FHC agiu com franqueza, ao reconhecer que a reforma de Collor possibilitou o sucesso do Plano Real

Temer, Collor e FHC debateram os rumos do país em programa da TV Conjur

Vicente Limongi Netto

Considero um absurdo, indignidade e mesquinharia o fato das pesquisas eleitorais omitirem o nome do ex-presidente e senador Fernando Collor. Diante da canalhice, lanço a pergunta: quem tem medo de Collor de Mello? Nessa linha, a meu ver, entre todos os candidatáveis e presidenciáveis de si mesmo, obscuros e fanfarrões, colocados na rinha presidencial, Collor é, disparado, o homem público mais preparado e mais qualificado para novamente exercer a chefia da nação. 

FHC RECONHECE – Em recente programa na TV Conjur, do site Consultor Jurídico, com Fernando Collor e Michel Temer, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reconheceu que graças ao plano econômico do governo Collor foi possível incrementar o Plano Real.

Nessa mesma linha, números da Fundação Casper Líbero revelam que a abertura da economia brasileira ao mercado internacional modernizou os variados segmentos da indústria. Ou seja, Collor tirou o Brasil das amarras do atraso. 

Na área da saúde, a Unicef elegeu como os melhores do mundo, em 1991, os programas de saúde pública, “Agentes comunitários de saúde”, “Parteiras legais” e “Erradicação do Sarampo”. A OMS declarou que de 1990 a 1993, foram os anos em que o Brasil teve o número mais baixo de doenças de crianças. 

OUTRAS CONQUISTAS – Em 1993, a ONU destacou o projeto “Minha Gente”, com o prêmio “Modelo para a humanidade”. No governo Collor, foi promulgada a Convenção Internacional dos Direitos da Criança. Com Collor, o SUS tinha 498 mil leitos. Em 1990, graças aos acordos internacionais firmados por Collor, os cartões de crédito brasileiros passaram a ser aceitos em todo o planeta.

Com a abertura do mercado, empresas passaram a ter o Certificado Internacional de qualidade ISO 9000. Leis do governo Collor permanecem em vigor, como o Código de Defesa do Consumidor e o Estatuto da Criança e do Adolescente.

REUNIÃO MUNDIAL NO RIO – Por iniciativa do governo Collor, realizou-se, no Rio de Janeiro, o primeiro encontro mundial sobre o meio ambiente, com a participação de mais de 100 de chefes de Estado.

O certame alavancou a preocupação mundial a respeito do tema. Creio, por fim, que Collor agiu bem, com altivez, sinceridade e dignidade, pedindo desculpas pelo confisco da poupança. Seu gesto foi alvo de elogios e cotoveladas. Reações   naturais de liberdade de expressão. 

Todas as torpes acusações de corrupção de seus levianos detratores foram repelidas, em dois julgamentos pelo STF. Collor é o único homem público brasileiro com dois atestados de idoneidade firmados pela Suprema Corte. Belo dia o legítimo e fiel relato da história republicana fará justiça ao ex-presidente e atual senador.

NO DIA DAS MÃES – Bolsonaro reagiu com palavrões por ter sido subestimado e colocado em segundo plano pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na CPI da Covid, que afirmou, taxativamente, que “o vírus da covid é o único inimigo do Brasil nesse momento”. 

Por fim, vamos baixar o tom para lembrar que este domingo é um Dia muito Especial. Mãe é o refúgio da alma. O encanto sorrindo. O amor infinito. A voz da maturidade. A presença iluminada. O caminho da sabedoria. O afago da luz divina. A ponderação cativante. A firmeza dos sentimentos. A amiga verdadeira. A proteção acolhedora. A bondade nos olhos. A sublime ternura. A sábia conselheira. A sombra do aconchego. O rosário de virtudes. Tudo isso e muito mais.

Flávio Bolsonaro e Caio Andrade, dois nomes que merecem ser punidos e depois esquecidos

Mais uma vez, Flávio Bolsonaro demostra ser preconceituoso

Vicente Limongi Netto

Guardem os nomes da famigerada, patética, repugnante e medonha dupla: senador (vá lá, vá lá…) Flávio Bolsonaro e Caio Mario Paes de Andrade, indicado pelo parlamentar para ser secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério Público. Função pomposa. Mas exercida por um desprezível asno  que chamou servidores públicos de “espertinhos”.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, o famoso “rei” das rachadinhas à época da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, é aquele mesmo que comprou mansão em Brasília por 6 milhões de reais. Desesperado, tentando livrar o couro do pai, o infame Flávio desdenhou  das mulheres, em infeliz e estúpida declaração na CPI da Covid. 

LAVAR A BOCA – Na “opinião” do boçal Flávio, as mulheres “já foram mais respeitadas e indignadas”. Os dois grosseiros, senador e secretário, precisam lavar a boca com palha de aço e detergente, antes de insultar as mulheres e os servidores públicos. e mulheres. Beócios, arrogantes e engravatados, bem merecem o repúdio e a indignação dos brasileiros de bem. #fora,estúpidos.

Mudando de assunto, os ex-presidentes da OAB Nacional merecem ser lembrados nas comemorações dos 87 anos da entidade. Nomes como Bernardo Cabral, Reginaldo Oscar de Castro e Ophir Cavalcante, entre outros, honraram a Ordem dos Advogados do Brasil. Exerceram o cargo com altivez, bravura, dignidade e patriotismo. Merecem ser homenageados.

DEU NO CORREIO – Alguns assuntos da edição do Correio Braziliense despertam muito interesse. Por exemplo, o ministro da Justiça, Anderson Torres, pergunta, com laivos irônicos: “A CPI tem que ter um objetivo concreto, vai investigar exatamente o quê?”. A seguir, o desarticulado ministro acena com loas ao governo: “Vamos investigar quem viabilizou os recursos para o combate à pandemia? Preciso entender melhor essa CPI”.

Nessa linha, creio que o editorial do jornal, “O que o Brasil espera da CPI”, responde com clareza e exatidão, às pungentes dúvidas do ministro da Justiça: “O Brasil não quer politicagem. Quer saber se ações e omissões de agentes públicos contribuíram para agravar a tragédia que já ceifou mais de 400 mil vidas no país. E se cometeram crimes, que sejam punidos. É esse o ponto que interessa”.

BRASIL LASCADO – Por fim, tratando do BBB 21,sob o título ” O Brasil tá lascado”, no caderno Cidades,  o excelente colunista Alexandre de Paula derrama-se em elogios ao brother Gilberto.

Endosso até as vírgulas do Alexandre. O pernambucano é cativante. Porém, como assíduo telespectador do programa,  jogo minhas fichas, admiração, votos e  torcida pelo primeiro lugar, na extraordinária paraibana Juliette. O terceiro lugar, acredito que ficará com o “entediante” Fiuk, como definiu Alexandre. O que, convenhamos, já é demais para o caminhão do filho do romântico Fábio Júnior e irmão da bela Cleo.

Tropa de choque do Planalto faz o possível e o impossível, mas a CPI segue em frente

Randolfe Rodrigues, vice-presidente, Omar Aziz, presidente, e Renan Calheiros, relator da CPI Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Omar Azis teve de falar grosso para controlar os bolsonalistas

Vicente Limongi Netto

Em alguns tópicos relacionados com a CPI da Covid 19, o destaque é que três notórios senadores fantoches do governo – Marcos Rogério, Jorginho Mello e Eduardo Girão – fracassaram na manobra de recorrer ao Supremo Tribunal Federal para colocar um relator amestrado para conduzir os trabalhos da CPI. Quanta besteira, Manuel Bandeira, diria Helio Fernandes.

Desfeita prontamente pelo ministro Ricardo Lewandowski, a manobra é uma constatação de que o desespero entrou de vez nos gabinetes poderosos do Palácio do Planalto.

BATENDO CABEÇA – Ministros e assessores incompetentes, ineficientes e incongruentes batem cabeça. Destrambelhados. Metem os pés pelas mãos. Preferem agredir e ameaçar. Perdem tempo. Isso não cola com Renan Calheiros, Randolfe Rodrigues e Omar Aziz.

O trio que comanda a CPI está mais interessado em trabalhar por resultados que indiquem as mazelas e omissões do governo no combate ao coronavírus. “Quem for podre, que se quebre”, avisou Omar Aziz.

Sábios de barro que rodeiam Bolsonaro deveriam botar nas cabeças ocas que a CPI da Covid não vai esmorecer, recuar nem colocar problemas embaixo do tapete.

MITO CARNAVALESCO – Bolsonaro, o mito de barro, chamou a CPI da Covid de “carnaval fora de época”. E o povo adora carnaval. É a válvula de escape dos brasileiros em tempos difíceis. Deveria ter carnaval e copa do mundo todo mês, ensinava o mago (sem aspas) Golbery do Coutto e Silva.

Fantasiado de vacina, o povão vai sambar, pular e cantar durante a CPI. Enquanto negacionistas vão acender velas, contristados, na quarta-feira de cinzas do enterro do governo.

O presidente da CPI, senador Omar Aziz, colocou freio nos açodados, pretensiosos e arrogantes fantoches palacianos, cuja missão é atrapalhar e evitar possíveis convocações que possam trazer embaraços ao mito de plástico.

MANOBRA FRUSTRADA – Outra torpe e infame tarefa dos office-boys de Bolsonaro foi insistir em desacreditar e provocar o relator Renan Calheiros. O presidente Aziz foi taxativo com os patetas. Disse que a CPI é maior e mais importante do que ele, do que o vice-presidente e também mais importante do que Renan Calheiros. E perguntou aos áulicos de Bolsonaro: “Vocês têm medo da CPI ou do Renan Calheiros?”.

A seu ver, todos os senadores são iguais. Não tem ninguém melhor do que o outro. Embora alguns sem noção se achem. Aziz é duro na queda. Experiente e acostumado a batalhas árduas. Não tem medo de cara feia. Há 40 dias perdeu um irmão com a Covid. Mesmo assim, não demonstra rancor.

QUADRO MEDONHO – A CPI da Covid mostra como é medonho o quadro de muitos dos atuais senadores. Medíocres e deslumbrados reféns da parte podre das redes sociais. Falam montes de besteiras e logo são apoiados e estimulados pelos covardes do gabinete do ódio e seus canalhas robôs.

Lamentável que na difícil quadra atual, um despreparado e patético time de senadores cubra de vergonha parlamentares que engrandeceram a Câmara Alta, como Bernardo Cabral, Petrônio Portela, Marcos Freire, José Sarney, Henrique La Roque, Afonso Arinos de Melo Franco, Franco Montoro, Lauro Campos, Flávio Brito, Heráclito Fortes, Albano Franco, Edison Lobão, Josafá Marinho, Teotônio Vilela, Arnon de Mello, Henrique Santillo, Paulo Brossard, Paulo Torres, Antônio Carlos Magalhães, Arthur Virgílio Filho, Artur Virgílio Neto  e Nelson Carneiro.

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P.S.  – Estarrecedora e patética mesquinharia e covardia da OAB de São Paulo, cassando a carteira de advogado do ex-governador José Maria Marin. Em casa, fragilizado pela doença e pela idade avançada, sem advogar há anos, por que humilhá-lo? (V.L.N.) 

Pior do que a canalhice de Wajngarten, só a candidatura de Kajuru a presidente da República…

Para entender Kajuru | UOL Esporte

“Se Huck é candidato, também posso ser”, diz Jorge Kajuru

Vicente Limongi Netto

Não há como discordar da opinião de graduados do Palácio do Planalto (Folha, Mônica Bergamo – 24/04), segundo a qual a entrevista do ex-secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, para a Veja foi uma colossal “canalhice”. É sempre desprezível, ingrato e covarde quem sai atirando e cuspindo no prato que comeu, lambendo os beiços.

Mas o Brasil está salvo. Surge altivo e serelepe na rinha presidencial, como candidato de si mesmo, o alvissareiro senador Jorge Kajuru. Na cabeça, além de dois neurônios, um com dengue, outro com sarampo, uma imprescindível melancia para se fazer notar.

FILME PREMIADO – “Cora Coralina- Todas as vidas” foi agraciado com a Margarida de Prata da CNBB, na categoria documentário longa-metragem.

Produção de Márcio Curi, Beth Curi e Carmen Flora. Direção de Renato Barbieri, com Joana Limongi na função de primeira assistente de direção. No elenco, Walderez de Barros, Tereza Seiblitz, Beth Goulart, Maju Souza, Zezé Motta e Camila Márdila.

Nossa querida Joana fala com entusiasmo de Cora Coralina: “A trajetória da vida de Cora Coralina, sua obra e visão do mundo fazem dela uma das personagens mais ricas e inspiradoras de nossa história”.

61 ANOS DA CAPITAL – Aplaudindo com entusiasmo o teor do editorial “A Brasília do futuro” (Correio Braziliense – 21/04) salientando o vigor dos 61 anos da capital federal, recordo trechos de depoimento que dei ao Correio na edição de 21 de abril de 1980, ao lado de outros jornalistas, como Hélio Doyle, Roberto Macedo e Alfredo Obliziner (já no céu), pelos 20 anos da capital federal.

O tempo voa, mas as palavras ficam. Muitas delas sempre presentes. Que precisam ser cobradas e salientadas:  Confio num futuro cada vez mais digno e melhor para todos que aqui vivem; mais sorte, com mais oportunidades para a maioria. Mas, para isso, mãos à obra! Nada cai do céu, a não ser chuva. 

ORDEM E RESPEITO – Que impere o sentimento de ordem. Não só no lar, mas na escola, no convívio com a sociedade. Dentro do respeito à lei, dos direitos humanos, no amor ao futuro e no acatamento aos conselhos do passado. Que diminuam as injustiças. Estas liquidam com as esperanças da juventude, que, como refugo, acolhe-se no torpor do vício, para anestesiar os espinhos de desencantos.

Os governantes precisam lutar para acabar com isso. Sendo Brasilia a capital do país, suas responsabilidades com a comunidade naturalmente ficam redobradas.

Quando falo de governantes, incluo o Presidente da República e ministros de Estado e de Tribunais Superiores.

OUVINDO O POVO – Politicamente, creio que o povo de Brasília precise ser ouvido e cheirado. Não concebo reformas sem a aquiescência do povo, sem o pronunciamento da maioria.

O candango não merece os ventos da abertura? Entre o governo de Brasília e a comunidade, a afinidade deve ser, sempre, mais ampla e aberta. Os interesses se conciliam. Da mesma forma as contrariedades e prejuízos. 

Entremos nessa. Dando o que o povo quer, Brasília ficará melhor. A recompensa maior, no caso, será para nossos filhos.

COVARDIA PUNIDA – Exemplar sentença da justiça norte-americana, condenando com 40 anos de cadeia o policial covarde que matou por asfixia, o cidadão George Floyd. Pena que a justiça brasileira também não seja rigorosa para maus policiais que assassinam implacavelmente, sem dó nem piedade, crianças, adolescentes e adultos. 

Por fim, uma homenagem ao brasileiro que transformou o futebol no esporte mais importante do mundo. Será celebrada uma missa em ação de graças pelos 100 anos do Dr. João Havelange, na Paróquia de Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, no dia 09/05/2016, às 19 horas.

Salve o nosso guerreiro ninja centenário!

Presidente da CPI da Covid, Omar Aziz, avisa que todos os podres serão levados a público

O senador Omar Aziz: 'São Paulo, por acaso, está vivendo um mar de rosas?'

Governadores e prefeitos também erraram muito, afirma Aziz

Vicente Limongi Netto

Bolsonaro terá pesadelos com o trio de senadores, escolhidos para os principais cargos na CPI da Covid: Omar Aziz, Renan Calheiros, e Randolfe Rodrigues. São calejados, têm espírito público e jogam duro. Não alisam. Não darão trégua. E vão exigir punições severas aos maus brasileiros que desonram as funções que ocupam.

É o que clama a nação, indignada, sofrida, humilhada, penalizada, desorientada e desesperada. Sem vacinas suficientes e passando necessidades. Orando pelos 360 mil brasileiros que partiram. Clamando por trabalho e sustento. 

HORA DA VERDADE – O jogo político não é para amadores.  “Quem for podre, que se quebre”, alertou Omar Aziz, senador pelo Amazonas. Diz que a CPI não pode virar palanque eleitoral. Sob pena de cair no ralo do descrédito. Muito menos ser instrumento de caça às bruxas. 

Porém, a tropa dos exaltados não esquecerá do imenso rosário de sandices, deboches e insultos de Bolsonaro à ciência, à covid-19, e aos adversários. A CPI cobrará explicações. Aqui se faz, aqui se paga. É bom que o presidente continue pedindo socorro ao Todo Poderoso. A batata dele vai assar. E o couro virar pandeiro para as eleições de 2022.

EU E MEU ATOR – Qual o ator que você gostaria que fosse seu biógrafo no cinema? A pergunta foi feita, em tom de doce brincadeira, aos profissionais da Globonews. No programa Estúdio 1. Para divertir. Arejar e relaxar a cabeça. Diante do estafante e massacrante noticiário da pandemia. Além da miséria e da fome que assolam e humilham o Brasil. 

Valdo Cruz, que de bobo não tem nada, escolheria o bonitão George Clooney. Natuza Nery ficaria contente com Flávia Alessandra.  Maria Flor aceitaria, numa boa, a bela Letícia Spiller. A pergunta bombou nas redes sociais. Todos tirando onda e escolhendo seus intérpretes preferidos. Afinal, sonhar é de graça. Mas o programa conduzido pela sorridente Maria Beltrão acabou sem revelar mais personagens famosos e seus respectivos biógrafos.

MINHAS SUGESTÕES – Assim, para manter a alegria da galera, revelarei, com absoluta exclusividade, novos nomes e seus intérpretes na emocionante e luxuosa caça aos biógrafos:  

Heraldo Pereira (Lázaro Ramos), Cláudia Bomtempo (Camila Pitanga), Eliane Cantanhede (Carmen Lúcia), Bolsonaro (João Dória), Jorge Kajuru (Flávio Bolsonaro). Juca Kfouri (Deltan Dallagnol); Lula (Sérgio Moro); Rodrigo Pacheco (Davi Alcolumbre); Randolfe Rodrigues (general Heleno); Willian Bonner (Eduardo Pazuello); André Mendonça (Bispo Macedo), Fernando Gabeira (Chico Buarque), Cesar Trali (Datena), Gerson Camarotti (Galvão Bueno), José Sarney (Merval Pereira), Flávia Arruda (Renata Vasconcelos), Ibaneis Rocha (Jô Soares), Fausto Ribeiro (Ronaldo Fenômeno), Chico Vigilante (Marcelo Queiroga), Alysson Paulineli (Silvestre Gorgulho), Arthur Lira (Eduardo Bolsonaro), Ivete Sangalo (Cláudia Raia),  Cláudia Leite (Juliette) e Fernando Henrique Cardoso (Dadá Maravilha).  É ou não é um elenco de fofos?

Com 25 anos de antecedência, Bernardo Cabral previu uma crise que agora nos atinge

Infelizmente, Bernardo Cabral avisou, mas não foi ouvido

Vicente Limongi Netto

Hoje, quando a escassez de água torna-se um tormento para governantes e população, inclusive aqui em Brasília, vale recordar que há 25 anos, como senador, palestrante e escritor, Bernardo Cabral já ponderava e alertava sobre o assunto.

“É preciso colocar-se na agenda da humanidade, como questão central, a falta de planejamento e racionalidade no uso dos recursos hídricos, uma constante que começa a ameaçar o abastecimento adequado”, dizia ele.

Como senador, Bernardo Cabral foi relator, em 1997, da lei que criou a Política Nacional dos Recursos Hídricos. Em 2000, foi, também, relator no senado da lei que criou a Agência Nacional de Águas.

CRISE HÍDRICA – Em 2004 Cabral continuava na sua pregação, no Brasil e no exterior, chamando a atenção para a crise hidrica. O ex-ministro da Justiça e ex-senador antevia que o Brasil teria imensas dificuldades para lidar com o tema:

“A falta de planejamento e racionalidade no uso de recursos hidricos não é, por certo, uma caracteristica isolada das grandes cidades, mas, sim, uma constante em todo o Brasil, que começa a ameaçar o abastecimento adequado dos vários aglomerados urbanos”, salientava Bernardo.

Em suas manifestações, Cabral destacava que “a mãe de toda a vida na terra é a água. Dela surgiu a vida. Dela a vida se nutre”. Cabral tem diversos livros tratando de recursos hÍdricos, todos com edições esgotadas.

GRANDIOSO FUTURO – Promovida a ministra da articulação política, a deputada Flávia Arruda tem grandioso futuro político pela frente. Discreta, elegante e com posições firmes.

Com gabinete no Palácio do Planalto. Mesmo depois da pandemia será precavido e saudável que Flávia continue usando máscara. O ambiente do Palácio do Planalto não é dos mais sadios.  No dia que foi empossada Flávia levou as filhas. Risco enorme para a saúde das jovens. 

Flávia tem a dura missão de lidar com politicos e com Bolsonaro. Aquela flor de pessoa. Muitos deles sem escrúpulos. Gananciosos. Estúpidos e machistas. Sempre atrás de cargos e emendas($$$$$$). Claro, todos empenhados em salvar o Brasil das imensas crises que mergulhou. Atoleiro completo.

GOELAS PROFUNDAS – Reitero o que escrevi aqui na Tribuna da Internet, há 1 mês. Membros do famigerado Centrão odeiam dieta. Têm goelas profundas. Comem e lambem os beiços. Coitado do Bolsonaro se não atender as demandas dos puríssimos parlamentares do Centrão. Por sua vez, a ministra Flávia Arruda surge no jogo como futura candidata a vice na chapa de reeleição do governador Ibaneis Rocha. Ou disputará  o senado.

O operoso senador Reguffe não encontrará moleza na campanha para reeleger-se. Trabalha com dedicação e eficiência pela coletividade. Mas sabe que a famosa e inescrupulosa máquina administrativa virá com a caneta cheia de tinta. Luta árdua.

Até lá aparecerão candidatos de si mesmo. Que nunca fizeram nada de produtivo pelos brasilienses. Como aquele ministro demitido do MEC, pelo telefone, por Lula. Sem noção. O atual vice de Ibaneis, Paco Brito, é outro zero à esquerda e dois zeros a direita. Inútil engravatado.

SEM NEURÔNIOS – Coloquem no liquidificador os neurônios dos notáveis patetas Bolsonaro e senador Jorge Kajuru. Misturem com palha de aço, papel higiênico, água suja, fralda geriátrica, detritos do esgoto, lixo hospitalar e detergente. Batam até a instalação da CPI da covid 19. Passem no coador.

O resultado não poderia ser outro: 10 litros de lama com cheiro de demagogia, estupidez, arrogância, sandice, inutilidade, cretinice, fanfarrice e mediocridade. #boçais.

Ao agredir a CPI e seus ministros, Bolsonaro cava o buraco de seu impeachment

Charge do Duke (domtotal.com)

Vicente Limongi Netto

Na quadra trágica e desesperadora da pandemia, com mais de 330 mil mortos, instalar a CPI da covid-19 é “ponto fora da curva”. Tem razão o presidente do Senado e do Congresso, senador Rodrigo Pacheco. Decisão jurídica é para ser cumprida. Virtual ou presencial. Não importa. O vírus não vê cara nem coração.

Bolsonaro acordou do tombo. Sabe que a CPI não é para adquirir vacinas. Nem vai estancar as crescentes mortes pela covid. Vai funcionar namorando com a perspectiva do impeachment. Bolsonaro é crescidinho.

SANGUE NOS OLHOS – O bicho vai pegar. Prepare o couro. A oposição quer palanque visando as eleições de 2022. Com sangue nos olhos e cotoveladas para ver quem merecerá mais migalhas da mídia.  Bolsonaro que trate de juntar seus vassalos porque a batalha será árdua. Fortes trovões e relâmpagos rondarão o Palácio do Planalto.

Bobagem Bolsonaro jogar pedras no ministro do STF, Luís Roberto Barroso, que determinou a criação da CPI. Bolsonaro que junte os trapos das sandices e trapalhadas com as quais humilhou o Brasil e os brasileiros.

Debochou da ciência, da covid e insultou adversários. Bote um esparadrapo na boca e comece a agir, com firme e determinação, por vacinas que imunizem a maioria dos brasileiros. Mea culpa também serve para quem tem coração e alma e pensa no bem estar da coletividade.

DUPLA SEM NOÇÃO – Dois desastrados e patéticos ex-ministros com pretensões eleitorais em 2022. Dupla sem noção. Ernesto Araújo, para deputado federal, por Brasília, e Eduardo Pazuello, para governador, pelo Amazonas.

Os amazonenses não esquecem a famigerada gestão de Pazuello no Ministério da Saúde. Levando agonia, dor e desespero a milhares de famílias. 

A bancada do Distrito Federal, que já é ruim, vai piorar, elegendo o nefasto Araújo. O vergonhoso diplomata será outro vassalo de Bolsonaro e Pazuello,  por sua vez, também sonha com o apoio de Bolsonaro. Vai chegar um dia que Bolsonaro não elegerá nem vigia noturno de edifício. Nas eleições para prefeito de Manaus, o candidato do “mito”, então superintendente da  Suframa, chegou em último lugar. Apoio do contra é isso.

MAIS UM MEDÍOCRE? -Tomara que  Bolsonaro não erre novamente, indicando  para a Suprema Corte outro medíocre como Kassio Marques Nunes.

O bom senso espera que, desta vez, o presidente escolha nome qualificado,  à altura da competência do decano  Marco Aurélio Mello, que se aposenta em julho. #xôcapachos

Na loucura nossa de cada dia, o brasileiro tem de ir adiante, também enlouquecidamente

Julian Rodrigues: Parem de chamar Bolsonaro e filhos de loucos, debiloides; os nossos doentes mentais são gente do bem

Bolsonaro podia ser louco manso, mas prefere ser agressivo

Vicente Limongi Netto

Realmente somos loucos. Para internar. Louco quem acorda com a suavidade de motosserras, britadeiras, marteladas, furadeiras, latidos e vendedores de gás. Louco é conviver com trapalhadas do inquilino do Palácio do Planalto. Loucura é ouvir bajuladores, calhordas, demagogos e mentirosos na televisão. A pandemia, a ansiedade, a irritação e a depressão aumentaram a loucura. Loucos irados e pseudos sabidões são analistas de futebol.

O trânsito caótico enlouquece. Loucos passeiam com cães brabos sem focinheira. A violência e a insegurança também flertam com a loucura.  Ficamos mais loucos com a alta dos preços de tudo. Louco e criminoso são golpistas no auge da pandemia. Somos todos loucos por continuar lutando.

LOUCURA DO “MITO” – Mais loucos ainda são os que votaram no falso e destemperado “mito”. É desesperadora a dor dos loucos desempregados, sem condições de alimentar os filhos. Loucos abençoados são médicos, enfermeiros, motoristas de ambulâncias, vigilantes, fisioterapeutas, terapeutas e maqueiros. Estraçalham as próprias vidas para salvar a vida dos outros.

Árbitro de futebol é do tipo louco sádico. Irrecuperáveis são os loucos engravatados, felizes por taxar inativos e aposentados. Procuro classificação para os loucos que correm risco da vida nas esburacadas rodovias.

Louco estúpido não usa máscara. Louco pateta é o motorista que não liga a seta quando vai mudar de faixa. Loucos e canalhas são os que assassinam mulheres. Precisam ser castrados e enjaulados.

TAXAS ENLOUQUECIDAS  – Os juros altos contribuem para a loucura coletiva. Pelo diagnóstico médico da insanável loucura do governo, constata-se que vamos todos morrer loucos e sem vacinas.

Mais de 300 mil mortos humilham e deixam todo o Brasil indignado e louco.

Quando finalmente a pandemia for embora, levando maus homens públicos que debocham da ciência e da vida, nos renderemos, então, à loucura prometida e abençoada por Deus.

BRANCALEONE-  Sem querer tirar onda com o experiente William Waack e já tirando (Estadão Tribuna da Internet-2/4, e Jornal de Brasilia), porque chamou Bolsonaro de “Capitão Brancaleone”, devo registrar, com rigorosa humildade, que no meu artigo, aqui na Tribuna, dia 24 de março, abro o texto assim: “Parece piada de humor negro: o exército do presidente Brancaleone com a turba ignara de arrogantes serviçais…”.

Artigo publicado com a mesma foto do artigo do Waack. De leve, ensinava Ibrahim Sued, o “turco” bem informado que se proclamava “imortal sem fardão”. Autodidata. Exigente com a informação. Saudades dele. Fomos bons amigos. Época gloriosa em que fui chefe de redação (lembra, Werneck?) da sucursal do Globo, em Brasília.

BOMBA! BOMBA! – Naquele tempo, os setoristas de O Globo em Brasília eram pautados para conseguir alguma notícia exclusiva para o programa que Ibrahim fazia, altas horas da noite, na TV Globo. Muitas vezes, o próprio Ibrahim é quem telefonava para recolher comigo os “furos” que ele antecipava.

Tempos sem celulares e internet. Dureza. Matérias passadas para o Rio por telex. Fotos transmitidas por telefoto. Muitas vezes alguém precisava ir ao aeroporto em busca de passageiro embarcando para o Rio de Janeiro, para levar material a ser entregue a funcionário do jornal aguardando no Santos Dummont ou no Galeão. Era gostosa e fascinante a vida de redação. A nossa era pequena, mas unida e competente.

FICAR NO BANCO… – Bolsonaro agiu com firmeza, ao assinar decreto mantendo a nomeação do presidente do BB Consórcio, Fausto Ribeiro, para novo presidente do Banco do Brasil (Correio Braziliense- 02/04). Fausto Ribeiro é valoroso servidor de carreira. Jovem e competente.

Críticas desapontadas e iradas contra a nomeação dele não procedem. São inócuas e preconceituosas. Depõem contra a credibilidade, respeito e estímulo que todos os servidores do Banco merecem e exigem.

Fora das atividades profissionais, Fausto é fascinado por futebol. Bom “peladeiro”. Sabe o perfume que a bola gosta. Agora, como presidente do Banco do Brasil, arrumar hora de folga para bater uma bolinha será difícil. O próprio Fausto admite, brincando com o trocadilho: “Agora não jogo mais. Fico no banco”.

Entre o ex-presidente Lula ou o atual Bolsonaro, ninguém sabe quem é o mais “mascarado”

Jair Bolsonaro comanda sua versão do Exército Brancaleone

Vicente Limongi Netto

Parece piada de humor negro:  o exército do presidente Brancaleone com a turba ignara de arrogantes serviçais, os irmãos metralha e ele próprio, passaram a usar máscara. Autêntico teatro de negacionistas dissimulados. Precisou Lula voltar das trevas usando máscara e incentivando a vacinação, para despertar as almas insensíveis de plantão no Palácio do Planalto.

Antes, o deplorável ministro das Relações Exteriores e patética comitiva, que incluiu Eduardo Bolsonaro, passaram vexame em Israel. Foram obrigados a usar máscaras.  

ARTIGO DE LUXO – Durante um ano os canastrões debocharam das normas sanitárias e da importância do uso da máscara. E a vacina é escassa. Tornou-se artigo de luxo. O imaculado filho senador aproveitou a deixa, tirou 6 milhões da poupança e comprou uma suntuosa casinha no Lago Sul.

Desde sempre, o mito de barro desdenhou da pandemia, chegando ao cúmulo de chamar a covid-19 de “gripezinha”. Depois, colecionou pilhérias ridículas, como “quem vacinar, “vira jacaré”.

Grosseiro, boca suja, sem educação, um dos filhinhos do Brancaleone mandou enfiar a máscara naquele lugar. Todo esse oceano de parlapatices e sandices por obra e graça daqueles que têm obrigação de oferecer bons exemplos e respeito ao próximo, enquanto centenas de milhares de famílias brasileiras são massacradas e infelicitadas pela covid. #repugnantes.

FORO PRIVILEGIADO – Para que Eduardo Pazuello não perca o foro privilegiado, Bolsonaro meteu na cabeça que  precisa arrumar alguma nova função para o ex-ministro da saúde. É do temperamento do presidente não deixar amigo na chuva.  Sugeriram a Bolsonaro a presidência do Banco Central ou da Petrobrás. O presidente recusou, alegando que o coitado do ex-ministro anda estressado. Trabalhou duro no ministério da Saúde. Precisa descansar o esqueleto. Pegar um batente mais leve. Nessa linha, o chefe da nação tem recebido pencas de sugestões. Analisa todas elas. Com carinho, zelo e espírito público.

Na lista de Bolsonaro consta: diretor da frota de veículos do Palácio do Planalto; capelão do Alvorada; diretor do setor das máscaras, luvas e álcool gel do Ministério da Economia;  administrador do serviço médico do Planalto; diretor da usina de lixo de Brasília; conselheiro especial do governador João Dória; salva-vidas da piscina do Alvorada;  chefe da segurança pessoal do presidente da Câmara, deputado Arthur Lira; gerente do hotel de turistas em Fernando de Noronha; chefe da guarida  do condomínio onde mora Bolsonaro, na  Barra da Tijuca;  diretor administrativo do Ninho do Urubu, sede do Flamengo; comandante militar no Haiti;  chefe de gabinete do vereador Carlos Bolsonaro; consultor financeiro de Fabrício Queiroz; e, por fim, estagiário da TV-Globo, para trabalhar na equipe de William Bonner.

Nessa terça-feira, após a posse de Queiroga, diziam em Brasília que Pazuello iria trabalhar com o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, que não faz nada e está precisando de alguém para ajudá-lo nessa função.

BIG BROTHER REAL – Serão realmente bem-vindos, saudáveis e esperançosos bons tempos para o Brasil, se o novo ministro da Saúde, o paraibano Marcelo Queiroga, espelhar-se na conterrânea dele, Juliette, participante do BBB-21.

A advogada Juliette defende suas opiniões com firmeza, clareza e lucidez. Não abre mão de suas convicções.  Não se omite. É autêntica e respeitada no jogo. Trata todos bem, mas não admite servir de boi de piranha para ninguém. A propósito, alguns participantes do BBB não admitem a sagacidade e a inteligência de Juliette.

A bolsonarista Sarah, por exemplo, comanda o patético e covarde espetáculo de inveja contra a paraibana. Hilários tiros no pé.  Não é à toa que Juliette tem 15 milhões de seguidores nas redes sociais. Vai comendo o jogo pelas beiradas.

Desprezo pelas vítimas da covid mostra que o coração de Jair Bolsonaro é frio e insensível 

Governadores ignoram Bolsonaro e dizem que manterão serviços fechados |  Poder360

Jair Bolsonaro se comporta com uma frieza impressionante

Vicente Limongi Netto

Lamentável e triste que o presidente Jair Bolsonaro não tenha se manifestado, “sem emitir sequer uma nota de pesar”, pela  morte do senador Major Olímpio, conforme registrou a colunista Denise Rothenburg, no Correio Braziliense deste sábado (20/03).

Pelas atitudes patéticas, insensíveis, destrambelhadas,  grosseiras, desagregadoras, bizarras e debochadas do chefe da nação desde que começou a quadra dantesca da pandemia, isso mostra, a meu ver, que a facada da qual foi vítima o então candidato à Presidente da República serviu apenas para alimentar forte apelo eleitoral. O coração de Bolsonaro continua é frio e insensível.

Na verdade, o presidente é dominado pelo rancor e pela amargura. Sua falta de desprendimento, sinceridade e gestos de grandeza do presidente vem refletindo negativamente na vida desse tumultuado e infeliz Brasil. Não é o país que sonhamos para nossos netos.

UMA BOA NOTÍCIA –  Quero participar das homenagens no próximo sábado, dia 27, ao jurista, acadêmico, professor, ex-ministro, ex-senador, cidadão do mundo Bernardo Cabral, que completa 89 anos de idade.

Cabral pode olhar para o passado e ver que o tempo não se foi em vão. Pelo caminho, deixou marcos de realizações que representam contribuições para o Brasil e para a coletividade.

Mais um aniversário de Bernardo Cabral é sempre uma data cheia de significados. Espero que o Brasil possa contar com o talento e a experiência de Cabral por muitos anos.

UM NOVO LIVRO – Bernardo Cabral encontrou tempo, na avassaladora pandemia, para lançar novo livro, “Você Sabia?”. Pelo selo da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas. Coordenação editorial de Júlio Antônio Lopes e capa e projeto gráfico de Carlos Melo.

Bernardo explica que “jamais imaginei o século 21, exatamente em 2020, que seria eu, a contragosto, com minha mulher, Zuleide, filho Júlio, netas e bisnetas, espectadores desse brutal covid-19”.

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HELIO FERNANDES SABIA QUEM É BERNARDO CABRAL

Nessa linha, recordo, com prazer, o que o nosso amado e saudoso Helio Fernandes escreveu sobre Bernardo Cabral em março de 2010. 

“Bernardo Cabral representou sempre o Amazonas pensando no Brasil. Cultura notável, títulos e mais títulos na sua área de advogado e jurista, mas em outras, bastante diversas, diversificadas, diferentes. É brilhante em todas.

No dia 26 de março de 1981, às 4 da madrugada, quando a Tribuna ia pelos ares, Bernardo logo estava lá diante dos escombros, lamentando e revoltado. Ao lado de Sobral Pinto, doutor Barbosa Lima, meu amigo Alceu Amoroso Lima e tantos outros. 

Cassado, não recuou. Quando foi descassado, fez carreira notável. Agora, no Amazonas, foi convidado a voltar ao Senado, duas vagas e apenas um vencedor, o governador. Disse NÃO, seus planos são o de viver e estar com os amigos. Esse é um objetivo já alcançado, mas que tem no mínimo, no mínimo, mais 22 anos para consolidar”

Amigos de Helio Fernandes lembram a combatividade do patrono do moderno jornalismo  

Morre o jornalista Hélio Fernandes | Jornal Tribuna Ribeirão

Helio Fernandes escreveu diariamente até o fim de sua vida

Vicente Limongi Netto

O Brasil, a democracia e a liberdade de expressão estão de luto, com a morte de Helio Fernandes. Durante a vida inteira o jornalista combateu opressores e falsos patriotas. Tinha a têmpera dos fortes e a energia divina. Foi mestre de gerações de jornalistas. Dezenas deles começaram na Tribuna da Imprensa. Alguns deles omitem o passado. São ingratos sem caráter.

Como salientou o jornalista, professor, historiador e filósofo João Carlos Feichas Martins, com toda certeza, Helio Fernandes foi “o maior símbolo, o verdadeiro Patrono do moderno jornalismo brasileiro”. 

Guardo textos de Helio Fernandes no coração das inesquecíveis lembranças. Recordo um deles, com um oceano de orgulho e satisfação na alma. Como uma condecoração inesquecível e indestrutível, e estímulo para prosseguir na batalha contra os canalhas e covardes. Encastelados em todos os setores de atividades.  Ruminando estupidez, morbidez,  intolerância, oportunismo, torpeza e hipocrisia.

“Limongi, são mais de 40 anos que lutamos lado a lado, e como dizia o apostolo Paulo, “sempre combatendo o bom combate”. Você é o único jornalista que pode dizer que já escreveu em todos os jornais do país. Pois você se habituou a mandar cartas para todos os órgãos. Do Oiapoque ao Chui, fossem de esquerda, de centro ou de direita, publicavam o que você mandava. Tinham a certeza, que tudo que precisava ser dito você dizia, e continua dizendo, sem nenhum interesse oculto. Repetindo você, continuaremos lutando e derrotando os fariseus. Abraços  e saúde. Helio Fernandes”.

Helio partiu encantado e feliz, ao encontro de dona Rosinha, a mulher amada, os filhos adorados, Rodolfo e Helinho e o irmão, Millor Fernandes.

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UM JORNALISTA ACIMA DE TUDO
José Carlos Werneck

Quero hoje aqui lembrar meu grande amigo Helio Fernandes, com quem convivi desde sempre, porque sou primo de Carlos Lacerda. Mas meu relacionamento com ele sempre foi pela paixão que nos uniu – o jornalismo. No final da vida, tendo perdido os dois filhos que abraçaram nossa profissão, Helinho e Rodolfo, e depois sua mulher, Rosinha Fernandes, e o irmão Millôr, Helio praticamente não saia de casa, mas continuamos a nos falar por telefone, porque eu moro em Brasília.

Era impressionante sua disposição, sua voz parecia de um homem de 40 anos. Acompanhava atentamente a evolução da política, assistindo as TVs a cabo especializadas, como GloboNews e CNN.

COMBATIVIDADE – Helio Fernandes sempre foi implacável em seus textos e essa combatividade fazia parte do seu gênio, integrava seu DNA, porque era apaixonado pelo que fazia e adorava polêmicas, neste ponto era muito parecido com Lacerda, seu amigo e outro gênio do jornalismo brasileiro. 

Ele perdia o amigo, mas não abria mão da verdade, embora não guardasse ódios pessoais. Suas divergências eram sempre no campo das ideias.

Era impressionante sua garra. No governo Figueiredo, quando o atentado a bomba destruiu a Tribuna da Imprensa, no dia seguinte o jornal estava nas bancas.  

MOTIVOS DE ORGULHO – Sei que nesta hora quaisquer palavras soam vazias, mas uma coisa é certa: Helio Fernandes só deu motivos de orgulho aos que com ele conviveram.

A este brilhante jornalista, quero aqui deixar minhas sinceras homenagens e grande admiração por sua bonita história de vida, desejando que seu espírito descanse em Paz, em Bom Lugar, dando uma revisada nos textos dos que ainda aqui permanecem.

A perda de um amigo sempre traz um vazio imenso, mas a certeza de que ele viveu plenamente e fazendo o que amava é motivo para preencher muito esta lacuna. Helio Fernandes não passou pela Vida. Viveu a Vida. E isso é fundamental!

Grande abraço, Helio, e continue brilhando como sempre! 

É impressionante a inveja dessa gentalha que vive atacando o senador Flávio Bolsonaro

Flavio Bolsonaro e sua mansão que é um deboche - YouTube

Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Vicente Limongi Netto

Tem razão a música de Ataulfo Alves, “a maldade dessa gente é uma arte”. É inacreditável e injusto que o imaculado senador Flávio Bolsonaro volte a ser vítima de infâmias. Não largam de mão o senador. Pura inveja. Tudo porque comprou uma casa modesta, em Brasília, por 6 milhões de reais. Uma bagatela. O filho número 01 do presidente é trabalhador. Suas finanças são uma coletânea de livros abertos. Que o diga o STJ.

Os suados trocados que ganha, através de esforços e méritos pessoais, vão direto para o cofrinho da poupança. Foi guardando todos os centavos que Flávio conseguiu comprar a casa que tanto sonhava, em bairro nobre brasiliense.  Outras fontes de renda de Flávio são rifas de empadas, coxinha, sacolé e bingos de frango assado das paróquias. 

UMA VIDA EXEMPLAR – Vende tudo o que produz, por boa grana, para padarias e mercados de Brasília e do Rio de Janeiro.  A sorte é parceira do senador. Também no amor não tem queixas. Casou com mulher bonita, dedicada e dentista conceituada.

O engenhoso Flávio também ganha bom dinheiro no jogo do bicho, dominó e nas rachadinhas da lotérica. Flávio investe com sucesso em ações. Ganha mais como investidor na bolsa de valores do que como senador. Quando o dinheiro anda curto, o senador recorre a vaquinhas virtuais. O Brasil se comove com a carência financeira de Flávio.

Graças a vaquinhas pela internet comprou a loja de chocolates em shopping de luxo, no Rio de Janeiro. Depois da pandemia o irretocável senador recorrerá ao público bondoso e cativo que cultivou nas vaquinhas. Desta vez para comprar um iate para velejar em Angra dos Reis. O parceiro de fé, Fabrício Queiroz, será presença marcante nas pescarias.  O abonado número 01 compra o que der na telha por que pode. Quem não pode, se sacode. Desde cedo carrega a lição do pai Jair, Deus ajuda quem se ajuda. Taoquei?

HELIO VACINADO – Notícia que alegrou o Brasil: Jô Soares, Pelé, Gerson e Roberto Carlos foram vacinados. Beleza. Faltou informar que outra respeitada celebridade brasileira também foi vacinada. Helio Fernandes, 100 anos de idade. Intolerável sonegação. Covarde e estúpida omissão.

Helio permanece, há anos, o maior jornalista brasileiro em atividade. Enfrentou com desassombro os excessos do regime militar. Preso, cassado e desterrado diversas vezes, em Fernando de Noronha, Pirassununga e Campo Grande. 

Dedicou a vida pela democracia e pela liberdade de imprensa. Helio jamais se omitiu. Enfrenta e enfrentou poderosos com o que tem de mais valoroso, digno e exemplar: a firmeza da palavra, a convicção da verdade, a competência da afirmação. Afixe-se e registre-se. Saúde, amigo e mestre.

Além das rachadinhas, Bolsonaro e Lira têm algo em comum, – gostam de dar coices na imprensa

Em 2 anos de governo, Bolsonaro deixa de lado ao menos 12 promessas de campanha | Jornal Alto Vale Online

Charge do Nani (nanihumor.com)

Vicente Limongi Netto

Há um ano que a tragédia da covid-19 apavora o Brasil. Dilacera famílias. Carregamos na alma a marca brutal e estarrecedora de 260 mil mortos. O sistema de saúde está em vias de entregar os pontos.  A dor passou a morar na vida da população. A escalada cruel da pandemia maltrata e penaliza. É sangrenta e tormentosa. O povo se desespera. Desgraça pouca é bobagem. Quem sobrevive, pode enfrentar sequelas e contaminar de novo.

A covid-19 caiu no colo de Bolsonaro. O chefe da nação desprezou a fúria assassina do coronavírus. Chamou a moléstia de “gripezinha”. Debocha do uso da máscara. Não cumpre as normas sanitárias. A vida de seres humanos não tem preço

COICES DE MULAS – O esporte de Bolsonaro é dar coices em políticos adversários e na imprensa. Governantes precisam acabar com o clichê “depois que a porta cai, coloca-se a fechadura”. Leis e normas devem ser severas e enérgicas. A devastadora covid-19  cobre de humilhação, tristeza e indignação os corações dos brasileiros. Pelo andar da carruagem, Bolsonaro será lembrado como omisso e incompetente, tipo #insuportável.

Bolsonaro e Arthur Lira são irmãos siameses. Pelo menos no patético e estúpido manual de jornalismo que tiveram o topete de criar. Ambos só gostam de perguntas elogiosas e simples. Se tiverem de puxar pelos miolos, desandam em grosserias. No Acre, Bolsonaro não gostou da pergunta da repórter e bradou, rodeado de áulicos: “Acabou a entrevista”.

Por sua vez, o presidente da Câmara, com a candura dos jagunços, interrompeu e encerrou a coletiva, dirigindo-se ao repórter, com uma bombástica, ultrajante e parva decisão: “Você já fez uma pergunta. É uma para cada um”. 

ORDEM DOS BAJULADORES – Acreditem. Sério. No duro, foi criado um surreal clube de bajuladores de Bolsonaro. O cativante grupo, intitulado Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil (OACB), não permitirá que Bolsonaro seja chamado de feio. Nem de ridículo ou de incompetente. Serão consideradas ofensas imperdoáveis. 

A entidade subirá nas tamancas e mandará o injusto agressor para o pelotão de fuzilamento. A punição será ainda mais severa para aquele que tiver a audácia de chamar Bolsonaro de destrambelhado.  O insolente ficará proibido de saborear pão com leite condensado. Não tomará vacina nem usará máscara. Inútil recorrer ao Papa ou ao dócil e educado deputado Daniel Silveira. 

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A LUZ DIVINA DA VACINA
Vicente Limongi Netto
Ecoam  ventos
olhares fortes
alimenta o corpo
ilumina a humanidade
o líquido incolor
viaja pela pele
crivado de esperança
arando sorrisos
semeia amor
parceira da gratidão
                  
(Sexta-feira. dia 26. encontro emocionante e marcante com  a primeira dose. Benditas três horas na fila.)

Depois de anular as acusações contra Flávio Bolsonaro, não esqueçam de inocentar João de Deus

TRIBUNA DA INTERNET | Defesa de Flávio Bolsonaro tenta de novo paralisar a investigação da 'rachadinha'

Charge do Duke (O Tempo)

Vicente Limongi Netto

Depois que o STJ abriu a porteira da lambança, garantindo o sigilo bancário do senador Flávio Rachadinha Bolsonaro, investigado por prevaricação, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, a pátria amada não estranhará as solturas do Fabrício Rachadinha Queiroz, Daniel Brutamonte Silveira e João Farsante de Deus. Seguindo a linha da inacreditável falta de juízo, o Conselho de Ética da Câmara condecorará com o Mérito Legislativo os repugnantes Eduardo Bolsonaro e Daniel Silveira e a desprezível Flordelis.

Encerrando o monumental roteiro da farsa tupiniquim, o governo vai trocar o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, por Fernando Beira-Mar, para finalmente botar ordem no Brasil dos horrores e acabar com o massacrante jogo de empurra em torno da falta de vacinas. No plenário do Senado, o busto de Rui Barbosa amanhecerá com a #nojo.

A CARTA DA VELHA SENHORA – No meio desse tumulto institucional e dessa bagunça ética, podemos imaginar um carta que uma veneranda senhora, que acaba de tomar vacina, deveria escrever para o desquilibrado filho.

Olá, filho amado.

Tudo bem?  Aqui é tua mãe. Criamos você com lições de respeito e amor ao próximo. Procuramos dar a você o norte sábio da vida. Sabíamos que teu temperamento arredio e ácido criaria problemas mais adiante. Desafogue teu coração de rancores. A nação precisa de paz.

Do alto dos meus 93 anos, já vacinada, graças a Deus, digo-lhe que foi uma desgraceira dos diabos tua entrada na política. Você ganhou mais inimigos do que chuchu na serra. Tumultuou tua alma. Longe da política, você não teria sido vítima da sanha de um débil mental. Rezei muito, mais do costume, pela tua recuperação. Jesus ouviu meus clamores. Toda mãe quer o bem dos filhos.

O tempo urge. Filho, cuide com mais esmero da população. Coloque a reeleição na dispensa das coisas para depois. Respeite as normas sanitárias. Mande comprar milhões de vacinas. Recupere o tempo perdido. Sem vacinas, os brasileiros vão morrendo. Inspire-se na alegria e na esperança dos idosos depois de vacinados. Comovem-se corações.

Contenha-se nas atitudes. Aspereza e estupidez não elevam tua jornada. Fico triste e desalentada, vendo na televisão você sem máscara. Olhe para dentro de si. Mãe nunca erra. Reflita.

Adormeça a consciência na serenidade. Deixe de ser açodado. Rodeie-se de auxiliares competentes. Mande às favas os bajuladores. Não exagere no leite condensado. Faz mal ao colesterol. Agasalhe-se bem. Torço por você.

Beijos da mãe que te ama. Olinda. 

SAUDADES DO DJALMA – Meu irmão Djalma foi craque em tudo na vida. No amor, nas convicções, nos ensinamentos deixados para os filhos e netos. Na solidariedade que irradiava aos que a merecessem. Rigoroso e cáustico nas opiniões. Nesta quinta-feira, dia 25, Djalma completaria 75 anos. Partiu exaltado pelos amigos e eventuais inimigos. Pessoas inteligentes e desprovidas de mágoas e recalques intelectuais, gostavam e respeitavam Djalma.

Nelson Motta escreveu bela crônica, no site e no Globo, traçando o perfil do meu irmão, com o singelo título, “Meu comunista favorito”. Eram amigos de fé. Formado em Direção e interpretação pelo saudoso e exigente Conservatório Brasileiro de Teatro, Djalma era querido por consagrados e legítimos artistas. Foi relações públicas da cantina “Fiorentina”, no Leme. “O conversador”, foi o título da matéria, de página inteira, publicada sobre Djalma, pelo O Globo. Beijos e nossa eterna saudade, também das irmãs, Nazaré e Rosina.

Em meio a confusão, o senador do cuecão discretamente assume seu mandato impune e imundo

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Congresso foi higienizado para receber o senador do cuecão

Vicente Limongi Netto

O cuecão do Chico Rodrigues voltou. Com toda pompa.  Com bolinhas verde-amarelas. O frescor do lixão saúda o Senado.   Não há detergente que alivie o cheiro do cavernoso ambulante.  O odor ruim maltrata o olfato. Antes que o cuecão bigodudo de Roraima comece a desfilar fagueiro pelos corredores, o Senado tomou medidas rigorosas de limpeza. Todos serão protegidos. Cachorros e gatos que costumam aparecer nos gramados tomaram banho caprichado com florais.

Serão rígidas as normas sanitárias nas dependências da Câmara Alta. Senadores, visitantes e servidores receberão cartilha com instruções de limpeza, enviadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

TUDO HIGIENIZADO – Aquários foram lacrados. Telas embrulhadas. Flores cobertas de plástico. Alimentos protegidos com papel laminado. E para não contaminar os pedidos, o serviço de delivery  passará a ser entregue de drone.

Aberta licitação. A Mesa Diretora do Senado, atenta aos rigores do meio ambiente e da salubridade, construiu um banheiro exclusivo para o cuecão. Com ducha poderosa, vaso sanitário de ferro e sabonetes internacionais.

Para  não contaminar os motores e estofamentos de couro dos carros dos senadores, o  prestativo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, presenteará Chico Rodrigues com um moderno tanque de 4 portas. Exclusivo. Um luxo. 

Conselho de ética – A sala do Conselho de Ética foi pulverizada, lavada e aromatizada com pétalas de rosas e totalmente envidraçada, guardando distância entre os senadores. Os  teclados dos computadores foram lavados com essência de eucalipto.

Os celulares dos senadores ganharão capa de aço. E os bustos de senadores no “Túnel do Tempo” receberam máscaras fabricadas pelo Instituto Butantã e oferecidas pelo governador João Dória. Chico ganhou de Bolsonaro um pacotes de fraldas geriátricas. Da  cota pessoal do presidente.

Nosso cuecão pretende  usar na próxima batida da Policia Federal, quando for flagrado com dinheiro nos países baixos. Servidores que limpam o plenário, juram que viram o busto de Ruy Barbosa tapar o nariz de vergonha. Com a # nojo.

ACIMA DA LEI? – Criticar é democrático. Ofensa é arma dos bazofeiros. Ninguém está acima da lei. Ultrapassou o bom senso da cordialidade, merece punição exemplar. Nessa linha, enquadra-se o virulento, cafajeste e ensandecido deputado federal Daniel Silveira( PSL-RJ), que de forma vil, torpe, covarde e irresponsável, insultou ministros do STF.

O parlamentar é daqueles irracionais e prepotentes que se julgam no direito de jogar as patas nos outros, escondidos atrás da famigerada imunidade parlamentar. A presidência da Câmara Federal não pode intimidar-se diante da colossal irresponsabilidade do cafajeste parlamentar de Petrópolis.

O prontuário de badernas, ameaças e atos contra a democracia de Daniel Silveira não recomenda que o episódio degradante e anti-democrático seja esquecido. Jamais pode virar pizza. Sob pena do Legislativo ficar submisso aos arreganhos de facínoras engravatados.

Em seu delírio ensandecido, o presidente Bolsonaro pensa que pode fechar os jornais

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Charge do Lane (Charge Online)

Vicente Limongi Netto

Caramba, estava quieto, lendo as maravilhosas “Confissões”, de Santo Agostinho, quando recebi os jornais com o novo disparate do imbecil. É duro, amigo. A omissão enfraquece o espírito, ao ver o presidente da República dizendo: “O melhor é fechar os jornais”. A alma intolerante, truculenta e rancorosa de Bolsonaro finalmente revelou o sonho antigo do mito de barro, enquanto segue a catástrofe varonil. 

Brasil desgovernado. Com marcas assustadores de perto de 270 mil mortos pela covid e 15 milhões de desempregados.  Escassez de vacinas. Maus gestores. Brigalhada pelo poder. Ânimos exaltados. Militares afrontando o Judiciário. Fabricantes de armas em milionária lua-de-mel com o presidente. O guloso Centrão dando as cartas. Horizontes sombrios. A caneta de horrores palaciana está cheia de tinta. Filme ruim, repetitivo e macabro. Oremos.

HIDRA DE LERNA – Alguns textos merecem destaque. Cativam e energizam esperanças e força espiritual. São magníficos e exemplares pela força que irradiam. Como o recado do leitor Pedro Luiz Bicudo, no Fórum dos leitores do Estadão, do dia 14:

“A imprensa é como a Fênix, a ave imortal que sempre renascerá das cinzas, mesmo quando colocada num subsolo. Já os maus políticos são como a Hidra de Lerna: cortada uma cabeça, nascem duas”. Infelizmente.

“VACINA SIM” – Aplausos para a meritória campanha, “Vacina, sim”, lançada pelo Fantástico. Gente bonita, feliz, esperançosa e cativante. Tomando vacina. Dentro  de camisetas coloridas. 

Destoando do grupo, surgem na tela dois colunistas. Desprezíveis e mais feios do que fratura exposta. A seringa quebra. Não entra na pele da asquerosa dupla. Um do Globo, outro do Uol.  Não percam vacinas com eles.  Vasos ruins não quebram.

CHILIQUE NA GLOBONEWS – Desespero entre os notáveis analistas da Globonews: o Senado norte-americano rejeitou o impeachment de Donald Trump. Prantos e chilique nos bastidores do grupo Globo. Alguns mais radicais ameaçam cortar os pulsos. Não admitem nem permitem que Trump e o partido Republicano continuem fortes e influentes na política norte-americana. Odeiam o contraditório.

Não há vacinas contra o patrulhamento doentio.  A vontade da patrulha tem que prevalecer. Moçoilas e rapazolas da extraordinária GloboNews pensam em fazer vaquinha digital para obter recursos para tentar reverter a decisão do Senado na Suprema Corte norte-americana. A esperança é a última que morre.

Um governador abobalhado e um militar desonroso, na visão de um escritor imortal

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Natuza Nery não aguentou tanta tragédia e caiu no choro

Vicente Limongi Netto

“Governador abobalhado” é a mais recente e merecida “condecoração” dada ao nefasto Wilson Lima, governador do Amazonas, em extraordinário artigo escrito no Estadão por Ignácio de Loyola Brandão. Leiam este trecho: “Liguei a tevê, Globonews. Por que fiz? Mergulhei no horror, desumanidade, incompetência e desespero. Achei que era a guerra civil, ocasionado por um governador abobalhado e pela logística do Pazuello, o militar que mais desonra as Forças Armadas. É só vexame.”

Transcrevo, com prazer, o artigo de Loyola Brandão, membro da Academia Brasileira de Letras.

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A NOITE EM QUE NATUZA CHOROU
Ignácio de Loyola Brandão
(Estadão)

Há pouco tempo, na lista de meios já utilizados por mim, faltavam o camburão e a ambulância. Agora, só falta o camburão. Semanas atrás, incomodado por uma constipação intestinal, belo eufemismo da medicina, e pelo que me parecia um quisto em lugar incômodo, me vi no Pronto Atendimento, outra expressão mais tênue, simpática, do que pronto-socorro, que nos dava a sensação de fim de linha. Terminados alguns exames, me assustaram:

“O senhor vai direto para o hospital, a ambulância já está à espera”. Pronto, meu catastrofismo, herdado de minha mãe, aflorou. A vida inteira dona Maria do Rosário, boa e piedosa, teve medo de perder a casa, hipotecada à Caixa durante uma reforma. A casa está na família até hoje.

CADEIRA DE RODAS – Colocaram-me em uma cadeira de rodas, apesar de eu poder caminhar. Cadeira de rodas é boa nos aeroportos, principalmente no de Guarulhos, com seus corredores quilométricos. O motorista da ambulância me devolveu o humor. “Quer com emoção ou sem emoção? Ou seja, a toda velocidade com sirenes abertas ou normal?” Não sabia se eu ia morrer logo ou se dava tempo de chegar ao Einstein, respondi: “Sem emoção”.

Sem? Quem disse? As ruas estropiadas desta cidade são um inferno para quem vai deitado, sofrendo sacudidelas que não nos jogam no chão porque nos prendem com cinturões. Eu me imaginava louco metido em camisa de força.

PLANO DE SAÚDE – Por sorte (ou merecimento, não vá o psicoterapeuta Hiroshi Ushikusa dizer: pare com essa culpa), o convênio médico que a Academia Brasileira de Letras me concedeu cobre tudo e fui entregue ao doutor Alberto Goldenberg, que rápido correu com os procedimentos. Adoro esta palavra, é boa para tudo.

E eu pensava o quê? Aqui terá oxigênio? Ou me angustiava: claro que não conseguirão um diagnóstico. Sou o paciente que não anima nenhum médico. Mas alguém lá em cima – pode ser até no andar superior – olha por mim.

Neste momento, liguei a tevê. GloboNews. Por que fiz? Mergulhei no horror, desumanidade, incompetência e desespero, achei que era a guerra civil, ocasionada por um governador abobalhado e pela logística do Pazuello, o militar que mais desonra as Forças Armadas, é só vexame.

MORTE POR ASFIXIA – Tenebrosas e pungentes mortes por asfixia começaram a saltar da telinha. Tentar respirar e o ar não existir deve ser um horror. Isso de Manaus pode se repetir pelo Brasil, porque o governo garante que está fazendo a sua parte. E, quando ele garante isso, é melhor apanhar o passaporte. Falta de oxigênio deve ser uma morte tão horrorosa quando a provocada pelo gás Zyklon.

Senti-me mal, culpado (atenção Karnal), privilegiado. Estava preocupado com um coisa que acabou sem drama nenhum. E naquele mesmo momento havia pessoas sem respirar e a morrer, enquanto outras nem conseguiam enterrar seus mortos. Quantos Brasis existem dentro de um? Quanta diversidade social e financeira. Eu, privilegiado. Passei por tomografias em máquinas caríssimas, fiz exames laboratoriais cujos resultados saíam em minutos, mas em Manaus – e em tantas outras partes – tinha (e tem) gente sem respirar, sem atendimento, sem respirador e criminosamente sem vacina. Ah, e os fura-filas?

Então, pela primeira vez na minha vida, vi uma jornalista, Natuza Nery, não suportar e explodir em choro, enquanto relatava os fatos daquele inferno amazônico. Diante da crueldade, Natuza chorou. Lágrimas correram, ela parou de falar. Espectadores choraram. Fiquei travado, nunca me esquecerei. Breve cena de poucos minutos.

E OS RESPONSÁVEIS – Mas quem devia chorar, o presidente, os parlamentares, os ministros do Supremo, os generais tão invocados a todo momento, estes pouco se davam, se deram, se dão.

Agora, estou em casa salvo, escrevendo este texto pelo qual posso ser processado pelo ministro da Justiça. E a fila de mortos cresce, avoluma-se, é uma pilha, um Himalaia de pessoas.

Mas tudo bem, o procurador Aras está aí para salvar a pátria, ou o presidente. Passamos dos 215 mil mortos. Toda a população de Araraquara, onde nasci. Uma cidade inteira. Gente, seres humanos que vivem, trabalham, amam, comem, bebem, se divertem, riem, choram, têm prazer e dor, são felizes ou não. Gente que vive, quer viver, porque é bom, apesar de tudo.

Temos medo. Estamos angustiados. Todos, de todas as cores e modos e religiões e ideologias e fantasias e sonhos e desejos, estão na fila para morrer. Não chegou a hora de fazer alguma coisa?

Como Líder da Maioria, Renan vai ajudar Bolsonaro, mas sem se curvar diante dele

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Renan Calheiros aceitou ser Líder da Maioria no Senado

Vicente Limongi Netto

A jornalista Denise Rothenburg tem razão (“Correio Braziliense”- 09/02), ao afirmar que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) “é líder experiente e independente”. Como novo líder da Maioria, Calheiros mostrará as virtudes de sempre, firmeza de atitudes e espírito público. Com Renan Calheiros é bobagem espernear, xingar, berrar, ameaçar. Bolsonaro não vai cantar de galo com Renan. Muitos menos os subalternos do mito de araque. 

A mediocridade política não tem espaço com o parlamentar alagoano.  Renan é forjado em desafios. Está acostumado a enfrentar obstáculos. Sobretudo aqueles que parecem não ter solução. Ainda não nasceu quem vai intimidar ou dobrar Renan Calheiros com histerismo e patetice.

OUVE E DIALOGA – Político calejado, Renan é paciente. Ouve e dialoga com educação. É contundente quando as situações exigem. Ex-ministro da justiça, Renan Calheiros respeita e exige ser respeitado. No grito ninguém consegue dobrá-lo. 

Ex-presidente do Senado e do Congresso por quatro mandatos, o calejado Calheiros faz política com o cérebro e não com o fígado.

A propósito, Deus levou hoje, para o céu, dona Ivanilda, 87 anos, matriarca do clã Calheiros, mãe do senador. Daqui, meu abraço de conforto ao amigo.

FOGÃO REBAIXADO – Uma tristeza o Botafogo, de tantas glórias e alegrias ao futebol brasileiro. Saudades do Botafogo de craques memoráveis como Manga, Garrincha, Gérson, Jairzinho, Didi e Nilton Santos.

Com time medíocre, o atual Botafogo foi novamente rebaixado para a série B do Brasileirão. De cabeça inchada, abatidos e decepcionados, estão torcedores do alvinegro carioca como Agnaldo Timóteo, senador Renan Calheiros, Said Dib, Joberto Sant’Anna, Estevam Guimarães, Petrus Elesbão e Mário Habka. (Acrescente, querendo, algum amigo teu)

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P.S. –
Amanhã, vamos publicar aqui um artigo do imortal Inácio de Loyola Brandão, que me emocionou muito. É um texto definitivo sobre o momento que esse país atravessa. (V.L.N.) 

Bolsonaro sabe que o vice Mourão faria (ou fará) um governo melhor do que o dele

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Jair Bolsonaro não entende que na vida tudo acaba mudando

Vicente Limongi Netto

Com a estupidez habitual fixada e estampada no semblante, Bolsonaro pergunta aos que querem vê-lo fora da Presidência da República: ” Se me tirarem, quem fica no meu lugar?”.  Evidente que é o vice-presidente, Hamilton Mourão. Seguramente mais valorizado e respeitado pelas Forças Armadas do que o mito de latão.

A propósito, leio na Folha de São Paulo, do dia 24 de janeiro, artigo de Augusto de Arruda Botelho, denominado “A hora do impeachment”. Botelho é advogado criminalista e cofundador do IDDD (Instituto de Defesa do Direito de Defesa). 

NENHUMA JUSTIFICATIVA? – O autor pergunta: “É crível imaginar que, dos 61 pedidos já feitos (a essa altura, devem estar perto dos 100), nenhum deles encontre o mínimo fundamento? É crível pensar que após dois anos de um governo com um sem números de conflitos e atos atentatórios à nossa ainda jovem democracia, não haja uma justificativa para se iniciar um processo de afastamento?”.

Em outro trecho, igualmente fundamentado e lúcido, Augusto de Arruda Botelho acentua: ” O componente jurídico para se iniciar um processo de afastamento está mais do que preenchido, está evidente, sob qualquer ótica. Falta ainda o tal componente politico, que infelizmente poderá florescer com o aumento cada vez maior no número de mortes causadas pela pandemia”.

JUSCELINO DE ARAQUE – Em bolorenta entrevista ao Correio Braziliense, o franciscano apoiador de Bolsonaro, o palaciano Rodrigo Pacheco, novo presidente do Senado com apoio da dupla desprezível, nada recomendável, Bolsonaro/Alcolumbre, tenta se fantasiar de Juscelino Kubitschek.

É o fim da picada.  Acintoso e patético. Enche a boca para falar de JK, para ver se ganha adeptos para o seu cansativo oba-oba demagogo e impresso. Também procura holofotes fáceis como pingente das vacinas. Agora é fácil e cômodo apregoar a importância da imunização. Demorou quase um ano para o dócil Pacheco descobrir que a população precisa ser vacinada o quanto antes. É muito cinismo.

Na Câmara, o “rachadinha” alagoano Arthur Lira assumiu demitindo centenas de servidores. Mesquinharia, covardia e ordinarice. Semelhante decisão imunda e torpe do roliço Davi Alcolumbre, quando assumiu a presidência do Senado, ao vencer eleição fraudulenta, com mais votos do que senadores. Os torpes e decaídos engravatados se merecem, o inferno espera por eles.

PRAZO DE VALIDADE – Na Folha de São Paulo, do dia 7, o general Santos Cruz, que conheceu e conviveu com a podridão palaciana bolsonarista, mas que em boa hora pediu o boné para não ser contaminado pelos maus costumes e baixarias, afirmou “que oacordo do presidente com o Centrão não é sólido e não sei até onde vai”. Valeu, general.  Afirmei, observei, antecipei e analisei o fato, dia 3, em artigo aqui na Tribuna da Internet: “Centrão tem goela profunda. Não tem veganos. São leais enquanto ganham tudo que exigem do governo. Com eles, a lua-de-mel tem prazo de validade”.

O DEM ficou de cócoras diante de Bolsonaro.  O partido de sabujos não merece Rodrigo Maia. ACM Neto é o mais novo e fervoroso discípulo de Bolsonaro, Lira e Alcolumbre. Trio melancólico e tenebroso. Amedronta crianças.

Bolsonaro não sabe que a lua-de-mel com o Centrão tem prazo de validade muito curto

Toma lá, dá cá: Centrão ganha cargo estratégico na Agricultura

Líderes do Centrão têm algo em comum: todos são réus

Vicente Limongi Netto

O Legislativo amesquinhou-se. Elegeu dois serviçais do Palácio do Planalto. Não cito os nomes da dupla de capachos engravatados para não poluir meu texto. Tarde/noite melancólica de lições patéticas de sabujismo. Usando métodos deploráveis e nada republicanos, Bolsonaro insultou e debochou das legítimas histórias de lutas democráticas da Câmara e do Senado Federal.

Senadores e deputados, com as raras exceções habituais, ficarão marcados como fantoches das ambições do governo Bolsonaro. Congressistas jogaram princípios, dignidade e virtudes no lixo. Tenho ânsia de vômito.

GOELA PROFUNDA – No Centrão não tem veganos. Seus notáveis membros comem de tudo. Se for para ganhar vantagens, trituram tudo. Roem os ossos até virar palito. Lambem os beiços. Não têm escrúpulos. São diabos gulosos fantasiados de núcleo político. Não veem cara nem coração.

Querem cargos e mil vantagens. Não demora, vão exigir ministérios de Bolsonaro. Apoiam quem estiver no poder. Não faz nenhuma diferença qual seja o partido do poderoso de plantão. Apegam-se a ele esfomeados. Como miseráveis atrás de um prato de comida.

O mito de meia pataca vai penar com a ganância do Centrão. Não se iludam com a discurseira manjada e promessas de Lira e Pacheco. Jogada para acalmar os que ficaram fora do jogo. Mas breve entrarão nele.

GARGANTA PROFUNDA – Cretinos e ensaboados cínicos, estão se lixando para críticas. Têm goela profunda. São leais enquanto ganham tudo O que exigem do governo. Com eles, a lua-de-mel tem prazo de validade. Bolsonaro jogou todas as fichas do cofre do Paulo Guedes para eleger os presidentes do Senado e da Câmara, de forma a afastar qualquer risco e permanecer na Presidência. Acha que não sofrerá impeachment.  

Conversa fiada para enganar incautos é dizer que lutou pelas eleições da dupla Lira-Pacheco para o Legislativo tocar as reformas. Balela. Bolsonaro vai tentar perpetuar-se no poder. Se cumprir todas as ordens e exigências do Centrão, vai longe. Mesmo sem máscara e jogando contra as vacinas. Mesmo xingando os outros e debochando da ciência. Oremos.

BOLSONARO VIBROU – Descobertas atrasadas dos coleguinhas jornalistas. Muitos deles escrevem com o nariz empinado. Sábios por correspondência. Não sabem nada. Demoraram para descobrir, com suas profundas análises, que Bolsonaro não só vibrou e torceu com as eleições de Lira e Pacheco, como trabalhou descaradamente por elas, para evitar o impeachment.

Nessa linha, escrevi dia 23 de janeiro, no meu blog e no Fórum Estadão: Bolsonaro faz das tripas coração para eleger dois subalternos para as presidências do senado e da câmara.

Com a dupla de vassalos no comando do legislativo Bolsonaro realmente espanta o impeachment.  Antecipei também na Tribuna da Internet do dia 26, o jogo imundo de Bolsonaro, que era repudiado por ele na campanha presidencial:  De camarote, o mito de barro garante cargos e emendas para quem for servil, bajulador e fiel aos cantos do Planalto.