Após a destruição e a matança, quem reconstruirá a Faixa de Gaza ?

Israel diz que intensificará ataques aéreos na Faixa de Gaza

Pedro do Coutto

Os filmes exibidos nas reportagens da GloboNews e da CNN focalizando o quadro trágico da guerra na Faixa de Gaza, revelam uma face que deve ser incluída nas perguntas feitas aos estadistas das grandes potências para que as respostas se acrescentem à consciência humana ou então a despertem para uma realidade efetivamente catastrófica.

Os escombros e as ruínas sob os quais há seres humanos desaparecidos, não podem ficar expostos eternamente. As destruições são cada vez maiores ao longo dos dias. E a solução parece distante, sobretudo em função das afirmações do comando militar israelense de que o período de destruição do Hamas e de formação de um novo governo não será curto.

REFLEXOS – Os caminhões de ajuda humanitária, embora em pequena escala, conseguiram sair do Egito e ultrapassar a fronteira no Sul de Gaza. Este é um fato. Mas a concentração militar de Israel pronta para a invasão permanece e com ela novas destruições vão se verificar. O Hamas precipitou a guerra no dia 7 de outubro. As consequências estão aí abalando o sentimento em favor da vida e explodindo frações da existência humana.

Os estilhaços que se espalham por Gaza ferem profundamente os princípios humanistas, ampliando a pergunta feita no título deste artigo sobre a responsabilidade de reconstruir o que foi destruído e o que tiver ainda de ser lançado pelos ares. Embaixo dos escombros, das paredes desabadas, dos hospitais em regime de desespero, encontram-se a morte e a iminência de destruição ainda maior.

ABISMO – Reportagem de André Fontenelle, O Globo deste domingo, incluindo entrevista com o historiador Henry Laurence, destaca a existência de um abismo de ódio no qual ainda não se divisa uma porta de saída. Os custos da reconstrução ainda não foram estimados ou divulgados os endereços dos que terão que realizar as obras indispensáveis a uma região com diversas fronteiras e que, evidentemente, não poderá permanecer com as características trágicas do momento atual.

O desastre exigirá enormes investimentos, incluindo as indispensáveis condições sanitárias para impedir que uma epidemia enorme possa se espalhar pelo mundo afora. O Brasil marcou uma reunião do Conselho de Segurança ONU para amanhã, terça-feira, com a participação prevista de todos os países. O objetivo é produzir um documento universal sobre uma tragédia que no fundo se refere a todo planeta.

DESENROLA –  Reportagem de Renan Monteiro, O Globo, focaliza afirmações do ministro Fernando Haddad sobre o êxito da Operação Desenrola. Com ela fica aberta uma porta ao retorno dos que encontravam endividados ao mercado de crédito. Não creio que esta seja  uma solução total para o problema que através do tempo se renova.

Atrás de tudo, projeta-se um problema social imenso. Mas ele somente poderá ser resolvido com empregos e salários que não percam para a inflação. Caso contrário, os ex-devedores de hoje se tornarão novos devedores de amanhã. A Operação desenrola prevê descontos nas dívidas e nos parcelamentos. Se os parcelamentos não forem concretizados, como sempre, o governo ressarcirá os bancos. É um processo de estatização das dívidas que decorrem da falta de salário e de emprego. Essa é a grande questão.

17 thoughts on “Após a destruição e a matança, quem reconstruirá a Faixa de Gaza ?

  1. O PT, Hamas, Irã, Síria, Líbano, Iêmen, os aliados de sempre; aqueles que sempre querem o melhor para a Palestina. Com certeza, não se furtarão a colocar a mão no bolso.

  2. A reconstrução da Faixa de Gaza, após a eliminação da infraestrutura daquela prisão em céu aberto, será determinada pelo governo do corrupto Binjamim Netaniyau.

    Do Norte ao Sul, da Faixa de Gaza a entrada de material de construção é controlada por Israel. Não só isso, a água, energia elétrica, combustível e alimentos são fornecidos, em troca de dinheiro, pelo governo de Israel. São mais de 2 milhões de palestinos morando naquela minúscula área, sem produção de alimentos, de água e de energia.

    A destruição provocada pelas bombas está sendo avassaladora contra a população Palestina. Só nessa semana, 2000 crianças morreram e as mais de 1000 que estão hospitalizadas, morrerão também, por falta de remédios e condições precárias nos hospitais.

    Impossível acreditar, que a tragédia não sensibilize, o presidente americano Joe Biden e os líderes da Europa. Os terroristas não estão sendo punidos pelos ataques terroristas contra Israel, no dia sete de outubro, a população sim, tem sido o foco dos ataques das bombas, que derruba prédios como se fossem blocos de papel.

    Os horrores da Segunda Guerra, que devastaram a Europa de cima a baixo, foi esquecida ao longo do tempo pelos europeus, esse povo, que junto dos americanos, sempre se envolveram em massacres ao redor do mundo. Nem me refiro a matança do Império Romano e de Napoleão.
    Os EUA, seguiu o exemplo dos piratas do passado, pois em busca do petróleo, destruiu a infraestrutura da Líbia, autorizada por Barack Obama. Drones assassinos dispararam bombas da Frota Americana estacionada na costa da Líbia, com o mesmo poder de fogo das bombas agora lançadas pelo governo de Israel contra a população Palestina.

    Biden vai pagar pelo apoio irrestrito a Israel, praticamente avaliando os danos causados a população Palestina. Nada fica impune nesta Terra, uma hora a conta chega e essa conta recai tanto para indivíduos e para países.

    O Brasil é um país iluminado, porque está longe da Europa e dos Estados Unidos. Já o México, não teve a mesma sorte, tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos, país pirata, que anexou o Texas, o Novo México e a Califórnia, antigos territórios mexicanos, além de massacrarem a população indígena americana, extinta pelos americanos.

    A Argentina se safou desse louco do Milei, que tem como guru, o seu cachorro morto, com o qual conversa todos os dias. Coisa de hospício permanente. A Argentina precisa se livrar do perigo de uma guerra civil, se esse ogro vencer a eleição.
    Massa venceu com 36%, contra 30 % dessa praga devastadora que apareceu na terra dos hermanos. Esse monstro medieval, começou a sinalizar um confronto entre Brasil e Argentina, que não serve a nenhum dos dois países, amigos e fronteiriços.

  3. O Conselho da ONU, pode fazer um documento, em que o país e seus aliados, destruírem outro, fica responsável pela recuperação do país destruído. No caso da guerra da Palestina, faz-se uma compensação quem mais destruiu pagará diferença, se não cumprir, será considerado inimigo da humanidade e sofrerá fortes sanções de todos os países. Isso iria inibir as guerras que geralmente o motivo, é a dominação de um país sobre o outro.
    Ninguém gosta de ser dominado

    Toda guerra tem seus motivos, talvez o Hamas cometeu terrorismo contra Israel, não apenas para fazer terrorismo, entendo que foi para chamar atenção do mundo para a necessidade de se reconhecer a Palestina como Estado e evitar que Israel continue com assentamentos nas terras da Palestina, que, segundo estudos, Israel, Já construiu 30 colônias , com prédios, infraestrutura, incluindo estradas, escolas e delegacias em terras privadas da Cisjordânia.

    Israel tem todo o direito de defender sua população, mas não continuar dominando a Palestina, em que o maior interessado são os EUA que está usando o extremista da direita, Netanyahu para a dominação daquela região.

  4. Perfeita análise de Nelio Jacob. Israel sempre foi a cabeça de ponte dos Estados Unidos no Oriente Médio.

    Os EUA e Israel pretendem ocupar a Faixa de Gaza, transformando o território em faixa continua até às costas do Mediterrâneo.

    O próximo passo será a entrada no território palestino da Cisjordânia, empurrando a população para a beira do Mar Morto.

    A entrada do Hezbolha na guerra, vai arrastar o conflito para o Líbano e consequentemente bombardeios intensos na Capital libanesa e na Cisjordânia. Israel vai destruir tudo, porque o Exército de Israel recebe armas e tanques de última geração dos EUA e a aviação israelense e a maior do Oriente Médio. O Egito sabe muito bem disso, quando foi arrasado e confinado no próprio território pela aviação israelense, sendo obrigado a assinar o Acordo de Paz. A Síria não teve a mesma sorte, perdendo as Colinas de Golan.

    O Líbano está arrasado economicamente. Se Israel invadir o território para matar os líderes do Hezbolha, será mais uma tragédia humanitária.

    Na Faixa de Gaza, os cemitérios estão lotados e as pessoas mortas estão sendo enterradas em covas coletivas e sem identificação. Em pouco tempo, uma epidemia de Cólera, vai arrastar a população para mais mortes em decorrência das bombas mortais.

    O Ódio e a falta de humanidade é o novo normal no mundo, inclusive no Brasil, onde líderes religiosos radicais, dizem que amam Deus, mais odeiam as criaturas do Pai Eterno. Não existe incoerência maior do que isso. Humanidade para essas benditas pessoas, é um sacrilégio contra as escrituras sagradas.

    É possível isso? Quem acredita nesse absurdo?

  5. O Hamas vai reconstruir Gaza, são incorruptíveis.
    O único corrupto naquela bagaça é o Benjamim Netanyahu segundo Roberto Nascimento, Nelio Jacob e toda esquerda mundial.
    Sem esquecer de Pedro do Coutto, Miriam Leitão, Bela Megale, Cantanhêde, Merval e Camaroti.

  6. Deixem Israel em paz.
    Palavras da Golda Meir, não vou morrer de joelhos.
    Países do Oriente Médio tem territórios que cabem duzentos Israel dentro.
    Ah… e esses países não aceitam refugiados palestinos, sendo da mesma raça e religião. O Egito se recusa mais peremptório que o Tarso Genro, aquele do cachimbinho fumacento.
    Tem gente que abomina os antigos escritos hebraicos e fazem vista grossa (seletiva) aos do profeta Maomé. Era a esses que Jesus se referia, ao fermento dos fariseus e aos hipócritas do templo

  7. Sr. Pedro

    Veja nossa Faixa de Gaza Brasileira, com o excelente método do paulo freire…

    Atirador avisou sobre ataque em escola estadual de SP duas semanas antes
    De acordo com a Polícia Militar, o suspeito é um aluno da Escola Estadual Sapopemba, que já foi detido

    https://www.terra.com.br/noticias/brasil/cidades/atirador-avisou-sobre-ataque-em-escola-estadual-de-sp-duas-semanas-antes,b688941309d6608902dbb366a13a472fmye6ih5c.html?utm_source=clipboard

  8. Citações:

    O mundo deveria estar horrorizado não apenas com o padrão imoral do exército de Israel, mas também com todas as declarações e atos do Estado judeu. O genocídio em Gaza é fruto de uma cultura racista e assassina, que domina a sociedade israelense, e inclusive muitos judeus fora de Israel.

    Citam-se apenas algumas declarações de políticos, religiosos, acadêmicos e militares israelenses sobre árabes e especificamente sobre palestinos.

    • “Os palestinos são bestas com duas pernas. 1o ministro israelense e auto-proclamado terrorista Menahem Begin” (citação na obra “Begin and the beasts” de Amnon Kapeliouk;

    • “Um milhão de árabes não valem uma unha de um judeu”. Rabino Yaacof Perin, New York Times, 27/2/1994, p.1

    • “Não temos uma solução. Vocês palestinos devem continuar a viver como cães e os que não aceitam, devem partir” General e ministro Moshe Dayan, citado por Naum Chomsky;

    • “Sinto pena dos civis palestinos assassinados, a mesma pena que sinto quando mato moscas”. Rabino Moshe Levinger no jornal israelense Yediot Aharonot, 1994.

    • “Devemos retroceder Gaza à idade média, destruindo totalmente sua infraestrutura, inclusive estradas e água”. Ministro israelense Eli Yishai, no jornal israelense Haaretz, 20/11/2012

    • “Gaza não deve ter eletricidade, combustível ou carros em movimento. Devemos destruir barros inteiros, destruir toda Gaza. Os americanos não pararam a guerra com o Japão apenas com Hiroshima, eles destruíram também Nagasaki”. Gilad Sharon, filho do ex-primeiro ministro Sharon, no Jerusalem Post;

    • “Não há inocentes em Gaza. Derrubemos todos e tudo”. Michael Ben Ari, membro do parlamento israelense

    • “Gaza precisa desaparecer com nossos bombardeios”. Avi Dichter, ministro da segurança israelense

    • “Devemos bombardear Gaza firmemente até que toda a população palestina evacue para o Egito”. Israel Katz, ministro do transporte.

    • “Os árabes são vermes. Vermes em cima da terra, embaixo da terra, em qualquer lugar” Vehiel Hazan, parlamentar israelense, Haaretz 14/12/2004.

    • “Matar um árabe é ato piedoso, comparável a livrar a humanidade das pragas”. Rabino Ovadia Yosef, líder máximo do partido SHAS

    • “Qualquer um que venda ou alugue casa para árabes causa grande prejuízo aos judeus, uma vez que os goym tem estilo de vida diferente do nosso e o objetivo deles é nos prejudicar sempre”. Decreto religioso firmado por mais de 300 rabinos influentes em Israel

    • “Judeus são puros, e os árabes, impuros. Por isso, não devem se misturar”. Rabino Davi Batzri

    • “Morte aos árabes”, grito das torcidas de futebol judaicas nos estádios de Israel

    • “Israel não está travando uma guerra contra terroristas, mas uma guerra contra o povo palestino. Os palestinos devem ser considerados, na sua totalidade, como um inimigo cujo sangue deve ser derramado”. deputada Ayelet Shaked

    • “Os nossos soldados estão fazendo bem o trabalho em Gaza, mas a solução não é a invasão, a solução é a que E.U.A. adotou com Japão, em Hiroxima e Nagasaki”, aludindo a um bombardeio nuclear em Gaza. Avigdor Lieberman, ministro do exterior

    • “Vamos afogar os palestinos no Mar Morto”. Avigdor Lieberman

    • “Se dependesse só de mim , ligaria para a Autoridade Palestiniana a dizer que todos os seus centros de negócios em Ramallah serão bombardeados amanhã, às dez.” Avigdor Lieberman

    • “Quando existe contradição entre os valores democráticos e os valores judaicos, os valores judaicos e sionistas são mais importantes.” Avigdor Lieberman

    • “Que tal inundar o Egito mediante o bombardeamento da Barragem de Assuan? “Avigdor Lieberman

    • “ Todo judeu, em algum lugar de seu ser, deve separar uma zona de ódio – ódio saudável e viril – contra o que os alemães personificam e pelo que persiste nos alemães”. Elie Wiesel, Prêmio Nobel da Paz,

    • “Devemos expulsar os árabes e ocupar seu lugar” Ben Gurion, criador de Israel, 1937

    • “Devemos utilizar o terror, o assassinato, a intimidaçao, o confisco das terras árabes, a suspensão de todos os programas sociais con o fim de evacuar a Galileia de sua população árabe” Israel Koenig

    • “Os palestinos, nós os abateremos como a insetos e arrebentaremos suas cabeças contra as rochas e as paredes” Isaac Shamir, primeiro Ministro israelense, 1988

    • “O sangue judeu e o sangue dos não judeus não são iguais. Matar não é crime se as vítimas não são judias. rabino Isaac Ginsburg, Jerusalem Post el 19 de junho de 1989

    • “Temos que matar a todos os palestinos, a menos que se resignem a viver aqui como nossos escravos.”

    Heilbrun, presidente do Comitê para a reeleição do General Shlomo Lahat a prefeito de Tel Aviv, Octubre 1983.

    • “Cada vez que fazemos algo, tu me dizes que a América fará isto e que fará aquilo… Quero dizer algo mui claramente: Não te preocupes sobre a pressão americana sobre Israel. Nós, os jueus controlamos a América e os americanos sabem disso.”

    primeiro ministro Ariel Sharon, 3 de Octubre, 2001, a Shimon Peres, transcrito de Kol Yisrael radio.

    • “Nossa raça é uma raça de amos. Nós somos deuses sobre este planeta. Somos tão diferentes das raças inferiores como eles são dos insetos. De fato, comparados com nossa raça, as outras raças são bestas e animais, são gado. Nosso destino é governar sobre as raças inferiores. Nosso reino terreno será governado com vara de ferro por nosso líder. As massas lamberão nossos pés e nos servirão como nossos escravos”. Menahem Begin, primeiro ministro israelense 1977-1983 em discurso no parlamento


    Tenho um amigo que, toda vez que o encontro, digo de cara: “Escuta aqui: gentio é a PQP !!!”.

    Estudem o que havia na Terra antes dos sumérios.

      • Isso veio da Internet mesmo e não é antissemitismo porque, eu, além de ser oriundo de cristãos novos, transito bem com meus amigos árabes e hebreus, ambos semitas, se é que você sabe o que é ser semita. E porque vc não pesquisou ? Teria encontrado isso também.

        Contraponto:

        O que é o Hamas; resumo

        Maior dos muitos grupos militantes islâmicos da Palestina, o Hamas controla a Faixa de Gaza desde 2007 e prega a destruição de Israel.

        Em árabe, o nome mais conhecido do grupo é uma sigla para Ḥarakah al-Muqawamah al-‘Islamiyyah, que significa Movimento de Resistência Islâmica.

        O Hamas foi fundado em 1987 durante o início da primeira Intifada palestina, um levante contra a ocupação israelense da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.

        Ramificação do braço palestino da Irmandade Muçulmana, maior e mais antiga organização islâmica do Egito, o Hamas tinha, inicialmente, o duplo propósito de implementar uma luta armada contra Israel, liderada por sua ala militar, as Brigadas Izzedine al-Qassam, e de oferecer programas de bem-estar social aos palestinos.

        O grupo venceu as eleições legislativas em 2006, derrotando o movimento rival Fatah, do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

        O Fatah não aceitou o resultado, e, no ano seguinte, o Hamas tomou violentamente o controle de Gaza da ANP, que, por sua vez, segue governando a Cisjordânia.

        Desde então, militantes em Gaza travaram confrontos com Israel, que junto com o Egito mantém desde 2006 um bloqueio ao território para isolar o Hamas e pressioná-lo a interromper os ataques.

        À medida que o Hamas assumiu o controle das instituições remanescentes da ANP em Gaza, estabeleceu um poder judicial e criou instituições autoritárias.

        Em teoria, o Hamas governa seguindo os princípios da sharia (lei islâmica), controlando a forma como as mulheres se vestem e chegando a impor a segregação de gênero em público durante os primeiros anos no poder.

        Segundo a Freedom House, ONG sem fins lucrativos baseada em Washington (EUA), o “governo controlado pelo Hamas não tem mecanismos eficazes ou independentes para garantir a transparência no seu financiamento, aquisições ou operações”.

        De acordo com especialistas, o Hamas também reprime os meios de comunicação social de Gaza, o ativismo civil nas redes sociais, a oposição política e as organizações não governamentais.

        Em outubro de 2023, o grupo lançou um ataque surpresa no sul de Israel. O acontecimento foi considerado “sem precedentes” e uma das maiores falhas de segurança do país em 50 anos.

        O motivo alegado pelo Hamas para justificar a ofensiva está relacionado à mesquita de Al-Aqsa, que fica junto ao Monte do Templo, em Jerusalém, em uma área da cidade considerada sagrada por muçulmanos, judeus e cristãos.

        Mas outros fatores, como a aproximação entre Israel e Arábia Saudita e a expansão dos assentamentos judaicos, também são apontados por especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.

        Em sua fundação, o Estatuto do Hamas definiu a Palestina histórica, incluindo o atual território de Israel, como terra islâmica e exclui qualquer possibilidade de paz permanente com o Estado judeu.

        O documento também ataca os judeus como povo, fortalecendo acusações de que o Hamas é antissemita.

        Em 2017, o grupo produziu um novo documento de política que suavizou algumas de suas posições declaradas e usou uma linguagem mais moderada.

        Não houve, mais uma vez, reconhecimento de Israel, mas o grupo diz aceitar formalmente a criação de um Estado palestino provisório em Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, algo que é conhecido como linhas pré-1967.

        O documento também afirma que a luta do Hamas não é contra os judeus, mas contra o que chama de “agressores sionistas de ocupação”.

        Em resposta, Israel disse que o grupo estava “tentando enganar o mundo”.

        Nos últimos anos, Israel estima que o Hamas e outros grupos militantes palestinos em Gaza tinham cerca de 30 mil foguetes e morteiros no seu arsenal.

        Segundo a ONU, entre janeiro de 2008 e agosto de 2023 (excluindo o último ataque, portanto), 308 israelenses, entre civis e militares, haviam sido mortos – dos quais 112 por grupos armados palestinos.

        No mesmo período, 6.407 palestinos foram mortos, a maior parte civis e por militares israelenses.

        Países como Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Austrália e as nações da União Europeia classificam o Hamas como uma organização terrorista.

        Já o Brasil e nações como China, Rússia, Turquia, Irã e Noruega não adotam essa classificação.

        Historicamente, o governo brasileiro só aceita classificar uma organização como sendo terrorista se ela for considerada assim pela Organização das Nações Unidas (ONU).

        Como pode ver, Sr Arthur Tooth, um quer acabar com o outro. E o que o resto do mundo tem a ver com isso ? A divindade que os criou – uma vez que conhece o passado, presente e futuro, deveria não ter permitido que Agar tivesse filho algum com Abrahão (Ibrahim) e permitido que Saraí tivesse gêmeos. O mundo estaria melhor.

  9. O Protocolo dos Sábios de Sião.
    Uma fábula sofistica para atacar os judeus. É atribuída a Hitler. Muita agente já viu esse filme exceto os esquerdistas.

  10. A resposta para esta pergunta é facílima, aqueles que financiam e armam os terroristas da Hamas que reconstruam o que ajudar a destruir. Os países financiadores são sobejamente conhecidos, é gente que tem tanta grana que até a gasta financiando terroristas.

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