Autoridades erram feio e transformam o Rio em território ocupado pelo crime

Ônibus incendiado no Rio após morte de miliciano;  regiões inteiras da cidade não fazem mais parte do território nacional

Na hora de ir ao trabalho, não há condução para os pobres

J.R. Guzzo
Estadão

O Congresso Nacional, o supremo sistema judiciário e as classes intelectuais, que querem pensar por todos os brasileiros, transformaram o Brasil num território livre para o crime. Tomaram 30 anos atrás, ou algo assim, uma decisão fundamental: ficar ao lado dos criminosos e contra os cidadãos.

Com o apoio da maior parte da mídia, dos “movimentos sociais” e dos advogados criminalistas mais bem pagos, o Poder Legislativo passou a aprovar sistematicamente, nestas três décadas, leis em benefício direto da bandidagem e dos bandidos.

PROBLEMA SOCIAL – A grande teoria é que o crime, no fundo, é um “problema social”, causado pela pobreza, pela incompetência dos governos e pela “sociedade”. Enquanto não se resolver isso tudo, sustenta o “campo progressista”, a prioridade do poder público não pode ser a repressão aos atos criminosos.

Tem de ser a recuperação moral dos bandidos, a oferta de oportunidades para que possam viver honestamente e, acima de tudo, a multiplicação permanente dos seus direitos diante da Justiça.

Deu espetacularmente certo para os criminosos – e errado para o cidadão. Na última explosão de banditismo no Rio de Janeiro, os marajás do crime organizado queimaram ônibus, fecharam ruas e mostraram quem manda nas suas áreas de ação.

“NOVO NORMAL” – O trabalhador ficou sem transporte. É o “novo normal” do Rio. Regiões inteiras da cidade não fazem mais parte do território nacional; é como se tivessem sido ocupadas por uma tropa estrangeira, que não reconhece a existência da República Federativa do Brasil, nem do “Estado”.

Nos episódios mais recentes de violência, inclusive, as quadrilhas capricharam em esfregar na cara dos governos que no país controlado por elas existe a pena de morte – e que estão dispostas a continuar aplicando suas sentenças.

A autoridades ficam lamentando; falam em mandar “tropas”, mandar “verbas”, mandar o Batman. Sabem que tudo o que tem de fazer no momento é simular atividade e ficar esperando o tempo passar. Daqui a pouco as pessoas esquecem – e o Rio de Janeiro voltará às suas condições normais de temperatura e pressão.

NÃO HÁ DIREITOS – Os brasileiros que cumprem a lei sabem, há muito tempo, que o Estado deixou de assegurar o seu direito constitucional à vida.

Sabem, também, que os peixes graúdos do aparelho público que controlam as suas vidas, além dos milionários, vivem num país onde não há crimes, nem qualquer ameaça para a sua segurança pessoal – rodam em carros blindados, têm esquadrões armados em sua volta e não precisam chegar a menos de 50 metros de distância da população.

Sua única preocupação é condenar a até 17 anos de cadeia os acusados de um quebra-quebra que consideram “golpistas” e “terroristas”.

10 thoughts on “Autoridades erram feio e transformam o Rio em território ocupado pelo crime

  1. O Guzzobozzo, estava indo bem…
    Até que, “nos finalmentes”… mandou essa letra:

    “Sua única preocupação é condenar a até 17 anos de cadeia os acusados de um quebra-quebra que consideram “golpistas” e “terroristas”.”
    rsrs…

    Vai demorar pra ler outra coisa deste Sr.

    José Luis

  2. Somos governados por uma quadrilha.

    E essa bandidagem de Brasília não concorre com os vagabundos locais, eles convivem e se associam na hora de sacanear o povo.

  3. Desconfio que o Guzzo é replicado aqui só para aborrecer aos militante do ‘Campo Progressista’.
    Nota do comentarista.
    O tal campo progressista é composto por devotos do experimento soviético.
    Estes devotos também gostam de um eufemismo, vejam só, o histórico Partidão mudou, mudou para ficar mais palatável, o termo comunista no entender deles desagradava ou intimidava.
    “Em 1992 o grupo liderado por Roberto Freire declarou a extinção do então PCB e criação do Partido Popular Socialista.”
    E assim la nave se vá. Ah, em tempo, a notória Odebrecht também mudou, mudou para “Novonor”.
    Quando mudou seu nome para Novonor, há um ano e meio, o grupo Odebrecht, fundado pelo patriarca da família, Norberto Odebrecht, tinha o objetivo de deixar para trás o passado da empresa, em especial as práticas de corrupção que vieram à tona com a Operação Lava Jato e que marcaram o início da decadência da companhia.
    Em uma tradução livre e minha entendo que Novonor sugere uma nova honra.
    Fim da nota do comentarista.
    Hehehe

  4. Há dezenas de anos o tráfico de drogas, vem sendo combatido pelo enfrentamento policial e o que aconteceu? O narcotráfico veio se fortalecendo.

    As milícias tiveram um desenvolvimento no tempo de Bolsonaro deputado e como presidente, as milícias se tornaram mais fortes, pois não vinha sendo combatida pelos governadores, que só se preocupavam com o narcotráfico.

    Há uma grande diferença entre o narcotráfico e as milícias. Um vive do comércio ilegal de drogas e o outro vide de um imposto cobrado dos moradores e comerciantes das comunidades, e pior, tem grande influência nas eleições.

    Claro, só podem ser combatidos de forma diferente, sendo mais fácil o combate às milícias, mas os governadores do Rio de Janeiro não tiveram interesse.

    • Você defende o bandidão que fez campanha dentro da CPX. E o senhor continuará passando pano Vocês apoiadores do BANDIDO, VAGABUNDO são igualmente responsáveis

  5. A saneadora idéia seria desestabilizar esse “livre comércio”, contaminando a fórmula do “produto”!
    O resultado assustaria traficantes e seus governamentais associados, causando um cisma nos então preocupados usuários!
    Quem teria coragem de testar e aspirar veneno?

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