
Fux vai mostrar que é o maior processualista brasileiro
Cézar Feitoza e Ana Pompeu
Folha
A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) começou nesta terça-feira (25) o julgamento da denúncia da trama golpista atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com a manifestação das defesas, da PGR (Procuradoria-Geral da República) e a discussão de questões processuais.
Os ministros negaram cinco preliminares levantadas pelos advogados dos acusados, como a nulidade da colaboração premiada de Mauro Cid e o envio do caso para o plenário do Supremo — o ministro Luiz Fux ficou vencido nesse ponto. Sobre a delação de Cid, os magistrados concordaram que a validade da colaboração poderá ser discutida após um eventual recebimento da denúncia.
SERÃO RÉUS? – O julgamento é retomado nesta quarta-feira (26) com o voto de Alexandre de Moraes sobre o mérito da denúncia, quando a corte decidirá se Bolsonaro e outros sete investigados serão tornados réus.
Acusado de liderar a trama golpista, Bolsonaro foi o único dos oito denunciados por integrar o núcleo central da organização criminosa a acompanhar o julgamento no Supremo. A ida do ex-presidente foi estimulada por aliados e autorizada pelos advogados —mas não foi avisada à segurança do STF.
Dois pontos geraram controvérsia entre ministros da Primeira Turma. O principal se refere à validade da colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid —o fio condutor da denúncia da PGR.
DELAÇÃO INEPTA – As defesas de Bolsonaro e do ex-ministro Walter Braga Netto defenderam a nulidade da delação diante das contradições do ex-ajudante de ordens da Presidência.
Celso Vilardi, advogado de Bolsonaro, disse que Cid “rompeu com o acordo quando vazou a delação [como] saiu na revista Veja”. Ele se referia aos áudios em que o militar se queixava do direcionamento de sua delação.
“Diz ele que foi um desabafo. É estranha essa expressão, desabafo, porque, no desabafo, ele diz que não tinha voluntariedade. Isso não é um desabafo. Na versão dele atual, isso teria sido uma mentira”, disse Vilardi.
MENTIR AO DEPOR – O advogado de Braga Netto José Luis Oliveira Lima, diz que há quatro motivos para anular a delação. O principal, na visão dele, é o fato de o tenente-coronel ter mentido nos depoimentos.
“[Cid] Prestou nove depoimentos e não fala do Braga Netto. Quando estava com risco de perder seu acordo, ele fala um detalhe que era simples: um financiamento do plano. Quer dizer que ele faz nove depoimentos e esqueceu de falar logo disso?”, disse o advogado durante sua sustentação oral.
Os ministros negaram por unanimidade a nulidade da delação de Cid. Alexandre de Moraes destacou que ele próprio verificou a voluntariedade e a regularidade do acordo de colaboração premiada quando recebeu o tenente-coronel para uma audiência, em novembro de 2024.
SEM INTERFERIR? – “Em nenhum momento esse Supremo, por meio do ministro-relator, interferiu no conteúdo ou nos termos do acordo de colaboração premiada, tendo exercido somente o que a lei garante a todo juiz”, disse.
A controvérsia sobre a validade do acordo de Mauro Cid foi levantada pelo ministro Luiz Fux. “Este não é o momento próprio, mas vejo com muita reserva nove delações de um mesmo colaborador, cada hora apresentando uma novidade”.
Cármen Lúcia e Cristiano Zanin concordaram que a discussão deve ser feita após o recebimento da denúncia.
FUX DISCORDA – Os ministros da Primeira Turma também negaram o pedido das defesas para declarar o Supremo incompetente para julgar a trama golpista. A decisão se deu por maioria: 4 a 1.
Fux foi o único a discordar da decisão. Quando o Supremo decidiu, em 2023, deixar as ações penais com as turmas, ele já tinha apresentado relutância com essa proposta.
“Pior que o juiz que não sabe Direito é o juiz incoerente. Peço vênia para manter minha posição, até porque não é tão pacífica assim”, disse.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Se Fux continuar discordando, e deve fazê-lo, vai desmoralizar as “convicções” de Cid e Moraes, mas isso não influirá no resultado, que já está decidido por antecedência, igual à morte do peru antes do Natal. (C.N.)
Se eu acreditasse em espiritismo ou algo do gênero, diria que Tomás de Torquemada voltou a vida, porque as ações atuais se assemelham em quase tudo ao que fez a inquisição, faltando apenas uma grande fogueira na praça dos três poderes.
Agora, o Bolsonaro se parece um Dom Quixote de la Mancha, que se meteu numa briga sem saber porque.
Tivesse ele sido mais esperto e nomeado o Sergio Moro e Deltran Dallagnol para o supremo, estaria hoje em situação mais confortável.
Uma grande verdade a falta de esperteza do Bolsonaro pois com Moro e Dallagnol teríamos um STF bem menos alinhado com a bandidagem petista e provavelmente o Lula nem teria sido eleito presidente. Mas nada justifica a mancha que o stf (com minúsculas, mesmo) joga sobre o Brasil. Continuamos a país das bananas mas, agora, das bananas podres.
Um dos maiores erros de Bolsonaro foi levar o Moro para o seu ministério, como uma etapa intermediária para a sua indicação ao STF. Isso enfraqueceu a Lava Jato, a principal arma contra os políticos, burocratas e juízes corruptos. Sem falar na aversão que integrantes da força tarefa tinham pelo capitão, algo que influenciou na renúncia do então ministro, um desastre para o Moro, para o governo e para a Operação Lava Jato.
Fico imaginando as nove delações do Cid.
“Volte amanhã, ainda não está bom”.
Kkk… é isso mesmo!
E vejam que as defesas (e o Fux) falaram apenas das versões da “delação”, imaginem quando exibirem, ao vivo, o vídeo da torturante coação que o traficante Xandão do PCC impôs ao Cid, por ocasião da última delação nos porões do 5TF.
Vou desenhar para ver se os idiotas de nascimento conseguem entender:
Torturador Xandão: “Está é a última oportunidade que lhe dou para você falar o que eu quero; se não falar, vou prender o seu pai, a sua mulher e a sua filha”.
Em audiência com Cid, Moraes deu bronca e avisou sobre ‘última chance de dizer a verdade’
https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2025/02/19/em-audiencia-com-cid-moraes-deu-bronca-e-avisou-sobre-ultima-chance-de-dizer-a-verdade.ghtml
Observem: o globo seria capaz de produzir tal “narrativa” ?
A conduta inapropriada e conivente do GDias e outros tantos, não será levada em consideração?
Essa “blindagem” descaracteriza qualquer processo e decisão!
Não. A empresa responsável pelos vídeos apagou tudo. Temos cópias, claro, mas isso não interessa à Inquisição.
“Estamos num momento que é preambular. Pelo que aqui se observou, esse colaborador certamente vai ser ouvido em juízo (…). Este não é o momento próprio, mas vejo com muita reserva nove delações de um mesmo colaborador, cada hora apresentando uma novidade”, disse Fux. E acrescentou: “Me reservo ao direito de avaliar no momento próprio a legalidade dessa delação, mas acompanho no sentido de que não é o momento de declarar a nulidade”.
Poderá mudar – como é praxe – de opinião, como a ex-donzela que foi contra a Constituição em determinado momento (diz que foi só daquela vez). Aguardemos.
Metrópoles – Direitos reservados
Nove delações? Pra quem só tinha nota 10, está faltando aquela, que será a verdadeira!
Haverá um idiota forasteiro que entenderá isso como palavras minhas.
Senhor Crispim Soares , a rigor o ex- juiz Sérgio Moro foi o verdadeira algoz da operação ” Lava – jato ” e de seus operadores ao propiciar meios e argumentos aos seus executores ” políticos x juízes envolvidos nessa trama e na corrupção , ao descambar para a política justamente se associando a um sujeito JMB degenerado e notoriamente corrupto que vivia nas sombras , permitindo que a bandidagem política / jurídica institucional se reagrupassem , reagissem desmantelando a operação Lava -jato .
Boa resposta, senhor José Carlos.
Moro se juntou a Bolsonaro com a promessa de ser indicado ministro do STF, na primeira vaga aberta.
Entraram em conflito, porque Bolsonaro queria trocar o comando da Polícia Federal, indicado por Moro e também o delegado federal Almada, superintendente da PF do Rio de Janeiro.
Sergio Moro não aguentou a fritura e a humilhação imposta por Bolsonaro e então, não restou alternativa ao xerife da Lava Jato, que pediu demissão do Ministério da Justiça.
Nos debates do primeiro turno, em 2022, Sergio Moro voltou para os braços de Bolsonaro, assessorando o Mito contra Lula, por quem nutre um ódio visceral. Moro quer ver o diabo, do que ficar lado a lado do Lula.
Foi humilhado, fritado, ignorado e mesmo assim, voltou para os braços do Bolsonaro. Será Bolsonaro um encantador de serpentes?
Eita! A safra criativa de teses, antíteses, narrativas, soluções, argumentos, fakes e pitacos estapafúrdios, está bombando e eu me pergunto: Quando o Mito for, devida e justamente engaiolado, e TOOS seus crimes divulgados, e após três meses ninguém lembre nem do nome completo, o que será que essa entusiástica moçada desempregada irá fazer.
Vão fazer campanha pra micheque ser presidente da república.
Se der certo, vão todos os doidos e doidas, andar de burca! rsrs…
Sr. Moreno, veja isto:
https://x.com/GugaNoblat/status/1904245370999415164?t=dsoy1nfuOXuLX2fq6-Ii1g&s=08
Um forte abraço,
José Luis
Magistral! Valeu José Luís! Abração!
Torcedores de Mário Soares: ele roubou tanto quanto Lula.
Minha opinião.
Vamos aguardar o circo encerrar o espetáculo.
Já sabemos que o leão vai para a jaula.
Daqui por diante só os oráculos cadastrados.
Só espero que esse julgamento não tenha um fim em si mesmo e muito menos se esgote , uma vez que faltam a classe serem pegas e punidas , sendo que sem o apoio politico institucional dos congressistas Brasileiros , Jair Bolsonaro e seus cúmplices não teriam ido tão longe em suas pretensões golpistas e com seus crimes e subversão no Brasil .
Só espero que esse julgamento não tenha um fim em si mesmo e muito menos se esgote , uma vez que faltam a classe política serem pegas e punidas , sendo que sem o apoio politico institucional dos congressistas Brasileiros , Jair Bolsonaro e seus cúmplices não teriam ido tão longe em suas pretensões golpistas e com seus crimes e subversão no Brasil .
Sempre respeitei o ministro Fux pela sua postura, comedimento e competência processual, e talvez por ser o único magistrado de carreira, acho eu, antes de entrar o Dino. Tenho o maior respeito e confiança nas suas decisões.