
Projeto aprovado no Senado protege produtos brasileiros
Pedro do Coutto
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou o projeto que determina critérios para a reciprocidade em caso de barreiras comerciais a produtos brasileiros. A intenção do texto é contornar possíveis sobretaxas de outros países, em especial para produtos do setor do agronegócio.
A votação que autoriza o governo Lula a retaliar as importações dos Estados Unidos em resposta ao tarifaço estabelecido por Donald Trump deixa Lula numa posição bastante favorável, sobretudo porque a oposição votou a favor do governo. Como o texto tramitava em regime terminativo, não precisará passar pelo plenário do Senado e seguirá direto para apreciação da Câmara dos Deputados. O projeto reuniu as alas ligadas ao governo federal e à oposição, já que conta também com o apoio da bancada ruralista.
TARIFAÇO – No fim da sessão, o presidente da CAE, senador Renan Calheiros, afirmou que irá se reunir com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para pedir que o texto seja votado na Casa ainda esta semana. O texto foi apresentado em abril de 2023, mas ganhou força neste ano, em especial, após a posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que definiu tarifa de 25% sobre as importações de aço e alumínio. Ele ainda ameaça anunciar outras taxações.
O texto final apresentado, da senadora Tereza Cristina, permitiu que o Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex) autorize a adoção de contramedidas em caso de ações de países ou blocos econômicos que: Interfiram nas escolhas soberanas do Brasil; Violem ou sejam inconsistentes com acordos comerciais de que o Brasil seja parte; e configurem medidas unilaterais com base em requisitos ambientais mais onerosos do que os padrões de proteção brasileiros.
CONCESSÕES – Pela proposta, a Camex poderá adotar como forma de resposta a suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual. Segundo o relatório, as contramedidas devem ser proporcionais ao impacto econômico causado pelas práticas protecionistas que outros países adotarem.
O Senado tem 81 senadores. A votação de 70 a zero, com apenas 11 abstenções, significa um reforço substancial para o governo diante de um problema internacional gravíssimo, pois o aumento das tarifas vai se refletir sempre no consumo, a última etapa do comércio. Os consumidores americanos e brasileiros, evidentemente com tarifas mais altas, terão que gastar mais nos supermercados. A guerra de tarifas vai se refletir do mercado atacadista para o varejistas, e deste para a população. O aumento de tarifas, assim, significa um aumento do custo de vida. Logo, atinge em cheio os assalariados de todos os dias.
Donald Trump é um homem tempestade que faz questão de se apresentar como alguém que busca a figura de rei do mundo, e se alegra também pelo mal que pode causar tanto à sociedade brasileira quanto às sociedades de muitos países, atingindo até mesmo a população americana.
AUMENTO DA TARIFA DE TRUMP É DE EXORBITANTES 35%
SE A TARIFA MÉDIA COBRADA PELOS EUA ERA DE 2,2% E PASSOU PARA 10%, HOUVE NA REALIDADE UM AUMENTO DE 35% – DE 2,2% PARA 10% – NA TARIFA MÉDIA APLICADA PELOS EUA SOBRE IMPORTAÇÕES DO BRASIL.
Se Trump anunciou aumento para 10% da tarifa sobre os valores de entrada dos produtos brasileiros nos EUA, a qual era de 2,2% na média, a pergunta óbvia, portanto, seria de quanto foi esse aumento?
Resposta: Foi de 35%.
É o quanto os valores dos produtos brasileiros deverão ficar mais caros para entrar no mercado norte-americano.
Todavia, ao elevar a tarifa americana para 10%, Trump praticamente a equiparou à tarifa média já cobrada pelo Brasil de 11,3%.
(xxx)
Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) a partir de dados do Banco Mundial, a tarifa média simples aplicada pelo Brasil às importações dos EUA foi de 11,3% em 2022 (dado mais recente disponível).
Ou seja, era mais que cinco vezes a tarifa média simples cobrada dos EUA sobre as importações brasileiras (2,2%).
BBC News Brasil, Brasília-DF, 10 março 2025, por Mariana Schreiber
Aposto que as famosas emendas parlamentares roubam mais pão da boca da nossa população do que as tarifas do Tonto americano. E nossos políticos não fazem nada.
Pergunta a quase todos, menos os “adevogados”, as ovelhinhas, os cúmplices do ladrão, a macacada, o cronista pé-de-cana e todos os demais assemelhados: quem estava e continua com a tarifa mais alta sobre determinados produtos ?
Começando pelo imposto das blusinhas de 20% que pode chegar a quase 50% com o ICMs.
Exatamente, Paulo.
Do ponto de vista dos EUA, Trump está certo. Age para tentar diminuir o deficit em contas correntes, tentando diminuir as importações. No Brasil temos déficit nas contas correntes e por isso devemos tentar produzir mais aqui. Não é com livre comércio que atingiremos o objetivo. Um verdadeiro patriota que defende o seu país,al mas parece que esse substantivo se refere somente a adoração de símbolos e conservadorismo nos costumes.
Foi aprovado a Lei do Nada .
Não vai resolver nada .
Uma das bases primevas do liberalismo é a teoria das vantagens comparativas de Ricardo, que fez avanços importantes nos fundamentos econômicos expresso’s na obra “A Riqueza das Nações” de Adam Smith fundador da Ciência Econômica Moderna.
Esta teoria, que considera o mercado como regulador ótimo das relações comerciais, logo, a ausência de tributos, propugna que os produtos a serem exportados e importados dependem do nível da eficiência produtiva na sua elaboração. Pensamos no caso da tecnologia de ponto, que a nossa Velha República Tardia Neoludista a vê como algo demoníaco a espalhar o nazi-fascismo pelo mundo. Sem projetos e investimentos, ficamos com nossas máquinas de escrever e tendo que importa-las ao preço que for.
Neste aspecto a tentativa extrafiscal da Ditadura, impondobpesados tributos nestes produtos, só fez ficarmos é mais atrasados tecnologicamente.
O que embasa a política tributado Trump é esta teoria. Que vença o melhor, mais eficiente, mais produtivo.
Se fosse um anarco-liberal visaria é o fim de qualquer tributação a regular o comércio internacional.
Trata-se de uma interessante experiência, que causa atenção e espectativasbpra quem é afeito à Ciência Econômica. Que não é ima ciência exata, embora lance mão de técnicas desta.
Observemos.
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Não sendo um imbecil prepotente que acha que se cria algo do nada, mas num processo histórico de destruição criativa, Marx deriva sua Teoria do Valor da obra do liberal Ricardo.
O rato que ruge. Até parece que é sério, quando a coisa apertar, baixam as calças na hora.
É só o Trump mandar publicar algumas notinhas sobre uns e outros, que a maioria logo se cala.
A síndrome do rabo preso, é devastadora, faz até devoto renegar o santo.
Grande parte dos políticos brasileiros não pode peitar ninguém porque logo tem o rabo puxado.
Continuemos no bananismo populista lulista pravê onde vê se algum dia teremos alguma autonomia, auto-determinação e maior importância no comércio internacional.
nossa Velha Repúbica Tardia neoludita, está e quer que permanecemos na era da máquina de escrever, pois vê nas bigs techs, no top tecnológico uma máquina de propagação do “nazi-fascismo”, uma ameaça à Democracia, pra não dizer que desafia, a tecnologia, se por nós apossada sua lucrativa Indústria da Miséria, que mantém um contingente enorme da população no lumesinato, sem participação da produção e distribuição efetiva da riqueza.
Enquanto os países desenvolvidos preocupam-se com a escasses de mão-de=obra, aqui obstamo-lá, mantendo este enorme lumpesinato impossibilitado de desenvolver plenamente suas potencialidades, ,logo autonomia política, intelectual, econômica.
Nossos “progressisatas” são o que há de mais atrasado e racionário que se poderia ter.
A propósito veja um dos próceres do bananismo neoludista medievalesco:
https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2024/02/28/extremismo-digital-no-pais-usa-metodos-nazista-e-fascista-diz-moraes.htm
É este tipo de gente que conduz o país,. Não há tributo que resolva um atraso destes.
Reagem como um bando de moleques que cospem no chão para passar o pé em cima, numa atitude de blefe somente para provocar o adversário mais forte, pois sabem que a surra será homérica.
Entende este velho bobo, por ouvir dizer, que a hora é de de união, mesmo entre bandidos, inteligência, diplomacia e objetividade, uma estratégia de ação associada entre os países afetados pelo “tarifaço” é a única saída para virar a omelete e do limão do Trump fazer uma limonada mundial, na forma de um acordo comercial universal ou um Mercado Comum Mundial sob a liderança da China, com ingressos grátis para os habitantes do globo assistirem a derrocada de um império, por vontade própria, burrice e arrogância.
E ninguém está dizendo aqui que Trump, ao reclamar das tarifas europeias (que são baixíssimas) confundiu em seu discurso o IVA que eles praticam lá, com valores de 20%, com tarifas aduaneiras. Por isso as tarifas escorchantes que aplicou à União Europeia. Nem que as tarifas que ele impôs aos produtos importados vão ser pagas (surpresa, surpresa!) não pelos países exportadores mas pelos compradores americanos desses produtos, e os rios de dinheiro que ele anuncia alto e bom som que os Estados Unidos ganharão sairão de seus próprios moradores para o bolso dos bilionários que estão metendo a mão no dinheiro público com as isenções de tarifas e os contratos governamentais.
Donald Trump está atropelando tudo, até Acordos Comerciais como o NAFTA entre EUA, Canadá e México, aprovado pelo Congresso nas duas Casas Legislativas. 25 por cento, o tarifaço contra o Canadá e o México, extrapolou a lógica e o bom senso.
Trump com medidas radicais, torna os Estados Unidos, um país em quem não se pode confiar.
Hoje, o Senado americano rejeitou as tarifas contra o Canadá. Senadores republicanos votaram contra Trump. Falta a votação na Câmara dos Deputados, e maioria reoublicana. A primeira derrota de Trump no Legislativo.
O tarifaço anunciado ontem, por Trump, trará uma recessão profunda na América e no mundo. Ao invés de Libertação, Trump causará uma recessão global. As Bolsas ao redor do mundo despencaram e a bolsa americana teve a maior queda desde a Pandemia.
O governo Trump é uma Pandemia comercial. Ele veio para confundir e destruir as Instituições Multilaterais e a própria liderança dos Estados Unidos em todos os cantos do mundo.
Na prática, Donald Trump, entrega para a China,.a liderança dos EUA de graça.
Os chineses estão aproveitando a confusão deliberada de Donald, o Nero da América e vem costurando acordos comerciais e políticos, com o Japão e a Coreia do Sul.
Trump conseguiu unir inimigos históricos, Japão e China, resultado de suas loucuras.
Trump está também, minando a Aliança do Tratado do Atlântico Norte, a NATO( OTAN), criando uma corrida armamentista sem precedentes. Japão e Alemanha já ensaiam a produção de Bombas Atômicas para defesa de seus países.
Trump está desequilibrando , o que estava pacificado sobre o controle de Armas Nucleares, que agora virou uma questão de sobrevivência para a Polônia, a Alemanha, 9 Japão e a Coreia. Vejam só, se, todos podem, porque o Irã não pode? O Brasil terá o direito também, de ter a sua bomba nuclear para defesa de seus território. Por que não?
Quanto as tarifas de 10 por cento, sobre as exportações brasileiras, me parece que ficou barato em relação aos 25 por cento do Canadá, por exemplo.
Nesse caso, ao invés de discursos de lamentos, lamúrias e a retaliação chamada de reciprocidade, creio que a negociação diplomática, tem condições de obtermos melhores resultados, baixando ou zerando esse tarifaço contra o Brasil, até porque, os Estados Unidos tem superávit comercial com o Brasil: Eles exportam mais para o Brasil do que exportamos para os EUA, portanto, não prejudicamos os Estados Unidos, pelo contrário. Essa conta não fecha.
É hora de botar o boi na sombra e esperar que a poeira baixe e os EUA entendam, que o tarifaço libertador ficará pior para a Economia americana. E a Economia é o pior inimigo dos políticos, que almejam cargos públicos.
Quando Trump começar a enfrentar a ira da população, voltará no tempo ou então, o seu sonho do terceiro mandato vai fazer água por todos os lados. O barco do Trump começará a afundar, quando os efeitos de seu tarifaço, anunciado ontem, começar a atingir o cidadão americano, que não suporta a carestia, os preços subindo nos supermercados. Aliás, ninguém gosta né, americanos, brasileiros, os argentinos de Milei e os europeus, enfim, a população mundial.