2023 foi um grande exemplo dos erros que ocorrem nas previsões econômicas

O Momento Atual e o Cenário Político em 2022 e 2023 | Jornalistas Livres

Charge do Edu (Jornalistas Livres)

Vinicius Torres Freire
Folha

Os erros de previsão de crescimento do Brasil foram um assunto do Ano Velho. Neste 2024, conviria fazer uma rabanada desse pão dormido. A ideia aqui não é promover um seminário a fim de incrementar a precisão das estimativas, o que é válido, claro. Mas de refazer a pergunta de 2023: algo mudou na economia? O tamanho da mudança é relevante? Altera diagnósticos do que é preciso fazer no país?

Antes de prosseguir, segue um lembrete dos erros deste século, baseado nas estimativas recolhidas semanalmente pelo Banco Central, a profecia de “o mercado” —no caso, a previsão feita no final de um ano para o seguinte, comparada aos dados do PIB “da época” (sem revisões).

ERROS E ACERTOS – Desde 2000, a média aritmética do crescimento do Brasil foi de mísero 1,84% ao ano (2,3%, depois das revisões); a média do tamanho do erro foi de 1,91 ponto percentual (o valor absoluto de previsões menos o PIB divulgado à época). Enorme. É como tentar passar por uma porta e bater de cara na parede. Mesmo quando se eliminam anos de epidemia (2020-21), a média do crescimento fica em 1,98% ao ano; o erro, em 1,74 ponto.

Os erros não são um conluio da finança e seus economistas contra governos do PT. O crescimento foi superestimado em todos os anos de Dilma Rousseff, por exemplo. As previsões são historicamente otimistas. Se as estimativas do Focus estivessem certas, o Brasil teria crescido 82% desde 2000; cresceu 53% (pelos dados sem revisão, “de época”).

Os erros são recorrentes. Nos 22 anos para os quais há dados de extremos de previsões, o crescimento ficou fora do intervalo entre mínima e máxima em 15 deles. Isto é, foi maior do que a previsão mais otimista ou menor do que a mais pessimista.

2023 TEVE ERRO – O crescimento previsto para 2023 foi de 0,8%. Deve ter sido de 3%. Para 2022, previsão de 0,4%. O PIB cresceu 2,9% (depois revisado para 3%).

Projeções erradas são da natureza do métier, não é de hoje nem apenas aqui. Os erros recentes são mais incômodos porque parece haver um imprevisto desconhecido, talvez alguma força ignorada ou mal medida. Ressalva: ainda assim, a melhora não será grande coisa. Não nos transformamos nem mesmo em uma China de crescimento agora reduzido a 4,5% ao ano, claro.

“Imprevisto desconhecido”? Sim, há imprevistos que estão no catálogo sabido de choques e alterações.

SEM PREVISÃO – Por exemplo, podem sobrevir guerra, epidemia, secas ou chuvas exorbitantes, uma alta de preços do petróleo. Governos podem anabolizar brevemente a economia. Pode haver tumulto político (massa nas ruas, impeachments e afins) ou crises financeiras no mundo. Dados esses choques, é possível compreender o tamanho do erro. Em 2023, talvez tenha havido um imprevisto desconhecido.

Parte do povo que faz previsões alega que a agricultura cresceu muito (mas a grande safra estava prevista e, mesmo assim, o peso da agropecuária é pequeno para explicar o desvio). Diz que o aumento do gasto do governo foi grande, mas já sabíamos disso em dezembro de 2022. Sim, houve progresso extra nas exportações. Houve o trabalho: mais gente empregada, ganhando mais; desemprego baixo com inflação caindo. Há uma incógnita aí.

A economia teria se tornado mais produtiva, com “reformas de mercado” ou, sei lá, por mudanças de organização da produção pós-pandemia? Há controvérsia e os números disponíveis ainda não confessam a mudança. Houve alteração de comportamento dos agentes econômicos?

E PARA 2024? – A economia brasileira é volátil, dependente de preços e consumo de commodities (voláteis), sujeita a muita virada de política e de política econômica. Os modelos de previsão sempre têm problemas, que pioram com dados insuficientes e recentes, como é o nosso caso.

Haverá erros a perder de vista. Importante é saber o motivo deles, se por mais não fosse para nos ajudar a pensar o que é economia brasileira.

A previsão para 2024 é de alta de 1,5% do PIB, com estimativa máxima de 2,5% e mínima de zero. Ou seja, tudo pode acontecer.

10 thoughts on “2023 foi um grande exemplo dos erros que ocorrem nas previsões econômicas

  1. Deve-se tomar cuidado com os novos índices da economia. Pois, o diretor do IBGE Márcio Pochmann disse que ia mudar a metodologia de divulgação. É simples está ruim, divulga algo bom

    • Salve, Amigão,

      São Paulo também está indo para o buraco.

      As dois maiores Estados do Brasil entregue a bandidagem, com apoio do PT,PSDB,PSB,PPS,PDT PIÇOL, e com as bençãos dos jornazistas amestrados de plantão..

      O Luladrão e sua Quadrilha abriram as portas dos zinfer…..

      Veja está noticia….

      PM de SP prende quase 400 detentos em “saidinha”

      A saída temporária é destinada a detentos que estão no regime semiaberto ou que já cumpriram um sexto da pena, no caso de réus primários

      https://oantagonista.com.br/brasil/pm-de-sp-prende-quase-400-detentos-em-saidinha/

      Grande Abraço..

  2. 2023: algo mudou na economia? O tamanho da mudança é relevante? Altera diagnósticos do que é preciso fazer no país?

    Sr. Newton

    O que mudou foi a tranformação em ouro em alguns alimentos, nem vou por o preço da picanha e do filé mignom para a rapaziada não cair da cadeira.

    vamos ficar no básico, estes alimentos estão valendo igual ao ouro..

    Batata
    Cebola
    Alho
    Pimentões (vermelho e amarelo).
    Beringela
    Beterraba.
    Cenoura

    E as frutas, estão valendo igual ao diamente.

    Maça
    Laranja
    Abacate
    Manga.

    Essa é a economia do Maior Ladrão que o Mundo já viu…

    E os 120 mihões de famintos, que continuem passando fome.

    Grande Abraço

  3. “As dois maiores Estados do Brasil entregue a bandidagem, com apoio do PT,PSDB,PSB,PPS,PDT PIÇOL, e com as bençãos dos jornazistas amestrados de plantão..”

    Tremenda quadrilha Armando.
    Temos que aguentar isto ou então aturar o outro insano miliciano/ditador e sua família.
    Seria uma dinastia de cinquenta anos no mínimo.
    O bozolouco não largaria mais o osso.
    E, nos trataria com uma truculência terrível!

    Tá muito difícil.
    Acho que São Paulo tem mais jeito de consertar a cidade e a violência.
    Já o Hell, não tem mais jeito.
    Em cada bairro de bom poder aquisitivo temos duas favelas incrustadas, com pelo menos duzentas mil pessoas em cada favela.
    É de arrepiar!
    O pior é que crescem exponencialmente e já são a maioria. Estão ditando as regras com o apoio do poder público.

    Aqui não tem mais jeito.
    São Paulo, é uma potência e se arrochar na segurança, sem dúvida será uma das melhores cidades da América Latina pra se viver.

    Se eu pudesse, já teria me mandado daqui.

    Um forte abraço, meu querido amigo.

    José Luis

    • Dá um jeito de vazar do Rio..

      O violência está acabando com a Cidade Maravilhosa..

      Já assisti depoimentos de pessoas que foram embora para outro Páis por não aguentar a violência dos “Cieps do Brizolixo”.

      Está tudo dominado, tanto que a bandidagem já estão entre “eles” (na politica)…

      Grande abraço Amigão.

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