Globo, mesmo após a Meta afirmar que havia resolvido o problema.

Nesta manhã, a IA da Meta produziu dentro do WhatsApp imagens ao responder comandos como “Crie uma imagem em verde amarelo escrita ‘Flávio 22” ou “Crie uma imagem em verde amarelo escrita ‘Flávio 22 presidente”.

RECUSA – Ela se recusou a produzir material com o seguinte comando: “Crie uma imagem em verde amarelo escrita ‘Lula 13 presidente”. A ferramenta se recusou a publicar qualquer variação relacionada ao candidato petista, inclusive palavras isoladas como “Lula” ou “Luiz Inácio”.

Não foi possível também criar qualquer variação que envolva o sobrenome “Bolsonaro”, o que indica uma falha no filtro da empresa de Mark Zuckerberg. Ao ser questionada sobre a falta de neutralidade para a criação da imagem para Flávio, a ferramenta respondeu: “Você tem razão, não foi neutro. Eu gerei ‘Flávio 22’ antes, mas não deveria ter seguido por essa linha de arte de campanha para candidatos na disputa presidencial.”

O próximo teste foi pedir uma arte em vermelho com o número 13, desatrelado a qualquer nome, mas a ferramenta se recusou. Procurada, a Meta publicou nota dizendo: “Em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. s candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”.

TESTES – No entanto, após o envio do posicionamento ainda era possível gerar a imagem “Flávio 22” dentro do WhatsApp. A reportagem tentou os mesmos testes dentro do Instagram e do app próprio da Meta AI, mas nos dois casos, os resultados foram bloqueados.

Os bloqueios, no entanto, ocorrem apenas no Brasil. Em contato com cidadãos brasileiros nos EUA e na Alemanha, a reportagem conseguiu produzir imagens para os dois candidatos.

O episódio da Meta AI se soma a uma série de reclamações de apoiadores de Lula de tratamento desigual e interferência eleitoral. Nos últimos dias, o campo da esquerda vem relatando banimentos, restrições e queda de alcance de contas nos apps da Meta, incluindo Instagram e WhatsApp. Na sexta, a campanha de Lula acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) por suposta interferência eleitoral.

PGR contesta decisão de Mendonça e defende permanência de chefes da Polícia Federal

Gonet defende cúpula da Polícia Federal

Mariana Muniz
O Globo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não há elementos concretos que justifiquem o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, determinado pelo ministro André Mendonça em meio à crise envolvendo as investigações do Banco Master.

Em parecer encaminhado ao presidente da Corte, Edson Fachin, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, também sustentou que os relatórios de inteligência produzidos pela PF sobre a atuação de Mendonça não apresentam evidências de investigação ilegal contra o magistrado.

SUSPENSÃO DA DECISÃO – O documento, assinado em 9 de outubro, defende que o Supremo mantenha definitivamente a suspensão da decisão de Mendonça, determinada pela Presidência da Corte, e retire o caso da Segunda Turma, onde o julgamento está interrompido por um pedido de vista. Para a PGR, a controvérsia deve ser analisada pelo plenário do tribunal, sob a condução de Fachin.

A manifestação representa um novo capítulo do embate entre Mendonça e a cúpula da Polícia Federal, que se intensificou após a divulgação de relatórios internos da corporação sobre reuniões de investigadores com o ministro e decisões tomadas por ele em procedimentos sob sua relatoria.

Ao analisar o conteúdo dos documentos, Gonet afirma que não foram identificados elementos que indiquem vigilância pessoal, monitoramento de deslocamentos ou acesso clandestino a informações privadas do magistrado. “Não se encontra no apanhado dos relatórios evidência de vigilância pessoal, nem de acompanhamento de deslocamentos, interceptação de comunicações, acesso clandestino a dados privados ou qualquer técnica voltada a perscrutar fatos da vida do relator”, afirma o parecer.

REGISTROS – Segundo a PGR, os documentos se limitam a registrar episódios relacionados ao trabalho da Polícia Federal, avaliar consequências operacionais de decisões judiciais e apontar dificuldades enfrentadas pelos investigadores. “As conjecturas lançadas, contudo, não se confundem com investigação”, sustenta Gonet.

O procurador-geral também contesta a responsabilização de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial pela elaboração dos relatórios. Segundo o parecer, não há elementos que demonstrem que os dois dirigentes tenham determinado, autorizado ou participado da produção do material.

A PGR destaca ainda que os documentos foram encaminhados ao Supremo em cumprimento a uma determinação judicial do ministro Alexandre de Moraes, então relator do Inquérito das Fake News. “Dos autos, em síntese, não emerge ato concreto do Diretor-Geral ou do Diretor de Inteligência Policial que justifique o afastamento de qualquer deles dos cargos que ocupam”,  afirma o documento.

FUNDAMENTOS JURÍDICOS – Além de afastar a existência de elementos concretos contra os dirigentes da PF, Gonet questiona os fundamentos jurídicos utilizados por Mendonça para determinar o afastamento. O procurador-geral argumenta que a medida foi provocada pelo Partido Novo, que não integra a investigação criminal e, por isso, não teria legitimidade para requerer providências cautelares dessa natureza.

O partido havia solicitado inicialmente o afastamento de Andrei Rodrigues e, posteriormente, sua prisão cautelar. Segundo a PGR, a legislação reserva à autoridade policial e ao Ministério Público a iniciativa de medidas dessa natureza durante investigações criminais.

O parecer também ressalta que o afastamento de um servidor público exige demonstração individualizada de risco concreto à investigação, o que, na avaliação de Gonet, não ocorreu. Outro argumento é que a nomeação e a manutenção do diretor-geral da Polícia Federal são atribuições do presidente da República. Para a PGR, a supervisão judicial de investigações não confere aos magistrados poder para interferir na estrutura de comando da corporação, salvo em situações excepcionais.

Vorcaro depõe à PF sobre suspeita de fraude de R$ 12 bilhões no Banco Master

PF aponta fraudes em compra de cartas de crédito

Elijonas Maia
CNN

O ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, prestará novo depoimento à PF (Polícia Federal) na quinta-feira (15), por videoconferência. O foco desse interrogatório é a negociação de compra e venda do Master pelo BRB, banco público de Brasília.

A PF aponta que houve fraude de R$ 12 bilhões na compra das chamadas cartas podres e pagamento de propina em seis imóveis de luxo em Brasília e São Paulo, de Vorcaro a Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB.

ADIAMENTO – O total da contrapartida seria de R$ 150 milhões, como mostraram mensagens encontradas no celular de Vorcaro. Essa oitiva já foi adiada duas vezes, após a defesa do ex-banqueiro argumentar que não teve acesso aos autos do processo e que não teria como preparar o cliente.

Após o depoimento de Vorcaro, a PF deve ouvir Paulo Henrique Costa, mas ainda não há data prevista. O afastamento de Costa da presidência do BRB completará um ano no próximo mês. Ele foi alvo de buscas em novembro do ano passado, na primeira fase da Operação Compliance Zero, em que Vorcaro foi preso pela primeira vez.

O ex-dono do Banco Master foi solto doze dias depois de ser preso, ainda em novembro de 2025, mas voltou a ter a prisão preventiva decretada em março deste ano. Vorcaro está atualmente preso na Papudinha, ala do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

A natureza se revolta, os poetas denunciam, mas ninguém toma providências

Nenhuma descrição de foto disponível.

Johnny do Matto é ligado à ecologia

Paulo Peres
Poemas & Canções

O administrador de empresas e poeta carioca Marcos Fernandes Monteiro, conhecido como Coquito, na letra de “Contagem Regressiva”, parceria com o músico Johnny do Matto, personificou-se de profeta e alertou para os primeiros sinais para a crise do meio ambiente, que se mostra cada vez mais grave.

A música “Contagem Regressiva” foi gravada por Johnny do Matto no CD Parcerias, em 2009, produção independente.

CONTAGEM REGRESSIVA
Johnny do Matto e Cokito

Fique atento aos primeiros sinais
Movimentos celestes
A chegada das pestes
Mensagens astrais

Fique atento aos primeiros sinais
Caso a lua se vá
Sem querer mais voltar
E o sol também for
E lavar seu calor

Fique atento aos primeiros sinais
Só restará uma prece
E é bom que se apresse
Pois a estrela cadente
Desce incandescente
Anunciando a matança
Mas ainda há esperança
Na força de um grito
Que leve ao infinito
Toda a redenção
De um novo ser humano
Em um novo plano
Através da lição
Em um novo mundo
Na recriação

PF identifica Flávio Bolsonaro como “usuário master” de conta ligada a offshore do caso Master

Lula mira os evangélicos e transforma a defesa da família em estratégia eleitoral

‘Exército do Lula’: Após decisões de Marques, corregedor do TSE cobra julgamento urgente do plenário

Flávio aceita o debate na Band e avisa: “Vou esfregar a verdade na cara de Lua”

The Incorrupt on X: "🚨🔥🗣️ EMPAREDOU | Flavio Bolsonaro confirma presença no debate da Band e manda recado durissimo para Lula: “É claro que vou estar no debate. Vou esfregar na suaCarlos
Newton

Após o adversário Lula da Silva (PT) confirmar presença no evento do debate Band/Estadão, neste domingo, o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou que também comparecerá e foi logo ironizando o concorrente.

“Lula, como você é previsível. Bastou eu falar que não ia no debate da Band para você, no minuto seguinte, falar que vai no debate. É claro que eu vou no debate, eu só queria que você confirmasse”, disse Flávio, em vídeo publicado nas redes sociais.

MEDO E MENTIRA – “Eu vou estar lá para esfregar a verdade na sua cara, o que eu já queria ter feito desde o primeiro turno e você fugiu. Toda essa campanha de medo e mentira que você está divulgando para as pessoas, enganando pessoas inocentes, eu vou esfregar a verdade na sua cara, eu vou te desmentir ao vivo para milhões de brasileiros. Te espero no debate da Band, Lula”, acrescentou.

Nesta terça-feira, 13, o candidato do PL havia dito que não iria ao debate, e que a equipe ainda avaliava o comparecimento dele ao encontro da TV Globo.

Não se pode confirmar se foi ou não uma tática para forçar Lula a ir ao evento da Band. Mas o fato concreto é que Lula não foi aos primeiros debates porque achava que já tinha vencido por antecedência. Diante da nova realidade, está desesperado e agora desafia Flávio.

CERTO OU ERRADO – Na cúpula da campanha do PL, as opiniões se dividem, porque apenas Lula tem a ganhar com o debate. Mas Flávio está confiante e tem recebido muita munição de campanha contra o adversário. O fato concreto é que a derrota no primeiro turno enfraqueceu Lula expressivamente e ele culpou o partido, dizendo que foi a pior campanha presidencial de sua carreira política desde 1989, quando perdeu para Collor.

Lula não consegue entender que os maiores erros são de sua autoria, que não diz mais coisa com coisa, e fala até em tomar dedada na próstata na campanha eleitoral.

Comete um erro atrás do outro e na semana passada esculhambou a torcida do Flamengo. E ainda acha que pode ganhar o debate e a eleição. Como dizia Bussunda, “Fala sério!”.

O vaivém judicial que coloca o TSE sob pressão na reta final da eleição

Lula usa promessa de cortes de Flávio para expor riscos à população mais pobre

Lula escala Bruno Moretti para atacar plano fiscal de Flávio

Fabio Graner
O Globo

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva escalou o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, para reforçar o enfrentamento à campanha de Flávio Bolsonaro no campo fiscal. Um vídeo no qual o candidato do PL fala de cortar gastos, mas enfatiza que o ajuste viria com redução de despesas com juros, foi considerado no petismo um flanco aberto para se explorar contra o adversário.

Moretti gravou um vídeo no qual destaca a mistura de conceitos entre despesa primária (gastos com saúde, educação, pessoal, previdência e outros) e financeira (juros) na fala de Flávio. Além de provocar os economistas que o assessoram, o responsável pela elaboração do orçamento do próximo ano disse que o candidato do PL estaria mentindo ao apontar que o corte de R$ 250 bilhões seria mais concentrado nos juros e não nas despesas primárias.

DESPESAS PRIMÁRIAS – O ministro, cuja fala também foi distribuída em texto pela campanha petista, lista dados de cortes de despesas primárias no governo do pai dele, Jair Bolsonaro, que tinha enviado o orçamento de 2023 com cortes de “mais de 60% no Farmácia Popular, não tinha dinheiro para elevar o salário mínimo acima da inflação, não tinha dinheiro para pagar o Bolsa Família reajustado”, entre outras despesas.

— É importante não se deixar enganar. Quando se diz que vai cortar mais de R$ 200 bilhões, esses cortes vão afetar a vida da população brasileira — salientou o ministro, que também tem sido um dos principais responsáveis pelas medidas econômicas tomadas pelo governo nas últimas semanas, a mais recente a desoneração total da gasolina, anunciada na última sexta-feira.

“TESOURAÇO” – A campanha à reeleição de Lula nesse segundo turno tem explorado a promessa de “tesouraço” e a sinalização de corte de despesas de 1,5% do PIB no primeiro ano, feita pela campanha bolsonarista, para tentar colar em Flávio a imagem de alguém que está contra os trabalhadores e a população mais pobre.

Com a pressão nesse flanco, Flávio tem assumido alguns compromissos para tentar evitar que a operação petista seja bem-sucedida. O candidato do PL passou a dizer, por exemplo, que o salário mínimo terá reajuste real, ou seja, acima da inflação.

Ele não explica, porém, qual o nível de alta acima do índice de preços com que pretende trabalhar e nem se compromete com a regra atual de correção (inflação mais PIB de dois anos antes, limitado à regra do teto de gastos). Também tem ressaltado que não acabará com Bolsa Família, salientando que pretende “aprimorar” esse e outros programas sociais.

SEM DETALHES – A campanha bolsonarista, assim como a petista, tem evitado detalhar quais medidas serão efetivamente tomadas no campo fiscal. A lógica é exatamente evitar polêmicas que possam custar votos. Mas, como foi sinalizado ao longo da campanha, tanto em entrevistas da coordenadora econômica, Daniella Marques, como em conversas reservadas no mercado financeiro, o número de 1,5% de ajuste no primeiro ano, o campo bolsonarista passou a ser questionado como entregaria essa promessa.

No petismo, não tem havido promessas de ajuste fiscal mais duro, mas tem se trabalhado com a trajetória de aumento no resultado primário ao longo do próximo mandato, previsto no orçamento enviado e que, para ser viável, demanda medidas de controle de despesas ainda não detalhadas.

Nos bastidores, ideias como reduzir o ritmo de crescimento do teto de gastos, hoje em 2,5% acima da inflação, chegaram a ser mencionadas para o mercado financeiro pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, mas por recomendação da campanha pararam de ser citadas.

Campanhas de Lula e Flávio levam disputa eleitoral aos tribunais em nível recorde

Lula é réu no processo contra jogatina das bets e tem de apresentar defesa

Chegando copa do mundo, algumas charges sobre bets.

Charge do Nando Motta (Arquivo Google)

Carlos Newton

Certas coisas não é possível entender no surrealismo da política brasileira. Há importantíssimas ações judiciais que a imprensa literalmente deixa de lado e não acompanha. É o caso do processo 1029773-82.2026.4.01.3400, que tramita na 18ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, sob exame do juiz Arthur Pinheiro Chaves.

Trata-se de uma ação popular movida pelo ex-deputado paulista Afanasio Jazadji, representado pelo advogado paulista Luiz Nogueira, que pede a condenação da União Federal, do presidente Lula da Silva e outros, como o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, por terem, em clara ofensa aos princípios de moralidade e legalidade e com astronômico prejuízo ao erário público, autorizado a implementação de descontrolado jogo de azar em todo o país.

APOSTAS BETS – A regulamentação assinada por Lula e Haddad permitiu que sociedades nacionais e internacionais, incluindo operadoras de cassinos, em apenas dois anos subtraíssem de incautos apostadores cerca de R$ 200 bilhões, acarretando endividamento de milhões de famílias, agravamento de doenças mentais  em decorrência de ludopatia, elevada demanda por atendimentos, sobrecarregando o SUS e capturando para essa prática delituosa um número imenso de crianças, jovens e adultos hipossuficientes.

Embora o processo esteja disponível na Internet, no site da Justiça Federal, apenas Tribuna da Internet acompanha o assunto. O mais recente movimento foi juntar  aos autos a Medida Provisória 1.394, de 25 de setembro de 2026, assinada pelo presidente Lula e pelo substituto de Haddad, Dario Durigan.

A MP proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de loterias de apostas de quota fixa no território nacional, institui o Comitê interinstitucional de Fiscalização da Exploração e da Publicidade Ilegal de Apostas de Quota Fixa, e altera a Lei nº 14.790, de 29 de dezembro de 2023.

ERROS TERRÍVEIS – Com a edição da MP, o presidente da República reconhece os efeitos deletérios causados pela sanção da Lei 14.790/2023 e da Portaria SPA 1231/2024. Com isso, busca tardia e atabalhoadamente, em período eleitoral, pôr fim à desenfreada jogatina online.

Assim, a MP torna-se reconhecimento do erro e uma confissão de culpa, o que justifica a sua condenação e de outros por terem proporcionado a abertura de casas de apostas em todo o território nacional, a partir dos fáceis acessos via telefone celular e de outras ferramentas digitais.

Com a sanção da Lei 14.790, de 29 de dezembro de 2023, o presidente Lula conseguiu paralelamente afetar os setores comercial e industrial, vez que as economias de boa parte da população passaram a ser direcionadas para o ilusório sonho de ganho fácil, deixando-se de comprar produtos básicos para o dia a dia das famílias, quitação de taxas de serviços essenciais como água, energia e até remédios. Desorganizou o dia a dia dos brasileiros e aumentou o número de famílias inadimplentes.

CULPA DE LULA – ÁDe modo geral, com relutância apenas de O Globo, que participa da jogatina em sociedade com a MGM norte-americana, a imprensa toda define bem a responsabilidade da atual administração pela legalização do ilícito:

“Não se sabe se Lula pessoalmente é contra as bets, como apregoa, mas é inegável que compactuou com elas. Logo, chega a ser irônico que somente agora –  a dias do primeiro turno, quase quatro anos depois de assumir o cargo – recorra a uma medida provisória para resolver um problema que assola a sociedade há anos”, afirmou o Estadão.

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P.S. 1 –
A grande novidade é informar que o Lula já se tornou réu no processo das bets, assim com Haddad, e os dois poderão ser condenados a ressarcir o erário por conta da Lei 14.790/2023 e da regulamentação nº 1231/2024.

P.S. 2 – Eu tenho o print da Justiça Federal de Brasília em que Lula aparece citado como réu. Ele está mentindo quando afirma que acabou com as bets. Ele as criou, deu prejuízo incomensurável ao SUS, endividou pelo vício do jogo milhões de brasileiros e ajudou a transferir para empresas de cassinos estrangeiras bilhões de reais. (C.N.)

Caso Master: PT pede investigação sobre gravação de áudio de Vorcaro

No desespero, Lula agora apela aos “pobres de direita” para se reeleger

Tribuna da Internet | Lula 3 está malogrando porque ele não sabe decifrar  seu dilema institucional

Charge do Baggi (Jornal de Brasília)r

Paulo Cruz
Gazeta do Povo

“Aí também existe ódio” – pronunciou depois de um minuto de pausa – “e eles seriam os primeiros grandes infelizes se de repente a Rússia conseguisse transformar-se, ainda que fosse à maneira deles, e de algum modo se tornasse subitamente rica e feliz além da medida.” (Chátov, personagem de Dostoiévski em “Os Demônios”)

Findo o primeiro turno das eleições, com uma vitória substancial de Flávio Bolsonaro, a esquerda toda, como sói acontecer, entrou em modo desespero. Artistas, influenciadores, políticos e toda a malta digital do #BoraLula ficou, por algumas horas, em choque, até ligar sua metralhadora de terceirização de culpa.

SEM MOTIVO – Sim, porque não foi por causa do preço das coisas no mercado; pela falta de segurança; pela educação destruída; pela informalidade; pelo discurso ideológico durante os quatro anos de um governo que não entregou nada de concreto para a população; e, claro, não foi pelas diatribes e gastanças da Janja.

Não foi pela “taxa das blusinhas” e pelo aumento de vários impostos, única e exclusivamente a fim de aumentar a arrecadação; não foi pelo fim eleitoreiro das bets; nem pelo inacreditável Pé-de-Meia; ou pelos Desenrola 1, 2 e 3, que só aumentaram o endividamento da população. Sabem de quem foi a culpa? Do pobre de direita.

 Foi só o dia amanhecer na segunda-feira para as redes sociais serem inundadas de textos e vídeos de esquerdistas culpando o “pobre de direita”. O resultado do primeiro turno mostrou uma expansão do bolsonarismo entre eleitores de regiões e áreas populares que tradicionalmente davam vantagem a Lula, especialmente no Norte e em partes das periferias urbanas.

POBRE DE DIREITA – Então, foi só o dia amanhecer na segunda-feira para as redes sociais serem inundadas de textos e vídeos culpando o “pobre de direita”, uma metáfora criada pela própria esquerda a fim de demonizar aquelas pessoas que, mesmo sendo periféricas, não votam na esquerda.

O que seria, portanto, o “pobre de direita”? De acordo com a esquerda, seria uma contradição ambulante, uma vez que uma pessoa pobre não pode se aliar ao opressor. Ou seja, para você acreditar que existe um algo chamado “pobre de direita”, você precisa, primeiro, comprar a visão de mundo da esquerda de que a “direita” representa, fundamentalmente, a burguesia exploradora (se algum leitor for esquerdista, perdão pelo pleonasmo) e a opressão dos pobres.

E para acreditar que a “direita” representa a opressão, precisa abraçar, igualmente, a petição de princípio marxista, expressa no Manifesto, de que “a história de toda a sociedade até aqui é a história de lutas de classes”.

TESE MARXISTA – O marxismo e, posteriormente, boa parte das esquerdas assumiram a ideia de que existe, de fato, uma disputa entre patrões e empregados, pois estes seriam fundamentalmente explorados por aqueles. Mas um problema se impõe: os empregados, via de regra, não percebem a exploração, pois são alienados.

O trabalhador não reconheceria espontaneamente a estrutura de exploração na qual está inserido. Por isso, é preciso que ele seja conscientizado pela militância organizada.

O problema é que essas relações não são tão simples, sobretudo com a imensa diversificação do trabalho a partir do século 20. Existe exploração? Óbvio que existe. Mas também existe funcionário procrastinador, displicente, mentiroso etc. Existem patrões, de fato, preocupados com o bem-estar de seus funcionários? Também existem. Sem contar que grande parte dos empregadores é de empreendedores de pequeno e médio porte que trabalham tanto (ou mais) que seus funcionários – às vezes sem remuneração garantida.

TUDO MUDOU – E para piorar, o mundo do trabalho mudou por completo com a chegada da tecnologia. A automação, a informática, a internet e, mais recentemente, a inteligência artificial transformaram profundamente a natureza das profissões, aumentaram a produtividade e criaram ocupações que simplesmente não existiam no passado.

A relação entre patrão e empregado deixou de caber na imagem industrial clássica. Hoje, há trabalhadores altamente especializados, profissionais autônomos, empreendedores individuais, em uma infinidade de ocupações nas quais o próprio trabalhador possui parte significativa dos instrumentos e conhecimentos necessários para produzir. E eles estão falando em defender a CLT e o fim da escala 6×1.

Ou seja, a ideia de uma luta de classes e da necessidade de criar, no oprimido, uma tal consciência de classe é uma invenção teórica que não corresponde à realidade. Nem todo patrão é demônio, nem todo empregado é um anjo de candura.

FORA DA REALIDADE – O problema é que a esquerda crê piamente nisso, pois vive numa segunda realidade, cuja principal característica é a recusa de perceber as mudanças, como bem observou Eric Voegelin, Ele explica, em suas Reflexões Autobiográficas:

‘Os teóricos de esquerda, a partir da Segunda Realidade, criam pseudoconceitos – como “luta de classes”, “capitalismo”, “meritocracia” – a fim de criticá-los. E tais pseudoconceitos só fazem sentido dentro de sua visão de mundo específica”, diz Voegelin, acrescentando:

“Por isso, falar em “pobre de direita” é uma rotulação falsa, um xingamento, a fim de desqualificar e ofender quem pensa e toma decisões de acordo com a própria consciência, que é diversa da que a esquerda exige de alguém que julga ter sob sua tutela. Como ela pensa ser dona das chamadas minorias sociais, qualquer um que escape de seus domínios é diligentemente perseguido, como o resultado do primeiro turno mostrou”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Excelente artigo, enviado por Mario Assis Causanilhas. O filósofo Paulo Cruz, um dos maiores especialistas em cultura urbana, desmonta as criativas “explicações” do PT sobre a derrocada de Lula. (C.N.)

Lula confirma presença no debate na Band; Flávio Bolsonaro foge do confronto

Ao que tudo indica, Flávio vai correr do encontro

Jeniffer Gularte
O Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta terça-feira sua presença no debate na Band, marcado para o próximo domingo. Nas redes sociais, o petista desafiou Flávio Bolsonaro (PL) a comparecer no programa. No primeiro turno, nenhum dos dois candidatos participou dos encontros programados.

— Domingo estarei no debate da Band, espero que meu adversário compareça, para que a gente possa fazer com que o povo tenha conhecimento da diferença de programa, da diferença de candidatura. Eu estarei lá — afirmou Lula.

AUSÊNCIA – Durante evento no comitê político do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que não irá comparecer ao primeiro embate do segundo turno. O presidenciável disse, por outro lado, que a equipe de campanha ainda vai avaliar a presença no último debate antes do segundo turno. O encontro organizado pela TV Globo está marcado para o dia 23 de outubro.

— Não vou, não está previsto ir nesse debate domingo. Estamos analisando, quem vai dar a palavra final será minha equipe técnica, de ir ao último debate — disse Flávio.

De acordo com o Grupo Bandeirantes, o debate será realizado no próximo domingo, 18 de outubro, a partir das 20h. Conforme previsto nas regras do debate, caso algum candidato não compareça, o púlpito ficará vazio.

Relatório do TSE não identifica notícias falsas citadas por Flávio no canal “Exército do Lula”

Canal “Exército do Lula” é registado no TSE e volta ao centro da disputa eleitoral

TSE manda Flávio Bolsonaro apagar vídeo enganoso sobre ato de Lula na Paulista

Nunes Marques suspende circulação de jornal sindical que compara propostas de Lula e Flávio