Dino, falso “herdeiro” de Lula, vai adiar até novembro o julgamento de Moraes

O que é pedido de vista, solicitado por Dino no STF? Entenda

Dino assume seu lado político, para substituir Lula no PT

Carlos Newton

No julgamento que não acabou e fez a ministra Cármen Lúcia ter enorme constrangimento e até pedir desculpas aos brasileiros, o histriônico e espaçoso Flávio Dino confirmou o que publicamos sobre ele aqui na Tribuna da Internet, pois já começou a fazer o possível e o impossível para agradar ao PT, movido por ambições políticas, porque pretende se tornar “herdeiro” de Lula na eleição de 2030.

Na avaliação de Dino, não importa se Lula vai ganhar ou perder esta eleição, porque daqui a quatro anos o PT ainda será um grande partido, com chances de vencer a disputa presidencial, mas não terá candidato definido, porque Lula estará velho demais, com 85 anos, e sem condições de encarar a dureza de mais uma campanha nacional.

OPORTUNISTA – Dino é um enorme oportunista e enxerga longe. Não pode se filiar a partido nem se manifestar politicamente, devido à proibição regimental do STF, mas quem sabe faz a hora e não espera acontecer.

Na sua opinião, o vice Geraldo Alckmin jamais se filiará ao PT e permanecerá sob o guarda-chuva protetor do PSB. Assim, se Lula ganhar agora e ficar no poder até 2030, Alckmin terá de se candidatar pelo PSB e não poderá aproveitar a máquina política do PT, que precisará ter candidato próprio para não se desintegrar como partido sem ter um líder que o conduza.

Assim, Dino aproveitou o festival desta terça-feira para se exibir para a plateia petista e dar seu show particular, de uma forma meio cafajeste, recostando-se na poltrona, ao invés de adotar uma posição mais condizente com o cargo de ministro do Supremo.

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P.S. –
Dino certamente será recebido de braços abertos pelos petistas, porque Lula não permitiu que surgisse nenhuma liderança capaz de substituí-lo no PT. O volumoso ministro vai preencher a lacuna e tentar se eleger. Mas precisa combinar com os russos, como ensinava Garrincha, que nem queria saber quais eram os adversários, porque os destruía, um a um. (C.N.)

Piada do Século! Moraes acha que não será investigado e expulso do Supremo

Charge 24/12/2025

Charge do Marco Jacobsen (Arquivo Google)

Carlos Newton

É impressionante a arrogância de Alexandre de Moraes, que insiste em acreditar que não será investigado, julgado e expulso do Supremo Tribunal Federal. Do alto de prepotência que a soberba constrói, ele se julga acima de tudo, inatingível e inabalável.

Tornou-se assim uma figura grotesca, cuja importância não existe mais, sua imagem está absolutamente emporcalhada, mas ele continua, sentado naquela cadeira e dando ordens, como se fosse um Napoleão de hospício, treinando ordem unida com os pacientes.

VINGANÇA – Como Moraes alega ser jurista, deveria conhecer o ditado latino “Gloria mundi brevis est”, ou seja, a glória do mundo é passageira.  Enquanto durou sua temporada de glória, ele ultrapassou os limites processuais, interpretou criminosamente as leis e fez mal a muitas pessoas.

Como dizem os orientais e espiritualistas, agora ele está cumprindo seu karma, sem conseguir dormir, sem ter alegria nem motivos para levantar o ânimo. Pode fingir o quanto quiser, mas seu desempenho como ator será sempre é de canastrão, não adianta bancar o ministro, porque todos sabem que ele está acabado judicialmente.

Sua mais recente performance foi bizarra e patética, digna de ator de chanchada da Atlântida. Ele simplesmente recorreu ao STF pedindo que André Mendonça seja investigado por permitir a atuação de suposto infiltrado “estrangeiros” na Polícia Federal. Foi algo tão grotesco e ridículo que ninguém riu, ninguém disse nada, certamente ficaram com pena dele.

EM DISCUSSÃO – O pior é saber que essa hilariante denúncia será discutida na próxima sessão plenária, dia 23, como se a acusação tivesse algum fundamento, a não ser a desesperada imaginação criativa de um ministro que alegava ter salvo a democracia e havia quem acreditasse nele.

No recurso, Moraes teve a ousadia de afirmar que o relatório da PF que o incrimina é uma “vingança” à sua atuação como relator das ações que julgaram os integrantes do movimento golpista de 2022.

“Houve total quebra da cadeia de custódia, inclusive com relatório não realizado integralmente na Polícia Federal, mas sim com auxílio de órgão externo, provavelmente órgão estrangeiro, demonstrando clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026, ao tentar incriminar o Juiz relator das ações julgadas pela Primeira Turma contra a organização criminosa que tentou dar um Golpe de Estado no Brasil, abolindo o Estado Democrático de Direito”, disse Moraes, histrionicamente, ao pedir que Mendonça também seja investigado.

P.S. 1 – Agora, a bancada da corrupção alega que o resultado de 4 a 4 significa vitória de Moraes, mas isso não é verdade. O Regimento do STF é claro. Em todas as questões nas quais não pode haver empate, porque ocorreu suspeição de ministros, existe o voto de qualidade, seja em processo criminal ou administrativo. Juristas que defendem tese contrária estão distraídos ou exageraram na dose de uísque ou de Rivotril,

 P.S. 2 – Esta é a realidade da situação atual do Supremo, cujo plenário se reúne quarta-feira para julgar a lunática denúncia de Moraes sobre a PF. Ele continua se fingindo de ministro e ninguém ainda teve coragem de chamar a ambulância psiquiátrica para conduzi-lo a tratamento. É preciso reconhecer que Moraes não está bem e necessita de recuperação. Aliás, o Supremo tem um excelente plano de saúde e não falta dinheiro à família Moraes, que pode até preferir tratá-lo no exterior, mas não deve levá-lo aos Estados Unidos, onde ele não pode entrar, porque a ficha dele já está muito suja. (C.N.).

Ala da corrupção até quis salvar Moraes, mas ele virou um morto-vivo no Supremo

Uma charge animada que circula nas redes sociais tem alimentado críticas ao  Supremo Tribunal Federal (STF), com foco central no ministro Alexandre de  Moraes. O vídeo apresenta uma sátira sobre a atuação

Charge reproduzida do Arquivo Google

Carlos Newton

Na importantíssima sessão desta terça-feira, dia 15, em que estava em debate a possibilidade de ser afastado e investigado o ministro Alexandre de Moraes, por acusação de advocacia administrativa (vender “proteção” ao banqueiro fraudador Daniel Vorcaro, do Master), o que se viu foi um festival de baixarias que contribui para desmoralizar ainda mais o antes honorável Supremo Tribunal Federal.

O vexame foi tamanho que a TV Justiça, que transmitia ao vivo o julgamento, foi obrigada a restringir a transmissão, para que os telespectadores não tomassem conhecimento do nível a que chegaram as discussões nada republicanas.

CENSURA PRÉVIA – Até agora não se sabia que a TV Justiça sofre censura e até existe uma orientação para não filmar brigas diretas entre ministros. Essa restrição é válida para qualquer julgamento. Portanto, equivale a censura prévia, que é uma imposição proibida pela Constituição.

Ou seja, os ministros do STF deveriam ser os primeiros a exigir o cumprimento das leis brasileiras, mas ficou comprovado nesta terça-feira que eles mandam praticar censura abertamente, ao vivo e a cores. 

Quando houve bate-boca, por exemplo, entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, que são os dois principais antagonistas no tribunal, enquanto era possível ouvir a barulhada da briga, as câmeras se voltaram para o presidente do STF, Edson Fachin, que tentava apaziguar os ânimos. 

PERDE E GANHA – Com o resultado de 4 a 4, que vai virar 5 a 4 quando a sessão for retomada após a vista concedida a Flávio Dino, quem mais perde é o ministro Alexandre de Moraes, que terá de comparecer ao Supremo, onde já se tornou uma persona non grata, enquanto as investigações prosseguem e vazam, destruindo cada vez mais sua falsa imagem de salvador da democracia.

Gilmar Mendes, Flávio Dino, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Nunes Marques estão na mesma situação, porque quem tenta salvar um corrupto como Alexandre de Moraes acaba ficando parecido com ele. São seis, têm maioria no plenário, mesmo assim acabaram perdendo uma votação praticamente ganha.

O inédito impeachment no Supremo brasileiro será um processo longo e dolorido. Não se sabe quem decidirá mais rápido – o Supremo ou o Senado, que já tem 56 pedidos contra Moraes. Portanto, nada impede que o Senado abra o processo, sem esperar o Supremo requerer.

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P.S.
Apesar de ter conseguido postergar o inevitável afastamento, Moraes já é um ministro desclassificado, que carrega um carimbo de corrupto na fronte luzidia e precisa ter uma vida reclusa, sem aparecer em público, pois está sob ameaça de ser vaiado até mesmo em velório de madre-superiora. Ele já vinha sofrendo e pagando os pecados desde a revelação das primeiros mensagens no celular e do contrato que ele redigiu para a mulher assinar, quando  conseguiu transformar em cúmplices os membros de sua própria família. Agora, o sofrimento é mais intenso, demorado e coletivo. (C.N.)

STF vai novamente decidir se o interesse político é mais importante do que as leis

STF, um monstro de 11 cabeças e 2 faces – Por José Nêumanne | Brasilagro

Charge do Mariano (Charge Online)

Carlos Newton

A sessão desta terça-feira ficará marcada na História dos 135 anos do Supremo Tribunal Federal. Até agora só houve quatro julgamentos tão importantes para a democracia quanto essa votação, quando os ministros decidirão, mais uma vez, se o interesse meramente político pode prevalecer sobre as leis em vigor.

O primeiro desses julgamentos aconteceu em 1963, no governo do presidente João Goulart, que mandou prender o jornalista Helio Fernandes por ter publicado assunto confidencial das Forças Armadas. Nessa sessão, a Justiça saiu vitoriosa e o diretor da Tribuna da Imprensa saiu libertado por diferença de apenas um voto, após uma defesa sensacional de Sobral Pinto.

DECISÕES POLÍTICAS – A segunda sessão com essa magnitude foi em 1971, quando o STF julgou constitucional a Lei da Censura Prévia editada pelo governo do general Emilio Médici. O ministro Adaucto Lúcio Cardoso não aceitou a aberração, foi voto vencido e manifestou sua repulsa de imediato. Levantou-se, despiu a toga, atirou-a em sua poltrona e abandonou acintosamente o recinto, demitindo-se do Supremo, devido à decisão ilegal.

As outras duas decisões de caráter meramente político são mais recentes e tiveram resultados tão decepcionantes quanto a aprovação da censura. Uma delas ocorreu em 2019, quando Lula da Silva foi libertado de uma forma capciosa, com desrespeito ao Código de Processo Civil. E a outra em 2021, quando o mesmo Lula teve ilegalmente desinfectada sua filha suja, para conseguiu ser candidato e voltar ao poder.

Note-se que nesses quatro importantíssimos julgamentos, o Supremo só respeitou a lei uma vez, em 1963, no caso da libertação de Helio Fernandes. Nas outras três sessões – de 1971, 2019 e 2021 – os resultados foram decepcionantes, porque o interesse político teve mais valor do que a lei.

TUDO DE NOVO – Nesta terça-feira, a dúvida é a mesma – somente ao final do julgamento sobre a necessidade de afastar e investigar o ministro Alexandre de Moraes, o cidadão-contribuinte-eleitor saberá se a política prevaleceu ou se a lei foi respeitada.

No caso presente, a Constituição e as leis infraconstitucionais determinam que o ministro Alexandre de Moraes seja afastado e investigado. Se isso não acontecer, poder-se-á considerar que o interesse político e corporativo prevaleceu sobre a legislação, exatamente como aconteceu em 1971, embora não se espere que ocorra incidente semelhante ao provocado por Adaucto Lucio Cardoso, porque os tempos mudaram muito, e para pior.

Pode ser que algum ministro mal-intencionado peça vista  dos autos, para impedir votação, ou alguma outra reação prevista no Regimento, como Cristiano Zanin e Gilmar Mendes já sializaram. Quem o fizer, porém, terá sua biografia maculada por descumprir o juramento de cumprir a lei.

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P.S.
A única coisa que se sabe, com absoluta certeza, é que o país vai mudar 
para melhor ou para pior em função desse julgamento . Então, vamos aguardar para conferir como os dez ministros do STF se comportam num momento de tamanha gravidade. (C.N.)

Pesquisas caem na real e já trazem Flávio à frente de Lula no 2º turno

Ilustração reproduzida de Sobral em Revista

Carlos Newton

Já era esperado. Conforme temos afirmado aqui na Tribuna da Internet, as pesquisas mudam muito com a proximidade das eleições, porque diminuem as manipulações. Assim, as pesquisas divulgadas em setembro pela Quaest, pela BTG/Nexus, pela Palver e pela Meio/Ideia, que mediram a disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial de 2026, com simulações de primeiro e segundo turno, já trazem um forte crescimento do filho do ex-presidente Bolsonaro.

Os resultados mostram que Flávio já ultrapassa Lula no segundo turno na Quaest (42% a 4o%) e na Nexus (46% a 45%), enquanto a Meio/Ideia registra empate de (46% a 46%).

NOVA REALIDADE – Na pesquisa anterior, a Quaest á tinha apontado Lula (PT) à frente de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno, mas pela primeira vez Flávio ultrapassara no segundo turno, com 46% a 44%, em empate técnico, e agira os dois cairam, mas o candidato do PL se manteve à frente.

Também na BTG/Nexus Flávio encosta em Lula no primeiro turno e passa à frente numericamente no segundo. O senador avança de 33% para 35% no 1º turno e chega a 46% a 45% na simulação contra o presidente.

A 13ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada semana passada, mostrava a recuperação de Flávio Bolsonaro (PL) após uma semana marcada pelo noticiário envolvendo o STF. O senador crescera no primeiro turno e, pela primeira vez na série, superara numericamente Lula (PT) em uma simulação de segundo turno – embora os dois permaneçam tecnicamente empatados.

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P.S.
Infelizmente, a polarização continua e o Brasil vai continuar tendo presidentes despreparados, como vem acontecendo desde o governo de Itamar Franco, com Fernando Henrique Cardoso, Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro. Mesmo assim, o país cresce à noite, quando os presidentes estão dormindo e não conseguem atrapalhar. (C.N.)

Moraes fez mal a muita gente e agora está pagando pelos crimes cometidos

O domínio de Moraes vai ruir

Ilustração em IA, reproduzida da Gazeta do Povo

Carlos Newton

A extraordinária crise que o Supremo Tribunal Federal está passando foi causada pelos próprios ministros, que jamais poderiam ter admitido que houvesse descumprimento e manipulação de leis em seus julgamentos, e por motivos meramente político-partidários – esta é a verdade dos fatos, que ficará registrada na História Republicana.

As leis existem para que a sociedade possa funcionar em harmonia, sem elas não há regime democrático nem respeito mútuo entre os cidadãos-contribuintes-eleitores, como dizia o jornalista Helio Fernandes, perseguido por sucessivos governos e submetido a censura prévia por dez anos no regime militar, a partir do Ato Institucional nº 5, de 1968, e sendo levantada somente em 1978.

TOFFOLI EM CENA – A manipulação das leis começou em 1964, quando Dias Toffoli presidia o STF e deu um jeito de colocar em votação o cumprimento de pena após julgamento em segunda instância, que é uma espécie de cláusula pétrea do Direito Criminal, adotada por todos os 193 países da ONU, dos quais apenas 75 são considerados democráticos ou semidemocráticos.

Para libertar Lula, Toffoli pós em julgamento essa aberração e seis ministros se manifestaram a favor da estranha tese do trânsito em julgado: Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Dias Toffoli.

E a impunidade então passou a ser institucionalizada, porque os criminosos da elite conseguem estender os processos até a prescrição do crime ou da pena.

FICHA LIMPA – No mesmo 2019, as mulheres de dois ministros (Toffoli e Gilmar) caíram na malha da Receita. Toffoli ilegalmente então criou o inquérito das fake news, nomeou Moras para relator, sem sorteio eletrônico, e nunca mais a Justiça brasileira foi a mesma, com a existência desse inquérito do fim do mundo, que Moraes usa para perseguir quem bem entende.

Dois anos depois, em 2021, para que Lula pudesse se candidatar, o relator da Lava Jato, Edson Fachin, colocou em votação a “incompetência territorial absoluta”, uma excrescência jurídica que também não existe em nenhum dos países da ONU.

Votaram a favor  Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Dias Toffoli, Gilmar Mendes. Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Luís Roberto Barroso, numa maioria mais que absoluta, pois apenas três ministros foram contrários: Nunes Marques, Marco Aurélio Mello e Luiz Fux.

VINGANÇA PURA – No comando do ilegal inquérito do fim do mundo, que não acaba nunca, Moraes tornou-se um ditador jurídico a serviço do governo Lula. Passou a perseguir oposicionistas e exagerou tanto que  tentou dar ordens a serem cumpridas pela Justiça dos EUA, e somente a partir daí começou sua ruína.

Em 2023 houve o golpe que nem se concretizou, não teve um só tiro nem mortes, mas os supostos golpistas foram julgados com um rigor absurdo e ilegal pelo Supremo.

Com sangue nos olhos e a faca entre os dentes, o relator Moraes conseguiu convencer oito ministros a apoiar suas sandices. Assim, mais de 1,5 mil réus foram considerado “terroristas” e pseudos integrantes de uma quadrilha armada, embora nem se conhecessem entre si nem estivesse empunhando nenhuma arma quando foram presos, a não ser um batom, que mereceu 14 anos de cadeia.

FORA-DA-LEI – Com inaudita soberba, o ditador Moraes foi julgando os golpistas inteiramente à margem da lei. Para elevar as penas, duplicou crimes que são excludentes entre si, como Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (Art. 359-L) e Golpe de Estado (Art. 359-M), assim como Dano qualificado (Art. 163, parágrafo único) e Deterioração de patrimônio tombado (Lei 9.605/98).

Além dessa absurda duplicação de leis, para aumentar as penas, Moraes conseguiu condenar todos os incriminados, sem exceção, por crime de associação criminosa armada, sem que ficasse provado o uso de arma por qualquer um dos réus.

O fato concreto é que Moraes conseguiu aprovar essas excrescências jurídicas por unanimidade na Primeira Turma, formada por Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Luís Roberto Barroso. Mas quem se interessa?

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P.S. 1 –
Nos julgamentos, Moraes levou o Supremo a cometer esses crimes horrendos e não está respondendo por nenhum deles. Todos ficarão impunes, sem afetar em nada o ministro, simplesmente porque ele não tem consciência. Nesta terça-feira, o STF vai decidir se ele será investigado, mas por outros crimes, e o principal é de advocacia administrativa, por vender proteção a um banqueiro criminoso e usar mulher e filhos para serem seus cúmplices.

P.S. 2 – O pior é saber que há outros ministros que são solidários a Moraes e lutam desesperadamente para que ele não seja afastado do Supremo e continue a cometer crimes impunemente. Falta a eles o que sobrava ao historiador Capistrano de Abreu – ter vergonha na cara. Apenas isso. (C.N.)

Piada do Ano! Contrato mandava mulher de Moraes “impedir” qualquer ilegalidade no Master…

Reprodução de A Voz da Rua

Carlos Newton

Este ano, excepcionalmente, não será realizado o tradicional Concurso de Piada do Ano, porque surgiu antecipadamente uma forte candidata à Piada do Século, criada pela inspiração do ainda ministro Alexandre de Moraes, que desponta como o maior humorista da História do Supremo Tribunal Federal, pois jamais houve nada igual nos 135 anos de funcionamento da mais importante corte de justiça do país.

Ao ser revelada pela jornalista Malu Gaspar a íntegra do contrato entre o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados e o Banco Master S.A., ficou patente que o ministro Moraes iria vencer, antecipadamente, o Concurso Piada do Ano, porque o contrato redigido pelo outrora respeitado jurista não era de R$ 3 milhões mensais por três anos de serviço.

LIQUIDO E BRUTO – Na verdade, os R$ 3 milhões mensais eram líquidos, porque o compreensivo banqueiro Daniel Vorcaro aceitara pagar também os impostos. Assim, o valor mensal passara para R$ 3.646.529,77, elevando para R$ 131.275.071,72 o total a receber.

Porém, não ficou apenas nisso, porque o mais que compreensivo banqueiro aceitou pagar também “as despesas operacionais de quaisquer espécies para a realização do objeto ora contratado, tais como taxas e emolumentos cobrados pelos órgãos públicos, custas judiciais de quaisquer espécies, despesas de deslocamento (inclusive passagens aéreas), fotocópias, hospedagem e refeições”.

Caramba! vejam que Moraes foi implacável, pois não aceitou pagar nem mesmo as fotocópias, certamente isso mereceria ser a Piada do Século, mas acontece que ele conseguiu criar outra anedota ainda mais sensacional.

MISSÃO DA MULHER – A maior piada do repertório de Moraes é justamente a missão que estava destinada em contrato à advogada Viviane Barci, sua mulher. Além de cuidar de todas as questões jurídicas, ela teria de organizar e coordenar “cinco núcleos de atuação conjunta e complementar – estratégica, consultiva e contenciosa – perante o Judiciário, Ministério Público, Polícia Judiciária, Órgãos Do Executivo (Banco Central, Receita Federal, PGFN, CADE) e Legislativo”.

Mas ainda era pouco, e Moraes previu que o escritório da mulher e dos filhos cuidasse de muitas outras atividades necessárias para evitar que o Master cometesse qualquer ilegalidade em suas operações.

Mas essa infinidade de missões foi o grande erro do criador do contrato. Era humanamente impossível que a mulher e os filhos de Moraes cuidassem de tanta coisa ao mesmo tempo. Como obviamente não conseguiriam, o emergente Banco Mater então desandou e passou a cometer as maiores falcatruas, comprometendo simultaneamente os três poderes da República, sem que a mulher e os filhos do ministro, responsáveis oficiais pela lisura dos negócios do banco, pudessem evitar as maracutaias, como dizem os petistas.

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P.S. 1 – Portanto, pela leitura atenta do contrato, pode-se extrair que a culpa da derrocada do Master pode ser atribuída exclusivamente a Moraes. Nada de errado teria acontecido, se ele não tivesse redigido um contrato tão draconiano, explorando de uma forma massacrante o talento e o vigor da própria esposa e dos filhos, ao lhes atribuir tarefas que nenhum escritório de advocacia do mundo conseguiria realizar, Afinal, o Master tinha mais de 500 empregados e colaboradores, que facilmente poderiam ter evitado essas ilegalidades, porém Moraes preferiu passar a responsabilidade integral para a mulher e os filhos, o que causou todos esses escândalos.

P.S. 2 – Na forma da lei, o Banco Master e Daniel Vorcaro agora têm todo direito de processar a família Moraes para reparação de danos. Diz o artigo 186 do Código Civil: “Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito”. E o artigo 927 completa: “Aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo”. (C.N.)   

No desespero, a imprensa amestrada usa o filme “Dark Horse” para desviar atenções

Cofrinho de porquinho é para os fracos… #bolsonaronacadia #flaviorachadinha #darkhorse #charge #desenholadino

Charge do Ladino (Arquivo Google)

Carlos Newton

Em comparação aos gravíssimos escândalos do Supremo, que aumentam cada vez mais, o caso do financiamento ao filme “Dark Horse” realmente não merece o destaque que vem recebendo na imprensa, conforme o comentarista Duarte Bertolini ironizou aqui na Tribuna. O objetivo dos jornalistas amestrados é desviar as atenções que deveriam estar voltadas para o apodrecimento dos três Poderes, com destaque para o Supremo, uma circunstância que está favorecendo a candidatura de Flávio Bolsonaro, ao invés de fortalecer uma terceira via.

Esse fato demonstra o despreparo e a falta de conhecimento político da maioria do eleitorado, que deveria estar procurando o menos ruim dos candidatos, ao invés de votar tapando o nariz, ao escolher entre Lula e Flávio.

FALSAS DENÚNCIAS – Como não foi possível desmoralizar o ministro André Mendonça, que tem até a nota fiscal do terno que Vorcaro teria “presenteado” a ele, conforme as falsas denúncias plantadas na imprensa, a saída do PT é bombardear com notícias sobre o “Dark Horse”.

No entanto, essa estratégia está destinada ao fracasso, porque o escândalo do Master é muito maior e atinge preferencialmente os aliados do presidente Lula da Silva. Nesta sexta-feira, por exemplo, o grande destaque foi o relatório da Polícia Federal apontando o ministro Dias Toffoli como “beneficiário final” ou “proprietário de fato” do fundo de investimento Arleen, que recebeu ao menos R$ 35 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo apuração exclusiva da revista “Piauí”, os recursos foram transferidos para uma holding registrada nas Ilhas Virgens Britânicas ao longo de 2025, por meio de um empresário que é amigo e cúmplice de Toffoli.

FORÇANDO A BARRA – Para atingir o ministro André Mendonça, a imprensa amestrada deu destaque à informação de que a denúncia da Polícia Federal está há sete meses sob análise do relator (o próprio Mendonça), “sem que haja qualquer posição pública sobre o caso”.

Como se vê, a bancada petista da imprensa está forçando a barra para conseguir criticar Mendonça, porque o caso Master esteve sob sigilo até agora, pois somente nesta quinta-feira o presidente do STF, Édson Fachin, derrubou o sigilo e determinou a liberação das informações do inquérito.

Além do mais, seria Piada do Século julgar que Mendonça pudesse se sujar para proteger o emporcalhado Dias Toffoli, que hoje é tristemente famoso no mundo inteiro e acaba de ser denunciado à OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) por acobertar a corrupção promovida internacionalmente pela Odebrecht.

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P.S. 1
No entanto, trafegando ao largo da imprensa amestrada, os jornalistas de verdade acabam noticiando o que realmente acontece. Assim, o colunista Lauro Jardim, de O Globo, revela que “Lula está em viés de queda em todas as pesquisas, de acordo com dados de que a própria campanha do PT dispõe. O presidente vive o seu pior momento em termos de popularidade dos últimos doze meses “.

P.S. 2Isso significa que poderia ter acontecido o crescimento de uma terceira via, já que Flávio Bolsonaro e Lula empatam em matéria de rejeição. Mas Ronaldo Caiado – o menos ruim – foi boicotado até mesmo por seu partido, o PSD, que o obrigou a aceitar o corruptíssimo Gilberto Kassab como vice, prejudicando sua chapa. (C.N.)

Investigação de Moraes será aprovada, porque Fachin e Cármen estão a favor

Fachin e Cármen Lúcia definirão destino de Alexandre de Moraes no plenário - Estadão

Cármen Lúcia e Fachin devem garantir a maioria de 4 a 3

Carlos Newton 

Está agendado para a próxima terça-feira, dia 15, o julgamento no plenário do Supremo Tribunal Federal para decidir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por suas ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro, que propiciaram o enriquecimento ilícito do integrante do STF. A suspeita surgiu a partir de um relatório da Polícia Federal que revelou uma estarrecedora troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro.

No entanto, para colocar em julgamento a investigação do ministro, o presidente do Supremo, Édson Fachin, terá de contornar um delicado impedimento processual, apontado pelo jurista carioca Jorge Béja aqui na Tribuna da Internet.

O artigo publicado por Béja explica que o Regimento do STF exige quórum de oito ministros para decidir assunto constitucional ou de seis ministros caso se trate de questão criminal.

DIZ O REGIMENTO – Como Alexandre de Moraes e André Mendonça estão suspeitos e não podem participar, por estarem diretamente envolvidos na questão, e Dias Toffoli foi impedido de julgar o caso Master pelo mesmo motivo, só restarão 7 ministros aptos a votar. Nessa hipótese, se Fachin considerar que o assunto é constitucional, o julgamento não poderá ser realizado, conforme Béja advertiu.

A única saída para Fachin será considerar que a questão não é constitucional, embora na verdade o tema “investigação de ministro” seja absolutamente constitucional (artigo 102, inciso I, alínea “b”).

Somente nesta hipótese escorregadia, Fachin poderá ir em frente e fazer o julgamento com apenas sete ministros em condições de votar. Assim, a questão será decidida por Luiz Fux, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Edson Fachin, Nunes Marques, Flávio Dino e Cristiano Zanin.

PERDE E GANHA – Sabe-se, sem medo de errar, que Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zani votarão contra a investigação de Alexandre de Moraes, enquanto Luiz Fux e Nunes Marques se manifestarão pela abertura do inquérito, formando o placar de 3 a 2.

Como serão necessários quatro votos para decidir a questão, a definição do julgamento dependerá das manifestações de Cármen Lúcia e Edson Fachin, criando um suspense de matar o Hitchcock.

Aqui em nossa trincheira da Tribuna, eu aposto que Fachin e Cármen serão favoráveis à abertura do inquérito contra Moraes e Andrei Rodrigues. Tanto Fachin quanto Cármen já passaram da chamada Idade da Razão que Jean-Paul Sastre celebrizou. Além disso, têm um nome a zelar e não vão se sujar para acudir um falso jurista emporcalhado como Alexandre de Moraes.

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P.S
. 1 – As biografias de Fachin e Cármen, porém, mostram alguns deslizes. Foi Fachin quem inventou a “incompetência territorial absoluta”, para limpar a ficha suja de Lula, enquanto Cármen foi contra a censura a biografias (“Cala a boca já morreu…”), mas depois aplaudiu a censura nas redes sociais, criada por Moraes. Bem, a gente sabe que na vida todo mundo erra. Porém, no julgamento de terça-feira não se pode admitir que haja erros.

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P.S. 2 –
Já ia esquecendo. Caso o plenário aprove, além de Moraes, também serão investigados Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, procurador-geral da República, porque é tríplice o  efeito do pedido que o Partido Novo fez ao Supremo. (C.N.)

Dino se exibiu para o PT, na esperança de se tornar herdeiro de Lula em 2030

Decisão de Flávio Dino sobre leis estrangeiras: análise jurídica

Dino acha (?) que pode substituir Lula como dono do PT

Carlos Newton

O país inteiro de surpreendeu nesta quarta-feira, com a decisão do ministro Flávio Dino, que aceitou recurso encaminhado por Andrei Rodrigues e Leandro Almada da Costa para serem reintegrados aos cargos que ocupavam na Polícia Federal — respectivamente, diretor-geral e diretor de Inteligência Policial.

Com altas dose de audácia e desfaçatez, Dino tornou-se um tríplice coroado em matéria de manipulação, porque desrespeitou simultaneamente normas existentes em três legislações – o Regimento do Supremo Tribunal Federal, o Código de Processo Civil e a própria Constituição,

INFRAÇÕES GRAVES – Sem a menor dúvida, o ministro cometeu duas graves infrações processuais. A primeira delas foi desrespeitar o Regimento, ao aceitar recurso em processo que corre em outra Turma. As normas do Supremo determinam que cada Turma é revisora da outra, mas isso só ocorre em caso de “ação revisional”, como o processo que Jair Bolsonaro está movendo hoje na Segunda Turma, para anular sua condenação pela Primeira Turma a 27 anos e três meses de prisão.

Ou seja, em nenhuma hipótese um ministro tem poderes para intervir em ação que corre na outra Turma. Mas Dino foi audacioso e não ficou somente nisso, pois também anulou a decisão da maioria da Segunda Turma (Mendonça, Fux e Marques) por motivo inexistente, ao alegar que o Partido Novo não podia ser “parte” no processo, embora não exista nenhum dispositivo legal que determine essa impossibilidade.

Portanto, com essa decisão Dino cometeu crime de responsabilidade, por desrespeitar o Princípio da Legalidade (artigo 5º, inciso II, que impõe: “Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”. E não existe lei que impeça o Partido Novo de recorrer à Justiça e ao Supremo para pedir medida cautelar, conforme Dino infantilmente alegou.  

A MOTIVAÇÃO – Cabe aqui a pergunta que não quer calar: Por que Flávio Dino, que é juiz federal licenciado e conhece profundamente as leis, cometeu essas graves infrações?

Bem, é preciso lembrar que, apesar de ser juiz, Flávio Dino preferiu a política, foi deputado federal, governador e senador. Para ele, embora tenha aceitado ser ministro do STF, a política é mais importante do que a Justiça.

No caso do enfrentamento ao ministro André Mendonça, Dino está atuando politicamente para tentar garantir a reeleição do presidente Lula da Silva. Nesta manobra, jogou todas as suas fichas na vitória do PT nesta eleição, para depois ser candidato a presidente em 2030, pois Lula jamais deixou surgir alguma liderança que possa substituí-lo no partido e o lugar está vago.

É CANDIDATO? – Em 2030, o ministro Flávio Dino estará com 62 anos e nada impede que pretenda ser candidato à sucessão. Basta renunciar ao mandato do Supremo para ter condições legais de concorrer às eleições.

Mas essa possibilidade só pode ocorrer se Lula conseguir a reeleição neste ano.  Se Lula perder este ano para Flávio Bolsonaro, o quadro muda de figura, porque o PT pode se enfraquecer de tal maneira que em 2030 a candidatura de Dino ou qualquer outro pretendente ficaria completamente inviabilizada.

Quanto a Lula, que aos 81 já está meio gagá, com 85 anos estará completamento fora do ar, cantando “Ninguém me ama”, caso continue resistindo aos chamados do Criador, é claro. E, sem ele, ninguém aposta na sobrevivência do PT.

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P.S. –
Quanto à crise do STF, Édson Fachin ainda é o dono do baralho. Nesta sexta-feira ele recebe os relatórios de Mendonça, Moraes, Gonet e Andrei. Vai passar o fim de semana fazendo trabalho extra, mas segunda-feira ele terá de se pronunciar. E o suspense é de matar o Hitchcock, como dizia o genial jornalista e compositor carioca Miguel Gustavo.  (C.N.)

Imprensa petista faz comovente esforço para “desmoralizar” André Mendonça

Deputados do PT e demais partidos progressistas exigem saída de André Mendonça da relatoria do caso Dark Horse – Brasil 247

A imprensa ataca Mendonça, que responde pedindo orações

Carlos Newton

Termina na próxima sexta-feira, dia 11, o prazo dado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Édson Fachin, para que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, assim como o procurador-geral Paulo Gonet e o delegado Andrei Rodrigues, diretor da Polícia Federal, enviem esclarecimentos sobre as investigações no caso do Banco Master.

Até agora, apenas o ministro André Mendonça cumpriu a determinação e foi além, requerendo que o presidente do STF marque a data de julgamento do pedido oficial de afastamento e investigação do ministro Moraes, por seu envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro, com crimes de advocacia administrativa e falsidade ideológica.

AFASTAR MORAES – Após as manifestações de Moraes, Gonet e Andrei, o presidente do Supremo então pedirá que o plenário resolva se dará encaminhamento ao pedido para afastar Moraes da Corte e investigar seus procedimentos.

Simultaneamente, Fachin terá de encerrar o inquéritos das fake news e enviar ao plenário os pedidos para serem investigados os outros três acusados – Gonet, Andrei e o próprio Mendonça, apofundando a crise ética vivida pelo Supremo, um fato inédito, jamais ocorrido na História Republicana.

O agravamento do escândalo está tirando votos de Lula, uma circunstância que leva à loucura a maioria dos jornalistas em atiividade, que insistem em apoiar Lula, achando que ele é o menos pior. E assim a grande imprensa passou a atacar André Mendonça impiedosamente.

FAKE NEWS – Desta vez, as fake news são plantadas pelos jornalistas  favoráveis ao PT, que se esmeram em criar situações desfavoráveis a André Mendonça. O mínimo que estão propagando é que não há diferença entre ele e Moraes, porque ambos seriam ligados a Daniel Vorcaro.

Mas outras notícias vão além, dizendo que Mendonça atua num instituto especializado em desviar recursos públicos, sem que haja nenhuma prova nesse sentido. O ministro realmente foi fundador do Instituto Iter, voltado para o aperfeiçoamento profissional na área jurídica, que em dois anos instruiu quase 4 mil alunos.

Após repercussão sobre contratos para aperfeiçoamento de servidores públicos, Mendonça não somente cedeu suas cotas, como também levou o instituto a funcionar sem fins lucrativos, com o ministro atuando apenas como professor.

TIROTEIO – É impressionante o tiroteio da imprensa petista para atingir André Mendonça, e já se afirma até que Fachin pode tirá-lo da relatoria dos casos Master e INSS.

O mais incrível, tipo Piada do Ano, é noticiar que Alexandre de Moraes tem condições de continuar como ministro e poderá até presidir o Supremo a partir de agosto, conforme está previsto no sistema de rodízio, pois atualmente ele é vice-presidente.

As notícias plantadas pelo PT informam que Moraes conta com apoio do ministro Gilmar Mendes, que já se manifestou a seu favor, Dias Toffoli, Flávio Dino e Cristiano Zanin, além de Cármen Lúcia, com a qual se relaciona muito bem, enquanto Mendonça tem apenas o apoio de Luiz Fux, sendo incógnitas as posições de Édson Fachin e Nunes Marques.

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P.S. –
Essas previsões são uma grande conversa fiada. Está tudo ainda no ar, e Fachin ainda nem sabe como conduzir a sessão, porque o jurista Jorge Béja já esclareceu, aqui na Tribuna da Internet, que o Regimento exige oito presenças para decidir questões constitucionais, mas só há sete votantes, porque Moraes, Mendonça e Toffoli (afastado da relatoria do caso Master) estão impedidos de participar. Quer dizer: antes de tudo, Fachin tem de estudar uma saída para esse imbróglio jurídico-regimental, enquanto la nave va, sempre fellinianamente. (C.N.)

Delegados da PF se unem contra Moraes, que agora fica sem qualquer chance de defesa

Quem é Alexandre de Moraes, o novo ministro do STF - BBC News Brasil

Não adianta Moraes se arrepender, porque já é tarde demais…

Carlos Newton

A esculhambação no Supremo Tribunal Federal é tamanha que a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) resolveu intervir no caso do Banco Master, para evitar que exista qualquer chance de impedir o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, acusado de advocacia administrativa e outros crimes que desonram o Supremo Tribunal Federal.

Neste sábado, a Associação resolveu dar um basta nas diversas tentativas quem vêm sendo feitas pelos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes para tumultuar o inquérito, com apoio ostensivo de um personagem estratégico, o procurador-geral da República Paulo Gonet, que também precisa ser investigado, por seu íntimo envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro.

IMPEDIMENTO – Assim, em pleno feriado prolongado, a Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal enviou um importantíssimo documento ao procurador Paulo Gonet, nos seguintes termos:

A ADPF requer que o Procurador-Geral da República se declare impedido e se abstenha de praticar atos, seja como fiscal da lei, seja como titular do controle externo, nos procedimentos relacionados aos fatos em que é citado; que o procedimento instaurado seja arquivado por ser via inadequada ao questionamento de ato do STF”, diz a nota, que completa:

E que os fatos que vieram à tona pela operação Compliance Zero sejam apurados em toda a sua extensão, sem seletividade quanto às autoridades envolvidas“.

MÁXIMA IMPORTÂNCIA – Esse requerimento da ADPF é um fato histórico, a ser lembrado no futuro, porque será decisivo para que haja uma recuperação da dignidade do Supremo Federal e dos outros Poderes, que vivem uma fase de inteira desmoralização.

A crise institucional chegou a tal ponto que a Presidência da República está sendo disputada por dois candidatos corruptos, enriquecidos ilicitamente e que não têm o menor merecimento para representar o cidadão-contribuinte-eleitor, na expressão criada por Helio Fernandes.

Por tudo isso, é um fato da máxima importância, com os delegados federais enfrentando diretamente o diretor-geral da própria PF, Andrei Rodrigues, que precisa ser investigado junto com a própria mulher, a jornalista e lobista Renata Varandas, também envolvida no caso Master.

APOIO A MENDONÇA – Não se trata de um simples apoio ao ministro André Mendonça, para que dê seguimento ao inquérito, doa a quem doer. Na verdade, a manifestação dos delegados da ADPF representa um recado direto a todos os brasileiros.

Em tradução simultânea, significa que os policiais federais sabem quem está envolvido e vão exigir que todos sejam processados e julgados, na forma da lei.

A ADPF, integrada por cerca de 2 mil delegados federais, é presidida por Edvandir Félix de Paiva, tendo Maria do Socorro Tinoco como vice-presidente, e Denis Colares de Araújo, Silvia Amélia Oliveira e Larissa Magalhães Nascimento como secretários.

IMPRENSA LIVRE – A Tribuna da Internet se levanta para aplaudir a direção da ADPF, cujo posicionamento será fundamental para permitir que ocorra uma limpeza ética nos três Poderes. Nesse sentido, lembramos que a Tribuna participou ativamente dessa luta.

Em maio de 2025, seis meses antes de haver a intervenção no Banco Master, já tínhamos publicado tantas denúncias que tivemos de enviar minuciosos dossiês para Comissão de Valores Mobiliários, Banco Central e Tribunal de Contas da União, uma prática que passamos a tomar como rotina, em nossa atuação como Imprensa Livre.

Por dfim, aproveitamos o ensejo, para divulgar a seguir as contribuições de comentaristas que apoiam a luta desse blog, que funciona sob o signo da liberdade, sem patrocínios comerciais, políticos ou empresariais.

De início, vamos agradecer as contribuições na conta da Caixa Econômica Federal:

DIA  REGISTRO   OPERAÇÃO     VALOR
06    061327        DEP DIN LOTER…… 100,00
11    111401         DEP DIN LOTER….. 200,00
14    141553        DEP DIN LOTER….. 230,00
20    201600       DEP DIN LOTER…… 200,00
29    291324        DEP DIN LOTER….. 200,00
31    000001        JOSE PAULO V……… 40,00

A seguir, os depósitos no Itaú/Unibanco:

03   PIX TRANSF JOSE FR01/08……. 150,00
03   PIX TRANSF PAULO R02/08….. 100,00
04   TED 001.5977.JOSE A P JR…….. 354,18
17    TED 001.4416.MARIO A C R….. 300,00
24   PIX TRANSF CELSO P23/08……. 100,00
31   PIX TRANSF DUARTE 29/08…… 160,00
31   TED 033.3591.ROBERTO S D…… 200,00

Por fim, o depósitosno Bradesco:

05   TRANS AUT. Luiz C.B. Paim……. 300,00   

Agradecendo a todos os que colaboram conosco nessa utopia de manter um espaço independente na web, vamos em frente, sempre juntos. (C.N.)

Proposta indecente de Gilmar a Lula significa criar um novo tipo de golpe de estado

Lula volta em clima de velório nacional - Blog do Ari Cunha

Charge do Cláudio Aleixo (Arquivo Google)

Carlos Newton

A avalanche sobre Brasília é pior do que as neves que desabaram sobre o Nepal, porque o fenômeno que arrasa os três Poderes no Brasil está apenas começando e ainda vai durar muito tempo, até ocorrer uma limpeza das instituições. Justamente por isso, já se esperava que, nesta quarta-feira, a reunião do plenário fosse como um velório de madre-superiora, com todos os ministros sofridamente compungidos, sem arriscar comentários sobre a tragédia da corrupção generalizada.

O ainda ministro Alexandre de Moraes não derramou uma só lágrima. Pelo contrário, deu gargalhada na hora do cafezinho, ao conversar com Gilmar, Zanin e Fachin, vejam como essa gente é solidária na impunidade. Na sessão, o presidente Édson Fachin nem tocou no assunto. Ficou quieto, respeitando a estratégia de Moraes, que não aceitou tocar no assunto antes de passar ao ataque, com uma desfaçatez extraordinária, acusando Mendonça de “abuso de autoridade”.

PORCARIADA – A embromação vai continuar. Cedo ou tarde, porém, Fachin terá de colocar em votação o pedido do relator André Mendonça, para abrir investigação sobre Moraes e quem estiver próximo a ele na banca de negócios aberta para atender o banqueiro fraudador Daniel Vorcaro, que emporcalhou os três Poderes, fazendo jus a seu sobrenome.

Em italiano, Vorcaro é uma derivação de Porcaro, que deriva do latim “porcus” com o sufixo “aro”, que indica ocupação, significando “porqueiro” em português.

Assim, cabe ao Supremo limpar inicialmente sua porcariada corporativa, para depois ter condições de conduzir a lavagem do Legislativo e do Executivo, que não ficam a dever em matéria de corrupção e leniência administrativa, nesta deprimente fase da vida pública, que se confunde com a privada.

RÁPÍDO NO GATILHO – O ministro Gilmar Mendes (ele, sempre ele) não conseguiu se conter. Antes mesmo de Moraes revidar, Gilmar foi rápido no gatilho e procurou o presidente Lula da Silva para fazer uma sugestão de caráter emergencial, que a seu ver seria capaz de limpar a barra suja dos três Poderes.

Para começar, disse que a culpa desse chiqueiro é do ministro André Mendonça, que estaria conduzindo o inquérito do Banco Master de tal forma que caberia até impetrar um mandado de segurança contra as decisões dele.

Alegou que Mendonça errara ao colher depoimento de Vorcaro sem a presença da Polícia Federal. Além disso, o relator nem poderia dar prosseguimento ao caso, porque os novos relatórios da PF foram rejeitados pelo procuradoria-geral Paulo Gonet.

PROPOSTA INDECENTE – Segundo a jornalista Rossean Kennedy, do Estadão, a quem Gilmar mandou vazar a notícia, Lula perguntou o que fazer e Gilmar então propôs uma ação institucional conjunta, a ser orquestrada pelo ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva. com o presidente do STF, Edson Fachin, tendo participação do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e também do procurador Paulo Gonet, é claro, que nem chegou a ser citado, mas está dentro do esquema, porque chegou à PGR por indicação de Gilmar, de quem foi colega e sócio na Faculdade de Direito que os dois criaram.

Trata-se, é claro, de uma solução ditatorial, que simplesmente afronta o Estado de Direito, num golpe pior do que aquele que Jair Bolsonaro planejou fazer, mas acabou desistindo, e mesmo assim foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

Bem, amigos,  quando nem mesmo Gilmar Mendes consegue uma solução cabível, é porque essa possibilidade não existe, está sendo criada no momento, inteiramente ao arrepio da lei.

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P.S.
O fato concreto é que o ministro André Mendonça tornou-se uma espécie de Davi enfrentando Golias. Terrivelmente religioso, formado em Teologia e atuando como ministro presbiteriano, sem receber pagamentos, ele demonstra impressionante coragem e está enfrentando a corja dos três Poderes, para passar o país a limpo. Mas precisará ter o apoio dos homens de boa vontade, para conseguir vencer os cavaleiros do Apocalipse, que se apoderaram do Brasil. Depois voltaremos ao assunto, para analisar como Mendonça está atuando. (C.N.)

Moraes se autodestruiu no Supremo por absoluta falta de honestidade e de caráter

Charge de @schmock_art

Charge do Schmock (@schmock_art)

Carlos Newton

Aos 57 anos, Alexandre de Moraes torna-se o maior fracasso da longa trajetória do Supremo, com um desfecho verdadeiramente inesperado, porque ele exibia uma sólida formação acadêmica e ostentava um currículo de rara qualidade, só comparável ao do ministro Luiz Fux na formação atual da corte.

Além de ter publicado dois importantes livros sobre Direito Constitucional, Moraes era professor titular de Direito Eleitoral da famosa Faculdade do Largo de São Francisco (USP), instituição pela qual se graduou e fez doutorado em Direito do Estado, sob a orientação do renomado professor Dalmo Dallari, apresentando uma tese sobre jurisdição constitucional.

BELO CURRÍCULO – Na USP, ele obteve em 2001 a livre-docência com uma tese sobre Direito Constitucional Administrativo. E no ano seguinte ingressou no corpo docente da universidade, como professor do Departamento de Direito do Estado. Além disso, exercia o magistério também na Universidade Presbiteriana Mackenzie, na Escola Superior do Ministério Público de São Paulo e na Escola Paulista da Magistratura. Nada mal, portanto.

Outro diferencial de Moraes era a experiência administrativa. Foi integrante do Ministério Público de São Paulo de 1991 até 2002, quando pediu exoneração para assumir o cargo de secretário estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania, no governo de Geraldo Alckmin, função que exerceu até 2005. Depois, foi secretário municipal de Transportes de São Paulo na gestão de Gilberto Kassab, de 2007 a 2010, e secretário municipal de Serviços, cumulativamente, de 2009 a 2010. Em seguida, Alckmin o nomeou secretário estadual de Segurança Pública, onde ficou até maio de 2016, quando se tornou ministro da Justiça no governo de Michel Temer.

BELA VIOLA… –  Como diz o velho ditado, “por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento”. Ao percorrer essa trajetória de vida, Moraes foi sendo alvo de diversas acusações sobre seus procedimentos, mas conseguia escapar delas.

Em fevereiro de 2005, quando era secretário estadual de Justiça, após ser pressionado por diversas denúncias de tortura e rebeliões, Moraes demitiu de uma vez só 1.761 funcionários dos presídios, alegando estar afastando a “banda podre” da instituição. A demissão em massa gerou uma ação trabalhista coletiva que obrigou o governo a pagar 38 milhões de reais em indenizações. Moraes foi investigado pelo Ministério Público, mas o caso acabou arquivado.

Como secretário de segurança, um desastre, porque primou pela violência extrema, fazendo em 2015 a Polícia Militar ser responsável pela morte de uma em cada quatro pessoas assassinadas no estado de São Paulo, algo estarrecedor e jamais visto.

JUNTO AO PCC – Ainda em 2015, reportagem do Estadão revelou que o escritório de Moraes defendia pelo menos 123 processos da cooperativa Transcooper, uma das cinco empresas e associações que lavavam dinheiro para a facção criminosa do PCC.

Como ex-secretário de Transportes, Moraes tinha obrigação de saber quem controlava a cooperativa, mas se fingiu de desentendido e apenas disse, por meio de nota, que “renunciou a todos os processos que atuava como um dos sócios do escritório de advocacia” e alegou que estava de licença na Ordem dos Advogados do Brasil durante o período investigado. Quer dizer, explicou, mas não justificou, como é seu hábito.

Agora, no auge da carreira, o pirotécnico ministro do Supremo novamente não tem como se justificar, devido à constatação de que vendeu “proteção” a um banqueiro fraudador que se acostumara a comprar autoridades em série. É um final grotesco de uma carreira que parecia magnífica.

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P.S. 1
Esse surpreendente caso criminal é apenas mais um episódio bizarro em um país onde o próprio presidente da República já cumpriu pena por corrupção e lavagem de dinheiro, sendo julgado por dez juízes diferentes, em três instâncias, e condenado sempre por unanimidade.

P.S. 2O mais incrível é que o soberbo Alexandre de Moraes foi destruído por um ministro que não dispõe de currículo portentoso e tem pequena experiência jurídica. Em compensação, André Mendonça desponta como um homem digno e corajoso, que sabe como enfrentar os poderosos e vencê-los no bom combate. (C.N.)  

É inconcebível que Moraes e Dias Toffoli continuem sendo ministros do Supremo

CPI do Senado para investigar Moraes e Toffoli reúne assinaturas  necessárias #charge #cartum #caricatura #editorialcartoon #politicalcartoon

Charge do Clayton (O Povo/CE)

Carlos Newton

Às vésperas de uma eleição presidencial que nada significa, pois o resultado pouco mudará neste país, que continuará refém do conluio entre os três Poderes, não importa quem seja eleito, surge a notícia de que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre um documento da Polícia Federal que inclui uma mensagem de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pedindo ao interlocutor a proteção de “Andrei e Paulo”.

Ora, até as ondulantes pilastras do prédio do STF sabem que as figuras mencionadas são Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, procurador-geral da República.

VENDENDO PROTEÇÃO – Vejam a que ponto chegamos, com um criminoso do porte de Vorcaro, que manipulava bilhões de reais, pedindo proteção a duas das maiores autoridades do país.

Ele cometeu essa desfaçatez, porque estava consciente da impunidade. Como diz o jornalista Mário Sabino, o banqueiro Vorcaro tinha 129 milhões de motivos para acreditar que podia comprar a proteção de todas as autoridades da nação, até porque o atual presidente, Lula da Silva, sempre se vendeu por pouco, muito pouco, em relação a outros expoentes do Partido dos Trabalhadores, como Antonio Palocci e José Dirceu, que já cumpriram penas e continuam enriquecidos, e outros petistas, como Jaques Wagner e Rui Costa, que são baianos, adoram Axé Music e não estão nem aí para as denúncias.

No Brasil de hoje, como diria o genial historiador Capistrano de Moraes, é estarrecedora a falta de vergonha que as cúpulas dos três Poderes estão exibindo.

CORRUPÇÃO ACEITA – No caso do Supremo, nunca se viu nada igual desde sua fundação, em 1891, orquestrada por Ruy Barbosa. Pela primeira vez, o tribunal tem dois membros notoriamente corruptos, e nada acontece.

Tanto Alexandre de Moraes quanto Dias Toffoli já deveriam ter sido afastados desde o surgimento das gravíssimas denúncias, que os dois nem se deram ao trabalho de refutar.

Flagrado como dono de um resort, envolvido com banqueiros corruptores como Daniel Vorcaro (Master) e André Esteves (BTG), Toffoli ainda tentou se justificar. Em sessão do plenário, disse que, se ministro do STF pode ter ações de empresas, com certeza tem direito de ser dono delas. Quanto a Moraes, nem tenta se defender – simplesmente finge que não está acontecendo nada.

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P.S. 1 –
Em qualquer país minimamente sério, Moraes e Toffoli teriam sido afastados sumariamente de suas funções. Mas aqui não se pode fazê-lo, porque o Regimento não prevê a existência de ministros corruptos ou vendedores de proteção. Ora, essa justificativa é ridícula, porque a legislação determina afastamento e punição de servidor que comete crime, e os ministros do Supremo são funcionários públicos como os outros.

P.S. 2 – Outro argumento é de que o Supremo está com menos um ministro desde a saída de Luís Roberto Barroso. Mas a desculpa não cola. Basta convocar ministros do STJ para cumprirem a função, até serem nomeados os novos integrantes, como se faz em todos os tribunais de segunda e terceira instâncias. E o resto é folclore, como dizia o magistral Sebastião Nery. (C.N.)

Desde 2003, a política de Lula agrava a desigualdade salarial no serviço público

O Estado como indutor da desigualdade - Blog do Ari Cunha

Charge do Bira (Arquivo Google)

Carlos Newton

O próximo governo tem dois graves desafios. Um deles é a irresponsável elevação da dívida pública, que o governo de Jair Bolsonaro conseguiu reduzir, mas Lula jogou para o espaço novamente; e o outro problema é o agravamento da desigualdade social, que aumentou a favelização nas cidades, agravando a situação da segurança pública, dos transportes, do abastecimento de água e do saneamento básico.

A desigualdade social deriva da disparidade salarial  pois a política oficial do governo é de conceder reajustes sempre lineares, aplicando-se o mesmo percentual para todos os salários, sejam de pequena monta ou de muito maior valor.

QUEM SE INTERESSA? – O problema da desigualdade social é desafiador para o próximo presidente da República, porém nenhum candidato preparou um projeto capaz de diminuir a gravidade da questão, que atinge a imensa maioria dos brasileiros, especialmente por seus efeitos no tocante à segurança pública.

O resultado é que o país chegou a uma situação em que ninguém se sente seguro, não importa a classe social. Os pobres estão literalmente abandonados nas favelas, onde não existe presença da polícia, porque são áreas dominadas por traficantes ou milicianos. A classe média tornou-se refém e vive através das grades que cercam os condomínios. Até os ricos estão inseguros e podem ser assaltados pelos próprios seguranças, porque a desigualdade social traz esses estranhos inconvenientes.

PONTO-CHAVE – A violência e a criminalidade somente podem ser reduzidas no Brasil quando diminuir a desigualdade social. Este é o ponto-chave da questão. Aqui debaixo do Equador, o governo sempre representa a elite, jamais o país como um todo. Por isso, não existe iniciativa concreta visando a reduzir a disparidade de renda, que é a principal causadora da desigualdade social.

Para enfrentar o problema, não basta estabelecer que o salário mínimo tenha aumento real acima da inflação. Atualmente, ele tem reajuste do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) somado ao crescimento do PIB nos dois anos anteriores, com teto de 2,5%. É preciso aumentar esse limite para 5%, pelo menos.

Além disso, é fundamental reduzir a disparidade entre o menor salário (mínimo – R$ 1.621,00) e a maior remuneração (ministro do Supremo – R$ 46.366,19). Não é justo dar o mesmo percentual de reajuste a todas as categorias salariais que recebem mais de um mínimo. É uma perversidade.

ETERNOS PRIVILÉGIOS – O sistema atual é realmente uma desumanidade. Quando o governo concedido um aumento de 10% para os servidores federais, isso significa que os menos qualificados, que recebem dois mínimos mensais (R$ 3.242,00), têm aumento de R$ 324,20, passam a ganhar R$ 3.566,20.

Já o servidor que recebe o teto de R$ 46.366,19, com esse mesmo reajuste de 10% (R$ 4.636,61), passa a ganhar R$ 51.002,80. Ou seja, no Brasil, que é a décima maior economia do mundo, a política trabalhista dos governos do PT, desde 2003, no primeiro governo Lula, é no sentido de agravar a desigualdade social a cada ano no serviço público federal, que serve de paradigma para o país, como um todo.

O fato concreto é que a política salarial do PT, que se proclama Partido dos Trabalhadores, somente beneficia com reajuste acima da inflação quem recebe salário mínimo. Para o servidor que ganha a partir de dois mínimos por mês, o PT trabalha para aumentar cada vez mais a disparidade em relação a quem ganha o máximo. Você sabia?

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P.S.
É pena que nenhum candidato se preocupe com a desigualdade social, neste viés da disparidade salarial. A imprensa, hipnotizada pelo PT, também não se interessa. E assim reina a enganação nessa Terra do Nunca Jamais, onde o papel de Peter Pan, o menino que não queria crescer, é desempenhado ao contrário por Lula da Silva, que não aceita envelhecer e parar de esculhambar este país. E que Deus tenha piedade dos brasileiros que não querem votar no menos ruim, chamado Ronaldo Caiado. (C.N.).

A imprensa deveria defender sempre a eleição do candidato “menos ruim”

filosofiayreflexao A democracia não é um sistema feito para garantir que os melhores sejam eleitos, mas sim para impedir que OS ruins fiquem para sempre. Margaret Thatcher

Margaret Thatcher, ex-premiê britânica, enteneia de política

Carlos Newton

O jornalismo é uma profissão atípica e cada vez mais necessária à Humanidade, devido ao avanço das comunicações, que agora são feitas preferencialmente por celular ou computador, levando ao desespero os jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão, que até recentemente conduziam com exclusividade as informações aos eleitores.

Sim, por mais que a tecnologia avance, haverá sempre informações e eleitores, que escolherão os candidatos mediante as notícias circulantes. Portanto, a imprensa continuará a existir, o que já está mudando é seu papel.

FAKE NEWS – Um dos efeitos da modernização das informações é a maior propagação das fake news, pois notícias mentirosas são divulgadas desde sempre, mas eram menos frequentes na chamada  imprensa analógica, que funcionava como filtro das informações circulantes.

Na modernidade, a imprensa continuará existindo à moda antiga, divulgando informações, mas tem agora o importantíssimo papel de denunciar as fake news, para que sejam expurgadas das redes sociais e de portais, sites e blogs de baixa qualidade. É evidente que haverá punições para quem divulgar fake news, é apenas uma questão de tempo e de adequação das leis.

Isso significa que a obrigação social da imprensa será cada vez mais importante, especialmente nas eleições, para que os cidadãos-contribuintes-eleitores, como dizia Helio Fernandes, possam escolher o melhor candidato – ou o menor ruim, como se diz atualmente.

ATRASO MENTAL – O que ainda acontece no Brasil e no mundo é que os jornalistas insistem em tentar a prorrogação de uma fase histórica que já se tornou totalmente arcaica, pois ainda se dividem em esquerdistas e direitistas.

Há muito o capitalismo e o comunismo entraram em agonia. O que existe hoje nos países mais desenvolvidos é um avanço da social-democracia, que procura reunir as qualidades desses regimes antípodas e excludentes.  Ou seja, a social democracia busca garantir o desenvolvimento que o capitalismo possibilita, mas acompanhada do crescente bem-estar social ansiado pelo comunismo.

Hoje, os países com maiores índices de desenvolvimento e bem-estar social são las nações nórdicas, com destaque para Finlândia, Dinamarca, Islândia, Suécia e Noruega, que conseguem oferecer serviços públicos de excelência em saúde, educação,  previdência e segurança, com baixos índices de corrupção. Dizer que os países nórdicos são capitalistas é desconhecer a realidade, porque há tempos já praticam regimes híbridos.

DEMOCRACIA-SOCIAL – Da mesma forma, nações que antes eram essencialmente comunistas, como China, Rússia e Vietnã, estão adotando cada vez mais as práticas capitalistas, indicando que a Humanidade caminha mesmo em direção à social-democracia, sem a menor dúvida.

O impressionante é que, no mundo inteiro, a imprensa despreze essa realidade e continue a defender a polarização entre direita e esquerda. É prática infantil e irracional. A principal função da imprensa, em anos eleitorais, seria divulgar informações que favoreçam a vitória do melhor candidato, seja ele de esquerda ou direita.

O que importa não é debate ideológica. Como ensinava Sidarta Gautama, o Buda, há 2.500 anos, o que interessa é ver governantes e governados fazendo sempre o que é correto. Ou seja: Compreensão Certa, entendendo a realidade como ela é; Pensamento Certo, agindo com desapego, sem cobiça ou raiva; Fala Certa, comunicando-se de forma honesta e acolhedora; Conduta Certa, com respeito à vida e aos bens alheios; Meio de Vida Certo; numa profissão honesta e digna; Esforço Certo, com energia mental positiva; Atenção Certa, sempre evitando maus pensamento; e Concentração Certa, com meditação profunda pelo bem.

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P.S.
Os conceitos de Buda são idênticos aos ensinamentos de Lao Tsé, Confúcio, Moisés, Zoroastro, Cristo e outros líderes religiosos, colhidos desde três milênios e meio atrás. Até hoje, porém, os homens ainda não adotaram esses ensinamentos, que seriam fundamentais em época de eleições, como ocorre hoje no Brasil, em que a maioria das pessoas aceita votar em candidatos comprovadamente corruptos e desprovidos de caráter, ao invés de fazer o certo e escolher o menos ruim. (C.N.)

Flávio não teve tradução simultânea e ninguém entendeu nada que ele falou

entrevista flávio bolsonaro

Flávio estava “turbinado” e falava depressa demais

Carlos Newton

Com toda certeza, já se pode dar por terminada – e fracassada – esta série de entrevistas com candidatos à Presidência na TV Globo, porque o último programa é com o concorrente do arrebatador partido Avante, chamado Augusto Cury, que diz ser “médico, psiquiatra, escritor, professor e político brasileiro”.

Sem falsa modéstia, ele vai direto ao ponto e diz que se tornou “conhecido principalmente por uma extensa produção de livros sobre desenvolvimento pessoal, educação, relações humanas e temas ligados à saúde emocional, além de romances”.

ILUSTRE DESCONHECIDO – O ilustre candidato do Avante vai me desculpar, mas é um ilustre desconhecido. Em 60 anos de jornalismo, jamais ouvi falar neste cidadão, que na verdade escreve livros de autoajuda, para faturar em cima do despreparo alheio.

É um grande espertalhão, que fez alguma mágica para aparecer nas pesquisas com 3%, porque no Brasil o dinheiro compra tudo. Com esse surpreendente desempenho, que o coloca como candidato preferido por 3 entre cada cem brasileiros, o malandro ganhou 40 minutos de graça na TV Globo, em horário nobre, para vender seu peixe e seus livros.

Aliás, esse fato de Cury ganhar 40 minutos de fama na Vênus Platinada, que não pode lhe cobrar um só centavo, já o coloca como um dos favoritos do disputado troféu Piada do Ano, que consagra os maiores absurdos que ocorrem aqui do lado de baixo do Equador.

INQUISIÇÃO – Quanto às entrevistas propriamente ditas, o esquema adotado foi tipo Tribunal de Inquisição, em que os 30 minutos iniciais são gastos para esculhambar o candidato e os dez minutos restantes são dedicados aos planos de governo. Foi assim com os quatro políticos que realmente disputam a eleição, como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Com Zema, Caiado, Lula e Flávio, o casal nacional César Tralli e Renata Vasconcellos procedeu à inquisição, que conseguiu arrebentar com Zema e Lula. No caso de Renan Santos, o esquema foi outro, porque não existem perguntas capciosas a lhe fazer nem ele tem respostas a dar. Também será assim, hoje, com o espertalhão Augusto Cury, e os telespectadores podem preparar os travesseiros para pegar no sono, antes da novela.

Mas com Caiado e Flávio, o esquema não funcionou, por motivos diferentes.

SEM TRADUÇÃO – O problema com Flávio Bolsonaro foi estranhíssimo. O entrevistado estava excitado demais ou tomou algum “arrebite”, que os caminhoneiros usam para não dormir ao volante. O fato concreto é que ele falava numa velocidade tal que não dava para entender. Coloquei legendas na TV, mas a Inteligência Artificial não conseguiu captar direito as palavras. Ou seja, faltou tradução simultânea, nenhum telespectador entendeu nada, absolutamente nada.

Com Caiado o esquema também não funcionou. Político experiente, seguiu a técnica de Paulo Maluf, que ouvia a pergunta específica e respondia: “Pode até ser assim, porém…“, e trocava de assunto para dar o recado que pretendia passar.

Caiado agiu assim e dominou a entrevista, até porque não existem acusações de corrupção contra ele, que já nasceu rico e não precisa desviar recursos públicos.

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P.S.
Com quatro mandatos de deputado federal, um de senador e dois de governador, Caiado é experiente e culto. Antes de entrar na política, trabalhava como médico e professor de Cirurgia Ortopédica, com especialização em operações de coluna, cursada em Paris. Poderia seria um bom presidente, a exemplo de Itamar Franco, que acabou com aquela inflação descontrolada no Brasil, que destruiu o regime militar e levou ao fracasso o governo de Sarney. Mas quem se interessa? (C.N.)

Lula defende Marcola, Wagner e Lulinha: “São inocentes até prova em contrário”

Candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva concede entrevista à Globo

Lula levou uma bela surra na entrevista da TV Globo

Carlos Newton

É preciso reconhecer que, desta vez, os apresentadores César Tralli e Renata Vasconcellos se comportaram como jornalistas, esqueceram que representam uma organização empresarial que é aliada ao governo federal e deram uma surra no presidente Lula da Silva, que estava a ponto de explodir.

Estavam bem preparados e iniciaram o tribunal de inquisição com um assunto péssimo para o entrevistador – as relações perigosas do filho Fábio Luís, o Lulinha, com a lobista Roberta Luchsinger e com Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência da República, que recentemente deixou o Planalto e agora é um dos coordenadores da campanha eleitoral do PT.

LULINHA – O jornalista César Tralli iniciou a entrevista perguntando sobre as investigações que a Polícia Federal está fazendo sobre Lulinha e sua nova parceira de negócios, a lobista Robert Luchsinger.

O candidato do PT, é claro, já estava preparado para essa pergunta, que lhe é feita diariamente, e repetiu a resposta de sempre, dizendo que Lulinha é inocente, tem de se defender e vai provar que nada fez de errado, embora já esteja foragido.

Tralli ouviu o decoreba de Lula e insistiu no assunto, citando detalhes das conversas gravadas entre Lulinha e Roberta, bastante incriminadoras. Lula começou a ficar nervoso e seguiu a mesma linha de defesa, afirmando que não existem provas concretas contra seu filho, e as denúncias não passam de ilações. E aproveitou para elogiar a Polícia Federal, que em seu governo investiga tudo.

NO CELULAR – Foi uma boa deixa para Tralli, que passou a mencionar outras conversas reveladoras entre seu filho e a lobista. Lula não tinha o que dizer, então voltou à velha tese de que é preciso provar as acusações. Renata Vasconcellos entrou em cena. Lula pensou que ela iria mudar de assunto, mas ela insistiu em criticar o filho do presidente, inclusive citando outros trechos das conversas com a lobista.

Lula não tinha o que dizer, eram ilações a todo momento, parece ter gostado da palavra, e voltou a elogiar a Polícia Federal, Tralli então perguntou sobre Marcola, o ex-chefe de gabinete do Planalto, colocando Lula de novo nas cordas. Renata citou mais dados sobre Marcola, que pediu à lobista até compra de joias.

O presidente disse que o amigo errou, mas continuou defendendo Marcola, repetindo que nada estava provado, e tentou mudar o assunto para o caso Master, dizendo que o escândalo está sendo esquecido.

Foi a deixa para Renata Vasconcellos entrar arrasando o senador Jaques Wagner (PT-BA), citando o relacionamento íntimo dele com o banqueiro Daniel Vorcaro, e Lula caiu na armadilha e também saiu em defesa do amigo.

GROSSERIA – Foi patético ver Lula tentando defender o ex-sindicalista Jaques Wagner, hoje enriquecido ilicitamente, colocando-o na mesma situação de Lulinha, Roberta e Marcola. “Eles vão provar a inocência”, repetia.

Depois dessa surra, os apresentadores passaram a perguntar sobre dívida pública e outros problemas graves do governo. Lula perdeu a linha e ofendeu Renata Vasconcellos, dizendo que uma jornalista do porte dela não podia dizer o que estava falando sobre e dívida. Foi uma tremenda grosseria.

Daí em dia, a entrevista prosseguiu sobre temas diversas da administração federal, dando oportunidade a Lula de fazer aquela enrolação de sempre, citando números, misturando milhões com bilhões, uma confusão desgraçada que ninguém consegue entender, apenas ele, que repetia: “Nenhum outro governo fez como o meu…”. “Nunca jamais nesse país a economia ficou assim ou assado”. “Tirei quaquilhões de brasileiros da miséria”. E por aí a fora…

Se você fosse candidato, iria comparecer ao tribunal da inquisição da Rede Globo?

Entrevistas da Globo com presidenciáveis: veja datas e como assistir | G1

Os políticos deveriam dizer algumas verdades sobre a Globo

Carlos Newton

A pretexto de ajudar o cidadão a escolher o melhor candidato à Presidência da República, a Rede Globo de Televisão, que fatura cerca de R$ 15 bilhões anualmente, mais do que o dobro do que é arrecadado por todas as emissoras de televisão e rádios, vem entrevistando os seis candidatos melhor posicionados nas pesquisas como se fosse a intérprete das dúvidas e questionamentos de cerca de 160 milhões de eleitores.

A TV Globo se diz isenta e independente e, portanto, habilitada a emparedar quem melhor lhe aprouver, com indagações complexas, fáceis e outras oportunistas. Há quatro anos, por exemplo, o entrevistador William Bonner, por conta própria, inocentou Lula de todos os crimes cometidos e que justificaram sua prisão por 580 dias.

HOMER SIMPSON – Bonner é aquele jornalista que iguala o telespectador ao personagem Homer Simpson. Por isso falou essa asneira, dizendo que Lula nada devia à Justiça. Se era inocente e não devia nada, por que Lula ainda não ingressou com ação indenizatória bilionária contra a União e, por decorrência, contra os magistrados que ousaram trancafiá-lo.

Aliás, Lula poderia processar também os membros do Ministério Público e da Polícia Federal que o investigaram e, em especial, mover ação contra a Rede Globo, que o constrangeu e o injuriou por mais de quatro anos? Lembram-se do petroduto diário?

A fita métrica da TV Globo, para produzir e encaminhar questionamentos, tem como parâmetro o exercício da liberdade de imprensa e, nesse contexto, nada a impede de ser facciosa e até defensora de algum candidato que possa lhe assegurar quatro anos de tranquilidade, mantendo-a como a melhor favorecida pelos milionários recursos públicos destinados à propaganda oficial, como acontece ainda hoje.

MANIPULAÇÃO – A audiência da Globo é tão grande quanto o seu desejo de manipular a opinião pública no dia-a-dia de sua programação, como atesta sua parceria com cassinos internacionais para levar o vício das bets para todos os lares, e o Familhão que explora os pobres no programa Domingão com o Huck, tão cansativo e repetitivo como a dança dos famosos.

Veja o caso do candidato Romeu Zema que, segunda-feira, foi trucidado perante dezenas de milhões de telespectadores. Foram tantas as perguntas para anulá-lo que os entrevistadores acabaram usando mais tempo para perguntar do que teve o candidato, para responder.

Por que teria ele concordado em participar dessa flagelação pública se seu percentual nas pesquisas não ultrapassa os 4%?

CAIADO DESTROÇOU – Já com o candidato Ronaldo Caiado, a estratégia editorial da emissora fracassou. O experiente ex-deputado federal, senador e governador de Goiás, desde o início, enquadrou os afoitos entrevistadores, tanto que ao final pareciam duas crianças perdidas no parque. Não acreditavam no que estava se desenrolando ao vivo e a cores. Foram a nocaute, como a conhecida operação policial “Castelo de Areia”, que o substituto do Bonner tão bem conhece.

Como o Lula da Silva  e o Flávio Bolsonaro, comparecendo a essa simulação de debate, nada irão acrescentar a suas campanhas eleitorais, melhor que não se submetam aos caprichos da Organização Globo e preservem as posições já conquistadas. Se forem à entrevista vão ser engolidos pois não têm o traquejo do candidato do PSD, que infelizmente tem um vice distraído que dorme durante os debates, para deleite dos atentos fotógrafos.

FILHO FENÔMENO – Se a jornalista Renata Vasconcelos perguntar hoje ao Lula se ele acha que seu filho ainda é um fenômeno como empresário, se não é submisso aos interesses da atraente lobista Roberta Luchsinger, se vai voltar ao Brasil para votar no pai ou se as bets estão ajudando a Receita Federal a aumentar a arrecadação, Lula poderia sair pela tangente, dizendo algumas verdades aos apresentadores:

“Vocês sabiam que em 2007 eu renovei as cinco outorgas de concessão da Rede Globo, em favor dos irmãos Marinho, mesmo sabendo que eles, descumprindo a lei de radiodifusão, sem autorização do governo, transferiram o controle dos canais da Globo para empresas de fachada, totalmente descapitalizadas? Sabiam que aprovei esse favor esquecendo que as concessionárias estariam devendo ao Fisco cerca de R$ 600 milhões, como apontado em 2013 pela companheira Luiza Erundina? E pior, emitimos assim mesmo uma certidão negativa de débito para que tudo continuasse como está…”

DIRETO AO PONTO – O: candidato Flávio Bolsonaro também pode ir direto ao ponto. Ele é acusado de enriquecimento ilícito por causa das rachadinhas, que subtraem parte da arrecadação de assessores parlamentares, além da compra de imóveis com dinheiro vivo e a lavagem achocolatada de dinheiro.

Flávio poderia responder que muito mais grave do que isso, foi o golpe societário que Roberto Marinho cometeu, apossando-se das ações de mais de 600 fundadores da TV Paulista, canal 5 de São Paulo, promovendo assembleias com documentação falsa e sem a presença dos acionistas majoritários, que, mesmo mortos há anos, teriam outorgado procurações a terceiros para assinarem o livro de presença es a ata da assembleia ilegal.

“Acho mesmo que meu pai, quando ainda presidente, em dezembro de 2022, não deveria ter imitado Lula e renovado por mais 15 anos as concessões da Rede Globo”, poderia dizer Flávio Bolsonaro no JN.

OUTRA AFIRMATIVA – O candidato Flávio Bolsonaro também poderia perguntar se César Tralli e Renata Vasconcelos sabiam que uma microempresa de eventos esportivos, com capital de apenas R$10 mil, em setembro de 2006 miraculosamente transferiu para os irmãos Marinho cerca de R$ 5,8 bilhões, equivalentes a US$ 2,8 bilhões?

Para a Receita Federal, infelizmente, nada mais pode ser feito sobre esse incidente contábil, pois o governo decaiu da obrigação de investigar a origem dessa fortuna.

Moral do enrosco: quem não for ao debate não vai perder nada. A entrevista dos candidatos pela Globo só serve para realçar o seu convencimento de que ela e só ela deve dar a última palavra, como aconteceu com o triste episódio da Escola de Base de São Paulo, um dos mais vergonhosos abusos da liberdade de imprensa no Brasil, que, pelo jeito, vem sendo seguidamente esquecido.