Aproximação entre Pacheco e Haddad é estratégica para a reforma econômica

Haddad cumprimenta Pacheco no plenário do Senado, com Lula ao fundo

Haddad e Pacheco motram que têm interesses em comum

Marcela Rahal
Veja

O presidente do Senado tem sido muito pressionado por líderes de partidos para devolver a MP da reoneração, editada pelo governo federal, que foi vista como uma “afronta” por muitos parlamentares. Isso porque o Congresso tinha acabado de aprovar a prorrogação do projeto de desoneração da folha de pagamentos para 17 setores da economia.

Rodrigo Pacheco, no entanto, tem tentado contornar a situação com o ministro da Fazenda. Fernando Haddad, que defende a importância da medida para a arrecadação federal.

32 MILHÕES – O governo calcula que a renúncia fiscal com a derrubada da MP seria de R$ 32 bilhões.

Alternativas estão sendo construídas, como o envio de um Projeto de Lei que teria que ser debatido pelo Congresso, no lugar da Medida Provisória que passa a valer imediatamente.

Há um esforço por parte do presidente do Senado para não deixar Haddad na mão. Seria uma derrota grande para o governo ver uma MP devolvida, como já ocorreu anteriormente em governo do PT.

INTERESSES COMUNS– Alguns fatos foram cruciais para a parceria, segundo um integrante da Fazenda. O senador Pacheco foi um defensor ferrenho da reforma tributária, mais do que o presidente da Câmara, Arthur Lira. As falas públicas do senador apoiando a proposta ajudaram a pavimentar o terreno para que fosse aprovada.

Pacheco também entrou na discussão da renegociação da dívida de Minas Gerais. Haddad, por sua vez, criticou a postura “conflitiva” do governador do estado, Romeu Zema, possível adversário do presidente do Senado que pensa em sair candidato por Minas, em 2026.

Foi uma via de mão dupla. Ambos têm interesses em comum…

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